RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO

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1 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO Figura 167: Aumento da vazão dos deflúvios em consequência da impermeabilização crescente do meio urbano Fonte: Adaptado pela autora de DREISEITL (2007, p. 25). Figura 168: Diminuição da vazão dos deflúvios em consequência da microdrenagem: infiltração na escala do lote e do bairro. Fonte: Adaptado pela autora de DREISEITL (2007, p. 25). 216

2 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO Guia interrompida para escoamento d água Área plantada Tubo de drenagem conectados a drenos de águas pluviais Figura 169: Bio-retenção nas calçadas: condução das águas pluviais para os canteiros plantados Fonte: Adaptado pela autora de Revista Landscape Architecture (v. 95, n. 6, p. 109, mai. 2005). 217

3 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO Articulação com as políticas urbanas A seguir, apresenta-se o quadro referente a este item: Casos Temáticas Planejamento do uso e ocupação do solo e os ecossistemas fluviais Metas de desenvolvimento econômico integradas às metas ecológicas Objetivos Diretriz Proposta Objetivos Diretriz Proposta Recuperar o delta e criar banhados artificiais Don Promover a dinamização urbana e a valorização espacial dos trechos de intervenção estabelecido pelo plano do rio Don Requalificar a área urbanizada, principalmente a parte baixa do rio Don, com foco ambiental e urbano Valorizar e tratar paisagísticamente os eixos viários Aumentar a densidade populacional, incentivar o uso misto: comercial, industrial, recreacional e educacional Criar projetos pontuais com usos diversificados Gerar emprego e renda Incentivar as atividades turísticas, comerciais e de serviços Criação de parcerias entre os vários níveis de governo para incentivar os proprietários a implantar estratégias de recuperação Los Angeles Anacostia Piracicaba Transformar o rio na "espinha dorsal verde" da cidade e criar "bairros verdes" Revitalizar bairros Ordenar a cidade a partir do rio Valorizar as áreas públicas Incentivar tipologias diversas de espaços públicos Dedicar atenção especial às áreas subutilizadas Incentivar a vitalidade urbana à beira-rio para uma cidade-capital internacional Elaborar um zoneamento ecológicoeconômico, visando um novo paradigma de ocupação antrópica no meio físico Melhorar os equipamentos urbanos e de infra-estrutura viária, sanitária, de abastecimento e de comunicação Restabelecer a margem como espaço público, livrando-a da condição de barranco Criar passeios públicos compostos de segmentos alternados (ora parques lineares, ora espaços cívicos), dotados de mobiliário urbano específico, arte pública, pistas para ciclista e pedestres e quiosques para uso comercial Integrar os passeios ao longo do rio com as áreas comerciais, institucionais e bairros residenciais Criar grandes boulevares urbanos tratados paisagisticamente com usos mistos e grandes espaços cívicos Revitalizar áreas comerciais existentes e ligar estes centros históricos à novos espaços públicos Desenvolver uma rede de parques verdes, locais públicos e atividades náuticas e culturais variadas Controlar a verticalização e o crescimento imobiliário com a criação de diretrizes de gabarito e de densidade ao longo da faixa de preservação Implantar ou melhorar os equipamentos esportivos e o mobiliário urbano Remover as palafitas, construir decksmirantes entre as calçadas e as margens do rio e implantar uma trilha de circulação junto ao leito do rio Captar investimentos e oportunidades para a comunidade Promover o desenvolvimento econômico sustentável Estabelecer um Corredor Eco-Social Aumentar oferta de emprego, moradia e comércios Evitar o processo de gentrificação, gerenciando adequadamente o crescimento Fornecer condições de melhoria da qualidade de vida Promover o desenvolvimento sustentável e de baixo impacto nos bairros lindeiros ao rio Estimular o desenvolvimento econômico nos bairros através da criação de emprego e atividade comercial Implementar diretrizes e normas "verdes" para exigir o desenvolvimento sustentável Gerar emprego, renda e estimular o desenvolvimento econômico em nível local e regional Preservar o patrimônio cultural e ambiental associada à inserção social e geração de renda Oportunidades para geração de novos empregos (galerias, lojas de serviços, cafés, restaurantes, etc) Programas de sustentação das famílias e dos negócios Aumentar os espaços abertos, a segurança, a limpeza e o número de emprego para os moradores Ampliar o elenco de atividades náuticas Melhorar as áreas subutilizadas ao longo do rio para se tornarem importantes áreas públicas Investir em bairros existentes para garantir que os atuais residentes tenham melhores serviços e oportunidades Fomentar outras atividades econômicas potencialmente sustentáveis, como o manejo de plantas medicinais, ornamentais, etc Ampliar os investimentos voltados à conservação de áreas naturais e bens culturais Cabuçu de Baixo Elaborar uma plano-piloto com uma metodologia de planejamento do uso e ocupação do solo, relacionada à condicionantes ambientais e paisagísticos Integrar os fatores que se relacionam com a água: ocupação do solo, cobertura do solo, infra-estrutura urbana, saneamento básico (água, esgoto e drenagem), habitação, saúde pública e legislação; e introduzir o conceito de infra-estrutura verde Implantar o instrumento de outorga para controle de cheias Incentivar o estabelecimento de edificações compactas e de tipologias e usos distintos Fixar critérios para Projetos de Drenagem e Obras de Infra-Estrutura Remover a população em áreas de risco e de preservação Aumentar a arrecadação fiscal do município Reavaliar o papel dos espaços urbanos livres Valorizar as edificações existentes Incorporar intervenções de baixo impacto ambiental Criar parques lineares Preservar os espaços livres públicos Mangal das Garças Recuperar a vitalidade dos espaços urbanos, integrados ao ecosistema fluvial Transformar uma área privada em área pública, resgatando a área ribeirinha para a população Transformar a área de aterro sub-utilizada sobre a antiga várzea do rio em parque urbano Melhorar a qualidade do espaço urbano em sintonia com as dimensões paisagísticas e ambientais Incentivar atividades econômicas relacionadas ao turismo Criar equipamentos para estimular o convívio com elementos da natureza, tais como: borboletário, mirante, viveiro de aningas, etc. 218

