Funções Trigonométricas

Documentos relacionados
Exame de Matemática Página 1 de 6. obtém-se: 2 C.

Módulo de Círculo Trigonométrico. Secante, Cossecante e Cotangente. 1 a série E.M.

Derivada Escola Naval

PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DA PROVA DE MATEMÁTICA A DO ENSINO SECUNDÁRIO (CÓDIGO DA PROVA 635) 2ª FASE 21 DE JULHO Grupo I. Questões

UFPB CCEN DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA CÁLCULO DIFERENCIAL I 5 a LISTA DE EXERCÍCIOS PERÍODO

Material Teórico - Módulo Triângulo Retângulo, Leis dos Cossenos e dos Senos, Poĺıgonos Regulares. Relações Métricas em Poĺıgonos Regulares - Parte 2

3. Geometria Analítica Plana

2 x. ydydx. dydx 1)INTEGRAIS DUPLAS: RESUMO. , sendo R a região que. Exemplo 5. Calcule integral dupla. xda, no retângulo

Adriano Pedreira Cattai

PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DA PROVA DE MATEMÁTICA A DO ENSINO SECUNDÁRIO (CÓDIGO DA PROVA 635) 2ª FASE 21 DE JULHO 2014 Grupo I.

Aula Expressão do produto misto em coordenadas

META Introduzir e explorar o conceito de congruência de segmentos e de triângulos.

Enunciados equivalentes

5.10 EXERCÍCIO pg. 215

Expressões Algébricas

/ :;7 1 6 < =>6? < 7 A 7 B 5 = CED? = DE:F= 6 < 5 G? DIHJ? KLD M 7FD? :>? A 6? D P

Resolução da Prova 1 de Física Teórica Turma C2 de Engenharia Civil Período

Razão e Proporção. Noção de Razão. 3 3 lê-se: três quartos lê-se: três para quatro ou três está para quatro

1. (2,0) Um cilindro circular reto é inscrito em uma esfera de raio r. Encontre a maior área de superfície possível para esse cilindro.

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL COMPLEXA

INSTITUTO FEDERAL DA BAHIA CAMPUS JEQUIÉ LISTA DE EXERCÍCIOS DE MATEMÁTICA ALUNO:

ESCOLA SECUNDÁRIA COM 3º CICLO D. DINIS 11º ANO DE ESCOLARIDADE DE MATEMÁTICA A

Hewlett-Packard MATRIZES. Aulas 01 a 05. Elson Rodrigues, Gabriel Carvalho e Paulo Luiz

Hewlett-Packard MATRIZES. Aulas 01 a 06. Elson Rodrigues, Gabriel Carvalho e Paulo Luiz

Prova Escrita de Matemática A 12. o Ano de Escolaridade Prova 635/Versões 1 e 2

TEMA 3 NÚMEROS COMPLEXOS FICHAS DE TRABALHO 12.º ANO COMPILAÇÃO TEMA 3 NÚMEROS COMPLEXOS. Jorge Penalva José Carlos Pereira Vítor Pereira MathSuccess

INSTITUTO DE MATEMÁTICA DA UFBA DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA LIMITES E DERIVADAS MAT B Prof a Graça Luzia

Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Matemática Departamento de Matemática

Arcos e ângulos Adote π=3,14 quando necessário.

ANÁLISE MATEMÁTICA IV FICHA SUPLEMENTAR 2. < arg z < π}.

3º) Equação do tipo = f ( y) dx Solução: 2. dy dx. 2 =. Integrando ambos os membros, dx. dx dx dy dx dy. vem: Ex: Resolva a equação 6x + 7 = 0.

INSTITUTO DE MATEMÁTICA DA UFBA DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA MAT 195 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I Atualizada em A LISTA DE EXERCÍCIOS

1. A soma de quaisquer dois números naturais é sempre maior do que zero. Qual é a quantificação correcta?

v 4 v 6 v 5 b) Como são os corte de arestas de uma árvore?

