DESEMPENHO DO SECTOR DA EDUCAÇÃO

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1 REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO PLANO ESTRATÉGICO DE EDUCAÇÃO Reunião Anual de Revisão Documento número 1.01/RAR15 DESEMPENHO DO SECTOR DA EDUCAÇÃO 2013 = Relatório = (Versão 3, 25/03/2014) MAPUTO, DE MARÇO DE 2014

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3 Índice Introdução... 1 Enquadramento... 1 Estrutura do relatório... 1 Fontes de informação... 2 PARTE I: Relatório Conjunto Avaliação do desempenho do sector da Educação Parecer geral As grandes realizações Áreas de atenção Execução financeira Factores de (in) sucesso Assuntos transversais Seguimento dos assuntos de atenção especial Estudos planificados Desempenho dos parceiros Parecer Áreas de atenção Lições aprendidas e Recomendações PARTE II: Relatório de Progresso na Implementação do PEE Desenvolvimento do Sistema Educativo Introdução Rede escolar Alunos no Ensino Geral Professores no Ensino Geral Realizações por Programa Sectorial Ensino Pré Primário e Primário Apreciação do desempenho Áreas de maior progresso Áreas de atenção Factores de (in) sucesso Recomendações Alfabetização e Educação de Adultos Apreciação do desempenho Áreas de maior progresso Áreas de atenção Factores de (in) sucesso Recomendações RELATÓRIO DE DESEMPENHO EM 2013 i

4 2.3 Ensino Secundário Geral Apreciação do desempenho Áreas de maior desempenho Áreas de atenção Factores de (in) sucesso Recomendações Ensino Técnico Profissional Apreciação do desempenho Áreas de maior progresso Áreas de atenção Factores de (in) sucesso Recomendações Ensino Superior Apreciação do desempenho Áreas de maior progresso Áreas de atenção Factores de (in) sucesso Recomendações Desenvolvimento Administrativo e Institucional Apreciação do desempenho Áreas de maior progresso Áreas de atenção Factores de (in) sucesso Recomendações Desempenho da Parceria Contextualização Pontos fortes Pontos fracos Desempenho Perspectivas para o futuro Desempenho global e Recomendações PARTE III: Anexos Anexo 1: Matriz Estratégica, Ensino (Pré-) Primário Alfabetização e Educação de Adultos Ensino Secundário Geral Ensino Técnico-Profissional Ensino Superior Desenvolvimento Administrativo e Institucional ii

5 Anexo 2: Seguimento das Recomendações e acções acordadas entre o MINED e os Parceiros Tabela 1: Recomendações acordadas no contexto de Relatório Conjunto de Desempenho do Sector em Tabela 2: Condicionalidades ligadas aos desembolsos para o FASE em Tabela 3: Matriz de Acções / Recomendações acordadas no contexto da revisão de meio-termo da contribuição do Banco Mundial para o FASE Anexo 3: Relatórios dos Grupos de Trabalho Ensino Pré Primário e Primário Alfabetização e Educação de Adultos Ensino Secundário Geral Ensino Técnico Profissional Ensino Superior Desenvolvimento Administrativo e Institucional RELATÓRIO DE DESEMPENHO EM 2013 iii

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7 Lista de Quadros Relatório Conjunto Quadro 1: Indicadores do QAD: valores observados, , e grau de cumprimento das metas de Quadro 2: Orçamento e execução, , Total e FASE... 8 Relatório de Progresso na Implementação do PEE Quadro 1: Rede escolar, Ensino Geral, turno diurno, , ensino público, privado e comunitário Quadro 2: Crescimento do EP1 e do EP2, turno diurno, , ensino público, privado e comunitário Quadro 3: Número de escolas (ensino geral) e de salas de aula (convencionais, precárias) por província, (ensino público) Quadro 4: Rede escolar, Ensino Superior, público e privado, Quadro 5: Rede escolar, Ensino Técnico Profissional, público e privado, Quadro 6: Evolução do número de alunos no ensino geral, diurno, (ensino público, privado e comunitário) Quadro 7: Evolução do número de alunos no ensino geral, por grupo etário (idade certa e acima da idade certa), (ensino público, privado e comunitário) Quadro 8: Evolução do número de alunos no ensino geral, nocturno, (ensino público, privado e comunitário) Quadro 9: Evolução do número de alunos no ensino geral, por grupo etário (idade certa e acima da idade certa), nocturno, (ensino público, privado e comunitário) Quadro 12: Número de professores contratados em 2013, por nível de ensino Quadro 11: Número de professores no Ensino Geral, , ensino público, diurno Quadro 14: Rácios de alunos por professor e alunos por turma, Ensino Geral, , ensino público, diurno Quadro 15: Taxas de escolarização do grupo etários 6-7 anos, (ensinos público, privado e comunitário) Quadro 16: Taxas de promoção, repetição e desistência no Ensino Primário, (diurno, ensino público) Quadro 17: Salas de aula, Ensino Geral, construídas no âmbito do Programa de Construção Acelerada, Quadro 18: Paridade de género, ESG1, por classe e turno, (ensino público, comunitário e privado) RELATÓRIO DE DESEMPENHO EM 2013 v

8 Quadro 19: Paridade de género, ESG1, por província, turno diurno, (ensino público, comunitário e privado) Quadro 20: Taxas de transição de 7ª classe (para o nível seguinte no ano seguinte, ESG e ETP), por províncias, 2010/ /2013 (diurno, nocturno, ensino público, comunitário e privado) Quadro 21: Alunos, total e repetentes, na 8ª e 10ª classe, (diurno e nocturno, ensino público, comunitário e privado) Quadro 22: Novos ingressos, 8ª e 11ª classe, por turno, (ensino público, comunitário e privado) Quadro 23: Alunos no Ensino Técnico Profissional, público e privado, Quadro 24: Número de alunos no Ensino Superior, ensino público e privado, Quadro 25: Número de bolseiros do programa Bolsas Provinciais, Quadro 26: Nível de formação, docentes, Ensino Público, Quadro 27: Número de graduados e sua percentagem sobre o total dos estudantes no Ensino Superior, , público e privado Quadro 28: Novas admissões, , por nível de ensino Quadro 29: Valores orçamentados e executados, , total e FASE (fonte REO 2012 e 2013) Quadro 30: Compromissos e desembolsos dos Parceiros, FASE, 2013 (em mil USD) Quadro 31: Compromissos dos Parceiros , per , em 10^ Quadro 32: Cumprimento das metas, Matriz Estratégica, Quadro 33: Grau de realização das metas da Matriz Estratégica para 2013, comparativamente a Relatório do Grupo de Trabalho do Ensino Pré Primário e Primário Quadro 1: Indicadores do QAD, Ensino Primário: valores observados em e propostas para Relatório do Grupo de Trabalho do Ensino Secundário Geral Quadro 1: Indicadores do QAD, Ensino Secundário Geral: valores observados em Relatório do Grupo de Trabalho do Ensino Técnico-Profissional Quadro 1: Indicadores do QAD e metas observados, Ensino Técnico Profissional Relatório do Grupo de Trabalho do Ensino Superior Quadro 1: Número de mestrados e doutoramentos, professores Quadro 2: Capacitações realizadas vi

9 Quadro 3: Crescimento de número de efectivos de estudantes Quadro 4: Taxa de participação (número de estudantes por 1000 habitantes) Quadro 5: Bolsas de estudo em Licenciatura Quadro 6: Crescimento de Infra Estruturas (número Instituições provedoras) Quadro 7: Infra Estruturas (número Instituições provedoras) (a luz do PdA2013) Quadro 8: Proporção de graduados sobre inscritos, total e feminina Quadro 9: Número de graduados, por sexo, e % sobre o total dos estudantes no ES Quadro 10: Número de docentes da IES por grau académico (Mestre e Doutorado) Quadro 11: Formação de Professores (a luz do PdA2013) Quadro 12: Capacitação Psicopedagógica de Professores (a luz do PdA2013) Quadro 13: Capacitação (No âmbito do Projecto NICHE/realizações 2013) Quadro 14: Inspecções realizadas, a luz do Decreto 27/ Quadro 15: Formação e Capacitação do Pessoal da DICES (a luz do PdA) Quadro 16: Capacitação na área de reforma do ES Quadro 17: Desenvolvimento do Sistema de Informação do Ensino Superior (SIES) Quadro 18: Total de Projectos competitivos nas IESs Relatório do Grupo de Trabalho de Desenvolvimento Administrativo e Institucional Quadro 1: Objectivos estratégicos e respectivos intervenientes na área programática de Desenvolvimento Administrativo e Institucional Quadro 2: Indicadores, metas e valores observados, Quadro 3: Novas admissões de professores, metas e valores observados, por província, Quadro 4: Novas admissões de professores, metas e valores observados por nível de ensino e província, Quadro 5: Número de novos professores contratados em 2013, por província e nível de ensino, total e percentagem de mulheres Quadro 6: Número de professores no Ensino Geral, , ensino público, diurno Quadro 7: Número de alunos nos IFPs, Quadro 8: Alunos e professores no Ensino Geral, crescimento e rácios de alunos por professor, 2012 e 2013, por província, ensino público, diurno Quadro 9: Execução orçamental, sector da educação, REO 2012 e 2013 (em milhões de Meticais) Quadro 10: Execução orçamental, sector da Educação, (em milhões de Meticais) Classificador Orgânico (50) RELATÓRIO DE DESEMPENHO EM 2013 vii

10 Quadro 11: Execução, Orçamento de Funcionamento, por âmbito e UGB (10^3 MT) Quadro 12: Orçamento e execução, FASE, por âmbito, E-Sistafe, 14 de Fevereiro Quadro 13: Movimentação Conta Forex (Quadro 8 do REO) (em milhões) Quadro 14: Compromissos e desembolsos dos Parceiros, FASE, 2013 (em mil USD) Quadro 15: Recomendações da RAR 2013 e seu seguimento Lista de Gráficos Gráfico 1: Evolução da taxa bruta de conclusão, , 7ª classe (ensinos público, comunitário e privado, diurno e nocturno) Gráfico 2: Evolução da taxa de graduação em relação ao número de alunos no início do ano, 7ª classe (ensinos público, comunitário e privado, diurno e nocturno) Gráfico 3: Taxas de Admissão, 8ª e 11ª classe, todos os ensinos, Gráfico 4: Taxas de aproveitamento, 10ª e 12ª classe, ensino público, diurno, Gráfico 5: Escolarização no ESG1, alunos e taxas, , ensinos público, privado e comunitário Lista de Figuras Figura 1: Domínio e os factores que influenciam a aprendizagem dos alunos na escola viii

11 INTRODUÇÃO Introdução Enquadramento O Relatório Anual de Desempenho é o documento que acompanha o progresso do sector na implementação do Plano Estratégico da Educação (PEE) A base para o relatório é a Matriz Estratégica do PEE, acordada entre o MINED e os seus parceiros. A Matriz Estratégica (ME) resume, por programa sectorial e objectivo estratégico, as acções prioritárias a serem implementadas no período do PEE, e define os indicadores e metas para a monitoria do impacto da implementação no alcance dos objectivos estratégicos. O relatório é o documento principal para debate durante a Reunião Anual de Revisão (RAR) que tem lugar em Março de cada ano. Trata-se do órgão principal de diálogo entre o MINED e os seus parceiros e tem por objectivo fazer a apreciação conjunta do desempenho do sector no ano anterior (n-1) e elaborar recomendações para a sua melhoria, que servirão de ponto de partida para a elaboração do plano (PES) e orçamento (OE) para o ano seguinte (n+1). O diálogo entre o MINED e os seus parceiros enquadra-se no diálogo mais amplo entre o Governo de Moçambique (GdM) e os Parceiros de Apoio Programático (PAPs) no contexto da monitoria da implementação do PARP e da provisão de Apoio Directo ao Orçamento (ADO) do Estado (OE). O pronunciamento sobre o desempenho anual do sector, poderá influenciar os compromissos financeiros dos parceiros ao Governo de Moçambique em geral, e ao sector em particular. O ano 2013 é o segundo ano da implementação do PEE Este relatório baseia-se em, e é complementar ao relatório do ano anterior (2012). Através dos relatórios de desempenho anual, o sector pretende documentar e acompanhar os progressos feitos na construção do sistema educativo, em prol das prioridades e enfoques do PEE , bem como os obstáculos encontrados na sua implementação com o objectivo de identificar possíveis soluções para a sua melhoria. Estrutura do relatório O relatório é composto por três partes: A Parte I apresenta o Relatório Conjunto sobre o desempenho do sector que é a contribuição do sector para a Revisão Anual (RA), no contexto da parceria global entre o GdM e os PAPs. Através deste documento, o MINED e os seus parceiros 1

12 INTRODUÇÃO pronunciam-se 1 sobre o desempenho do sector em 2013, com enfoque no grau de cumprimento das metas dos indicadores do Quadro de Avaliação de Desempenho (QAD), acordado entre o GdM e os PAPs. Este relatório segue os Termos de Referência da RA. O documento é preparado e consensualizado entre o MINED e os seus parceiros de cooperação e da sociedade civil. A Parte II do documento trata o Progresso do Sector na Implementação do PEE, preparado pelo MINED para monitorar e guiar a implementação do PEE. O documento apresenta (i) os valores observados nos indicadores de resultados, (ii) a evolução dos indicadores de impacto (se for relevante) e (iii) as realizações do sector na implementação das acções prioritárias. Na Parte III são apresentados os anexos relevantes para a construção do relatório de desempenho do sector e o parecer sobre o seu desempenho. Trata-se da Matriz Estratégica do PEE preenchida, as matrizes de seguimento das recomendações da RAR do ano anterior, e de outros compromissos, bem como os Relatórios de Desempenho dos Programas Sectoriais preparados pelos Grupos de Trabalho. Fontes de informação A informação apresentada neste documento é baseada nos seguintes documentos: O Relatório de Desempenho 2012; O Balanço do PES (BdPES) e o Relatório de Execução Orçamental (REO) 2013 (4º trimestre); A base de dados estatística do sector; As brochuras de levantamento estatístico do 3 de Março (2013) e sobre o aproveitamento escolar (2012); Os relatórios de Supervisão Integrada e de outras visitas conjuntas; Os relatórios dos grupos de trabalho sectoriais. 1 Na base da escala de classificação de três categorias da Revisão Anual Conjunta entre o Governo de Moçambique e os Parceiros de Apoio Programático, a saber: Satisfatório, Misto e Não satisfatório. 2

13 PARTE I: Relatório Conjunto Contribuição do GT de Educação para a Revisão Anual Conjunta (RAC) 3

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15 RELATÓRIO CONJUNTO DESEMPENHO DO SECTOR DA EDUCAÇÃO, 2013 (RELATÓRIO CONJUNTO, VERSÃO 3) (APROVADO NA 15ª REUNIÃO ANUAL DA REVISÃO (RAR) 27, 28 DE MARÇO DE 2014) CONTRIBUIÇÃO PARA A REVISÃO ANUAL ENTRE O GOVERNO DE MOÇAMBIQUE E OS PARCEIROS DE APOIO PROGRAMÁTICO A avaliação do desempenho do sector da Educação é feita na base do grau de cumprimento das metas dos indicadores de resultado da Matriz Estratégica do Plano Estratégico da Educação , com enfoque nos 3 indicadores do QAD 2, bem como na avaliação das realizações relativas à implementação das acções prioritárias da mesma. 1. Avaliação do desempenho do sector da Educação 1.1 Parecer geral O desempenho do sector da Educação em 2013 é considerado Satisfatório. Esta avaliação é sustentada pelos seguintes fundamentos: Das quatro metas dos três indicadores do QAD, três foram integralmente atingidas, designadamente (i) a taxa líquida de escolarização aos 6 anos para ambos os sexos e para o sexo feminino e (ii) a recolha de dados na área de competência de leitura no 1º ciclo do Ensino Primário. Houve progresso na implementação das acções prioritárias (vide ponto 1.2), bem como no alcance das metas anuais dos 19 indicadores de resultado da Matriz Estratégica do Plano Estratégico da Educação Foi dado um seguimento satisfatório à maior parte das recomendações da última reunião de revisão, realizada em Março de 2013, com enfoque na área de desenvolvimento institucional3; Foi dado o devido seguimento ao assunto de atenção especial: a fraude na área de pagamento de salários no MINED; Verificaram-se melhorias nos indicadores de retenção no Ensino Primário (desde o ano 2011) (vide ponto 1.2). 2 3 Quadro de Avaliação de Desempenho do Governo de Moçambique, relativamente à implementação do PARP Capacitação, controlo interno, orçamentação do pessoal não docente (2014), planificação multianual, entre outros. 5

16 Banco de itens elaborado, testagem dos instrumentos e itens Recolha de dados, área de competência: leitura Recolha de dados, área de competência: leitura RELATÓRIO CONJUNTO Contudo, permanecem grandes desafios. A meta do terceiro indicador, Alunos por Professor no Ensino Primário do 1º Grau (1ª à 5ª classe) não foi atingida, facto que se vem verificando nos últimos três anos, por um conjunto de razões, nomeadamente o crescimento do número de alunos no ensino primário, a perda de professores, atrasos nos processos de substituição e contratação e a necessidade de contratar professores para outros níveis do ensino, entre outras. Persistem, igualmente, desafios ligados à aprendizagem dos alunos, com enfoque no desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita com destaque no 1º ciclo do ensino primário, na formação em exercício, na expansão do ensino bilingue, na construção de salas de aulas e na gestão escolar. Quadro 1: Indicadores do QAD: valores observados, , e grau de cumprimento das metas de 2013 Indicadores Linha de base 2010 Valores observados Meta 2013 Meta Observação Taxa de escolarização aos 6 anos na 1ª classe (ensinos público, privado e 69,8% 70% 72% 77% 74% Atingida comunitário) Total Meninas 68,6% 69% 71% 75% 73% Atingida 2. Percentagem de alunos da 3ª classe que atinge as competências básicas de leitura e cálculo do 1º ciclo do Ensino Primário Atingida 3. Alunos por Professor no Ensino Primário do 1º Grau (1ª à 5ª classes) (ensino público, diurno) 65, Não atingida 1.2 As grandes realizações Em 2013 observou-se a continuação de melhorias ligeiras nos indicadores de retenção 4 no Ensino Primário, que pioraram no período entre 2007 e Continuou também a aumentar o número de alunos frequentado os vários níveis de ensino na idade certa para o nível de ensino o que se manifesta no aumento das taxas líquidas de escolarização. Além da maior atenção dada à capacitação dos professores em exercício, foi introduzido um programa de capacitação dos gestores das escolas, no contexto da prioridade do sector de melhorar a gestão escolar. Foram preparadas as condições para a 4 A taxa média de promoção no Ensino Primário melhorou de 71,1% (2010/2011) para 76,9% (2012/2013) enquanto a taxa de desistência reduziu no mesmo período de 18,3% para 16%. 6

17 RELATÓRIO CONJUNTO implementação do projecto-piloto na área de primeira infância. Foi concluída a avaliação do ensino bilingue e está em elaboração a estratégia para a sua expansão. Ao nível do ensino pós-primário, houve progressos particularmente na consolidação e expansão da Reforma da Educação Profissional, bem como na formação e capacitação de professores. O número de alunos que frequentam o ensino técnico de nível médio cresceu em 25% e mais escolas (4) oferecem cursos baseados nas novas competências. Foi aprovado, em Conselho de Ministros, o pacote legislativo do ETP que é chave para a coordenação e financiamento da Educação Profissional, e que prevê uma maior autonomia das Instituições de nível médio. Com a aprovação da Reforma Financeira para o Ensino Superior ampliam-se as condições para um ensino mais competitivo e de melhor qualidade. Aumentou o número de novos ingressos 5 na 8ª e na 11ª classe em 3% e 5% respectivamente, e melhoraram os rácios de alunos por professor e por turma. As taxas de aproveitamento (2012) melhoraram em comparação ao ano anterior (2011) de 46,9 para 47,6% na 10ª classe e, de forma mais significativa, na 12ª classe de 50,9% para 58,7%. Na área de Alfabetização e Educação de Adultos, onde não foi atingida a meta de 1 milhão de alfabetizandos, participaram nos diferentes programas de alfabetização pessoas, dos quais quase 60% eram mulheres sendo de destacar o programa Família Sem Analfabetismo (PROFASA) que envolve estudantes do 3º ciclo do Ensino Primário e do Ensino Secundário. 1.3 Áreas de atenção Apesar das melhorias no aproveitamento no Ensino Primário, os estudos de campo/avaliação revelam que o nível de competências de leitura é baixo. Será importante continuar e acelerar a implementação das acções prioritárias identificadas no PEE como estratégias principais para melhorar a aprendizagem, como sendo a implementação do plano de acção da leitura e escrita, a expansão do ensino bilingue, a formação inicial de professores e em exercício, as melhorias no ambiente escolar e a melhoria da gestão escolar, entre outros. A expansão controlada do Ensino Secundário merece também atenção. Apesar do aumento de novos ingressos na 8ª e 11ª classes, as metas das taxas brutas de admissão não foram atingidas, nem as metas do PESD (registaram se alunos dos planificados). As possíveis razões podem ser, entre outras, ao nível do ensino presencial, a redução de graduados da 7ª classe nos anos anteriores, os custos relativamente altos do ensino secundário para grande parte dos pais, a falta da infra- 5 Ensinos público, privado e comunitário, turnos diurno e nocturno. 7

18 RELATÓRIO CONJUNTO estrutura, principalmente nas grandes cidades (Beira, Matola e Cidade de Maputo) e um interesse ainda limitada dos pais e alunos para participarem no ensino à distância. Embora em 2013, tenha havido progressos na regulamentação do ensino técnico profissional (por exemplo o pacote legislativo para a Educação Profissional) e superior (por exemplo a estratégia do financiamento para o ensino superior), os atrasos acumulados nos anos anteriores podem ter impacto negativo nos resultados de médioprazo. 1.4 Execução financeira A despesa (em termos reais) aumentou em 2013 em cerca 12% 6 relativamente a Este aumento verificou-se principalmente na despesa financiada pela fonte interna, mas também na despesa da fonte externa (FASE) que aumentou em 8%. A taxa de execução orçamental manteve-se em volta de 93% (REO) para o orçamento global do sector, e melhorou significativamente para os fundos do FASE, de 80% para 90% entre 2012 e 2013, como se pode verificar no Quadro 2. Quadro 2: Orçamento e execução, , Total e FASE Orçamento REO 2012 REO / Orç. Exec. % Exec. Orç. Exec. % Exec (Exec) Educação total % % 12% FASE % % 8% Em síntese, estes progressos mostram um aumento da capacidade de planificação, orçamentação e implementação dos diferentes programas do sector. 1.5 Factores de (in) sucesso Contribuíram para o desempenho satisfatório do sector em 2013: O alinhamento dos processos de planificação e orçamentação plurianual facilitando a preparação de um Programa de Actividades (PdA) mais realista e implementável e alinhado com as prioridades do sector; O aumento da capacidade institucional, particularmente na área de aquisições: Como já previsto no Relatório de Desempenho de 2012, o reforço da UGEA no segundo semestre de 2012 teve um impacto positivo na execução do Plano de Aquisições em 2013, além das melhorias na área de planificação plurianual. Contudo, em 2013 enfrentaram-se alguns obstáculos que limitaram um melhor desempenho, tais como: Deficiências na comunicação interna, que afectou a coordenação necessária em algumas acções provocando atrasos na sua implementação como, por exemplo, o 6 Em preços reais, tomando em conta uma inflação de 4,2% e uma variação cambial de 5.9%. 8

19 RELATÓRIO CONJUNTO processo de lançamento dos concursos para as auditorias e estudos na área de construção; A falta de liquidez na Conta Forex do FASE no início e no fim do ano de 2013, que criou transtornos na implementação das actividades do sector, afectando, principalmente, a execução do programa de construção acelerada ao nível das províncias. Constitui preocupação do sector o elevado nível de absentismo de professores e alunos, tal como foi constatado durante as visitas de supervisão. Através da priorização das acções concebidas para melhorar a gestão escolar 7 o sector está a trabalhar para ultrapassar esta realidade e melhorar o processo de ensino-aprendizagem. 1.6 Assuntos transversais A contratação, gestão e desenvolvimento dos recursos humanos O GdM orçamentou a admissão de novos professores em 2013, dos quais 96% foram contratados. Contudo, o sector não conseguiu atingir a meta do rácio alunos por professor, entre outras razões, devido ao crescimento contínuo do número de alunos no Ensino Primário, à complexidade dos processos de substituição do pessoal que sai do sistema e à necessidade de contratação de mais professores para o ensino secundário de forma a não agravar as condições de ensino-aprendizagem neste nível de ensino. Apesaro de não ter conseguido contratar pessoal não docente em 2013, devido à sua não orçamentação, para o ano 2014 foi orçamentada a admissão de 500 novos funcionários não docentes para as escolas e para os SDEJTs. O sector tem priorizado, nos últimos anos, a capacitação do pessoal docente e nãodocente. Permanece contudo a preocupação da sua retenção no sistema. Gestão descentralizada Destaca-se, em 2013, a aprovação da lei que permitiu a transformação dos SDEJTs em UGBs. Isto permitirá a apresentação do orçamento do sector de âmbito distrital por programa sectorial, usando o classificador funcional, contribuindo assim para uma maior transparência na alocação dos fundos. Ao mesmo tempo, permite o aumento do controlo directo dos SDEJTs sobre o seu orçamento, facilitando a sua execução. Equidade de género O sector continua a fazer progressos em termos de equidade de género no acesso e também ao nível da retenção ao nível do ensino geral, particularmente no ensino 7 A capacitação dos directores de escola, o reforço da supervisão distrital e do envolvimento do Conselho da Escola, entre outras iniciativas em curso. 9

20 RELATÓRIO CONJUNTO secundário. Contudo, continuam a existir grandes diferenças entre as províncias, principalmente a partir do EP2. O não alcance da meta de contratação de professoras é explicado principalmente pela redução do número de alunas frequentando os IFPs em 2011 e 2012 esperando-se que o assunto seja ultrapassado com as medidas correctivas já tomadas 8. Em 2013 a proporção de alunas frequentando os IFPs foi de 49%. Equidade regional Por detrás das médias nacionais observadas nos indicadores do sector, escondem-se grandes diferenças regionais. Na alocação de recursos (admissão de novos professores, construção da infra-estrutura, entre outros) estas diferenças são tomadas em conta. Através de uma planificação operacional e de meio-termo ao nível das províncias, o sector tenta melhorar a capacidade ao nível da província para responder de forma informada e concreta às especificidades de cada uma das províncias, assegurando equidade entre os diferentes distritos. Resposta às emergências No âmbito da emergência, foi elaborada a Estratégia de Integração de Gestão de Risco de Desastres nos Curriculum Escolares, e foram capacitados professores e na área de Mudanças Climáticas e RRD. Ainda para mitigar o impacto negativo no ano lectivo das calamidades, foi ajustado o calendário escolar, iniciando o ano lectivo a 4 de Fevereiro ao invés de 15 de Janeiro como acontecia anteriormente. O Governo incluiu a componente de emergência nos orçamentos das Direcções Provinciais de Educação e Cultura e para resolver o problema de danificação de infraestruturas escolares, resultante de desastres naturais, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério das Obras Públicas e Habitação e o Ministério para a Coordenação de Acção Ambiental e outros parceiros, elaborou um projecto de Escolas Seguras, cujo enfoque é na observância de uma multiplicidades de factores a considerar na construção de edifícios escolares resilientes. 1.7 Seguimento dos assuntos de atenção especial A fraude no pagamento dos salários (MINED central) Desde que foi descoberta a fraude na área dos salários, em Novembro de 2012, o Ministério tomou todas as medidas necessárias para dar seguimento adequado ao assunto. O caso foi reportado e dirigido às entidades competentes para o seu seguimento (Gabinete Central de Combate à Corrupção e Inspecção Geral de Finanças). A nível da 8 A proporção de professoras no EP1 cresceu de 24% em 1998 para 45% em Em 2013, o número de professoras aumentou comparativamente ao ano anterior, mas menos do que o número de professores. 10

21 RELATÓRIO CONJUNTO justiça (Ministério Público e Gabinete de Combate à Corrupção) decorrem os trâmites legais para o julgamento dos implicados no caso da fraude, que conta já com os principais réus sob custódia policial. Quase todos funcionários (170) que recebiam os seus salários através do Sistema Nacional de Vencimentos (SNV) foram migrados para o sistema e-folha. Reforçaram-se os procedimentos de controlo interno, garantindo uma maior coordenação entre a DAF e a DRH no processamento dos salários e um papel mais activo e actuante da Inspecção Geral da Educação. A nível da Repartição de Salários, foram afectos dois funcionários, para substituir o pessoal envolvido na fraude e garantir a segregação de funções. Contudo, persiste a problemática da retenção do pessoal nesta área. Ambos os colegas já solicitaram a sua desvinculação, um dos quais já saiu. A sua substituição tem sido dificultada devido à falta de pessoal qualificado do quadro e ao nível salarial praticado para estas funções. Pelas mesmas razões o MINED ainda não conseguiu prover a vaga de chefe do Departamento Financeiro desde que o lugar ficou vago na sequência da fraude. Desenvolvimento de plano de anticorrupção Foi elaborado o Plano de Acção de Combate à Corrupção no Sector da Educação Órgão Central e Instituições Subordinadas e Tuteladas, que se enquadra na implementação da Estratégia da Reforma e Desenvolvimento da Administração, na base de um diagnóstico institucional sobre a prevalência ou incidência de actos de corrupção no órgão central e instituições subordinadas e tuteladas. O plano de acção concentra-se na necessidade de i) separar as funções de programar e pagar a despesa; ii) reforçar o controlo interno e inspecção, e iii) melhorar a transparência nos processos de aquisições e outros processos administrativos. 1.8 Estudos planificados Dos quatro estudos planificados, foram realizados dois, designadamente: A avaliação de larga-escala (através de uma amostra representativa até o nível das províncias) para avaliar o nível da aquisição das competências básicas de leitura obtidas no 1º ciclo do Ensino Primário veja o indicador 2 do QAD; A 4ª avaliação do SACMEQ. Até Agosto de 2014 está prevista a conclusão dos dois estudos que se atrasaram em 2013, nomeadamente: A auditoria às obras inacabadas do programa de construção acelerada; A avaliação da nova abordagem do programa de construção acelerada. 11

22 RELATÓRIO CONJUNTO 2. Desempenho dos parceiros 2.1 Parecer Embora o diálogo entre o MINED e os seus parceiros esteja institucionalizado e seja contínuo, o desempenho da Parceria em 2013 é considerado Misto, pelas seguintes razões: Não ter sido cumprido o cronograma de desembolsos em 2012 e 2013 por várias razões 9 que resultou na falta de liquidez no início (primeiros 4 meses) e no fim do ano de 2013, comprometendo a implementação do PdA De notar que este atraso foi ligado, parcialmente, à resolução do assunto da fraude. A falta de previsibilidade das contribuições dos parceiros no contexto da elaboração do CFMP o que limitou a planificação para 2014 e anos seguintes; A deficiência no diálogo entre o MINED e os Parceiros ao nível técnico o que tem contribuído para alguns mal entendidos sobre os desenvolvimentos e progressos no sector. 2.2 Áreas de atenção O princípio do financiamento na base de resultados parece consolidar-se na agenda internacional dos PAPs relativamente à eficácia do apoio externo, resultando deste modo a necessidade de se ter melhorias nos progresso e resultados mais visíveis. Novas contribuições dependerão de progressos feitos na implementação dos diferentes compromissos acordados pelo sector nas negociações com os diferentes parceiros. Embora o princípio tenha o seu mérito, não deixa de ter a sua complexidade e contradições que podem prejudicar a implementação dos programas actuais do sector. Nesta perspectiva, recomenda-se: Um diálogo mais profundo sobre o conceito de financiamento por resultados, e o seu significado no contexto actual da Educação em Moçambique; Uma reflexão sobre a participação e contribuição dos parceiros ao nível técnico, através dos grupos do trabalho ou de outros mecanismos; Valores indicativos dos parceiros para três anos, rolantes, no contexto do CFMP (ou do financiamento à implementação do PEE). 9 Razões ligadas, entre outras, à condicionalidade de um desembolso em 2012 à assinatura de MdE do FASE, o impacto da fraude e a procedimentos burocráticos demorados ligados ao seguimento das formalidades dos acordos bilaterais. 12

23 RELATÓRIO CONJUNTO 3. Lições aprendidas e Recomendações Apesar das ligeiras melhorias na retenção dos alunos no Ensino Primário, o sector não vai atingir a meta da taxa de conclusão da 7ª classe de 54% em As melhorias devem acontecer ao nível da escola. Assim o enfoque do sector na gestão escolar do Ensino Primário como reflectido no PEE permanece pertinente e prioritário para os próximos anos. A previsão dos fundos externos para o FASE no futuro próximo (2015 e 2016) ainda não é muito clara se se considerar que grande parte das contribuições chega ao fim em Ainda, a experiência dos projectos bilaterais (particularmente na área do Ensino Técnico Profissional) mostra grandes atrasos na realização dos compromissos. Isto implica que o sector deve, proactivamente, diversificar as suas fontes de financiamento. Em Novembro de 2013 teve lugar uma avaliação de meio-termo relativamente à contribuição do BM e da Parceria Global da Educação (PGE) à implementação do PEE através do FASE. Na sequência da avaliação foram acordadas uma série de acções / recomendações que abarcam as aéreas cruciais do sector da Educação e que podem afectar o financiamento futuro ao sector por parte do BM e da Parceria Global da Educação. O sector está e continuará a prestar a maior atenção às referidas recomendações de forma a assegurar o seu cabal cumprimento, incluindo o cumprimento dos novos prazos de conclusão das auditorias e estudos na área de construção. Maputo, 25 de Março de 2014 (versão 3).= 13

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25 PARTE II: Relatório de Progresso na Implementação do PEE

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27 EVOLUÇÃO DO SISTEMA EDUCATIVO 1. Desenvolvimento do Sistema Educativo 1.1 Introdução A missão do sector da Educação é a criação de um Sistema Educativo justo, inclusivo, eficaz e eficiente, um sistema onde os alunos desenvolvam as competências requeridas em termos de conhecimentos, habilidades e atitudes para a sua afirmação e integração na vida social, económica e política, indispensável para ao desenvolvimento do País e o combate à pobreza (PEE , p. 15 e 16). A criação deste sistema implica investir no ambiente escolar, na melhoria do processo de ensino-aprendizagem, na gestão do sistema educativo com o envolvimento da comunidade e dos seus filhos, entre outros, como é esquematizado na Figura 1. Figura 1: Domínio e os factores que influenciam a aprendizagem dos alunos na escola Os pais alfabetizados Ambientes de leitura e informação Atenção para o desenvolvimento da 1ª infância Alimentação e nutrição das crianças Alunos que vão para escola e fazem TPC Aluno preparado para aprender Boa gestão da escola e do sistema Directores e professores presentes na escola Plano de desenvolvimento da escola Supervisão e acompanhamento O Conselho da Escola a funcionar Aprendizagem do aluno Salas de aula saudáveis Mobiliário e equipamento Professores em números adequados, motivados e formados Livros e materiais didácticos disponíveis Recursos e meios suficientes Eficácia do ensinoaprendizagem Aluno e professor atento na sala de aula Currículo baseado em competências Método de ensino orientado ao aluno Acompanhamento da aprendizagem do aluno A partir da análise da situação do sector em 2011 e da implementação do PEEC /2011, e tomando em conta as previsões em termos de recursos disponíveis, foram definidos objectivos específicos para o período e acções prioritárias para serem implementadas para o seu alcance. 17

28 EVOLUÇÃO DO SISTEMA EDUCATIVO No período da implementação do PEE , o enfoque é na aprendizagem do aluno em todos os níveis, mas principalmente no Ensino Primário para assegurar que as crianças que entram na 1ª classe, transitem e concluam a 7ª classe com as competências desejadas. 1.2 Rede escolar 10 A rede escolar continuou a crescer com maior destaque para o Ensino Primário do 2º grau, mostrando um progresso contínuo na transformação das EP1s em EPCs. Quadro 1: Rede escolar, Ensino Geral, turno diurno, , ensino público, privado e comunitário Níveis Ano lectivo 2011/ 2012/ % não público EP % 3% 1,5% 1,6% EP % 13% 2,9% 2,9% ES % 5% 23,4% 24,8% ES % 8% 38,1% 36,3% A participação do sector privado é significativa no ensino secundário (Quadro ). Em 2013 aumentou a oferta das escolas privadas/comunitárias no ESG1, tendo a mesma diminuiu no ESG2. Quadro 2: Crescimento do EP1 e do EP2, turno diurno, , ensino público, privado e comunitário EP1 EP2 % EP2 / EP1 Província 2013/ 2013/ Niassa % % 21% 26% Tete % % 23% 28% Zambézia % % 31% 36% Sofala % % 32% 37% Cabo Delgado % % 33% 37% Nampula % % 30% 41% Manica % % 41% 46% Gaza % % 41% 46% Maputo % % 55% 60% Inhambane % % 43% 70% Cidade de Maputo % % 85% 87% Total % % 33% 41% O Quadro 2 mostra que, entre 2011 e 2013, o número das escolas que oferecem o EP2 cresceu em 29% (média nacional). Destacam-se as Províncias de Inhambane que 10 A referência aqui são os níveis do ensino leccionados nas escolas, e não os edifícios. 18

