O movimento Browniano
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- Wilson Aires de Almada
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1 O movimento Browniano R. Vilela Mendes March 2010 () March / 35
2 Sumário O movimento Browniano Propriedade Markoviana Probabilidade de transição. Medida de Wiener Média e covariância Ruído branco e movimento Browniano Não-diferenciabilidade, variação total e variação quadrática Movimento Browniano e a equação do calor (*) Equações inversas e formula de Feynman-Kac (*) Integrais no tempo, de Ito e Stratonovich Lema de Ito Equações diferenciais estocásticas Movimento Browniano geométrico () March / 35
3 Movimento Browniano O movimento Browniano é o processo estocástico mais simples entre os "processos de difusão". No século XIX um botânico chamado Brown observou ao microscópio grãos de polen em água. Veri cou que se moviam aleatóriamente como se fossem seres vivos. O mesmo acontecia com grãos de poeira. O movimento resulta das colisões das moléculas de água e do facto que, dadas as pequenas dimensões do objecto, não há compensação perfeita do efeito das diversas colisões. () March / 35
4 Movimento Browniano () March / 35
5 Movimento Browniano: Descrição matemática B (t):b (0) = 0. O incremento entre t 1 > 0 e t 2 > t 1, B = B(t 2 ) B(t 1 ), é a soma dum grande número de variávies i.i.d. de média zero. É natural supor que o número de colisões é proporcional a t 2 t 1. Pelo teorema do limite central isto implica que B é Gaussiano com variância proporcional a t 2 t 1. Normaliza-se de modo a que a variância seja exactamente t 2 t 1. Se t 3 > t 2 e B 2 = B(t 3 ) B(t 2 ), B 1 = B(t 2 ) B (t 1 ), então B 2 e B 1 são independentes com variâncias t 3 t 2 e t 2 t 1. () March / 35
6 Movimento Browniano: Descrição matemática B (t):b (0) = 0. O incremento entre t 1 > 0 e t 2 > t 1, B = B(t 2 ) B(t 1 ), é a soma dum grande número de variávies i.i.d. de média zero. É natural supor que o número de colisões é proporcional a t 2 t 1. Pelo teorema do limite central isto implica que B é Gaussiano com variância proporcional a t 2 t 1. Normaliza-se de modo a que a variância seja exactamente t 2 t 1. Se t 3 > t 2 e B 2 = B(t 3 ) B(t 2 ), B 1 = B(t 2 ) B (t 1 ), então B 2 e B 1 são independentes com variâncias t 3 t 2 e t 2 t 1. Medida de Wiener: As trajectórias do movimento Browniano existem em C 0 ([0, T ], R) = espaço das funções contínuas B(t), para 0 t T. C 0 signi ca B(0) = 0. A algebra σ é a algebra de Borel (gerada pelos conjuntos abertos: max x (t) x (t) < ε). Nem todas as trajectórias em C 0 ([0, T ], R) são trajectórias do movimento Browniano. O movimento Browniano corresponde a uma medida em C 0 ([0, T ], R), medida de Wiener. () March / 35
7 Probabilidade de transição G (y, x, s) = Densidade de probabilidade de estar em x no tempo t + s sabendo que no tempo t se estava em y. O incremento B(t + s) B(t) é Gaussiano com variância s G (y, x, s) = 1 p 2πs e (x y )2 /2s. O coe ciente 1 p 2πs é obtido por normalização R G 0 (y, x, s) dx = 1 () March / 35