4 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO Planejamento do uso e ocupação do solo e os ecossistemas fluviais O que se observa em alguns casos aqui estudados é que o plano de recuperação do rio criou a oportunidade para se rever o planejamento da cidade, com a elaboração de um zoneamento que envolvesse os aspectos econômicos e ecológicos, visando um novo paradigma de ocupação antrópica no meio físico. Entre as ações propostas estão: remoção de habitações ou outras edificações que estejam em APPs (Área de Preservação Permanente); implantação, nas áreas mais fortemente impactadas de difícil intervenção e de ampla escala, de projetos pontuais, que podem vir a estabelecer uma dinâmica transformadora; integração dos fatores e dos elementos que se relacionam com a água, como o controle da verticalização e da expansão imobiliária com a adequação de gabaritos e densidades; implementação de índices de permeabilidade compatíveis às áreas de várzea; revitalização de bairros e centros históricos localizados em zonas ribeirinhas e incremento da infra-estrutura e dos equipamentos urbanos; valorização das áreas públicas, incluindo nessa categoria as margens do rio; revisão da infra-estrutura urbana de saneamento básico e de circulação; garantia da equidade de acessos aos sistemas fluviais. De um modo geral, os planos estabelecem como metodologia a compartimentação da área a ser tratada em segmentos ou unidades setoriais Esse recurso facilita o diagnóstico e ajuda a estabelecer as propostas específicas para cada segmento, de acordo com seus problemas e suas potencialidades. Porém, ao mesmo tempo em que os planos prevêem a compartimentação de sua área de trabalho, não perdem a referência do todo. O plano de Los Angeles, por exemplo, estabeleceu nove subdivisões a serem trabalhadas, mas, por outro lado, estabelecia como um dos objetivos que o rio Los Angeles fosse tratado como a espinha cervical verde conectada aos bairros verdes. O plano do Don se debruçou sobre a bacia, focou a área de intervenção no Baixo Don e subdividiu-a em três segmentos, de acordo com suas características biofísicas e urbanas. O Plano de Ação Estruturador (PAE) de Piracicaba, inserido dentro da UGRH-5 (Unidade de Gerenciamneto dos Recursos Hídricos das Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), estabeleceu oito compartimentos e iniciou a primeira fase de intervenção pela requalificação da Rua do Porto, área de forte apelo popular localizada na região central da cidade. É constante a proposta de intensificar a presença de áreas verdes no meio urbano ao longo dos leitos dos rios, em parques lineares ou em corredores biológicos. As vias que compõem o sistema viário recebem arborização nas calçadas e pistas de ciclovias e caminhadas. Em Washington, os amplos passeios públicos propostos ao longo do rio Anacostia, além de arborizados, são pontuados de obras de arte e mobiliário urbano. 219

5 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO Como já foi comentado anteriormente, as soluções para reduzir o volume das águas pluviais estão diretamente relacionadas à ocupação e uso do solo, e as áreas livres drenantes são determinantes nesse sentido. Quanto a esse aspecto percebe-se que o plano do Anacostia se beneficiou pelo fato de as áreas lindeiras ao rio serem de propriedade pública, facilitando a recuperação das várzeas sem a necessidade de aquisição de áreas. Já no plano de Los Angeles foi necessária a aquisição de áreas, representando um acréscimo no orçamento, sendo que estratégias tiveram de ser adotadas para o aumento da porosidade das superfícies; entre elas, o escalonamento das margens com degraus plantados, que cumpriam múltiplas funções de filtragem e drenagem das águas pluviais, e a introdução da vegetação, como elemento a ser explorado no projeto. O plano do Cabuçu não contava com espaços disponíveis nas áreas lindeiras aos córregos; por esse motivo, já havia na área dois piscinões, e outros estão previstos pelo plano, que conta com outorga para controle de cheias. Sistemas de parques e áreas verdes interconectados por corredores verdes ou parques lineares estão presentes em todos os planos. O Mangal, como parque, funciona como um dos elementos desse sistema. Os pedestres e ciclistas são sempre contemplados com ciclovias e calçadas ou pistas de caminhada, bem como os sistemas de transporte coletivos. Quanto às habitações irregulares em áreas de risco, problema encontrado predominantemente no Brasil, há a previsão de remoção para conjuntos habitacionais e liberação das margens dos córregos e das encostas de alta declividade. O plano de Los Angeles propõe a remoção dos sem-teto que se alojam nas margens do rio para as áreas de vizinhança, estabelecendo programas de criação de empregos. Metas de desenvolvimento econômico integradas às metas ecológicas A condição para assegurar o sucesso da implementação e manutenção de um plano de recuperação dos rios é encarada como a garantia de vitalidade dos espaços de vizinhança. Para tanto, os planos estabelecem como meta a preservação dos patrimônios cultural e ambiental associados à geração de emprego e renda por meio do incentivo à recuperação de áreas de patrimônio e fomento das atividades turísticas, comerciais e de serviços, da ampliação dos investimentos voltados à conservação de áreas naturais e bens culturais, envolvendo parcerias entre órgãos governamentais de várias esferas de poder e, também, com a iniciativa privada. Buscam, ainda, estimular atividades econômicas potencialmente sustentáveis, como o manejo e produção de plantas ornamentais e medicinais, a preservação e expansão do sistema de áreas verdes públicas, bem como incentivam edificações compactas e de tipologias de usos distintos. 220

6 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO Propõem também, o incentivo às atividades náuticas e equipamentos que estimulem o convívio com os elementos da natureza, a implantação de corredores ecossociais, bulevares e valorização dos eixos viários, tratando-os paisagisticamente. Tanto o plano do rio Los Angeles quanto o de Anacostia, por abarcarem áreas industriais em transformação, estão desenvolvendo planos de revitalização em paralelo, e criando novas áreas residenciais, comerciais e de serviços nas áreas onde as indústrias foram destivadas. 221