29 EVOLUÇÃO DO SISTEMA EDUCATIVO cresceu em 68% e Nampula em 49%. Em 2013, estima-se que 41% 11 das escolas primárias leccionam o ensino primário completo (turno diurno) contra 33% em O Quadro 3 mostra que, gradualmente, a percentagem das salas de aula precárias sobre o total de salas de aula está a reduzir, embora, em 2013, 45% das salas de aula seja ainda de materiais precários. Contudo, em termos absolutos, o número de salas precárias aumentou ao longo do período. Quadro 3: Número de escolas (ensino geral) e de salas de aula (convencionais, precárias 12 ) por província, (ensino público) Província % de % de % de Conv. Prec. Conv. Prec. Conv. Prec. Prec. Prec. Prec. Cabo Delgado % % % Gaza % % % Inhambane % % % Manica % % % Maputo % % % Nampula % % % Niassa % % % Sofala % % % Tete % % % Zambézia % % % Cidade de Maputo % % % Total % % % O Quadro 4 mostra a estabilização do Ensino Público no Ensino Superior. Ainda, no Ensino Técnico Profissional e Superior, a participação do sector privado é significativa. Quadro 4: Rede escolar, Ensino Superior, público e privado, Ensino Superior Público Privado Total Quadro 5: Rede escolar, Ensino Técnico Profissional, público e privado, 2013 Ensino Técnico Profissional Público Privado Total Escolas profissionais Escolas básicas Institutos médios Total O número de escolas que apenas oferecem EP2 (turno diurno) é baixo. Assim, assumimos que as escolas do EP2 são Escolas Primárias Completas. 12 Trata-se de salas de aulas maticadas, de pau-a-pique e outros materiais. Nem todas as salas classificadas como precárias são de má qualidade (como se pode verificar na Província de Inhambane). 13 NB: Trata-se de instituições físicas. A fonte de informação são as brochuras estatísticas que apresentam a informação por instituição normalizada, independentemente dos diferentes níveis e ramos oferecidos. 19

30 EVOLUÇÃO DO SISTEMA EDUCATIVO 1.3 Alunos 14 no Ensino Geral 15 Em 2013 o número de efectivos no sistema educativo cresceu em quase todos os níveis de ensino (diurno), à excepção do EP2 onde este diminuiu ligeiramente (Quadro 6). A participação das meninas cresceu em todos os níveis com maior destaque para o ESG1. Quadro 6: Evolução do número de alunos no ensino geral, diurno, (ensino público, privado e comunitário) Anos lectivos Crescimento (totais) / 2012 / Totais Mulheres %M Totais Mulheres %M Totais Mulheres %M EP ,7% ,7% ,8% 3,6% 2,6% EP ,9% ,2% ,5% -0,04% -1,3% ES ,2% ,8% ,5% 3,6% 1,1% ES ,4% ,6% ,0% 5,2% 6,3% Total ,4% ,5% ,7% 3,2% 2,0% O Quadro 7 mostra que houve crescimento do número de crianças com a idade escolar adequada para um determinado nível do ensino, sendo de destacar a diminuição do número de alunos acima da idade no EP e ESG1. Em 2013, 28% dos alunos na primeira classe tinha 8 anos ou mais. Em 2012, esta percentagem era de 30%. Isto mostra, por um lado, progresso na estabilização do sistema. Por outro lado, comparando as percentagens de alunos na idade certa no EP2 e no ESG1,os dados mostram que as crianças que entraram na idade certa e progrediram normalmente pelo ensino primário têm maior probabilidade de transitar para o ensino secundário. Quadro 7: Evolução do número de alunos no ensino geral, por grupo etário (idade certa e acima da idade certa), (ensino público, privado e comunitário) Idade Certa (IC) Anos lectivos 2013 / % IC/ Idade Certa % IC/ Idade Certa % IC/ IC Acima da IC Acima da IC Acima da IC Total (IC) Total (IC) Total EP ,5% ,6% ,8% 6,8% -4,3% EP ,5% ,9% ,7% 2,3% -1,3% ES ,6% ,7% ,2% 11,5% -3,2% ES ,8% ,3% ,7% 14,1% 1,6% Total ,9% ,7% ,9% 6,9% -3,2% Idade Certa: EP1: 6-10 anos; EP2: anos; ES1: anos; ES2: anos Analisando o turno nocturno, pode-se observar que o número de alunos continua a diminuir em todos os níveis (Quadro 8). Adicionalmente, o Quadro 9 mostra uma Acima da IC 14 Existem ligeiras diferenças entre os dados apresentados neste documento e no BdPES 2013, uma vez que o BdPES apenas trata de alunos no ensino público. 15 A análise na base da informação estatística é limitada ao Ensino Geral. A informação relativa aos efectivos escolares nos outros níveis e tipos de ensino é apresentada no capítulo 3: Realizações por Programa Sectorial. 20

31 EVOLUÇÃO DO SISTEMA EDUCATIVO redução significativa da frequência dos alunos na idade escolar relevante nos turnos nocturnos. Quadro 8: Evolução do número de alunos no ensino geral, nocturno, (ensino público, privado e comunitário) Anos lectivos Crescimento (totais) / 2012 / Totais Mulheres %M Totais Mulheres %M Totais Mulheres %M EP ,1% ,6% ,5% -18,1% -16,4% ES ,4% ,9% ,6% -5,0% -4,8% ES ,7% ,4% ,5% 0,0% -1,8% Total ,7% ,1% ,0% -5,9% -6,2% Quadro 9: Evolução do número de alunos no ensino geral, por grupo etário (idade certa e acima da idade certa), nocturno, (ensino público, privado e comunitário) Idade Certa (IC) Anos lectivos 2013 / Acima IC da IC Acima da IC % IC / Total Idade Certa (IC) Acima da IC % IC / Total Idade Certa (IC) Acima da IC EP ,6% ,7% ,3% -67,5% -17,7% ES ,8% ,5% ,0% -11,4% -4,5% ES ,1% ,1% ,8% -80,5% 66,1% Total ,1% ,4% ,5% -60,3% 3,9% Idade Certa: EP1: 6-10 anos; EP2: anos; ES1: anos; ES2: anos % IC / Total 1.4 Professores no Ensino Geral Em 2013, o corpo docente cresceu em 5%, comparativamente ao ano anterior, acima do crescimento do número de alunos como se pode verificar do Quadro 11. Foram contratados novos professores, dos quais 77% para o ensino primário. Quadro 12: Número de professores contratados em 2013, por nível de ensino Nível de ensino Professores Em % do Total Ensino Primário % Ensino Secundário % Ensino Técnico Profissional 152 2% Total de docentes contratados % Embora a prioridade seja a contratação de novos professores para o Ensino Primário e apesar do elevado número de professores contratados, os rácios de alunos por professor no EP1 e de alunos por turma não melhoraram. Os rácios nos outros níveis de ensino melhoraram. O Relatório do Grupo de Trabalho de Desenvolvimento Administrativo e Institucional (veja o Anexo 3) apresenta mais detalhes sobre o rácio de alunos por professor por províncias. 21

32 EVOLUÇÃO DO SISTEMA EDUCATIVO Quadro 11: Número de professores no Ensino Geral, , ensino público, diurno Nível / 2013 / M Total %M M Total %M M Total %M EP % % % 3% 4% EP % % % 4% 3% ESG % % % 10% 9% ESG % % % 11% 17% Total % % % 4% 5% A percentagem de professoras aumentou no Ensino Secundário, mas diminuiu no Ensino Primário do 2º Grau devido, pelo menos em parte, a não se ter atingido a meta de contratação de professoras (50%) (para mais detalhes veja o Relatório do Grupo de Trabalho de Desenvolvimento Administrativo e Institucional no Anexo 3). Quadro 14: Rácios de alunos por professor e alunos por turma, Ensino Geral, , ensino público, diurno Alunos/Professor Alunos/Turma EP1 62,9 62,7 62,6 50,9 50,7 50,6 EP ,4 32,3 50,9 49,5 46,0 ESG1 44,8 41,3 39,0 63,4 60,1 58,6 ESG2 28,4 28,5 24,3 57,5 53,9 52,6 22

33 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO PRÉ PRIMÁRIO E PRIMÁRIO 2. Realizações por Programa Sectorial 2.1 Ensino Pré Primário e Primário Apreciação do desempenho O desempenho do Ensino Primário em 2013 é considerado Satisfatório. Dos quatro indicadores, as metas de dois indicadores foram atingidas (taxa de escolarização aos seis anos e indicador de desempenho dos alunos). A meta do indicador rácio de alunos por professor não foi atingida e estagnou ao nível de 2011, por um conjunto de razões, nomeadamente, o crescimento do número de alunos no ensino primário, a perda de professores, atrasos nos processos de substituição e contratação e a necessidade de contratar professores para outros níveis do ensino, entre outras. As metas do indicador referente ao projecto-piloto do Pré-Escolar, cuja implementação tem o seu início em 2014, apenas serão medidas em Para além do cumprimento da maior parte das metas em 2013, o sector fez progressos na implementação das acções prioritárias, contribuindo para melhorias nas taxas de promoção, repetição e desistência. Contudo, persistem desafios ligados à aprendizagem, com enfoque no desenvolvimento das habilidades de Leitura e Escrita com destaque para o 1º ciclo, bem como desafios ligados à formação em exercício e à construção de salas de aulas Áreas de maior progresso Primeira infância Devido aos atrasos observados em 2012, a implementação do projecto-piloto atrasou-se um ano, e apenas iniciará em Em 2013 foram criadas as condições (formação, capacitação, arranjos institucionais e de logística) para o arranque do Projecto-piloto do Pré-escolar cuja implementação nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Tete, Gaza e Maputo para a testagem de diferentes modelos de intervenção como base para uma futura expansão. Está já inscrito no OE 2014, o valor para o pagamento dos animadores nos 10 distritos onde o projecto-piloto será implementado. Entrada na idade certa A entrada na idade certa é crucial para a retenção e progressão no sistema educativo (veja também ponto 1.3). 23

34 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO PRÉ PRIMÁRIO E PRIMÁRIO A este respeito a taxa de escolarização aos 6 anos, em 2013, continuou a apresentar uma tendência positiva de crescimento situando-se em 77% para ambos os sexos e em quase 76% para as raparigas; ou seja, em ambos casos, a taxa cresceu 5 pontos percentuais relativamente a 2012, ultrapassando a meta de 2013 em cerca de 3 pontos percentuais. Destaca-se a melhoria das taxas nas Províncias de Nampula e da Zambézia 16, enquanto foram observadas reduções na província do Niassa e na Cidade de Maputo. A mudança do período de matrículas, a intensificação das campanhas de sensibilização nas comunidades para o ingresso das crianças na idade certa, as campanhas de registo de nascimento promovidas pelo Ministério da Justiça, a criação de mecanismos de controlo do grau de cumprimento das metas das matrículas são medidas que provavelmente terão contribuído para este resultado positivo. Quadro 15: Taxas de escolarização do grupo etários 6-7 anos, (ensinos público, privado e comunitário) Província Raparigas Total Niassa 73,1% 77,2% 74,1% 75,6% 79,4% 75,5% Cabo Delgado 64,3% 65,2% 70,8% 66,0% 67,6% 72,9% Nampula 47,5% 47,7% 54,3% 48,5% 48,4% 55,6% Zambézia 75,7% 81,1% 92,9% 78,2% 83,8% 96,2% Tete 65,4% 65,6% 74,5% 65,6% 66,1% 75,1% Manica 59,4% 62,8% 63,9% 61,1% 65,0% 65,9% Sofala 66,9% 70,0% 70,3% 68,8% 72,4% 73,6% Inhambane 79,9% 77,4% 80,5% 79,2% 77,8% 80,4% Gaza 84,1% 85,2% 92,0% 84,1% 84,3% 91,0% Maputo 96,7% 95,3% 97,4% 96,8% 96,1% 98,5% Cidade de Maputo 86,4% 91,8% 86,1% 87,4% 90,2% 86,4% Total 68,5% 70,5% 75,8% 69,7% 71,8% 77,4% Melhorias na retenção As taxas de promoção, repetição e desistências, depois de terem piorado no período entre , melhoraram ligeiramente entre 2012 e 2013 conforme o ilustra o Quadro NB: como sempre, deve-se tomar alguma cautela na interpretação dos indicadores de cobertura das províncias de Nampula e da Zambézia, devido aos dados da população que parecem estar subestimados no caso da Zambézia e sobrestimados no caso de Nampula. 24

35 Número de graduados (milhares) Taxa bruta de conclusão Número de alunos na 7ª classe (milhares) Taxa de aproveitamento (sobre alunos no início do ano) REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO PRÉ PRIMÁRIO E PRIMÁRIO Quadro 16: Taxas de promoção, repetição e desistência no Ensino Primário, (diurno, ensino público) Taxas Anos Classe 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª Promoção % 74% 79% 75% 62% 81% 64% % 76% 82% 76% 63% 81% 64% % 77% 83% 76% 64% 81% 67% Repetição % 11% 5% 5% 15% 4% 15% % 11% 5% 5% 15% 4% 15% % 10% 5% 5% 14% 4% 14% Desistência % 15% 16% 20% 23% 16% 21% % 13% 13% 19% 22% 15% 21% % 13% 13% 20% 22% 15% 19% Contudo, como se pode verificar no Gráfico 1 e Gráfico 2, apesar das melhorias observadas em termos de retenção no Ensino Primário, a taxa de conclusão, em 2012, manteve-se nos 47%. Devido ao aumento da taxa de desistência no período , estima-se que a taxa de conclusão melhore a partir de Gráfico 1: Evolução da taxa bruta de conclusão, , 7ª classe (ensinos público, comunitário e privado, diurno e nocturno) Graduados, 7ª classe Taxa bruta de conclusão, 7ª classe 100% 90% Gráfico 2: Evolução da taxa de graduação em relação ao número de alunos no início do ano, 7ª classe (ensinos público, comunitário e privado, diurno e nocturno) Alunos, 7ª classe inicio de ano Taxa de aproveitamento, 7ª classe 100% 90% % % % % % % % % % % % % % % 50 10% 50 10% 0 0% 0 0% Avaliação da aprendizagem do aluno A meta do indicador sobre a avaliação da aprendizagem dos alunos foi atingida. Em 2013 a recolha de dados foi feita entre 20 de Agosto e 9 de Setembro e os dados foram processados pela entidade contratada, a Faculdade de Ciências e Matemática da Universidade Pedagógica. A avaliação de larga escala foi realizada numa amostra 25

36 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO PRÉ PRIMÁRIO E PRIMÁRIO constituída por 400 escolas. A avaliação abrangeu alunos dos alunos planificados, representando um grau de realização de 68%, suficientemente representativa para que as conclusões sejam válidas. O relatório preliminar da avaliação de larga escala apresentado até ao dia 30 de Abril do presente ano tal como programado e acordado no contexto do QAD 17. Foram elaborados e aplicados outros instrumentos para o acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem dos alunos (Provinha, inquérito do SACMEQ, Relatório da Linha de base e da Avaliação Intermédia do APAL, a aplicação dos padrões de indicadores de qualidade em 260 escolas primárias). A informação que resulta da aplicação destes instrumentos complementa a informação estatística, bem como as constatações das supervisões, e contribui para a identificação dos grandes obstáculos na aprendizagem do aluno, do funcionamento da escola e do sistema educativo no seu todo, influenciando a implementação do PEE nos anos seguintes. Formação de Professores e Gestores O novo modelo de formação inicial, baseado em competências (10+3) foi introduzido numa fase experimental em 3 IFPs em 2012 tendo, em 2013, sido acrescentados mais 3 IFPs para a testagem passando a ser 6 IFPs. O novo modelo de formação de professores, está a ser testado em quase todas as províncias do país com excepção de Sofala e Cidade de Maputo e abrange formandos, sendo que 680 frequentavam o 1º ano e 567 frequentavam o 2º ano em Os IFPs para além de fazerem a formação inicial de professores realizam também a capacitação de gestores escolares e de professores em exercício. Esta última actividade foi melhorada nos últimos dois anos e adequada às necessidades dos professores e das aprendizagens dos alunos, concentrando-se na melhoria de leitura, escrita e cálculo nas classes iniciais (1º ciclo). O balanço da formação em exercício em 2013 indica que foram beneficiados professores, sendo professores, gestores, 329 alfabetizadores e 160 tutores do ensino a distância Áreas de atenção Expansão do Ensino Bilingue A avaliação da fase experimental foi concluída em 2013 estando actualmente em elaboração a estratégia de expansão (beneficiando da avaliação da fase experimental) que prevê uma da expansão gradual e sustentável a partir do ano 2016 com o objectivo de atingir uma cobertura de 20% do total de alunos do Ensino Primário em O 17 No GCC Alargado de 13 de Dezembro de 2013 foi apresentada uma informação sobre o estudo de larga escala, bem como outros estudos de avaliação em curso (i.e. SACMEQ 4). 26

37 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO PRÉ PRIMÁRIO E PRIMÁRIO grande desafio será o de assegurar a preparação das condições para a expansão em termos de finalização da revisão pontual dos programas do Ensino Bilingue, da integração dos livros do Ensino Bilingue no processos de aquisição e distribuição dos livros para o ensino monolingue, bem como na inclusão da formação de professores para o ensino bilingue nas formações e capacitações de professores. Aprendizagem da leitura e escrita (1º ciclo) Os resultados da Avaliação Nacional da leitura na 3ª classe serão divulgados ao longo do ano 2014, e estabelecerão uma linha de base que será usado para medir os progressos (ou não) no futuro em termos de aprendizagem da leitura e escrita. Contudo, os resultados de diferentes estudos (Provinha, inquéritos do APAL Linha de base e Avaliação intermédia e outros) mostram que o nível de competências de leitura é baixo. Nesta perspectiva, em 2014 será dada atenção especial às medidas concebidas para um processo de ensino-aprendizagem cada vez mais eficaz, através da introdução do projecto-piloto do pré-escolar, da preparação da expansão do ensino bilingue em 2016, da finalização da revisão pontual do currículo e dos respectivos programas do Ensino Primário e da operacionalização da sua implementação, da formação inicial e em serviço de professores, bem como da supervisão do processo de ensino-aprendizagem e da gestão escolar. Ao mesmo tempo, será encorajada a partilha das experiências e sua monitoria, com o objectivo principal de aprender o que funciona ou não para informar as políticas, programas e os planos do sector nesta área. Construção de salas de aula Em 2013, foram concluídas salas de aula 19, abaixo da meta de salas de aula. Apesar das melhorias observadas na planificação e na gestão do programa, a falta de liquidez que ocorreu em finais de 2012, no início e no fim do ano 2013, contribuiu para a paralisação de algumas obras e, consequentemente, para o não alcance da meta. Para 2014 está prevista a conclusão de mais de salas de aula. De modo a melhorar os aspectos de gestão e a capacidade institucional do programa de construção de escolas a nível nacional foi iniciado um programa de Assistência Técnica ao sector de construções do MINED, incluindo as unidades de construção das DPECs, com financiamento do KfW. 18 No contexto dos compromissos feitos no âmbito da Avaliação de Meio-Termo da contribuição do Banco Mundial para o FASE, a meta para 2013 refere-se à data de 31 de Janeiro de Até 31 de Janeiro de 2014, o sector concluiu 706 salas de aula. 19 Informação referente a 30 de Novembro de Incluídas as salas de aula para o Ensino Secundário construídas através do programa de construção acelerada. 27

38 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO PRÉ PRIMÁRIO E PRIMÁRIO Durante 2013 deu-se ainda seguimento ao projecto Escolas Seguras concebido com o propósito de reduzir o impacto negativo das ameaças climáticas sobre os edifícios escolares em Moçambique, tornando-os mais resilientes face aos fenómenos naturais extremos e, consequentemente, melhorar a sua qualidade. Esta iniciativa que tem como parceiros o Ministério das Obras Públicas e Habitação (MOPH), o Ministério da Administração Estatal (MAE) e o Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC), é apoiada pelo Banco Mundial e conta com a assistência técnica da Faculdade de Arquitectura da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e da UN-Habitat. No âmbito do projecto Escolas Seguras foram realizadas as seguintes acções principais: a) Estabelecimento de consensos entre os parceiros do Projecto; b) Diagnóstico da situação actual de vulnerabilidade das construções escolares; c) Elaboração de princípios e propostas técnicas e validação dos resultados; d) Mapeamento de risco, zoneamento e categorização; e) Propostas de aplicação imediata para correcção de edifícios escolares. Ao nível de aplicação, foi já iniciado um processo de introdução das medidas de aplicação imediata nos novos projectos a iniciar a partir de 2014, incluindo os projectos em curso cujo nível de execução ainda o permita. Quadro 17: Salas de aula, Ensino Geral, construídas no âmbito do Programa de Construção Acelerada, Província Anos Total Nampula Zambézia Niassa Inhambane Gaza Manica Maputo Cidade de Maputo Tete Sofala Cabo Delgado Total

39 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO PRÉ PRIMÁRIO E PRIMÁRIO Factores de (in) sucesso Priorização do Ensino Primário O enfoque do PEE no Ensino Primário assegura a sua priorização em termos de alocação de recursos humanos e financeiros, contribuindo para os progressos alcançados neste nível do ensino. Absentismo de professores e alunos Um dos grandes obstáculos para a aprendizagem dos alunos é o absentismo de professores e alunos. A falta de assiduidade dos professores e alunos é um assunto que se tem registando um pouco por todo o País, mais acentuadamente nas províncias do norte, como foi notado nas visitas conjuntas de supervisão escolar e do Grupo de Trabalho de Planificação e Gestão Financeira. Algumas constatações referem-se à ausência dos professores por se terem deslocado ao banco para levantarem os seus salários, factores culturais, movimentação da população durante o ano, falta de controlo interno e supervisão, entre outros. Contratação e alocação de Professores Embora o corpo docente em 2013 tenha crescido em 4% relativamente a 2012, ao mesmo ritmo que o crescimento do número de alunos, em algumas províncias (Cabo Delgado, Zambézia, Tete e Sofala), o rácio alunos por professores aumentou por várias razões (veja e também o Relatório do Grupo de Trabalho de Desenvolvimento Administrativo e Institucional no Anexo 3). De uma forma geral o rácio de alunos por professor manteve-se estático nos últimos 3 anos (63) não tendo, portanto, sido cumprida a meta que era de 61/1. Nos últimos anos o MINED não tem conseguido contratar o número de professores que necessita devido às restrições orçamentais e à necessidade de contratar mais professores para o ensino secundário, concorrendo para tal facto, a atribuição de uma 2ª turma a muitos professores do Ensino Primário do 1º grau. A necessidade de contratação e alocação racional de professores ainda é premente para garantir um processo de ensino-aprendizagem eficiente e eficaz. Os rácios de alunos por professor no EP1 ainda são elevados, assim como as cargas horárias médias de ensino na generalidade dos restantes níveis de ensino. Embora ainda existam diferenças importantes entre as províncias no que respeita ao rácio de alunos por professor no Ep1, estas diferenças diminuíram substancialmente ao longo dos últimos anos: se em 2006 a diferença entre a província com rácio de alunos por professor mais alto (Zambézia, 106 alunos por professor) e a província com o rácio mais baixo (Maputo, 55 alunos por professor) era de 51 alunos por professor, em 2013 esta diferença baixou para 24 alunos por professor. Este resultado resulta da priorização da contratação, ao longo dos anos, 29

40 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO PRÉ PRIMÁRIO E PRIMÁRIO para as províncias com os rácios mais altos, nomeadamente as províncias da Zambézia e de Nampula (vide o Quadro 28) Recomendações Para tornar o Ensino Primário mais eficaz em termos de aprendizagem dos alunos, seria crucial: Concluir a elaboração do Plano Nacional de Acção de Leitura e Escrita e iniciar a sua implementação, com prioridade para o 1º ciclo do Ensino Primário, tomando em conta as iniciativas existentes e assegurando o alinhamento de iniciativas futuras com o plano; Concluir a revisão pontual do currículo e dos programas do ensino do Ensino Primário; Aprovar a proposta da Estratégia de Expansão do Ensino Bilingue e preparar a sua implementação; Melhorar o programa de construção de salas de aulas, contribuindo para a melhoria do ambiente escolar; Solucionar os problemas da gestão ao nível da escola, tais como a assiduidade dos professores e alunos, alocando atempadamente às escolas recursos, reforçando a supervisão distrital, melhorando o envolvimento do Conselho de Escola, aplicando os padrões e indicadores de qualidade, capacitando os directores em gestão e liderança e implementando medidas de sancionamento administrativo para os funcionários que não cumprem com os seus deveres; Aperfeiçoar os mecanismos de articulação entre as diferentes unidades orgânicas para a partilha da informação e coordenação das acções realizadas no âmbito do Ensino Primário. 30

41 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DE ADULTOS 2.2 Alfabetização e Educação de Adultos Apreciação do desempenho O desempenho do programa em 2013 é considerado Misto. Das quatro metas dos três indicadores foi atingida a meta do indicador sobre a elaboração dos padrões e indicadores dos programas de alfabetização. A meta do número de participantes nos programas de alfabetização não foi atingida, mas observou-se progresso relativamente ao ano % dos alfabetizandos eram mulheres, não tendo sido atingida a meta de 70%. O terceiro indicador relativamente à consolidação dos dados de ENF não foi atingido. Todavia, já foi iniciado o processo de cadastramento dos potenciais provedores a nível das províncias, que está a decorrer mais lentamente do que se esperava, para alimentar o subsistema de gestão de informação de ENF, lançado em Novembro de Oito das dez acções prioritárias estão bem encaminhadas. Contudo, as acções que dependem da intervenção de outras entidades como Desenvolvimento de Políticas de Articulação entre as Instituições do Governo e seus Parceiros, Assegurar a diversificação do Financiamento assim como a exiguidade de recursos humanos, materiais e financeiros tem concorrido para os resultados até aqui alcançados Áreas de maior progresso Aumento de participantes nos diferentes programas de alfabetização Participaram 762 mil 20 pessoas nos programas de alfabetização. Apesar de não se ter atingido a meta de 1 milhão, trata-se de um número bastante elevado em comparação com os anos anteriores (contudo a informação referente aos anos anteriores era menos abrangente que a informação de 2013). Além do programa regular, contribuiu para este resultado o Programa Família Sem Analfabetismo (PROFASA) que envolve estudantes do Ensino Primário do 2º Grau e do Ensino Secundário, e outros programas. Contudo, a desistência nos programas de AEA continua elevada (veja ponto 2.2.4, pág.33). Estabelecimento de padrões Foram elaborados Padrões de Qualidade para os Institutos de Formação de Educadores de Adultos e estão em elaboração os padrões para os programas de alfabetização e educação não-formal para jovens e adultos, para garantir a qualidade dos mesmos oferecidos pelos diferentes intervenientes. 20 Alguma cautela é necessária na interpretação dos dados na área de AEA uma vez que o sistema de recolha de dados ainda não está consolidado. Contudo, a qualidade da informação em 2013 melhorou em comparação com os anos anteriores. 31

42 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DE ADULTOS Harmonização dos programas No que diz respeito à revisão e harmonização dos programas oferecidos actualmente pelo Ministério da Educação na área de Alfabetização e Pós-alfabetização foi terminada a revisão dos programas de alfabetização e está em curso o processo de apreciação e validação do currículo de pós-alfabetização pelo INDE. O programa Alfa-Rádio está em harmonização com base no currículo de Alfabetização aprovado em 2011, esperando-se a sua implementação futura, com o ensino da numeracia e com uso dos mesmos livros usados no Alfa-Regular. Três novos módulos (Educação Musical, Educação Física e Desenvolvimento da Personalidade) foram elaborados para o curso de formação de educadores de adultos, no IFEA de Chongoene. Educação não formal Arrancou em 4 províncias a implementação dos programas de habilidades para a vida (Niassa, Gaza, Inhambane e Zambézia), beneficiando alfabetizandos e educandos dos centros de AEA. Registou-se um crescimento assinalável dos cursos de Pequenos Negócios, Avicultura e Electricidade no quadro do programa piloto de Educação Não-Formal Profissionalizante, nas províncias de Niassa, Gaza, Inhambane e Zambézia. Os cursos de horta orgânica, construção a baixo custo e gestão de pequenos negócios foram estendidos a todas as províncias, tendo beneficiado mais de alfabetizandos e educandos. Produção e distribuição de materiais Foram produzidos e distribuídos exemplares de cada título (Literacia e Numeracia) para os alfabetizandos e manuais do alfabetizador, para implementação do currículo de alfabetização, testado em 2009, avaliado em 2010 e revisto e aprovado em Estes materiais foram encomendados em 2012 para o ano lectivo de Reforço da capacidade institucional Foram levadas a cabo diversas acções de capacitação dos técnicos da DINAEA, DPECs e dos Formadores dos IFEAs em matéria do Novo Currículo de Formação de Educadores de Adultos, Manual de Capacitação de Alfabetizadores Voluntários e Ferramentas de Supervisão e no uso da School in a Box. Foram desenvolvidos um Manual de Capacitação de Alfabetizadores Voluntários e Ferramentas de Supervisão Pedagógica na AEA. 32

43 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DE ADULTOS No que respeita ao desenvolvimento de políticas e mecanismos de articulação entre as entidades públicas, privadas e da sociedade civil na Alfabetização, Educação de Adultos e Educação Não Formal, uma consultoria desenvolveu um Estudo dos Mecanismos de Comunicação vigentes na Alfabetização, estando em curso, pela mesma consultoria, a elaboração de uma Estratégia de Articulação e Comunicação no Subsector de AEA Áreas de atenção Contratação de alfabetizadores Para o ano 2013, foram contratados alfabetizadores dos orçamentados, correspondendo a uma taxa de execução de 81,7%, supondo-se que seja devido a problemas de planificação, insuficiência de recursos humanos com os critérios exigidos bem como à dificuldade de motivar pessoas para esta tarefa. Financiamento para a implementação dos programas de AEA A área de AEA é subfinanciada. O baixo nível de subsídios para os alfabetizadores pode contribuir para o não cumprimento da meta de contratação de alfabetizadores. Indicador 2c Constatou-se que as acções prioritárias do Indicador 2c (percentagem de consolidação dos dados de ENF) não estão alinhadas com o mesmo, na área de reforço da capacidade institucional e organizativa. Por isso, propõe-se a revisão das acções prioritárias de modo a corresponderem com o indicador para reflectir melhor o objectivo de reforço da capacidade institucional Factores de (in) sucesso Coordenação entre os parceiros O bom funcionamento e relacionamento do grupo de trabalho, que envolve os principais actores neste subsector, têm contribuído para uma melhor coordenação e colaboração entre os diferentes programas na área de AEA. Nível de pobreza do país O subsector apenas cobriu 76% da meta almejada de alfabetizar 1 milhão de pessoas, situação que está associada à necessidade do grupo alvo se envolver em actividades económicas e de subsistência deixando pouco tempo para a participação nos programas de AEA. Deficiente monitoria e supervisão dos programas de alfabetização Sente-se uma certa fraqueza na monitoria e supervisão dos programas de alfabetização. 33

44 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DE ADULTOS Recomendações Para um melhor desempenho é recomendado: Finalizar o plano de acção/estratégia de comunicação e sua disseminação; Assegurar a diversificação do financiamento aos programas da AEA; Conceber e aprovar um instrumento legal que assegure a concessão de incentivos aos alfabetizadores; Rever as acções do indicador 2c assegurando um melhor alinhamento entre ambos; Aumentar a participação do sector privado e comunitário na realização das actividades. 34

45 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO SECUNDÁRIO GERAL 2.3 Ensino Secundário Geral Apreciação do desempenho Dos três indicadores, 1 indicador foi atingido ( Número de directores formados ), as metas do indicador Taxa bruta de admissão não foram atingidas, e as metas do indicador Taxa de aproveitamento foram parcialmente atingidas (as metas para a 12ª classe). Em termos de implementação das acções prioritárias, houve progressos, particularmente na área de construção, provisão de cursos profissionalizantes, reforma dos exames e desenvolvimento de mecanismos e instrumentos de acreditação de instituições e cursos de Ensino à Distância e, sobretudo, na capacitação dos gestores das escolas. Contudo, houve atrasos, particularmente em relação às áreas de atenção identificadas na RAR de 2013, nomeadamente a revisão dos módulos do PESD e a aprovação e implementação de novo regulamento de propinas. Assim, o desempenho neste programa sectorial é considerado misto Áreas de maior desempenho Taxa líquida de admissão na 8ª classe Embora se tenha observado uma redução das taxas brutas de admissão na 8ª classe (para ambos os sexos e para meninas), as taxas líquidas têm melhorado nos últimos anos. Isto é mais uma confirmação que o sistema actual beneficia cada vez mais os alunos que entram na idade certa no Ensino Primário e, particularmente, as meninas. Gráfico 3: Taxas de Admissão, 8ª e 11ª classe, todos os ensinos, % Taxa Bruta de Admissão, 8ª classe 10% Taxa Líquida de Admissão, 8ª classe 40% 5% 30% Total Mulher 0% Total Mulher 25% Taxa Bruta de Admissão, 11ª classe 4% Taxa Líquida de Admissão, 11ª classe 15% 2% 5% Total Mulher 0% Total Mulher 35

46 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO SECUNDÁRIO GERAL Por outro lado, o número de alunos com anos (idade certa) a frequentar o 1º ciclo do Ensino Secundário geral (ESG1) continua a aumentar de forma significativa e, consequentemente, a taxa líquida de escolarização. Equidade de género A paridade de género continua a melhorar no turno diurno como se pode verificar no Quadro 18. A redução da paridade no curso nocturno reflecte o impacto positivo da prioridade dada à entrada das raparigas no diurno. Quadro 18: Paridade de género, ESG1, por classe e turno, (ensino público, comunitário e privado) Classes Diurno Nocturno Diurno Nocturno Diurno Nocturno 8ª 0,90 0,84 0,91 0,80 0,93 0,79 9ª 0,88 0,93 0,91 0,89 0,92 0,86 10ª 0,90 0,93 0,93 0,95 0,98 0,94 Quadro 19: Paridade de género, ESG1, por província, turno diurno, (ensino público, comunitário e privado) Província Anos Niassa 0,73 0,76 0,76 Cabo Delgado 0,75 0,77 0,80 Nampula 0,68 0,69 0,72 Zambézia 0,68 0,66 0,68 Tete 0,78 0,80 0,81 Manica 0,70 0,73 0,74 Sofala 0,78 0,79 0,83 Inhambane 1,15 1,13 1,17 Gaza 1,31 1,31 1,31 Maputo 1,24 1,24 1,24 Cidade de Maputo 1,24 1,24 1,23 Total 0,90 0,91 0,93 A paridade no ESG1 melhorou em todas as Províncias. Contudo uma paridade acima de 1 no Ensino Geral na zona Sul do país revela um problema na retenção dos rapazes neste nível do ensino. Aproveitamento, 12ª classe Como se pode verificar no Gráfico 4 as taxas de aproveitamento na 12ª classe continuam a melhorar enquanto se ainda regista uma estagnação das taxas de aproveitamento na 10ª classe que pioraram desde O número de alunos da 10ª e da 12ª classe, raparigas e rapazes, que se graduaram em 2012 aumentou para ambos sexos. 36

47 Número de alunos Taxa de escolarização Número de graduados Taxa de aproveitamento Número de graduados Taxa de aproveitamento REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO SECUNDÁRIO GERAL Gráfico 4: Taxas de aproveitamento, 10ª e 12ª classe, ensino público, diurno, ª classe % 12ª classe 80% % 70% % 60% % 50% % % % % % % % % 0 0% 0 0% Mulheres TaxaAprov, H Homens TaxaAprov, M Mulheres TaxaAprov, H Homens TaxaAprov, M Áreas de atenção Redução da taxa de escolarização A taxa bruta de escolarização não está a aumentar, e reduziu ligeiramente entre 2011 e 2013, enquanto a taxa de escolarização líquida está subindo. Gráfico 5: Escolarização no ESG1, alunos e taxas, , ensinos público, privado e comunitário % 45% 40% 35% 30% 25% Alunos, > 15 anos Alunos, anos TaxEsc_liquida TaxEsc_bruta 20% % 10% % 0% A taxa de transição da 7ª classe para o nível seguinte no ano seguinte (todos os ensinos, diurno, nocturno, ESG e ETP), apesar de ser elevada em todas as províncias, reduziu em 2011 e estabeleceu-se em 94% em

48 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO SECUNDÁRIO GERAL Quadro 20: Taxas de transição de 7ª classe (para o nível seguinte no ano seguinte, ESG e ETP), por províncias, 2010/ /2013 (diurno, nocturno, ensino público, comunitário e privado) Província Anos 2010 / / / 2013 Cabo Delgado 86% 85% 84% Gaza 92% 89% 91% Inhambane 92% 89% 90% Manica 100% 100% 97% Maputo 97% 92% 96% Nampula 97% 85% 87% Niassa 105% 100% 97% Sofala 103% 103% 97% Tete 95% 91% 96% Zambézia 78% 80% 80% Cidade de Maputo 129% 127% 128% Total 97% 94% 94% A redução de taxa de escolarização e o não cumprimento das metas de admissão bruta nas 8ª e 11ª classe, pode resultar dos elevados níveis de reprovação que continuam a bloquear o acesso a cada vez mais alunos, principalmente na 8ª classe. Quadro 21: Alunos, total e repetentes, na 8ª e 10ª classe, (diurno e nocturno, ensino público, comunitário e privado) 8ª Classe 11ª Classe Total Repetentes ,738 % Repetentes 13% 13% 14% 7% 7% 7% Contudo, em 2013 houve um aumento dos novos ingressos (vide Quadro 22). Assim, espera-se o aumento da taxa bruta de escolarização nos próximos anos. Quadro 22: Novos ingressos, 8ª e 11ª classe, por turno, (ensino público, comunitário e privado) Classe Turno Anos 2012 / 2013 / ª Diurno % 5% Nocturno % -9% Total % 3% 11ª Diurno % 7% Nocturno % 3% Total % 5% 38

