CRYPTOSPORIDIUM PARVUM/CRIPTOSPORIDIOSE

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Transcrição:

INFORME-NET DTA Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Coordenadoria dos Institutos de Pesquisa - CIP Centro de Vigilância Epidemiológica - CVE MANUAL DAS DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS CRYPTOSPORIDIUM PARVUM/CRIPTOSPORIDIOSE 1. Descrição da doença - doença intestinal, caracterizada por um quadro severo de diarréia liquida, acompanhada de cólicas abdominais, anorexia, vômito, desidratação, náusea e febre. Este quadro sintomático inicia-se de 2 a 10 dias após infecção, persistindo de 1 a 2 semanas, podendo se agravar em pacientes imunodeprimidos. Os sintomas podem aparecer em ciclos, uma fase de melhora e outra de piora do quadro. Algumas infecções podem ser assintomáticas. A infecção por Cryptosporidium parvum, pode acometer o trato respiratório, apresentando como sinais clínicos: tosse e febre, acompanhada de severa diarréia liquida. 2. Agente etiológico - o agente causal ( Cryptosporidium sp.), é um protozoário coccídeo, parasita intracelular intestinal que infecta diversas espécies animais, como: aves, cães, gatos, roedores, répteis, ovinos, bovinos, entre outros; porém somente o Cryptosporidium parvum é conhecido por infectar seres humanos. O Cryptosporidium é conhecido como um dos maiores causadores de doenças transmitidas por água nos Estados Unidos, podendo também ser encontrado no solo, alimentos e superfícies contaminada por fezes. O parasita possui uma camada protetora que o permite sobreviver fora do hospedeiro por muito tempo, além de proteger contra a desinfecção. A forma infectante é o oocisto, contendo esporocistos altamente resistentes a desinfetantes, porém susceptíveis a dessecação e radiação ultravioleta.

Ciclo de vida: Fonte: DPDx/CDC/Atlanta/USA Os oocistos esporulados, contendo 4 esporozoítos, são eliminados nas fezes frescas (e possivelmente por outras vias, como através das secreções respiratórias). Após ingestão (ou possível inalação), os esporozoítos são liberados e parasitam as células epiteliais do trato gastrointestinal (ou outros, como o trato respiratório). Dentro das células, eles sofrem reprodução assexuada (esquizogonia ou merogonia) e a seguir reprodução sexuada (gametogonia). Após fertilização dos macrogametócitos (célula feminina) pelos microgametócitos (célula masculina), é formado o zigoto, que sofre esporulação dentro do hospedeiro para formar o oocisto, que é liberado. Como a esporulação ocorre dentro do hospedeiro, a autoinfecção pode ocorrer. Os oocistos são infectantes já no momento da excreção, permitindo direta e indiretamente, a transmissão fecal-oral, diferenciando-se de outro coccídeo parasita importante a Cyclospora cayetanensis. 3. Ocorrência as criptosporidioses são relatadas em todo o mundo desde 1976. Um dos casos mais significativos, ocorreu nos Estados Unidos, Milwaukee (Wisconsin), em 1993 pela contaminação de água, atingindo mais que 400.000 pessoas. Na Europa e Estados Unidos a prevalência está em torno de 1 a 4,5% entre as pessoas estudadas, porém em regiões em desenvolvimento a prevalência

tem sido maior, cerca de 3 a 20%. A probabilidade de ocorrência da doença é maior, em crianças maiores de 2 anos de idade, em homossexuais e em pessoas que mantêm contato com pessoas infectadas e manipuladores de animais. No Brasil, não há dados sistematizados sobre a doença, a não ser determinados estudos sobre a prevalência em populações específicas. No estado de São Paulo, com a implementação de medidas para a melhoria de notificação de surtos de doenças transmitidas por alimentos e água, e para a detecção de parasitas, surtos de Cryptosporidium têm sido notificados, ocorrendo principalmente em creches com crianças até 4 anos de idade, representando, contudo, um baixo percentual, 1,3% no ano 2001, dentre todos os surtos notificados (DDTHA, 2002). 4. Reservatório os seres humanos, o gado bovino e outros animais domésticos são o reservatório comum da doença. 5. Período de incubação depois de um período de incubação de 2 a 10 dias, com uma média em torno de 7 dias, aparecem os primeiros sintomas, persistindo por 1 a 2 semanas. Sintomas podem aparecer e voltar uma ou mais vezes (recidivas). 6. Modo de transmissão o modo de transmissão é fecal-oral, importante mecanismo de transmissão de uma pessoa a outra, de um animal a uma pessoa e de contaminação através da água. A ingestão acidental do parasita, também, pode causar a infecção. O Cryptosporidium parvum, é encontrado no solo, alimentos, água e superfícies que foram contaminadas com fezes de seres humanos e/ou animais infectados. O Cryptosporidium parvum não é transmitido através do sangue. Pode ser transmitido também através de objetos contaminados levados à boca; pela ingestão de água contaminada por Cryptosporidium; pela água de piscinas, lagos, rios, fontes, banheiras, e outros reservatórios de água que possam estar contaminado com fezes de animais e/ou de seres humanos infectados; e através da ingestão de alimentos mal cozidos contaminado por Cryptosporidium. 7. Susceptibilidade e resistência ainda que todas as pessoas possam ser suscetíveis ao Cryptosporidium, existem grupos de risco mais sujeitos ao desenvolvimento severo da doença. Jovens e mulheres grávidas podem ser mais suscetíveis à desidratação. Imunodeprimidos se inserem no grupo de pessoas com maior risco, como por exemplo, aqueles com síndrome da imunodeficiência adquirida (HIV/AIDS), pacientes com câncer e transplantados que são tratados com drogas imunossupressoras, e com outras doenças que afetam o sistema imunológico. Em contrapartida, pessoas com boa imunidade podem apresentar infecções sem sintomas ou com sintomas de duração limitada. 8. Conduta médica e diagnóstico o diagnóstico se faz por identificação de oocistos nas fezes ou através da biópsia do intestino para verificar as fases do ciclo vital do parasita, embora não exista uma técnica diagnóstica universalmente aceita. Testes sorológicos são de utilidade onde a criptosporidiose é rara, onde há poucos oocistos e não há limites de custo. A identificação deste parasita em fezes requer testes de laboratório especiais que não são feitos habitualmente. Em caso de suspeita deve-se pedir exames específicos. As amostras de fezes também devem

