GEOMETRIA MÉTRICA ESPACIAL

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Transcrição:

GEOMETRIA MÉTRICA ESPACIAL

.. PARALELEPÍPEDOS RETÂNGULOS Um paralelepípedo retângulo é um prisma reto cujas bases são retângulos. AB CD A' B' C' D' a BC AD B' C' A' D' b COMPRIMENTO LARGURA AA' BB' CC' DD' c ALTURA BD ' B' D A' C AC' d COMPRIMENTO DAS DIAGONAIS BD d COMPRIMENTO DE UMA DIAGONAL DE UMA BASE Sendo A a área total e V o volume do paralelepípedo retângulo, são verdadeiras as seguintes relações: d a b c () A. ab bc ac () V a. b. c (3) a b c d A (4)

.. CUBOS Um cubo é um paralelepípedo retângulo no qual as dimensões são iguais a b c. Assim, se as arestas de um cubo medem a, então: d a 3 (5) A 6a (6) 3 V a (7).3. PRISMAS As duas bases de um prisma são polígonos congruentes. As faces laterais são quadriláteros (paralelogramos, retângulos, losangos, quadrados). Altura é a distância entre as bases. A reunião das faces laterais é chamada superfície lateral do prisma. A reunião das faces laterais com as bases é chamada superfície total do prisma. Um prisma reto é um prisma cujas arestas laterais são perpendiculares aos planos das bases r e r. Um prisma oblíquo é um prisma cujas arestas laterais são oblíquas aos planos das bases. Um prisma regular é um prisma reto cujas bases são polígonos regulares. Observemos que as faces laterais de um prisma reto são regiões retangulares. 3

Sendo B a área da base, A L a área lateral, de um prisma, são verdadeiras as seguintes relações: A T a área total, V o volume e h a altura A A B V B. h (8) T L 4

.4. PIRÂMIDES Uma pirâmide tem apenas uma base (polígono). As faces laterais são triângulos. A altura é a distância entre o vértice oposto à base e o plano da base. A reunião das faces laterais com a base é chamada superfície total da pirâmide. Uma pirâmide regular é uma pirâmide cuja base é um polígono regular e cuja projeção ortogonal ao vértice sobre o plano da base é o centro da base. Em toda pirâmide regular as arestas laterais são triângulos isósceles (ou equiláteros) congruentes. Chamamos de apótema de uma pirâmide regular a medida de qualquer segmento de extremidades no vértice da pirâmide e no ponto médio da aresta da base m '. Um tetraedro é uma pirâmide triangular. Um tetraedro regular é um tetraedro que possui as seis arestas congruentes. As faces do tetraedro regular são triângulos equiláteros congruentes. 5

Sendo B a área da base, A L a área lateral, de uma pirâmide, são verdadeiras as seguintes relações: A AL B V. B. h (9) 3 T A T a área total, V o volume e h a altura.5. CILINDROS As duas bases de um cilindro são círculos congruentes. Altura é a distância entre as bases. A reta que une os centros das bases é chamada eixo do cilindro e os segmentos paralelos ao eixo com extremidades na circunferência das bases são chamados geratrizes do cilindro. A reunião das geratrizes é chamada superfície lateral e a reunião da superfície lateral com as bases é chamada de superfície total do cilindro. Um cilindro reto (ou cilindro de revolução) é um cilindro cujo eixo é perpendicular às bases. Um cilindro oblíquo é um cilindro cujo eixo é obliquo em relação às bases. Uma secção meridiana de um cilindro reto é a intersecção do cilindro com um plano que contém seu eixo. As secções meridianas de um cilindro reto são retângulos. Um cilindro equilátero é um cilindro reto cujas secções meridianas são quadrados. Num cilindro equilátero, as geratrizes e os diâmetros das bases são congruentes. 6

Sendo R o raio da base, B a área da base, A L a área lateral, volume e h a altura de um cilindro, são verdadeiras as seguintes relações: A T a área total, V o Cilindro reto: B R A L.. R. h A A B V B. h (0) T L Cilindro: V. R. h 7

.6. CONE Um cone tem apenas uma base, que é um círculo. Altura é a distância entre o vértice e o plano da base. A reta que passa pelo vértice e pelo centro da base é chamada eixo do cone e os segmentos com extremidades no vértice e na circunferência da base são chamados geratrizes do cone. Um cone reto (ou cone de revolução) é um cone cujo eixo é perpendicular à base. Um cone oblíquo é um cone cujo eixo é oblíquo em relação à base. Uma secção meridiana de um cone reto é a intersecção do cone com um plano que contém seu eixo. As secções meridianas de um cone reto são triângulos isósceles congruentes. Um cone equilátero é um cone reto cuja secção meridiana é um triângulo equilátero. Num cone equilátero, as geratrizes e os diâmetros da base são congruentes. 8