49 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO SECUNDÁRIO GERAL Factores de (in) sucesso Aumento do investimento no ESG Embora o rendimento no ESG ainda seja baixo, em 2013 o sistema mostrou uma tendência mais positiva. Estas melhorias podem ser o resultado de um maior investimento no ESG em termos de, entre outros: Infra-estruturas: foram concluídas 11 Escolas Secundárias Gerais; Apoio social: foi divulgado e efectuado o regulamento de bolsas de estudo (ESG2) para encorajar a participação e retenção dos alunos vulneráveis; Contratação de novos professores (veja Quadro 28, pág. 48); Provisão de ADE para todas as escolas; Apetrechamento com material informático para a gestão e aprendizagem; Formação de gestores das escolas; Reforma dos exames. Redução dos graduados da 7ª classe O não cumprimento dos indicadores de cobertura na 8ª classe foi influenciado pela redução do número de graduados na 7ª classe ao longo dos últimos anos (veja o Gráfico 1, pág. 25) e, subsequentemente, dos novos ingressos na 8ª classe terem ficado abaixo das metas estabelecidas. Atrasos na implementação de algumas acções prioritárias O incumprimento das metas da cobertura e o baixo rendimento (apesar dos progressos) pode ser o resultado dos atrasos na implementação de algumas acções prioritárias, como sendo: A expansão do Ensino à Distância: a expansão do PESD ficou abaixo das metas, apesar de se terem registado progressos em termos de abertura de novos CAAs; A aprovação e implementação do novo regulamento de propinas, taxas de internamento e exames, importante para o desenvolvimento de um sistema de financiamento sustentável; Os atrasos na distribuição dos livros para as bibliotecas e de microkits para as escolas: devido à disponibilização de fundos e à racionalização da abordagem em termos de custos não foi possível garantir a cobertura de todas as escolas secundárias Recomendações Para melhorar o desempenho nos próximos anos, recomenda-se o seguinte: Continuar a construção de escolas secundárias próximas da comunidade (incluindo o seu apetrechamento), com prioridade para o ESG1, tendo em 39

50 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO SECUNDÁRIO GERAL atenção os aspectos inerentes ao decreto-lei no 53/2008 sobre a acessibilidade às infra-estruturas públicas; Implementar a estratégia para a expansão do Programa do Ensino à Distância (PESD); Adquirir Kits e microkits de Ciências Naturais e livros para as bibliotecas e outros materiais de ensino; Capacitar os professores em exercício, prestando atenção às metodologias específicas para o ensino a crianças com NEE 21 ; Avaliar a primeira fase da implementação do currículo do ESG; Incrementar as acções de monitoria e apoio pedagógico tendo em vista a melhoria da actividade docente e da gestão escolar. 21 Neste momento apenas 520 alunos com NEE frequentam a escola secundária, contra os cerca de no Ensino Primário. Mesmo sendo um número bastante reduzido, a preparação dos professores num contexto da política inclusiva é importante, para estes alunos no sistema, e para os futuros alunos. 40

51 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO TÉCNICO-PROFISSIONAL 2.4 Ensino Técnico Profissional Apreciação do desempenho O desempenho na área de Ensino Técnico Profissional é considerado satisfatório. Dos 3 indicadores, as metas do primeiro indicador foram atingidas. As metas do segundo indicador, taxas de aproveitamento, não foram atingidas, mas houve progresso relativamente ao ano 2012 na taxa de aproveitamento dos institutos médios (quase atingida). A meta do terceiro indicador para 2013 (Gestão escolar) foi atingida. Houve progressos na implementação das acções prioritárias, no que diz respeito à expansão da formação baseada em competências, a formação e capacitação dos professores e à aprovação do pacote legislativo da Educação Profissional pelo Conselho de Ministros. Contudo, falta o pessoal técnico em todos os níveis do subsistema para melhor responder aos desafios da Reforma da Educação Profissional (REP) Áreas de maior progresso Evolução dos efectivos O número dos alunos no ETP cresceu em 25% entre 2012 e O crescimento no ensino profissional e no nível médio, beneficiou da transformação das escolas básicas em escolas de nível médio e profissionais, bem como da abertura de mais 5 novas instituições privadas. Quadro 23: Alunos no Ensino Técnico Profissional, público e privado, Nível e tipo de ensino / / M HM %M M HM %M 2011 M HM %M 2012 Profissional Total % % 3% % 21% Público Diurno % % -9% % -6% Nocturno % % -26% % -20% Privado Diurno % % 83% % -12% Básico Nocturno % % 2% 0% -100% Outros Públicos Diurno % % 97% % -19% Total % % -12% % -9% Público Diurno % % 2% % 26% Nocturno % % 4% % 11% Médio Privado Diurno % % -25% % 53% Nocturno % % -5% % 22% Total % % -3% % 25% Ainda em 2013, 40 instituições de ensino técnico-profissional ofereceram cursos de curta duração, beneficiando cursandos. 41

52 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO TÉCNICO-PROFISSIONAL Contratação, formação e capacitação de professores Em 2013 houve progressos na implementação da estratégia de recrutamento, formação e capacitação dos professores para o ETP. Foram recrutados 152 novos docentes (vide o Quadro 28, pág. 48). Iniciou a formação de professores do Certificado B em parceria com a Itália e, no âmbito da parceria com Portugal, foram formados 19 professores para as Escolas Profissionais. Foram ainda capacitados professores em exercício na Alemanha (24), e realizou-se a capacitação pedagógica dos professores dos ramos agrários, industrial e comercial, bem como a capacitação na área tecnológica. Ainda, receberam capacitação em CBT em 2013 o que cumulativamente eleva o número de professores que receberam formação no uso das novas metodologias de ensino para mais de Equipamento e ADE para as instituições Em 2013, equipamento diverso (equipamento informático, agrícola e meios circulantes) chegou às instituições dos ETP que foi adquirido no contexto do apetrechamento das novas instituições. Continuou, ainda, a alocação de fundos às escolas através do ADE, facilitando a aquisição de materiais e consumíveis para um melhor funcionamento das instituições. Pacote Legislativo da Educação Profissional Foi apreciado e aprovado pelo Conselho de Ministros, o Pacote Legislativo que regula, entre outros, a criação da ANEP como entidade reguladora do sistema de Educação Profissional e a autonomia dos Institutos Médios. Espera-se a sua aprovação pela Assembleia da República Áreas de atenção Envolvimento do sector produtivo Apesar dos progressos nesta área, através da implementação parcial do novo Regulamento dos Institutos Médios que atribui maior autonomia e envolvimento do sector privado na gestão das instituições, a demora da aprovação do pacote legislativo da Educação Profissional que propõe a criação do Fundo Nacional da Educação Profissional, contando com a comparticipação do sector produtivo no financiamento deste sector, tem limitado maior progresso nesta área. Também, deve-se melhorar o desempenho na área de organização dos estágios práticos. Coordenação e gestão do sistema A coordenação entre os diferentes intervenientes permanece um grande desafio, apesar das melhorias observadas em O número insuficiente de técnicos na DINET limita 42

53 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO TÉCNICO-PROFISSIONAL a transferência de conhecimentos existentes no Secretariado Executivo do COREP para uma melhor coordenação e gestão Factores de (in) sucesso Contribuiu para os progressos na área de ETP a consolidação dos processos de planificação e coordenação entre os diferentes intervenientes ao nível do subsector, incluindo os parceiros, assim como as parcerias com os parceiros internacionais para o aumento dos esforços na área de formação e capacitação. Devido à deficiência na coordenação que se observou nos anos anteriores, particularmente na área de reabilitação e apetrechamento dos Institutos, houve atrasos na conclusão e entrega das obras em 2013, o que influenciou negativamente o desempenho no mesmo ano. O investimento no ensino técnico profissional depende muito do financiamento bilateral, cuja concretização dos compromissos leva o seu tempo Recomendações Recomenda-se para o futuro: Garantir as condições para a aprovação do pacote legislativo, da Educação Profissional, que inclui a criação da ANEP e o estabelecimento do Fundo Nacional da Educação Profissional com a comparticipação dos empregadores; Continuar a implementar a estratégia de formação de formadores; Reforçar a capacidade institucional a todos os níveis do subsistema para responder aos desafios da REP e em particular reforçando o papel e a estrutura orgânica da DINET; Reforçar a participação do Sector Produtivo, sobretudo ao nível das instituições, promovendo o estabelecimento de parceiras com o sector empresarial no âmbito da autonomia didáctica e administrativa dos institutos; Criar maior transparência e coordenação das diferentes actividades dos vários parceiros de cooperação, especialmente os novos (Canadá, Noruega, Suécia e outros) para assegurar uma coordenação efectiva e alocação eficiente de assistência técnica e financeira à REP; Criar um banco de dados sobre todas as formações e capacitações de formadores, directores e técnicos, realizadas no país com o objectivo de melhorar a monitoria e o seguimento das formações e avaliar o seu impacto ao nível institucional. 43

54 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO SUPERIOR 2.5 Ensino Superior Apreciação do desempenho Apesar de não terem sido fixadas metas para 2013 para o ensino superior, o desempenho é considerado satisfatório, devido aos grandes avanços observados na área de desenvolvimento institucional. Entre outros instrumentos foram aprovados a estratégia de financiamento ao Ensino Superior, o estatuto do pessoal das IESs pelo CNES, e iniciada a inspecção às instituições do ensino superior para um melhor controlo sobre a qualidade das instituições Áreas de maior progresso Acesso Ao nível do acesso houve um incremento de efectivos entre 2011 e 2012 em cerca de 8,3%. O maior índice de incremento foi de 21,0% ao nível do género feminino, nas IESs privadas. O Quadro 24 ilustra a evolução recente dos efectivos no ensino superior. Apesar de já se ter atingido a meta do número de estudantes no Ensino Superior por habitantes (5,2/1000), o valor observado está ainda abaixo da média da região (7/1000 na região da SADC). Quadro 24: Número de alunos no Ensino Superior, ensino público e privado, Instituição Género Anos 2012 / Abs. Em % Públicas Homens % Mulheres % Privadas Homens % Mulheres % Total % População (em milhões) 22,4 23,0 23,7 Estudantes por habitantes 4,7 4,9 5,2 Bolsas de estudo Regista-se algum esforço na concessão de bolsas de estudo para a licenciatura através do programa provincial de bolsas de estudo. De um total de bolsas concedidas em 2010, 2011 e 2013, a participação do género feminino aumentou em 2013 para 43% do total de bolsas atribuídas. O Quadro 25 ilustra o número de bolsas de estudo concedidas ao longo dos últimos anos. 44

55 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO SUPERIOR Quadro 25: Número de bolseiros do programa Bolsas Provinciais, Bolseiros Anos Total Total Mulheres % Mulheres 40% 39% 0 43% 37% Formação de docentes As IESs Públicas tinham em Mestres e 410 Doutorados. Em 2012 o número cresceu para e 511, respectivamente. Apresenta-se de seguida a evolução do número de docentes com grau de Mestre e Doutorado no período Quadro 26: Nível de formação, docentes, Ensino Público, Anos Instituição Mestre Doutorado Mestre Doutorado Mestre Doutorado Públicas Desenvolvimento Institucional Em 2013, registaram-se avanços na área de desenvolvimento institucional, nomeadamente: A aprovação da estratégia de financiamento depois de realizados seminários regionais de auscultação em 2013; A aprovação pelo CNES do estatuto do pessoal das IESs, estando em processo de harmonização interministerial; A revisão completa da lei 29/2009 que está em processo de submissão ao Conselho de Ministros; A testagem do software do Sistema de Informação do Ensino superior (SIES); O Regulamento Anti Plágio nas IESs encontra-se na fase final de preparação, devendo ser submetido ao Conselho de Ministros durante o segundo trimestre de Áreas de atenção Graduação Apesar do crescimento do número dos graduados, a proporção de graduados reduziu de 14% para 9% nas IESs públicas entre 2010 e 2012, contra um crescimento de 4% para 5% nas instituições privadas no mesmo período. 45

56 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO SUPERIOR Quadro 27: Número de graduados e sua percentagem sobre o total dos estudantes no Ensino Superior, , público e privado % de Graduados sobre o total de Graduados Instituições estudantes Públicas % 9% 9% Privadas % 4% 5% Garantia de Qualidade e Acreditação das IESs Contrariamente às expectativas, não foi possível concluir em 2013 os processos de avaliação interna e externa e acreditação das instituições de ensino superior. Espera-se que em 2014 o primeiro grupo de IESs moçambicanas receba certificados de garantia de qualidade e acreditação pelo CNAQ Factores de (in) sucesso Inspecções às IESs Em 2013 iniciou um programa consistente de inspecção três (3) às IESs públicas e duas (2) em privadas à luz do Decreto 27/2011 com o fito conferir maior responsabilidade às mesmas. Financiamento Em 2013 foram financiados 20 projectos de instalação de Pós-graduação, instalação de Laboratórios e Tecnologias, Inovação Pedagógica e Pesquisa em HIV, através de projectos competitivos financiados pelo MINED (Fundo de Desenvolvimento Institucional (FDI) do Projecto do Ensino Superior (HEST)). Considerando que, de acordo com os indicadores do projecto HEST, o número de propostas de financiamento competitivo aprovado para melhorar o ensino e a aprendizagem deveria aumentar de 26 em 2008 até 75% em 2014, a percentagem atingida em 2013 foi de 165%, com 69 projectos financiados no período de 2011 a Recomendações Com vista a acelerar o crescimento do número de estudantes, recomenda-se: Promover a educação à distância; Implementar a modalidade de bolsa empréstimo com compromissos contratuais para o reembolso com base nos rendimentos pós-formação; Divulgar os desenvolvimentos do Ensino Superior de modo a atrair investimentos para novos politécnicos. 46

57 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL ENSINO SUPERIOR Com vista a melhorar a qualidade de ensino e aumentar o número de graduados, recomenda-se: Promover campanhas de bons exemplos de sucesso feminino com formação superior; Executar com maior eficácia dos planos de formação e docentes. 47

58 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL 2.6 Desenvolvimento Administrativo e Institucional Apreciação do desempenho O desempenho na área de Desenvolvimento Institucional é considerado satisfatório. Apesar de não terem sido atingidas as metas do indicador sobre a contratação do pessoal, houve progressos relativamente ao ano As metas dos outros dois indicadores foram atingidas (o indicador ligado aos padrões de qualidade da educação e a taxa de execução orçamental). A maior parte das acções prioritárias estão encaminhadas tal como planificadas e conforme as recomendações da RAR de Destacam-se os progressos na área de planificação e orçamentação dos recursos humanos e financeiros do sector e a área de elaboração dos padrões e indicadores, cruciais para o acompanhamento do desenvolvimento institucional Áreas de maior progresso Orçamentação e contratação de pessoal docente e não-docente Para o ano 2013 foi orçamentado a contratação de novas admissões tendo sido contratados 8.138, o que representa uma taxa de execução de 96%. Quadro 28: Novas admissões, , por nível de ensino Valores observados 2013 / Meta Número % Execução Ensino Primário % % Ensino Secundário 505*) % % Ensino Técnico Profissional % % Total Pessoal Docente % % Pessoal Não-Docente % *) Excluindo os professores contratados em 2011 com os fundos do FASE e absorvidos pela Fonte Interna em Sem contar com os professores absorvidos pela fonte interna do Orçamento de Estado em 2012 e que ingressaram em 2011, financiados com os fundos do FASE, as novas admissões cresceram em 10%, beneficiando principalmente o Ensino Secundário Geral. O incumprimento da meta do Ensino Primário resultou da falta de candidatos para docentes de N4 (10+1) devido, por um lado, à redução observada do número de graduados dos IFPs em 2011 e 2012 (vide o Quadro 7 do relatório de Grupo de Desenvolvimento Administrativo e Institucional no Anexo 3) e, por outro lado, da dificuldade de motivar os professores recém-graduados a trabalhar em províncias distantes das suas províncias de origem. 48

59 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL A meta de contratação de professores para o Ensino Secundário não foi realizada por falta de professores candidatos para as disciplinas de Inglês, Francês e Educação Física em algumas províncias. Em 2013, o sector não conseguiu contratar pessoal não docente devido à sua não orçamentação. Contudo, para o ano 2014, foi orçamentada a admissão de 500 novos funcionários não docentes para as escolas e para os SDEJTs, bem como a admissão de mais novos professores. Execução orçamental A despesa (em termos reais) aumentou, em 2013, em cerca de 12% 22 (contra 1% em 2012). Este aumento verificou-se principalmente na despesa financiada pela fonte interna, mas também na despesa do FASE que aumentou em 8%. A taxa de execução orçamental manteve-se em volta de 93% (REO) para o orçamento global do sector, e melhorou significativamente para os fundos do FASE, de 80% para 90%, como se pode verificar no Quadro 29. Quadro 29: Valores orçamentados e executados, , total e FASE (fonte REO 2012 e 2013) REO 2012 REO / Orçamento 2012 Orç. Exec. % Exec. Orç. Exec. % Exec. (Exec) Educação total (classificador orgânico) ,3% ,8% 12% FASE ,0% ,7% 8% Estes progressos mostram um aumento da capacidade de planificação, orçamentação e implementação do sector como um todo. Elaboração de indicadores e padrões de qualidade Como estava previsto, foram aplicados os padrões e indicadores em 260 escolas primárias nas províncias de Maputo, Inhambane, Manica, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado até ao final de Os resultados desta aplicação fornecem uma linha de base ao nível da escola, que facilitará o acompanhamento do desenvolvimento e desempenho da escola. Seguimento da fraude Desde que foi descoberta a fraude na área dos salários, em Novembro de 2012, o Ministério tomou todas as medidas necessárias para dar o devido seguimento ao assunto. O caso foi reportado e dirigido às entidades competentes para o seu seguimento 22 Em preços reais, tomando em conta a inflação a 4,2% e a variação cambial a 5.9% 23 Veja o Quadro 9 do Relatório do Grupo de Trabalho de Desenvolvimento Administrativo e Institucional (Anexo 3, pág. 135). 49

60 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL (Gabinete Central de Combate à Corrupção e Inspecção Geral de Finanças). A nível da justiça (Ministério Público e Gabinete de Combate a Corrupção) decorrem os trâmites legais para o julgamento dos implicados no caso da fraude no Ministério da Educação, que conta já com os principais réus sob custódia policial. Quase todos funcionários (170) que recebiam os seus salários através do Sistema Nacional de Vencimentos (SNV) foram migrados para o sistema e-folha. Reforçaram-se os procedimentos de controlo interno, garantindo uma maior coordenação entre a DAF e a DRH no processamento dos salários e um papel mais activo e actuante da Inspecção Geral da Educação. A nível da Repartição de Salários, foram afectos dois funcionários, para substituir o pessoal envolvido na fraude e garantir a segregação de funções 24. Transformação dos SDEJTs em UGBs No final do ano foi tomado um passo importante na descentralização da gestão do sector ao nível dos distritos, pela transformação dos SDEJTs em UGBs. Esta transformação facilitará uma orçamentação por programa sectorial (ou seja nível do ensino) e um melhor controlo da sua execução, ao nível dos distritos Áreas de atenção Instalação e implementação do sistema integrada de gestão de recursos humanos Há atrasos na instalação do Sistema de Gestão de Recursos, uma vez que o sistema depende do Ministério da Função Pública em termos do seu desenvolvimento. Consolidação do controlo interno Apesar dos progressos nesta área, a consolidação e reforço do controlo interno permanece uma prioridade. Neste contexto, atenção específica deve ser dada ao seguimento sistemático das recomendações das auditorias, avaliações e visitas de supervisão. Previsibilidade dos recursos para o sector a médio prazo A continuação e consolidação de uma planificação plurianual foi limitada em 2013 pela pouca previsibilidade do CFMP, particularmente no que diz respeito aos compromissos dos parceiros externos para os próximos três anos. Isto afectará a implementação das acções prioritárias em 2015, cuja preparação deveria começar já em Contudo continua problemática a retenção do pessoal nesta área. Um dos colegas já solicitou licença sem vencimento e o outro solicitou a sua desvinculação. Um já saiu. A sua substituição tem sido dificultada devido à falta de pessoal do quadro qualificado e ao nível salarial praticado para estas funções. Pelas mesmas razões o MINED ainda não conseguiu prover a vaga de chefe do Departamento Financeiro desde que o lugar ficou vago na sequência da fraude. 50

61 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL Melhoria da gestão escolar Através da melhoria da gestão escolar, o sector pretende melhorar a qualidade da educação e da aprendizagem do aluno. Estão em curso várias iniciativas, nomeadamente a elaboração e aplicação de padrões e indicadores de qualidade, a capacitação dos directores da escola, a supervisão integrada e distrital, o melhor envolvimento do Conselho da Escola. Através do programa Gestão de Finanças Públicas para Resultados pretende-se consolidar, alinhar e acelerar a sua implementação, em primeiro lugar no Ensino Primário. Para que esta abordagem seja eficaz, será necessário uma estreita e profunda coordenação e comunicação entre os vários intervenientes aos diferentes níveis do sistema, virada para uma gestão para a mudança Factores de (in) sucesso Planificação plurianual Os esforços feitos nos últimos anos para melhorar a planificação e orçamentação anual numa perspectiva de uma planificação plurianual têm facilitado a preparação de um PdA mais realístico e implementável. Aumento da capacidade institucional na área de aquisições Como já previsto no Relatório de Desempenho 2012, o reforço da UGEA no segundo trimestre de 2012 teve um impacto positivo na execução do Plano de Aquisições em 2013, além das melhorias na área de planificação plurianual. Contudo, algumas actividades atrasaram-se devido a complicações nos processos de aquisições e a problemas de comunicação interna, nomeadamente as auditorias na área de aquisições e às obras paralisadas assim como a avaliação da nova metodologia na área de construção. Falta de liquidez Os problemas com liquidez na Conta Forex do FASE no início e fim do ano de 2013 criaram transtornos na implementação do PdA, afectando principalmente a execução do programa de construção acelerada ao nível das províncias Recomendações Na área de desenvolvimento administrativo e institucional, recomenda-se o seguinte. 1. Acelerar as discussões com o Ministério de Função Pública relativamente à instalação e implementação de um sistema integrado de gestão de recursos humanos; 51

62 REALIZAÇÕES POR PROGRAMA SECTORIAL DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL 2. Assegurar o acompanhamento da contratação de professoras em 2014 e elaborar estratégias para motivá-las para a profissão; 3. Concluir as auditorias e avaliações pendentes na área de aquisições e de construção; 4. Dar continuidade às acções de controlo interno e supervisão; 5. Assegurar uma boa coordenação entre o MINED, as DPECs e os SDEJTs na implementação das actividades no âmbito do programa Gestão para as Finanças Públicas para Resultados, cujo enfoque é na melhoria da gestão escolar; 6. Concentrar as capacitações ao nível dos distritos na área de POEMA; 7. Assegurar a expansão e consolidação dos Planos Operacionais ao nível das províncias; 8. Face à incerteza sobre as futuras contribuições externas ao sector, assegurar um financiamento adequado às instituições da educação (aumento de bens e serviços para os distritos) e aos programas chave do sector (ADE, livro escolar, construção de salas de aula) através do Orçamento do Estado (prazo: Julho de 2014). 52

63 DESEMPENHO DA PARCERIA 3. Desempenho da Parceria 3.1 Contextualização A parceria entre o Ministério e os seus parceiros é guiada pelos Termos de Referencia para o diálogo entre o MINED e os seus Parceiros, assinados há pouco mais de um ano, no dia 13 de Dezembro de O diálogo é baseado nos princípios da eficácia da ajuda externa em termos de apropriação das prioridades definidas pelo MINED no Plano Estratégica da Educação (PEE), do alinhamento do apoio financeiro e técnico, usando os mecanismos nacionais, da harmonização das intervenções dos parceiros, de uma gestão orientada para resultados e de uma responsabilidade mútua em termos realização e avaliação dos compromissos feitos por ambas as partes. 3.2 Pontos fortes Participação do MEPT no GCC O ano 2013 foi o primeiro ano da implementação dos novos Termos de Referência do Diálogo entre o Ministério e os seus Parceiros. Destaque-se a participação do representante do MEPT no GCC, reforçando a integração dos parceiros da sociedade civil na parceria. Diálogo político Na sequência da descoberta da fraude 25 foi institucionalizado um diálogo ao nível político entre Sua Excelência o Ministro da Educação e os Chefes de Cooperação dos Parceiros que fazem parte da Tróica da Educação. Este diálogo tornou-se efectivo na mitigação do possível impacto negativo da fraude nos desembolsos dos parceiros em 2013: apesar de ter havido uma suspensão temporária de alguns desembolsos, todos os parceiros desembolsaram a totalidade dos valores comprometidos. 25 A fraude foi descoberta através dos mecanismos de controlo interno do MINED em Novembro de 2012 (vide ponto 2.6.2). O MINED atrasou-se a informar os parceiros sobre o assunto por várias razões (necessidade de obter mais detalhes, os processos disciplinares e de justiça instigados contra o pessoal envolvido, o período de férias) atraso que fez com que os parceiros soubessem da fraude por via dos órgãos de comunicação social. Essa situação criou inicialmente um ambiente de desconfiança que foi posteriormente sanado pelo diálogo político. 53

64 DESEMPENHO DA PARCERIA 3.3 Pontos fracos Condicionalismo dos compromissos e desembolsos Neste momento, uma parte dos desembolsos e compromissos para o financiamento ao sector, através do FASE, para a implementação do PEE , dependem do desempenho do sector em diferentes áreas. O desempenho é medido através do grau de cumprimento de diferentes compromissos, nomeadamente: - a matriz estratégica do PEE com os seus 6 indicadores de impacto, 19 indicadores de resultado com 38 metas e 101 acções prioritárias; - as condicionalidades (5) ligadas aos desembolsos para o FASE para o ano 2014; - os indicadores (29) acordados no contexto da contribuição da PGE/BM ao FASE e os compromissos feitos (48 recomendações) no contexto da avaliação de meiotermo da mesma. Apesar de nalguns casos existirem sobreposições (mesmo tipo de acção ou indicador), as implicações podem ser diferentes 26. Assim, a agenda de diálogo fica sobrecarregada e difícil de cumprir. Funcionamento deficiente dos Grupos de Trabalho Os Grupos de Trabalho (GTs) foram criados com o objectivo de aumentar a capacidade institucional através do diálogo, da partilha de informação e de experiência, de trabalho analítico, entre outros, para fazer avançar a operacionalização do PEE e acompanhar a sua implementação. Os GTs sectoriais, que no seu formato actual nasceram durante o processo de construção do PEE actual, foram criados para estimular um diálogo horizontal ao nível do MINED entre os vários intervenientes no Programa Sectorial, para assegurar consistência e alinhamento das diferentes intervenções, viradas para o mesmo objectivo principal. O funcionamento dos GTs tem melhorado ao longo dos últimos anos, e tornou-se efectivo na melhoria da comunicação, coordenação e harmonização interna apesar de ainda haver muito espaço para melhorias. Contudo, no contexto da Parceria, o diálogo ao nível da maior parte dos grupos é deficiente e pouco eficaz. O diálogo concentra-se na planificação e monitoria, e menos na resolução, em conjunto, dos grandes desafios do sector. 26 A avaliação dos indicadores da Matriz Estratégica (ME), conforme o Memorando de Entendimento (MdE) do FASE, influencia os compromissos para o ano seguinte. As condicionalidades sobre os desembolsos, particularmente na área de construção, que não constam na ME, influenciam os desembolsos no ano seguinte (contrariando o estipulado no MdE assinado em 13 de Dezembro de 2013); os compromissos feitos no contexto da avaliação de meio-termo da contribuição do BM e da PGE ao FASE influenciam a possibilidade de obter financiamento adicional do BM, e talvez também da PGE. 54

65 DESEMPENHO DA PARCERIA Incumprimento do cronograma de desembolsos Apesar dos fundos comprometidos para 2013 terem sido desembolsados na totalidade, grande parte foi desembolsada apenas durante o 2º trimestre 27. Além disso, o desembolso acordado para o 3º trimestre apenas foi desembolsado no mês de Dezembro. Quadro 30: Compromissos e desembolsos dos Parceiros, FASE, 2013 (em mil USD) Trimestres Valor dos Compromissos 28 Desembolsos Valor Em % do valor comprometido 1º Trimestre % 2º Trimestre % 3º Trimestre % 4º Trimestre % Total % 30 Esta situação criou grandes problemas de liquidez no início e no fim do ano, agravado pelo facto de, no final de 2012, devido ao não desembolso dos últimos pedidos, o valor na Conta Forex, a 1 de Janeiro de 2013, era inferior ao valor necessário para as garantias bancárias. O programa mais afectado pela falta de liquidez foi o programa de construção acelerada, cujos resultados nos próximos anos condicionam os compromissos e os desembolsos para o FASE. Falta de previsibilidade dos fundos externos Como se pode verificar no Quadro 31, existe uma grande incerteza sobre o nível de financiamento ao sector através do FASE. Em Dezembro de 2013, na altura do fecho do PdA 2014, apenas alguns parceiros bilaterais se tinham pronunciado sobre o seu compromisso / intenção de financiamento para o ano seguinte Devido aos problemas de liquidez em finais de 2012, foi acordado (GCC Alargado de 13 de Dezembro de 2012) um cronograma de desembolsos para 2013 que previa que a maior parte dos fundos comprometidos (65%) seria desembolsado no 1º trimestre de Fonte: Cronograma de desembolsos acordado no GCC Alargado de 13 de Dezembro de Existem diferentes razões para os atrasos. Devido à descoberta da fraude, alguns parceiros adiaram os seus desembolsos (Canadá e Irlanda). O desembolso adicional solicitado pelo MINED ao BM para finais de 2012 com o objectivo de evitar problemas de liquidez no início do ano 2013, atrasou-se devido a deficiências na comunicação entre o BM e o MINED sobre os procedimentos administrativos e a problemas de ordem burocrática. O desembolso da Finlândia para 2012 ficou pendente da assinatura do novo MdE do FASE e foi feito em Janeiro de 2013 mas, por razões burocráticas, apenas ficou disponível para o MINED em Abril de Todos os parceiros desembolsaram o valor comprometido na moeda original. 31 Conforme o MdE do FASE, artigo 2.8, o sector já deveria ter sido informado sobre estas intenções em Novembro de 2012, no contexto do processo de elaboração do Cenário Fiscal de Médio Prazo

66 DESEMPENHO DA PARCERIA Adicionalmente, em 2014, a contribuição da Parceria Global da Educação (PGE), gerida pelo Banco Mundial, será esgotada, bem como grande parte do IDA. O sector, neste momento, está a explorar possibilidades de fazer novos pedidos de financiamento à PGE e IDA, e não há clareza sobre a possibilidade de se fazer um novo pedido de financiamento adicional ao sector. Quadro 31: Compromissos dos Parceiros , per , em 10^ Parceiro Moeda Moeda Moeda USD USD Original Original Original USD Embaixada da Alemanha (KfW) (*) CIDA Canadá DFID (*) (*) Embaixada da Finlândia Embaixada da Irlanda Banco Mundial (IDA) Banco Mundial (FTI/PGE) Unicef Itália Total (*) Valores indicativos. A incerteza sobre o nível de financiamento externo ao sector impediu o sector de avançar, em 2014, com algumas das actividades previstas no contexto da implementação do PEE, nomeadamente aquelas com despesas elevadas para 2015 e anos seguintes. 3.4 Desempenho O diálogo entre o MINED e os seus parceiros está institucionalizado e é funcional, aberto e franco. Existe transparência em termos de partilha de informação. Contudo, o desempenho da Parceria em 2013 é considerado Misto, pelas seguintes razões: O não cumprimento do cronograma de desembolsos em 2012 e 2013 resultou na falta de liquidez no início e no fim do ano de 2013, comprometendo a implementação do PdA 2013; A falta de previsibilidade das contribuições dos parceiros no contexto do CFMP limitou a planificação para 2014 e anos seguintes; As fraquezas no diálogo entre o MINED e os Parceiros ao nível técnico têm contribuído para mal entendidos sobre os progressos e desafios do sector. 56

67 DESEMPENHO DA PARCERIA 3.5 Perspectivas para o futuro A previsão dos fundos externos para o FASE no futuro é sombria. Em 2014, grande parte das contribuições chegam ao fim. A ideia do financiamento na base de resultados parece consolidar-se na agenda internacional sobre a eficácia do apoio externo, resultando da necessidade de ter melhor progresso e resultados mais visíveis. Novas contribuições dependerão de progressos feitos na implementação de diferentes compromissos feitos pelo sector nas negociações com os diferentes parceiros. Embora o conceito seja interessante, não deixa de ter a sua complexidade e contradições que podem prejudicar a implementação dos programas actuais do sector. Nesta perspectiva, é recomendado: Um diálogo profundo sobre o conceito de financiamento por resultados, e o seu significado no contexto actual da Educação em Moçambique; Reflexão sobre a participação e contribuição dos parceiros ao nível técnico, através dos grupos do trabalho ou outros mecanismos; Compromissos indicativos e rolantes dos parceiros de três anos no contexto do CFMP (ou do financiamento ao PEE). 57

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69 DESEMPENHO GLOBAL E RECOMENDAÇÕES 4. Desempenho global e Recomendações A Matriz Estratégica é composta por 6 indicadores de impacto e 19 indicadores de resultado com 38 metas 32 ao nível dos objectivos estratégicos. Destas, 29 (79%) possui metas concretas para o ano Foram cumpridas 14 metas (48% das metas para 2013) com maior destaque na área do Ensino Primário. Outras 15 metas não foram atingidas, das quais em 8 houve progressos. Relativamente ao grau de cumprimento das metas da Matriz Estratégico, a situação melhorou em comparação com o ano 2012 (vide Quadro 33). Quadro 32: Cumprimento das metas, Matriz Estratégica, 2013 Metas Cumprimento das metas Com Programa Sectorial Não, Falta Total valores Sim Não Progr. Info 2013 Ensino Primário Ensino Secundário AEA Ensino Técnico-Profissional Ensino Superior 5 0 Desenvolvimento Admin. e Institucional Total Como se pode verificar no Anexo 2, foi dada atenção ao seguimento das recomendações da RAR A implementação da maior parte das acções prioritárias está em curso, bem como os compromissos assumidos pelo sector no contexto da avaliação de meiotermo relativamente ao apoio do BM e da PGE ao sector (veja Anexo 1, tabela 3). Nesta base, pode-se concluir que o desempenho do sector em 2013 foi satisfatório. Contudo, houve atrasos no cumprimento das condicionalidades para os desembolsos dos parceiros ao FASE em 2014 na área de construção. Os atrasos, em termos de aprovação dos instrumentos reguladores e orientadores (pacote legislativo da ETP, a aprovação da revisão das propinas no ESG e para o PESD, a finalização do plano de leitura e escrita, a aprovação e implementação da estratégia de expansão do Ensino Bilingue, as revisões curriculares no ESG e dos módulos do PESD), podem afectar negativamente o desempenho do sector a médio-prazo. Ainda, apesar das melhorias observadas nos indicadores de retenção do Ensino Primário, o seu impacto nos indicadores tais como a taxa bruta de conclusão da 7ª classe 32 Alguns indicadores são desagregados por sexo ou por nível de ensino ou classe. 59

70 DESEMPENHO GLOBAL E RECOMENDAÇÕES e a taxa bruta de escolarização do Ensino Secundário, será lento e, provavelmente, apenas se fará sentir após Quadro 33: Grau de realização das metas da Matriz Estratégica para 2013, comparativamente a 2012 Metas Total % Total % Cumpridas 10 44% 14 48% Não atingidas com progresso 1 4% 8 28% Não atingidas 11 48% 7 24% Sem Informação 1 4% 0 0% Total % % O grande desafio nos próximos tempos é de continuarmos focalizados nas prioridades do PEE e consolidar as acções prioritárias em curso. Nesta perspectiva, recomenda-se para 2014/2015: 1. O cumprimento das novas datas, acordadas no contexto da revisão de meio-termo da contribuição do BM/PGE ao FASE para a conclusão dos estudos acordados com os parceiros na área de construção (auditoria das obras paralisadas, avaliação da nova metodologia de construção acelerada e a avaliação técnica e financeira na área de construções); 2. O cumprimento das outras acções acordadas no contexto da revisão de meio-termo da contribuição do BM/GPE ao FASE (Veja Tabela 3, Anexo 1). Maputo, 25 de Março de 2014.= 60

71 PARTE III: Anexos 61

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73 Conceito do sistema de avaliação de competências básicas elaborado e aprovado, instrumentos pré-testados Banco de itens elaborado. Teste dos instrumentos e itens Recolha de dados, área de competência: leitura Recolha de dados, área de competência: leitura RELATÓRIO DE DESEMPENHO 2013 ANEXO 1: MATRIZ ESTRATÉGICA, 2013 Anexo 1: Matriz Estratégica, 2013 Ensino (Pré-) Primário Programa Objectivo Geral Indicador de Impacto Objectivos Estratégicos Enfoque especial: Primeira infância Assegurar que todas as crianças ingressem no ensino na idade certa (6 ou 7 anos) e completem a sétima classe Melhorar o desempenho escolar dos alunos, sobretudo no que tange às competências de leitura, escrita, cálculo numérico e habilidades para a vida Ensino Primário Assegurar que todas as crianças tenham oportunidade de concluir uma educação básica de 7 classes com qualidade 1. Taxa Bruta de Conclusão Ensino Primário Base (2011) Meta (2016) Total (HM) 49% (2010) 54% (2015) Raparigas (M) 45% (2010) 51% (2015) Indicador de Resultado Base d Número de crianças matriculadas no Ensino Pré-escolar 1.a Taxa líquida de escolarização aos 6 anos na 1ª classe 1.b Percentagem de alunos da 3ª classe que atinge as competências básicas de leitura e cálculo do 1º ciclo do Ensino Primário Valor Observado Meta 2013 HM 0 M 0 Avaliação HM 70% 71,8% 77,4% 74% Atingida M 69% 70,5% 75,8% 73% Atingida Atingida Melhorar a eficiência e eficácia do uso dos recursos disponibilizados ao Ensino Primário 1.c Rácio alunos por professor (EP1) Não atingida 63