7 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO Inserção do rio no tecido urbano A seguir, apresenta-se o quadro referente a este item: Casos Don Temáticas Conexão intra-urbana, acesso ao rio e recreação Objetivos Diretriz Proposta Reconectar o rio ao lago e aos bairros adjacentes Promover ligações entre os bairros Aproximar a população do ambiente natural Construir pontes e passarelas Fornecer acesso seguro para pedestres nas áreas públicas naturais do Don Incentivar as atividades recreativas e o uso das orlas fluviais pelo pedestre e ciclista Implantar vias de transporte não motorizadas Valorizar a vegetação, o ciclista e o pedestre Ampliar os espaços públicos e de recreação Los Angeles Conectar as vizinhanças com o rio Construir mirantes para visualizar e apreciar o rio Criar um sistema de trilhas e ciclovias, protegendo o pedestre do transporte motorizado Possibilitar o acesso seguro ao rio Construir pontes específicas para o ciclista e o pedreste Incluir iluminação abaixo das pontes para transposição segura Melhorar o acesso das propriedades ribeirinhas e dos bairros adjacentes ao rio Melhorar a conexão entre os bairros, dos bairros com o rio e dos espaços públicos Redesenhar as ruas e avenidas com arborização e mobiliário urbano, pistas de caminhada e ciclovias, criando itinerários de ligação entre o rio, parques e bairros Reconectar a malha viária da cidade ao sistema de parques e à orla. Promover uma transferência intermodal de transporte público Anacostia Recuperar a navegabilidade e reconectar a cidade ao rio e ao mar Repensar a infra-estrutura de transporte Aumentar as atividades recreativas ao longo do sistema Rio-Parque Implantar transporte modal aquático individual (barco-táxi) e coletivo Implantar veículos leves sobre trilhos e conectar as áreas de orla com o metrô Criar um sistema de parques interligado por trilhas, pistas de caminhada e ciclovias ao longo do rio Reconstruir pontes para pedestres e ciclistas e remodelar as pontes existentes Piracicaba Explorar o rio como caminho Integrar o tecido urbano por meio da implantação de novos sistemas de transporte urbano multi-modal com ênfase nos movidos a energia limpa Conectar a Rua do Porto com o Parque Beira Rio, o Paço Municipal e o tecido urbano central Valorizar as vias transversais e integrar as áreas perimetrais ao eixo principal de influência do rio Implantar redutores de velocidade nas áreas de travessia das avenidas paralelas à orla Implementar circuitos de bonde turístico e ônibus ou trólebus Integrar a Rua do Porto (Margem esquerda) com a margem direita do rio, através de passarelas de pedestre e transposição por balsa Valorizar o percurso à pé Melhorar a acessibilidade do pedestre Criar calçadas no sentido transversal ao rio para costurar o tecido urbano e permitir a visibilidade da paisagem ribeirinha Elaborar um novo desenho e revestimento para as calçadas no sentido paralelo ao rio com iluminação, comunicação visual e mobiliário urbano Cabuçu de Baixo Melhorar a conectividade do usuário na escala local Remover barreiras e criar atrativos para a população Implantar parques lineares ou caminhos verdes em ruas de fundo de vales Introduzir pontes e passarelas sobre os córregos Mangal das Garças Recuperar a visualização do rio Reintroduzir o contato da cidade com a água, a vegetação e a fauna amazônica Potencializar a vocação de recreação e lazer Criar espaços capazes de integrar a cidade ao rio Criar espaçosde lazer ativo e passivo 222

8 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO A temática da inserção no meio urbano divide-se em dois subtítulos: a conexão intra-urbana e o acesso ao rio e à recreação. A partir das últimas três ou quatro décadas do século XX, os rios nas áreas urbanizadas têm sido encarados, de modo geral, como obstáculos. Assim sendo, todos os planos apresentam propostas de conectividade e mobilidade, que se traduzem em reconectar os corpos d água e a população ao rio, integrá-lo num sistema intermodal de transportes que inclua a navegação ou a travessia por balsa, além do cruzamento do rio para pedestres, bicicletas e veículos em geral. O plano de Anacostia, por exemplo, incluiu mais uma modalidade de transportes o de veículo leve sobre trilhos. Essas medidas de integração podem ocorrer por meio de ações diretas ou indiretas. As ações diretas implicam em realização de obras nos espaços públicos, como parques e parques lineares, incremento dos sistemas viário e de transportes públicos e tratamento das margens dos rios de maneira a acolher a população. As ações indiretas são medidas de indução às transformações no espaço privado, que podem ocorrer por meio de campanhas, educação ambiental, normatização e incentivos. Quanto à conexão intra-urbana, os planos propõem predominantemente ações diretas, tais como a introdução de pontes, passarelas e balsas para cruzamento do rio, conectando-o ao sistema viário estrutural e aos bairros adjacentes; a introdução ou recuperação da navegação, inserindo-a num sistema de transportes intermodal, e a criação de áreas públicas verdes e de recreação de acesso fácil e seguro. Quanto ao acesso ao rio, os planos estabelecem as duas modalidades de ações, com propostas que incluem: remoção de barreiras; acesso seguro e atraente para os pedestres e ciclistas, atentando para a qualidade do projeto e do mobiliário urbano, para assim incentivar as atividades de lazer nas orlas fluviais, nos períodos diurno e noturno; conexão entre a orla e um sistema de parques, corredores verdes e espaços abertos urbanos; exploração do potencial dos elementos pontuais reconhecidos pela população como patrimônios culturais, ambiental e de lazer, de modo a facilitar a visualização do rio como elemento de referência urbana. 223