Sendo R o raio da base, B a área da base, A L a área lateral, volume e h a altura de um cone, são verdadeiras as seguintes relações: A T a área total, V o Cone reto: B R A L. R. g AT AL B V. B. h () 3 Cone: V.. R. h 3 9

.7. SEMELHANÇA DE SÓLIDOS ) Dois sólidos de mesma natureza são ditos semelhantes se, e somente se, possuem os elementos homólogos ordenadamente proporcionais. Chamaremos razão de semelhança k à razão entre dois elementos lineares homólogos (correspondentes) de sólidos semelhantes. 0

Se dois sólidos são semelhantes e k é a razão de semelhança, temos: k = razão entre arestas de faces homólogas; k = razão entre alturas homólogas; k = razão entre raios de bases homólogas; k = razão entre geratrizes homólogas. ) A razão entre áreas homólogas de sólidos semelhantes é igual ao quadrado da razão de semelhança. Assim: k = razão entre áreas de bases; k = razão entre áreas laterais; k = razão entre áreas totais. Importante: Secções em Pirâmides e Cones Pode-se demonstrar facilmente (usando semelhança de triângulos) que, seccionandose uma pirâmide ou um cone por um plano paralelo ao plano da base, obtém-se uma nova pirâmide ou cone semelhante ao sólido primitivo.

.8. TRONCO DE PIRÂMIDE E TRONCO DE CONE De acordo com a observação do item anterior, vimos que, seccionando-se uma pirâmide ou um cone por um plano paralelo ao plano da base, obtém-se uma nova pirâmide ou um novo cone semelhante ao cone primitivo. Assim sendo, o sólido que sobra é chamado de tronco de pirâmide ou tronco de cone. As bases de tais troncos são paralelas. B : área da base maior b : área da base menor h : altura V B 3 Bb b (4)

O : centro da base maior R : raio da base maior O ': centro da base menor r : raio da base menor h : altura g : geratriz A L V R rg (5) h 3 R Rr r (6) A fórmula (5) só vale se OO ' for perpendicular às bases (tronco de cone reto). 3

.9. SUPERFÍCIES ESFÉRICAS E ESFERAS Definições: Seja P um ponto e R um número positivo. A superfície esférica de centro P e raio R é o conjunto de todos os pontos do espaço cuja distância a P é igual a R. A esfera de centro P e raio R é o conjunto de todos os pontos do espaço cuja distância a P é menor ou igual a R. Pode-se provar que a área de uma superfície esférica e o volume de uma esfera de raio R são respectivamente iguais a 4 R e 4 R 3 3. Assim: A V 4R (7) 4 R 3 3 (8) 4

.0. ROTAÇÃO DE LINHAS E SUPERFÍCIES Superfícies de Revolução Seja um semiplano de origem e (eixo) e nele uma linha g (geratriz) que não intercepta o eixo. Girando esse semiplano em torno de e, a linha g gera uma superfície chamada superfície de revolução. O cálculo da área de uma superfície de revolução pode ser feito de dois modos: º) Usando as expressões de área lateral e total que já são conhecidas (cilindro, cone, troncos, etc.) º) Usando a fórmula A... d (9) Onde: A = área da superfície gerada; = comprimento da geratriz; d = distância do centro de gravidade da geratriz ao eixo de rotação. A expressão anterior é chamada de fórmula de Pappus-Guldin para o cálculo de superfícies geradas por rotação em torno de um eixo. 5

Sólidos de Revolução Seja um semiplano de origem e (eixo) e nele uma superfície (geratriz) que não intercepta o eixo. Girando esse semiplano em torno de e, a superfície gera um sólido chamado sólido de revolução. O cálculo do volume de sólidos de revolução pode ser feito de dois modos: º) Usando as expressões de volumes dos sólidos que já são conhecidos (cilindro, cone, troncos, etc.) º) Usando a fórmula V.. S. d (0) Onde: V = volume do sólido gerado; S = área da superfície geradora; d = distância do centro de gravidade da superfície ao eixo de rotação. A expressão anterior é chamada de fórmula de Pappus-Guldin para o cálculo de volume de sólidos gerados por rotação em torno de um eixo. 6

.. SUBCONJUNTOS DE UMA SUPERFÍCIE ESFÉRICA Fuso esférico R : raio da superfície esférica : ângulo central do fuso R A fuso ( medido em graus) 90 Calota esférica Zona esférica A calota Rh A zona Rh 7

.. SUBCONJUNTOS DE UMA ESFERA Cunha esférica R 3 V cunha ( medido em graus) 70 Segmento esférico de duas bases h V 6 3 R R h 8

