Inteligência Artificial. Lógica Relacional. (Parte I)



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Inteligência Artificial Lógica Relacional (Parte I)

Introdução O CR é uma extensão do Cálculo Proposicional que possui maior capacidade de representação de conhecimento O CR é também denominado: Cálculo de Predicados Lógica de Primeira Ordem (LPO) 2

Introdução No Cálculo Proposicional, são utilizadas proposições para a representação de conceitos No Cálculo Relacional são utilizados Objetos (pertencentes a um domínio D) Fatos sobre objetos Relações ou relacionamentos entre os objetos de D 3

Motivação Dado o domínio D={Angélica, Ana Laura, Cláudia} Para expressar que todas as mulheres são bonitas no Cálculo Proposicional, é necessário definir uma proposição para cada mulher do domínio D p: Angélica é bonita q: Ana Laura é bonita r: Cláudia é bonita 4

Motivação Suponha D = conjunto de todos brasileiros Expressar que todas as mulheres são bonitas torna-se inviável (para domínios com grande número de elementos) Por exemplo: Angélica é bonita Ana Laura é bonita Cláudia é bonita Wilma é bonita Maria Alice é bonita Ana Paula é bonita Maria Helena é bonita... 5

Solução Utilizar variáveis para representar elementos não específicos do domínio Por exemplo: Para todo X D, se X é mulher então X é bonita ou ainda, Para todo X D, mulher(x) bonita(x) ou ainda pode-se omitir D, já que é conhecido Para todo X, mulher(x) bonita(x) 6

Predicados Para todo X, mulher(x) bonita(x) Para todo X: é o quantificador da variável X X: é uma variável mulher, bonita: são predicados Predicado é uma relação com argumentos que possui valor-verdade associado v(erdade) ou f(also) 7

Definições Símbolos Constantes Símbolos Variáveis Símbolos Funcionais Símbolos Predicados Termos Átomos Símbolo de Igualdade Conectivos Quantificadores 8

Símbolos Constantes Representam um objeto específico (ou elemento) do domínio do discurso (ou universo) D São representados por nomes que se iniciam com uma letra minúsculas ou números inteiros ou reais Exemplos: a, b, x, maria, 3, 10e+5 9

Símbolos Variáveis Representam um objeto não específico do domínio do discurso D São representados por nomes que se iniciam com letras maiúsculas Assumem apenas valores do domínio D Exemplos: A, B, X, Y, Alguém se D = {júlia, mônica, carolina}, X não pode assumir o valor fernando 10

Símbolos Funcionais Representam funções f no domínio D f: D n D, n é a aridade (nº de argumentos) Usados para rotular objetos sem dar nomes a eles São representados por nomes que se iniciam com letras minúsculas Não possuem valor-verdade associado Exemplos: orelha_direita(joão) mãe_de(maria) 11

Símbolos Predicados Representam relação ou propriedade p de um ou mais objetos no domínio D p: D n {v,f}, n é a aridade (nº de argumentos) São representados por nomes que se iniciam com letras minúsculas Possuem valor-verdade associado Exemplos: gosta(x,y) empresta(fulano,objeto,alguém) 12

Observações Símbolos variáveis assumem apenas valores no domínio D Símbolos funcionais sem argumentos (n=0) são símbolos constantes Símbolos funcionais não possuem valorverdade associado Símbolos predicados possuem valor-verdade associado 13

Termos Uma constante é um termo Uma variável é um termo f(t 1, t 2,..., t n ) é um termo, onde f é um símbolo funcional e t 1, t 2,..., t n são termos (t 1, t 2,..., t n ) é uma tupla de termos Exemplos: a, baleia X, Alguém orelha(joão), orelha(mãe(joão)) 14

Átomos (ou Fórmulas F Atômicas) Átomo é um símbolo predicado aplicado a uma tupla de termos Um átomo assume a forma p(t 1, t 2,..., t n ) onde p é um símbolo predicado e t 1, t 2,..., t n são termos Exemplos: gosta(maria,ana) gosta(maria,x) gosta(maria,mãe(joão)) empresta(maria,livro,joão) empresta(maria,livro,mãe(joão)) 15