8 Probabilidade de transição G (y, x, s) = Densidade de probabilidade de estar em x no tempo t + s sabendo que no tempo t se estava em y. O incremento B(t + s) B(t) é Gaussiano com variância s G (y, x, s) = 1 p 2πs e (x y )2 /2s. O coe ciente 1 p 2πs é obtido por normalização R G 0 (y, x, s) dx = 1 Funcionais: A um elemento de Ω = C 0 ([0, T ], R) vamos chamar B. A uma função dos elementos de Ω (uma função em Ω) chama-se um funcional do movimento Browniano. Exemplos de funcionais: Integrais: F 1 (B) = R T 0 V (B(t))dt, Pontos extremos: F 2 (B) = max tt B(t), Tempos de paragem: F 3 (B) = min (t j B t = a). () March / 35
9 Probabilidade de transição G (y, x, s) = Densidade de probabilidade de estar em x no tempo t + s sabendo que no tempo t se estava em y. O incremento B(t + s) B(t) é Gaussiano com variância s G (y, x, s) = 1 p 2πs e (x y )2 /2s. O coe ciente 1 p 2πs é obtido por normalização R G 0 (y, x, s) dx = 1 Funcionais: A um elemento de Ω = C 0 ([0, T ], R) vamos chamar B. A uma função dos elementos de Ω (uma função em Ω) chama-se um funcional do movimento Browniano. Exemplos de funcionais: Integrais: F 1 (B) = R T 0 V (B(t))dt, Pontos extremos: F 2 (B) = max tt B(t), Tempos de paragem: F 3 (B) = min (t j B t = a). A análise estocástica é o conjunto de técnicas que permite estudar os funcionais dos processos Brownianos (e de outros processos). Permite também relacionar os funcionais dos processos estocásticos com soluções de equações diferenciais. () March / 35
10 Propriedade Markoviana F t = algebra σ gerada pela trajectória até ao tempo t. É a menor algebra σ tal que todas as varaiáveis aleatórias B(s) para s t são mensuráveis. G t = algebra σ gerada pelo presente. G t é gerada por B(t). A menor algebra σ para a qual B(t) é mensurável. H t = algebra σ que só depende dos valores futuros de B(s) para s t. () March / 35
11 Propriedade Markoviana F t = algebra σ gerada pela trajectória até ao tempo t. É a menor algebra σ tal que todas as varaiáveis aleatórias B(s) para s t são mensuráveis. G t = algebra σ gerada pelo presente. G t é gerada por B(t). A menor algebra σ para a qual B(t) é mensurável. H t = algebra σ que só depende dos valores futuros de B(s) para s t. Um processo B diz-se ter a propriedade de Markov se para um funcional F (B) E [F j F t ] = E [F j G t ] Por ter incrementos independentes o movimento Browniano é um processo de Markov. () March / 35
12 Propriedade Markoviana F t = algebra σ gerada pela trajectória até ao tempo t. É a menor algebra σ tal que todas as varaiáveis aleatórias B(s) para s t são mensuráveis. G t = algebra σ gerada pelo presente. G t é gerada por B(t). A menor algebra σ para a qual B(t) é mensurável. H t = algebra σ que só depende dos valores futuros de B(s) para s t. Um processo B diz-se ter a propriedade de Markov se para um funcional F (B) E [F j F t ] = E [F j G t ] Por ter incrementos independentes o movimento Browniano é um processo de Markov. Probabilidade duma trajectória: t 0 = 0 < t 1 < < t n T, ~t = (t 1,..., t n ) ~ X = (B(t1 ),..., B(t n )) () March / 35
13 Probabilidade das trajectórias. Medida de Wiener U (n) (~x,~t) = densidade de probabilidade da observação conjunta dos n valores! B = (B(t 1 ),..., B(t n )) U (n) (~x,~t) = = n 1 G (x k, x k+1, t k+1 t k ) k=0 n (2π) p n/2 tk+1 k=0 t k exp 1 2 n 1 k=0! (x k+1 x k ) 2 t k+1 t k. () March / 35
14 Probabilidade das trajectórias. Medida de Wiener U (n) (~x,~t) = densidade de probabilidade da observação conjunta dos n valores! B = (B(t 1 ),..., B(t n )) U (n) (~x,~t) = = n 1 G (x k, x k+1, t k+1 t k ) k=0 n (2π) p n/2 tk+1 k=0 t k exp 1 2 n 1 k=0! (x k+1 x k ) 2 t k+1 t k. Este densidade de probabilidade de ne a medida de Wiener. Seja A o evento correspondente à passagem nas janelas I 1, I 2 I n nos tempos t 1, t 2 t n. Então a probabilidade do evento A é: Z Z P(A) = U (n) (x 1,..., x n,~t)dx 1 dx n. x 1 2I 1 x n 2I n () March / 35