Segmento esférico de uma base V h 6 3r h.3. COMPLEMENTOS DE GEOMETRIA Diedros (ou Ângulos Diédricos) Definições: Sejam e dois semiplanos com origem em numa reta r. A reunião dos semiplanos e é chamada diedro (ou ângulo diédrico). A reta r é chamada de aresta do diedro e os semiplanos e são chamados faces do diedro. 9

Secção Reta e Medida de um Diedro Seja r um diedro com aresta r e faces e. Seja OA uma semi-reta contida em tal que O r e OA r e seja OB uma semi-reta contida em tal que O r e OB r. O ângulo AÔB é chamado de secção reta do diedro e, por definição, a medida do diedro é a medida do ângulo AÔB. As medidas dos diedros são usadas para comparar e classificar os mesmos. Assim sendo, podemos definir expressões como diedro agudo, diedro reto, diedro obtuso, diedros complementares, diedros suplementares, etc. Triedros (ou Ângulos Triédricos) Sejam VA, VB e VC três semi-retas não-coplanares com origem no ponto V. A reunião dos ângulos AV B, AV C e V C B é chamada triedro (ou ângulo triédrico) V A B, C,. O ponto V é chamado vértice do triedro; as semi-retas VA, VB e VC são chamadas arestas do triedro e os ângulos AV B, AV C e V C são chamados faces do triedro. B 0

Um triedro que tem as faces retas (ângulos retos) é chamado triedro triretângulo (ou triedro triortogonal). Teorema : f, f e f 3 são medidas das faces de um triedro se, e somente se, f f f3 360 e f f f3 f f. Teorema : d, d e d 3 são medidas de diedros de um triedro se, e somente se, d e 80 d 80 d 80 d 80 d d 80 d d3 540. 3 80

Ângulos Poliédricos Convexos Definições: Seja VA, VA,..., VA, n 3, uma sequência de n semi-retas não-coplanares com n mesma origem V, de modo que o plano determinado por duas semi-retas consecutivas deixa as n restantes num mesmo semi-espaço. A reunião dos ângulos A V A, A V A 3,..., V A A n é chamada ângulo poliédrico convexo. O ponto V é chamado vértice, as semi-retas VA, VA,..., VA n são chamadas arestas e os ângulos A V A, A V A3,..., A n V A são chamados faces do ângulo poliédrico convexo. Teorema: As medidas das faces de um ângulo poliédrico convexo são tais que cada uma é menor que a soma das demais e a soma das medidas de todas as faces é menor que 360. Ângulos Poliédricos Convexos Definições: Consideremos um número natural n n 4 de polígonos convexos tais que: a) dois polígonos não estão num mesmo plano. b) cada lado de polígono é comum a dois polígonos no máximo. c) o plano de cada polígono deixa os demais num mesmo semi-espaço. O sólido limitado por dois todos os n polígonos considerados é chamado poliedro convexo. Um poliedro convexo possui os seguintes elementos: - vértices: são os vértices dos n polígonos convexos. - arestas: são as arestas dos n polígonos convexos. - faces: são os n polígonos considerados. A reunião das faces é chamada superfície do poliedro convexo.

Teorema de Euler: Se V é o número de vértices, A o número de arestas e F o número de faces de um poliedro convexo, então V A F. Exemplos: V 4 A 6 F 4 V 0 A 5 F 7 V 8 A F 6 3

Em qualquer um dos três casos apresentados anteriormente, V A F. Se retirarmos de um poliedro convexo (fechado) um polígono (face), obteremos um poliedro convexo aberto V A F. Teorema: A soma S das medidas dos ângulos das faces (polígonos) de um poliedro convexo que possui V vértices é V. 360 S. Poliedros de Platão Definições: Um poliedro é chamado poliedro de Platão se: a) todas as faces têm o mesmo número n de arestas. b) todos os ângulos poliédricos têm o mesmo número m de arestas. c) vale o Teorema de Euler V A F. Como exemplo, consideremos as duas figuras a seguir: O poliedro () é de Platão, pois todas as faces são quadrangulares n 4, todos os ângulos são triédricos m 3 e V A F 8 6. O poliedro () não é poliedro de Platão, pois há quatro faces triangulares e uma quadrangular. 4

Teorema: Existem cinco, e somente cinco, classes de poliedros de Platão. Nome m n V A F Tetraedro 3 3 4 6 4 Hexaedro 3 4 8 6 Octaedro 4 3 6 8 Dodecaedro 3 5 0 30 Icosaedro 5 3 30 0 Poliedros Regulares Um poliedro de Platão é chamado poliedro regular se todas as faces são polígonos regulares congruentes e todos os ângulos poliédricos são congruentes. Há exatamente cinco poliedros regulares: 5

6