Roberto César Faria e Silva ORÇAMENTO. Aluno:

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1 Roberto César Faria e Silva ORÇAMENTO Aluno:

2 SUMÁRIO 1. CONCEITOS 3 2. ORÇAMENTO DE VENDAS 8 3. GASTOS ORÇAMENTO DE CUSTOS DOS MATERIAIS DIRETOS ORÇAMENTO DOS CUSTOS DE MÃO-DE-OBRA DIRETA ORÇAMENTO DOS CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO ORÇAMENTO DOS CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS ORÇAMENTO DAS DESPESAS DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO ORÇADA 25 REFERÊNCIAS 26 APÊNDICE 27 Apêndice I Fluxo de Caixa 28 Professor: Roberto César Faria e Silva Página 2

3 1. Orçamento Empresarial Conceito Pensar o futuro é uma forma das empresas garantirem sua existência, aliar a perspectiva financeira ao planejamento estratégico é uma forma de garantir os recursos (R$) para esta existência. Orçamento Empresarial É um planejamento financeiro feito pelas empresas para um determinado período de tempo onde são projetadas as suas receitas e despesas para aquele período, sabendo-se assim o lucro estimado. A projeção das receitas e despesas deve ser feito baseado no histórico da empresa/setor ou em alguma pesquisa de mercado, caso contrário isto será um chute, ou seja, não serve para nada. Histórico Lunkes (2008) relata que a palavra orçamento surgiu com ao antigos romanos que usavam uma bolsa de tecido chamada fiscus para coletar impostos. Na idade média as bolsas da tesouraria do Reino Unido eram denominadas de fisc. Na frança este termo era conhecido como bougette e entre os anos de 1400 e 1450 tornou-se parte do vocabulário inglês. Em meados do século XVIII, o primeiro-ministro levava ao parlamento os planos e despesas envoltos em uma grande bolsa de couro, cerimônia que passou a chamar-se de opening of the budget, ou abertura do orçamento (LUNKES; 2008, p. 25). Para o mesmo autor o orçamento só passou a ser foco de estudo no Brasil na década de 40 e só ganhou destaque empresarial a partir de Professor: Roberto César Faria e Silva Página 3

4 Estrutura e Tipos A estrutura básica de um orçamento é formada pelas projeções financeiras dos orçamentos individuais de cada unidade da empresa e de um conjunto de orçamentos para determinado período, abrangendo tanto o impacto tanto das decisões operacionais quanto das decisões financeiras. O orçamento global de uma empresa pode ser dividido em orçamento operacional e orçamento financeiro. O orçamento financeiro é composto pelo orçamento de capital, orçamento de caixa, balanço patrimonial e demonstrações de resultado para o exercício. O orçamento operacional é composto pelas seguintes peças: orçamento de vendas, orçamento do estoque final, orçamento de fabricação, orçamento de custos de materiais, orçamento da mão de obra direta, orçamento dos custos indiretos de fabricação e orçamento das despesas. Para o acompanhamento e confecção das peças orçamentárias foram desenvolvidos vários processos, são eles: Orçamento estático (Budget) é um plano projetado para atender a um nível de atividade do próximo período; nele elaboram-se todas as peças orçamentárias a partir da fixação de determinado volume de produção ou vendas, que determina o volume das demais atividades e setores. O orçamento é considerado estático quando a administração do sistema não permite nenhuma alteração nas peças orçamentárias. Uma vez que ele é elaborado ele não muda, fica estático, parado, permanece sem alterações desde seu princípio. Esse tipo de orçamento não se ajusta a mudanças. Orçamento flexível surgiu para solucionar o problema do orçamento estático. Em vez de determinar um único volume de produção ou vendas, ou volume de atividade setorial, a empresa admite que este volume se encontre dentro de uma faixa. Envolve a projeção dos dados das peças orçamentárias em vários níveis de atividade, é realizada uma distinção entre custos fixos (que são orçados da maneira tradicional) e variáveis (que seguem o volume de vendas). Neste são aproveitados os conceitos de margem de contribuição, ponto de equilíbrio e margem de segurança. O orçamento flexível é um conjunto de orçamentos que podem ser ajustados a qualquer nível de atividades Orçamento ajustado (Forecast) É um conceito de orçamento derivado do orçamento flexível, é um segundo orçamento, que passa a vigorar quando se Professor: Roberto César Faria e Silva Página 4

