Análise de Risco de Bancos. Palestra Ocepar



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Transcrição:

Análise de Risco de Bancos Palestra Ocepar Abril/2009

Programação Análise recente do setor bancário Concentração Bancária Spread Bancário Crise Internacional Modelo de Análise de Bancos Perspectivas 2

Análise Recente Ganhos Inflacionários Passivos não remunerados (float ) US$ 15 bi 4% PIB Ineficiência e má qualidade da carteira de crédito eram encobertos pela receita com float Plano Real em julho de 1994 Estabilização econômica Efeitos da crise no México em 1995 Aumento Compulsórios: Depósitos à vista 40% para 100% Depósitos de Poupança 15% para 30% Depósitos a Prazo de 0% para 20% Empréstimos 0% para 15% recolhidos em espécie 3

Análise Recente Problemas com bancos ineficientes Incapacidade de algumas instituições promover ajustes Deficiência dos sistemas de avaliação de risco de crédito Problemas de Eficiência Despesas operacionais sobre ativos Brasil 11,0% EUA 2,5% Japão 2,2% Em 11/08/95 intervenção no Banco Econômico Em 18/11/95 intervenção no Banco Nacional Probremas com Bamerindus, Banorte, etc. Iminência crise sistêmica 4

Análise Recente Implementação de medidas nas áreas de regulação prudencial, supervisão e fiscalização para garantir a solidez, qualidade dos ativos e segurança do sistema: Capital mínimo (Basiléia) de 8% posteriormente 10% e para 11% Regulamentação do Fundo Garantidor de Crédito Aumento capital mínimo para abertura de novos bancos Regulamentação de procedimentos operacionais e contábeis Atuação do BC como emprestador de última instância Resolução 2682 (21/12/99) adoção de 9 níveis de risco de AA(0%) até H(100%) 5

Análise Recente Proer Programa de estímulo à reestruturação de bancos Ordenar a fusão e incorporação de bancos a partir de regras do Bacen Agir preventivamente com mais eficiência R$ 20 bilhões de recursos liberados Assegurar a poupança da sociedade e evitar o risco sistêmico do setor bancário 6

Análise Recente Abertura do setor ao capital estrangeiro Entrada de grandes players Internacionais (HSBC, BBVA, Santander, etc.) 30 25 20 27,4 25 21,1 18 25,2 22 15 10 5 8,3 4,8 2007 6,5 0 Ativos Depósitos Crédito 1994 2000 2001 7

Análise Recente Proes Programa de reestruturação dos bancos estaduais Privatização de bancos públicos Saneamento dos bancos públicos federais(junho/2001) Nova metodologia de contabilização de Títulos e Valores Mobiliários a partir de junho 2002:.. Títulos para negociação; Títulos disponíveis para venda; Mantidos em carteira até o vencimento 8

Análise Recente SPB Sistema de Pagamento Brasileiro Antigo (BCB assumia o risco) Selic, Cetip, Câmbio e Compe Saques a descoberto ao longo do dia Atual (participantes assumem o risco) Liquidacão em tempo real Troca de mensagens dos participantes ao STR através do RSFN 9

Concentração Redução do número de bancos de 247(1994) para 160(hoje) Indicadores de concentração: Ativos Depósitos 1994 2008 1994 2008 M3 36,6% 41,5% 37,2% 49,8% M5 45,2% 51,6% 48,0% 61,0% M10 60,2% 66,6% 65,1% 75,2% M20 73,6% 82,2% 78,4% 88,3% Fonte : Austin Asis 10

Composição do Spread Inadimplência 43,4% Fonte : DEPEC/BACEN Compulsório 4,7% Margem 19,0% Impostos Diretos 7,3% Impostos Indiretos 8,6% Custo Administrativo 16,9% 11

Spread Bancário P A Í S S P R E A D ( a. a. ) B a s e 2 0 0 7 B r a s i l 2 4, 6 % R ú s s i a 9, 1 % Ín d ia 5, 4 % T a i lâ n d i a 4, 6 % C i n g a p u r a 4, 6 % Á fr i c a d o S u l 4, 0 % M a l á s i a 3, 6 % C h i le 3, 5 % Is r a e l 3, 1 % Z o n a d o E u r o 3, 1 % E U A 3, 0 % C h i n a 2, 6 % C o r é ia d o S u l 2, 2 % J a p ã o 1, 8 % M é x ic o 0, 7 % R e i n o U n i d o 0, 1 % F o n t e : F M I e A u s t i n R a t i n g 12