9 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO Valorização da identidade local e do sentido de cidadania A seguir, apresenta-se o quadro referente a este item: Casos Don Temáticas Recuperação e Proteção do Patrimônio Cultural e Ambiental Sensibilização e participação da sociedade civil na elaboração do plano Objetivos Diretriz Proposta Objetivos Diretriz Proposta Valorizar a cidade no seu todo a partir da revitalização do vale como um lugar singular Ressaltar o patrimônio cultural em toda a bacia hidrográfica e incentivar atividades que refletem a diversidade cultural Resgatar lembranças importantes do passado histórico do Don e promover eventos de celebração Despertar a população para as funções naturais essenciais do rio Don Promover o envolvimento da comunidade por meio da conscientização ambiental Contribuir para a saúde do ambiente natural em todas as atividades diárias Criar Centros de Aprendizagem e desenvolver atividades educativas e recreativas sobre a função hidrológica do rio e seu regime fluvial Aumentar a visualização do rio Los Angeles Realçar a identidade do rio Celebrar o rio como patrimônio cultural Incorporar a arte pública ao longo do rio Promover o rio como elemento essencial da cidade Promover o orgulho cívico e a qualidade de vida Promover atividades de celebração, tendo o rio como palco, um lugar acessível, seguro, saudável e verde Anacostia Revitalizar a orla para celebrar e explorar o patrimônio cultural da cidade a da nação Enfatizar o caráter único do patrimônio e das bacias fluviais, incluindo elementos naturais e urbanos Promover eventos esportivos e culturais, programas pós-escola e de exploração do rio Redesenhar pontes por todo o rio Anacostia na tradição da arquitetura clássica monumental Construir monumentos relacionados as características de cada bacia Enfatizar as qualidades existentes na orla do rio para as instituições culturais emergentes, tais como museus Criar um sistema de parques públicos para concertos, piqueniques e festivais locais Engajar todos os segmentos da comunidade como responsáveis pelo rio e suas margens Encampar as reivindicações da comunidade, incluindo os moradores, proprietários, empresários e turistas Reforçar a educação ambiental na bacia hidrográfica do rio Fazer do Anacostia um destino para eventos especiais na escala regional, tais como concertos e eventos desportivos Criar roteiros culturais aquáticos Valorizar a pisagem da cidade vista do eixo do rio Implementar o ecoturismo com a criação de rotas terrestres e fluviais de apreciação da paisagem em parceria com municípios vizinhos e o Estado Piracicaba Proteger e valorizar a paisagem natural e construída Conectar elementos do patriômio histórico e ambiental ao projeto de recuperação do rio Manter os usos consolidados e a população local (pescadores) Tombar as quadras adjacentes à Rua do Porto e incentivar a restauração das fachadas das edificações Restaurar as três chaminés remanescentes das antigas olarias Promover a apropriação da margem pelo pescador, à pé ou de barco. Sensibilizar os turistas e a população local para a proteção do ambiente, do patrimônio histórico e de valores culturais Desenvolver programas de educação ambiental e capacitação para a indústria do turismo e do ecoturismo Estabelecer programas de Educação Ambiental para a população com ressonância nos municípios vizinhos e na Bacia do Piracicaba Criar parcerias com instituições de ensino, pesquisa, esporte, cultura e lazer, tais como: universidades, instituições, iniciativa privada e ONGs. Cabuçu de Baixo Valorizar a comunidade local Criar pontos de convivência Criar áreas de lazer nos parques lineares Propover a conscientização ambiental Implantar Programas de Educação Ambiental Promover campanhas publicitárias voltadas à conscientização pública do controle de cheias Mangal das Garças Despertar a população local para o seu patrimônio ambiental e valorizar a identidade local Resgatar a importância hídrica do ambiente amazônico Criar um programa específico que envolva as dimensões social, cultural, recreacional, estética e ecológica Reintroduzir a água como elemento condutor da paisagem Criar ambientes representativos das três grandes regiões do Pará: os campos, as várzeas e as matas de terra firme Projetar um circuito das águas no centro do parque Promover a conscientização da importância ambiental e ecológica Incentivar o uso do parque com a criação de equipamentos e de espaços de permanência Criar espaços educacionais e recreativos para a população local 224

10 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO Entre os casos estudados, nota-se que áreas degradadas são tidas como ambientes ameaçadores, sendo que, efetivamente, passam essa sensação pela condição de abandono e pela falta de acesso à segurança. A valorização da identidade local e do sentido de cidadania foi aqui analisada sob a ótica de dois temas: recuperação e proteção do patrimônio cultural e ambiental e sensibilização e participação da sociedade civil na elaboração do plano. Recuperação e proteção do patrimônio cultural e ambiental De modo geral, os planos propõem a revitalização dos vales, ressaltando a importância da bacia hidrográfica e realizando ações que visam reforçar o patrimônio cultural. Dentre essas ações, destacam-se: resgate das lembranças do passado do rio; preservação das atividades consolidadas, como a pesca, procurando manter a população no local; apresentação da paisagem da cidade vista do eixo do rio, valorizando-a; formação de parcerias com instituições de ensino, pesquisa, esporte, cultura, sejam elas governamentais, não governamentais ou da iniciativa privada, de modo a promover o nível sociocultural da população local. Sensibilização e participação da sociedade civil na elaboração do plano A meta de envolver a população da cidade ou das vizinhanças do rio está presente em todos os planos, sendo esse engajamento encarado como fundamental para o desenvolvimento do plano, sua implementação e monitoramento. Um fator bastante valorizado, principalmente nos planos dos rios Don e Anacostia, é a participação dos atores nas reuniões de desenvolvimento do plano, quando se discutem as propostas, bem como na fase de captação de recursos e definição de estratégias de implementação, em que a transparência das decisões e a redução de conflitos de interesses contribuem positivamente. Nos casos brasileiros, a participação da comunidade também tem sido fundamental no processo, principalmente em função do atual modelo de gestão dos recursos hídricos, que se dá de forma tripartite e paritária. A intervenção no rio Piracicaba é um exemplo significativo, em que a participação da sociedade se deu no processo como um todo. As principais iniciativas para obtenção dessa meta são: Promover o rio como elemento essencial para a cidade e para a sociedade; Promover o envolvimento da comunidade por meio do desenvolvimento de projetos educacionais e recreacionais sintonizados com as funções naturais do rio; Promover a conscientização da população para ações do cotidiano que contribuam para a saúde do ambiente natural; 225

11 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO Revitalizar a orla do rio como espaço de celebração e eventos especiais de escala regional; Valorizar o desenho das obras de arte (pontes, passarelas e outros) e do mobiliário urbano sob o aspecto projetual, como elementos de valorização do ambiente urbano; Inserir instalações ou elementos artísticos no ambiente ribeirinho; Inserir referências características do ecossistema, tanto nos projetos relativos ao rio como aos de seu entorno; Acolher as reivindicações da comunidade incluindo moradores, comerciantes, empresários e turistas; Assegurar a vitalidade do sistema de áreas verdes urbanas, tornando-o atraente para a população; Promover a capacitação para a indústria do turismo e do ecoturismo criando rotas terrestres e fluviais de apreciação da paisagem. 226

