Consequências do Teorema do Valor Médio
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- Pedro Lucas Valverde Mendes
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1 Universidade de Brasília Departamento de Matemática Cálculo 1 Consequências do Teorema do Valor Médio Neste texto vamos demonstrar o Teorema do Valor Médio e apresentar as suas importantes consequências. Precisamos primeiro de um resultado auxiliar, que é conhecido na literatura como Teorema de Rolle. A prova é um exercício simples que será parte da sua tarefa. Lema 1. Suponha que g seja uma função contínua no intervalo fechado [a, ] e derivável no intervalo aerto (a,. Se g(a) = g(, então existe x 0 (a, tal que g (x 0 ) = 0. a x 0 f( O resultado principal deste texto é o seguinte Teorema 1 (Teorema do Valor Médio). Se f é uma função contínua no intervalo fechado [a, ] e derivável no intervalo f(a) aerto (a,, então existe x 0 (a, tal que a x 0 f (x 0 ) = f( f(a). (1) Demonstração. Vamos denotar por r(x) a função cujo gráfico é a reta que passa pelos pontos (a,f(a)) e (,f(). Usando a fórmula para a equação de uma reta passando por dois pontos distintos dados, otemos r(x) = f(a)+ f( f(a) (x a). Vamos agora denotar por g(x) a função cujo módulo fornece a distância de um ponto (x,f(x)) no gráfico de f a um ponto (x,r(x)) na reta. A expressão de g é dada por g(x) g(x) = f(x) r(x) = f(x) f(a) f( f(a) (x a). a x Naturalmente, g(a) = g( = 0. Usando as hipóteses sore f concluímos ainda que g é contínua em [a,] e derivável em (a,. Segue então do Lema 1 que existe x 0 (a, tal que 0 = g (x 0 ) = f (x 0 ) f( f(a), 1
2 e portanto este ponto x 0 satisfaz (1). No que se segue vamos apresentar algumas consequências do teorema acima. A primeira delas já foi introduzida em outro texto e será colocada aqui somente para completude. Corolário 1. Se f é derivável no intervalo aerto I R e (i) f > 0 em I, então f é crescente em I; (ii) f < 0 em I, então f é decrescente em I. Demonstração. Vamos supor que f < 0 em I e tomar dois pontos a, I com a <. Aplicando o Teorema do Valor Médio no intervalo [a,], otemos x 0 (a, tal que f( f(a) = f (x 0 )() < 0, em que usamos o fato de f (x 0 ) < 0 e a <. A expressão acima mostra que f(a) > f(, e portanto f é decrescente em I. A prova para o caso em que f > 0 em I é análoga. O próximo resultado é uma consequência deste último e vai nos permitir classificar a natureza de um ponto crítico em termos de extremos locais. Corolário 2 (Teste da derivada primeira). Suponha que f é contínua no ponto crítico x 0, e derivável em um intervalo aerto contendo x 0, exceto possivelmente em x 0. (i) Se f é positiva antes e negativa depois de x 0, então x 0 é um ponto de máximo local; (ii) Se f é negativa antes e positiva depois de x 0, então x 0 é um ponto de mínimo local; (iii) Se f tem o mesmo sinal antes e depois de x 0, então x 0 não é um extremo local. x 0 x 0 x 0 Emora esse resultado possa ser provado de maneira analítica, acreditamos que seja mais instrutivo usar um argumento geométrico. Vamos então considerar o caso (i) acima e supor ainda que x 0 é um ponto crítico do tipo f (x 0 ) = 0. Neste caso, no ponto (x 0,f(x 0 )) temos uma reta tangente horizontal. Um pouco antes do ponto x 0 a derivada é positiva, e portanto a função é crescente. Após o ponto x 0, a derivada se torna negativa e a função começa a decrescer. Logo, nas proximidades do ponto x 0, o gráfico de f se parece com um cume de montanha, o que nos leva a concluir que x 0 é um ponto de máximo local (veja o primeiro desenho acima). Os demais casos podem ser tratados de maneira análoga. 2
