20/02/2017 MÉTODOS DE PASTEJO II

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Transcrição:

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS FACULDADE DE AGRONOMIA ELISEU MACIEL DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA DISCIPLINA: Manejo de Rebanhos em Pastejo MÉTODOS DE PASTEJO II Lotação rotacionada método que utiliza subdivisão de uma área de pastagem em dois ou mais piquetes que são submetidos a períodos controlados de pastejo e descanso. Também conhecido como "pastejo rotacionado ou rotativo Animais passam de um piquete à outro de acordo com a disponibilidade de forragem A mudança de potreiro é determinada pela quantidade de forragem existente FORMA MAIS SIMPLES DE PASTEJO ALTERNADO: Uso alternado de 2 piquetes, por tempos variáveis Período de ocupação e de descanso normalmente estabelecidos por parâmetros práticos do criador, dependendo da época do ano e da disponibilidade de forragem em cada um A permanência dos animais em cada piquete de um a vários dias, de acordo com o número de piquete e a época do ano A capacidade fotossintética da pastagem pós desfolha depende da quantidade de área foliar residual e da capacidade fotossintética das folhas remanescentes DESCANSO DESCANSO 1

Vantagens: Melhora a persistência de algumas espécies - seleção Melhor acompanhamento da pastagem e do animal Distribuição mais uniforme das excreções Permite pastejo com mais de um grupo de animais Permite a colheita do excesso de forragem com melhor qualidade para conservação Desvantagens: Necessidade de maior investimento de capital (aramados e bebedouros) Necessita manejo mais acurado Maior flutuação na qualidade da dieta do animal PRINCÍPIOS DE MANEJO NA : O período de utilização deve ser curto (até 1 semana ) CONCEITOS BÁSICOS NA : Período de ocupação ou de pastejo Período de tempo em que uma área é pastejada pelos animais. O resíduo deixado após o pastejo deve ser controlado O período de descanso e/ou lotação não deve ser fixo O pastejo rotacionado deve ser flexível. A rotação entre piquetes não deve ser baseada em um período de tempo fixo, mas na oferta de forragem e nas taxas de crescimentoda pastagem... Período de descanso ou repouso Tempo entre a saída dos animais de uma área o retorno dos animais a mesma. Ciclo de pastejo Tempo entre o começo de período de pastejo e o seguinte, ou seja, o tempo de ocupação mais o tempo de repouso - CP = TO+TR 2

PERÍODO DE OCUPAÇÃO: Normalmente varia de 1 a 7 dias. Determinado por: Forragem disponível e consumo animal Número total de piquetes PERÍODO DE OCUPAÇÃO: PO curtos evitam Consumo do rebrote Intensificação de verminoses Excesso de dejetos Taxa de acúmulo de forragem PERÍODO DE DESCANSO: Baseados em: Trabalhos de pesquisa (taxa de acúmulo) RELAÇÃO ENTRE PERÍODO DE OCUPAÇÃO, PERÍODO DE DESCANSO E O NÚMERO DE PIQUETES: Empiricamente pela observação na propriedade Pastejo alternado Tempo de Vida da Folha A folha não deve morrer sem ser consumida Sul do RSNormalmente em torno de 30 dias Adaptado de Aníbal de Moraes s/ data 3

EXEMPLOS DE PERÍODO DE DESCANSO: EXEMPLOS DE PERÍODO DE DESCANSO ou INTERVALO ENTRE PASTEJOS: Oliveira (2006) Oliveira (2006) CONCEITOS BÁSICOS NA : Número de piquetes (N) Determinado após o conhecimento do período de ocupação e de descanso N= PD+ 1 PO CALCULO DA ÁREA DOS PIQUETES: Área (ha)= PV x C x LI x PO MF x %Utilização da MF onde: PV peso vivo/cabeça C consumo de MS em % do PV LI Lotação Instantânea (nº total de animais) PO período de ocupação MF massa de forragem MF x %UMF pode ser substituído pela TA 4

EXEMPLOS DE TAXA DE ACÚMULO ou TCP: Pastoreio rotativo (ex.: Azevém) Massa de forragem pré pastejo (15cm) = 1800 Kg MS/ha Resíduo (7cm) = 900 Kg MS/ha (50% de utilização) Disponibilidade estimada = 900 Kg MS/ha Consumo (novilho de 400 Kg) = 12 Kg MS/dia (3% PV) Lotação instantânea= 75 novilhos/ha/dia Carga instantânea= 30.000 kg/ha/dia Período de ocupação = 1 dia Oliveira (2006) Período de descanso = 30 dias Área dos piquetes=??? Lotação da área=??? Carga da área=??? EXEMPLO DE CALCULO DA ÁREA DOS PIQUETES : EXEMPLO DE CALCULO DA NECESSIDADE TOTAL DE ÁREA: Área (ha)= PV x C x LI x PO MF x %Utilização da MF N= PD + 1 PO Área (ha)= 400 x 3 x 75 x 1= 1ha 1800 x 50 N= 30 + 1= 31 piquetes de 1ha = 31ha 1 + 20% (margem de segurança)= 37 piquetes 37ha 5