15 Média e covariância do movimento Browniano B(t). = B t B 0 E [B(t)] = 0 () March / 35
16 Média e covariância do movimento Browniano B(t). = B t B 0 E [B(t)] = 0 Cálculo de E [B(t)B(s)]. Se for s > t escreve-se B(s) = B(t) + B sendo B independente de B(t) E [B(t)B(s)] = E [B(t)(B(t) + B)] = E [B(t)B(t)] = t Se s < t obtém-se E [B t B s ] = s. Portanto E [B (t) B (s)] = min(t, s) () March / 35
17 Imagem de trajectórias típicas () March / 35
18 Ruido branco e movimento Browniano O ruído branco (W t ) é um processo Gaussiano centrado, com W t1 independente de W t2 se t 1 6= t 2. E [W t ] = 0 E [W t W s ] = δ (t s) Se t 0 < t 1 < t 2 então Y 1 = R t 1 t 0 W τ dτ e Y 2 = R t 2 t 1 W τ dτ são independentes. Isto é os incrementos deste integral são independentes e têm média zero. Calculemos a covariância Z t Z s Z t Z s E W τ dτ, W τ 0dτ 0 = δ τ τ 0 dτdτ 0 = min (t, s) 0 0 Portanto o integral do ruído branco é um movimento Browniano 0 B (t) = 0 Z t 0 W τ dτ ou o ruído branco é uma "derivada" generalizada do movimento Browniano. W τ não é uma função; toma valores no espaço das distribuições. () March / 35
19 As trajectórias do processo Browniano não são diferenciáveis O valor médio do quadrado de B (a variância de B) é proporcional a t. E [j Bj] v p t Donde E [j B j] t v 1 p t () March / 35
20 As trajectórias do processo Browniano não são diferenciáveis O valor médio do quadrado de B (a variância de B) é proporcional a t. E [j Bj] v p t E [j B j] t v 1 p t Donde O processo Browniano tem variação total in nita n 1 TV (B) = sup k=0 jb(t k+1 ) B(t k )j, Dividindo o intervalo em T t intervalos obtém-se a estimativa p t T t que diverge quando t! 0. A trajectória tem comprimento in nito. () March / 35
21 As trajectórias do processo Browniano não são diferenciáveis O valor médio do quadrado de B (a variância de B) é proporcional a t. E [j Bj] v p t E [j B j] t v 1 p t Donde O processo Browniano tem variação total in nita n 1 TV (B) = sup k=0 jb(t k+1 ) B(t k )j, Dividindo o intervalo em T t intervalos obtém-se a estimativa p t T t que diverge quando t! 0. A trajectória tem comprimento in nito. A variação quadrática é nita: Q(B) = lim t!0 Q n (B) = lim t!0 n 1 k=0 (B(t k+1 B(t k )) 2 Q(B (T )) = T (com probabilidade um) () March / 35
22 Martingales Um processo estocástico é uma martingale se E [F s j F t ] = F t for s > t. O movimento Browniano é uma martingale. F 2 (t) = Bt 2 t também. Assim como F 3 (t) = Bt 3 3 R t B 0 (s) ds. () March / 35
23 Movimento Browniano e a equação do calor A densidade de probabilidade do movimento Browniano u(x, t) = G (0, x, t) = 1 p 2πt e x 2 /2t. para transições a partir da coordenada zero no tempo t, satisfaz t G = x G. G é solução da equação do calor com valor δ (x) para t = 0. Quer isto dizer que a solução da equação do calor t u = x u com condição inicial u 0 (y) é u(x, t) = Z y = Z G (y, x, t)u 0 (y)dy = y = G (0, x y, t)u 0 (y)dy. Isto é, a densidade de probabilidade do movimento Browniano é a função de Green da equação do calor. Esta soluçaõ pode também escrever-se u (x, t) = E x [u 0 (X t )] Esta é a solução do problema com condições iniciais u 0. () March / 35