74 Não harmonizados Aprovado currículo que inclui informação sobre o perfil do alfabetizador e sobre as competências essenciais a desenvolver Padrões desenvolvidos RELATÓRIO DE DESEMPENHO 2013 ANEXO 1: MATRIZ ESTRATÉGICA, 2013 Alfabetização e Educação de Adultos Programa Objectivo Geral Indicador de Impacto Alfabetização e Educação de Adultos Reduzir o analfabetismo, dando particular atenção às mulheres 2. Taxa de analfabetismo Base (2011) Meta (2016) Total (HM) 48% (2008) 30% Mulheres (M) 63% (2008) 45% Objectivos Estratégicos Indicador de Resultado Base 2011 Valor Observado Meta 2013 Avaliação Garantir o acesso e 2.a Número de jovens e adultos retenção dos Alfabetizandos nos programas de Alfabetiza- nos diferentes que participam ção e Educação de programas de Adultos alfabetização Melhorar a qualidade e relevância dos programas de Alfabetização e Educação de Adultos e Educação Não Formal 2.b Número de programas de alfabetização na base de padrões estabelecidos HM 474 mil (a) 447 mil (a) Milhão M 315 mil (a) 293 mil (a) % Não atingida, com progresso Não atingida, com progresso Atingida Reforçar a capacidade institucional e organizativa 2.c Percentagem de consolidação dos dados de Educação Não Formal em relação com os diferentes programas 0% 30% 50% Não atingida a) A informação fornecida apenas trata o programa de alfabetização e educação de adultos regular, no caso da linha de base 2011 e os valores observados em 2012 enquanto o indicador e meta cobrem tudo. Infelizmente o sistema de informação sobre os outros programas ainda não está institucionalizado. 64

75 12ª Classe 10ª Classe 11ª Classe 8ª Classe RELATÓRIO DE DESEMPENHO 2013 ANEXO 1: MATRIZ ESTRATÉGICA, 2013 Ensino Secundário Geral Programa Objectivo Geral Indicador de Impacto Ensino Secundário Geral Expandir, de forma controlada, equitativa e sustentável, ensino secundário geral, garantindo a sua qualidade e relevância 3. Taxa Bruta de Escolarização no ESG1 Base (2011) Meta (2016) Total (HM) 46% 50% Raparigas (M) 43% 47% Objectivos Estratégicos Indicador de Resultado Base 2011 Valor Observado Meta 2013 Avaliação Expandir o acesso de forma controlada, assegurando o acesso equitativo dando atenção especial às raparigas e jovens com necessidades educativas especiais Melhorar a qualidade e relevância do ensino secundário geral através do desenvolvimento e implementação de um currículo profissionalizante Melhorar a gestão escolar 3.a Taxa Bruta de Admissão 3.b Taxa de aproveitamento (ano n-1) HM 45,9% 42,1% 41,7% 44% Não atingida M 43,0% 39,7%% 39,8% n.a HM 19,9% 19,2% 19,6% 21% Não atingida M 18,0% 17,7% 18,4% n.a HM 51,0% 46,9% 47,6% 49% Não atingida M 48,7% 44,0% 44,3% 46% Não atingida HM 48,4% 50,9% 58,7% 53% Atingida M 46,4% 48,6% 56,6% 51% Atingida 3.c Nº de directores formados Atingida 65

76 RELATÓRIO DE DESEMPENHO 2013 ANEXO 1: MATRIZ ESTRATÉGICA, 2013 Ensino Técnico-Profissional Programa Objectivo Geral Indicador de Impacto Ensino Técnico-Profissional Melhorar o acesso, a relevância e a qualidade do ETP para o desenvolvimento do País 4. % de graduados absorvidos no mercado de trabalho de acordo com a sua formação Base (2011) Meta (2016) Graduados do novo sistema de qualificação 27% 60% Graduados de sistema antigo Objectivos Estratégicos Indicador de Resultado Base 2011 Valor Observado Meta 2013 Avaliação Aumentar o acesso e a retenção no ETP, prestando particular atenção às disparidades geográficas e de género Garantir que os graduados do ETP tenham uma formação de qualidade e relevante para o mercado de trabalho formal e informal Melhorar a gestão e coordenação do sistema, envolvendo o sector produtivo, de forma particular 4.a Número de jovens e adultos no sistema 4.b Taxa de aproveitament o por cada nível e sistema de ensino Escolas profissionais Escolas Básicas Institutos Médios Cursos não formais de curta duração Escolas profissionais Escolas Básicas Instituições de nível médio Atingida Atingida, Atingida (previsão 2011) Atingida 75,7% 75% 68,8% 79% Não atingida 63,3% 53%a) 53,0% 67% Não atingida 73,2% 72%a) 76,3% 77% Não atingida, com progresso 4.c Número de escolas que implementam instrumentos de gestão de qualidade Atingida a) Não inclui o ramo agrário cujo calendário escolar inicia em Agosto 33 O objectivo do PEE é a eliminação das Escolas Básicas. Um número de alunos abaixo da meta significa que a meta foi realizada e ultrapassada. 66

77 RELATÓRIO DE DESEMPENHO 2013 ANEXO 1: MATRIZ ESTRATÉGICA, 2013 Ensino Superior Programa Objectivo Geral Indicador de Impacto Ensino Superior Promover a participação e o acesso a um ensino superior que responde às necessidades para o desenvolvimento socioeconómico do país, garantindo a sua eficácia, equilíbrio e sustentabilidade 5. Nº de estudantes no ensino superior por Base (2011) Meta (2016) habitantes Total 3 5 Objectivos Estratégicos Indicador de Resultado Base 2011 Valor Observado Meta 2013 Avaliação Consolidar o subsistema existente na perspectiva de melhorar a sua eficiência interna Melhorar a qualidade do processo de ensino-aprendizagem Reforçar a capacidade de governação, financiamento, administração e monitoria do subsistema a todos os níveis 5.a Proporção de graduados sobre inscritos HM M 5.b Nº de docentes da IES por gau académico Grau de Mestre Grau de doutorado 5.c % de IES conformada com as disposições do Decreto 48/ % (2010) 9% (2011) Sem info 21% Sem info 8.5% Sem info n.a Sem info 9% 67

78 Padrões estabelecidos (EP) Implementados os padrões e indicadores em 260 escolas primárias Linha de base estabelecida (260 escolas) Docentes RELATÓRIO DE DESEMPENHO 2013 ANEXO 1: MATRIZ ESTRATÉGICA, 2013 Desenvolvimento Administrativo e Institucional Programa Objectivo Geral Indicador de Impacto Desenvolvimento Administrativo e Institucional Fortalecer a gestão e governação da administração o sistema educativo aos vários níveis, particularmente nos distritos, com vista a melhorar a qualidade de prestação dos serviços, em todo o país 6. Índice de satisfação da população com a qualidade dos serviços educativos Base (2011) Meta (2016) Por estabelecer Satisfatório (2012) Objectivos Estratégicos Estimular o desenvolvimento e a gestão dos recursos humanos Assegurar a observância de padrões e indicadores de qualidade da educação Indicador de Resultado Base a Número de pessoal contratado Nãodocentes 6.b Número de escolas monitoradas que atingem os padrões mínimos Valor Observado Meta 2013 HM M n.a 32% 35% 40% n.a Avaliação Não atingida, com progresso Não atingida, com progresso Não atingida, com progresso Atingida Harmonizar e reforçar os processos e instrumentos de POMA do sistema 6.c Execução orçamental (funcionamento e investimento) i. Total 90 91% 93% ano anterior Atingida ii. Fase 69% 80% 90% 74% Atingida MINED, 20 de Março de 2014.= 68

79 Misto Satisfatório Satisfatório Satisfatório 15ª RAR. MARÇO DE Anexo 2: Seguimento das Recomendações e acções acordadas entre o MINED e os Parceiros Tabela 1: Recomendações acordadas no contexto de Relatório Conjunto de Desempenho do Sector em 2012 Recomendação da RAR 2013 Ponto de situação Avaliação e Passos seguintes 1. Fortalecer a capacidade do sector na implementação do seu plano estratégico 2. Reforçar a gestão e o controlo interno ao nível do sistema a partir da escola e do distrito incluindo a criação da inspecção distrital 3. Assegurar a realização da avaliação de competências básicas nacionalmente representativa em Elaborar uma estratégia sustentável para a expansão do ensino bilíngue na base da avaliação em curso Referência no relatório de desempenho Actualização do PO (central) Continuação das actividades arroladas Elaboração de 3 POs provinciais com enfoque na capacitação do pessoal DAI ponto Capacitação na área de POEMA (distrital) ao nível dos Distritos DAI ponto Aumento da despesa (11,8%) DAI ponto Aumento da taxa de execução FASE (80% para 90%) DAI ponto Maior parte das acções prioritárias em curso Relatórios dos Grupos Capacitação de candidatos a Inspectores ao nível dos distritos Continuação das actividades arroladas DAI ponto Visitas de supervisão trimestral (DAF controlo interno) às no contexto do reforço do controlo DAI ponto DPECs interno e, especificamente na Preparação do Programa Gestão das Finanças Públicas para implementação do programa Gestão DAI ponto Resultados das Finanças Públicas para Resultados Seguimento das recomendações das auditorias relativamente à DAI ponto fraude Recolha de dados concluída em Agosto de 2013 Relatório preliminar até finais de Abril; Indicador do QAD/ME 1.b relatório final até finais de Outubro (linha de base) (2014) Foram elaboradas as linhas gerais da proposta da Estratégia de expansão do Ensino Bilingue Decorre o processo de socialização e de debate técnico, aos diversos níveis, em torno da proposta de expansão do Ensino Bilingue Apresentar o ponto de situação e as linhas gerais da Estratégia de Expansão do Ensino Bilingue na RAR Incorporar as contribuições em prol da expansão e finalizar a primeira versão oficial da Estratégia Implementar a estratégia de expansão a partir de 2015 EP Acção Prioritária 10 RdD ponto 2.13 ANEXO 1: SEGUIMENTO DAS RECOMENDAÇÃO DA RAR 2012

80 70 15ª RAR. MARÇO DE 2014 Satisfatório Misto Misto Satisfatório Misto Recomendação da RAR 2013 Ponto de situação Avaliação e Passos seguintes 5. Investigar as razões da diminuição do número de alunos a frequentar o EP2 e assegurar uma atenção especial no contexto do plano de Criar oportunidades educativas diversificadas para os jovens fora da escola 7. Dar mais enfoque ao envolvimento e coordenação com o sector privado na provisão e financiamento do ensino pósprimário, particularmente do ETP 8. Acelerar a revisão/conclusão e implementação das reformas curriculares nos diferentes níveis de ensino com vista a melhorar a qualidade e relevância do ensino, assegurando a sustentabilidade da sua implementação 9. Contratação de pessoal não-docente para as áreas de gestão financeira, gestão de recursos humanos e de aquisições, particularmente para o nível distrital MINED, 15 de Março de 2014.= Alguns estudos (DFID, UNICEF, BM) identificam a pobreza aliada aos custos de oportunidade como as principais causas para a desistência no EP2 Outras razões, entre outras, falta / distância de escolas que leccionam o EP2 Em 2013 a rede do EP2 cresceu em 13% e cresceu ligeiramente a proporção de meninas O ensino técnico profissional cresceu, de 2012 para 2013, na ordem dos 25%, adsorvendo, desta forma, cada vez mais jovens O ensino à Distancia registou progressos em termos de expansão de Centros de Ensino à Distancia e de jovens frequentando esta modalidade de ensino, embora não se tenham atingido as metas propostas para 2013 Ultrapassou-se a meta de cursos de curta duração Foi iniciada a implementação do novo Regulamento dos Institutos Médios que promove o envolvimento do sector privado na gestão das instituições de ensino técnico. Porém, a Lei da criação do Fundo Nacional da Educação Profissional, que contaria com a comparticipação do sector produtivo, ainda não foi aprovada Em 2013 foi consolidado e expandido o novo modelo de formação de professores para 6 IFPs Mais Escolas Técnicas implementam os currículos baseados em competências Revisão pontual dos programas de 2º ciclo (EP) Orçamentada para o ano funcionários não docente para os SDEJTs (área de POEMA) e as escolas Área de atenção contínua Consolidar as reformas o ETP, visando diversificar as oportunidades para jovens fora da escola Aprovação da Lei da criação do Fundo Nacional da Educação Profissional Referência no relatório de desempenho RdD ponto 1.2 e ponto 1.3 RdD ponto e ME 5.a RdD ponto RdD ponto e ETP Assegurar a sua contratação em 2014 DAI ponto ANEXO 1: SEGUIMENTO DAS RECOMENDAÇÕES DA RAR 2012

81 ANEXO 1: CONDICIONALIDADES LIGADAS AOS DESEMBOLSOS 15ª RAR. MARÇO DE Tabela 2: Condicionalidades ligadas aos desembolsos para o FASE em 2013 Compromisso Ponto de situação Avaliação Passos seguintes Referência no relatório de desempenho 1. Condução de Avaliação de Larga Escala, Veja recomendação RAR 3 (tabela 1) leitura, 3ª classe 2. Progressos na construção de salas de aula Concluídas (até 31 de Janeiro) 706 salas de aula (698 em 2012) Avanços, apesar de não se ter atingido a meta e Continuação da conclusão das obras em curso particularmente tendo em conta os problemas de liquidez ocorridos em Condução de auditoria das Obras Paralisadas Contrato assinado Atrasos Conclusão até Agosto 2014 Rec 1, Tabela 3 (Anexo 2) 4. Condução da avaliação da Nova Metodologia Fase de contratação Atrasos Conclusão até Agosto 2014 Rec 3, Tabela 3 (Anexo 2) 5. Finalização dos TdRs para a Avaliação Técnica e Financeira do Programa de Construção Acelerada TdRs elaborados, ainda por aprovar Em curso Lançamento do concurso e condução da avaliação (2014) MINED, 15 de Março de 2014.=

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83 ANEXO 1: MATRIZ DE ACÇÕES / RECOMENDAÇÕES ACORDADAS 15ª RAR. MARÇO DE Tabela 3: Matriz de Acções / Recomendações acordadas no contexto da revisão de meio-termo da contribuição do Banco Mundial para o FASE Nº Acções / Recomendações acordadas Prazo Responsável Ponto de situação (28 de Fevereiro) Vamos atingir? Justificação (porque sim ou não) Componente 1 (Acesso) 1 Concluir a auditoria das obras de construção civil paralisadas (ou seja, as iniciados antes de 2010 e deixadas inacabadas até agora) 2 Construir o número de salas de aula actualmente previsto para ser concluído em 2013 (918 salas de aula) Ago-14 CEE Os contractos foram assinados e os auditores estão em fase de mobilização, devendo a auditoria decorrer de Março a Julho de 2014 Fev-14 CEE 706 salas de aula foram concluídos até 31 de Janeiro de 2014 Por cumprir Não cumprido para 2014 (987 salas de aula) Fev-15 CEE Em curso Por cumprir 3 Concluir a avaliação da nova metodologia e tirar conclusões para qualquer outro uso desta metodologia a partir de 2015 Ago-14 CEE O Relatório de Avaliação das propostas técnicas para a avaliação foi já concluído, estando em fase de aprovação. A avaliação irá decorrer entre Março e Agosto de 2014 Por cumprir com atrasos Entrega do relatório previsto para dentro do prazo estabelecido A falta de liquidez no fim do ano 2012, e início e fim do ano 2013 contribuiu para a paralisação das obras por grande parte dos empreiteiros Espera-se ultrapassar a meta (devido aos atrasos em 2013) Está prevista a entregue do relatório ao MINED em Agosto. A sua análise, aprovação e interpretação, em termos de implicações para o futuro, poderá prolongar-se até ao final do ano

84 ANEXO 1: MATRIZ DE ACÇÕES / RECOMENDAÇÕES ACORDADAS 74 15ª RAR. MARÇO DE 2014 Nº Acções / Recomendações acordadas Prazo 4 Reforçar a capacidade de gestão de construção e supervisão no pessoal do MINED trabalhando a nível central e provincial, organizando formações técnicas e administrativas para os funcionários que estão directamente envolvidos na gestão e supervisão de obras de construção 5 Melhorar a comunicação entre os diferentes intervenientes na área de construção ao nível central e provincial, para permitir um processamento mais rápido dos processos importantes de aquisição e administrativos 6 Reforçar as ligações existentes com outros ministérios relevantes, tais como de Obras Públicas e do Meio Ambiente, entre outros Responsável Ponto de situação (28 de Fevereiro) Contínuo CEE Foram contratados coordenadores para Maputo e Zambézia e técnicos superiores para Nampula e Zambézia. O concurso para Coordenador de Cabo Delgado e para o Técnico Superior de Nampula estão em negociação após a desistência dos 1 os classificados. Os concursos para coordenadores de Gaza e Inhambane estão em assinatura dos contractos Está a decorrer uma consultoria (KfW) com o objectivo de reforçar a capacidade institucional da CEE (ao nível central e provincial) Está em preparação a 1ª capacitação do pessoal das Províncias Contínuo CEE Melhorou a planificação plurianual que facilita a comunicação entre DAF, DIPLAC e CEE, ligada aos assuntos administrativos Vamos atingir? Por cumprir Por cumprir Contínuo CEE Em curso Por cumprir Justificação (porque sim ou não) Trata-se de um processo contínuo e priorizado nos planos do sector Os fundos para a construção já foram inscritos no OE 2014 Componente 2 (Qualidade) Subcomponente 2.1 (formação de professores) 7 Preencher o relatório de verificação externa para a testagem do novo currículo de formação inicial para professores nos 6 IFPs participantes 8 Estabelecer um plano de acção para os ajustes necessários e um potencial lançamento de 2015 em diante (como parte do processo de actualização de plano operacional do sector) Fev-14 DGGQ Compilado num único relatório os relatórios parciais de avaliação externa dos IFPs da Matola, Alto Molócuè, Chitima, Marrere, Homoíne e Alberto Chipande Jul-14 DNFP O novo currículo está em testagem em 6 IFPs e com os resultados da monitoria e avaliação interna e externa vai ser ajustado e aprovado para a sua expansão em 2015 Cumprido Por cumprir Relatórios em processo de envio aos IFPs Em curso

85 ANEXO 1: MATRIZ DE ACÇÕES / RECOMENDAÇÕES ACORDADAS 15ª RAR. MARÇO DE Nº Acções / Recomendações acordadas Prazo Responsável Ponto de situação (28 de Fevereiro) Vamos atingir? Justificação (porque sim ou não) 9 Certificar-se de que o novo currículo de formação para directores de escolas que o MINED espera lançar em três IFPs em 2014 não se destine apenas a directores de escolas secundárias (como está previsto), mas também aos directores de escolas primárias, para os quais as necessidades de capacidade também são grandes e urgentes 10 Finalizar os detalhes específicos relevantes para a execução do exercício prático (estágio) na escola previsto como parte da nova formação inicial de professores (que será aplicada a cerca de 280 formandos em 2014), incluindo as condições de trabalho específicas dos formandos e do subsídio mensal que eles possam receber 11 Realizar uma verificação externa do novo currículo para directores de escolas nos três IFPs participantes 12 Estabelecer um plano de acção para os ajustes necessários e um potencial lançamento em 2015 e em diante 13 Certificar-se de que estas reformas na formação de professores e a capacitação de directores de escolas, que exigirão esforços adicionais dos IFPs, não levam à redução do número total de novos professores numa base anual 14 Envolver-se em diálogo com o Ministério das Finanças sobre a possibilidade de transformar os IFPs em UGBs até 2015 para facilitar a monitoria da orçamentação e execução Dez-13 DNFP O novo programa de Formação de Gestores Escolares, concebido e testado em 2013, está a ser aplicado em todo o país a partir de 2014 em 3 IFPs (Munhuana, Quelimane e Marrere) e destina-se a todos os gestores de escolas (técnicos pedagógicos incluídos) de todos os níveis do SNE Dez-13 DNFP Tudo foi feito para garantir o estágio pré-profissional dos formandos que este ano estão no 3º ano do currículo em testagem: foram afectos em escolas primárias completas e foi aprovado um subsídio de estágio de 3 mil meticais mensais Cumprido Cumprido Ago-14 DGGQ Termos de Referência em processo de elaboração Por cumprir Out-14 DNFP Trabalho em curso. Espera-se que até ao final de Outubro próximo o novo currículo de formação de professores esteja ajustado e submetido para aprovação Contínuo DNFP Todas as cautelas estão a ser tomadas de modo a garantir que não sejam comprometidos os números do professores necessários a graduar em cada ano. Prevê-se a construção de mais um IFP na província de Jul-14 DAF, DNFP Nampula que entrará em funcionamento em 2016 No dia 20 de Fevereiro houve um encontro com a DNO onde a intenção foi colocada, tendo o MINED sido instruído a constituir legalmente os IFPs como instituição subordinada ou tutelada de acordo com o âmbito (central ou provincial) com autonomia administrativa e financeira e os estatutos e o respectivo quadro de pessoal, publicados em BR Por cumprir Por cumprir Por cumprir Subsídio orçamentado e inscrito no orçamento das DPECs Actividade com orçamento garantido nos fundos do FASE Processo passa para o Departamento Jurídico do MINED para efeitos de legalização das respectivas instituições

86 ANEXO 1: MATRIZ DE ACÇÕES / RECOMENDAÇÕES ACORDADAS 76 15ª RAR. MARÇO DE 2014 Nº Acções / Recomendações acordadas Prazo 15 Realizar um estudo de caso sobre o financiamento dos estabelecimentos de ensino (priorizando os IFPs) com o objectivo principal de estabelecer uma base para a alocação de recursos aos IFPs e outras instituições de ensino e, assim, influenciar a dotação orçamental aos IFPs em 2015 (até Julho de 2014) 16 Consolidar os planos de formação de professores em serviço, a nível provincial 17 Preparar um relatório de fim de ano em relação à sua implementação como parte do relatório de desempenho anual do sector para Testar opções bancárias por telefone celular, através de apoio técnico e financeiro adicional do Banco Mundial nesta área, para facilitar a transferência dos salários dos professores 19 Integrar acções específicas nos PdAs anuais para enfrentar os desafios na área de gestão escolar que são documentados através de (a) Levantamento Programado de Indicadores de Prestação de Serviços (SDI) a ser implementado pelo Banco em Março de 2014 numa amostra representativa de escolas e (b) outras pesquisas e missões de supervisão relevantes 20 Recrutar através do FASE, ou de outras fontes, AT para ajudar a melhorar ainda mais a formação e o tempo no trabalho de professores e directores de escolas Responsável Ponto de situação (28 de Fevereiro) Vamos atingir? Jul-14 DIPLAC Em elaboração os TdRs Por cumprir com atrasos Contínuo DNFP A formação de professores em exercício está sendo sistematizada. Todos os IFPs elaboraram programas de formação em conjunto com os SDEJTs e as ZIPs Mar-15 DNFP Desde 2012 a DNFP faz balanços anuais da actividade para o aperfeiçoamento e adequação às exigências Cumprido Por cumprir actuais da aprendizagem Jul-14 BM Actividade em curso Por cumprir Contínuo Todos Por cumprir Mai-14 DNFP Ainda não se avançou devido à falta de previsibilidade dos fundos do FASE para além de 2014 e ao alto nível de compromisso existente na verba de Assistência Técnica Por cumprir com atrasos Justificação (porque sim ou não) Esta actividade depende de financiamento externo ainda em negociação Trata se de um processo contínuo e prioritário. Os desafios estão abordados no PEE e acções para os enfrentar estão / serão orçamentadas nos PdAs A melhor opção será através de financiamento por um parceiro que esteja a apoiar o MINED nesta área

87 ANEXO 1: MATRIZ DE ACÇÕES / RECOMENDAÇÕES ACORDADAS 15ª RAR. MARÇO DE Nº Acções / Recomendações acordadas Prazo Responsável Ponto de situação (28 de Fevereiro) Vamos atingir? Justificação (porque sim ou não) Subcomponente 2.2 (livro escolar) 21 Implementar o novo plano operacional para o livro escolar conforme o cronograma acordado, incluindo (i) concurso de impressão de livros próprios do MINED recém-desenvolvidos para 1ª e 2ª classes 22 (ii) Lançamento de licitações internacionais de livro escolar para 3ª e 5ª classes 23 (iii) Lançamento de licitações internacionais para o livro escolar para a 6ª e 7ª classes 24 Analisar as opções para a distribuição do livro escolar nas regiões norte e centro do país, com base nos documentos já produzidos pelo MINED nesta área Mar-15 DAF Já foi lançado o processo de aquisições para os livros para 2015 (1ª e 2ª classe) Foi concluída a revisão pontual dos programas de ensino do 1º ciclo do Ensino Primário, aguardando aprovação interna para posterior consulta Mar-14 DAF O lançamento deste processo foi adiado por um ano, entre outros, por falta de previsibilidade dos fundos do FASE para o ano O orçamento de 2015 não suporta a aquisição em 100% dos livros para o 2º ciclo Por cumprir Por cumprir com atrasos do Ensino Primário Mar-15 DAF Por cumprir com atrasos Mai-14 DAF Foi preparado um documento de opções que neste momento está em discussão ao nível da direcção do MINED Por cumprir Ver relatório do Sr. Guzman, de Março de A implementação do plano foi adiada por um ano A implementação do plano foi adiada por um ano

88 ANEXO 1: MATRIZ DE ACÇÕES / RECOMENDAÇÕES ACORDADAS 78 15ª RAR. MARÇO DE 2014 Nº Acções / Recomendações acordadas Prazo 25 Melhorar a comunicação entre o MINED e as autoridades educativas a nível provincial para garantir que os livros sejam distribuídos a tempo a partir do nível de distrito para todas as escolas dos distritos onde os desafios de distribuição persistem Responsável Ponto de situação (28 de Fevereiro) Contínuo DAF Foram activadas em todas as DPECs o sector da Caixa Escolar e indicado um técnico que responde por esta unidade (ponto focal do Departamento de Gestão do Livro e Materiais Didácticos - DGLEMD) Este sector remete informação sobre o processo de alocação do livro escolar na província (dados incluindo os distritos e escolas), a referida informação é remetida ao DGLEMD com o conhecimento do Gabinete do Ministro e do Governador da referida província Nos SDEJTs igualmente um técnico é indicado para responder pelo livro escolar (sua distribuição e gestão) Em cada Escola é uma tarefa do Director Pedagógico ou de um professor indicado para gerir o livro escolar Relativamente ao sector de Aquisições e Logística do MINED, maior colaboração e coordenação com o DGLEMD nas actividade para que haja coesão das mesmas. Vamos atingir? Por cumprir Justificação (porque sim ou não) Foram criadas as condições para o efeito Sub- componente 2.3 (currículo) 26 Certificar-se de que as revisões-chave introduzidas no currículo do ensino primário são apresentadas e discutidas com os parceiros educativos e outras partes interessadas, antes da sua finalização 27 Avaliar a implementação do currículo do ensino secundário e propor ajustes relevantes, conforme necessário para ESG1 28 Avaliar a implementação do currículo do ensino secundário e propor ajustes relevantes, conforme necessário para ESG1 Jul-14 Dez-14 Jul-15 INDE INDE INDE

89 ANEXO 1: MATRIZ DE ACÇÕES / RECOMENDAÇÕES ACORDADAS 15ª RAR. MARÇO DE Nº Acções / Recomendações acordadas Prazo Responsável Ponto de situação (28 de Fevereiro) Vamos atingir? Justificação (porque sim ou não) Subcomponente 2.4 (ADE) 29 Certificar-se que as principais recomendações incluídas nas avaliações anuais do ADE e nos relatórios das visitas conjuntas de supervisão sejam implementadas para continuar a reforçar a eficiência do programa ADE 30 Propor um cronograma para incorporar progressivamente as despesas do ADE no orçamento do Estado desde que o espaço fiscal o permita Contínuo DAF Como forma de garantir maior divulgação do programa, a informação é canalizada quer às DPECs quer aos órgãos do governo através dos governadores. De forma particular foi criada ao nível dos distritos, a figura de ponto focal do programa que dentre outras atribuições, assegura a divulgação e acompanhamento do programa ao nível local; Para superar o atraso na disponibilização de fundos às escolas por parte dos distritos e/ou demora na justificação de fundos por parte das escolas, o órgão central vem articulando com as DPECs no sentido destas assegurar a celeridade no assunto; Para assegurar o maior envolvimento dos intervenientes do processo educativo, bem como a transparência no programa encoraja-se a plena funcionalidade do Conselho de Escola na definição de prioridades para a utilização do fundo do programa e actuação activa das comissões de compra e de recepção criadas no programa; Relativamente à fiscalização da conformidade dos procedimentos do programa, é disponibilizado em cada fase um valor quer para a ZIP quer para os SDEJTs para acções de supervisão e monitoria do programa. Acção similar está sendo realizada ao nível das DPECs e ao nível central Jul-15 DIPLAC O ADE para o Ensino Primário em 2014 foi inscrito no Orçamento do Estado (Fonte de financiamento FASE). Para 2015 está-se a propor o seu financiamento, pelo menos parcialmente, através da Fonte Interna devido à redução dos fundos do FASE Por cumprir

90 ANEXO 1: MATRIZ DE ACÇÕES / RECOMENDAÇÕES ACORDADAS 80 15ª RAR. MARÇO DE 2014 Nº Acções / Recomendações acordadas Prazo Subcomponente 2.5 (Alfabetização de adultos) 31 Certificar-se que as acções prioritárias incluídas no PEE para a alfabetização de adultos são implementadas como planificadas e monitoradas anualmente através do processo de revisão conjunta 32 Envolver-se em discussões com o Departamento da Direcção de Educação Pré-escolar para (a) discutir conjuntamente os pagamentos feitos aos alfabetizadores e educadores pré-escolares, respectivamente, para reduzir as taxas de transferência e garantir a sustentabilidade, e (b) explorar sinergias para promover maior acesso por parte das famílias vulneráveis a todos os tipos de serviços relevantes (ou seja, aulas de alfabetização para pais; pré-escolas comunitárias para crianças, e sessões de informação dos pais para os cuidadores, e propor actividades nesse sentido Contínuo Dez-14 Responsável Ponto de situação (28 de Fevereiro) DINAEA Em 2013, foram realizados encontros de Mobilização e Sensibilização ao nível central e local (Vide Rel. RAR 2014) Implementados diferentes programas de alfabetização a saber: Alfa-regular, alfa-rádio, ALFALIT, FELITAMO e PROFASA com participação de diferentes parceiros e estudantes. Elaborados Padrões de Qualidade para os Institutos de Formação de Educadores de Adultos em coordenação com a DGGQ. Em implementação o programa de Alfabetização aprovado e em alinhamentos os programas e outras iniciativas ao perfil e competências definidas no currículo aprovado Desenvolvido um Estudo dos Mecanismos de Comunicação vigentes na Alfabetização e em elaboração directrizes para um plano de operacionalização de acções de comunicação aos diferentes níveis DINAEA Já houve concertação com a DINEP com vista ao pagamento uniforme de subsídios de Alfabetizadores e Educadores do Pré-Escolar Em relação à Educação de pais, prevê-se a promoção e implementação de um programa de Educação Parental. Aqui espera-se o desenvolvimento de programas e conteúdos que permitam a educação de pais de filhos frequentando centros de pré-escolar Vamos atingir? Por cumprir Por cumprir Justificação (porque sim ou não) As acções prioritárias estão sendo seguidas, e são a base da planificação (PES e PdA) e sua execução anual tem sido objecto de monitoria nas sessões do GT- AEA e da RAR Acreditamos que 70% das acções prioritárias serão cumpridas, mercê dos esforços que se estão realizando A DINAEA tem se aproximada a DINEP e participado no debate do processo de pagamento de subsídio aos alfabetizadores e educadores de pré-escolar Tem concertado com a DINEP a possibilidade de implementação do programa de educação parental, como forma de garantir sustentabilidade da educação das crianças, sobretudo em idade do pré-escolar e primária

91 ANEXO 1: MATRIZ DE ACÇÕES / RECOMENDAÇÕES ACORDADAS 15ª RAR. MARÇO DE Nº Acções / Recomendações acordadas Prazo Responsável Ponto de situação (28 de Fevereiro) Vamos atingir? Justificação (porque sim ou não) Componente 3 (HIV/SIDA) 33 Produzir orientações claras para a descentralização das actividades de "kit básico" 34 Explorar as opções para revitalizar o programa "Geração Biz" 35 Recolher dados sobre a prevalência de comportamentos de risco entre os alunos (por exemplo, como reflectido na prevalência da gravidez precoce) Dez-14 DIPE Foram dadas orientações às DPECs para aquisição de materiais de reforço na implementação do Programa Pacote Básico, através dos fundos descentralizados do FASE Está em preparação a elaboração de um documento de orientação para aquisição dos kits do Programa Pacote Básico ao nível das províncias, priorizando as necessidades locais Dez-14 DIPE Foram descentralizados fundos do FASE para a implementação das actividades do Programa Geração Biz ao nível das províncias Foi produzido um documento estratégico, que reforça o papel dos Governos provinciais como provedores de recursos financeiros, materiais e humanos na implementação do Programa Geração Biz Mar-15 DIPE Não realizada nenhuma tarefa para esta recomendação e nem foi planificada. Por cumprir Por cumprir Não vamos cumprir Existência de instruções de aquisição de kits do Programa Pacote Básico a nível central, as quais deverão ser adaptadas para aplicação nas províncias A recolha deste tipo de dados era feita por estudos CAP (Conhecimento, Atitudes e Práticas), através do Programa Geração Biz, por amostragem. O último foi realizado em De salientar que estes estudos acarretam custos elevados

92 ANEXO 1: MATRIZ DE ACÇÕES / RECOMENDAÇÕES ACORDADAS 82 15ª RAR. MARÇO DE 2014 Nº Acções / Recomendações acordadas Prazo Componente 4 (Reforço dos Sistemas) 36 Certificar-se que os novos dados sobre os resultados de aprendizagem obtidos através das visitas gerais de supervisão e as várias avaliações de aprendizagem (i.e., provinha, avaliação nacional, SACMEQ), que tiveram lugar em 2013, resultem em acções concretas que se reflectem nos planos operacionais actualizados anualmente (e, posteriormente, nos PdAs) para resolver as deficiências existentes na oferta e prestação de serviços de educação de qualidade 37 Reforçar as actividades de capacitação nos contratos, especialmente a nível provincial, para aumentar a qualidade, a transparência e o tempo de processamento total de transacções de compras (em curso) Dez-14 Responsável Todos Ponto de situação (28 de Fevereiro) Contínuo DAF A DAF tem programado a realização de formações regionais (sul, centro e norte) para capacitação dos técnicos das UGEAs a nível provincial e distrital, incluindo os chefes dos DAFs e dos IFPs, com vista ao melhoramento do desempenho. Estava agendado o início para Dezembro de 2013, mas por sobrecarga de trabalho, foi adiado para o segundo trimestre de 2014 Vamos atingir? Por cumprir Justificação (porque sim ou não) Estão a ser criadas as condições para o efeito Componente 5 (DPI) Subcomponente 5.1 (prestação de serviços) 38 Contratar todos os cinco UTEs Nov-13 DINEP Seleccionados os Provedores de Serviços (Save the Children, Aga Khan e ADPP) Finalizado o processo de negociação dos contractos Elaboradas as propostas finais dos contractos para assinatura 39 Contratar todos os cinco AVIs Fev-14 DINEP Elaborada a lista curta das instituições elegíveis e enviada ao Banco para a aprovação Aprovada a lista curta pelo Banco Por cumprir Por cumprir com atrasos Assinatura dos contratos previstos para o mês de Março Em preparação as propostas técnicas e financeiras pelos candidatos a AVIs Em curso a indicação da equipa técnica do MINED para as actividades conjuntas com os AVIs

93 ANEXO 1: MATRIZ DE ACÇÕES / RECOMENDAÇÕES ACORDADAS 15ª RAR. MARÇO DE Nº Acções / Recomendações acordadas Prazo Responsável Ponto de situação (28 de Fevereiro) Vamos atingir? Justificação (porque sim ou não) Subcomponente 5.2 (Capacitação) 40 Finalizar todos os detalhes do plano de formação para 2014 Sub- componente 5.3 (Construção do conhecimento) 41 Finalizar o Memorando de Entendimento entre o MINED e o INE sobre a avaliação de impacto 42 Finalizar o estudo da DPI em ambientes urbanos Dez-13 DINEP Elaborados os planos de formação para 2014 Incluídas as formações em gestão de projectos e Administração financeira e a de Monitoria e Avaliação no PDA 2014 Cumprido Já existe uma base de dados de potenciais formadores Elaborados os TdR para as formações e as listas dos participantes; Os planos de formação estão prontos, mas dado ao atraso no início das actividades, julgamos ser prudente recalendarizar as próximas capacitações Dez-13 DINEP Finalizado. Cumprido Em curso formação de uma equipa conjunta INE/MINED Contínuo DINEP Elaborado o draft dos Termos de Referência Por Actividade incluída no PDA 2014 e terá lugar entre cumprir Julho e Agosto Os TdRs quase finalizados faltando apenas a definição da faixa etária do grupo alvo Em curso a indicação da equipa técnica do MINED / MMAS / MISAU, para coordenar o estudo Assuntos de gestão Aquisição 43 Veja acção / recomendação relevante na Componente 4 acima Contínuo DAF Por cumprir Gestão Financeira 44 Certificar-se de que o próximo relatório de auditoria é apresentado a tempo 30-Jun-14 DAF A auditoria está em curso e o relatório vai sair dentro prazo Por cumprir Porque existe uma boa coordenação e estamos dentro do prazo