5 modifica o volume ou nível de atividade inicialmente planejado, para outro nível decorrente de um ajuste de plano; é o ajuste efetuado nos volumes planejados dentro do conceito de orçamento estático ou inicial. A palavra forecast é usada para designar dois conceitos: o de orçamento ajustado; e de previsão até o final do período orçado (soma dos dados reais mensais já acontecidos no período mais os dados restantes do orçamento a cumprir). Sempre que houver necessidade de ajustar os volumes planejados para outro nível de volume, convém refazer o orçamento com as novas quantidades, o qual é chamado de orçamento ajustado, contrapondo se ao primeiro, que seria denominado orçamento original. Orçamento contínuo Também conhecido como Rolling Budgeting ou Rolling Forecasting. Esses termos podem ser traduzidos como orçamento contínuo e projeção contínua. São conceitos recentes sobre o orçamento, sempre com o objetivo de tornar esse instrumento de planejamento e controle flexível e retirar dele o caráter estático. Fundamentalmente, sob esses conceitos, a cada período em que o orçamento ou projeção é realizado, orça-se ou projeta-se mais um período futuro, sempre mantendo em orçamento ou projeção uma quantidade igual de períodos. Enfatiza a revisão contínua, removendo-se os dados do mês concluído e acrescentando-se dados orçados para o mesmo mês seguinte. Este método orçamentário é ocorre mais frequentemente nas empresas. Orçamento de Base Zero (OBZ) envolve a projeção dos dados como se as operações estivessem começando da estaca zero. A empresa rediscute a necessidade de cada uma de suas atividades a durante a elaboração do orçamento, consiste em questionar cada gasto, cada estrutura, buscando verificar a sua real necessidade. Os gestores estimam e justificam os valores orçados como se a empresa estivesse iniciando suas operações. Concluído a definição da necessidade da atividade, é realizado um estudo, partindo do zero, de quanto deveria ser gasto para a estruturação e manutenção daquela atividade e quais seriam suas metas e objetivos. É a aplicação dos conceitos de reengenharia de processos de negócio ao orçamento. Orçamento por atividades (ABM/ABC) surgiu como uma extensão do Custeio Baseado em Atividades (Activity Based Costing ou ABC) da Gestão Baseada em Atividades (Activity Based Management ou ABM) em sentido mais amplo. Envolve a projeção dos recursos nas atividades e o uso de direcionadores para estimar e controlar os resultados. O orçamento por Professor: Roberto César Faria e Silva Página 5

6 atividades usa a informação sobre os direcionadores no planejamento e no processo de avaliação. Os direcionadores de custos seriam considerados, para fins de orçamento, como os dados variáveis, podendo-se, então, elaborar orçamentos para cada atividade, mesmo que tradicionalmente de gastos indiretos, com o conceito de orçamento flexível por atividade. Orçamento Beyond Budgeting é o conceito mais refratário à utilização do orçamento tradicional. Admite apenas os conceitos de projeção e rolling forecast. Considera o orçamento tradicional desnecessário e até prejudicial, substituindo-o pelo uso de metas. É um modelo de gestão sem orçamentos. Orçamento matricial parte do orçamento de base zero e defende ainda o controle cruzado de gastos e receitas, o orçamento é analisado através de linha e coluna de forma a controlar melhor os gastos da organização. Cada gestor presta contas ao seu superior hierárquico e outro gestor responsável para itens de seu orçamento. É mais participativo, estimula o conhecimento detalhado dos gastos e a definição de metas mais justas e desafiadoras. É o mais recente dentre os processos orçamentários. Professor: Roberto César Faria e Silva Página 6

7 Objetivos do Orçamento O objetivo principal do orçamento empresarial é servir de controle empresarial, é por meio deste que o gestor consegue acompanhar se os fatos financeiros estão ocorrendo conforme esperado. Estrutura Orçamentária Orçamento de Vendas / Receita (2) Orçamento dos Custos dos Materiais diretos (4) Orçamento dos custos de Mão-de-Obra Direta (5) Orçamento dos custos Indiretos de Fabricação (6) Orçamento do Custo dos Produtos Vendidos (7) Orçamento das Despesas (8) Demonstração de Resultado Orçada (9) Orçamento de Capital (11) Balanço Patrimonial Orçado (12) Orçamento de Caixa (10) Figura 1: Estrutura Orçamentária Fonte: Adaptado de LUNKES, Professor: Roberto César Faria e Silva Página 7

8 2. ORÇAMENTO DE VENDAS O orçamento de vendas serve para estimar as receitas que a empresa terá no período orçado. As receitas é a somatória da receita de cada produto ou serviço RECEITA = PREÇO DE VENDA X QUANTIDADE VENDIDA Esta estimativa pode ser baseada em uma série de fatores, juntos ou isoladamente, fatores como: O histórico da empresa; Pesquisa de Mercado; Planejamento estratégico; Capacidade produtiva; etc. Exercício A indústria de enlatados Bonalata Ltda. produz ervilha, milho e sardinha em conserva. Suponha que você é o responsável pelo orçamento operacional e que deverá elaborar o orçamento de vendas e o fluxo de caixa para os meses de Outubro, Novembro e Dezembro de Para isto, você contará com as seguintes informações: Conforme o gerente de vendas, o preço praticado pela empresa é de R$ 1,76 a ervilha, R$ 2,18 o milho e R$ 3,72 a sardinha. E a política de vendas é 50% de entrada e o restante em 30 e 60 dias. O departamento de Marketing relatou que após ampla pesquisa as projeções de demanda em latas são: Produto Outubro Novembro Dezembro Ervilha Milho Sardinha Elabore um orçamento de vendas e o fluxo de caixa (Anexo I) destas receitas. Professor: Roberto César Faria e Silva Página 8

