RAFAEL BARBOSA GESTÃO PÚBLICA

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Transcrição:

RAFAEL BARBOSA GESTÃO PÚBLICA

1. Ciclo de gerenciamento de processos a) CBOK: A prática de gerenciamento de processos de negócio pode ser caracterizada como um ciclo de vida contínuo de etapas integradas: Planejamento; Análise; Desenho e Modelagem; Implementação; Monitoramento e Refinamento. Planejamento: desenvolve um plano e uma estratégia dirigida a processos para a organização, na qual sejam analisadas suas estratégias e metas, fornecendo uma estrutura e o direcionamento para o gerenciamento contínuo de processos centrados no cliente. Além disso, são identificados papéis e responsabilidades organizacionais associadas ao gerenciamento de processos, aspectos relacionados e patrocínio, metas, expectativas de desempenho e metodologias. Análise: tem por objetivo entender os atuais processos organizacionais no contexto das metas e objetivos desejados. Ela reúne informações oriundas de planos estratégicos, modelos de processo, medições de desempenho, mudanças no ambiente externo e outros fatores, a fim de compreender os processos no escopo da organização como um todo.

Desenho e Modelagem: cria as especificações para os processos de negócios novos ou modificados dentro do contexto dos objetivos de negócios, objetivos de desempenho de processo, fluxo de trabalho, aplicações de negócios, plataformas tecnológicas, recursos de dados, controles financeiros e operacionais e integração com outros processos internos e externos. Implementação: é a fase que tem por objetivo realizar o desenho aprovado do processo de negócio na forma de procedimentos e fluxos de trabalho documentados, testados e operacionais; prevendo também a elaboração e execução de políticas e procedimentos novos ou revisados. Monitoramento: Segundo o Guia CBOK é de suma importância a contínua medição e monitoramento dos processos de negócio, fornecendo informações chave para os gestores de processo ajustarem recursos a fim de atingir os objetivos dos processos. Dessa forma, a etapa de implementação avalia o desempenho do processo através de métricas relacionadas às metas e ao valor para a organização, podendo resultar em atividade de melhoria, redesenho ou reengenharia. Refinamento: A etapa de refinamento ou transformação é responsável pela transformação dos processos, implementando o resultado da análise de desempenho. Ela ainda trata de desafios associados à gestão de mudanças na organização, à melhoria contínua e à otimização de processo.

b) SDPS: Modelagem, Simulação, Emulação e Encenação. Modelagem: Nessa etapa são inicialmente identificados os valores que o processo em estudo deverá gerar, Além de sua descrição, é importante retratar quais as motivações para que tal valor seja esperado, bem como os impactos que serão causados por sua existência e as características de qualidade que o definem como válido. Simulação: A simulação incorpora dados estatísticos aos modelos de processos desenhados na etapa anterior, visando à minimização dos riscos de efeitos indesejáveis quando de sua implantação. Devem ser previstos itens tais como existência ou não de estoques antes do início dos processos, seus pontos de indução, as distribuições estatísticas e os tempos associados às transformações, dentre outros.

A partir de tais dados estimados, são gerados cenários alternativos que devem ser avaliados e, quando necessário, induzirão alterações nos modelos para que sejam o mais próximo do resultado desejado quando de sua implantação. Emulação: Nessa etapa são incluídos dados da realidade junto aos dados estimados identificados na fase de simulação. É o momento em que, por exemplo, são construídas as telas de sistemas automatizados que serão utilizados no processo e é solicitado o preenchimento das suas informações a uma amostra de pessoas, evitando que requisitos modelados sejam impossíveis de serem obtidos na prática. É também a fase em que fazemos turmas-piloto de algo que queremos ver funcionando na vida real. Como no caso da simulação, quaisquer necessidades de ajustes devem ser comunicadas para que os modelos (e os cenários) sejam alterados e voltem a ser emulados, até que os níveis de qualidade desejados sejam atingidos. Encenação: Fase do ciclo de gestão de processos que representa a vida real dos processos modelados, simulados e emulados, ou seja, é a única etapa que não se pode faltar durante a execução de um trabalho (ela ocorre, quer o processo tenha sido modelado/simulado/emulado ou não). Portanto, se desejarmos reduzir ou eliminar os riscos de algum efeito que não desejamos observar em nosso processo, é importante realizarmos boas modelagens, simulação e emulação, porém nunca perdendo de vista as exigências que as partes envolvidas no processo possuem caso contrário boa parte de nosso esforço pode ser desconsiderada face à velocidade requerida pela realidade.

