Assunto: Plano Financeiro (I parte)



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Transcrição:

Assunto: Plano Financeiro (I parte) Prof Ms Keilla Lopes Mestre em Administração pela UFBA Especialista em Gestão Empresarial pela UEFS Graduada em Administração pela UEFS

Nesta disciplina, todos os assuntos que constam no Plano de negócios são expostos superficialmente, pois vocês tiveram disciplinas específicas onde estes assuntos abordados. Sugiro que busquem as anotações das disciplinas anteriores ou livros específicos da área para fundamentar o trabalho.

5.1 Investimento Total 5.1.1 Investimentos Pré-operacionais (legalização, reformas,etc) 5.1.2 Investimento fixo (máquinas, ferramentas, veículos, etc) 5.1.3 Investimento Financeiro ou Capital de giro ($) 5.1.3.1 Estoque inicial 5.1.3.2 Caixa Mínimo (a necessidade líquida de capital de giro em dias pelo custo total diário da empresa = d x e) a) Prazos médios de vendas b) Prazos médios de compras c) Cálculo da necessidade média de estoques d) Cálculo da necessidade líquida de capital de giro em dias e) Custo Total diário da empresa 5.2 Estimativa do faturamento mensal da empresa 5.3 DRE 5.4 Indicadores de Viabilidade

5.1 Investimento total Total dos recursos a serem investidos para que a empresa comece a funcionar: 5.1.1 Investimentos Pré-operacionais operacionais: são os gastos realizados antes do início das atividades da empresa, isto é, antes que ela abra as portas e comece a vender. Ex:legalização, reformas,etc 5.1.2 Investimento fixo: são todos os bens que você deve comprar para que seu negócio possa funcionar de maneira apropriada. Ex: máquinas, ferramentas, veículos, etc 5.1.3 Investimento Financeiro ou Capital de giro ($)

Evite imobilizações desnecessárias. Quando possível,alugue ao invés de construir ou comprar; Considere a possibilidade de terceirizar algumas atividades, isso reduzirá a necessidade de compra de máquinas e equipamentos; Pesquise e avalie as diversas opções de aquisição (leilões, classificados, lojas de usados). Mas, cuidado com o estado de conservação e a garantia do que irá comprar...

5.1 Investimento Total 5.1.1 Investimentos Pré-operacionais 5.1.1 Investimentos Pré-operacionais (legalização, reformas,etc) 5.1.2 Investimento fixo (máquinas, ferramentas, veículos, etc) 5.1.3 Investimento Financeiro ou Capital de giro ($)

5.1.3.1 Estoque inicial 5.1.3.2 Caixa Mínimo a) Prazos médios de vendas b) Prazos médios de compras c) Cálculo da necessidade média de estoques d) Cálculo da necessidade líquida de capital de giro em dias e) Custo Total diário da empresa 5.2 Estimativa do faturamento mensal da empresa 5.3 DRE 5.4 Indicadores de Viabilidade

È o montante de recursos necessário para o funcionamento normal da empresa, compreendendo a compra de matérias primas ou mercadorias, financiamento das vendas e o pagamento das despesas. Ao estimar o capital de giro para o começo das atividades da empresa, você deverá apurar o estoque inicial e o caixa mínimo diário necessário.

O estoque inicial é composto pelos materiais (matéria-prima, embalagens, etc.) indispensáveis à fabricação de seus produtos ou as mercadorias que serão revendidas. Relacione em um quadro quais materiais ou mercadorias devem ser comprados, as quantidades, seus preços unitário e o total a ser gasto. Para isso, leve em consideração a sua capacidade de produção, o tamanho do mercado e o seu potencial de vendas.

Faça uma ampla pesquisa junto a seus fornecedores. Negociando bons preços e condições de pagamento é possível reduzir despesas, oferecendo preços competitivos e aumentando as receitas e o lucro da empresa. Tenha um controle apurado dos seus estoques, assim você saberá qual o momento certo para adquirir novos produtos. Para a formação dos estoques, dê preferência aos itens de maior giro, ou seja, aqueles que têm maior saída e aceitação. Estoque parado por muito tempo, na maior parte das vezes, representa prejuízo

É o capital de giro próprio necessário para movimentar seu negócio. Representa o valor em dinheiro que a empresa precisa ter disponível para cobrir os custos até que as contas a receber de clientes entrem no caixa. O valor do Caixa mínimo é obtido ao multiplicarmos a necessidade líquida de capital de giro em dias pelo custo total diário da empresa (custos fixos e variáveis).

Para calcular a necessidade líquida de capital de giro é preciso conhecer os prazos médios de vendas, compras e estocagem. Essas informações podem ser pesquisadas junto a concorrentes e fornecedores e serão utilizadas na apuração do caixa mínimo. Isso porque nas vendas financiamos os clientes por meio dos prazos concedidos e somos financiados pelos fornecedores por meio dos prazos para pagamento negociados. Aprenda como calcular a necessidade de capital de giro próprio e o caixa mínimo nos slides a seguir.

