Classificação botânica

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9.5 PRINCIPAIS PRAGAS E DOENÇAS DO FEIJOEIRO

Transcrição:

FEIJÃO PLANTA

FEIJÃO SEMENTE

Classificação botânica Reino Vegetal Sub ramo = Angiosperma Classe = Dicotiledônea Ordem = Fabales Família = Fabaceae Subfamília = Faboideae Tribo = Phaseoleae Gênero = Phaseolus Espécie = Phaseolus vulgares L.

FEIJÃO O gênero Phaseolus compreende cerca de 55 espécies, das quais apenas cinco são cultivadas: o feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris): espécie mais cultivada dentro do gênero; o feijão de lima (P. lunatus); o feijão Ayocote (P. coccineus); o feijão tepari (P. acutifolius); P. polyanthus.

FEIJÃO (Phaseolus vulgaris, L.) Originário da América do Sul (segundo alguns autores) e México e Guatemala; É um dos principais alimentos da população brasileira especialmente a de baixa renda; Na maioria das regiões produtoras predomina a exploração por pequenos produtores; Na Bahia as principais zonas de produção estão no semi-árido e zona de tabuleiros: Irecê, Ribeira do Pombal e Barreiras como centros de comercialização.

FEIJÃO Os feijões estão entre os alimentos mais antigos, remontando aos primeiros registros da história da humanidade. Eram cultivados no antigo Egito e na Grécia, sendo, também, cultuados como símbolo da vida. Os antigos romanos usavam extensivamente feijões nas suas festas gastronômicas, utilizando-os até mesmo como pagamento de apostas.

FEIJÃO Importante fonte protéica na dieta humana dos países em desenvolvimento das regiões tropicais e subtropicais: Américas (47% da produção mundial); Leste e sul da África (10% da produção mundial).

FEIJÃO O Brasil produz cerca de 2,6 milhões de toneladas de feijão comum (Phaseolus); Produtividade média de 732 kg/ha; Em áreas irrigadas a produtividade alcança 3.000 kg/ha.

FEIJÃO O cultivo é bastante difundido em todo o território nacional, no sistema solteiro ou consorciado com outras culturas; É reconhecida como cultura de subsistência em pequenas propriedades; Nos últimos 20 anos, crescente interesse de grandes produtores, adotando tecnologias avançadas: a irrigação e a colheita mecanizada.

Produção mundial Situou-se em torno de 16,8 milhões de toneladas; Ocupando uma área de 23,2 milhões de hectares; Cerca de 65,1% da produção foram oriundos de apenas sete países, sendo a Índia responsável por 15,3% e o Brasil, 14,6%. (FAO, 2001)

Produção brasileira Em 2012 = redução de 18% da área = seca no Nordeste. Perda de 80% na produção; 1ª safra = 992 kg/ha (16% a menos) 2ª safra (estimativa) = 752 kg/ha 3ª safra (estimada) = 939 kg/ha Total estimado: 2,97 milhões de tonelada (- 20%) CONAB, 2012

Produtividade na Bahia 1ª Safra 2010/2011 = 730 kg/ha 1ª Safra 2011/2012 = 250 kg/ha Decréscimo de 65% na produtividade.

Exigência do consumidor O incentivo ao consumo interno de feijão. Agregação de valor via processamento, oferecendo produtos semi-prontos; Oferta de feijão orgânico; Utilização do feijão como substituto protéico dos produtos de origem animal com problemas sanitários; Importância desta fonte de proteína para a população mais pobre; Características de efeito medicinal (protetor e terapêutico de doenças coronarianas e oncológicas), devido seu baixo teor de gordura e alto teor de fibras)

Clima O feijão é uma planta de clima tropical; Dentre os elementos climáticos que mais influenciam na produção de feijão salientam-se: Temperatura = em torno de 25ºC (18º a 30ºC); Precipitação pluvial = 100 mm mensais bem distribuídas; Radiação solar. Em relação ao fotoperíodo, a planta de feijão pode ser considerada fotoneutra.