P R O P O S T A D E R E S O L U Ç Ã O D O E X A M E T I P O 5

PERFIL DE SAÍDA DOS ESTUDANTES DA 5ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL, COMPONENTE CURRICULAR MATEMÁTICA

Hewlett-Packard MATRIZES. Aulas 01 a 06. Elson Rodrigues, Gabriel Carvalho e Paulo Luiz

MATEMÁTICA CADERNO 3 CURSO E. FRENTE 1 Álgebra. n Módulo 11 Módulo de um Número Real. 5) I) x + 1 = 0 x = 1 II) 2x 7 + x + 1 0

ˆ y. Calcule x e y. B P C 14. Na figura, o quadrilátero ABCD está circunscrito na circunferência de centro O. Sendo

λ, para x 0. Outras Distribuições de Probabilidade Contínuas

66 (5,99%) 103 (9,35%) Análise Combinatória 35 (3,18%)

META Introduzir os axiomas de medição de segmentos e ângulos. OBJETIVOS Determinar o comprimento de um segmento e a distância entre

O Círculo AULA. META: Estudar propriedades básicas do círculo.

Matemática C Extensivo V. 7

Teorema de Tales. MA13 - Unidade 8. Resumo elaborado por Eduardo Wagner baseado no texto: A. Caminha M. Neto. Geometria.

1. Números naturais Números primos; Crivo de Eratóstenes Teorema fundamental da aritmética e aplicações.

Módulo de Triângulo Retângulo, Lei dos Senos e Cossenos, Poĺıgonos Regulares. Lei dos Cossenos e Lei dos Senos. 9 o ano E.F.

TRIGONOMETRIA. AO VIVO MATEMÁTICA Professor Haroldo Filho 02 de fevereiro, AS FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS DO ÂNGULO AGUDO OA OA OA OA OA OA

Aula 7 Complementos. Exercício 1: Em um plano, por um ponto, existe e é única a reta perpendicular

MATEMÁTICA - 3o ciclo Circunferência - ângulos e arcos (9 o ano) Propostas de resolução

Aula 10 Triângulo Retângulo

TÓPICOS. ordem; grau; curvas integrais; condições iniciais e fronteira. 1. Equações Diferenciais. Conceitos Gerais.

Pág Circunferência: ( ) ( ) 5.4. Circunferência: ( ) ( ) A reta r passa nos pontos de coordenadas (0, 1) e (2, 2).

Resolução do exame de Análise Matemática I (24/1/2003) Cursos: CA, GE, GEI, IG. 1ª Chamada

Trigonometria no Triângulo Retângulo

Transcrição:

Funçõs Trigonométricas META: Introduzir as principais funçõs trigonométricas: sno, cossno tangnt. AULA 7 OBJETIVOS: Dfinir as funçõs sno, cossno tangnt. Mostrar algumas idntidads trigonométricas. Calcular os valors das funçõs sno, cossno tangnt para alguns ângulos. PRÉ-REQUISITOS O aluno para acompanhar sta aula, é ncssário qu tnha comprndido todos os casos d smlhança d triângulos as propridads d ângulos inscritos m um círculo.

Funçõs Trigonométricas 7.1 Introdução Olá caro aluno, spro qu stja curtindo a litura. Nsta aula irmos iniciar nosso studo da funçõs trigonométricas. O studo dstas funçõs d suas aplicaçõs é dnominado trigonomtria. A trigonomtria iniciou-s como studo das aplicaçõs, a problmas práticos, das rlaçõs ntr os lados d um triângulo. Algumas funçõs ram historicamnt comuns, mas agora são raramnt usadas, como a corda, qu m notação atual é dada por crdθ =2sin(θ/2). Hoj as funçõs trigonométricas mais conhcidas são as funçõs sno, cossno tangnt. D fato, as funçõs sno cossno são as funçõs principais, visto qu todas as outras podm sr colocadas m trmos dstas. Nsta aula vrmos como utilizar smlhança d triângulo para dfinir as funçõs trigonométricas, bm como provrar algumas d suas principais propridads. Vrmos também como calcular alguns valors dstas funçõs tomando triângulo rtângulos particulars. 7.2 Funçõs Trigonométricas Considr um smicírculo d cntro P diâmtro AB. Tom um ponto C do smicírculo faça α = C ˆPB. Sja D um ponto d AB tal qu CD sja prpndicular a AB. Dfinição 7.1. a) Chama-s sno do ângulo α, dnotamos por sn α, ao quocint sn α = CD PC. b) Chama-s d cossno do ângulo α, dnotamos por cos α, ao quocint cos α = PD s 0 α 90 PC ou cos α = PD PC s 90 α 180. 134