FALHA NO DIMENSIONAMENTO DOS PIQUETES: FORMA DOS PIQUETES: Piquetes quadrados ou retangulares mais econômicos e eficientes minimizam pisoteio e tempo de pastejo Não é necessário serem exatamente quadrados ou retangulares importante terem mesma disponibilidade de pasto Evitar piquetes longos e estreitos (animaiscaminhamna beira da cerca) Fonte: NASCIMENTO, D.A. (2011) Formato de pizza FORMA DOS PIQUETES: INFRAESTRUTURA: CORREDORES Largura suficiente para a passagem da máquina mais larga que usará o corredor (vagão forrageiro, grade, semeadora, etc..) + uma folga = 5m é razoável Caimento do centro para as laterais de 5-10% com o terço do meio, mais ou menos plano Fonte: NASCIMENTO, D.A. Sistema de Manejo Racional de Pastagens - Método Voisin(2011) ÁGUA Disponibilidade conforme a espécie Fonte: Scot Consultoria (s/ data) SOMBRA Natural ou artificial 6

MOMENTOS DE ENTRADA E SAÍDA DOS ANIMAIS DO PIQUETE MOMENTOS DE ENTRADA E SAÍDA DOS ANIMAIS DO PIQUETE Método Indireto Com base na altura do pasto MOMENTOS DE ENTRADA E SAÍDA DOS ANIMAIS DO PIQUETE CRESCIMENTO Saída dos animais Tifton 8cm B Milheto 25cm A Sudão 10cm Azevém 7cm V 12cm PF 0 B C TEMPO Rotacionada: Lotação que permita o consumo de toda a forragem entre a altura de ENTRADA e a altura de SAÍDA num período de 1 a 7 dias (conforme projeto) C Entrada dos animais Altura do relvado: Milheto - 55cm Tifton - 20cm Sudão 50cm Azevém 14cm V 30cm PF 7

VARIAÇÕES DA COM DOIS GRUPOS DE ANIMAIS VARIAÇÕES DA COM DOIS GRUPOS DE ANIMAIS Também chamado de pastejo primeiro e último Vantajoso quando se dispõe de animais de diferentes categorias ou capacidade de resposta a forragem Os animais que respondem mais à qualidade da forragem pastejam PRIMEIRO, cedendo lugar em seguida aos animais com menor exigência (SEGUNDO GRUPO) Alta disponibilidade e qualidade da forragem permite pastejo seletivo e alta ingestão de nutrientes maior produção animal VARIAÇÕES DA COM DOIS GRUPOS DE ANIMAIS VARIAÇÕES DA COM DOIS GRUPOS DE ANIMAIS 50% da altura de entrada Primeiro lote 50% da altura de entrada Segundo lote Sequência de pastejo 8

VARIAÇÕES DA COM DOIS GRUPOS DE ANIMAIS VARIAÇÕES DA COM DOIS GRUPOS DE ANIMAIS Comparação das respostas no método de pastejo primeiro ultimo obtido em pastagens de gramíneas associadas com leguminosas Número de piquetes (N) Determinado após o conhecimento do período de ocupação e de descanso N= PD + 2 PO/2 (BLASER et al., 1986). VARIAÇÕES DA PASTEJO EM FAIXAS: O pastejo é feito em faixas mediante deslocamento de duas cercas elétricas, normalmente, uma vez ao dia VARIAÇÕES DA PASTEJO EM FAIXAS: Os animais ficam confinados na faixa de pastejo mediante a utilização de um fio eletrificado na frente e outro na parte posterior, evitando que retornem à faixa já pastejada. 9

VARIAÇÕES DA CREEP-GRAZING AVANÇADO: É permitido que animais os jovens (terneiros, cordeiros, etc.) pastejem um potreiro à frente do pastejado por suas mães ou animais adultos. VARIAÇÕES DA PASTEJO HORÁRIO: Sistema onde os animais permanecem algumas horas por dia em pastagem de alta qualidade, após retornam a outra área onde permanecem o restante do tempo. Semelhante ao primeiro e último Frequentemente utilizado em bancos de proteína com leguminosas (estilosantes, calopogônio, soja perene, leucena, alfafa, feijão-miúdo, trevos). Pode ser considerado um tipo de suplementação a pasto. INTENSIFICAÇÃO DA Adubação nitrogenada Aumento na produtividade e qualidade da forragem Diminuição do intervalo entre pastejos (período de descanso) INTENSIFICAÇÃO DA Irrigação Suplementação volumosa Manutenção e ajuste da carga animal Pellegrini et al. (2010) 10

LOTAÇÃO CONTÍNUA X LOTAÇÃO CONTÍNUA X Efeito do sistema de pastejo no rendimento animal em pastagem nativa adubada. EEA/UFRGS, 1985-1989. Sistema de pastejo Lotação Ganho/animal Ganho/ha PP 6% PP 8% PP 6% PP 8% PP 6% PP 8% Nov/ha Kg/animal Kg/ha Contínuo 3,15 3,12 55 84 173 263 Rot 7 21 3,38 3,15 67 64 226 202 Rot 7 35 3,31 2,90 59 81 195 236 PASTOREIO RACIONAL VOISIN Proposto por André Voisin Década de 1950 na França Se utiliza dos princípios da agroecologia: Não são utilizados fertilizantes de alta solubilidade e agroquímicos. Ausência de movimentação do solo. O PRV aumenta a fertilidade natural do solo!!!??? O PRV aumenta a biodiversidade do solo!!!??? 11