Fotoperíodo É a duração do dia em relação à noite em um tempo de 24horas = duração do período luminoso; Exerce influência sobre a floração; Planta neutra é aquela que não depende do fotoperíodo para florescer; Depende da disponibilidade de água e temperatura. Nictoperíodo = duração do período escuro;

Plantas de dia curto e dia longo São aquelas que florescem apenas em determinada época do ano. O importante é o número de horas que a planta passa sem luz;

Plantas de dia curto - PDC Florescem quando o tempo que elas passam no escuro é maior que o fotoperíodo crítico (valor mínimo); São plantas de noites longas; Ex.: café, soja, fumo, crisântemo; O florescimento não ocorre durante os dias curtos.

Plantas de dia longo - PDL Florescem quando a duração da noite é inferir a um certo valor = fotoperíodo crítico; Ex.: alface, espinafre, couve, repolho.

Exemplo: Uma PDC, cujo fotoperíodo crítico = 10h; Ela floresce depois de ser submetida a períodos luminosos inferiores a 10h (8h de luz e 16h de escuro); Ou a períodos escuros superior a 14 h; Na verdade ela é um a planta de noite longa; A interrupção das noites longas, com um feixe de luz branca mantém a planta na sua fase vegetativa.

Temperatura É o elemento climático que mais exerce influência sobre a porcentagem de vingamento de vagens; Altas temperaturas têm efeito prejudicial sobre o florescimento e a frutificação do feijoeiro; Temperaturas baixas reduzem os rendimentos de feijão; Provoca o abortamento de flores; Pode causar falhas nos órgãos reprodutores masculino e feminino; Alta temperatura acompanhada de baixa umidade relativa do ar e ventos fortes tem maior influência no pegamento e retenção de vagens.

Déficit hídrico O feijão é mais suscetível à deficiência hídrica durante a floração e o estádio inicial de formação das vagens. O período crítico se situa 15 dias antes da floração; Ocorrendo déficit hídrico, haverá queda no rendimento: Redução do número de vagens por planta; Diminuição do número de sementes por vagem; Entretanto, um período seco, da maturação fisiológica da semente até a colheita, contribui para a obtenção de um produto de boa qualidade.

Fatores importantes: Retenção de água no solo e duração do ciclo. Quanto maior a capacidade de armazenamento de água no solo, associado ao ciclo mais curto, menores serão as perdas. O risco de perda se acentua quanto mais tarde for à semeadura, independente do solo e do ciclo da cultura. Semeaduras realizadas após 15 de julho, o risco climático é bastante acentuado para a cultura do feijoeiro no município de Presidente Tancredo Neves.

Solo O solo é um mineral não consolidado na superfície da terra, influenciado por fatores genéticos e ambientais, como: Material de origem; Topografia; Clima (temperatura e umidade); Microrganismos, que se encarregaram de formar o solo; É sempre diferente, nas suas propriedades e características físicas, químicas, biológicas e morfológicas do material de origem.

Solo De modo geral, a planta do feijoeiro exige: Solos férteis; Areno-argilosos; Com bom teor de matéria orgânica; Bem arejados; ph em torno de 6,0 (5,0 a 6,5).

DOENÇAS O feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris L.) É cultivado durante todo o ano; Grande diversidade de ecossistemas; Inúmeros fatores tornem-se limitantes para a sua produção; As doenças diminuem a produtividade da cultura; Depreciam a qualidade do produto.

DENÇAS O feijoeiro é hospedeiro de inúmeras doenças de origem fúngica, bacteriana e virótica. As doenças fúngicas estão divididas em dois grupos com base na sua origem.

DENÇAS FÚNGICAS Parte aérea e cujos agentes causais não sobrevivem no solo; Doenças de solo, cujos agentes causais encontram-se adaptados para sobreviverem neste ambiente.

DOENÇAS FÚNGICAS Parte aérea do feijoeiro comum Antracnose; Mancha-angular; Ferrugem; Oídio; Mancha-de-alternária; Sarna; Carvão.

ANTRACNOSE (Colletrotrichum lindemuthianum) Favorecida por temperaturas moderadas

ANTRACNOSE (Colletrotrichum lindemuthianum)

OÍDIO (Erysiphe polygoni) Favorecido por temperaturas moderadas

Mancha de Alternaria (Alternaria sp.)