Gomtria Euclidiana Plana c) Chama-s d tangnt do ângulo α, dnotamos por tan α ao quocint tan α = sn α cos α. AULA 7 Figura 7.1: Obsrvação: D acordo com as dfiniçõs acima podmos dduzir os sguints valors sn 0 =0, sn 90 =1, sn 180 =0, cos 0 =1, cos 90 =0, cos 180 = 1 tan 0 = tan 180 =0. Além disso, a tangnt não stá dfinida para α =90. Proposição 7.27. O sno cossno indpndm do smi-círculo utilizado para dfiní-los. Dmonstração D fato, s tmos dois smi-círculos como na figura abaixo tomamos C C tais qu C ˆPD = C ˆP D = α, ntão os triângulos PDC P D C, rtângulos m D D, rspctivamnt, são smlhants (Por quê?). Assim, Portanto, C P CP = C D CD = P D PD. sn α = CD CP = C D C P cos α = PD PC = P D P C. 135

Funçõs Trigonométricas Figura 7.2: Torma 7.1. Para todo ângulo α tmos sn α 2 +cosα 2 =1. Dmonstração S α =0, 90 180, o rsultado é imdiato, plo qu vimos antriormnt. Nos outros casos, considr a figura 7.2. Assim, ( ) 2 ( ) 2 PD CD sn 2 α +cos 2 α = + = PD2 + CD 2 PC PC PC 2 = PC 2 PC 2. Nsta trcira igualdad usamos o Torma d Pitágoras. Logo, sn 2 α +cos 2 α =1. 7.3 Fórmulas d Rdução Os próximos rsultados irão nos prmir calcular os valors d alguns ângulos a partir d outros. Torma 7.2. S α é um ângulo agudo, ntão a) sn (90 α) =cosα b) cos(90 α) =sn α c) tan(90 α) = 1 tan α 136

Gomtria Euclidiana Plana AULA 7 Figura 7.3: Dmonstração Considr a figura abaixo. Como os triângulos PFE PDC são rtos m F D, a soma dos ângulos agudos d um triângulo rtângulo é 90, sgu qu PFE CDP são congrunts. Em particular, PD PE = PC PE = DC PF. Logo, sn (90 α) = EF PE = PD PC =cosα, cos(90 α) = PF PE = DC PC = sn α, tan(90 α) = sn (90 α) cos(90 α) = cos α sn α = 1 tan α. Torma 7.3. Para todo α tmos a) sn (180 α) =sn α b) cos(180 α) = cos α Dmonstração Para α =0, 90 ou 180, sgu dirtamnt. Considr a figura abaixo. Como ants, mostramos qu PDC = 137

Funçõs Trigonométricas Figura 7.4: PFE, o qu implica qu sn (180 α) = EF PE = CD PC = sn α cos(180 α) = PF PE = PD = cos α. PC Como α 90, ntão α ou 180 α é agudo o outro obtuso. Isto implica qu cos α cos(180 α) têm sinais contrários. Exrcício 7.1. Mostr qu s ABC é um triângulo rtângulo m C, ntão BC = ABsn Â, AC = AB cos  BC = AC tan Â. Proposição 7.28. a) sn 45 = 1 2, cos 45 = 1 2 tan 45 =1 b) sn 30 = 1 2, cos 30 = Dmonstração 3 2 tan 30 = 1 3. a) Sja ABC um triângulo rtângulo m Ĉ com AC = BC. Então  = ˆB =45, já qu a soma dos ângulos intrnos d um triângulo é 180. O Torma d Pitágoras implica qu AB 2 = AC 2 + BC 2 =2AC 2 138

