Liderança e Trabalho em Equipe

Documentos relacionados
Teorias Motivacionais

1⁰ ANO - ADMINISTRAÇÃO DIREÇÃO

POR QUE O ENGAJAMENTO É TÃO IMpORTANTE?

A LIDERANÇA NA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR

Aula 3. Perfil do Gerente e a Equipe de Projetos

Gestão de Cultura e Clima Organizacional

- REPRODUÇÃO AUTORIZADA - Eu sou seu cliente sabia? Instrutora: Jane Costa de Paula Oliveira

Conhecimento Específico

A motivação como fator importante para o alcance dos objetivos da empresa

Nesta aula, vamos falar do papel do líder na estratégia e como o envolvimento das pessoas é fator essencial ao atingimento dos resultados almejados.

Administração de Recursos Humanos II

Administração de Projetos

Anotações LIDERANÇA - MÓDULO 2 ESCOLA DAS RELAÇÕES HUMANAS

A Arte de Liderar e Inspirar

Avaliação de Desempenho Organizacional

PSICOLOGIA. Profª Tassiany Maressa Santos Aguiar

PSICOLOGIA E GERENCIAMENTO DE PESSOAS. DISCIPLINA: RELACIONAMENTO INTERPESSOAL Prof. Dr. Márcio Magalhães Fontoura

Módulo 16 Relações com os trabalhadores. Segurança, Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho.

Proporcionar aos participantes a aquisição de aptidões específicas nos domínios da expressão/comunicação e das capacidades relacionais

Sete hábitos das pessoas muito eficazes

BEM- E S T A R F I N A N C E I R O C O M O F A T O R D E E N G A J A M E N T O E P R O D U T I V I D A D E N A S E M P R E S A S


Liderança e Gestão de Equipes. Prof. Valter de Menezes Eugenio

Vida no trabalho Dez sinais indicam que você ainda não tem preparo para ser chefe

O PAPEL DOS STAKEHOLDERS NA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL COM ENFOQUE NA ISO 26000

Ficha 01 Alguns tipos e definições de competências.

Direção da Ação Empresarial

Sumário. Prefácio, 17

Administração. Qualidade de Vida no Trabalho. Professor Rafael Ravazolo.

Lidere sua equipe para ter melhores resultados

RELATÓRIO/TREINAMENTO/TRABALHO EM EQUIPE/ MOTIVAÇÃO

LIDERANÇA EM ENFERMAGEM E GERÊNCIA DO CUIDADO EM UTI NEONATAL

Um estudo de caso dos elementos motivacionais do setor de recursos Humanos da SEFAZ - MA

I SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DA UNAERP CAMPUS GUARUJÁ. Diagnóstico sobre a motivação no trabalho

O L A. Questionário OLA. Avaliação de Liderança Organizacional. Versão Portuguesa. Instruções Gerais

Motivação Página 1. Motivação

O desafio de ser VOLUNTÁRIO!!!!!

Administração. Clima Organizacional. Professor Rafael Ravazolo.

PSICOLOGIA REVISÃO DO SEMESTRE. Profª Tassiany Maressa Santos Aguiar

Planejamento Estratégico

LIDERANÇA E COMPORTAMENTO HUMANO NO TRABALHO. Caps. 11 e 12 (11ª ed.) Cap. 12 (14ª ed)

Gestão de Pessoas. Prof (a) Responsável: Patrícia Bellotti Carvalho

Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra Delegacia da Bahia CECEPE. Curso de Extensão de Cerimonial, Etiqueta, Protocolo e Eventos

PESQUISA DE CLIMA Resultado

AULA 2 Dia 22 de agosto A Liderança Servidora

CULTURA E CLIMA ORGANIZACIONAL

Abordagem Humanística

15/2/2012 GESTÃO DE PESSOAS. Profa. Adriana Duarte RELAÇÃO. Motivação Clima Integração Inclusão Confiança Comunicação Liderança... QUEM É VOCÊ TAREFA

FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC-GO. Projeto Integrador

Grupos e Equipes de Trabalho

Objetivo: Demonstrar ao aluno como identificar, medir e administrar o desempenho humano nas organizações.