2. Maturidade dos processos Existem diferentes classificações preconizadas por instituições e publicações especializadas no que diz respeito ao grau de maturidade no gerenciamento de processos verificado em uma organização. Nessa linha, costumam ser apontados diferentes níveis de maturidade, refletindo o estágio em que se encontra a organização e objetivando a evolução de acordo com a aplicação das melhores práticas de gestão de processos. O grau de maturidade dos processos reflete a transformação da organização na medida em que estes são aperfeiçoados. O grau de maturidade na gestão de processos que uma organização pode atingir, depende, em grande medida, do conhecimento das equipes envolvidas e da minimização de riscos e de efeitos indesejados.

a) Níveis CBOK Nível 1 Inicial: Os processos são executados de maneira ad-hoc, o gerenciamento não é consistente e é difícil prever os resultados. Nível 2 Gerenciado: A gestão equilibra os esforços nas unidades de trabalho, garantindo que sejam executados de modo que se possa repetir o procedimento e satisfazer os compromissos primários dos grupos de trabalho. No entanto, outras unidades de trabalho que executam tarefas similares podem usar diferentes procedimentos. Nível 3 Padronizado: Os processos padrões são consolidados com base nas melhores práticas identificadas pelos grupos de trabalho, e procedimentos de adaptação são oferecidos para suportar diferentes necessidades do negócio. Os processos padronizados propiciam uma economia de escala e base para o aprendizado através de meios comuns e experiências.

Nível 4 Previsível: As capacidades habilitadas pelos processos padronizados são exploradas e devolvidas às unidades de trabalho. O desempenho dos processos é gerenciado estatisticamente durante a execução de todo o workflow, entendendo e controlando a variação, de forma que os resultados dos processos sejam previstos ainda em estados intermediários. Nível 5 Otimizado: Ações de melhorias pró-ativas e oportunistas buscam inovações que possam fechar os gaps (lacunas) entre a capacidade atual da organização e a capacidade requerida para alcançar seus objetivos de negócio.

b) Níveis SDPS: A visão SDPS de maturidade de processos acompanha a própria definição de seu ciclo de gestão, ou seja, os níveis pretendidos basicamente dizem respeito a cada uma das etapas do conhecimento das equipes envolvidas e da minimização dos riscos dos efeitos. Nível 1 Processos modelado: Os processos são identificados a partir de seus valores, de seus impactos/motivações/características, de seus papéis (valor adicionado, insumo, referência, infraestrutura), das sincronias envolvidas (critérios, condições/açõe, atividades) e de seus efeitos colaterais. Nível 2 Processos simulados: Os processos são simulados a partir da introdução de dados estimados (quantidades, filas, tempos de espera, tempos de transformação, distribuições, estatísticas, valores máximo/mínimo/médio, etc) que nos permitem a criação e a análise de cenários distintos, reduzindo os riscos da implantação e induzindo, quando necessário, mudanças nos modelos de processos.

Nível 3 Processos emulados: Os processos são emulados a partir da coexistência de dados da realidade junto aos dados estimados, permitindo um maior refinamento dos cenários e dos possíveis impactos e, novamente, minimizando a possibilidade de efeitos indesejáveis. Nível 4 Processos encenados: Os processos são realizados conforme os modelos desenhados, simulados e emulados, e a observação das novas condições exigidas pela realidade induz a permanentes adequações dos requisitos de processo. Nível 5 Processos interoperados: Os processos são executados e geridos além das fronteiras organizacionais, promovendo cadeias de valor entre instituições como, por exemplo, no caso da execução de políticas públicas.

Exercícios

1. FCC/TRE-AP/2015 O grau de maturidade dos processos de uma organização pode ser descrito a partir de determinados modelos conceituais. Um deles é a visão do BPM CBOK, que indica como nível mais avançado de maturidade dos processos o a) gerenciado, quando a gestão equilibra os esforços nas unidades de trabalho, garantido que sejam executados de forma eficiente. b) interoperado, onde os processos são identificados a partir de seus valores, de seus impactos, das sincronias envolvidas e efeitos colaterais. c) otimizado, onde ações pró-ativas buscam inovações que possam fechar as lacunas entre a capacidade atual da organização e a capacidade requerida para alcançar seus objetivos. d) padronizado, quando os processos são realizados a partir de modelos desenhados, simulados e emulados, reduzindo as desconformidades e ineficiências. e) avançado, quando os processos são executados de maneira ad hoc, de acordo com as necessidades identificadas para o momento.