Símbolo de Igualdade O símbolo de igualdade é utilizado para fazer declarações que afirmam que dois termos se referem ao mesmo objeto Exemplo pai(joão) = henrique Indica que o objeto referido por pai(joão) e o objeto referido por henrique são iguais 16

Conectivos Conectivos (onde X é variável, p é predicado): e conjunção ou disjunção não negação condicional condicional bicondicional bicondicional para todo X, P X P quant. universal existe X, P X P quant. existencial 17

Conectivos Os conectivos: e conjunção ou disjunção não negação condicional condicional bicondicional bicondicional possuem o mesmo significado que no CP 18

Quantificadores Permitem expressar propriedades ou relações de toda uma coleção de objetos Evitam enumeração de cada objeto separadamente Atuam apenas sobre objetos do domínio Pode-se definir vários quantificadores, desde que cada um atue apenas sobre objetos Os dois mais comuns: quantificador universal e quantificador existencial 19

Quantificador Universal Permite enumerar todos os objetos do domínio D Representado pelo símbolo X P é lido como para todo X D, P é verdade ou para todo X D, P ou para todo X, P Exemplo X gosta(ana,x) é lido como para todo X, Ana gosta deste X ou Ana gosta de todos 20

Quantificador Universal Exemplo: Fredegunda gosta de todos D={frajola, tom, fredegunda} X gosta(fredegunda,x) é equivalente a: gosta(fredegunda,frajola) gosta(fredegunda,tom) gosta(fredegunda,fredegunda) 21

Quantificador Universal Exemplo: Todos os gatos são mamíferos D={frajola, tom, fredegunda} X(gato(X) mamífero(x)) equivale a: (gato(frajola) mamífero(frajola)) (gato(tom) mamífero(tom)) (gato(fredegunda) mamífero(fredegunda)) Note que existe uma conjunção entre cada sentença individual (sem o quantificador) Assim, é necessário que todas sejam v(erdade) para que X(gato(X) mamífero(x)) seja v 22

Quantificador Universal X(gato(X) mamífero(x)) equivale a: (gato(frajola) mamífero(frajola)) (gato(tom) mamífero(tom)) (gato(fredegunda) mamífero(fredegunda)) Sabendo que Frajola e Tom são gatos, tem-se: (v mamífero(tom)) (v mamífero(frajola)) (f mamífero(fredegunda)) Obtém-se uma afirmativa sobre o lado direito da implicação apenas para objetos que satisfazem o lado esquerdo é o conectivo natural para uso com 23

Quantificador Existencial Permite enumerar pelo menos um objeto do domínio D Representado pelo símbolo X P é lido como existe um X D tal que P é verdade ou existe um X D, P ou existe X, P Exemplo: X gosta(ana,x) é lido como existe X tal que Ana gosta deste X ou Ana gosta alguém 24

Quantificador Existencial Exemplo: D={frajola, tom, fredegunda} X gosta(fredegunda,x) é equivalente a: gosta(fredegunda,frajola) gosta(fredegunda,tom) gosta(fredegunda,fredegunda) Note que existe uma disjunção entre cada sentença individual (sem quantificador) Assim, é necessário que pelo menos uma seja v(erdade) para que X gosta(ana,x) seja v 25

Quantificador Existencial Exemplo: Existe uma mulher bonita D={frajola, tom, fredegunda} X mulher(x) bonita(x) é equivalente a: (mulher(frajola) bonita(frajola)) (mulher(tom) bonita(tom)) (mulher(fredegunda) bonita(fredegunda)) Sabendo-se que Fredegunda é uma mulher bonita(!), a terceira disjunção é verdadeira, tornando a sentença original verdadeira é o conectivo natural para uso com 26

Simbolização Assim, como no CP é possível simbolizar sentenças em linguagem natural no Cálculo Relacional Normalmente, adotam-se nomes significativos para predicados, constantes e símbolos funcionais É comum também definir o significado de cada predicado ou símbolo funcional Ex: gosta(a,b): A gosta de B 27

Exercício cio Dado o esquema abreviador e(x,y): X estuda Y gosta(x,y): X gosta de Y Simbolizar as seguintes frases Ana gosta do livro Ana estuda o livro Se Ana estuda o livro então ela gosta dele Ana gosta do cabelo de Pedro 28