ser testadas para outros microrganismos (bactérias e vírus) que podem causar sintomas semelhantes. É muito importante que seja feito o diagnóstico diferencial com outros patógenos que podem causar um quadro semelhante. A suspeita de casos de Cryptosporidium e outras diarréias devem ser notificadas à vigilância epidemiológica local, regional ou central, para que a investigação epidemiológica seja desencadeada imediatamente na busca dos fatores causadores e medidas sejam tomadas o mais rápido possível. O serviço de saúde deve registrar com detalhe o quadro clínico do paciente e sua história de ingestão de água e alimentos suspeitos na última semana, bem como, solicitar os exames laboratoriais necessários para todos os casos suspeitos. 9. Tratamento não existem drogas eficientes disponíveis para o tratamento da criptosporidiose. O paciente deve ser devidamente hidratado garantindo-se o balanceamento eletrolítico causado pela perda de líquidos, resultado da diarréia. 10. Medidas de controle - 1) notificação de surtos - a ocorrência de surtos (2 ou mais casos) requer a notificação imediata às autoridades de vigilância epidemiológica municipal, regional ou central, para que se desencadeie a investigação das fontes comuns e o controle da transmissão através de medidas preventivas (medidas educativas, verificação das condições de saneamento básico e rastreamento de alimentos). Orientações poderão ser obtidas junto à Central de Vigilância Epidemiológica - Disque CVE, no telefone é 0800-55-5466. 2) medidas preventivas através de programas de educação de higiene pessoal; eliminação sanitária de fezes e cuidado na manipulação de animais; lavagem cuidadosa das mãos de pessoas que entraram em contato com animais que apresentam diarréia; filtrar ou ferver a água potável e lembrar que os desinfetantes químicos não são eficazes contra os oocistos. Nas creches, o controle deve passar pelas atividades de rotina para reduzir a transmissão e a chance de introdução do agente infeccioso. Recomendações com efetividade demonstrada incluem uso de calças plásticas sobre as fraldas e fraldas que não vazam, separação da área física de troca de fraldas da área física de preparo dos alimentos, proibição do uso de penicos, e separação das responsabilidades dos funcionários para que o mesmo funcionário não esteja envolvido nas duas funções. 3) medidas em epidemias a investigação epidemiológica dos casos é necessária ser feita em grupos, em uma região ou instituição, para se poder saber precisamente a fonte de infecção e o modo de transmissão, para identificar e eliminar o veículo comum de transmissão, como a água ou o leite ou outros alimentos ou animais; somente uma investigação adequada permite aplicar as medidas de prevenção corretas. O controle da transmissão de pessoa para pessoa ou de animal para pessoa requer uma atenção especial na higiene pessoal e na eliminação sanitária das fezes ou de procedimentos inadequados nos locais de ocorrência da infecção. 11. Bibliografia consultada e para saber mais sobre a doença 1. CDC/ATLANTA/USA. DPDx, 2002 - Division of Parasitic Diseases Cryptosporidium Infection. In: http://www.cdc.gov search: DPDx

2. DDTHA/CVE/SES-SP, 2002. Matriz de Surtos 2001. In: Informe NET DTA. http://www.cve.saude.sp.gov.br <Dados Estatísticos> <Surtos>. 3. FDA/CFSAN Bad Bug Book, 2002 Cryptosporidium. In: http://www.fda.gov 4. BENENSON, AS (Editor). Control of Communicable Diseases Manual. 15º ed. Washington, DC: An official report of the American Public Health Association,1995, p. 121-124. DIVISÃO DE DOENÇAS DE TRANSMISSÃO HÍDRICA E ALIMENTAR - DDTHA Texto organizado por Danilo de Souza Maltez, da Universidade Metodista, estagiário voluntário na DDTHA e colaborador. São Paulo, 03 de outubro de 2002