Enfermidades Micóticas

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1 Enfermidades Micóticas Msc. Larissa Pickler Departamento de Medicina Veterinária Universidade Federal do Paraná Disciplina de Doenças das Aves Curitiba Paraná Brasil 2011

2 Enfermidades Micóticas Infecções sem grande destaque econômico Fungos (bolores e leveduras), eucarióticos, filamentosos Composto por hifas que juntas formam o micélio Reprodução sexuada e assexuada (conidióforos) As principais delas são Aspergilose e Candidíase

3 Aspergilose

4 Introdução: Aspergilose Afeta principalmente trato respiratório Aspergillus spp Contaminação por inalação de conídios Sinais clínicos muito variáveis Pode ocorrer desuniformidade e mortalidade no lote Não é contagiosa Não é zoonose Imunossupressão

5 Aspergilose Histórico: Rayer e Montagne isolaram Aspergillus de aves Fresenius isolou Aspergillus fumigatus Lignieres e Petit relataram aspergilose em perus

6 Aspergilose Etiologia: Distribuição Mundial Presente na cama e ração dos animais Ambiente ideal para crescimento (30 C e 80%) Ovos trincados - contaminação em incubatórios Apresenta-se nas formas aguda e crônica Principais espécies A. fumigatus e A. flavus

7 Aspergilose Etiologia: A. fumigatus = colônias esverdeadas margeadas por faixa branca com dobras e superfície aveludada A. flavus = colônias brancas-amareladas de centro flocular envoltas também por faixa branca Microscopicamente as hifas são septadas Os conidióforos armazenam os esporos em sua extremidade

8 Etiologia Aspergillus flavus Aspergillus fumigatus

9 Aspergilose Patogenia: Acomete todas as espécies de aves O desenvolvimento fúngico ocorre nos tecidos respiratórios Produção de micotoxinas A anatomo-fisiologia do sistema respiratório das aves aumenta a susceptibilidade a doença Esta micose pode também se desenvolver na pele e outros tecidos

10 Aspergilose Transmissão: Inalação de esporos e contaminação de água ou ração/matéria-prima Ovos trincados mais susceptíveis a contaminação proporcionando mortalidade logo após eclosão Manejo e desinfecção inadequados de equipamentos, instalações, matéria-prima Falhas no programa de biossegurança dos incubatórios

11 Cadeia Epidemiológica Todas as aves (jovens e imunodeprimidas) Trato respiratório Porta de entrada Aspergilose Hospedeiro susceptível Agente etiológico Vias de transmissão Reservatório Aspergillus spp Vias de eliminação Cama, ração e equipamentos contaminados no incubatório Esporos no ambiente Correntes de ar

12 Aspergilose Formas clínicas: Respiratória (aspergilose pulmonar): mais clássica, caracterizada por dificuldade respiratória. Provoca ascite Ocular (oftalmite): lesões unilaterais com exudato caseoso sobre a conjuntiva. Diferencial para coriza infecciosa e hipovitaminose A Nervosa (encefalite): quadros de ataxia ou torcicolo Cutânea / Articular: menor ocorrência

13 Aspergilose Sinais Clínicos: Dificuldade respiratória Descargas nasais e oculares Dispnéia, tosse, espirro Torcicolo Aerossaculite Sonolência, inapetência Aumento de condenações de carcaças no abatedouro quando as aves não morrem jovens

14 Aspergilose Lesões Macroscópicas:

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16 Lesões Microscópicas: Aspergilose

17 Aspergilose Diagnóstico: Histórico Sinais clínicos Necropsia com visualização de nódulos caseosos (pulmões e sacos aéreos) Exame laboratorial isolamento e identificação fungíca Swab de traquéia

18 Aspergilose Prevenção e Controle: Boa desinfecção de instalações e equipamentos do incubatório Não incubar ovos de postura de cama Tomar cuidado com o material utilizado na cama É recomendado borrifar fungiostático na cama antes do alojamento dos lotes Boas medidas e ventilação e redução de amônia dentro do galpão Medidas que protejam as aves de enfermidades imunossupressivas

19 Aspergilose Tratamento: Difícil e inviável economicamente Atentar para prevenção e controle em granjas e incubatórios

20 Candidíase

21 Candidíase Introdução: Micose causada por fungos do gênero Candida Infecta seres humanos e várias outras espécies animais Perus são mais susceptíveis Pouca significância econômica Relacionada com deficiências de manejo sanitário

22 Candidíase Etiologia: Principal espécie é a C. albicans Desencadeia infecção no trato digestivo superior Aves sadias podem ser portadoras Colônias com aspecto cremoso, irregular, esbranquiçadas e leveduriformes

23 Candidíase Alterações Anatomopatológicas: Sem alterações características Piora dos índices econômicos Boca, esôfago, inglúvio e proventrículo locais mais afetados Podem aparecer placas difteróides nas mucosas Não associadas a erosões de moela Maior susceptibilidades em aves jovens

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25 Diagnóstico: Candidíase Necropsia com visualização de lesões Exames laboratoriais para isolamento e identificação do fungo Exames microscópicos para visualização de clamidioconídios Diferencial

26 Candidíase Tratamento, prevenção e controle: Tratamento inviável economicamente Drogas eficientes: Nistatina, anfotericina B e cetoconazol Desinfetantes a base de iodo, fenol, formaldeído indicados para sanitização do ambiente e equipamentos Medidas de controle para aspergilose são também eficazes para candidíase

27 Obrigada!!

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