94 ANEXO 1: MATRIZ DE ACÇÕES / RECOMENDAÇÕES ACORDADAS 84 15ª RAR. MARÇO DE 2014 Nº Acções / Recomendações acordadas Prazo 45 Abordar os problemas e desafios identificados na mais recente auditoria e comunicar as recomendações a todos os funcionários relevantes Salvaguardas 46 Recrutar dois consultores (um ponto focal social e um ponto focal do ambiente) para ajudar a DIPLAC-CEE no tratamento adequado das questões de salvaguardas no âmbito da implementação deste projecto 47 Organizar 3 seminários regionais de formação sobre salvaguardas (nas regiões Sul, Centro e Norte, respectivamente) para construir a capacidade local e garantir a conformidade com os requisitos de salvaguardas existentes 48 Assegurar a integração do acompanhamento das questões descobertas nas visitas de campo (na província de Niassa e em todo o país) na formação contínua e trabalho de supervisão da DIPLAC - CEE Responsável Ponto de situação (28 de Fevereiro) Contínuo DAF Têm sido realizadas visitas trimestrais de monitoria e avaliação financeira em todas províncias Dez-13 CEE Os consultores já iniciaram o seu trabalho (Fevereiro e Março de 2014) Dez-14 CEE Os 3 seminários terão lugar em Março / Abril, com a participação de técnicos gestores do MINED, empreiteiros, fiscais, órgãos beneficiários da base e outros sectores, com destaque para o MOPH e o Ministério da Coordenação Ambiental Contínuo CEE Este tema está a ser abordado nos seminários sobre salvaguardas Os assuntos serão igualmente tratados no seminário de capacitação anual, em Maio Iniciaram as supervisões da CEE (bimestrais) que irão monitorar e capacitar nesta área Vamos atingir? Por cumprir Por cumprir com atrasos Por cumprir Por cumprir Justificação (porque sim ou não) Para detectar possíveis erros e rectificá-los em tempo útil Contratos assinados Seminários planificados e orçamentados MINED, 25 de Março de 2014.=

95 RELATÓRIO DE DESEMPENHO 2013 Anexo 3: Relatórios dos Grupos de Trabalho Relatórios: Ensino Pré Primário e Primário Alfabetização e Educação de Adultos Ensino Secundário Geral Ensino Técnico Profissional Ensino Superior Desenvolvimento Administrativo e Institucional

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97 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO ENSINO PRÉ PRIMÁRIO E PRIMÁRIO RELATÓRIO DO GRUPO DE TRABALHO SOBRE O DESEMPENHO EM Resumo O presente relatório apresenta as actividades desenvolvidas pelo subsector do Ensino Primário (EP), como resultado da implementação das acções previstas para o ano de A descrição do estado actual do Ensino Primário é feita, por um lado, com base nos objectivos estratégicos e indicadores do EP, nomeadamente: Enfoque especial: primeira infância; Assegurar que todas as crianças ingressem no ensino na idade certa (6 ou 7 anos) e que permaneçam até completar a sétima classe; Melhorar o desempenho dos alunos, sobretudo no que tange às competências de Leitura, Escrita e cálculo; Melhorar a eficiência e eficácia do uso dos recursos disponibilizados ao ensino primário. Por outro lado, as acções prioritárias para 2013, cujo balanço se anexa a este relatório, também foram importantes para se determinar este estado actual do EP. O Quadro 1 apresenta os resultados do QAD. Como se pode observar, as metas dos indicadores do QAD registaram um crescimento assinalável como resultado do aumento do número de salas de aulas, número de livros escolares disponibilizados, número de alunos que ingressam no sistema, entre outros, o que proporcionou um crescimento positivo a nível do Ensino Primário. A taxa de escolarização aos 6 anos (total) situou-se nos 77% contra os 74% programados. Em 2012 esta taxa fixou-se nos 72%. Portanto, a meta foi ultrapassada devido à implementação de diferentes estratégias para melhorar o acesso, tais como o Diploma Ministerial de 6 de Agosto de 2012 que estende o período de matrícula para a 1ª classe de 1 de Outubro a 31 de Dezembro de cada ano; as campanhas de sensibilização promovidas por pessoas influentes, membros dos Conselhos de Escola, porta-a-porta, nas igrejas, através de peças de teatros retractando a importância da educação, em particular a da rapariga, panfletos; bem como as campanhas de registo de nascimento promovidas pelo Ministério da Justiça em coordenação com alguns parceiros e as acções desenvolvidas com vista à promoção da equidade do género. Poderá também, ter concorrido para o cumprimento da meta o facto de se ter criado um 87

98 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO mecanismos de controlo semanal, ao longo do período das matrículas com vista a acompanhar o processo e o grau de cumprimento das metas. Todavia, se a nível nacional a meta foi cumprida. Compulsando os dados, por província, podemos verificar que as províncias de Nampula (56%), Manica (66%) e Cabo-Delgado (73%) estão abaixo da média nacional apesar de terem registado progresso, uma vez que em 2012 registaram respectivamente 48%, 65% e 68%. A província que preocupa é a de Niassa que teve uma redução da taxa de 79% para 76% e a Cidade de Maputo que teve uma redução de 4% (90% para 86%). A taxa de escolarização aos 6 anos (para Raparigas) situou-se nos 75% em relação ao planificado (73%) tendo sido ultrapassada a meta em 2%. Em 2012 esta taxa fixou-se nos 71%. Fazendo uma análise, por províncias, é de realçar o facto de todas terem registado um crescimento, à excepção das províncias de Niassa que registaram uma reduziu de 77% para 74%, Maputo-Cidade de 92% para 86% e Sofala que estagnou nos 70%. Apesar dos progressos observados na taxa de escolarização ainda há um grande desafio no que diz respeito ao absentismo dos professores e dos alunos. A falta de assiduidade dos professores e dos alunos é um assunto que se verifica um pouco por todo país, sobretudo nas províncias do Norte do país como foi notório aquando das visitas de supervisão integrada e de Gestão Financeira. São argumentos apresentados para esta fraca assiduidade, a ida dos professores ao Banco para levantamento dos salários, nomadismo das populações ao longo do ano, falta de controlo interno entre outros. Na perspectiva do PEE o melhoramento da Gestão Escolar é um dos factores chave para alterar o estado actual do absentismo nas escolas daí que o MINED, em 2013, reforçou a capacitação dos Gestores Escolares e expandiu o projecto- piloto de normas e indicadores de qualidade para 260 escolas. Perspectiva-se para este ano de 2014, a aprovação do Manual dos Conselhos de Escola revisto e do Manual da Supervisão Distrital, instrumentos eleitos como indicadores para a Gestão de Finanças Públicas viradas para Resultados. Estes 2 instrumentos irão contribuir sobremaneira para uma Gestão Escolar participativa e democrática. Ainda este ano, o MINED iniciou um projecto-piloto para explorar a possibilidade de transferir salários através de telemóveis para facilitar um acesso mais rápido e garantir melhor uso do tempo lectivo. No que tange à percentagem de alunos da 3ª classe que atinge as competências básicas de leitura e cálculo do 1º ciclo do Ensino Primário, a meta foi cumprida com a realização do inquérito, estando previsto a apresentação do relatório preliminar até o dia 30 de Abril e o final em Outubro do presente ano. Em relação ao rácio de alunos por professor, no EP1, constitui ainda um desafio, o indicador não cumprido, pois a meta era de 61/1, e o observado foi de 63/1, registandose uma estagnação nos últimos 2 anos. 88

99 Banco de itens elaborado, testagem dos instrumentos e itens Recolha dados, área de competência: leitura Recolha de dados, área de competência: leitura Relatório preliminar até 30/4; Relatório final até 31/10 (linha de base) A acordar no âmbito do novo QAD ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO Fazendo uma comparação por províncias, observa-se que 5 províncias registaram um rácio acima da meta nacional, a saber: Sofala (62), Niassa e Tete (64), Nampula (70) e Zambézia (71). De referir que, no ano transacto, apesar de haver disponibilidade orçamental para contratar 6549 professores para o ensino primário o MINED só conseguiu contratar 6274, correspondendo a 96%. O incumprimento registou-se nas províncias de Tete (74%), Niassa (93%) e Zambézia (97%) por falta de candidatos. Contudo, o número de professores contratados foi suficiente para responder ao crescimento do número de alunos, que se situou em 4% relativamente a É importante salientar também, que grande número de professores do EP1 continua a deixar de leccionar neste nível para responder o EP2, isto já era previsível, devido à redução de ingressos nos IFPs. Quadro 1: Indicadores do QAD, Ensino Primário: valores observados em e propostas para Indicador 1. Taxa de escolarização aos 6 anos na 1ª classe (ensinos público, privado e comunitário) Total Linha de base 2010 Valores observados Meta 2013 Metas Meta Observação ,8% 70% 72% 77% 74% Cumprido 77% Resp. MINED Meninas 68,6% 69% 71% 75% 73% Cumprido 76% MINED 2. Percentagem de alunos da 3ª classe que atinge as competências básicas de leitura e cálculo do 1º ciclo do Ensino Primário Cumprido MINED 3. Alunos por Professor no Ensino Primário do 1º Grau (1ª à 5ª classes) (ensino público, diurno) 65, Não comprido, sem progresso 61 MINED 2. Implementação das acções prioritárias do PEE em 2013 ao nível do Programa Sectorial (Em anexo) 89

100 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO 3. Conclusões e Passos seguintes O desempenho do Ensino Primário pode ser considerado satisfatório no que diz respeito ao cumprimento das metas, pois, dos quatro indicadores do QAD, três foram integralmente cumpridos, um, apesar de não ter sido cumprido, estagnou. Aliado ao QAD, várias acções prioritárias para o ano de 2013 foram realizadas (ver matriz anexa). Contudo, importa referir que a avaliação de satisfatório vai acompanhada de um recomendação relativamente à qualidade do produto, referenciado nas acções prioritárias, dado que ainda persistem desafios ligados à aprendizagem, com enfoque no desenvolvimento das habilidades de Leitura e Escrita com destaque para os do 1º ciclo, bem como a formação em exercício e a construção de salas de aulas. Perspectiva-se, por isso, a conclusão do Plano Nacional de Acção de Leitura e Escrita, bem como da Estratégia de Expansão do Ensino Bilingue. Importa também referir a necessidade de melhor articulação com as outras unidades orgânicas para o acesso a informação das acções realizadas no âmbito do Ensino Primário, onde a DINEP não é implementadora directa. MINED (GT-EP), 15 de Março de 2014.= 90

101 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO 15ª RAR. MARÇO DE Anexo: Progresso na implementação das acções prioritárias em 2013 Acção prioritária Actividades implementadas em 2013 Ponto da situação Factores de (in) sucesso Recomendações 1. Promover a expansão do acesso a oportunidades educativas na idade pré-escolar 2. Promover o ingresso na escola na idade certa (6 ou 7 anos) Implementação do projecto-piloto em 5 províncias: Cabo Delgado, Tete, Nampula, Gaza e Maputo província Elaboração de spots publicitários para sensibilizar as comunidades Realização das actividades de capacitação dos técnicos a nível Central, Provincial e Distrital Decisão e divulgação aos órgãos de informação sobre a idade de ingresso Elaborado o manual de implementação, incluindo o Pacote Básico de serviços a prestar pelos provedores Lançado o concursos para contratação dos intervenientes do projecto do DICIPE (Provedores de Serviços, Coordenadores de Escolinhas e Gestores de implementação do DICIPE, Especialista em Normas e Padrões e Especialistas em Monitoria e Avaliação); Assinados os contractos pelos provedores de serviços para o arranque do projecto. Divulgada a estratégia através de palestras e actividades culturais (música, dança e teatro) Realizadas 2 capacitações para os técnicos de nível central, pontos focais provinciais e distritais e coordenadores das escolinhas Divulgada a idade de ingresso incluindo a alteração do calendário de matrículas para a 1ª classe Boa comunicação e forte envolvimento dos intervenientes na elaboração do Manual de implementação do Projecto Boa coordenação na realização das actividades relativas ao processo de contratação entre a DINEP, DAF e o Banco Mundial 1. Melhorar a coordenação entre a comissão multissectorial a vários níveis os provedores de serviços contractados, ao Agentes de Verificação Independente e os Parceiros de cooperação e comunidades abrangidas pelo projecto Boa articulação entre a DAF, DINEP Garantir o cumprimento e o Banco Mundial cronograma definido por parte Os candidatos a Provedores de dos provedores de serviço a serviços com experiencia na área do partir da Monitoria e avaliação DICIPE contínua Comprometimento dos Governos Provinciais e Distritais Existência de uma estrutura técnica completa para o apoio a implementação do projecto a todos os níveis (Central, Provincial e Distrital) Existência de Recursos financeiros e materiais Formação de uma equipa de técnicos para elaboração e divulgação da estratégia de ingresso na idade certa

102 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO 92 15ª RAR. MARÇO DE 2014 Acção prioritária Actividades implementadas em 2013 Ponto da situação Factores de (in) sucesso Recomendações 3. Melhorar a implementação do programa de construção acelerada 4. Assegurar que as escolas sejam seguras e saudáveis Consciencialização as comunidades sobre a importância da escola para meninos e meninas Construção de escolas junto às comunidades Introdução de uma planificação multianual da construção e equipamento das salas de aula Tratamento do assunto das salas abandonadas quer no contexto do referido, quer através de medidas punitivas. Reforço da capacidade técnica ao nível das DPECs (alocar técnicos de construção civil às DPECs) Reforço dos processos de monitoria e controlo interno Melhoria das condições das escolas (ambiente escolar) tornando-a mais atractiva para os alunos Implementadas as diferentes estratégias para melhorar o acesso (igreja, pessoas influentes, teatros, panfletos, etc. Veja ponto 3 Introduzida a planificação multianual, contudo, ela não foi cumprida devido à inexistência de fundos nas províncias desde Novembro de 2012 até Maio de 2013, o que fez com que a maior parte dos empreiteiros paralisassem as obras nesse período, para além de grande irregularidade na disponibilidade financeira ao longo de todo o ano de Os fundos disponibilizados em finais de 2013 e início de 2014 não são suficientes para todas as necessidades de conclusão do programa de De referir que das 918 salas que deveriam ter sido concluídas em 2013, foram terminadas 690, correspondentes a 75,2%. Reforçada a capacitação do pessoal das UCEEs, uniformizados os procedimentos de gestão das UCEEs e introduzidas as normas de estruturação das UCEEs (ainda não aprovadas) 1.

103 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO 15ª RAR. MARÇO DE Acção prioritária Actividades implementadas em 2013 Ponto da situação Factores de (in) sucesso Recomendações Implementar os princípios inseridos na Estratégia do MINED relativos a protecção da rapariga e da mulher Acompanhamento da implementação das actividades de saúde escolar, HIV Sida, Género nas escolas e nos IFPs Articulação com o Ministério de Saúde e OSCs nas campanhas de vacinação, desparasitação, suplementação de ferro e de vitamina A e nas campanhas de saneamento do meio Elaboradas brochuras com matérias ligadas à protecção Campanha tolerância zero contra a violência e abuso sexual Produzidos e emitidos programas através da RM e dos Emissores Provinciais e das Rádios Comunitárias sobre saúde, cidadania, prevenção do HIV e SIDA, etc. Desenvolvidas actividades sobre saúde, cidadania, prevenção do HIV e SIDA, etc. nas escolas. Capacitados 240 Formadores dos IFPs na abordagem de assuntos transversais no processo de ensino e aprendizagem Realizada pesquisa de audiência do Programa Radiofónico "Mundo Sem Segredos" para aferir a qualidade dos programas radiodifundidos. Implementadas acções de educação para a saúde, abrangendo escolas e alunos. Feita campanha de escovagem de dentes e lavagem das mãos em todo país (3.800 alunos Adquiridos e distribuídos baldes para higiene e limpeza e saneamento do meio nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Niassa. Realizadas olimpíadas de saúde em seis províncias, nomeadamente Gaza, Maputo- Província, Sofala, Tete, Nampula e Cabo Delgado Articulação com MMAS e parceiros e comprometimento das direcções das escolas Boa articulação com a RM, Emissores Provinciais da RM e Rádios Comunitárias Boa articulação com o MISAU 1. Disseminação das brochuras e monitoria

104 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO 94 15ª RAR. MARÇO DE 2014 Acção prioritária Actividades implementadas em 2013 Ponto da situação Factores de (in) sucesso Recomendações Criação de círculos de interesse e outras oportunidades de partilha das informações para discutir assuntos relativos a habilidades para a vida, incluindo os direitos humanos e combate à violência baseada no género Implementar o Programa de Produção Escolar (DIPE) Iniciada a constituição /revitalização dos Círculos de Interesse nas escolas Reforçada a capacidade de produção escolar, através da capacitação de gestores de produção e alimentação escolar das províncias de Sofala, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado Realizada uma supervisão no âmbito das brigadas multissectoriais de supervisão escolar Reforçada a capacidade de educação ambiental nas escolas através do plantio de árvores Exiguidade de recursos financeiros para cobrir todas as províncias do país Integração dos assuntos de produção e alimentação escolar na supervisão escolar Sensibilização dos gestores do sistema a todos os níveis Falta de água nas escolas para o consumo e rega das plantas Vandalização das plantas por animais e pessoas de má-fé 1. Conclusão do Manual de Orientação para implementação dos Círculos de Interesse Disponibilidade de recursos para capacitação de gestores de produção e alimentação escolar Reforçar a capacidade de sensibilização dos gestores Construir furos, cisternas e outras fontes de captação de água para apoiar os programas de produção escola Disponibilidade de recursos para monitorias específicas de produção e alimentação escolar Reforçar as campanhas de sensibilização das comunidades sobre a importância da preservação do meio ambiente

105 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO 15ª RAR. MARÇO DE Acção prioritária Actividades implementadas em 2013 Ponto da situação Factores de (in) sucesso Recomendações 5. Elaborar estratégias para reduzir disparidades regionais, de idade e de género. 6. Harmonizar os programas de protecção social para assegurar a participação dos mais vulneráveis 7. Expandir o atendimento a crianças com NEE Alargadas as formas alternativas de oferta do EP2 nas regiões com baixa densidade populacional e ou dispersão, incluindo jovens acima da idade escolar Aprovado o Programa Nacional de Alimentação Escolar PRONAE pelo Conselho de Ministros Implementar a estratégia de Educação inclusiva Em implementação o ensino alternativo nas províncias do Niassa, Zambézia, Tete e Maputo Província Iniciada a Implementação da experiência piloto em 12 escolas das 3 regiões do país incluindo 173 escolas de Changara e Cahora Bassa e testados os modelos de compras locais de produtos Formados cozinheiros voluntários em matérias de higiene e preparação de alimentos nas províncias de Manica, Tete, Nampula e Gaza Sensibilizada a comunidade sobre Educação Inclusiva através de palestras e spots publicitários Monitorados os professores capacitados em Língua de Sinais, Sistema Braille, Diagnóstico, orientação e intervenção e Desporto Inclusivo Realizada capacitação do corpo não docente dos CREI em Diagnóstico e orientação Realizado seminário em coordenação com DNFP sobre a introdução dos pacotes inerentes a Língua de Sinais, Sistema Braille, diagnóstico e orientação Monitorado o uso dos materiais específicos nos CREI e nas escolas circunvizinhas Realizado intercâmbio nas escolas regulares e especiais através do desporto inclusivo e comemoração da semana de Educação Inclusiva Comprometimento dos intervenientes aos diferentes níveis Realizado um Seminário para divulgação do PRONAE Falta de incentivos para os cozinheiros voluntários. Aumento da frequência do número de alunos com NEE nas escolas e CREI Elevado o desenvolvimento cognitivo, interacção interpessoal nas Crianças com NEE através do Desporto Inclusivo Aumento de professores capacitados em Educação Inclusiva a fim de melhorar o PEA Fornecido um instrumento de apoio aos professores de alunos com NEE a fim de melhorar o PEA 1. Monitorar, melhorar o registo da informação e fazer uma préavaliação Maior divulgação do PRONAE Estudar mecanismos de atribuição de incentivos aos cozinheiros Atribuir um incentivo aos professores de alunos com NEE Integrar no currículo de Formação de professores a Língua de Sinais e Sistema Braille e ou estratégias de comunicação

106 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO 96 15ª RAR. MARÇO DE 2014 Acção prioritária Actividades implementadas em 2013 Ponto da situação Factores de (in) sucesso Recomendações 8. Continuar a produção e distribuição do livro escolar gratuito incluindo os do Ensino Bilingue, assegurando a sua racionalização 9. Elaborar e implementar o plano de acção de Leitura, Escrita e Cálculo incluindo ensinar a falar português Aquisição dos materiais de ensino específicos para os diferentes tipos de necessidades educativas a nível da escola Divulgados os CREI no processo de identificação e radio comunitárias Produzido o Guião de Apoio aos professores de Educação Inclusiva e socializado com os técnicos do MINED (DINEP, DNFP,IND e DEE) e professores das escolas inclusivas, CREI Adaptados os conteúdos curriculares do 2º ciclo, 3º ano Português. Em curso Matemática e Ciências Naturais para alunos com Deficiência Auditiva, Visual e Mental (Abril de 2014) Revisão da política dos materiais de Elaborado um plano de Gestão do Livro do EP ensino e do livro escolar no EP Revisão das especificações do livro no Elaborado o levantamento sentido de aumentar a sua durabilidade Racionalização do número de títulos do Redução da impressão de 11 títulos EP Integração da aquisição de livros e Em curso manuais para o EB no sistema de aquisições dos livros do MINED Desenvolvimento do sistema de gestão de stocks e de conservação do livro escolar (DGLEMD) Desenvolvido um sistema de gestão do livro, estando em experimentação em xx escolas (agradecia que o DGLEMD confirmasse) Elaboração dos materiais de cálculo e Em curso a elaboração do Plano de Acção de para ensinar a falar português/oralidade leitura e escrita Capacitação professores em matéria de Capacitados xx professores das províncias de oralidade, leitura, escrita e cálculo Maputo e Manica Supervisão e monitoria Realizada a monitoria em xx escolas da província de Maputo 1. Distribuição dos livros do EB no sistema de livros do ensino monolingue Consolidar a experiência Necessidade de Assistência técnica Finalizar o plano de acção Colaboração com IFPs e INDE Colaboração com a DPEC/SDEJT da Matola/IFP/escolas Disseminação dos relatórios Disseminação dos relatórios

107 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO 15ª RAR. MARÇO DE Acção prioritária Actividades implementadas em 2013 Ponto da situação Factores de (in) sucesso Recomendações 10. Assegurar a expansão do Ensino Bilingue (EB) garantindo a sua qualidade e considerando a abordagem dos temas transversais 11. Reformar a formação e capacitação de professores primários (FP) Integração do Ensino Bilingue no sistema normal de planificação do MINED (levantamento estatístico, aquisição do livro escolar) Realização das actividades de capacitação pedagógica dos professores, com vista a garantir a expansão com qualidade Realização das actividades de supervisão pedagógica para o apoio aos professores do ensino bilingue Produção e aquisição e distribuição de livros de leitura complementar Avaliação externa do ensino bilingue Avaliação da experiência do ensino partilhado Cabo Delgado (Mueda) Disseminação da filosofia do Ensino Bilingue, a nível de DPECs, SDEJTs, IFPs Produção de material audiovisual Aprovação de uma estratégia holística e integrada de formação de professores para o ensino primário Os dados de ensino bilingue estão a ser recolhidos Capacitados xx professores de 10 províncias no âmbito das metodologias de ensino em L1 e oralidade em L2 Realizada a supervisão nas províncias de xx Produzidos minidicionários em L1. Produzidos planos analíticos em L1 e para a oralidade em L2 Realizada a Avaliação externa da experiência do Ensino Bilingue Realizada a avaliação em Cabo Delgado e Niassa Disseminada a Filosofia do Ensino Bilingue Elaborados os TdR e em curso o processo de licitação Está em conclusão a elaboração do estudo holístico dos professores em Moçambique, documento importante para a elaboração de uma estratégia de formação de professores Colaboração entre as partes envolvidas e recursos humanos e financeiros disponíveis Capacidade técnica e disponibilidade de recursos financeiros Identificação de professores com boas práticas de ensino-aprendizagem Processo rápido de aquisição e colaboração a nível local A falta de financiamento das actividades do estudo A existência de dados para alimentar o estudo 1. Monitorar, sistematizar os dados e disseminar Distribuição do livro escolar e monitoria Monitorar Disseminação dos relatórios e desenho de intervenções Disseminação dos resultados da avaliação Elaboração da proposta de Estratégia de Expansão a implementar em 2016 Disseminação dos resultados da Avaliação Adjudicação e produção dos materiais Acelerar a conclusão do estudo

108 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO 98 15ª RAR. MARÇO DE 2014 Acção prioritária Actividades implementadas em 2013 Ponto da situação Factores de (in) sucesso Recomendações Integração dos conteúdos de saúde escolar, de SSR, prevenção e mitigação de HIV/SIDA, de género, combate de violência nas formações e capacitações de formadores Desenvolvimento do currículo de Formação de professores do EP Experimentação e avaliação do novo modelo de FP com base em competências (DGGQ) Reforço aos IFPs para arcar com as suas novas responsabilidades (DNFP) Melhoria dos conteúdos programáticos da disciplina de Educação Física na formação de professores incluindo actividades lúdicas-desportivas Revitalização do programa de formação contínua de professores incluindo actividades lúdicas-desportivas e a sessão da prática na sala de aula (DNFP) Reforço da capacidade de intervenção na área de produção escolar dos professores e gestores das escolas, através da introdução nos cursos de formação inicial e em exercício, de módulos de formação em agropecuária, ofícios, educação nutricional e iniciativa empresarial. (DNFP) Introdução dos cursos à distância para a elevação do nível profissional dos professores dos cursos 10+1 (DNFP) Realizadas acções de formação nas províncias de Maputo e Sofala, envolvendo um total de xx formadores (agradecia que a DIPE confirmasse) Em experimentação o novo de FP de 10ª+3 em 6 IFP Realizadas 2 avaliações Incluído nos módulos do novo curso de FP Colaboração com a UP 1. Monitoria das aulas nos IFPs Monitoria do 3º ano de novo currículo

109 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO 15ª RAR. MARÇO DE Acção prioritária Actividades implementadas em 2013 Ponto da situação Factores de (in) sucesso Recomendações 12. Melhorar o currículo do ensino primário 13. Melhorar a monitoria e o acompanhamento do desempenho escolar dos alunos e dos professores Consolidação da formação em exercício à distância de professores do ensino primário Definição, disseminação e monitoria do desenvolvimento das competências mínimas por ciclo Revisão dos programas do Ensino Básico assegurando a integração de conteúdos de SSR e prevenção de HIV/SIDA, género e outros assuntos transversais Melhoria da abordagem do Currículo Local Concepção e implementação de um programa de intervenção na área de produção escolar no âmbito de educação ambiental Disseminação dos resultados da revisão dos programas Tornar a ZIP um Centro de Recursos para apoiar e melhorar a monitoria e o acompanhamento do desempenho escolar dos alunos e dos professores Produzir e aplicar instrumentos para a monitoria do desempenho dos alunos Produzir e aplicar instrumentos para a Monitoria e avaliação do desempenho das escolas de acordo com os padrões de qualidade definidos Apoio Directo as Escolas ADE Definidas as competências para cada um dos ciclos No processo da revisão dos programas do EP está-se a garantir a integração dos assuntos transversais Elaborado Manual de Currículo Local e Capacitação dos professores distribuído pelas escolas Em curso a elaboração de um programa de intervenção na área de produção escolar Em elaboração um manual de educação para a cidadania que contempla conteúdos de educação ambiental Divulgado o resultado da revisão dos programas Participação activa dos técnicos, do 1º ciclo professores e DPECs Disponibilizados diversos títulos para as bibliotecas da ZIP, lançado o Manual de Apoio à ZIP Aplicado o inquérito aos alunos da 3ª classe. Produzidos e em fase piloto padrões e indicadores em 260 escolas de 6 províncias Alocado o ADE às escolas para reforço ao processo de ensino-aprendizagem 1. Elaboração de programas Conclusão dos programas, divulgação, capacitação Monitoria da implementação Finalização e aprovação do programa do 1º ciclo Recursos financeiros e colaboração Monitorar as bibliotecas e a implementação do Manual de Apoio à Zip Comprometimento das pessoas envolvidas Apresentação do relatório preliminar em Abril e o final em Outubro de 2014

110 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO ª RAR. MARÇO DE 2014 Acção prioritária Actividades implementadas em 2013 Ponto da situação Factores de (in) sucesso Recomendações 14. Melhorar a gestão escolar, priorizando a capacitação do corpo directivo 15. Racionalizar o uso dos recursos humanos (professores e gestores) no Ensino Primário 16. Reduzir os custos unitários das aquisições 17. Aumentar a transparência na gestão da escola Análise regular dos resultados dos exames nacionais de língua Portuguesa e Matemática da 5ª e 7ª classe Capacitação das comissões de avaliação dos padrões e indicadores de qualidade Acções de segurança rodoviária no âmbito do plano estratégico multissectorial Reestruturação da gestão da escola de acordo com o seu tamanho Tornar os livros do 1º ciclo, propriedade do MINED Redução do número de títulos no EP Rever critérios para a selecção de directores de escolas. Formar directores para escolas Regulamentar o tipo de decisões que o director da escola deve tornar público Realizado um estudo para aferir as causas do baixo aproveitamento nos exames Capacitadas as comissões de avaliação das Províncias, Distritos e Escolas das províncias de implementação piloto, nomeadamente Maputo Província, Inhambane, Manica, Zambézia, Nampula e Cabo-Delgado, num total de 164 participantes das comissões distritais e provinciais e 1920 das comissões de escolas Envolvimento e participação de alunos na campanha de segurança rodoviária Na revisão do REGEB, propõe-se que apenas as escolas do tipo 1 e 2 tenham Director da Escola, Director Adjunto Pedagógico e Chefe de Secretaria Boa colaboração das Unidades Orgânicas, DPECs e SDEJTs de implementação Contribuições dos diferentes intervenientes aos diferentes níveis Proposta de introdução da monodocência no EP2 Capacitação em exercício de gestores e professores O Plano de Gestão do livro no EP prevê a propriedade do livro do 1º ciclo para o MINED, estando prevista a testagem em 2015 e a implementação em 2016 O plano de gestão do livro do EP já prevê a redução dos títulos Em divulgação o qualificador profissional de carreiras No âmbito formação em exercício de gestores, tendo sido formados xx Em curso a elaboração das rotinas do director da escola Motivação dos técnicos envolvidos e monitoria do cronograma elaborado Conclusão da revisão dos programas do 2º e 3º ciclo Divulgação e aplicação 1. Conclusão, aprovação do regulamento revisto e sua divulgação Aprovação da proposta, divulgação e organização da escola para a implementação Aprovação dos programas revistos e lançamento de concurso para a produção de novos livros Monitorar a implementação do qualificador

111 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO (PRÉ-) PRIMÁRIO 15ª RAR. MARÇO DE Acção prioritária Actividades implementadas em 2013 Ponto da situação Factores de (in) sucesso Recomendações Supervisão-Monitoria-Inspecção regular das escolas pelos órgãos competentes Realizadas acções inspectivas às escolas e divulgada a linha verde 1. MINED (GT-EP), 20 de Março de 2014.=

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113 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DE ADULTOS ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DE ADULTOS RELATÓRIO DO GRUPO DE TRABALHO SOBRE O DESEMPENHO EM Os indicadores da Matriz Estratégica Indicador 2a: Número de jovens e adultos que participam nos diferentes programas de alfabetização Meta 2013: 1 Milhão (70% mulheres) A meta de alfabetizar de pessoas não foi alcançada, tendo sido inscritos alfabetizandos (76.2% da meta prevista) nos diferentes programas de alfabetização, dos quais foram mulheres, correspondendo a 58% do total de inscritos. Importa ressaltar que apesar de se não ter alcançado a meta de um milhão, tendo em conta os recursos disponibilizados que somente permitiam abranger cerca de pessoas, o resultado considera-se aceitável. A situação do incumprimento da Meta deve-se, em parte, ao envolvimento das populações nas actividades económicas e de subsistência como: a sementeira, sacha e colheita, o que reforça a ideia de que a agricultura é a actividade básica das comunidades moçambicanas, para além de concorrer para um incumprimento das metas este factor é responsável pelo elevado indício de desperdício escolar, pelo que a adopção de um calendário flexível seria uma alternativa. Por um lado, a insuficiência de orçamento para o pagamento de subsídios de alfabetizadores necessários para a cobertura da meta almejada, associado à fraqueza de monitoria e supervisão dos programas de alfabetização, jogam um papel fundamental de oponência. Por outro, a necessidade de incentivos aos estudantes envolvidos no PROFASA, limita igualmente o poder que esta iniciativa poderia suprir o défice de recursos para o subsídio. Indicador 2b: Número de programas de alfabetização na base de padrões estabelecidos Meta 2013: Padrões estabelecidos 103

114 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DE ADULTOS Foi aprovado o currículo de alfabetização em 2011, com base neste instrumento está sendo feita a harmonização dos diferentes programas que vinham sendo implementados pelos diferentes parceiros, em termos de perfil da pessoa alfabetizada e das competências essenciais a desenvolver nos jovens e adultos. Foi já elaborado o currículo de pós-alfabetização que prevê a oferta do ensino equivalente ao actual ensino primário com uma duração de quatro anos, subdividido em dois ciclos e está em processo de apreciação pelo INDE para sua validação, por esta instituição vocacionada ao desenvolvimento curricular de todo o Sector. Em via, a reorganização do Ensino no Curso Nocturno e a elaboração do currículo para a Educação de Jovens e Adultos respectivo. Indicador 2c: Percentagem de consolidação dos programas de Educação Não Formal em relação com os diferentes programas Meta: 30% O grupo constatou que as acções prioritárias deste Indicador 2c não estão alinhadas à meta e às acções estratégicas. Por isso, propõe-se a rever as actividades prioritárias de modo a garantir seu devido alinhamento, na próxima sessão do GT. No entanto, considerando o que foi realizado no quadro da implementação da Estratégia de Alfabetização e Educação de Adultos , informa-se que se registou um crescimento da execução assinalável de cursos de Pequenos Negócios, Avicultura e Electricidade no quadro do programa piloto de Educação Não-Formal Profissionalizante, nas províncias de Niassa, Gaza, Inhambane e Zambézia, beneficiando alfabetizandos e educandos dos centros de AEA e a generalização para todas províncias dos cursos de horta orgânica, construção a baixo custo e gestão de pequenos negócios 2. Implementação das acções prioritárias do PEE em 2013 Veja em anexo. 3. Relações entre DINAEA e parceiros (funcionamento do grupo de trabalho) Os membros do Grupo de Trabalho consideram que o nível das relações de trabalho é satisfatório. Destacaram os seguintes aspectos positivos e a melhorar para um bom desempenho do grupo: 104

115 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DE ADULTOS Aspectos positivos: Diálogo franco entre os membros; Flexibilidade no funcionamento do grupo (encontros, relações entre os membros) Presença nos encontros de parceiros vista como uma oportunidade (Visão intersectorial) Aspectos a melhorar: Regularidade dos encontros; Comunicação interna (DINAEA), Comunicação DINAEA e parceiros na implementação de projectos específicos, Comunicação entre parceiros sobre os projectos em curso; Feedback após realização de eventos importantes (RAR, Conselho Coordenador, Reunião de Planificação, etc.); Maior visibilidade nos encontros de parceiros de Educação (Estratégia de advocacia no grupo de parceiros). 4. Conclusões e passos seguintes O Grupo de Trabalho de Alfabetização e Educação de Adultos conclui que: Há progressos assinaláveis a medir pelos recursos e pela iniciativa de suprir o Défice pelo envolvimento de Estudantes e participação de outros parceiros; Espera que o estabelecimento do Fundo de Apoio à Alfabetização e Educação Não-Formal venha a catapultar o desempenho do Subsector de AEA; Há necessidade de rever as acções do Indicador 2c de modo a que as Acções correspondam ao mesmo. O Grupo acha que, pelos resultados visíveis na procura de atingir a meta, com os recursos humanos, materiais e financeiros actualmente disponíveis, a classificação global do desempenho do Programa Sectorial MEC 03 em 2013 é: Misto. MINED (GT-AEA), 25 de Março de 2014.= 105