Gomtria Euclidiana Plana AULA 7 Figura 7.5: assim, AC = AB 2. Logo, sn 45 = cos 45 = CB AB = AB/ 2 AB = 1. 2 A tangnt é obtida pla simpls divisão dos valors do sno cossno. b) Sja ABC um triângulo quilátro. Considr D o ponto médio d AC. Daí, D ˆBC =30, plo Torma d Pitágoras CD = BC 2. Portanto, sn 30 = CD BC = BC/2 BC = 1 2, cos 30 = 1 (sn 30 ) 2 = tan 30 = 1 3. 1 1 4 = 3 2 139

Funçõs Trigonométricas Usando o Torma 7.28 as fórmulas d rdução, podmos calcular os valors do sno cossno dos ângulos 60, 120, 135 150. Dixamos como xrcício. 7.4 Li dos Cossnos Torma 7.4. Sja ABC um triângulo. Então AB 2 = AC 2 + BC 2 2AC BC cos Ĉ. Dmonstração S Ĉ =90, ntão não tmos nada a fazr, já qu cos 90 =0, nst caso, a fórmula rduz-s ao Torma d Pitágoras. Suponha qu Ĉ 90. Sja D o pé da prpndicular da altura do vértic A. Como Ĉ 90, ntão C D. S D = B, ntão ˆB =90. Nst caso cos Ĉ = BC AC AC 2 = AB 2 + BC 2, o qu implica qu AB 2 = AC 2 BC 2 = AC 2 + BC 2 2BC 2 = AC 2 + BC 2 2BC AC cos Ĉ, qu é o rsultado dsjado. Suponha agora qu D B C. Nst caso, ADB ADC são triângulos rtângulos m ˆD. Plo Torma d Pitágoras, AB 2 = AD 2 + DB 2 140

Gomtria Euclidiana Plana AC 2 = AD 2 + DC 2. AULA 7 Subtraindo, obtmos AB 2 AC 2 = DB 2 DC 2 qu é quivalnt a AB 2 = AC 2 + DB 2 DC 2. (7.5) Tmos três casos a considrar. Caso 1: B C D. Figura 7.6: Nst caso, BD = BC + CD. Assim, da quação (7.5), obtmos AB 2 = AC 2 +(BC + CD) 2 DC 2 Além disso, = AC 2 + BC 2 + CD 2 +2BC CD CD 2 = AC 2 + BC 2 +2BC CD. CD cos AĈD = AC cos AĈB = cos(180 AĈB)= cos AĈD. Logo, AB 2 = AC 2 + BC 2 +2BC AC cos Ĉ. 141

Funçõs Trigonométricas Figura 7.7: Caso 2: B D C. Nst caso, BC = BD + DC cos Ĉ = DC AC. Assim, a quação (7.5) implica qu AB 2 = AC 2 +(BC DC) 2 DC 2 Caso 3: C B D. = AC 2 + BC 2 + DC 2 2BC DC DC 2 = AC 2 + BC 2 2BC DC = AC 2 + BC 2 2AC BC cos Ĉ. Nst último caso, tmos qu CD = CB + BD CD = AC cos Ĉ dond, da quação (7.5) sgu qu AB 2 = AC 2 +(CD BC) 2 DC 2 = AC 2 + CD 2 + BC 2 2CD BC DC 2 = AC 2 + BC 2 2BC CD = AC 2 + BC 2 2ACBC cos Ĉ. 142