2. FCC/TRE SP/2017 A gestão de processos é um mecanismo utilizado para identificar, representar, minimizar riscos e implementar processos de negócios, dentro e entre organizações. O modelo preconizado pela Society for Design and Process Science SDPS, considera, como etapas do ciclo do processo: a) mapeamento, desenho, execução e monitoramento. b) desenho, implementação, monitoramento e otimização. c) identificação, conceituação, execução e refinamento. d) modelagem, simulação, emulação e encenação. e) mapeamento, modelagem, implementação e monitoramento.

3. FCC/TRT-9ª Região/2015 Processo é um conjunto de decisões que transformam insumos em valores gerados ao cliente/cidadão. O grau de maturidade dos processos reflete a transformação da organização na medida em que estes são aperfeiçoados e, nesse contexto, os denominados processos encenados correspondem: a) ao nível mais precário de maturidade identificado na visão do Bussiness Process Maturity CBOK. b) ao nível 4, dentro dos 5 identificados, de acordo com a visão da Society for Design and Process Science SDPS. c) a uma fase preliminar da gestão por processos, onde o fluxo de atividades ainda precisa ser mapeado. d) ao paradigma adotado pelo Business Process Management BPM, que propõe o redesenho dos processos vigentes. e) ao resultado da aplicação da ferramenta conhecida como workflow, que resulta na automação do fluxo de trabalho.

4. FCC/TRE-SP/2017 O grau de maturidade na gestão de processos que uma organização pode atingir, depende, em grande medida, do conhecimento das equipes envolvidas e da minimização de riscos e de efeitos indesejados. Na visão da Society for Design and Process Science SDPS, consideram-se processos encenados aqueles a) que servem como paradigma para o desenho dos processos da própria organização, fornecendo premissas para modelagem. b) que traduzem o grau ótimo de gestão de riscos, obtido a partir do envolvimento da equipe em dinâmicas de grupo. c) realizados conforme os modelos desenhados, simulados e emulados, correspondente ao Nível 4 de maturidade. d) correspondentes ao nível 5, otimizado, proposto pela visão do CBOK Business Process Maturity. e) correspondentes ao nível mais precário de gestão de riscos, demandando mapeamento e modelagem para adequação.

5. FCC/Coopergás-PE/2016 O diagnóstico do grau de maturidade dos processos de determinada organização apontou que as práticas de gestão e gerenciamento dos processos estabelecidos correspondia, de acordo com a classificação da Society for Design and Process Science SDPS, aos denominados processos encenados, o que significa o a) grau mais precário de gerenciamento, que não corresponde a um processo propriamente dito, sendo executados de maneira ad-hoc, sem previsibilidade. b) segundo nível de maturidade, no qual os processos são simulados a partir da introdução de dados estimados, que permitem a criação e a análise de cenários distintos. c) grau mais avançado de maturidade, presente quando os processos são executados e geridos além das fronteiras organizacionais, promovendo cadeias de valor entre instituições. d) terceiro nível de maturidade, quando os processos são emulados a partir da coexistência de dados da realidade junto aos dados estimados, minimizando a possibilidade de efeitos indesejados. e) quarto nível da maturidade, quando os processos são realizados conforme os modelos desenhados, simulados e emulados, e a observação das novas condições exigidas pela realidade induz a permanente adequação dos requisitos do processo.

6. FCC/TRT 20ª Região/2016 Existem diferentes classificações preconizadas por instituições e publicações especializadas no que diz respeito ao grau de maturidade no gerenciamento de processos verificado em uma organização. Nessa linha, costumam ser apontados diferentes níveis de maturidade, refletindo o estágio em que se encontra a organização e objetivando a evolução de acordo com a aplicação das melhores práticas de gestão de processos. Uma dessas classificações é apresentada pela SDPS Society for Design and Process Science, de acordo com a qual, o Nível 1 de maturidade corresponde aos denominados processos a) simulados. b) modelados. c) padronizados. d) otimizados. e) emulados.

1 C 2 D 3 B 4 C 5 E 6 B