12 rios e cidades: ruptura e reconciliação Implementação, Monitoramento e Gestão A seguir, apresenta-se o quadro referente a este item: Implementação, monitoramento e gestão Temáticas Casos O plano no contexto da bacia hidrográfica Viabilidade econômica Monitoramento e gestão Objetivos Diretriz Proposta Objetivos Diretriz Proposta Objetivos Diretriz Proposta Don Incorporar os instrumentos de planejamento disponíveis no Ato de Planejamento de Ontário Articular projetos de cooperação entre a cidade e outros municípios da bacia, níveis superiores de governo, linhas de transportes, demais interesses privados e grupos comunitários Criar o Programa de Acompanhamento do rio Don, considerando toda a bacia hidrográfica Elaborar um plano oficial para o rio Don Captar recursos Estabelecer metas de captação para cada etapa do plano Formar um Conselho de Regeneração da Bacia Hidrográfica para integrar e gerir os recursos, envolvendo a iniciativa privada e várias instâncias governamentais Integrar vizinhanças, governos e empresas para regenerar o Don, trabalhando em conjunto Incentivar e capacitar os funcionários das agências e dos municípios a assumir a responsabilidade pelo Don Elaborar um programa denominado "40 Etapas para um Novo Don", para envolvimento da comunidade Implantar um monitoramento integrado, revisado a cada três anos Los Angeles Adotar a escala da bacia para equacionar os problemas comuns Adotar medidas de controle da inundação e recuperar as funções ecológicas da bacia hidrográfica adotar soluções de múltiplos benefícios que solucionem simultaneamente a retenção de águas pluviais, tratamento da água, recuperação do ecossitemaa e áreas de recreação Captar recursos Usar múltiplas ferramentas de financiamento para aumentar a arrecadação e implementar os objetivos do plano Criar um fundo de investimentos, agrupando recursos do setor privado e do setor público (municipal, estadual e federal) Elaborar projetos a curto e longo prazo, prioritários e estratégicos para o financiamento do plano Coordenar o plano com a sociedade civil sob jurisdição de três autoridades: a Corporação dos Engenheiros do Exército dos EUA (Federal), o Departamento Estadual de Obras Públicas de Los Angeles (Estadual), a Cidade de Los Angeles (Municipal) Estabelecer os objetivos e diretrizes e garantir a implantação das metas e propostas estabelecidas com flexibilidade de execução Elaborar projetos através do processo participativo das comunidades, associações de bairros e a iniciativa privada Anacostia Produzir um plano coordenado que possa ser implementado a longo prazo e implantar um sistema de cooperação das agências municipais com instâncias federais e estaduais Articular as agencias governamentais e Departamentos públicos do Distrito de Columbia Criar um Comitê de Recuperação da Bacia do Rio Anacostia, envolvendo toda a bacia Captar recursos Incluir o setor privado no plano de recuperação Criar um fundo para captação e gerenciamento de investimentos Formar equipes de trabalho pluri jurisdicional e a Coalisão de Negócios do Rio Anacostia (ARBC - Anacostia River Business Coalition ) para criar e gerir fundos Melhorar a comunicação e a cooperação entre o governo e os moradores da bacia hidrográfica Implantar um programa de acompanhamento e monitoramento do projeto e desenvolver um conjunto de indicadores de recuperação Criar parcerias com outros comitês de bacia para a troca de informações Monitorar a qualidade física, química e biológica das águas Piracicaba Tornar-se um modelo nacional de gestão de uma bacia hidrográfica Integrar e ampliar os conceitos do plano com os demais instrumentos da bacia do Piracicaba Compatibilizar o PAE com os demais planos diretores em desenvolvimento nas secretarias da Prefeitura de Piracicaba e municípios integrantes da bacia Estabelecer parcerias com a iniciativa privada Definir trechos e etapas de implantação das propostas para melhor gerenciar o recursos financeiros Conseguir patrocínio com a Petrobrás e a ONG Piracicaba 2010, para captar investimentos financeiros Criar parcerias desde a elaboração até a implementação do plano Planejar e gerenciar no âmbito intermunicipal e intra-urbano Integrar a Prefeitura, a iniciativa privada, as instituições, as associações de bairro e as Ongs, representando as comunidades locais Cabuçu de Baixo Integrar o plano de uma pequena bacia urbana com Planos regionais Trabalhar o planejamento urbano em parceria com o planejamento ambiental da bacia, com destaque para as questões da água urbana Propor medidas de preservação e restauração de bacia urbana, considerando as características de grandes centros urbanizados Elaborar projeto piloto para propor alternativas de intervenção Implantar um sistema de gerenciamento integrado da bacia hidrográfica urbana Elaborar documento para dar suporte a Planos Diretores Municipais, tratando de questões relativas à água urbana Diagnosticar uma pequena bacia urbana, considerando os fatores que se relacionam com a água: ocupação e cobertura do solo, infra-estrutura urbana, saneamento básico, habitação, saúde pública e legislação Tratar tecnicamente as questões ambientais urbanas, de forma centralizada, mas com discussão, participação e decisão colegiada (entidades públicas e entidades que representam a comunidade) Agregar as informações do Plano no Sistema de Suporte à decisão (SSD) de Gestão de Água Urbana e hierarquizar alternativas Mangal das Garças Não atua no contexto da bacia hidrográfica do rio Guamá Verbas oriundas da Secretaria da Cultura do Estado de Pará Garantir a manutenção do parque Assegurar a vitalidade do parque Promover o parque como uma das principais atrações turísticas da cidade de Belém 227