RELAÇÕES HUMANAS E LIDERANÇA

Sistemas de Tutoria em Cursos a Distância. Semana 5 A importância do papel do tutor num curso a distância. Giulliana Panzer Sobral

COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL

Relatório de Competências

COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS. Administração. Administrador. Competências e Habilidades do Administrador. Já sabemos que ela é imprescindível para a:

TÍTULO: A INFLUÊNCIA DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES UM ESTUDO NA EMPRESA CONTEC

EMPREENDEDORISMO E LIDERANÇA

Liderança direta líder da área onde o programa de voluntariado está inserido

A Escola das Relações Humanas. Prof. Fernando Rodrigues

Organização da Disciplina. Fundamentos da Administração. Aula 5. Organização da Aula. Contextualização. Instrumentalização. Prof.

PROGRAMA DE MÉTODOS E HÁBITOS DE ESTUDO

Liderança 04/11/2011. Fonte: Maximiano (2009)

Ofício nº 003/2003 DGP Cáceres-MT., 31 de janeiro de Prezada Superintendente

ALGUNS CLIENTES. Clientes. Tu te tornas plenamente responsável por aquilo que cativas. Do Livro: O Pequeno Príncipe

Clima Organizacional. Responsável pelo Conteúdo: Profa. Ms. Gisele de Lima Fernandes. Revisão Textual: Profa. Esp. Alessandra Fabiana Cavalcante

Apresentação Institucional

II FÓRUM DE PEQUENOS GRUPOS DA DSA. PROPOSTAS Brasília, setembro de 2009

Administração de Recursos Humanos. Profa. Sandra Sequeira

Semana da Liderança Prática SLP. O Método 3Hs Para Desenvolver Lideres. WORKBOOK. GrupoElite Vivendo a Liderança Prática!

Liderança, Atributos & Atribuições

Gestão de Recursos 2

GESTÃO EMOCIONAL E DESENVOLVIMENTO

Qual o nível de maturidade da Gestão de Configuração e Eliminação de Problemas na sua TI? Descubra nesta palestra!

ANÁLISE DA PERCEPÇÃO DOS COLABORADORES SOBRE SEU AMBIENTE DE TRABALHO ATRAVÉS DA PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL

SOCIEDADE DE ADVOGADOS E LIDERANÇA

Manual de Políticas Internas RSC ENGENHARIA

IV WORKSHOP GESTÃO DA QUALIDADE COM FOCO EM CLÍNICA DE DIÁLISE

Gestão de pessoas: desenvolvimento de liderança e organização de equipe (GP)

Atendimento Humanizado. Liderança de Equipes. Qualidade Gestão de Resultados

PROGRAMA DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO DE LÍDERES

A DEMOCRATIZAÇÃO DA GESTÃO ESCOLAR BRASILEIRA: AÇÃO GESTOR DEMOCRÁTICO DENTRO DA ESCOLA

Aula 01: Introdução e conceitos básicos. Ghislaine Miranda Bonduelle

Motivação Conceito e Aplicações

Bem Vindos!!! Módulo 4

Formulação, Implementação e Gerenciamento das Estratégias da Organização. Ana Paula Penido

Liderança para resultados

Modelos Mentais dos Líderes Extraordinários

Gestão de Pessoas Prof (a): Mestre Patrícia Bellotti

UM ESTUDO SOBRE A PERCEPÇÃO DA LIDERANÇA NAS ORGANIZAÇÕES

Transcrição:

Liderança e Trabalho em Equipe Tércio vieira de Camargo LIDERANÇA 1

Definições Nanus (2000), Liderança é a habilidade de inspirar pessoas. Yukl (1989), Finalidade é guiar, facilitar, estruturar atividades e relacionamentos em grupo. Chiavenato (1993), O grande desafio da Liderança é manter a equipe motivada. 2

Atividade Coletiva A partir do gráfico dos Estilos de Lideranças faça uma Análise das duas relações: Relação Monitor Interno Relação Coordenador Equipe Identificando e descrevendo quais situações nas CTs há problemas de liderança. Propor solução. Trabalho em Equipe 3

Trabalho em Equipe O trabalho em equipe nada mais é do que a soma dos esforços individuais e coletivos de um grupo de indivíduos Mas também é a soma das necessidades, inspirações, desejos individuais e coletivos Trabalho em grupo X Trabalho em equipe Definição Assim, segundo Easton (1993), equipe, por definição, é um grupo de trabalhadores que conjuntamente compartilham um objetivo e possuem a habilidade de monitorar seu próprio desempenho através de um feedback contínuo. Além disso, cada membro sabe como cada um afeta o resultado final do objetivo da equipe e, também sabe qual foi a forma utilizada pelos demais para conseguirem realizar as suas tarefas. Uma equipe ainda, é capaz de atingir seu objetivo com um mínimo de supervisão. 4