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117 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DE ADULTOS 15ª RAR. MARÇO DE Anexo: Progresso da implementação das acções prioritárias em 2013 Acções prioritárias Actividades implementadas em 2013 Ponto de Situação Factores de (in) sucesso Recomendações 1. Mobilizar e sensibilizar todos os actores sobre a importância de ter uma população alfabetizada 2. Encorajar o aumento de oferta de vários (tipos de) programas na área de alfabetização e Educação não formal Promover e acompanhar a realização de encontros provinciais entre as estruturas governamentais e lideranças locais para mobilização e sensibilização para adesão aos programas de AEA. Implementar em todo o país o programa PROFASA, bem assim os programas desenvolvidos pela Sociedade Civil como FILITAMO, ALFALIT, WTAF-PROMER (Promoção de mercados rurais) por forma a assegurar maior participação aos programas Alfa regular e outras iniciativas dos parceiros em cada província 3. Criar ambientes de leitura e uso de informação ao nível das comunidades para assegurar o não retorno ao não analfabetismo Criar bibliotecas rurais para o desenvolvimento da leitura. 4. Elaborar padrões de competências para garantir a qualidade e relevância dos programas. Elaborar padrões de competências para garantir a qualidade e relevância dos programas. Realizado o Encontro de Mobilização e Sensibilização com Senhores Administradores Distritais das províncias com altas taxas de analfabetismo nomeadamente Nampula, Zambézia e Cabo Delgado no dia 8 de Maio de 2013 na Cidade de Nampula do qual participaram os Directores provinciais, Administradores e chefes das repartições das respectivas províncias acima citadas, cuja actividade teve réplica ao nível das províncias. Realizado encontro com as Confissões Religiosas ao nível da Cidade de Maputo Implementado o PROFASA em todo o país e acompanhado o desenvolvimento do Alfa Regular, bem assim os programas desenvolvidos pela Sociedade Civil como FILITAMO, ALFALIT, WTAF-PROMER, incluindo a contratação dos alfabetizadores voluntários. Construído e em funcionamento o Centro de Recursos de Jangamo. Desenvolvido e em funcionamento as bibliotecas rurais (usando como recurso a bicicleta) nos distritos de Eráti e Malema Elaborados Padrões de Qualidade para os Institutos de Formação de Educadores de Adultos em coordenação com a DGGQ. Disponibilidade imediata de fundos Maior Coordenação com os governos e líderes locais Insuficiência de fundos para a contratação de alfabetizadores. Existência de recursos locais Realização de mais encontros do género com outras províncias. Maior responsabilização dos líderes locais por parte dos governos Distritais. Estimular a necessidade de documentação dos eventos Concluir o plano de acção/estratégia de comunicação Alocar fundos suficientes para a contratação de alfabetizadores. Conceber e aprovar um instrumento legal que assegure a concessão de incentivos Assegurar-se recursos para a realização da actividade

118 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DE ADULTOS ª RAR. MARÇO DE 2014 Acções prioritárias Actividades implementadas em 2013 Ponto de Situação Factores de (in) sucesso Recomendações 5. Rever e harmonizar os programas actuais oferecidos pelo Ministério da Educação na área de Alfabetização e Pós- Alfabetização 6 Conceber e implementar em parceria com outros intervenientes, acções no âmbito de Habilidades para vida 7 Rever e implementar o currículo de formação de educadores de Adultos considerando temas transversais 8. Reforçar a capacidade institucional e organizativa Revisão do currículo de pós alfabetização Realizar Formações de Educandos nos centros de AEA em cursos de curta duração com o envolvimento das escolas técnicas Acompanhar a testagem do novo currículo da 10+3 de Formação de Educadores de Adultos no IFEA de Chongoene em Gaza Promover capacitações de técnicos Provinciais, Distritais e formadores dos IFEAs Terminada a revisão dos programas de alfabetização Em curso o processo de aprovação do currículo de pós-alfabetização e remetido ao INDE Em curso a elaboração do currículo para a Educação de jovens e adultos no Curso Nocturno. Harmonização do manual de capacitação inicial de alfabetizadores (nível de alfabetização) Implementados os programas de habilidades para a vida nas províncias de Niassa, Gaza, Inhambane e Zambézia. Os programas beneficiaram alfabetizandos e educandos dos centros de AEA nos cursos de Pequenos Negócios, Avicultura e Electricidade. Realizada. Capacitada a Direcção e os formadores do IFEA de Chongoene em matéria do novo Currículo de Educadores de Adultos; Capacitados em Quelimane em coordenação com a DEE os formadores dos IFEAS de Mutauanha, Quelimane e Beira, incluindo técnicos dos serviços Distritais das mesmas províncias em matéria de uma educação inclusiva para os Adultos. Realizadas capacitações aos técnicos Provinciais e distritais em matérias de: Uso dos instrumentos escolares da alfabetização; Línguas de sinais e sistema braile. Elaborados os instrumentos de escrituração escolar para o pós alfabetização. Capacitação em supervisão e uso de Disponibilidade da consultoria para a revisão do currículo de pós alfabetização Disponibilidade de materiais de consulta Disponibilidade de fundos Melhor coordenação entre DINET,DINAEA DPECs e Escolas técnicas Disponibilização de fundos Boa Coordenação da DINAEA, DPECs e IFEAs Disponibilização de fundos Análise do currículo pelo INDE e submissão para a aprovação pelo Conselho consultivo do MINED Melhorar mais a coordenação interna entre DPEC, SDEJT, escolas técnicas e centros de AEA Os IFEAs e SDEJT devem dar a réplica da formação recebida a outros níveis Réplica da equipa formada ao nível local Provisão de recursos para implementação

119 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DE ADULTOS 15ª RAR. MARÇO DE Acções prioritárias Actividades implementadas em 2013 Ponto de Situação Factores de (in) sucesso Recomendações 9. Desenvolver políticas e mecanismos de articulação entre as instituições do Governo e seus parceiros 10. Assegurar a diversificação do financiamento Elaborar um plano de acção para a comunicação. Assinar memorandos de entendimento com vários parceiros interessados em apoiar o desenvolvimento de actividades na AEA instrumentos inerentes Desenvolvimento um Estudo dos Mecanismos de Comunicação vigentes na Alfabetização. Neste momento a elaboração de um plano de acção de Comunicação no Subsector de AEA. Assegurada assistência técnica pelos parceiros Assinados memorandos de entendimento entre o Interesse dos MINED e com OMM e Somotor, com vista a parceiros em realizar assegurar o aumento de acesso e participação das as actividades comunidades nos programas de alfabetização e Incentivo do MINED educação de jovens e adultos. em mobilizar mais parceiros para a área de AEA Finalização do plano de acção de comunicação e sua disseminação. Fazer o levantamento de todos os parceiros e ONGs que desenvolvem actividades de AEA e Educação Não Formal e sensibilizalos a assinar o memorando de Entendimento Monitoria permanente da matriz de acções estratégicas a todos os níveis Estabelecimento de parcerias ao nível local MINED (GT-AEA), 15 de Março de 2014.=

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121 11ª classe 8ª classe ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SECUNDÁRIO GERAL ENSINO SECUNDÁRIO GERAL RELATÓRIO DO GRUPO DE TRABALHO SOBRE O DESEMPENHO EM Análise dos valores observados nos indicadores da Matriz Estratégica Relativamente ao alcance das metas de ingresso pode se ver na tabela abaixo que não foram alcançadas no objectivo estratégico referente à expansão do acesso. Quadro 1: Indicadores do QAD, Ensino Secundário Geral: valores observados em Objectivo Estratégico Indicador de Resultado Expandir o acesso de forma controlada, assegurando o acesso equitativo dando atenção especial às raparigas e jovens com necessidades educativas especiais 3.a Taxa Bruta de Admissão Base 2011 Meta 2012 Valor Obs Meta 2013 Valor Obs Meta 2014 Mudança 2014 HM 46% 48% /43 M 43% 45% HM 20% 21% /21 M 18% 19% No que se refere aos progressos em relação a 2012, nota-se que na 8ª classe a taxa manteve-se estacionária (42%) enquanto na 11ª classe houve uma ligeira subida de 19 para 20%. O insucesso relativamente as metas do acesso explica-se pelo facto de que ano após ano o número de graduados da 7ª classe tende a diminuir e o programa de construções escolares para o ESG não é cumprido na sua íntegra. Relativamente às metas dos indicadores de qualidade as metas foram alcançadas 34 : na 10ª classe o resultado preliminar situa-se em 62% enquanto a meta era de 49%. Já na 12ª classe a meta era de 53% e o resultado preliminar é de 63,6%. 34 NB: São referidas as previsões relativamente às taxas de aproveitamento em 2013, compilados a partir da informação das DPECs. Contudo, no contexto da Matriz Estratégica do PEE, a Nota Técnica deste indicador refere as taxas de aproveitamento do ano n-2 (ou seja, 2012) obtidas por via do sistema de 111

122 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SECUNDÁRIO GERAL Estes são dados que foram compilados a partir da informação das DPECs e não incluem Gaza que teve que repetir devido a fraude e Sofala que não realizou no período previsto devido a tensão político-militar. No que concerne a gestão escolar estava prevista a formação de 140 gestores. O IFP da Munhuana formou 70 directores de escola e a DINES formou 120 directores adjuntos pedagógicos. Portanto os indicadores foram alcançados. 2. Implementação das acções prioritárias do PEE em 2013 Veja em anexo. 3. Conclusões e passos seguintes a. Progressos na implementação das acções prioritárias 1. Selecção dos alunos para ingresso de acordo com as metas e os critérios definidos: Misto. 2. Continuação da construção e apetrechamento das escolas secundárias próximas da comunidade, com prioridade para o ESG1, principalmente através da abordagem de construção acelerada: Misto 3. Expandir o ensino à distância de forma sustentável: Misto. 4. Actualização da legislação e criação de incentivos para a participação do sector privado e comunitário na provisão do ESG: Misto. 5. Actualizar e implementar um sistema de bolsas /isenção de propinas para assegurar que alunas/os com mérito não deixem de continuar os seus estudos por razões de iniquidade (económica, de género, etc.): Satisfatório. 6. Melhorar a qualidade do trabalho dos explicadores: Misto. 7. Adopção de um currículo que garanta a melhoria da qualidade, tendo em conta o aspecto profissionalizante e temas transversais: Misto. 8. Revisão do calendário escolar para aumento do tempo de instrução: Satisfatório. 9. Estabelecimento de um sistema de formação e de desenvolvimento profissional contínuo para os professores: Satisfatório. 10. Assegurar o acesso ao livro escolar e a outros materiais didácticos: Misto. 11. Definição e implementação dos padrões de qualidade de ensinoaprendizagem na escola do ensino secundário: Misto. 12. Apoio directo às escolas do Ensino Secundário Geral: Satisfatório. informação estatística (levantamento anual). Na base disto, as metas para 2013 (ou seja o aproveitamento em 2012) não foram atingidas para a 10ª classe. 112

123 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SECUNDÁRIO GERAL 13. Desenho e implementação de uma estratégia de formação e capacitação de gestores: Satisfatório. 14. Definição da estratégia de financiamento do ensino secundário: Satisfatório. 15. Consolidação e descentralização da reforma do processo de exames: Misto. b. Fundamentação da classificação 1. Mistas - não foram alcançadas as metas estabelecidas. Dos 44% planificados foram alcançados Misto pois foram concluídas 11 das 12 Escolas planificadas e iniciadas 13 das 23 planificadas 3. Misto porque falta concluir o desenvolvimento de mecanismos e instrumentos de Acreditação 4. Misto. Falta aprovação do regulamento 5. Satisfatório. Divulgado o regulamento de bolsas de estudo e mérito para os alunos do ESG 2 6. Misto. Aguarda aprovação do regulamento 7. Misto. Falta concluir o programa de ensino do Turismo (clarificar com o INDE). 8. Satisfatório. A revisão realizada permitiu elevar o número de semanas para Satisfatório. O PDPC aguarda aprovação. 10. Misto. Adquiridos e distribuídos kits, bancadas de CN material informático. Falta livros e microkits. 11. Misto. Por concluir a proposta de padrões e indicadores de qualidade para o ESG. 12. Satisfatório. Alocados fundos referentes a sétima fase. 13. Satisfatório. Foram capacitados 190 gestores ultrapassando os 140 planificados. 14. Satisfatório. Elaborado o regulamento de propinas, taxas de internamento e exames. 15. Misto. Apenas Formados operadores de máquinas de leitura óptica de 2 das 4 províncias contempladas. 4. Pontos-chave que devem ser considerados no contexto da preparação do PES para 2015 Continuação da construção e apetrechamento das escolas secundárias próximas da comunidade, com prioridade para o ESG1, tendo em atenção os aspectos inerentes ao decreto-lei no sobre a acessibilidade as infra-estruturas publicas; 113

124 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SECUNDÁRIO GERAL Implementar a estratégia para a expansão do Programa do Ensino à Distância (PESD); Adquirir Kits e microkits de Ciências Naturais, Livros para as bibliotecas e outros materiais de ensino; Capacitar os professores em exercício, prestando atenção as metodologias específicas para o ensino a crianças com NEE e a língua de sinais; Avaliar a primeira fase da implementação do currículo do ESG; Incrementar as acções de monitoria e apoio pedagógico tendo em vista a melhoria da actividade docente e da gestão escolar. MINED (GT-ESG), 15 de Março de 2014.= 114

125 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SECUNDÁRIO GERAL 15ª RAR. MARÇO DE Anexo: Implementação das acções prioritárias do PEE em 2013 ao nível do Programa Sectorial: Acção prioritária Actividades a serem implementadas em 2013 Ponto da situação Factores de (in) sucesso Recomendações 1 Observar as metas acordadas sobre os ingressos 2 Continuação da construção e apetrechamento das escolas secundárias próximas da comunidade, com prioridade para o ESG1 3 Expandir o ensino à distância de forma sustentável 4 Promover a participação do sector privado e comunitário na provisão do ES 5 Actualizar e Implementar um sistema de bolsas/isenção de propinas 6 Promover, regular e fiscalizar o autodidactismo 7 Adoptar um currículo mais relevante e sustentável incluindo dos temas transversais Selecção dos alunos para ingresso de acordo com as metas e os critérios definidos Construção e apetrechamento das escolas secundárias pequenas nas zonas rurais, próximas da comunidade- enfoque no ESG1 Parcialmente Cumprida Parcialmente cumprida Conclusão de 11 das 12 Escolas planificadas e iniciadas 13 das 23 planificadas Implementar a estratégia para a expansão do Cumprida 100% Programa do Ensino à Distância (PESD) Formação de provedores do PESD nos vários Cumprida em 100% domínios de EaD; Desenvolvimento de mecanismos e instrumentos Em curso de Acreditação de instituições e cursos de Ensino à Feita capacitação interna para acreditação e garantia da qualidade no EaD. Distância (EaD); Concebidos modelos para emissão de pareceres e de fluxo de expediente. Actualização da legislação e criação de incentivos Em curso. Revisto o Regulamento do para a participação do sector privado e comunitário Ensino Particular (falta aprovação). na provisão do ESG Implementação de um sistema de bolsas/isenção de propinas para assegurar que alunos (as) com mérito não abandonem a escola. Melhorar a qualidade do trabalho dos explicadores Adopção de um currículo que garanta a melhoria da qualidade, tendo em conta o aspecto profissionalizante e temas transversais Cumprida. Divulgado o Regulamento de Bolsas de Estudo para os alunos do ESGII e bolsas de mérito Feito o mapeamento dos explicadores. Concluída a revisão do regulamento do Ensino Privado Em curso. Elaborados os Programas de Ensino de Empreendedorismo e Turismo (versão preliminar) Tendência de diminuição de graduados da 7ªclasse Incumprimento do programa de CE CEE IEDA IEDA INED DIPE IBE DIPE INDE Maior divulgação do PESD

126 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SECUNDÁRIO GERAL ª RAR. MARÇO DE 2014 Acção prioritária Actividades a serem implementadas em 2013 Ponto da situação Factores de (in) sucesso Recomendações 8 Aumentar o tempo lectivo de 33 para 40 semanas 9 Estabelecer um sistema de formação e desenvolvimento profissional contínuo de professores incluindo temas transversais 10 Garantir o acesso ao livro, materiais didácticos e a outros materiais com conteúdos de temas transversais 11 Definir e implementar os padrões e indicadores de qualidade no ensinoaprendizagem Revisão do calendário escolar para aumento do tempo de instrução Estabelecimento de um sistema de formação e de desenvolvimento profissional contínuo para os professores; Introdução de Cursos Modulares de Curta Duração nas ES Em curso. O número de semanas lectivas já foi aumentado de 33 para 38 Elaborado o pacote para a capacitação de professores do ESG e ETP em exercício (PDPC). Aguarda aprovação. Atraso nos desembolsos Fraca compreensão dos documentos orientadores Remuneração dos professores DNFP Apetrechamento de bibliotecas escolares; Não cumprida Teve que ser reprogramada Aquisição de microkits de CN para 100 escolas rurais do ESG1; Não cumprida Teve que ser reprogramada Apetrechamento de salas de informática; Cumprida. Apetrechadas 110 escolas com material informático, Aquisição de Kits de laboratório de CN para 50 escolas e 11 Bancadas móveis de CN Cumprida. Definição e implementação dos padrões de Em curso. Iniciada a elaboração da DGGQ qualidade do ensino/ aprendizagem proposta. 12 Apoio Directo as Escolas Alocação de fundos do ADE para o ESG Cumprida 13 Criar um sistema de formação e capacitação dos gestores no domínio da planificação, gestão e administração escolar Definição e implementação de uma estratégia de formação e capacitação dos gestores no domínio da planificação, gestão e administração escolar. Cumprida Aperfeiçoar o guião orientador Clarificar a questão da remuneração dos professores Celeridade nos desembolsos

127 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SECUNDÁRIO GERAL 15ª RAR. MARÇO DE Acção prioritária Actividades a serem implementadas em 2013 Ponto da situação Factores de (in) sucesso Recomendações 14 Desenvolver um sistema de financiamento sustentável para o ESG, com a comparticipação das famílias e do sector privado 15 Consolidar a reforma dos exames 17 Promover o conceito de escolas seguras e saudáveis Definição da estratégia de financiamento do ensino secundário. Consolidação e descentralização da reforma do processo de exames; Monitoria da implementação da Estratégia de Saúde Escolar Reforço da capacidade em planificação de construções escolares, considerando alunos com necessidades educativas especiais Materialização dos mecanismos de interdição do consumo de álcool e outras drogas nas escolas, e outras formas de violência e abuso Provisão de fontes de água potável e saneamento do meio nas escolas. Dinamização e monitoria dos programas na área de SSR, HIV/SIDA e os direitos humanos (incluindo das mulheres) Cumprida Parcialmente cumprida. Formados operadores de 2 das 4 províncias contempladas Aguarda-se aprovação do regulamento de propinas e taxas. Chegada tardia das máquinas DIPE MINED (GT-ESG), 15 de Março de 2014.=

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129 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO TÉCNICO-PROFISSIONAL ENSINO TÉCNICO PROFISSIONAL RELATÓRIO DO GRUPO DE TRABALHO SOBRE O DESEMPENHO EM Análise dos valores observados nos indicadores da Matriz Estratégica O primeiro indicador da Matriz do Plano Estratégico 2012/2016 foi ultrapassado: da meta de ter jovens no sistema, um número de foi atingido. O segundo indicador não foi atingido: as taxas de aproveitamento nas escolas profissionais e básicas são muito baixas, a taxa de aproveitamento dos institutos médios foi quase atingida. A meta do terceiro indicador para 2013 (gestão escolar) foi atingida. Quadro 1: Indicadores do QAD e metas observados, Ensino Técnico Profissional Objectivos Estratégicos Aumentar o acesso e a retenção no ETP, prestando particular atenção às disparidades geográficas e de género Garantir que os graduados do ETP tenham uma formação de qualidade e relevante para o mercado de trabalho formal e informal Melhorar a gestão e coordenação do sistema, envolvendo o sector produtivo, de forma particular Indicador de Resultado 4.a Número de jovens e adultos no sistema 4.b Taxa de aproveitamento por cada nível e sistema de ensino Escolas profissionais Escolas Básicas Institutos Médios Cursos não formais de curta duração Escolas profissionais Escolas Básicas Instituições de nível médio Base 2011 Valor observado Meta 2013 Avaliação Atingida Atingida, Atingida (previsão 2011) Atingida 75,7% 75% 68,8% 79% Não atingida 63,3% 53%a) 53,0% 67% Não atingida 73,2% 72%a) 76,3% 77% Não atingida, com progresso 4.c Número de escolas que implementam instrumentos de gestão de qualidade Atingida 35 O objectivo do PEE é a eliminação das Escolas Básicas. O número de alunos abaixo da meta significa ultrapassar a meta. 119

130 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO TÉCNICO-PROFISSIONAL Os factores que contribuíram para o alcance das metas pré-estabelecidas: Em geral, a planificação e coordenação entre os diferentes intervenientes, nomeadamente, DIPLAC CEE, DPECs, INEFP, PIREP, PRETEP, ISDB, Portugal, GIZ, entre outros melhorou em 2013 e pode ser considerado um factor chave para o alcance dos indicadores; A transformação de escolas básicas em institutos médios e em escolas profissionais bem como a extinção progressiva dos cursos do nível básico contribuiu a alcançar que os números de alunos nas escolas básicas está a baixar (objectivo) e o número de alunos no nível médio está a subir (objectivo); O incremento do apoio técnico ao nível das escolas e nas RETs com maior ênfase na formação e recrutamento de formadores, instalação de novo equipamento, gestão escolar, etc.); O incremento do número de formadores formados com apoio de vários actores (PRETEP, ISDB, Portugal, GIZ e outros). Os factores chave que contribuíram para não se atingir as metas há destacar: A falta de recrutamento de suficientes professores qualificados; A insuficiência de pessoal técnico em todos os níveis do subsistema (nacional: DINET, provincial: DPECs, distrital: SDEJT e no nível da instituição de ensino/escola) para responder os desafios da REP; Falta de financiamento no nível das escolas e instituições para funcionamento, material de uso e manutenção, principalmente, do novo equipamento; A falta de coordenação melhor dos processos de reabilitação e apetrechamento nos anos anteriores o que causou um impacto negativo na conclusão de obras em 2013; Atrasos na aprovação do novo pacote legislativo da Educação Profissional: em 2013 o Projecto de Lei da Educação Profissional foi apreciado e aprovado pelo Conselho de Ministro e submetida a Assembleia da República; A não concretização de algumas promessas de financiamento por parte de alguns parceiros. 2. Implementação das acções prioritárias do PEE em 2013 Veja em anexo. 3. Conclusões e passos seguintes Tendo em conta os indicadores verificados em 2013 e indicados neste relatório, podemos concluir que o desempenho do Programa Sectorial do Ensino Técnicoprofissional em 2013 foi Satisfatório. 120 RELATÓRIO DE DESEMPENHO EM 2013

131 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO TÉCNICO-PROFISSIONAL As recomendações para o futuro são as seguintes: Continuar a formação dos formadores e gestores para o ETP e implementar a estratégia de formação de formadores Recrutar novos formadores qualificados para o ETP relativo às necessidades nas instituições de ETP: melhorar o processo de recrutamento e contratação junto com as DPECs; Garantir as condições para a aprovação da proposta de criação da ANEP; Continuar os contactos com os diferentes parceiros para a criação do Quadro Nacional de Qualificações Profissionais; Incrementar a oferta de cursos de Curta Duração Reforçar todos os níveis do subsistema (nacional: DINET, provincial: DPECs, distrital: SDEJT, nível da instituição de ensino/escola) com Recursos Humanos e capacitações relevantes para responder os desafios da REP; Assegurar uma maior apropriação dos processos da REP por parte da DINET, DPECS e Instituições; Reforçar a participação do Sector Produtivo, sobretudo ao nível das instituições promovendo o estabelecimento de parceiras com o sector empresarial. Incrementar significativamente o orçamento das instituições para permitir que estas desempenhem eficazmente a sua função; Melhorar a monitoria das obras a serem realizadas por diferentes actores como MINED, PIREP e parceiros; Criar maior transparência nas diferentes actividades dos vários parceiros de cooperação, especialmente os novos (Canadá, Noruega, Suécia e outros) para assegurar uma coordenação efectiva e alocação eficiente de assistência técnica e financeira na REP. Criar as condições para um processo de Auto-avaliação interna da DINET e para a reconstituição do Departamento Técnico com funções de consultoria às escolas/institutos. Criar um banco de dados sobre todas as formações e capacitações de formadores, directores e técnicos, realizadas no país com o objectivo de melhorar a monitoria e o seguimento das formações (melhorar o impacto no nível institucional). MINED (GT-ETP), 15 de Março de 2014.=. 121

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133 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO TÉCNICO-PROFISSIONAL 15ª RAR. MARÇO DE Anexo: Implementação das acções prioritárias do PEE em 2013 ao nível do Programa Sectorial Programa Ensino Técnico-Profissional Objectivo Geral Melhorar o acesso, a relevância e a qualidade do ETP para o desenvolvimento do País Indicador de Impacto 1. Percentagem de graduados absorvidos no mercado de trabalho de acordo com a sua formação Base (2007) Meta (2016) Graduados do novo sistema de qualificação 27% 60% Graduados de sistema antigo Objectivo estratégico Progresso na implementação das acções prioritárias Aumentar o acesso e a retenção no ETP, prestando particular atenção às disparidades geográficas e de género 1. Em 2013, foi concluída a reabilitação (total ou parcialmente) das seguintes instituições ao nível médio: Instituto Agrário de Lichinga, Instituto Industrial e Comercial "Eduardo Mondlane" em Inhambane; Instituto Industrial de Maputo; Edifício dos laboratórios das TICs do Instituto Industrial e de Computação "Armando Emílio Guebuza" de Beluluane; Instituto Industrial 1º de Maio de Maputo; o Instituto Pedagógico de Umbelúzi. Desempenho Satisfatório 2. Construir/criar Escolas Profissionais, principalmente nas zonas rurais: Foram concluídas a construção de Escola Profissional de Mogovolas e Escola Profissional de Machaze. Está em processo de criação a EP de Metuque em Cuamba- Niassa, a EP Mogovolas em Nampula de e conclusão da construção da EP de Albasine na cidade de Maputo Desempenho: bom 3. Criação de 40 CCDCs: O financiamento prometido de novos parceiros não foi acordado e desembolsado. Portanto não foram construídas novos CCDCs. A DINET realizou um mapeamento dos possíveis locais para a abertura dos CCDCs. Desempenho: não satisfatório 4. Os cursos de curta duração: em 2013, abrangeram 40 instituições do ETP, tendo beneficiado a cursandos. Iniciado em 2011 com apenas 10 instituições envolvidas. Em 2014 vão ser envolvidas mais 10 Instituições perfazendo deste modo 50. Desempenho; Bom 5. Em 2013 foi realizado, apresentado e aprovado o Estudo de Viabilidade para a Introdução do Ensino à Distância no ETP em Moçambique. Por forma a implementar as recomendações deste estudo, em 2014 vai introduzir-se a fase piloto desta modalidade de ensino em três instituições do país, uma na zona sul, uma na zona centro e uma na zona norte. Foram apetrechadas 9 instituições do ETP para acomodar esta modalidade de ensino, capacitados técnicos da DINET e de dois institutos na China e no Malawi sobre o Ensino à Distância e foram adquiridos módulos interactivos a serem instalados na plataforma e-learning. Desempenho: bom 6. Motivar a abertura de instituições privadas: em 2013 foram abertas 5 novas instituições privadas, das quais duas providenciam novas qualificações nomeadamente, o Instituto de Ciência de Computação e Administração (ICCA) e Instituto Médio Politécnico da Matola (IMPOMA). Neste momento existem 20 instituições privadas no país. Desempenho: bom

134 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO TÉCNICO-PROFISSIONAL ª RAR. MARÇO DE 2014 Objectivo estratégico Progresso na implementação das acções prioritárias Garantir que os graduados do ETP tenham uma formação de qualidade e relevante para o mercado de trabalho formal e informal 7. Continuação de aplicação de um sistema de incentivos que vise um maior equilíbrio entre o género e evite a exclusão nas seguintes instituições: IIC de Pemba, IIC de Nampula, IA Ribáue, IIC de Quelimane, IA de Chimoio, IIC da Beira, IA de Chókwe, IA de Boane, II de Maputo, que consiste na distribuição material de higiene individual, material escolar, prioridade na selecção no ingresso ao ETP médio. Para permitir uma maior participação e retenção da rapariga no ETP, foi realizada no âmbito da adesão feminina a selecção de alunos para o ingresso aos Institutos Técnicos Médios para os cursos Industriais e Agrários contribuindo para um maior equilíbrio do género: Desempenho: satisfatório 8 Implementar a estratégia de recrutamento, formação e capacitação dos professores para o ETP: Iniciou a formação de professores do Certificado B envolvendo 34 docentes oriundos de todas as províncias. Com vista a assegurar o desenvolvimento profissional contínuo dos professores que estão a implementar as qualificações no contexto da Reforma da Educação Profissional, foram realizadas durante o ano de 2013 acções de capacitação pedagógica dos professores, que resultaram na formação de cerca de 167 formadores dos ramos agrário, industrial e comercial dos institutos localizados nas províncias de Inhambane, Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Lichinga. Foram recrutados 152 novos docentes para o ETP em diferentes províncias. No âmbito da parceria com Portugal, foram formados 19 professores em diferentes áreas para as Escolas Profissionais. Destes até agora 11 foram recrutados. No âmbito da cooperação com a Alemanha foram capacitados 24 professores em exercício na Alemanha, 25 professores em exercício foram capacitados em pedagogia vocacional e currículos baseados em competências. Foram realizadas durante o ano de 2013 acções de capacitação pedagógica dos professores, que resultaram na formação de cerca de 167 formadores dos ramos agrário, industrial e comercial dos institutos localizados nas províncias de Inhambane, Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Lichinga. Com vista a assegurar a implementação com eficácia das qualificações da educação profissional, foram também realizadas acções de formação tecnológica dos professores nos sectores de Manutenção Industrial e de Hotelaria e Turismo. A formação no ramo de Hotelaria e Turismo centrou-se na capacitação de 21 professores de Cabo Delgado em Gastronomia e Artes Culinárias e em Restauração (Restaurante e Bar). Por outro lado, a formação no ramo de Manutenção Industrial centrou-se na capacitação de cerca de 33 professores dos institutos industriais e CFPs da Beira e de Nampula em Máquinas e ferramentas, mais precisamente no manuseamento de tornos e fresa. Foi elaborado o pacote para a capacitação tecnológica de todos os professores em exercício e gestores dos institutos envolvidos na reforma da educação profissional nos cinco sectores prioritários (Agricultura, Manutenção Industrial, Mineração, Hotelaria e Turismo e Administração e Gestão) a ser implementado em Ainda em 2013 teve inicio o processo elaboração do estatuto do formador da educação profissional e o desenvolvimento da qualificação para a formação pedagógica dos instrutores (Certificado C) como parte da implementação ad Estratégia de Formação de Formadores e Gestores da Educação Profissional. Foi criada uma comissão técnica como resultado dum encontro interinstitucional entre os actores relevantes da formação de formadores. Esta comissão vai discutir a estratégia actual, os desafios, as demandas e estratégias possíveis. Um desafio grande pertence no recrutamento e contratação de professores. Retenção também por causa da concorrência do sector privado que atrai os professores qualificados. Desempenho: bom relativamente às formações e capacitações realizadas

135 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO TÉCNICO-PROFISSIONAL 15ª RAR. MARÇO DE Objectivo estratégico Progresso na implementação das acções prioritárias Melhorar a gestão e coordenação do sistema, envolvendo o sector produtivo, de forma particular Desempenho: não satisfatório relativamente aos impactos das formações e capacitações (recomendação: criação dum banco de dados) 9. Garantir recursos financeiros, humanos e materiais para garantir a qualidade: O MINED colocou como no ano passado cerca de 17.5 Milhões de Meticais para aquisição de equipamento diverso para as instituições do ETP (Equipamento Informático, Agrícolas e meios circulantes). Através dos fundos do ADE, as escolas podem adquirir materiais e consumíveis para melhorar a formação prática dos alunos. Em geral os recursos financeiros ao nível das escolas são insuficientes; O pacote legislativo da Educação Profissional submetido pelo Governo ao Parlamento prevê o estabelecimento de um Fundo Nacional da Educação Profissional e permitirá a retenção, nas instituições, dos fundos provenientes das receitas próprias para reforçar o financiamento. Prevê-se ainda que as instituições sejam geridas coo UGBs. Desempenho: satisfatório 10. Consolidar e expandir o Quadro Nacional de Qualificações Profissionais e do sistema de acreditação e certificação: Os estudantes das instituições que implementam o Sistema Nacional de Qualificações beneficiam de um curriculum baseado em padrões de competências que são determinadas pelo sector produtivo. Está em fase final de elaboração o Quadro Nacional de Qualificações que cobre todos os níveis de ensino geral e de formação profissional formal e não formal Realizados encontros com as Direcções de Administração das Qualificações, PIREP e Direcção de Garantia de Qualidade e INEFP/MINTRAB, no processo de uniformização regional do Quadro Nacional das Qualificações Profissionais. Os níveis 1-2 foram desenvolvidos. E carecem de aprovação O quadro ainda não se encontra no processo de expansão. Desempenho: bom 11. Assegurar a criação nas escolas de unidades de orientação profissional vocacional e de organização de estágios: Tem sido feita em termos de se divulgar os cursos que a escola oferece junto às escolas que preparam os potenciais candidatos aos cursos técnicos. Esta acção acontece em quase todas as Escolas do ETP, na Semana do Ensino Técnico e nos finais do ano lectivo. Desempenho: não satisfatório 12. Atribuir maior autonomia às instituições de nível médio: O novo regulamento específico para instituições que prevê a concessão de maior autonomia está aprovado; mas ainda não está sendo implementado totalmente dado depender da aprovação do Projecto de Lei da Educação Profissional. Desempenho: não satisfatório 12. Atribuir maior autonomia às instituições de nível médio: O novo regulamento específico para instituições que prevê mais autonomia está aprovado; mas ainda não está sendo implementado totalmente; a parte da autonomia não está sendo implementado porque está ligada a nova legislação da educação profissional. Desempenho: não satisfatório

136 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO TÉCNICO-PROFISSIONAL ª RAR. MARÇO DE 2014 Objectivo estratégico Progresso na implementação das acções prioritárias 13 Melhorar a gestão das escolas seguras e saudáveis: As instituições que implementam o Sistema Nacional de Qualificações Profissionais aplicam um modelo de Gestão de Qualidade baseado na autoavaliação e avaliação externa. O PRETEP está a capacitar os Directores em gestão de qualidade; GIZ está a assessorar as escolas em gestão; o ISDB está neste momento a formular os conteúdos do Certificado A (Gestores). Desempenho: bom 14. Garantir uma melhor ligação com o sector produtivo, através da sua participação na gestão escolar: Está em implementação, embora de forma parcial, o novo Regulamento dos Institutos Médios desenvolvido no âmbito da REP que atribui maior autonomia às instituições e promove o envolvimento do sector produtivo na gestão das instituições. Paralelemente a participação do sector produtivo é assegurada através dos Comités Técnicos Sectoriais e dos Painéis de Validação cuja responsabilidade inclui a determinação dos padrões de competências e validação das qualificações profissionais. Escolas e Institutos têm parcialmente memorandos de Entendimento com empresas para que as quais aceitam estudantes a fazer estágios. Em algumas instituições, empresas fazem parte do conselho escolar. Desempenho: satisfatório 15. Garantir o financiamento do ETP: O Projecto de Lei da EP propõe a criação do Fundo Nacional da Educação Profissional que contará com a comparticipação do sector produtivo através de uma taxa mensal calculada com base na folha de salários das empresas. Desempenho: não satisfatório 16. Reforçar a produção escolar em todas as instituições: Foram criadas unidades de produção escolar no Instituto Comercial de Maputo, Instituto Industrial e de Computação Armando Guebuza, Instituto Industrial e Comercial 3 de Fevereiro de Nampula, Instituto Agrário do Chimoio, Escola Profissional de Massinga e Instituto Industrial e Comercial de Pemba, paralelamente, foram apetrechadas 11 instituições com equipamento agrícola ao longo de Desempenho: satisfatório MINED (GT-ETP), 15 de Março de 2014.=

137 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SUPERIOR ENSINO SUPERIOR RELATÓRIO DO GRUPO DE TRABALHO SOBRE O DESEMPENHO EM Introdução O presente Relatório partilha algumas evidências e o progresso do Ensino Superior (ES) em Moçambique, incluindo as Instituições de Ensino Superior (IES) Públicas e Privadas, registado em 2013, tendo como referência o seu estágio nos anos 2010, 2011 e 2012, à luz das metas traçadas no Plano Estratégico da Educação (PEE), , Plano Anual de Actividades (PdA) e Plano Económico e Social (PES), ambos de 2013 referentes à DICES. O Objectivo Geral do Plano Estratégico da Educação traçado para o desenvolvimento do Ensino Superior é de Promover a participação e o acesso a um ensino superior que responde às necessidades para o desenvolvimento socioeconómico do país, garantindo a sua eficácia, equilíbrio e sustentabilidade. Neste contexto, passa-se a apresentar o progresso do ES de acordo com as linhas estruturais da Expansão do Acesso, Melhoria da Qualidade e Desenvolvimento Institucional, de modo a experimentar uma correspondência com os três seguintes Objectivos Estratégicos do PEE : Consolidar o subsistema existente na perspectiva de melhorar a sua eficiência interna; Melhorar a qualidade do processo de ensino-aprendizagem; Reforçar a capacidade de governação, financiamento, administração e monitoria do subsistema a todos os níveis. 2. Objectivo Estratégico 1: Expansão do Acesso O nível de Acesso teve um incremento de efectivos no intervalo de 2011 a 2012 registado pelos dados estatísticos de 2013 em cerca de 8,3%. O maior índice de incremento foi de 21.0% do género feminino, nas IESs privadas. A taxa de participação (número de estudantes por 1000 habitantes), no intervalo de 2010 a 2012 mantem-se inalterável em 3.4%, sendo de 1.2% para o género feminino. 127