13 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO O plano no contexto da bacia hidrográfica A partir dos casos analisados, observa-se que, no geral, os planos atuam em dois sentidos na compreensão do sistema da bacia hidrográfica como um todo e na microescala, de modo a favorecer o entendimento das dimensões e instâncias envolvidas e dos atores que compartilham da mesma ótica, visando metas de longo prazo e ações que não envolvam verbas tão vultuosas e apresentem resultados de curto prazo. Nesse sentido, busca-se, por um lado, a articulação dos planos de recuperação de rios às bacias hidrográficas e aos planos diretores de municípios integrantes desta bacia; e por outro, implementar projetos setoriais adequados às necessidades específicas de cada área. Adota-se a estratégia de focar a escala abrangente e implementar projetos-pilotos ou ações pontuais de baixo custo capazes de despertar o interesse da população local ou de outros grupos, tal como foi realizado pela força tarefa Bring Back the Don. O plano do rio Piracicaba está inserido dentro do Comitê da Bacia Hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari, Jundiaí (CBH-PCJ), um dos primeiros a serem instituídos no Estado de São Paulo pela Lei Estadual 7.633/91. Esse Comitê vem tendo uma atuação significativa em prol da melhoria da qualidade ambiental dos rios bacia. Sabe-se, no entanto, das dificuldades de negociação com as administrações municipais de cidades a montante do município de Piracicaba, que fica a mercê das decisões das outras administrações municipais para o equacionamento do tratamento do esgoto coletado. Viabilidade econômica A estratégia de viabilidade se dá pela hierarquização das etapas a serem implantadas, o que possibilita estabelecer as metas correspondentes de captação de recursos por meio de conselhos plurijurisdicionais ou comitês para o gerenciamento de investimentos. Em geral, com exceção do Mangal e do Piracicaba, que tiveram uma única entidade financiadora, os planos do Don, do Anacostia e do Los Angeles contaram com fontes diversificadas fundos locais, participação de empresas privadas, patrocínios, ONGs e comissões (Task Forces) formadas para captação e gerenciamento de recursos. As oportunidades para a recuperação dos rios podem estar incluídas em planos de revitalização das áreas centrais ou próximas ao centro, como é o caso do Parque do Mangal, ou em planos de recuperação setorial ou municipal, como ocorreu em todos os outros planos aqui analisados. O plano da microbacia do Cabuçu de Baixo, que foi desenvolvido exclusivamente no âmbito da universidade, está relacionado à oportunidade de intervenções significativas relativas à infra-estrutura, que podem ser indutoras de grandes transformações de cunho socioespacial, como propõe o plano. 228

14 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO Monitoramento e gestão O monitoramento é considerado como um processo ininterrupto, que deve ter início durante o desenvolvimento dos planos a partir do fornecimento de um sistema de indicadores, e se manter durante todas as fases de implementação, seguindo depois como projeto de gestão de rotina característico da gestão urbana-ambiental. Neste caso, é fundamental a implementação de um sistema transparente de informações, com indicadores quantitativos precisos, bem como qualitativos, os quais podem ser construídos de acordo com os aspectos que se pretende avaliar e monitorar (ALVIM et al, 2007). Quanto ao monitoramento de cursos d água, os investimentos são significativos e o trabalho, contínuo. Para tanto, podem ser citadas algumas medidas, como: Intensificar a comunicação e a cooperação entre os órgãos governamentais responsáveis e a população de vizinhança ou de âmbito mais abrangente correspondente à escala física ou de interesse sobre o curso d água; Incentivar funcionários das agências ou dos municípios a assumir responsabilidades sobre o sistema fluvial; Implantar sistema de indicadores e de monitoramento integrado a ser revisado em prazos pré-estabelecidos. Como se pôde observar, dada a dimensão da área abrangida, o Parque do Mangal das Garças não se insere em muitas das categorias aqui analisadas. Porém, é relevante o seu papel no que diz respeito à temática da recuperação do ecossistema e da biodiversidade, à aproximação do rio com a população e à conscientização da importância dos elementos naturais no meio urbano. De fato, são utilizados elementos que sensibilizam e atraem a população, principalmente o público infantil. Essa área se constitui, pois, numa experiência bem sucedida a ser avaliada pelos programas de pós-ocupação, com o intuito de torná-la um parâmetro que certamente contribuirá para o desenvolvimento de projetos similares. Já o plano da microbacia do Cabuçu de Baixo, desenvolvido como um modelo de recuperação de bacias urbanas, com uma equipe multidisciplinar, que abordou aspectos de hidrologia, morfologia, arquitetura paisagística, biologia, sociologia, apresenta uma característica que se destaca em relação aos outros aqui analisados, ao menos em termos das informações disponíveis. Trata-se do sistema de apropriação da área de estudo, envolvendo medições e indicadores das cargas poluidoras. Adotado pela EPA (Environment Protetion Agency), esse modelo de simulação do processo do transporte de poluentes é denominado BASINS 2 - programa de dados espaciais de qualidade da água, associado ao programa SIG (Sistema de Informações Geográficas) e a outros métodos de coleta de dados e de monitoramento da pluviometria e fluviometria. 229

15 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO Tanto nesse caso quanto no caso do rio Piracicaba, de modo geral, os técnicos envolvidos compõem grupos de pesquisa das universidades. Vale ressaltar que esta seria a composição necessária para atuar em parceria com organismos governamentais, com a finalidade de agregar o conhecimento produzido às demandas requeridas. De acordo com o relatório WP2 da URBEM, a média de duração da fase de concepção de um plano de recuperação de rios urbanos é de 2,6 anos; o tempo médio para levantar os fundos é de 1,7 anos e o período de implementação, 2,9 anos. Esses números, porém, variam de acordo com a complexidade dos planos; assim, um plano que abarca a bacia hidrográfica terá duração bem mais longa que os planos pontuais. O mesmo relatório observa que, no meio urbano, os componentes do triângulo de sustentabilidade, que consistem nas dimensões ecológica, social e econômica, estão mais próximos. Isso significa que, ao se implementar um plano de recuperação de cursos d água urbanos, o incremento conferido ao rio se refletirá na valorização dos espaços envoltórios do corredor fluvial e na elevação do padrão social. Por esse motivo, a avaliação da recuperação de um curso d água não pode se ater, apenas, aos fatores ecológicos, devendo levar em conta também as transformações econômicas e sociais. Essas constatações trazem um alerta para a ocorrência da gentrificação. O plano de Los Angeles aborda essa questão, considerando a população de sem-teto que vive às margens do rio, e estabelece, em paralelo ao plano de recuperação, um plano de inclusão social que objetiva prover condições de moradia, trabalho e integração social, incluindo programas de capacitação. Assim como a recuperação de um sistema no meio urbano traz vitalidade, uma área degradada está muito identificada à violência e insegurança. Ao enfocar essa questão, os planos internacionais mencionam como fator de segurança a iluminação pública eficiente e a transparência da vegetação, a fim de não serem criados nichos escondidos. Muitas das ilustrações dos planos representaram, inclusive, a iluminação nas áreas públicas, justamente com o propósito de demonstrar que o acesso seguro estava contemplado. 230