Solução Ana gosta do livro gosta(ana,livro) Ana estuda o livro e(ana,livro) Se Ana estuda o livro então ela gosta dele e(ana,livro) gosta(ana,livro) Ana gosta do cabelo de Pedro gosta(ana,cabelo(pedro)) e(x,y): X estuda Y gosta(x,y): X gosta de Y 29

Simbolização Embora nomes significativos para os seres humanos sejam adotados para predicados, constantes e símbolos funcionais, é importante lembrar que, para o mecanismo de inferência, eles são apenas símbolos O mecanismo de inferência utiliza os símbolos respeitando as regras da linguagem para derivar novas sentenças válidas Entretanto, somente os seres humanos é que dão valor semântico real ao significado dos símbolos associados, por exemplo gato(x) indica que X é um animal mamífero com pelos, entre outros Para o mecanismo de inferência é indiferente representar um gato como gato(x) ou g(x) ou cat(x) ou c(x) ou a(x) ou... 30

Simbolização A simbolização permite transformar uma sentença em linguagem natural para a linguagem lógica (e vice-versa) Não existe uma única forma de simbolizar um determinado conhecimento Por exemplo: A casa é amarela amarela(casa1) cor(casa1,amarela) valor(cor,casa1,amarela) é(casa1,amarela) No slide seguinte X é uma variável (por estar sempre quantificada) m é uma propriedade ou relação (predicado) n é uma propriedade ou relação (predicado) 31

Simbolização X (m(x) n(x)) Todo m é n m são n Cada m é um n Qualquer m é um n Todos os objetos com a propriedade m são objetos que têm a propriedade n X (m(x) n(x)) Nenhum m é n Ninguém que seja m é n Nada que seja m é n Nenhum dos m é n X (m(x) n(x)) Alguns m são n Existem m que são n Há m que são n X (m(x) n(x)) Alguns m são não n Alguns m não são n Certos m não são n Existem m que não são n Pelo menos um m não é n 32

Exemplos Todos os homens são mortais X (homem(x) mortal(x)) Alguns gatos são amarelos X (gato(x) amarelo(x)) Nenhuma baleia é peixe X (baleia(x) peixe(x)) Nem tudo que é reluz é ouro X (reluz(x) ouro (X)) X (reluz(x) ouro(x)) 33

Exemplos Meninas e meninos gostam de brincar X (menina(x) menino(x) gosta(x,brincar)) X (menino(x) gosta(x,brincar)) Y (menina(y) gosta(y,brincar)) Leite e banana são nutritivos X (leite(x) banana(x) nutritivo(x)) 34

Exemplos Há pintores que não são artistas mas artesãos X (pintor(x) artista(x) artesão(x)) Não há crime sem lei que o define X (crime(x) Y(lei(Y) define(y,x)) Jacó não foi o primeiro homem X (homem(x) nasceu(x,datax) nasceu(jacó,d) DataX < D) Não há bom livro escrito por maus autores X ((livro(x) bom(x) Y(autor(Y) bom(y) escreveu(y,x))) 35

Exemplos Todos os números pares são divisíveis por dois X (natural(x) par(x) divisível(x,2)) Todos os animais devem ser protegidos pelos homens X Y (homem(x) animal(y) protege(x,y) ) Todos os homens foram gerados por alguma mulher X (homem(x) Y (mulher(y) mãe(y,x)) Há pelo menos dois senadores X Y (senador(x) senador(y) X Y) 36

Traduzir para Linguagem Natural p(x) : X é uma pessoa e(x,y) : X engana Y X((p(X) Y(p(Y) e(x,y))) e(x,x) Pessoas que enganam outras pessoas enganam a si mesmas 37

Traduzir para Linguagem Natural e(x) : X é um erro h(x) : X é humano f(x,y) : X faz Y 1) X(h(X) Y(e(Y) f(x,y))) Todo ser humano erra 2) X( Y(e(Y) f(x,y)) h(x)) Quem quer que não cometa erros não é humano Não é humano quem não erra 38

Slides baseados em: Monard, M.C. & Nicoletti, M.C., O Cálculo de Predicados e a Linguagem Prolog, Notas Didáticas do ICMC-USP (http://labic.icmc.usp.br/didatico/pdf/cpredicados_pdf.zip) Material elaborado por José Augusto Baranauskas Modificado por Huei Diana Lee em 2009 39