138 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SUPERIOR Regista-se algum esforço em concessão de bolsas de estudo para a licenciatura através do programa provincial. De um total de 1068 bolsas concedidas em 2010, 2011 e 2013, a participação do género feminino é de cerca de 36.7%. O número de IES provedoras, públicas e privadas, passou de 44 para 46, no intervalo de 2012 a Dos sete Politécnicos planificados para instalação nas províncias, a partir de 2013, um tem o financiamento assegurado e localiza-se em Inhambane. 3. Objectivo Estratégico 2:- Melhoria da Qualidade a. Proporção de graduados sobre inscritos, total e feminina Registou-se um decréscimo da proporção de graduados entre 2010 e 2012, que passou de 14% para 9% nas IESs públicas. Entretanto, nas IESs privadas cresceu de 4% para 5%. A mesma tendência regista-se para o género feminino. b. Número de docentes da IES por grau académico (Mestre e Doutorado) As IES Públicas em 2011 tinham cerca de 981 Mestres e 410 Doutorados. Em 2012 o número cresceu para 1192 e 511, respectivamente. c. Número de Professores do Ensino Superior em formação por instituição Dos 2041 mestrados e 942 doutorados planificados 36 para o intervalo de 2012 a 2015, cerca de 30% para mestres e 23% para doutores estão em processo de formação em Quadro 1: Número de mestrados e doutoramentos, professores Instituição Mestrado Doutoramento Todos H M Total H M Total H M Total Publica Privada Total São no total 679 docentes em formação, dos quais 487 no nível de mestrado e os restantes 202 no nível de doutoramento. À luz do PdA 2013, foram capacitados em Psicopedagogia cerca de 3.335, pelas IES. 36 À Luz da Estratégia de Formação de Professores, aprovada pela Resolução 29/

139 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SUPERIOR d. Capacitação (No âmbito do Projecto NICHE/realizações em 2013) Quadro 2: Capacitações realizadas Actividade Nº de Abrangidos Auto-avaliação profissional dos docentes Docentes: 35 Treinos Psicopedagógicos e Formação Realizado: 1 treino especializada Mestrados: 14 e Dourados: 4 Scan sobre o género e desenvolvimento da Realizado: 1 e em processo o estratégia interna sobre o género desenvolvimento da estratégia Desenhar e implementar curricula virados a Actividade Contínua politécnicos/ matérias de ensino baseado em competências/ processamento alimentar e Hidráulicas Agrícola e. Melhoria da Qualidade das áreas de Ciências e Engenharias Em 2013 foram financiados 20 projectos de Instalação de Pós-graduação, Instalação de Laboratórios e Tecnologias, Inovação Pedagógica e Pesquisa em HIV, através de projectos competitivos financiados pelo MINED Projecto do Ensino Superior (HEST) Fundo de Desenvolvimento Institucional FDI. (Ver anexo com lista de 69 Projectos do FDI) Considerando que, de acordo com os indicadores do projectos HEST, o número de propostas de financiamento competitivo aprovado para melhorar o ensino e a aprendizagem deveria aumentar de 26 em 2008 até 75% em 2014, a percentagem atingida em 2013 foi de 165%, com 69 projectos financiados nos anos 2011, 2012 e Objectivo Estratégico 3: Desenvolvimento Institucional Até 2015 todas as IESs devem estar conformadas com o Decreto 48/2010 (A actividade é contínua e o controlo sancionatório inicia em 2016). O número de Inspecções realizadas à luz do Decreto 27/2011 no ano 2013 foi de três (3) em IES públicas e duas (2) em privadas. a. Capacitação na área de reforma do ES Aprovada a estratégia de financiamento depois de realizados seminários regionais de auscultação em 2013; Aprovado pelo CNES o estatuto do pessoal das IES. Está em processo de harmonização interministerial; Feita a revisão completa da lei 29/2009 e está em processo de submissão ao CM; O Sistemas de Informação do Ensino superior (SIES) está na fase de testagem do software. 129

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141 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SUPERIOR Anexo I: Informação sobre Expansão do Acesso, Melhoria da Qualidade e Desenvolvimento Institucional Expansão do Acesso Quadro 3: Crescimento de número de efectivos de estudantes Instituição Género Nível de incremento 2012 / 2011 Públicas Homens % Mulheres % Privadas Homens % Mulheres % Total % Quadro 4: Taxa de participação (número de estudantes por 1000 habitantes) Instituição (Públicas) Total Mulheres Quadro 5: Bolsas de estudo em Licenciatura Instituição Total Total % Mulheres % Quadro 6: Crescimento de Infra Estruturas (número Instituições provedoras) Instituição Públicas Privadas Total Quadro 7: Infra Estruturas (número Instituições provedoras) (a luz do PdA2013) Instituições 2013 Públicas Dos 7 Politécnicos planificados, um já tem financiamento assegurado 131

142 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SUPERIOR Melhoria da Qualidade Quadro 8: Proporção de graduados sobre inscritos, total e feminina Instituições Graduados % de Graduados Públicas % 9% 9% Privadas % 4% 5% Quadro 9: Número de graduados, por sexo, e % sobre o total dos estudantes no ES Instituições Graduados % de Graduados HM % 13% 14% M % 3% 5% Quadro 10: Número de docentes da IES por grau académico (Mestre e Doutorado) Instituição Mestre Doutorado Mestre Doutorado Mestre Doutorado Públicas Quadro 11: Formação de Professores (a luz do PdA2013) Instituição Mestrado Doutoramento Todos H M Total H M Total H M Total Pública Privada Total Quadro 12: Capacitação Psicopedagógica de Professores (a luz do PdA2013) 2013 Número de professores capacitados Quadro 13: Capacitação (No âmbito do Projecto NICHE/realizações 2013) Actividade Número de Abrangidos Auto-avaliação profissional dos docentes Docentes: 35 Treinos Psicopedagógicos e Formação especializada Realizado: 1 treino Mestrados: 14 e Dourados: 4 Scan sobre o género e desenvolvimento da estratégia interna sobre o género Realizado: 1 e em processo o desenvolvimento da Desenhar e implementar curricula virados a politécnicos/ matérias de ensino baseado em competências/ processamento alimentar e Hidráulicas Agrícola estratégia Actividade Contínua 132

143 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SUPERIOR Quadro 14: Inspecções realizadas, a luz do Decreto 27/2011 Instituição 2013 Públicas 3 Privadas 2 Quadro 15: Formação e Capacitação do Pessoal da DICES (a luz do PdA) Tipo de Formação 2013 Língua Inglesa 0 Licenciatura 2 Pós graduação 2 Quadro 16: Capacitação na área de reforma do ES Actividade 2013 Capacitação Técnica/Estratégia de Financiamento Iniciado Divulgação do estatuto de Docentes e Funcionários do ES Aprovado pelo CNES Revisão da lei 27/2009 do ES Em curso Seminários regionais sobre QUANQES Realizados Formação de Inspectores do ES Realizadas duas acções - Quadro 17: Desenvolvimento do Sistema de Informação do Ensino Superior (SIES) Actividade 2013 Desenho de Software de Gestão de Informação do ES Em fase de teste Capacidade de concepção e implementação de projectos de Melhoria da Qualidade nas IES Púbicas e Privadas Quadro 18: Total de Projectos competitivos nas IESs Áreas de desenvolvimento nas IESs aprovadas pelo MINED Total Instalação de Pós-graduação Instalação de Laboratórios e Tecnologias Inovação Pedagógica Desenvolvimento Curricular Pesquisa em HIV Total A UEM está a implementar 21 projectos, dos quais se destacam: Faculdade de Medicina com cinco (05) projectos, destacando-se dois (02) de Laboratórios (um virtual de inovação pedagógica em bioquímica e outro multifuncional) e três (03) de pesquisa em HIV; Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal com quatro (04) projectos, sendo um (01) de suporte às Pós-graduações, dois (02) de inovação pedagógica e um (01) de pesquisa em HIV; 133

144 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SUPERIOR Faculdade de Ciências com três (04) projectos, sendo dois (02) de laboratórios, um de Física e outro de aprendizagem de Matemática, um (01) de suporte à pósgraduação em energias renováveis e um (01) de inovação pedagógica no departamento de Matemática e Informática; Faculdade de Engenharias está a implementar um (01) projecto de Laboratório em estruturas metálicas; A ESUDER Vilankulo está a instalar um (01) Laboratório Multifuncional. Centro de Informática com um (01) projecto de capacidade institucional. A UniLúrio está a implementar seis (06) projectos com destaque de um (01) para um Campus virtual, que liga os três polos, Nampula, Cabo Delgado e Niassa, três (03) de laboratórios, um em Microbiologia, um em Multimédia Digital e outro em Botânica; A UniZambeze está a implementar também (06) projectos, com destaque a dois (02) de laboratórios, um de Microbiologia em Tete, outro de Tecnologias de e-learning que liga os polos da Beira, Chimoio, Tete, Mocuba e Ulónguè. Os Institutos Superior Politécnicos de Gaza, Manica, Tete e Songo estão a implementar projectos de laboratórios relativos ás suas áreas de especialização, agrária, pecuária e mineração. Existem IES privadas que estão a implementar também projectos de Laboratórios, com destaque para o ISCTEM e o ISCIM, designadamente laboratórios de simulação de prática médicas e multimédia, e a Politécnica em Nacala com um laboratório multifuncional. MINED (GT-ES), 15 de Março de 2014.=. 134

145 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SUPERIOR 15ª RAR. MARÇO DE Anexo 2: Progresso na implementação das acções prioritárias em 2013 Acção prioritária 1. Consolidar o subsistema existente na perspectiva de melhorar a sua eficiência interna 2. Melhorar a qualidade do processo de ensinoaprendizagem Actividades implementadas em Crescimento de número de efectivos de estudantes; 2. Taxa de participação (número de estudantes por 1000 habitantes); 3. Bolsa de estudo; 4. Crescimento de Infra Estruturas (número Instituições provedoras); 1. Proporção de graduados sobre inscritos, total e feminina; 2. Número de docentes da IES por gau académico (Mestre e Doutorado); 3. Formação de Professores (a luz do PdA2013); 4. Capacitação Psicopedagógica de Professores (a luz do PdA2013); 5. Potenciação das Politécnicas (Capacitação no âmbito do Projecto NICHE). Ponto de situação Factores de (in) sucesso Recomendações Entre 2010 a2012, crescimento do efectivo na ordem de 8% nas IESs públicas e 26% nas privadas; Nº de estudantes por mil habitantes em 2010 foi de 3.3% e em 2012 foi de 3.4%. O género feminino manteve-se em 1.2; Dos 7 Politécnicos previstos em 2013, 1 (Inhambane) já tem financiamento; De 2010 para 2013, as IESs públicas cresceram em mais 1 unidade e as privadas passaram de 21 para 28. Nas IES de um modo geral, reduziu em 5% a percentagem de graduados e do género feminino também, tendo passado de 8% em 2010 para 5% em 2012; O nº de docentes mestrados e doutorados duplicou entre 2010 a 2012; Dos 2041 mestrados e 942 doutorados planificados até ao ano 2015, já foram formados 30% de Mestres e 23% doutores; Capacitados 3335 docentes da UEM, UP, UCM, USTM; Formados 35 docentes em auto avaliação profissional, 16 em áreas especializadas; Implementação de ensino baseado em competências foi iniciado nas áreas de (agro processamento e hidráulica agrícola) Número de vagas não consentânea com a demanda; Educação à distância ainda pouco expressiva; Nível de acessos a bolsas de estudos menor que a demanda; Restrições no Financiamento às novas IESs Poucos incentivos à participação da mulher no ensino superior; Frágil celeridade nos processo formais contratuais apara aceder a oportunidades de formação de docentes nas IESs, reduz eficácia na concretização dos planos de formação de professores Promover a educação à distância Implementar a modalidade de bolsa empréstimo com compromissos contratuais para o reembolso com base em rendimentos pós-formação Divulgar os desenvolvimentos do Ensino Superior de modo a atrair investimentos para novos politécnicos Promover campanhas de bons exemplos de sucesso feminino no trabalho com base na formação superior; Executar com maior eficácia os planos de formação e docentes;

146 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO ENSINO SUPERIOR ª RAR. MARÇO DE 2014 Acção prioritária 3. Reforçar a capacidade de governação, financiamento, administração e monitoria do subsistema a todos os níveis Actividades implementadas em Percentagem de IES conformada com as disposições do Decreto 48/2010; 2. Inspecções realizadas, a luz do Decreto 27/2011; 3. Formação e Capacitação do Pessoal da DICES (à luz do PdA); 4. Capacitação na área de reforma do ES; 5. Desenvolvimento do Sistema de Informação do Ensino Superior (SIES); Ponto de situação Factores de (in) sucesso Recomendações Actividade é contínua. O controlo sancionatório inicia em 2016; Ordinárias (UEM, ISRI), Extraordinárias (ISPS, ISET, ISCTAC); 5 Técnicos em formação, 2 em licenciatura e 3 em mestrado; Aprovada a estratégia de financiamento depois de realizados seminários regionais de auscultação em 2013; Aprovado pelo CNES o estatuto do pessoal das IES. Está em processo de harmonização interministerial; Feita a revisão completa da lei 29/2009 e está em processo de submissão ao CM; SIES na fase de testagem do software

147 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL RELATÓRIO DO GRUPO DE TRABALHO SOBRE O DESEMPENHO EM Introdução O Programa Sectorial de Desenvolvimento Administrativo e Institucional tem como objectivo principal fortalecer a gestão e a governação do sistema educativo aos vários níveis, dando atenção particular aos distritos. Trata-se de um programa vasto que, na fase de implementação, envolve muitas entidades com diferentes responsabilidades relativamente aos três objectivos estratégicos. Quadro 1: Objectivos estratégicos e respectivos intervenientes na área programática de Desenvolvimento Administrativo e Institucional Objectivo 1 Estimular o desenvolvimento e a gestão dos recursos humanos 2 Assegurar a observância de padrões e indicadores de qualidade da educação 3 Harmonizar e reforçar os processos e instrumentos de POEMA do sistema Coordenação DRH DGGQ DIPLAC Principais envolvidos DRH, DTIC, DIPE, DNFP DGGQ, IG, DAF, INDE, DAQ 37 DIPLAC, DIPE, DTIC, INED Este relatório de desempenho avalia o progresso anual do sector na base da Matriz Estratégica do Plano Estratégico da Educação (PEE ), relativamente à realização dos objectivos estratégicos do sector e atribui uma classificação sobre o progresso (i) satisfatório, (ii) misto ou (iii) não satisfatório. Este pronunciamento tem como base a análise (i) dos valores observados nos indicadores do Matriz Estratégico relativamente às metas acordadas e os progressos observados em comparação ao ano anterior, bem como (ii) as realizações do sector na materialização das acções prioritárias da matriz estratégica. 37 Na prática, a maior parte das actividades da DAQ está integrada no Ensino Técnico-Profissional. 137

148 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL No ponto 2 deste relatório, é avaliado o progresso do sector na área de Desenvolvimento Administrativo e Institucional, considerando os progressos no cumprimento das metas (Quadro 2), bem como na implementação das acções prioritárias. Esta análise é a base para o parecer global nesta área assim como das recomendações para o futuro. Quadro 2: Indicadores, metas e valores observados, Indicadores Pessoal contratado Docentes Valores observados Meta HM %M 69% 32% 35% 40% Não-docentes Número de escolas monitoradas que atingem os padrões e indicadores de qualidade Execução orçamental N.A. Padrões estabelecidos (EP) Aplicados os padrões e indicadores em 260 escolas primárias Linha de base estabelecida 41 (260 escolas) Observações Não atingido, com progresso Não atingido, com progresso Não atingido, com progresso 40 Atingido Total 87% 93,3%(*) 93,3%(**) ano anterior Atingido FASE 69% 80% 90% 74% Atingido (*) REO 2012, rectificação do quadro da Despesa dos Sectores Prioritários. (**) REO 2013, Quadro Desempenho em Objectivo 1: Estimular o desenvolvimento e a gestão dos recursos humanos O enfoque nesta área é assegurar funcionários suficientes para garantir o funcionamento e melhoria de um sistema educativo em expansão e cada vez mais descentralizado. Ao mesmo tempo, para uma boa gestão do sistema educativo, prioriza-se o desenvolvimento da capacidade dos gestores em todos os níveis, sobretudo ao nível distrital. 38 Trata-se de valores observados do Relatório de Desempenho 2012, como discutido e acordado na RAR de Isto incluía os professores para o Ensino Secundário, contratados com fundos do FASE em Esta meta mede: (i) a orçamentação da meta e (ii) a capacidade de contratar. A orçamentação é feita no ano n-1 e a contratação no ano n. Em 2013 a meta não foi atingida mas houve progresso uma vez que novas admissões foram orçamentadas, criando as condições para a meta ser realizada em Contudo isto não está garantido como podemos ver relativamente à meta para a contratação de professores. 41 Trata-se de 260 Escolas Primárias que experimentam os padrões e indicadores de qualidade. 138

149 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL Novas admissões (docentes) O indicador que acompanha os progressos deste objectivo concentra-se na contratação de pessoal docente e não-docente. Através deste indicador, o sector pretende garantir a contratação de pessoal ao nível desejável (veja Nota Técnica do Indicador 6.a). Atingir as metas significa, por um lado, orçamentar as novas admissões e, por outro lado, a existência de um sistema de recrutamento e contratação a funcionar. Embora as três metas não tenham sido atingidas, houve progressos significativos. Para 2013 foi atribuída e orçamentada a meta de docentes, sendo para o Ensino Primário e para os outros níveis e tipos de ensino. Trata-se de mais novas admissões, comparativamente a 2012, que incluía os professores que tinham sido contratados com fundos do FASE em Da meta atribuída foram contratados docentes, o correspondente a uma realização de 96% da meta (veja o Quadro 3). Isto significa que foram admitidos 851 novos professores mais do que em A realização desta meta em 96% revela ainda a consolidação na aplicação dos procedimentos de contratação de pessoal, resultante dos cursos de capacitação que têm sido ministrados, bem como do acompanhamento ao nível das províncias. Quadro 3: Novas admissões de professores, metas e valores observados, por província, Província Meta Valores observados H M HM %Meta Niassa % Cabo Delgado % Nampula % Zambézia % Tete % Sofala % Inhambane % Manica % Gaza % Maputo % Cidade de Maputo % Total % Algumas províncias não conseguiram cumprir as metas por várias razões (Niassa, Nampula, Tete e Zambézia). No caso do Ensino Primário não houve candidatos suficientes para a categoria de professores de N4 (Ensino Primário) em algumas províncias. Nos outros casos as províncias não conseguiram contratar docentes de N3 para as disciplinas profissionalizantes (Agro-Pecuária, Empreendedorismo e Hotelaria e Turismo) e para o 139

150 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL Ensino Secundário e o EP2 (disciplinas de Inglês, Francês e Educação Física). Face a esta falta de candidatos para algumas categorias de professores, algumas províncias ajustaram (redistribuíram) as suas metas 42, em função das necessidades prioritárias. A província de Cabo Delgado, e especificamente o distrito de Muidumbe, ultrapassou a meta em 28 docentes tendo o Governo Distrital assumido a despesa adicional com os salários dos docentes e a sua integração no quadro dos professores. Quadro 4: Novas admissões de professores, metas e valores observados por nível de ensino e província, 2013 Província Ensino Técnico Ensino Primário Ensino Secundário Total Profissional Valor % de Valor % de Valor % de Valor % de Meta Meta Meta Meta Obs. Exec. Obs. Exec. Obs. Exec. Obs. Exec. Cabo Delgado % % % % Niassa % % % % Nampula % % % % Zambézia % % % % Tete % % % % Sofala % % % % Inhambane % % % % Manica % % % % Gaza % % % % Maputo % % % % Cidade de Maputo % % % % Total % % % % Paridade de género (contratação de docentes) A paridade na contratação de é crucial, entre outras, para incentivar a participação e retenção das meninas nas escolas. Em 2012, apenas 32% dos professores contratados foram mulheres (34% para o Ensino Primário) devido à falta de candidatas com os requisitos necessários para a contratação. Em , a percentagem melhorou um pouco para 35% (total) correspondendo a mulheres (37% para o Ensino Primário), apesar do facto da percentagem de raparigas nos IFPs em 2012 ter diminuído em comparação com o ano anterior. Para o Ensino Secundário, a percentagem de professoras contratadas relativamente ao total de professores contratados subiu de 23% para 28% entre 2012 e As DPECs podem acordar com o Ministério o ajuste das metas em função das suas realidades e necessidades dentro do limite orçamental estabelecido. 43 A contratação de professores em 2013 foi feita no início do ano, antes da RAR de 2013 que avaliou o desempenho nesta área em

151 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL Quadro 5: Número de novos professores contratados em 2013, por província e nível de ensino, total e percentagem de mulheres Província EP ESG ETP Total HM %M HM %M HM %M HM %M 01 Niassa % 71 38% 7 14% % 02 Cabo Delgado % 69 26% 5 20% % 03 Nampula % % 11 45% % 04 Zambézia % % 29 24% % 05 Tete % % 18 0% % 06 Manica % 65 48% 12 17% % 07 Sofala % % 31 26% % 08 Inhambane % % 6 0% % 09 Gaza % 88 18% 16 19% % 10 Maputo % 92 23% 8 38% % 11 Cidade de Maputo 57 47% 64 25% 9 33% % Total % % % % A percentagem de professoras no sistema manteve-se no Ensino Primário (EP1) ao nível do valor observado em 2012, e reduziu ligeiramente no EP2, mas melhorou no Ensino Secundário, como se pode verificar no Quadro 6. Quadro 6: Número de professores no Ensino Geral, , ensino público, diurno Nível M Total %M M Total %M M Total %M EP % % % EP % % % ESG % % % ESG % % % Total % % % Relativamente ao baixo índice de recrutamento de professoras em 2012 e 2013 para o Ensino Primário, uma equipa do MINED incluindo técnicos da DRH, DNFP, DINEP e da DINES foi constituída para reflectir sobre esta matéria, tendo concluído que se trata de um problema complexo, multifacetado e sem solução simples ou linear, uma vez que toca nas questões de equidade de género e de qualidade do ensino secundário, factores ligados a esta profissão, condições sociais e culturais em que as possíveis candidatas se encontram. A situação pode ser explicada, pelo menos parcialmente, pela falta de estudantes femininas nos IFPs nos anos 2011 e 2012, mas também por causa das condições em que os professores trabalham, e o nível da sua remuneração. Por outro lado, a distância entre as zonas de afectação e o local de origem da professora é muitas vezes elevada o que afecta particularmente a professora que, muitas vezes é mãe e/ou casada. Para garantir paridade no ingresso nos cursos ministrados pelos Institutos de Formação de Professores, foi adoptado em 2013, um critério de vagas por género, ou seja, as 141

152 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL meninas concorrem entre si para 50% das vagas disponíveis nos IFPs, IFEAs e EPFs, o que permitiu atenuar a disparidade de género nas admissões em Quadro 7: Número de alunos nos IFPs, Ano M Total % M % % % % % % Contratação de pessoal não-docente Em 2012, o sector não conseguiu inscrever no orçamento para 2013 uma dotação para a contratação de pessoal não docente 44. Face às limitações orçamentais para a contratação de pessoal o sector considerou que novos professores seria o mínimo para evitar piorar os rácios de alunos por professor. Neste contexto a meta de contratação de pessoal não docente não poderia ser realizada pelo facto de não ter sido orçamentada uma dotação orçamental para tal. Contudo, durante as negociações do orçamento desde 2010 e particularmente em 2012 e 2013, relativamente à necessidade de contratação de pessoal não-docente, o MINED conseguiu, além de meta para a contratação de novos professores, inscrever uma dotação orçamental para financiar a admissão de 500 funcionários não-docentes para as escolas e SDEJTs para o ano Rácios de alunos por professor Em 2013, o rácio de alunos por professor no Ensino Primário do 1º Grau (EP1) estagnou. Melhoraram ligeiramente os rácios nos outros níveis de ensino como se pode verificar no Quadro 8. A correlação entre as novas admissões, o número de professores nas escolas e os rácios de alunos por professor não é linear, sendo influenciada pelo crescimento real do número de alunos 45 e pela saída de professores do sistema, entre outros. 44 Esta meta foi estabelecida para influenciar as negociações sobre o orçamento. A revisão das metas para 2013 teve lugar antes do fecho do orçamento de Naquela altura o sector achou não ser oportuno mudar a meta, embora se soubesse que provavelmente não seria cumprida. 45 Os critérios de afectação a dos professores por nível de ensino são (i) prioridade ao EP1 de modo a que se assegure a realização da meta do rácio alunos por professor no EP1ou, não sendo possível, garantir que o rácio de alunos por professor não piore relativamente ao ano precedente e (ii) redução ou incremento da carga horária dos professores nos outros níveis do ensino dependendo da situação concreta por nível de ensino e província. A afectação de novos professores procura contribuir para uma maior equidade entre as províncias beneficiando aquelas com mais carência de professores. Os 142

153 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL Quadro 8: Alunos e professores no Ensino Geral, crescimento e rácios de alunos por professor, 2012 e 2013, por província, ensino público, diurno Alunos e professores no EP1 Alunos e professores no EP2 Alunos e professores no ESG Implementação das acções prioritárias Alunos e professores no ESG2 Província Rácio Alunos por 2013 / 2012 Professor Professores Alnos Niassa -1% 4% 67,7 64,2 Cabo Delgado 3% 0% 64,0 66,1 Nampula 3% 6% 72,0 70,2 Zambézia 7% 6% 70,2 70,9 Tete 6% 3% 62,3 63,8 Manica 2% 3% 51,1 51,0 Sofala 2% 0% 61,0 62,0 Inhambane 0% 6% 50,1 47,5 Gaza 2% 2% 49,4 49,1 Maputo 4% 4% 55,6 55,9 Cidade de Maputo -1% -3% 58,9 60,0 Total 4% 4% 62,7 62,6 Província Rácio Alunos por 2013 / 2012 Professor Professores Alunos Niassa 0% 9% 30,5 27,9 Cabo Delgado -1% 0% 28,7 28,6 Nampula 0% 6% 29,8 28,1 Zambézia 4% 7% 28,8 28,0 Tete 0% 6% 37,4 35,4 Manica 2% 0% 30,9 31,6 Sofala -2% -7% 38,9 40,8 Inhambane -3% -2% 37,0 36,5 Gaza -4% -3% 36,7 36,3 Maputo 3% 13% 38,3 34,9 Cidade de Maputo -3% -3% 42,0 42,1 Total 0% 3% 33,4 32,3 Províncias Rácio Alunos por 2013 / 2012 Professor Professores Alunos Niassa 11% 15% 41,3 40,1 Cabo Delgado -7% 2% 33,5 30,5 Nampula 9% 7% 36,4 36,8 Zambézia -1% 4% 39,6 37,9 Tete 2% 7% 34,7 33,0 Manica 4% 11% 34,9 32,7 Sofala -2% 11% 45,8 40,6 Inhambane 2% 16% 46,4 40,7 Gaza 4% 3% 41,0 41,4 Maputo 5% 15% 54,6 49,6 Cidade de Maputo 1% 8% 48,5 45,3 Total 3% 9% 41,3 39,0 Províncias Rácio Alunos por 2013 / 2012 Professor Professores Alunos Niassa 4% 8% 29,0 27,8 Cabo Delgado 14% -4% 26,9 32,0 Nampula 7% 10% 24,7 24,0 Zambézia 16% 67% 30,4 21,0 Tete 9% 11% 25,0 24,6 Manica 13% 9% 26,4 27,5 Sofala -7% 18% 25,6 20, Inhambane 4% 37% 27,8 21,1 Gaza 11% 11% 21,2 21,2 Maputo -7% 5% 25,1 22,3 Cidade de Maputo -2% 4% 32,7 30,7 Total 6% 17% 26,9 24,3 Em relação à execução das acções prioritárias para 2013, é de referir que a maior parte das actividades previstas foram executadas. No âmbito do desenvolvimento da capacidade institucional, visando a implementação eficiente e eficaz das reformas em curso na Administração Pública em geral e do sector da Educação em particular, o MINED tem proporcionado a formação e capacitação dos seus recursos humanos com destaque para cursos orientados para a obtenção do nível académico e outros de curta duração, incluindo capacitações na área de POEMA, visando a melhoria do desempenho profissional. cenários elaborados na base destes critérios assumem (a) o crescimento do número de alunos previsto no contexto da preparação do PES (no mês de Junho do ano anterior) e (b) a substituição, em tempo útil, dos professores que saiem do sistema. 143

154 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL Ao mesmo tempo, para melhorar as condições no lugar de trabalho, foram disponibilizadas viaturas, computadores e acesso à internet. Foram ainda premiados os melhores trabalhadores durante o Conselho Coordenador. Continuou a consolidação e implementação do programa de Assistência Social, baseado num sistema de assistentes sociais, beneficiando dos fundos disponíveis para o apoio directo ao pessoal mais necessitado. Houve atrasos na implementação de acções viradas para a criação de um sistema integrado de gestão e desenvolvimento de recursos humanos. O processo de recrutamento dos elementos para a operacionalização da Estratégia de Gestão de Recursos Humanos ainda não foi concluído (o segundo concurso já foi lançado encontrando-se na fase de triagem das candidaturas por parte do júri). Há atrasos na instalação do Sistema de Gestão de Recursos Humanos, pelo facto de a sua implementação depender do seu desenvolvimento pelo Ministério da Função Pública, bem como da utilização dos resultados da avaliação de desempenho para uma melhor gestão de competências do pessoal docente. A ficha de avaliação de desempenho do pessoal não-docente no âmbito do SIGEDAP está sendo aplicada. 2.2 Objectivo 2: Assegurar a observância de padrões e indicadores de qualidade da educação Através da observância de padrões e indicadores de qualidade, o sector pretende melhorar a qualidade dos serviços prestados. Para isso acontecer, é necessário, em primeiro lugar, a elaborar e implementar os padrões e indicadores para os diferentes níveis do sistema, bem os correspondentes processos de monitoria e avaliação, supervisão, controlo interno e inspecção, entre outros Elaboração e implementação de padrões e indicadores de qualidade Em 2013, o sector deu continuidade às acções iniciadas em 2011/2 relativamente ao estabelecimento do Sistema de Gestão e Garantia de Qualidade (SGGQ). Como estava previsto, foram implementados os padrões e indicadores de qualidade, concebidos em 2012, em 260 escolas primárias nas províncias de Maputo, Inhambane, Manica, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado até ao final de Os resultados preliminares da avaliação serão conhecidos no 2º semestre de Deu-se ainda prosseguimento à elaboração de padrões e indicadores de qualidade para os IFPs e foram recolhidos subsídios para a elaboração dos padrões e indicadores para as escolas secundárias. Ainda no âmbito do SGGQ deu-se início a um processo de avaliação externa a alguns IFPs que implementam o novo modelo de formação de professores, nomeadamente Matola em Maputo, Homoíne em Inhambane, Marrere em 144

155 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL Nampula, Chitima em Tete, Alto Molócuè na Zambézia e Alberto Chipande em Cabo Delgado. Foi consolidada a reforma dos exames. O enfoque das actividades foi na criação de capacidade ao nível das províncias para a sua gestão Controlo Interno e Inspecção Em 2013, o sector fortaleceu as acções na área de controlo interno e inspecção. Ao nível central (MINED) foram inspeccionadas a DAF e a DRH relativamente às áreas de pagamento de salários, de aquisições e do ingresso de funcionários e agentes do Estado. Foram ainda auditados, entre outros, o Programa de Apoio Directo às Escolas (ADE) e a gestão e administração financeira e patrimonial da DINAME. Os relatórios foram partilhados com os responsáveis das áreas e foi instituído um processo de acompanhamento das recomendações. Ao nível das províncias, foram auditadas 4 DPECs enquanto 4 outras receberam uma visita de acompanhamento das recomendações da auditoria interna de Devido a complicações nos processos de aquisição e comunicação interna, não foram realizadas em 2013, tal como tinha sido acordado, a auditoria sobre aquisições, obras paralisadas e a avaliação da nova metodologia na área de construção, que transitaram para Na perspectiva de se criar capacidade inspectiva ao nível dos distritos, foram capacitados 55 candidatos a inspectores distritais em duas acções de formação. Ao nível do controlo interno, o MINED (DAF) continuou com as visitas de supervisão trimestral a todas as DPECs na área de gestão financeira e de aquisições para dar seguimento às fraquezas identificadas pelas auditorias internas e externas, bem como pelas visitas supervisão anteriores, tais como, entre outras, fraquezas no seguimento dos procedimentos de aquisições e deficiência na área de arquivo documental. Para responder a estes desafios, além das visitas de supervisão e acompanhamento às DPECs, foram feitas capacitações na área de aquisição (pessoal de construção) e foi elaborado um manual de gestão de arquivos. Tiveram lugar ainda duas visitas conjuntas do Grupo de Trabalho de Planificação e Gestão Financeira (às províncias de Manica, Zambézia, Niassa e Cabo Delgado) e a supervisão integrada ao nível do sector. Estas visitas são importantes para avaliar o pulso do sistema educativo, informando sobre os grandes desafios no terreno, alimentando as intervenções prioritárias para assegurar a mudança da situação actual. 145

156 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL Descoberta da fraude e o seu seguimento Em Novembro de 2012 foi descoberta a fraude no sistema paralelo de pagamento de salários no MINED (por via do Sistema Nacional de Vencimentos SNV -, fora do sistema e-folha). O caso foi reportado e encaminhado às entidades competentes para o seu devido seguimento (Gabinete Central de Combate à Corrupção e Inspecção Geral de Finanças) e recebeu atenção pública em Fevereiro de Foi concluído e apresentado ao Ministério da Educação e a outras entidades relacionadas, o relatório da Sindicância realizada pela Inspecção Geral de Finanças em relação às contas do exercício económico de 2012, e efectuada uma auditoria pela Inspecção Geral de Finanças em relação ao exercício de 2011 e 4º trimestre de Na base das constatações e recomendações das auditorias, foram tomadas as seguintes medidas: Responsabilização dos funcionários directamente envolvidos na Fraude, que neste momento aguardam julgamento, alguns dos quais detidos; Cadastramento do pessoal que recebia os seus salários por via do SNV com vista à sua transferência para o e-folha. Dos 170 funcionários que recebiam os seus salários pelo SNV, apenas se mantêm ainda nesse sistema, tendo os restantes sido migrados para o e-folha; Transferência de pessoal para a área de salários (duas pessoas, uma do Ministério e a outra de uma instituição subordinada), para substituir o pessoal envolvido na fraude e garantir a separação de funções de execução e controlo 47 ; Envio mensal à DRH da folha de salários para conferência, antes da sua submissão à Direcção Nacional da Contabilidade Pública; Reconciliação bancária mensal com distinção e identificação da proveniência dos valores e caracterização do saldo em conta; Reforço do controlo interno. Até finais de Dezembro de 2013, foram reembolsados ,90 MT correspondentes a 69% de uma listagem que totalizava ,10 MT (2012) e mais 17% do valor de outra listagem cujo total ascendia a ,58 MT. Esforços têm estado a ser envidados junto dos funcionários que ainda não iniciaram com os devidos reembolsos. 46 Os 13 funcionários que ainda se encontram vinculados ao SNV exerceram cargos de chefia em outras instituições e como tal estavam inscritos como gestores de fundos nessas instituições. A sua regularização só se poderá efectivar após o encerramento das contas no e-sistafe (após o fecho de todos os processos administrativos abertos em seus nomes). 47 O Ministério enfrenta dificuldades para reter estas pessoas nesta área sensível. Das 3 pessoas trabalhando na repartição de salários, uma solicitou licença sem vencimento e já saiu e uma outra também já solicitou para sair e aguarda decisão. Ainda não foi possível preencher a vaga de chefe do Departamento Financeiro. 146

157 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL Já foi recebido pelo MINED e encontra-se junto à Inspecção-geral, o relatório da sindicância realizada pela Inspecção Geral de Finanças, correspondente ao período de 2011 e 4º trimestre de 2010, o qual está a ser sujeito a uma triagem e a diversos contactos para aferir alguns pontos contidos no mesmo, que carecem de esclarecimentos para pôr em prática o plano de acção das recomendações. Por outro lado, o Ministério das Finanças tem a previsão de iniciar muito brevemente uma auditoria específica aos salários em relação aos anos retroactivos até 2008, para apurar o período de início da fraude, tendo os dados relativos a esse período sido também enviados ao Gabinete Central de Combate à Corrupção. 2.3 Objectivo 3: Harmonizar e reforçar os processos e instrumentos de POEMA do sistema Execução orçamental Através do indicador execução orçamental, o sector pretende monitorar a sua capacidade de planificar, orçamentar e executar as suas actividades. Como a Nota Técnica deste indicador (6.c-i e ii) já indica, é difícil interpretar os valores observados num ano, comparando com o ano anterior. O Quadro 9 apresenta a informação apresentada no REO relativamente à execução do orçamento em Quadro 9: Execução orçamental, sector da educação, REO 2012 e 2013 (em milhões de Meticais) Classificador REO 2012 REO / 2012 Orç. Exec. % Exec. Orç. Exec. % Exec. (Exec.) 48 Orgânico ,3% ,8% Funcional ,7% ,3% 12% FASE ,0% ,7% 8% Fonte: REO 2012 e REO O classificador orgânico inclui todas as UGBs cujo código começa com bem como a despesa de funcionamento dos SDEJTs. O classificador funcional reflecte a despesa do Governo com a função Educação incluindo portanto a despesa com educação realizada por outros ministérios (tais como, por exemplo, os Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia). 48 Variação em termos reais, considerando uma inflação média de 4,21% e uma variação cambial de 5,9%. A variação em termos reais entre 2011 e 2012 foi de apenas 1% (e não incluía a despesa de âmbito distrital). 49 MINED e as suas instituições subordinadas e tuteladas, DPECs assim como as Instituições de Ensino Superior. 147