Gomtria Euclidiana Plana AULA 7 Figura 7.8: Portanto, fica dmonstrada a Li dos Cossnos. 7.5 Li dos Snos Torma 7.5. Sja ABC um triângulo. Então sn  sn ˆB = BC AC = sn Ĉ AB = 1 2R, ond R é o raio do círculo circunscrito no triângulo ABC. Dmonstração Considr o círuclo d cntro P raio R qu circunscrv o triângulo. Sja D um ponto do círculo tal qu BD é um diâmtro. Tmos dois casos, A C stão no msmo lado d BD ou m lados opostos. S A C stão m lados opostos d BD, ntão BÂC = B ˆDC, por srm ângulos inscritos no círculo qu subntnd o msmo arco. S A C stão no msmo lado d BD, ntão ABDC é um quadrilátro inscrito no círuclo. Então, pla Proposição 6.24, tmos CÂB + C ˆDB = 180. Em ambos os casos, sn BÂC = sn B ˆDC. Como BCD é rtângulo m C, já qu stá inscrito m um smi-círculo, sgu qu sn  = sn BÂC = sn B ˆDC = DC BD = DC 2R. 143

Funçõs Trigonométricas Figura 7.9: Da msma forma, mostramos qu sn ˆB = AC 2R Disto sgu o rsultado. DC sn Ĉ = 2R. Torma 7.6. Sjam α β ângulos agudos. Então a) cos(α + β) =cosαcos β sn αsn β b) sn (α + β) =sn α cos β +cosαsn β. Dmonstração a) Considr um ângulo d mdida α+β vértic P. Trac uma smi-rta S PH qu divid o ângulo m dois ângulos d mdidas α β. Trac uma prpndicular a S PH qu intrcpta os lados do ângulo α + β m A B. Sjam PH = h, PB = b, PA = a, BH = n AH = m. Pla Li dos Cossnos tmos qu (m + n) 2 = a 2 + b 2 2ab cos(α + β), (7.6) 144

Gomtria Euclidiana Plana AULA 7 Figura 7.10: m 2 = a 2 + h 2 2ah cos α (7.7) n 2 = b 2 + h 2 2bh cos β. (7.8) Além disso, cos α = h a cos β = h b. Portanto, h 2 = ab cos α cos β ah cos α = bh cos β = ab cos α cos β. Logo, d (7.7) (7.8) obtmos m 2 = a 2 ab cos α cos β (7.9) n 2 = b 2 ab cos α cos β. (7.10) 145

Funçõs Trigonométricas Além disso, sn α = m a sn β = n b qu junto com (7.9) (7.10), implica m (m + n) 2 = m 2 + n 2 +2mn = a 2 ab cos α cos β + b 2 ab cos α cos β +2absn αsn β = a 2 + b 2 2ab cos α cos β +2absn αsn β. Comparando com (7.6) obtmos qu cos(α + β) =cosαcos β sn αsn β. b) Nas condiçõs do ítm a), obtmos qu  =90 α. Isto implica qu, plo Torma 7.2, sn  = sn (90 α) =cosα. (7.11) Pla Li dos Snos, tmos sn (α + β) m + n o qu implica m = sn  b sn α m = sn  h, sn (α + β) = m b sn  + n sn  (7.12) b sn  = h sn α. (7.13) m Substituindo (7.13) no primiro trmo do sgundo mmbro d (7.12) (7.11) no sgundo trmo do sgundo mmbro d (7.13), obtmos sn (α + β) = h b sn α + n b cos α. (7.14) Porém, sn β = n b cos β = h b, qu substituindo m (7.14), obtmos sn (α + β) =sn α cos β +cosαsn β. 146

Gomtria Euclidiana Plana AULA 7 Corolário 7.1. S α>β,ntão a) cos(α β) =cosα cos β + sn αsn β. b) sn (α = β) =sn α cos β cos αsn β. Dmonstração No torma antrior, faça α + β = a α = b. Rsolva o sistma cos a =cosb cos(a b) sn b sn (a b), sn a = sn b cos(a b)+cosb sn (a b) para ncontrar cos(a b) sn(a b). 147