24 Movimento Browniano e a equação do calor Esperança condicional e a equação inversa: f (x, t) = E [V (X T ) j X t = x] = Z G (x, y, T t)v (y)dy. donde, t f x f = 0. Notar que o sinal de t é o oposto do da equação do calor (Equação inversa) O problema do valor nal: Sabido f (x, T ) = V (x) pretende-se obter f (, t) for t < T. É um problema bem posto resolvido pela equação inversa. () March / 35
25 Integrais Dois tipos de integrais: 1 - Integral no tempo: integral de Riemann de função contínua aleatória. 2 - Integral em relação ao movimento Browniano. Ito e Stratonovich. () March / 35
26 Integrais Dois tipos de integrais: 1 - Integral no tempo: integral de Riemann de função contínua aleatória. 2 - Integral em relação ao movimento Browniano. Ito e Stratonovich. Primeiro tipo Y = R T 0 B(t)dt () March / 35
27 Integrais Dois tipos de integrais: 1 - Integral no tempo: integral de Riemann de função contínua aleatória. 2 - Integral em relação ao movimento Browniano. Ito e Stratonovich. Primeiro tipo Y = R T 0 B(t)dt Y é Gaussiano, sendo uma soma de variáveis Gaussianas, Y = lim t!0 Y n = t n k=0 1 B(t k ) () March / 35
28 Integrais Dois tipos de integrais: 1 - Integral no tempo: integral de Riemann de função contínua aleatória. 2 - Integral em relação ao movimento Browniano. Ito e Stratonovich. Primeiro tipo Y = R T 0 B(t)dt Y é Gaussiano, sendo uma soma de variáveis Gaussianas, Y = lim t!0 Y n = t n k=0 1 B(t k ) Média e variância de Y : E [Y n ] = 0 E [Y 2 n ] = E [Y n Y n ] = E " t n 1 B(t k ) k=0 = t 2 E [B(t k )B(t j )]. jk Quando t! 0, E [Y 2 ] = R T R T s=0 t=0 E [B tb s ]dsdt = = R T R T s=0 t=0 min(s, t)dsdt = 1 3 T 3! t!# n 1 B(t j ) j=0 () March / 35
29 Integrais Aplicação: Veri car que Z t F (t) = B(t) 3 3 B(s)ds 0 é uma martingale. Escolhe-se t 2 > t 1 e, para t > t 1, escreve-se B(t) = B(t 1 ) + B(t). Então h R i h t2 E 0 B(t)ds j F R t1 t 1 = E 0 B(t)dt + R i t 2 h t 1 B(t)dt j F t1 R i h t1 = E 0 B(t)dt j F R i t2 t 1 + E t 1 (B(t 1 ) + B(t)) dt j F t1 = R t 1 0 B(t)dt + (t 2 t 1 )B(t 1 ) Usou-se B(t) 2 F t1 quando t < t 1, B t1 2 F t1, e E [ B(t) j F t1 ] = 0 quando t > t 1, () March / 35
30 Integrais Para B(t) 3, i E h(b(t 1 ) + B(t 2 )) 3 j F t1 = E B(t 1 ) 3 + 3B(t 1 ) 2 B(t 2 ) + 3B(t 1 ) B(t 2 ) 2 + B(t 2 ) 3 j F t1 = B(t 1 ) 3 + 3B(t 1 ) B(t 1 )E [ B(t 2 ) 2 j F t1 ] + 0 = B(t 1 ) 3 + 3(t 2 t 1 )B(t 1 ). Portanto E [F (t 2 ) j F t1 ] = F (t 1 ) () March / 35
31 Integrais e equações inversas Total acumulado ao longo duma trajectória Browniana Z T f (x, t) = E x,t V (B(s))ds. A equação que f (x, t) satisfaz é t f x f + V (x, t) = 0, com condições nais f (x, T ) = 0. Prova: t Z T Z t+ t Z T V (B(s))ds = V (B(s))ds + V (B(s))ds, t t t+ t Z t+ t Z T f (x, t) = E x,t V (B(s))ds j F t + E x,t V (B(s))ds j F t t t+ t. () March / 35
32 Integrais e equações inversas O primeiro termo é V (x) t + o( t). Para o segundo E x,t Z T t+ t V (B(s))ds j F t+ t = F (B t+ t ) = f (B(t + t), t + t). Escrevendo B(t + t) = B(t) + B, e usando F t F t+ t Z T E V (B(s))ds j F t = E [f (B t + B, t + t) j F t ]. t+ t f (x + B, t + t) = f (x, t) + t t f (x, t) + B x f (x, t) B2 2 x f (x, t) + E x,t [f (x + B, t + t] = f (x, t) + t t f (x, t) t 2 x f (x, t) + o( t). f (x, t) = tv (x) + f (x, t) + t t f (x, t) t 2 x f (x, t) + o( t). Eliminando f (x, t) e com t! 0 obtém-se a equação. A equação pode ser usada para calcular o valor de expectação ou inversamente. () March / 35