16 RIOS E CIDADES: RUPTURA E RECONCILIAÇÃO 5.2 Síntese das referências significativas 10 recomendações para projetos de recuperação de rios urbanos A comparação entre as temáticas abordadas pelos planos, seus objetivos, diretrizes e propostas permite elencar medidas que apresentam tanto aspectos em comum como certas peculiaridades, de acordo com os diversos contextos. A partir das referências mais significativas extraídas dos conjuntos de planos aqui analisados, foram sintetizadas, então, dez recomendações: 1) Proteger ou recuperar as características funcionais e morfológicas dos rios, evitando estrangulamentos, tamponamentos, canalizações, mantendo ou recuperando a vegetação ripária e criando um sistema de parques lineares, articulados a um sistema de espaços verdes urbanos; 2) Valorizar as paisagens fluviais como áreas de proteção e de lazer ativo e passivo, incorporando a dimensão estética como um fator relevante do projeto; 3) Integrar o plano de recuperação de rios urbanos aos planos diretores municipais, engajando a sociedade civil e se articulando a outras esferas do poder, tanto no sentido vertical como horizontal; 4) Inserir o plano ou projeto na escala da bacia hidrográfica; 5) Valorizar o patrimônio ambiental, histórico e cultural; 6) Implantar plano de drenagem urbana e tratamento de resíduos, aplicando as medidas adotadas pelos manuais do LID ou BMP, conhecidas como infra-estrutura verde; 7) Conscientizar políticos, gestores, técnicos e sociedade acerca da importância dos rios e dos elementos bióticos e abióticos no meio urbano e evitar empreendimentos e obras de infra-estrutura de impacto nas vizinhanças do rio; 8) Rever o sistema viário a partir do leito fluvial incorporando um sistema multimodal, e garantir o acesso da população ao rio assegurando o balanço de uso recreacional e proteção; 9) Criar oportunidades de trabalho e atividades de uso múltiplo que garantam a vitalidade das áreas de vizinhança; 10) Criar programas de voluntariado, capacitação e educação ambiental para a população. 231

17 CONSIDERAÇÕES FINAIS

18 Os rios tiveram e têm presença e importância significativas no meio urbano, sendo considerados por muitas civilizações antigas como um patrimônio, símbolo de riqueza e poder. Ainda hoje, no seu cotidiano, as populações ribeirinhas têm o rio como base de abastecimento, espaço de lazer e via de deslocamento. Principalmente a partir de 1930, pode-se dizer que um conjunto de fatores associados se apresentou em nível global incidindo sobre a degradação dos rios no meio urbano; entre eles, destacam-se a dinâmica de produção aliada à intensificação da urbanização e modernização das cidades; a interface entre a ciência, a técnica e as políticas públicas e suas posturas de intervenções sobre os ecossistemas, estabelecendo situações de domínio, sem a devida compreensão de sua complexidade. Esse processo evolutivo de deterioração dos rios operou transformações na percepção que a população tinha dos ambientes ribeirinhos, relegando-os ao esquecimento. A partir da década de 1960, surgiram os primeiros movimentos de questionamento e reflexão sobre a relação entre sociedade e ambiente natural, evoluindo para os eventos mundiais pró-recuperação ambiental que marcaram as décadas subseqüentes. As discussões ocorridas então contribuíram para a revisão dos paradigmas do desenvolvimento e das salvaguardas ambientais para o desenvolvimento sustentável, que propõem políticas articuladas aos princípios ecológicos e econômicos, visando assegurar a eqüidade intergeracional. 233

19 Nesse contexto, o planejamento e a gestão ambiental ampliaram seu espaço de atuação, influindo na concepção dos marcos regulatórios e políticas públicas condizentes. No tocante aos sistemas fluviais e aos recursos hídricos, a legislação evoluiu para uma perspectiva de descentralização e democratização no âmbito da bacia hidrográfica e dos comitês de bacia, aliada a um conjunto de medidas que envolvem o controle da ocupação e do uso do solo. O modelo de gestão dos recursos hídricos varia conforme o país e a sociedade, mas tem sempre como tônica a atuação descentralizada por bacias hidrográficas e o envolvimento da comunidade nos processos decisórios. No Brasil, desde 1997, o atual modelo de gestão dos recursos hídricos se dá de forma tripartite e paritária, sendo a bacia hidrográfica a unidade de intervenção, e a participação da comunidade um fator fundamental no processo. Entretanto, as formas de legislação e regulação do solo urbano, apesar dos avanços recentes, a partir da Constituição Federal e do Estatuto da Cidade, determinam que os agentes municipais sejam os responsáveis pelas normas e diretrizes de uso e ocupação do solo urbano. Fato este que gera sobreposições e conflitos interinstitucionais que, muitas vezes, inviabilizam uma possível convergência em prol do planejamento e gestão da bacia que leve à efetiva recuperação do sistema fluvial. Operações abrangentes da ordem de planos de recuperação de rios urbanos, como as aqui analisadas, mais especificamente os planos internacionais, exigem uma multiplicidade de órgãos articulados a equipes multidisciplinares, bem como o real engajamento da sociedade organizada, todos voltados para um objetivo comum e com uma coordenação clara e determinada. O sucesso de uma operação dessa natureza implica em negar as decisões tradicionais, reducionistas e simplificadoras, que, com o pretexto de equacionar a gestão e a manutenção dos sistemas fluviais, complexos e frágeis, adotam soluções que vêm extrair do ambiente urbano um universo rico de biodiversidade e de fluxos variáveis, os quais se expandem e retraem de acordo com a sazonalidade e o clima. Abranger a escala da macrobacia na concepção dos planos e atuar na escalada da microbacia, incorporando um conjunto de intervenções pontuais, têm sido estratégias eficientes. Por meio da concretização desse tipo de iniciativa, desde que com qualidade projetual e enriquecida pela inclusão da dimensão estética, o efeito pode ser multiplicador, levando a adesões de parceiros, os quais podem contribuir para a viabilidade econômica e na consecução das etapas subseqüentes. Os planos analisados evidenciam que a reintegração dos cursos d água à paisagem e à vida urbana não só é possível, como traz a oportunidade de se reinventar a cidade, ou alguns de seus setores significativos, estabelecendo uma nova dinâmica transformadora de ordem ambiental, cultural, social e econômica. Dinâmica esta que resgata e recria aspectos de sistemas 234