158 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL Para complementar a informação do REO, o Quadro 10 apresenta a informação do e-sistafe 50 que reflecte uma imagem mais real do orçamento e da despesa do sector. Pode-se constatar que a taxa de execução em 2013 foi ligeiramente inferior à observada em Em termos absolutos, o volume da despesa em 2013 aumentou em 18%, enquanto o orçamento cresceu em 19%. Houve melhoria na execução da fonte interna (investimento) e fonte externa (FASE). A execução dos projectos bilaterais foi muito baixa: 30%. Isto pode ser o resultado da sobre orçamentação e/ou da subestimação da despesa devido à falta da informação sobre a execução. Pode igualmente resultar do facto da despesa em 2013 não ter sido ainda completamente incorporada. Quadro 10: Execução orçamental, sector da Educação, (em milhões de Meticais) Classificador Orgânico (50) Tipo da despesa por fonte de / 2012 financiamento Orç. Exec. % Exec. Orç. Exec. % Exec. Orç 52. % Exec. Funcionamento Interno % % 20% 20% Investimento Interno % % 47% 46% Externo FASE % % 2% 14% Bilaterais % % 19% -37% Total % % 19% 18% Fonte: e-sistafe. Datas de geração dos relatórios: 14 de Fevereiro (2013) e 7 de Fevereiro (2012). Também houve uma descida ligeira na execução do orçamento de funcionamento. Como se pode ver no Quadro 11, isto resultou principalmente de uma taxa de execução mais baixa ainda por parte das outras instituições. Quadro 11: Execução, Orçamento de Funcionamento, por âmbito e UGB (10^3 MT) UGB Orçamento Execução % Exec. Ministério da Educação % Outras Instituições - Centrais % Total do orçamento de funcionamento - Nível Central % Direcções Provinciais de Educação e Cultura % Outras Instituições Provinciais % Total do orçamento de funcionamento - Provincial % Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia % Total do orçamento de funcionamento - Distrital % Total do Orçamento de Funcionamento do Sector % Execução orçamental do FASE O indicador compara a despesa realizada com o orçamento inscrito tal como referido no REO O Quadro 15 do REO apresenta uma execução de 89,7% em 2013 contra 50 Sempre houve diferenças entre a informação apresentada no REO e a informação do sector, uma vez que esta depende do momento em que é obtida a informação a partir do sistema. 51 Informação de 7 de Fevereiro de Em preços constantes. 148

159 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL 79,9% em Em termos reais, o volume da despesa cresceu em 7,8% entre 2013 e 2012 (comparando com um crescimento negativo entre 2011 e 2012 de -10,5%). Estes progressos mostram o impacto positivo dos esforços de sector para melhorar as áreas de planificação orçamental e dos processos de aquisição. Através de uma planificação plurianual, a orçamentação anual tornou-se mais realista. Em 2013 houve grandes avanços na área de aquisições devido ao aumento da capacidade da UGEA. Isto resultou na conclusão de muitos processos em curso, dos quais alguns iniciados em Quadro 12: Orçamento e execução, FASE, por âmbito, E-Sistafe, 14 de Fevereiro Nível Dotação Dotação Inicial Actualizada DA/DI Despesa % Exec. MINED (nível central) % % DPECs % % SDEJTs % % Total % % O Quadro 12 mostra as mutações do orçamento do FASE comparando a dotação inicial e final. Houve um aumento significativo da dotação inicial (31%) em resultado da (re-) inscrição dos saldos de 2012, bem como dos fundos do KFW 53 e da Finlândia 54. O relatório do FASE (quarto trimestre de 2013) fornecerá informação adicional sobre a execução dos fundos do FASE Desembolsos dos parceiros para o FASE O Quadro 13 mostra, em resumo, a movimentação na Conta Forex do FASE. O balanço de abertura em 2013 era de 1,4 milhões de Dólares Americanos (USD). A conta fechou em 2013 com um balanço de cerca de 11 milhões de USD. Quadro 13: Movimentação Conta Forex (Quadro 8 do REO) (em milhões) Balanço em Balanço em Entradas Saídas 01/01/ /12/2013 Meticais USD Câmbio 29,4 29,8 29,8 29,8 O Quadro 14 mostra que os Parceiros de Cooperação que financiam o FASE, apesar de terem desembolsado 99% dos fundos comprometidos, não observaram, grosso modo, o cronograma de desembolsos acordado no GCC Alargado de 13 de Dezembro de A contribuição do KfW para o ano 2013 apenas foi confirmada no final de 2012 já depois de concluída a elaboração do orçamento para Trata-se da contribuição da Finlândia que estava inscrita no orçamento de 2012 mas que apenas foi desembolsada em Janeiro de

160 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL Isto resultou numa situação em que o sector ficou largos meses, desde finais de 2012 até meados do segundo trimestre de 2013, sem liquidez e, portanto, sem poder honrar os compromissos assumidos com os seus fornecedores e obrigado a adiar o início da implementação de várias actividades. Quadro 14: Compromissos e desembolsos dos Parceiros, FASE, 2013 (em mil USD) Trimestres Valor dos Compromissos 55 Desembolsos Valor Em % do valor comprometido 1º Trimestre % 2º Trimestre % 3º Trimestre % 4º Trimestre % Total % A implementação das actividades O aumento da fonte interna facilitou a implementação de várias actividades tais como a compra de carteiras, bem como a construção de salas de aula (além dos fundos do FASE) nesta área. Em 2013, o sector deu prosseguimento à integração dos assuntos transversais. Nesta perspectiva foram, entre outros, capacitados técnicos do MINED e formadores dos IFPs na gestão da abordagem de integração, com o enfoque na criação de um ambiente escolar saudável em que todas as crianças, mas particularmente as raparigas, se sintam seguras. Com vista à melhoria da qualidade e uso dos dados estatísticos no contexto do ciclo de planificação, orçamentação, monitoria e avaliação, foi expandido o programa da Carta Escolar, entre outros. Foram fornecidos GPSs a todos os SDEJTs e DPECs e foi instalado o pacote informático de cartografia em todas as DPECs. Neste momento, cerca de 79% das escolas estão georreferenciadas. A localização de mais de 10 mil escolas, segundo nível de ensino mais alto leccionado, incluindo informação básica sobre cada uma das escolas, pode ser actualmente visualizada através do Google Earth. Avançou-se, ainda, com a elaboração dos Planos Operacionais em 3 províncias (Niassa, Sofala e Inhambane). Este exercício tem como objectivos mostrar os grandes desafios ao nível das províncias e facilitar a preparação dos planos anuais respondendo às particularidades de cada uma das províncias. Ao mesmo tempo, este exercício irá contribuir para o desenvolvimento do novo Plano Estratégico do sector ( ). 55 Fonte: Cronograma de desembolsos acordado no GCC Alargado de 13 de Dezembro Os fundos da Finlândia (contribuição de 2012) foram transferidos em Janeiro de 2013, mas entraram numa conta errada e apenas foram visualizados na conta do MINED em Abril de Todos os parceiros desembolsaram o valor comprometido na moeda original. 150

161 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL Destaque-se, ainda, a transformação dos SDEJTs em UGBs no orçamento de 2014 culminando um longo período de advocacia nesse sentido feito pelo Ministério da Educação, iniciado desde a introdução da orçamentação por programas em Isto permitirá a apresentação do orçamento do sector de âmbito distrital por programa sectorial, usando o classificador funcional, contribuindo para uma maior transparência na alocação dos fundos. Ao mesmo tempo, permite o aumenta do controlo directo dos SDEJTs sobre o seu orçamento, facilitando a sua execução. No que se refere ao sistema integrado para a gestão financeira ao nível do país, registaram-se atrasos por razões de ordem financeira e institucional, devido à complexidade do sistema. Foi decidido avançar com a sua implementação em 2014, mas apenas ao nível central (MINED) Preparação da implementação do programa Gestão de Finanças Públicas para Resultados Em 2013, foi preparado e acordado o programa Gestão das Finanças Públicas para Resultados. Este projecto visa melhorar a qualidade dos serviços básicos nas áreas de Saúde e Educação, através de uma gestão para a mudança. Para o sector da Educação, o enfoque é na melhoria da governação da escola (Escolas Primárias Completas), através de três vertentes: 1. Melhorar a transparência na alocação e aplicação dos fundos para as Escolas Primárias; 2. Reforçar o papel dos Conselhos de Escola no acompanhamento da gestão e do desempenho escolar; 3. Estimular a supervisão e acompanhamento do funcionamento das escolas pelos SDEJTs. Através deste programa, o sector pretende criar uma melhor sinergia entre as actividades em curso nesta área, relativamente à (i) aplicação de padrões e indicadores de qualidade, (ii) à supervisão, fiscalização e responsabilização da gestão escolar através de um melhor acompanhamento e envolvimento dos SDEJTs por um lado, e dos Conselhos de Escola por outro, na sua governação, (iii) transparência na alocação e utilização dos fundos do Estado, e (iv) capacitações do pessoal ao nível dos distritos e escolas na área de gestão. Este programa que toca em todo o sistema, desde o nível central até às escolas (todas as EPCs) será alvo de atenção especial por parte da área de Desenvolvimento Administrativo e Institucional em

162 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL 3. Factores de (in) sucesso 3.1 Melhorias na planificação e orçamentação A introdução de uma planificação plurianual através da elaboração e actualização anual do Plano Operacional (MINED) tem contribuído para um maior alinhamento entre o PEE, o PdA, o PdP e o orçamento anual do sector. Isto tem facilitado a implementação do PdA e a execução do orçamento. 3.2 Aumento da capacidade na área de aquisições A contratação de mais pessoal para a área de aquisições na segunda parte de 2012, contribuiu para o aumento da capacidade na área de aquisições, resultando na conclusão e entrega de bens e serviços dos processos em curso. 3.3 Problemas de liquidez A implementação das actividades do sector em 2013 foi afectada negativamente e de forma significativa pela falta de liquidez, no início e no fim do ano. Pela primeira vez, um exercício económico (de 2013) fechou praticamente sem saldos do FASE, em parte devido ao não desembolso de alguns compromissos em Como se pode verificar no Quadro 14, grande parte dos fundos comprometidos para 2013, só foram desembolsados no 2º trimestre de 2013 contrariamente ao acordado no Cronograma de Desembolsos aprovado no GCC Alargado de 13 de Dezembro de O último desembolso foi efectuado no dia 12 de Dezembro de O programa mais afectado foi o programa de construção acelerada que, devido à falta de liquidez no fim do ano 2012 e início de 2013 não pôde pagar as facturas desde o último trimestre de 2012 até meados do segundo trimestre de 2013 o que resultou na paralisação de muitas obras em curso e na criação de dificuldades económicas aos empreiteiros, afectando negativamente a relação de confiança entre o Ministério da Educação e aqueles. Uma situação similar, embora menos grave, voltou a acontecer no quarto trimestre de 2013 relativamente ao pagamento das facturas dos últimos meses de Descoberta da fraude A fraude, descoberta pelo Ministério em Novembro de 2012 e tornada pública pelos órgão de comunicação social em Fevereiro de 2013, afectou negativamente a credibilidade que o sector conseguiu construir ao longo dos últimos anos e contribuiu para os atrasos dos desembolsos dos parceiros em

163 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL 3.5 Imprevisibilidade do financiamento externo ao sector no curto e médio prazo Apesar dos progressos observados na área da planificação (plurianual) das acções prioritárias do sector, a implementação das mesmas está em risco devido à falta de previsibilidade do financiamento externo a curto (para o ano seguinte) e a médio prazo, principalmente através do FASE. Esta situação forçou o MINED a adiar ou suspender algumas actividades no contexto da elaboração do PdA e do PdP Trata-se principalmente de actividades com despesas elevadas em 2015 e anos seguintes, como, entre outras, a construção e reabilitação de Instituições do Ensino Técnico, a expansão do Ensino à Distância, a implementação do plano de acção do Livro Escolar, o aumento dos fundos do ADE e o início da construção de novas salas de aula para o ensino primário e secundário. 4. Conclusões e recomendações 4.1 Desempenho na área do Programa Sectorial O grupo concluiu que o desempenho na área programática de Desenvolvimento Administrativo e Institucional em 2013 foi satisfatório. Foram atingidas 3 das 6 metas e houve progressos relativamente às outras 3. Quadro 15: Recomendações da RAR 2013 e seu seguimento Recomendação da RAR 2013 Ponto de situação Referência 1. Implementação da estratégia de Recursos Humanos Sistema integrado Atrasos Ponto Aumento das capacitações Cumprido, em curso Ponto Ponto 0 Formação de Inspectores Cumprido, em curso Ponto Distritais 2. Reforço dos mecanismos de controlo da pontualidade e assiduidade dos professores e directores de Escola 3. Reforço do controlo interno Área de atenção prioritária (missões de supervisão, padrões e indicadores de qualidade, capacitações de gestores das escolas, etc. etc.) Ponto Coordenação entre DAF e IG Contínuo Ponto Conclusão do e-folha Cumprido Ponto Sistema integrado de planificação, orçamentação e gestão financeira Em curso, com atrasos Ponto 0 4. Implementação do Sistema de Gestão e Garantia Em curso Ponto de Qualidade 5. Capacitação na área da planificação plurianual Em curso Ponto 0 6. SDEJTs como UGBs Cumprido Ponto 0 153

164 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL A maior parte das acções prioritárias estão bem encaminhadas, tal como planificadas. O Quadro 15 mostra que foi dado o devido seguimento às recomendações da RAR de Houve grandes progressos na área de execução orçamental (em termos percentuais e reais), que mostram um aumento da capacidade institucional para implementar o PEE. Os progressos observados na área de gestão de recursos humanos foram consolidados. Destaque-se ainda, entre outros, o seguimento do assunto da fraude através da melhoria dos sistemas de controlo interno, a migração de quase todo os funcionários que recebiam os seus salários por via do SNV para o e-folha e a transformação dos SDEJTs em UGBs que facilitará um melhor acompanhamento da execução orçamental por programa sectorial a médio prazo. 4.2 Recomendações para o futuro As áreas de atenção prioritária para 2014 e anos seguintes são: 1. Acelerar as discussões com o Ministério de Função Pública relativamente à instalação e implementação de um sistema integrado de gestão de recursos humanos; 2. Assegurar o acompanhamento da contratação de professoras em 2014, e elaborar estratégias para motivá-las para a profissão; 3. A conclusão das auditorias e avaliações pendentes na área de aquisições e de construção; 4. Dar continuidade às acções de controlo interno e supervisão; 5. Assegurar uma boa coordenação entre o MINED, as DPECs e os SDEJTs na implementação das actividades no âmbito do programa Gestão de Finanças Públicas para Resultados, cujo enfoque é na melhoria da gestão escolar; 6. Concentrar as capacitações ao nível dos distritos na área de POEMA; 7. Assegurar a preparação e consolidação dos Planos Operacionais ao nível das províncias; 8. Considerando a incerteza sobre as futuras contribuições externas ao sector, assegurar um financiamento adequado às instituições da educação (através do aumento das dotações para Bens e Serviços para os distritos) e aos programas chaves para o sector (ADE, livro escolar, construção de salas de aula) através do Orçamento do Estado (prazo: Julho de 2014). MINED (GT-DAI), 20 de Março de 2014 (versão 4).= 154

165 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL 15ª RAR. MARÇO DE Anexo: Progresso na implementação das acções prioritárias em 2013 Acção prioritária 1. Implementar as rotinas de gestão de recursos humanos 2. Restruturar e desenvolver instrumentos para um sistema integrado de gestão de recursos humanos 3. Elaborar e implementar um sistema de avaliação dos recursos humanos na base de competências e desempenho Resp. DRH DRH DRH Principais actividades implementadas em 2013 Realizar actos administrativos ligados a promoção (188), progressão (50), mudança de carreira (60) Monitorar o processo de contratação Instalação do sistema de gestão de recursos humanos Operacionalizar a estrutura de implementação da estratégia de recursos humanos Realizar 3 seminários regionais de auscultação sobre os perfis e tarefas a constar na folha de classificação do pessoal docente Ponto de situação Factores de (in) sucesso Passos seguintes Prazo Foram realizados os actos administrativos 133 promoções, 71 progressões e 43 mudanças de carreiras Embora não se tenha atingido a meta atribuída, todos os distritos lançaram o concurso para a contratação, fez-se a selecção dos apurados e seguidamente a sua colocação O sistema ainda não foi instalado Recrutado o assessor para o eixo de Formação. Falta por recrutar os assessores para os outros eixos, incluindo o Coordenador do PRO-RH Elaborado o draft da folha de classificação. Em processo a discussão do documento a nível da DRH em preparação dos seminários Cabimento orçamental Falta de candidatos para N4 e N3 (disciplinas profissionalizantes) (veja o ponto 2.1 no documento) Trata-se de um sistema para toda a Administração Pública desenhado pelo MFP, aguarda-se pela sua instalação e implementação Do concurso aberto não se conseguiu candidatos com requisitos. Foi aberto outro concurso para o preenchimento dos restantes membros, estando neste momento na fase de selecção Demora porque havia necessidade de aprofundar os itens da avaliação Assegurar a orçamentação para realizar os actos Continuar a monitorar o processo de contratação Uma melhor articulação com MFP Anual Anual 2014 Em curso, PdA 2014 Em curso, PdA 2014

166 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL ª RAR. MARÇO DE 2014 Acção prioritária Resp. Principais actividades implementadas em 2013 Ponto de situação Factores de (in) sucesso Passos seguintes Prazo 4. Incrementar as medidas de apoio social 5. Formar e capacitar o capital humano do sector 6. Melhorar as condições no lugar de trabalho DRH DRH DAF DTIC Apoio a 10 funcionários doentes no Órgão Central Aquisição de 450 bicicletas e 500 pastas para os Assistentes Sociais Capacitar 150 funcionários do Órgão Central em diversas áreas Capacitação do pessoal não docente nos módulos POEMA Atribuição de Bolsas de Estudo nas Instituições Públicas Distribuição de viaturas para os níveis operacionais Compra de equipamento informático Foram beneficiados os 10 funcionários do Órgão Central contemplados; Tiveram apoio em produtos alimentares Adquiridas as bicicletas e pastas e estão sendo enviadas as Províncias Capacitados 114 funcionários em atendimento público e 46 funcionários em primeiros socorros Capacitados: 208 funcionários das DPECs de Sofala, Inhambane, Cabo Delgado e da Cidade de Maputo nos módulos POEMA Atribuídas 621 bolsas aos funcionários em todo o país; 5 do órgão central no IFAPA, 3 no ISAP e 3 para o curso de Mestrado na UEM e UP Foram adquiridos e distribuídos, principalmente para os distritos, escolas técnicas e IFPs, 200 viaturas Foram adquiridos computadores para apetrechamento das direcções nacionais, departamentos autónomos, instituições subordinadas e tuteladas do MINED (250 computadores, 15 impressoras de rede, UPSs) Existência de fundos para a compra dos produtos no devido tempo Disponibilidade da loja seleccionada no fornecimento dos produtos Disponibilidade do orçamento Boa coordenação dos diferentes actores no processo Disponibilidade do orçamento e de candidatos com requisitos Melhoria na área de aquisições resultou na chegada de 2 lotes (100 cada) de viaturas no mesmo ano Continuação do apoio em produtos alimentares aos funcionários doentes Elaboração da estratégia de desenvolvimento dos funcionários Cobertura de todos os distritos Fazer um levantamento do estágio actual das viaturas e assegurar a manutenção do parque de viaturas Assegurar manutenção do equipamento Em curso, PdA 2014 Em curso, PdA 2014 Em curso, PdA 2014 Em curso, PdA Contínuo

167 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL 15ª RAR. MARÇO DE Acção prioritária Resp. Principais actividades implementadas em 2013 Ponto de situação Factores de (in) sucesso Passos seguintes Prazo 7. Introduzir medidas de motivação, premiação para melhor retenção 8. Conceptualizar e institucionalizar o Sistema de Gestão e Garantia da Qualidade da Educação em Moçambique DRH DGGQ Elaboração do regulamento dos estímulos e incentivos Capacitar as equipas de implementação de padrões e indicadores de qualidade e realizar a pré-testagem em 5 províncias dos padrões e indicadores de qualidade para os IFPs, Escolas Secundárias e Alfabetização e Educação de Adultos Capacitar as equipas de implementação dos padrões e indicadores de qualidade para a escola primária das ZIPs, SDEJTs e DPECs Realizar a fase piloto de implementação dos padrões e indicadores de qualidade para a escola primária em 6 províncias num total de 260 escolas Foram equipadas 110 escolas secundárias e técnicas no âmbito da implementação do Plano Tecnológico da Educação e 50 laboratórios de multimédia Conectadas escolas à rede internet Elaborado ao nível do MINED critérios a serem usados a nível nacional para premiar os funcionários que se destacaram profissionalmente Feita a pré-testagem dos padrões e indicadores de qualidade nos IFPs da Matola, Homoíne, Alto Molócuè, Chitima, Marrere e Alberto Chipande. Não houve acções de capacitação porque o período disponível era incompatível com as actividades dos IFPs Capacitadas as comissões de avaliação das Províncias, Distritos e Escolas das províncias de implementação piloto, nomeadamente Maputo, Inhambane, Manica, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado num total de 164 participantes das comissões distritais e provinciais e das comissões de escolas Implementados os padrões e indicadores de qualidade em 260 escolas de seis províncias Apoio da Movitel (oferta a cada escola de 2 modems USB 3G para Internet gratuita) A DGGQ e a DINES premiaram os melhores professores e gestores de escolas (entre outros com 500 tabletes) Colaboração dos IFPs Desembolso tardio dos fundos do FASE afectou as capacitações Boa colaboração das Unidades Orgânicas, DPECs e SDEJTs Constituíram factores de sucesso o trabalho realizado pelo grupo técnico, pelas DPECs e SDEJTs Por tratar no Ensino Secundário e Técnico Profissional Elaboração de critérios para os outros níveis Que seja assegurado o desembolso atempado de fundos Assegurar a integração e alinhamento com o programa Gestão de Finanças Publicas para Resultados Expansão para todas as escolas EPCs Em curso, PdA 2014, sem financiamento Contínuo

168 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL ª RAR. MARÇO DE 2014 Acção prioritária 9. Desenvolver padrões e indicadores de qualidade 10. Desenvolver / consolidar sistemas de acreditação, qualificação e certificação Resp. DGGQ DAQ Principais actividades implementadas em 2013 Realizado o Seminário Nacional sobre Implementação do Sistema de Gestão e Garantia de Qualidade Elaborar a proposta dos padrões e indicadores de qualidade para os IFPs e Escolas Secundárias Realizar um seminário com os pontos focais para a validação da proposta de padrões e indicadores de qualidade para os IFPs, Escolas Secundárias e Alfabetização e Educadores de Adultos No âmbito da reforma desenvolver novas qualificações Conceber o Quadro Nacional de Qualificações Ponto de situação Factores de (in) sucesso Passos seguintes Prazo Partilhados em Dezembro de 2013 no Seminário Nacional, os resultados preliminares sobre Implementação piloto do Sistema de Gestão e Garantia de Qualidade das províncias de Maputo, Inhambane, Manica, Nampula e Cabo Delgado e apresentadas as experiências pelas escolas de implementação piloto Elaborada a proposta dos padrões e indicadores de qualidade para os IFPs e socializada no Seminário Nacional sobre a Implementação do Sistema de Gestão e Garantia de Qualidade Recolhidos os subsídios para a elaboração dos padrões e indicadores de qualidade para as Escolas Secundárias Realizado um seminário para a harmonização e validação da proposta dos padrões e indicadores de qualidade para os IFPs e IFEAs que contou com a participação do INDE, DNFP, DINES, DINAEA, DEE e IFPs da Namaacha e Matola Desenvolvidas mais de 60 novas qualificações profissionais Em curso a contratação de assistência para conceber a proposta do regulamento do RVCC (reconhecimento de competências adquiridas) e capacitar os técnicos da DAQ nesse âmbito Empenho das escolas da amostra, SDEJTs e DPECs e interesse manifestado pelos diferentes actores pelo Sistema de Gestão e Garantia de Qualidade. Trabalho em equipa, boa comunicação e articulação entre os participantes Colaboração dos IFPs de Chibata, Marrere, Nampula, Montepuez, Alberto Chipande, Chicuque, Homoíne, Matola e Namaacha no fornecimento de subsídios e a participação da DNFP, INDE, DINAEA, DINEP, DINES e DEE Empenho do grupo técnico e a participação dos IFPs da Namaacha e Matola Identificação e contratação do consultor Aprovação do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ) Capacitação dos técnicos

169 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL 15ª RAR. MARÇO DE Acção prioritária Resp. Principais actividades implementadas em 2013 Ponto de situação Factores de (in) sucesso Passos seguintes Prazo 11. Reforçar o controlo interno até ao nível dos distritos IG Elaborar o esboço do Quadro Nacional de Qualificações Capacitações de candidatos a Inspectores distritais Inspecção às actividades pedagógicas atinentes ao processo de organização e condução das aulas nos estabelecimentos de ensino primário, secundário e de formação de professores Inspecção às instituições de ensino privado, nos subsistemas de educação geral e técnico profissional e centro de AEA Fiscalização do processo de correcção e apuramento dos exames finais Auditorias internas Desenhado o Memorando de entendimento com o Botswana Qualifications Authority (BQA) para parceria na área das qualificações Capacitados 55 candidatos a inspectores distritais. Os SDEJT estão a trabalhar junto dos governos locais para o seu enquadramento Inspeccionado o processo de organização e condução das aulas nas escolas ensino primário, secundário nas Províncias de Maputo e Cidade, Sofala, Zambézia, Tete e Nampula, e nos IFPs nas províncias de Niassa, Inhambane e Cabo Delgado Inspeccionados os subsistemas de educação geral e técnico profissional e centro de AEA nas províncias de Nampula, Maputo, Sofala, Cidade de Maputo Fiscalizado o processo de correcção e apuramento dos resultados dos exames em todas as instituições (1ª e 2ª época e extraordinária) Processo de salários na DAF/MINED; Processo de aquisição na DAF/MINED Sindicância ao processo de ingresso de funcionários e agentes do Estado na DRH/ MINED Processo de gestão dos fundos do Programa de Apoio Directo às Escolas (ADE) Gestão e administração dos recursos humanos, financeiros e materiais ao IEDA e Instituto Industrial e Comercial da Matola Cabimento orçamental Cabimento orçamental Cabimento orçamental Cabimento orçamental Capacitações de candidatos a Inspectores distritais Continuação das actividades Continuação das actividades Continuação das actividades Operacionalizar as recomendações através do despacho da direcção do MINED e assegurar orçamento para dar seguimento PdA 2014 Contínuo, PdA 2014 Contínuo, PdA 2014 Contínuo, PdA 2014 Contínuo, PdA 2014

170 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL ª RAR. MARÇO DE 2014 Acção prioritária Resp. Principais actividades implementadas em 2013 Ponto de situação Factores de (in) sucesso Passos seguintes Prazo DAF, IG Auditoria à gestão e administração financeira, patrimonial e dos recursos humanos nas DPECs Auditoria às actividades pedagógicas atinentes ao funcionamento do ensino à distância e das instituições do ensino técnico profissional ramo agrário Auditoria extraordinária à gestão e administração financeira e patrimonial da DINAME Seguimento do assunto da Fraude Auditoria de FASE (financeira e aquisição) Controlo interno Auditada à gestão e administração financeira, patrimonial e dos recursos humanos na DPEC de Cabo Delgado, Gaza Auditadas às actividades pedagógicas atinentes ao funcionamento do ensino à distância e das instituições do ensino técnico profissional ramo agrário nas províncias de Cabo Delgado, Maputo, Zambézia, Nampula, Gaza e Niassa. Auditada a gestão e administração, financeira e patrimonial da DINAME Auditoria pela IGED 2012, já concluída e a matriz de recomendações a ser cumprida O cadastramento do pessoal (92%) para a transição para o e-folha Responsabilização do pessoal envolvido (preso) e recuperação dos dinheiros em progresso Contratação de pessoal para assegurar a segregação das funções já de saída Auditoria financeira 2012 limpa Atrasos na auditoria de aquisições Supervisões trimestrais às DPECs e SDEJTs com vista ao acompanhamento da execução financeira Cabimento orçamental Cabimento orçamental Colaboração dos técnicos Compromisso político para a investigação e responsabilização O grande desafio é obter pessoal qualificado e motivado para trabalhar na área de salários Falta de participação no concurso para a auditoria de aquisições Cabimento orçamental Auditoria à gestão e administração financeira, patrimonial e dos recursos humanos nas DPECs. Auditoria às actividades pedagógicas atinentes ao funcionamento do ensino à distância e das instituições do ensino técnico profissional ramo agrário Elaborar um plano de acção e dar seguimento Implementação das recomendações das auditorias Implementação da auditoria Em curso, PdA 2014 Em curso, PdA 2014 Em curso, PdA 2014 Em curso, 2014 Em curso, PdA 2014 Contínuo, PdA 2014

171 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL 15ª RAR. MARÇO DE Acção prioritária 12. Elaborar instrumentos de acompanhamento do desempenho do aluno 13. Consolidar a reforma de exames Resp. DGGQ/ GTPGF Principais actividades implementadas em 2013 Concepção do modelo de sistema integrado de gestão financeira Visitas conjuntas Ponto de situação Factores de (in) sucesso Passos seguintes Prazo Diagnóstico feito Desenho pronto para a implementação O sistema complementar ao e-sistafe 1 visita conjunta de supervisão ao nível do sector 2 visitas conjuntas ao nível do GTPGF(às províncias de Cabo Delgado, Niassa, Manica e Zambézia) INDE Vide o Ensino Primário Provinha elaborada e implementado em 4 distritos Avaliação Nacional realizada em todo País CNECE Revisão e montagem do software em todas as escolas secundárias do segundo ciclo para o registo dos examinandos internos e externos O software foi revisto e aplicado em todo o país, no entanto ainda apresenta algumas imperfeições que precisam ser corrigidas Alto custo do modelo Questões de capacidade institucional lidar com dois sistemas diferentes Compromisso do MINED e os seus parceiros (TdRs de diálogo) Envolvimento das Direcções Nacionais, DPECs e Parceiros na análise e uso dos resultados Implementação gradual, começando com o nível central Assegurar o seguimento das recomendações Assegurar a expansão gradual da Provinha Elaboração dos relatórios da primeira avaliação nacional Preparar as condições para realização da segunda avaliação Nacional Em curso, PdA 2014 Contínuo Em curso PDA 2014

172 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL ª RAR. MARÇO DE 2014 Acção prioritária Resp. Principais actividades implementadas em 2013 Aquisição de duas máquinas de correcção electrónica para desconcentração dos serviços de leitura óptica das provas em mais duas províncias: Tete e Gaza Formação dos técnicos que operam as máquinas de leitura óptica nas províncias contempladas Realização de painéis de análise de perguntas para o Ensino Primário e Ensino Secundário Geral Criação de modelos nacionais de certificados Ponto de situação Factores de (in) sucesso Passos seguintes Prazo Máquinas de leitura óptica para as províncias de Tete e Gaza adquiridas. Acrescidas a estas, foram recebidas também duas máquinas, sendo uma para Cabo Delgado e outra para Manica A formação dos técnicos não foi realizada, ao nível do país. No entanto, os técnicos das DPEC de Nampula e Zambézia beneficiaram da formação por forma a garantir a leitura óptica das provas da 2ª época destas províncias Painéis realizados em Nampula e Maputo- Província Solicitado o lançamento do concurso à DAF, para a criação do modelo Recepção das máquinas no tempo de realização de exames e ocupação dos técnicos em actividades de supervisão de exames Para além da criação do modelo, pretendia-se que se imprimissem os certificados. Assim, porque a impressão não estava prevista no PdA, solicitou-se o cancelamento do expediente Realizar painéis, por disciplina e de dois em dois anos Relançamento do concurso para a concepção de modelos e impressão dos certificados Contínuo PdA 2014

173 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL 15ª RAR. MARÇO DE Acção prioritária Resp. Principais actividades implementadas em 2013 Ponto de situação Factores de (in) sucesso Passos seguintes Prazo 14. Integrar os assuntos transversais nos diferentes programas do sector DIPE, DIPLAC DIPE Implementação do Plano de Acção para a Redução de Risco de Desastres (RRD) Implementação do Pacote Básico de Saúde Escolar Integração de temas transversais Promoção de desporto escolar Aumento das actividades de produção escolar Elaborada a Estratégia de Integração de Gestão de Risco de Desastres nos Curricula Escolares, faltando a sua aprovação Na fase final um estudo de base sobre a forma como o Ensino Básico esta a desenvolver as competências e habilidades das crianças para a Redução de Risco de Desastres (RRD) Formados formadores em matéria de Adaptação às Mudanças Climáticas e RRD ao nível central e provincial Capacitados técnicos aos vários níveis sobre RRD Implementação de actividades que promovam habilidades para a vida em todas as instituições (pacote básico, CSTL, Saúde Escolar, Geração Biz, MSS) Distribuído baldes para higiene e limpeza na Niassa e Cabo Delgado Capacitados 45 técnicos do MINED e 260 formadores na gestão da abordagem integrada Elaborado um instrumento de abordagem de Temas Transversais no sector da Educação Realização de um encontro com os coordenadores províncias para a monitoria da implementação da estratégia de género nas instituições XI Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares Aumento de produção escolar nas instituições de ETP e lares e internatos Compromisso político Apoio dos parceiros (UNICEF)

174 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL ª RAR. MARÇO DE 2014 Acção prioritária Resp. Principais actividades implementadas em 2013 Ponto de situação Factores de (in) sucesso Passos seguintes Prazo 15. Melhorar a qualidade da informação recolhida ao nível do sector 16. Estimular um melhor uso da informação no ciclo de POEMA DIPLAC DIPLAC Recolha de dados Georreferenciados Implementação do plano de acção para melhorar o Sistema de Dados Estatísticos Elaboração de planos operacionais ao nível da província Preparação de documentos analíticos sobre o estágio actual do sector Foram fornecidos GPSs a todos os distritos, e um pacote informático a todas as províncias 78% das escolas estão georreferenciadas Houve um mapeamento Piloto de simulação no Distrito de Manica Exercício de verificar a mostra os dados de 3 de Março Avançou-se com a elaboração dos planos operacionais em três províncias: Inhambane, Manica e Niassa Foram produzidos documentos internos de análise de dados estatísticos e financeiros para influenciar o ciclo de planificação Interesse ao nível politica para este exercício Apoio dos parceiros (GIZ, Irlanda) Exercício que consome tempo Assegurar a cobertura de todas as escolas A cobertura das outras províncias Actualização do PO nas províncias que já têm POs serão instrumentais na montagem do novo PEE Capacitação do pessoal no uso de base de dados Contínuo, 2014 Anual Contínuo Envolvimento das DNs, DPECs e Parceiros na análise e uso dos resultados

175 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL 15ª RAR. MARÇO DE Acção prioritária Resp. Principais actividades implementadas em 2013 Ponto de situação Factores de (in) sucesso Passos seguintes Prazo 17. Encorajar uma cultura de pesquisa 18. Elaborar e aplicar critérios de equidade e transparência na alocação dos fundos do sector INDE DIPLAC Disponibilização da informação Realização das jornadas da Educação e Pesquisas Transformação dos SDEJTs em UGB Inscrição dos fundos do FASE no orçamento Foram produzidas e distribuídas as brochuras de dados estatísticos Foi desenvolvida a nova plataforma de sistema de colecta de dados estatísticos 3 de Março, aproveitamento escolar, carta escolar e módulos de inspecção e de acompanhamento de obras de construção no formato web que está em testagem Os dados estatísticos estão disponíveis em Realizada as 2ª Jornadas de Educação Compiladas as comunicações Pesquisa sobre o uso do tempo lectivo Os SDEJTs são UGBs a partir de 2014 Fundos para os programas de supervisão e construção acelerada inscritos no orçamento 2014 Fundos do FASE descentralizados no início do ano Instruções sobre a alocação dos fundos do FASE distribuídas Atrasos na libertação dos fundos do FASE Falta de transparência na alocação dos fundos internos para as instituições Envolvimento das Direcções Nacionais, DPECs, Escolas, Universidades, Professores, Individualidades e Parceiros na apresentação de comunicações Persistência Apoio dos parceiros (BM) Problemas de liquidez na Conta Forex do FASE B&S (fonte interna) ao nível dos distritos não é suficiente para sustentar grandes escolas Publicação das comunicações e do caderno de pesquisa Realização das 3ª Jornadas da Educação Capacitação dos distritos Estudo para a elaboração de critérios de alocação por província, distrito e instituição Maior visibilidade nos fundos do FASE Contínuo Em curso, PdA 2014 Previsto, com o apoio dos parceiros

176 ANEXO 3: RELATÓRIOS DOS GRUPOS DE TRABALHO DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL ª RAR. MARÇO DE 2014 Acção prioritária 19. Alinhar os processos de POEMA ao nível de sector com os processos nacionais e territoriais 20. Melhorar a comunicação e divulgação da informação Resp. Principais actividades implementadas em 2013 Ponto de situação Factores de (in) sucesso Passos seguintes Prazo DIPLAC Veja acção 16 e 18 O processo de POEMA do sector está integrado no ciclo de POEMA do GdM Reunião de POEMA Teve lugar o encontro técnico interprovincial em Abril, com enfoque na criação de sinergias entre o nível central e provincial e dentro da Encontro institucionalizado DIPLAC, DTIC, GM Elaboração da estratégia de comunicação Impressão e divulgação do PEE e outros materiais de comunicação Conectividade entre o MINED e as DPECs para melhorar a comunicação província Está pronta a versão draft final para discussão interna e externa Foram produzidos o PEE e materiais de comunicação Distribuição limitada (nível central) DPECs conectadas via fibra óptica da Movitel e da rede GovNet Falta de clareza sobre quem é responsável Custos altos de distribuição até à escola Perdeu-se a oportunidade de beneficiar da distribuição do livro escolar Parceria com a Movitel Discussão no CC Elaboração do plano de distribuição integrada de todos os materiais nos armazéns para os distritos e escolas Em curso, 2014 MINED (GT-DAI), 15 de Março de 2014 (versão 4).=

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