3 As figuras aaixo ilustram os casos em que a derivada f (x 0 ) não existe. Mesmo neste caso, o teorema ainda pode ser aplicado. O importante é que a derivada exista um pouco antes e um pouco depois de x 0. x 0 x 0 x 0 Antes de apresentar a próxima consequência vamos lemrar que, se uma função é constante, então a sua derivada é sempre nula. É natural perguntar se a recíproca é verdadeira, isto é, se uma função que tem derivada nula em todos os pontos é necessariamente constante Em um primeiro momento pode ser tentador afirmar que sim. Porém, a função f(x) = { 1, se x (1,3), 2, se x (5,7), mostra que a resposta pode ser negativa. De fato, neste caso temos que f (x) = 0 para todo x (1,3) (5,7), mas a função f não é constante, porque pode assumir os valores 1 e 2. Oserve porém que ela é constante em cada um dos intervalos (1,3) e (5,7), o que nos leva a crer que o prolema foi que o domínio tem dois pedaços desconectados. De uma maneira geral temos o seguinte Corolário 3. Se f (x) = 0 para todo x em um intervalo aerto I, então a função f é constante em I, isto é, existe C R tal que f(x) = C para todo x I. Demonstração. Escolha a I e defina C = f(a). Mostraremos que f( = C para todo I. De fato, suponha primeiro a <. Então f é contínua em [a,] e derivável em (a,, pois [a,] I. Assim, aplicando o Teorema do Valor Médio, otemos x 0 (a, tal que f( f(c) c = f (x 0 ) = 0, em que na última igualdade usamos o fato da derivada ser nula em todos os pontos. Ora, uma fração só se anula quando seu numerador é zero, e portanto f( = f(a) = C. O caso em que < a é tratado de maneira análoga. Assim, f( = C para todo I, isto é, f é constante em I. O próximo resultado é uma consequência do anterior. 3
4 Corolário 4. Se f (x) = g (x) para todo x em um intervalo aerto I, então existe C R tal que f(x) = g(x)+c, x I. Demonstração. Basta notar que (f(x) g(x)) = f (x) g (x) = 0, para todo x I, e aplicar o Corolário 3. Emora este último resultado tenha uma prova em simples, ele tem consequências interessantes. Vamos finalizar o texto ilustrando uma delas. Dado > 0, considere a função f(x) = ln, x I = (0,+ ). Pela Regra da Cadeia f (x) = d ) ) 1 dx ln 1 = = 1 x. Por outro lado, a função g(x) = ln(x) tamém satisfaz g (x) = (1/x) no intervalo aerto I. Assim, segue do último corolário que, para todo x I, ln = ln(x)+c, para alguma constante C R. Fazendo x = na expressão acima, otemos 0 = ln(1) = ln(+c, ou ainda, C = ln(. Deste modo, concluímos que ln = ln(x) ln(, x (0,+ ). Um raciocínio análogo nos permite provar as outras duas propriedades ásicas da função logarítmica, quais sejam para todo x (0,+ ) e r R. ln(x) = ln(+ln(x), ln(x r ) = rln(x), 4
5 Tarefa Na primeira parte da tarefa vamos fazer a demonstração do seguinte Lema 1. Suponha que g é uma função contínua no intervalo fechado [a,] e derivável no intervalo aerto (a,. Se g(a) = g(, então existe x 0 (a, tal que g (x 0 ) = 0. a x 0 A prova pode ser feita seguindo-se os passos aaixo. 1. Explique por que o resultado é verdadeiro se g é constante em [a,]. 2. Supondo que g não é constante, explique por que o ponto de máximo ou o ponto de mínimo de g tem que estar no intervalo aerto (a,. Por que estes pontos de fato existem? 3. O que acontece com a derivada da função no ponto extremo do item anterior? Na segunda parte da tarefa vamos verificar que a função logaritmo transforma potências em multiplicações. Para isso, considere r R e resolva os itens aaixo. 1. Use a regra da cadeia para calcular a derivada de f(x) = ln(x r ). Em seguida, verifique que g(x) = rln(x) possui a mesma derivada. 2. Conclua do item acima que, para alguma constante C R, vale ln(x r ) = rln(x)+c. 3. Escolha umvalorapropriadodexnaigualdadeacimaparaprovarquec = 0eportanto ln(x r ) = rln(x), x (0,+ ), r R. 5
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