20 vivos, incluindo a paisagem regional, os elementos da fauna e da flora, e reintroduz a água no meio urbano juntamente com seu caráter simbólico. Nesta análise fica também patente a importância da participação do segmento da sociedade civil organizada na observância da condução do plano, mantendo o rigor necessário para que as metas estabelecidas não se desvirtuem em propostas simplificadoras de última hora. Observa-se, ainda, que existem nítidas diferenças entre os casos internacionais e nacionais. No primeiro conjunto, quando os planos de recuperação tiveram início, o estado da infraestrutura quanto à coleta e tratamento de esgoto não representava uma das metas a serem cumpridas, sendo que a melhoria da qualidade da água estava mais associada à poluição difusa. Já os casos brasileiros têm como seu primeiro enfrentamento equacionar o saneamento básico, ainda bastante deficitário, principalmente quanto ao tratamento do esgoto doméstico. A ameaça comum e motivadora das iniciativas de recuperação dos rios urbanos, em todos os casos apresentados, com exceção do parque do Mangal das Garças, que não tinha essa questão como escopo, é a ameaça de inundações, que ocasionam estragos e envolvem gastos significativos para o poder público e para os cidadãos, além de perda de vidas humanas. Nesse sentido, a drenagem urbana é um tema crítico e aprofundado por todos, exigindo uma revisão das medidas que visam equacionar a redução do volume de deflúvios. Fica evidente que as soluções tradicionalmente aplicadas não respondem ao equacionamento desse problema. As recomendações extraídas da leitura e análise dos planos reforçam aspectos que, de um modo geral, são bastante difundidos, como por exemplo banir das agendas municipais a canalização e o tamponamento de córregos e rios e implementar ações não-estruturais de caráter preventivo, propondo desde a redução da poluição difusa, seguro antienchentes, sistemas de alerta e previsão de inundações e sistema de recuperação pós-inundações, educação ambiental, até regras de uso e ocupação do solo urbano. Planos e projetos de qualidade passam por duas mediações, sendo que a primeira é considerada definitiva a qualidade da implementação. No Brasil, assiste-se com certa freqüência a situações desastrosas nesse aspecto. Esse resultado pode ocorrer pela negligência dos órgãos governamentais na fiscalização das obras ou dos recursos a elas destinados, por inadequação de editais de licitação ou ainda pela atitude equivocada de algumas empreiteiras na simplificação de especificações, visando lucros mais avantajados. A segunda mediação é a que envolve a consolidação do processo, incluindo as atividades de monitoramento e de gestão. Essa fase requer a coordenação contínua de vários órgãos, jurisdições, grupos de interesse e entidades civis no controle do desempenho, por meio de medições e indicadores específicos - empenho na garantia de continuidade dos financia- 235

21 mentos e gestões, na reavaliação constante do processo de recuperação, em programas de capacitação de técnicos e gestores envolvidos e de educação ambiental, por meio de sinalização e promoção de campanhas e eventos. Esse tipo de plano ou projeto só se afirmará com a experiência concreta que já tem sido gradativamente vivenciada, predominantemente nos países desenvolvidos, e que aos poucos está se estabelecendo no território nacional. Investimentos vultosos para essa finalidade acarretam em benefícios de amplo espectro para a sociedade, particularmente na área da saúde pública. Os planos analisados antecipam os ganhos que serão obtidos à medida que as etapas forem implementadas. A revitalização das áreas de influência dos rios recuperados atrai investimentos, criando oportunidades de trabalho para a comunidade, valorização local e um espaço público mais humanizado e acolhedor. Os desafios ambientais demandam uma mudança de mentalidade por parte dos agentes governamentais e privados, das organizações sociais e institucionais, bem como da sociedade, para que assim se estabeleça a consciência dos valores e riscos envolvidos. Coloca-se no bojo dessa discussão o desafio de resgatar a qualidade dos rios urbanos, sendo que as múltiplas dificuldades envolvidas não devem invalidar metas audaciosas que tenham como propósito a reconciliação entre os rios e as cidades numa perspectiva sustentável. 236

22 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ACSELRAD, H. (org.). A duração das cidades: sustentabilidade e risco nas políticas urbanas. Rio de Janeiro: DP&A, ACSELRAD, H., MELLO C. C. do A., BEZERRA, G. das N.(orgs.). Cidade, ambiente e política: problematizando a Agenda 21. Rio de Janeiro: Garamond, 2006 ALIROL, P. Como iniciar um processo de integração. In RIBEIRO, H., VAR- GAS, H. C. (orgs) Novos Instrumentos de Gestão Ambiental Urbana. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004 ALVIM, A. T. B. A contribuição do comitê do Alto Tietê à gestão da Bacia Metropolitana, São Paulo: Tese (Doutorado) FAUUSP ALVIM, A. T. B. Água, território e sociedade: limites e desafios da gestão integrada das bacias hidrográficas na Região Metropolitana de São Paulo. In: Resumos expandidos e programa do Seminário Nacional sobre o tratamento de áreas de preservação permanente em meio urbano e restrições ambientais ao parcelamento do solo. São Paulo: FAUUSP, 2007 AMBIENTE BRASIL. Disponível em < composer.php3?base=./agua/doce/index.html&conteudo=./agua/ doce/artigos/historico.html>. Acesso em 18/09/2007. ANACOSTIA RIVER. Disponível em < Acesso em 03/03/2008. ANCONA, A. L. Direito de quem? Tese de doutorado FAUUSP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Universidade de São Paulo) ANDRADE, Carlos Roberto Monteiro de. A peste e o plano. São Paulo Dissertação de mestrado - FAUUSP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Universidade de São Paulo) BACHELARD, G. A água e os sonhos: ensaio sobre a imaginação da matéria. Tradução Antonio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 1997 BARBIERI, J. C., Desenvolvimento e meio ambiente As estratégias de mudança da Agenda 21. Petrópolis, Editora Vozes. BARBOSA, L. M. Considerações gerais e modelos de recuperação de formações ciliares (p. 289 a 312) In RODRIGUES, R. R., LEITÃO Fº, H. F. (orgs) Matas ciliares: conservação e recuperação. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, Fapesp, 2004

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