33 A formula de Feynman Kac satisfaz a equação R T f (x, t) = E x,t he i t V (B s )ds (1) t f x f + V (x)f = 0. Prova: Cálculo semelhante ao anterior Z t+ t Z T exp V (B(s))ds + t Z t+ t = exp V (B(s))ds t t+ t V (B(s))ds Z T exp = (1 + tv (B(t)) + o( t)) exp t+ t Z T A expectação do lado direito em relação a F t+ t é t+ t V (B(s))ds V (B(s))ds (1 + tv (X t ) + o( t)) f (X (t + X, t + t). Expectação em F t e expansão de Taylor prova a equação () March / 35
34 Integrais estocásticos. Ito e Stratonovich Integrais em relação ao movimento Browniano B(t) (B(0) = 0, E [( B) 2 ] = t). O incremento de B (t) no tempo dt representa-se por db(t), embora não seja um diferencial no sentido habitual. Não se pode escrever db(t) = db dt dt porque B não é diferenciável. A propriedade de incrementos independentes implica que db(t) é independente de db(t 0 ) se t 6= t 0. O que é Y (T ) = Z T 0 F (t)db(t)? () March / 35
35 Integrais estocásticos. Ito e Stratonovich Integral de Ito: Soma de Riemann: Com F (t), F t com t k = k t e B k = B(t k+1 ) Ito é adaptado Y t (t) = F (t k ) B k, t k <t B(t k ). Se o limite existir o integral de Y (t) = lim Y t(t) = lim F (t k ) (B(t k + t) B(t k )) t!0 t!0 t k <t Usa-se B k = B(t k+1 ) B(t k ) e não B k = B(t k ) B(t k 1 )! Portanto E [F (t k ) B k j F tk ] = 0 Y t é uma martingale. Para tempos discretos E [Y t (t n+1 ) j F tn ] = Y t (t n ). No limte t! 0 conclui-se que Y (t) também é uma martingale mensurável em F t. () March / 35
36 Integral de Ito: Um exemplo Y (T ) = Z T 0 B(t)dB(t). Se B(t) fosse diferenciável, usando db(t) = B(t)dt teriamos o resultado Y (T ) = 1 2 (B(T ))2. Porém com B(t k ) = 1 2 (B(t k+1) + B(t k )) Y t (t n ) = B(t k ) (B(t k+1 ) B(t k )) k<n = k<n = 1 2 (B(t k+1) B(t k )), 1 2 (B(t k+1) + B(t k )) (B(t k+1 ) B(t k )) k<n 1 2 (B(t k+1) B(t k )) (B(t k+1 ) B(t k )) 1 2 B(t k+1) 2 B(t k ) (B(t k+1) B(t k )) 2. k<n k<n () March / 35
37 Integral de Ito: Um exemplo Porque B(0) = 0, o primeiro termo do lado direito é 1 2 B(t n) 2 O segundo termo é uma soma de n variáveis independentes com valor médio t/2 e variância t 2 /2. A soma será uma variável aleatória com valor médio n t/2 = t n /2 e variância n t 2 /2 = t n t/2. Portanto 1 2 (B(t k+1 ) B(t k )) 2! T /2 quando t! 0. t k <T Em conclusão: Z T 0 B(t)dB(t) = 1 2 B(t)2 T. O termo T 2 resulta da não diferenciabilidade de B (t). Se B (t) fosse diferenciável Z T db 2 t dt! 0 quando t! 0 dt 0 () March / 35
38 Integral de Stratonovich Se em vez de B k = B(t k+1 ) B(t k ) se tivesse feito B k = B(t k ) B(t k 1 ), obtinha-se 1 2 (B(T )2 + T ). A de nição de Stratonovich usa B k = 1 2 (B(t k+1) B(t k 1 )). Nesse caso tem-se 1 2 B(T )2. Porém o integral de Stratonovich não é uma martingale. () March / 35
39 Diferencial de Ito. (Formula de Ito) O diferencial de Ito é obtido a partir do integral. Seja F (t) um processo estocástico. Diz-se que df = a(t)db(t) + b(t)dt se Diferencial de Ito porque Lema de Ito: F (T ) F (0) = Z T 0 a(t)db(t) + Z T d B(t) 2 = 2B(t)dB(t) + dt B(T ) 2 = 2 R T 0 B(t)dB(t) + R T 0 dt. 0 b(t)dt. df (B(t), t) = 1 f (B(t), t)db(t) f (B(t), t)dt + 2 f (B(t), t)dt. isto é, f (B(T ), T ) f (B(0), 0) = Z T 0 1 f (B(t), t)db(t) + Z T f (B(t), t) + 2 f (B(t), t) dt () March / 35