Funçõs Trigonométricas RESUMO Nsta aula nós vimos como dfinir as funçõs trigonométricas como utilizar smlhança d triângulos para mostrar qu las stão bm dfinidas. Mostramos algumas fórmulas d rdução, as Lis dos Cossnos a Li dos Snos, idntidads trigonmétricas muito útil nas aplicaçõs. Além disso, também calculamos alguns valors das funçõs trigonométricas, por xmplo, para os ângulos 30, 45 60. PRÓXIMA AULA Na próxima aula irmos dfinir a noção d ára mostrar como calcular a ára d algumas figuras gométricas. ATIVIDADES 1. Em um triângulo ABC, m qu todos os ângulos são agudos, a altura do vértic C forma com os lados CA CB, rspctivamnt, ângulos α β. Sja D o pé da altura do vértic C. Calcul AD, BD, AC CD sabndo qu AD =1, qu α =30 β =45. 2. Quando o sol stá 30 acima do horizont, qual o comprimnto da sombra projtada por um difício d 50 mtros? 3. Um barco stá ancorado no mio d um lago. Uma longa strada rtilína acompanha part d sua margm. Dois amigos m passio turístico obsrvam o barco d um ponto na strada anotam qu a rta daqul ponto ao barco forma um ângulo d 45 com a strada. Após viajarm 5 km ls 148

Gomtria Euclidiana Plana param anotam qu agora podm vr o barco sgundo um ângulo d 30 com a strada. Com sta informação calcul a distância do barco à strada. AULA 7 4. Um parqu d divrsõs dsja construir um scorrgador gigant cujo ponto d partida fiqu a 20m d altura. As normas d sgurança xigm qu o ângulo do scorrgador com a horizontal sja d, no máximo, 45. Qual srá o comprimnto mínimo do scorrgador? 5. Achar o comprimnto da corda d um círculo d 20cm d raio subtndida por um ângulo cntral d 150. 6. Do topo d um farol, 40m acima do nívl do mar, o faroliro vê um navio sgundo um ângulo (d dprssão) d 15. Qual a distância do navio ao farol? 7. Mostr qu o prímtro d um polígono rgular inscrito m um círculo d raio R é p n =2Rnsn ( ) 180 n. 8. Num triângulo ABC tm-s AC =23, Â =20 Ĉ = 140. Dtrmin a altura do vértic B. 9. O qu é maior: (a) sn 55 ou cos 55? (b) sn 40 ou cos 40? (c) tan 15 ou cot 15? 10. As funçõs scant, coscant cotangnt d um ângulo α são dfinidas por sc α =1/ cos α, csc α =1/sn α cot α = 1/ tan α. Para qualqur ângulo α difrnt d zro 180 mostr qu: (a) sn α csc α + cos α sc α =1. (b) tan α +cotα = sc α csc α. (c) sc α = sn α(cot α +tanα). 149

Funçõs Trigonométricas (d) sc 2 α csc 2 α =tan 2 α cot 2 α. cos α () 1 sn α = 1+sn α cos α. (f) sn 4 α cos 4 α =2sn 2 α 1. 11. Calcul cos 105, cos 15 sn 75. 12. Mostr qu s α β são ângulos agudos ntão tan α +tanβ (a) tan(α + β) = 1 tan α tan β cot α cot β 1 (b) cot(α + β) = cot α +cotβ. 13. Em um triângulo ABC, m qu todos os ângulos são agudos, a altura do vértic C forma com os lados CA CB rspctivamnt ângulos α β. Sja D o pé da altura do vértic C. Calcul AD, BD, AC CB sabndo qu AD =1. 14. Mostr qu cos θ 1+cosθ 2 =. 2 15. Mostr qu tan θ 2 = 1 cos θ sn θ. LEITURA COMPLEMENTAR 1. BARBOSA, J. L. M., Gomtria Euclidiana Plana. SBM. 2. EUCLIDES, Os Elmntos. Unsp. Tradução: Irinu Bicudo. 3. GREENBERG, M. J., Euclidan and Non-Euclidan Gomtris: Dvlopmnt and History. Third Edition. W. H. Frman. 4. POGORELOV, A. V., Gomtria Elmntal. MIR. 5. MOISE, E. E., Elmntary Gomtry from an Advancd Standpoint. Third dition. Addison-Wsly. 150