1 - Liderança Os membros de uma equipe esperam que seus líderes ajam como "capacitadores", ou seja, os líderes devem proporcionar os recursos necessários para que as decisões da equipe sejam as mais adequadas, resultando no cumprimento dos seus objetivos. Se os lideres não agirem dessa forma, a motivação diminuirá Um líder é agir como um dos membros da equipe, ou seja, o líder também executa "trabalho real", também lhe são incumbidas tarefas outras que contribuem de forma concreta para o produto da equipe (Katzenbach, 1993). Isso porque um dos princípios do trabalho em equipe é que seus membros devem agir como iguais. Diferenças de poder e conduta minam capacidades essenciais de uma equipe, como habilidade de ouvir e confiar. 5

2 - Propósito claro e comum Se missão está clara e vai de encontro com as necessidades do indivíduo, este é capaz de suster a motivação no decorrer do tempo. Entretanto, se ele perceber que não era bem aquilo que ele desejava, sua motivação para continuar na equipe diminuirá. 3 - Colaboração e Interdependência A colaboração, como já descrito anteriormente, é a base da sociedade humana (Mark, 2002). A "interdependência é um conjunto de atividades no qual dois ou mais indivíduos.produzem um fluxo de melhores benefícios do que aqueles que poderiam obter sozinhos" (Lawler et ai., 2000) Segundo Easton (1993), equipes são mais eficazes quando há um alto nível de interdependência e um alto nível de variância no modo em que a tarefa pode ser realizada. 6

A colaboração implica em dividir responsabilidade, informações, conhecimentos, competências, pontos de vista, ganhos e entusiamo (Beyerlein, 33 1993), gerando interdependência e motivando a criação de equipes e a permanência de seus participantes. 4 - Normas claras e respeitadas Equipes que obtiveram sucesso, desenvolveram, desde o início, regras claras de conduta para ajuda-las a realiz Normas devem visar o comportamento de uma pessoa, e não sobre seus pensamentos e sentimentos. Normas que coagem a livre exposição dos pontos de vistas ou das crenças dos indivíduos são prejudiciais as pessoas e ao coletivo. 7

Normas geralmente são desenvolvidas apenas em relação aos comportamentos que a maioria dos membro do grupo julgarem importante, senão, cai em descrença sendo desrespeitada. 5 - Envolvimento emocional Espera-se que os membros de uma equipe sejam competentes não apenas nas habilidades técnicas, mas também no relacionamento interpessoal, tornando a equipe bem balanceada nas duas competências. 8

6- Responsabilidade e Empowerment Quando a um indivíduo é delegado o poder, "ele sabe que o sucesso do seu trabalho depende dele e se sente mais responsável. Quando se sente mais responsável, mostra mais iniciativa, desempenha melhor e gosta mais do que faz" (Thibodeaux, 1993). 7 - Empenho da organização Uma equipe só obterá sucesso quando as condições necessárias estiverem disponíveis (capacitação das equipes). A gerência da empresa deve estar engajada nessa mudança organizacional. Esse não é um fator facilmente percebido, pelos indivíduos, como motivador na escolha em participar ou permanecer em uma equipe, entretanto como esse fator é um dos itens que levam ao sucesso da equipe. 9

8 - Desafio É importante observar, também, que o nível de dificuldade deve ser levado em conta. Se o desafio for muito difícil e for visto como impossível, os membros podem desistir antes de começar. O mesmo ocorre com o oposto, se o desafio for muito fácil, deixa de ser um desafio propriamente dito e os membros deixam de se interessar. 9 - Caráter Um fator determinante para motivar um indivíduo a participar ou permanecer em uma equipe, visto que, mesmo tendo todas as outras condições favoráveis a permanência em uma equipe, determinadas situações de falta de caráter de um membro podem ficar insustentáveis de serem mantidas. 10

Bibliografia Cardozo, Carla Marchesini. O trabalho em equipe e seus motivadores. São Paulo: EAESP/FGV, 2003. 63p. De Leon, George. A Comunidade Terapêutica Teoria, Modelo e Método. 1 a Edição. São Paulo: Loyola, 2003. Youssef, Michael. O Estilo de Liderança de Jesus. Editora Betânia 1986 11