5.1.3.2 Caixa Mínimo: Trata-se da necessidade líquida de capital de giro em dias pelo custo total diário da empresa ( d x e) a) Prazos médios de vendas b) Prazos médios de compras c) Cálculo da necessidade média de estoques d) Cálculo da necessidade líquida de capital de giro em dias e) Custo Total diário da empresa

O prazo médio de venda ou de financiamento a clientes é o prazo concedido aos clientes para que estes efetuem o pagamento do que compraram. Para calcular a média ponderada dos prazos de vendas, basta multiplicarmos o percentual das vendas pelo número de dias que serão concedidos aos clientes e somamos estes resultados. Prazo médio de vendas % Número de dias Média ponderada de dias a vista 20 0 0 A prazo 1 40 40 16 A prazo 2 40 70 28 Média??? 44 dias

Segue a mesma lógica do item anterior, porém devemos calcular o prazo médio dado pelos fornecedores para o pagamento dos produtos e serviços adquiridos.

É o prazo médio de permanência da matéria prima ou das mercadorias em processo ou acabadas nos estoques da empresa. Abrange desde a data em que é feito o pedido ao fornecedor até o momento em que os produtos são vendidos. Lembre-se de que um prazo maior de permanência das mercadorias em estoque irá gerar uma necessidade maior de capital de giro.

É a diferença (em dias) entre os recursos da empresa que se encontram fora do seu caixa (contas a receber + estoques) e os recursos de terceiros no caixa da empresa (fornecedores). Se positivo, o resultado indica quantos dias em que o caixa ficará descoberto, se negativo aponta que os recursos financeiros das vendas entram no caixa antes que sejam feitos os pagamentos. È um dos poucos dados que negativo significa coisa boa!

Recursos 1. Contas a Receber prazo médio de vendas 2. Estoques - necessidade média de estoques Subtotal 1 (item 1 + 2) 3. Fornecedores prazo médio de compras Necessidade Líquida de Capital de Giro em dias (Subtotal 1 Subtotal 2) Número de dias 44 dias 5 dias 49 dias 15 dias 34 dias

Somando o prazo médio de vendas (contas a receber) ao prazo médio de estocagem (estoques) e diminuindo desse resultado o prazo médio de compras (fornecedores) encontraremos a necessidade líquida de capital de giro em dias. No exemplo, o prazo de 34 dias significa que a empresa irá necessitar de caixa nesse período para cobrir seus gastos e financiar clientes. Conselhos: Procure negociar prazos menores com clientes e maiores com fornecedores. Não mantenha mercadorias e matérias-primas paradas por muito tempo em estoque.

Custos fixos mais custos variáveis mensais dividido pelo número de dias úteis no mês (22 ou 23...). Sugiro uma tabela contendo todos os custos Sugiro uma tabela contendo todos os custos separados entre Fixos e variáveis. Trabalhosa...

1. Custos de comercialização São gastos com impostos e comissões de vendedores ou representantes, taxas de administração dos cartões de créditos, propagandas, etc. Esse tipo de despesa incide diretamente sobre as vendas e, assim como o custo com materiais diretos ou mercadorias vendidas, é classificado como um custo variável. DICA: Para calculá-los, basta aplicar, sobre o total das vendas previstas, o percentual dos impostos e de comissões.

2. Apuração dos custos dos materiais diretos e/ou mercadorias vendidas: Denominado CMD - Custos com Materiais Diretos (para a indústria) ou CMV Custo das Mercadorias Vendidas (para o comércio). Para calculá-lo, basta multiplicar a quantidade estimada de vendas pelo seu custo de fabricação ou aquisição.

Pesquise e determine quanto cada empregado receberá. Além dos salários, devem ser considerados os custos com encargos sociais (FGTS, férias, 13º salário, INSS, horas-extras, aviso prévio, etc.) Sobre o total de salários, você deve aplicar o percentual relativo aos encargos sociais, somando-os aos salários, você saberá qual o custo total com mão de obra. Um contabilista poderá informá-lo quais são os encargos sociais devidos pela sua empresa. Pesquise no sindicato patronal, o piso salarial a ser pago e quais os benefícios devidos.

Máquinas, equipamentos e ferramentas desgastam-se ou tornam-se ultrapassados com o passar dos anos, sendo necessária sua reposição e o reconhecimento da perda do valor dos bens pelo uso é chamado de depreciação. Relacione as máquinas, equipamentos, ferramentas, utensílios, veículos, etc. utilizados. Podendo se utilizar das informações que foram levantadas na planilha de investimentos fixos.

Determine o tempo médio de vida útil (em anos) desses bens; Divida o valor do bem pela sua vida útil em anos para saber o valor anual da depreciação. Divida o custo anual com depreciação por 12 para calcular a depreciação mensal. Apesar de ser um custo e deve ser considerado para a formação do preço, a depreciação não representa um desembolso (saída de dinheiro do caixa). Entretanto, dependendo da situação financeira e das estratégias do negócio, pode-se fazer uma reserva para a troca do bem ao final de sua vida útil.

Imóveis 25 anos; Máquina 10 anos; Equipamentos 5 anos; Móveis e utensílios 10 anos; Veículos 5 anos; Computadores 3 anos. Essas informações funcionam como referência e não devem ser seguidas como regra. Em algumas atividades empresariais, máquinas e equipamentos sofrem desgastes maiores. Lembre-se de que máquinas e equipamentos sucateados têm maiores custos de manutenção, além de produtividade mais baixa.