Sarna (Sphaceloma sp.) Lesões profundas com centro esbranquiçado e bordas marrons

Carvão (Entyloma vignae) Mais frequente em períodos chuvosos Manchas arredondadas, cinza-escura circundadas por uma área amarelada

MANCHA ANGULAR ( Phaeoisariopsis griseola) Favorecida por altas temperaturas

MANCHA ANGULAR ( Phaeoisariopsis griseola) Favorecida por altas temperaturas

Ferrugem (Uromyces appenciculatus) Doença de ampla distribuição; Favorecida por altas temperaturas; Regiões tropicais úmidas e subtropicais.

Ferrugem (Uromyces appenciculatus)

DOENÇAS FÚNGICAS Principais doenças cujos agentes causais apresentam capacidade de sobreviver no solo: Mofo-branco; Mela; Podridão-radicular-de-Rhizoctonia; Podridão-radicular-seca; Murcha-de-fusarium; Podridão-cinzenta-do-caule.

Mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum) Causa podridão mole nos tecidos; Comum em áreas irrigadas. Micélio branco

Mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum) Causa podridão mole nos tecidos

Mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum) Plantas hospedeiras: Repolho Alface Algodão Picão Ervilha Soja Tomate rasteiro

Mela ( Thanatephorus cucumeris)

Mela ( Thanatephorus cucumeris)

Teia micelial Mela ( Thanatephorus cucumeris)

Podridão radicular de Rizoctonia (Rizoctonia solani)

Podridão radicular seca (Fusarium solani) Severidade maior na presença de nematóides;

Podridão radicular seca (Fusarium solani) Senão ocorrer déficit hídrico podem surgir raízes adventícias acima da área lesionada permitindo que a planta sobreviva e ainda produza.

Murcha de Fusarium (Fusarium oxysporum sp. phaseoli) Difícil controle; As folhas amarelam secam e caem; Escurecimento do sistema vascular

Murcha de Fusarium (Fusarium oxysporum) Temperatura favorável entre 24ºC e 28ºC; Solos arenosos e ácidos; Estresse hídrico. Rotação de cultura pelo menos por 5 anos com gramíneas

Podridão cinzenta do caule (Macrophomina phaseolina)

Doenças de origem bacteriana Crestamento-bacteriano-comum (Xanthomonas campestri)

DOENÇAS VIRÓTICAS Vírus do Mosaico-comum Vírus do Mosaico-dourado

DOENÇAS VIRÓTICAS Vírus do mosaico-comum

Vetor do vírus Mosca branca (Bemisia tabaci)

DOENÇAS VIRÓTICAS Vírus do Mosaico-dourado

DOENÇAS VIRÓTICAS Vírus do Mosaico-dourado

Vetor do vírus Mosca branca (Bemisia tabaci)

Disseminação Com exceção da ferrugem (vento), do oídio (vento) e do mosaico dourado (mosca branca) todas as doenças, com maior ou menor intensidade, são transmitidas pelas sementes. De um modo geral, as doenças de origem fúngica e bacteriana podem ser disseminadas, à longa distância através das sementes infectadas; As doenças fúngicas, também através das correntes aéreas.

Disseminação a curta distânica Sementes infectadas; Vento; Chuvas; Insetos; Animais; Partículas de solo aderidas aos implementos agrícolas;

Disseminação a curta distânica Água de irrigação; Movimento do homem. O vírus do mosaico-comum: pelas sementes e por afídeos Vírus do mosaico-dourado: mosca-branca

Condições favoráveis Temperaturas moderadas = antracnose, oídio, mofobranco, podridão-radicular-de-rhizoctonia; Altas temperaturas = ferrugem, mancha-angular, mela, podridão-cinzenta-do-caule, podridão-radicular-seca, crestamento-bacteriano-comum e murcha-de- Curtobacterium; Alta umidade relativa ou água livre = maioria das doenças; Baixa umidade tanto do ar como do solo para o oídio e a podridão cinzenta-do-caule.

Métodos de controle Práticas culturais; Controle químico; Cultivares resistentes;

Métodos de controle Isolamento da cultura; Eliminação do hospedeiro do patógeno ou do vetor; Evitar introdução na área de resíduos de cultura ou de solo infectado; Utilização de semente de qualidade; Tratamento químico da semente;

Métodos de controle Escolha da época de semeadura; Rotação de culturas; Preparo do solo; Aumento do espaçamento; Cobertura morta do solo; Controle da água de irrigação; Pulverizações foliares com fungicidas/inseticidas; Destruição dos resíduos de culturas infectadas.

Cultivo sobre palhada de brachiaria