Crédito em relação ao PIB EUA 80 % China 110% Japão 120% Chile 60% Bolívia 55% Brasil 41% 13

Ranking de Rentabilidade vs. Taxa de Juro por Países Selecionados em 2008 Classif. País* Lucro sobre Patrimônio** (%) Taxa de juros*** (% ao ano) Lucro / Taxa de Juros (%) Crédito / PIB (%) (2005) 1 Japão 18,7 0,12 15454% 186,9 2 Suíça 32,3 1,94 1563% 166,8 3 Bélgica 1 29,9 3,08 871% 75,1 4 Espanha 26,9 2,83 852% 146,1 5 Colômbia 60,8 6,49 836% 23,9 6 Itália 27,8 3,09 799% 90,2 7 Rússia 29,8 3,43 769% 25,7 8 Áustria 1 26,0 3,08 744% 112,9 9 Peru 35,6 4,51 690% 19,4 10 França 1 23,1 3,08 651% 93,1 11 Portugal 1 21,9 3,08 611% 147,3 12 Hong Kong 26,4 3,94 570% 146,2 13 Canadá 25,4 4,02 531% 181,4 14 Estados Unidos 30,0 4,96 505% 194,8 15 Reino Unido 27,0 4,77 467% 165,5 16 Austrália 32,7 5,81 463% 104,6 17 Holanda 1 16,4 3,08 434% 173,4 18 China 17,7 3,33 432% 114,4 19 Chile 26,6 5,02 430% 82,3 20 Coréia do Sul 22,0 4,19 424% 102,1 21 Alemanha 1 15,5 3,08 404% 111,4 22 África do Sul 35,8 7,19 397% 143,5 23 México 34,7 7,51 362% 18,2 26 Brasil 27,8 15,28 82% 28,1 14

Crise Internacional 15

Crise Internacional 16

Crise Internacional Queda atividade econômica PIB - 3,6% (4t / 3t) Empoçamento liquidez Fly to Quality Risco liquidez bancos pequenos e médios 17

Modelo de Análise de Bancos

Análise de Ativos e Passivos Captação de Recursos Estruturas Alternativas da Captação (CDBs, FIDCs, Externo, Cessão, Repasses etc.) Concentração do funding Prazo médio e Taxa de captação Aplicação dos Recursos Segmentos de atuação Concentração da carteira de crédito Prazo médio da Carteira 19

Análise dos Resultados Receitas e Despesas são classificadas em 2 categorias Determinantes estruturais da lucratividade Origem nas atividades operacionais Receitas sustentáveis/despesas recorrentes Pouco suscetíveis a manipulação (Ex: Receita Líquida de Juros, Receita Serviços e Despesas Operacional) Determinantes secundários da lucratividade Não satisfazem algum dos critérios acima (Ex: Resultado não Operacional, Receitas não sustentáveis, Despesas não recorrentes e Itens suscetíveis a manipulação) 20

Análise dos Resultados 21

Geração de Resultados Satisfatória Resultados cobrem o custo do capital Resultados têm origem em fontes sustentáveis Modificações adversas relevantes não prejudicam seriamente a lucratividade 22

Geração de Resultados Insatisfatória Resultados não cobrem o custo do capital Resultados dependem de fontes não sustentáveis Modificações adversas relevantes prejudicam seriamente a lucratividade 23

Geração de Resultados Altamente Insatisfatória Resultados negativos recorrentes Dependência de receitas não sustentáveis para cobrir despesas correntes Modificações favoráveis relevantes insuficientes para restabecer lucratividade 24

Conclusão Satisfatória Demonstradamente viáveis Deterioração improvável Insatisfatória Viabilidade Precária Possibilidade de Deterioração Altamente Insatisfatória Inviáveis Insolvência Provável 25

Fatores de observação Securitização de crédito Resultados não recorrentes Ressalva dos auditores Inadequado nível de provisionamento da carteira de crédito Mudança de foco Deterioração do Risco Imagem Piora da rentabilidade Estrutura de custos em crescimento (eficiência) 26

Perspectivas Menor crescimento da Carteira de Crédito Concentração Aumento despesas devedores duvidos Foco Eficiência Segmentação 27

Grato pela atenção Erivelto Rodrigues e-mail : erivelto.rodrigues@austin.com.br 28