40 Lema de Ito Prova do lema de Ito: De ne-se t = T /n, t k = k t, B k = B(t k ), B k = B(t k+1 ) f k = f (B k, t k ), f n n 1 f 0 = (f k+1 f k ) k=0 E [( B) 2 ] = t B(t k ) e f k+1 f k = w f k B k w f k ( B k ) 2 + t f k t + R k, jr k j C t 2 + t j B k j + B 3 k. Separando ( B k ) 2 do seu valor médio w f k ( B k ) 2 = w f k t w f k (( B k ) 2 t). () March / 35
41 Lema de Ito f n f 0 = n 1 k= n 1 w f k B k + t f k t k=0 n 1 2 w f k ( B k ) 2 t k=0 n 1 2 w f k t k=0 n 1 + k=0 R k. Os últimos dois termos são de ordem maior que t. Portanto ao dividir por t e fazer t! 0, estes termos tendem para zero. O lema de Ito é muito útil para calcular integrais estocásticos. Exemplo: 1 d = B 2 (t)db(t) + B(t)dt 3 B(t)3 Z 1 T 1 3 B(t)3 = d 0 3 B(t)3 = Z T 0 Z T B(t) 2 db(t) + B(t)dt 0 Y (T ) = R T 0 B(t)2 db(t) = 1 3 B(t)3 R T 0 B(t)dt () March / 35
42 Lema de Ito Martingales: Seja F (t) um processo adaptado com df (t) = a(t)db(t) + b(t)dt. F é uma martingale se e só se b(t) = 0. We call a(t)db(t) é a parte martingale e b(t)dt o termo de deriva. Porque E [ R a(s)db(s) j F t ] = 0 se b(t) for contínuo, pode ser identi cado através de Z t+ t E [F (t + t) F (t) j F t ] = E b(s)ds j F t t = b(t) t + o( t) Derivação duma equação inversa pelo lema de Ito Z T f (w, t) = E w,t V (B(s), s)ds Z T F (t) = E V (B(s), s)ds j F t, t t () March / 35
43 Lema de Ito Z t+ t E [F (t + t) F (t) j F t ] = E V (B(s), s)ds j F t = V (B(t), t) t + o( t). Isto signi ca que df (t) = a(t)db(t) + b(t)dt com b(t) = V (B(t), t). Mas também, b(t) = t f w f. Portanto, t t f w f + V (w, t) = 0. () March / 35
44 Isometria de Ito Isometria de Ito: " Z T2 E T 1 Aproximando por uma soma # 2 Z T2 a(t)db(t) = E [a(t) 2 ]dt. T 1 T 1 t k <T 2 a(t k ) B k. Uma vez que os diferentes B k são independentes T 1 t k <T 2 a(t k ) 2 t. () March / 35
45 Equações diferenciais estocásticas dx (t) = a(x (t), t)dt + σ(x (t), t)db(t). (2) A solução é um processo adaptado que satisfaz (2), ist é X (T ) X (0) = Z T 0 a(x (t), t)dt + Z T 0 σ(x (t), t)db(t), O primeiro é um integral de Riemann e o segundo um integral de Ito. Condições iniciais X (0) u 0 (x), em que u 0 (x) é uma densidade de probabilidade para X (0). Dizer X (0) = x 0 é o mesmo que dizer u 0 (x) = δ(x x 0 ). Movimento Browniano geométrico dx (t) = µx (t)dt + σx (t)db(t) (3) X (0) = 1, com deriva a(x, t) = µx e volatilidade σ(x, t) = σx Solução X (t) = e µt σ2 t/2+σb (t) Veri cação: Aplicação da formula de Ito () March / 35 (4)
46 Propriedades do movimento Browniano geométrico Consideremos o caso mais simples µ = 0 σ = 1, A solução com X (0) = 1 é dx (t) = X (t)db(t) X (t) = exp(b(t) t/2) (5) X (t) é agora uma martingale porque não há termo de deriva, E [X (t + t 0 ) j F t ] = X (t). Porém, B(t) tem ordem de grandeza p t. Para t grande, o expoente em (5) é aproximadamente igual a t/2, donde X (t) = exp(b(t) t/2) e t/2! 0 quando t! a.s. Portanto o valor médio E [X (t)] = 1, para t grande, não corresponde a trajectórias típicas, mas sim a trajectórias excepcionais. De facto P(X (t) 1) < e t/4 para t grande () March / 35
47 Exercícios 7 - Veri car que é uma martingale 8 - Veri car que é a solução de F 2 (t) = B 2 t X t = X 0 e σb t + t µ σ2 2 t dx t = µx t dt + σx t db t () March / 35
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