9 Outubro Produto Preço Unitário Quantidade Receita Ervilha Milho Sardinha Total Novembro Produto Preço Unitário Quantidade Receita Ervilha Milho Sardinha Total Dezembro Produto Preço Unitário Quantidade Receita Ervilha Milho Sardinha Total Produto Ervilha Milho Sardinha Total Geral Total do Período Receita Professor: Roberto César Faria e Silva Página 9

10 3. GASTOS Gastos é a aquisição de um bem ou serviço mediante pagamento, ou seja, desembolso financeiro. Os gastos podem ser divididos em: Custos: Todo desembolso ligado a produção (Ex.: Compra de Matéria Prima). Despesa: É o desembolso financeiro que não está ligado a produção (Ex.: Pagamento do Vendedor) Estes também podem ser classificados como: Variáveis: Que varia em função da quantidade produzida/vendida (Ex.: Matéria Prima). Fixos: Não de não varia em função da produção (Ex.: Aluguel). Direto: Que se consegue alocar a cada produto (Ex.: Matéria Prima). Indireto: Para alocar a algum produto deve-se usar alguma base de rateio (Ex.: Salário do Supervisor da Produção). Como podemos perceber a Matéria Prima é um custo direto e variável. Professor: Roberto César Faria e Silva Página 10

11 4. ORÇAMENTO DOS CUSTOS DOS MATERIAIS DIRETOS É a parte do orçamento que calcula o custo dos materiais usados na fabricação de um determinado produto (insumos, embalagem, etc.). Exercício (Continuação) O Departamento de Produção relatou os produtos/insumos que as matériasprimas são consumidas por cada produto na seguinte proporção: Matéria-prima Ervilha em conserva Milho em conserva Sardinha em conserva Ervilha (g) 180 g - - Milho (g) g - Sardinha (g) g Sal (g) 10 g 10 g 10 g Água (ml) 110 ml 100 ml 100 ml Lata (embalagem) 1 unidade 1 unidade 1 unidade O departamento de compras informou que o pagamento do fornecedor é metade a vista e o restante com 30 dias e o valor de cada item está na tabela seguinte: Matéria-prima Ervilha (g) Milho (g) Sardinha (g) Sal (g) Água (ml) Lata Milho e Ervilha (embalagem) Lata Sardinha (embalagem) Custo R$ 3,15/kg R$ 4,20/kg R$ 8,14/kg 2,05/kg R$ 0,25/litro R$ 0,04/unidade R$ 0,06/unidade Elabore um orçamento dos custos com matéria prima e complete o fluxo de caixa (Anexo I). Professor: Roberto César Faria e Silva Página 11

12 Outubro Ervilha Matériaprima Ervilha (g) Sal (g) Água (ml) A - por unidade (g) B - Quantidade Consumida C - Total (Kg) - ( A x B / 100 ) D - Custo do Kg E - Custo total da Matéria Prima (CxD) Lata (embalagem) Total: Milho Matériaprima Milho (g) Sal (g) Água (ml) Lata (embalagem) A - por unidade (g) B - Quantidade Consumida C - Total (Kg) - ( A x B / 100 ) D - Custo do Kg Total: E - Custo total da Matéria Prima (CxD) Sardinha Matériaprima Sardinha (g) A - por unidade (g) B - Quantidade Consumida C - Total (Kg) - ( A x B / 100 ) D - Custo do Kg E - Custo total da Matéria Prima (CxD) Sal (g) Água (ml) Lata (embalagem) Total: Professor: Roberto César Faria e Silva Página 12

13 Novembro Ervilha Matériaprima A - por unidade (g) B - Quantidade Consumida C - Total (Kg) - ( A x B / 100 ) D - Custo do Kg E - Custo total da Matéria Prima (CxD) Ervilha (g) Sal (g) Água (ml) Lata (embalagem) Total: Milho Matériaprima Milho (g) A - por unidade (g) B - Quantidade Consumida C - Total (Kg) - ( A x B / 100 ) D - Custo do Kg E - Custo total da Matéria Prima (CxD) Sal (g) Água (ml) Lata (embalagem) Total: Sardinha Matériaprima Sardinha (g) A - por unidade (g) B - Quantidade Consumida C - Total (Kg) - ( A x B / 100 ) D - Custo do Kg E - Custo total da Matéria Prima (CxD) Sal (g) Água (ml) Lata (embalagem) Total: Professor: Roberto César Faria e Silva Página 13

14 Dezembro Ervilha Matériaprima A - por unidade (g) B - Quantidade Consumida C - Total (Kg) - ( A x B / 100 ) D - Custo do Kg E - Custo total da Matéria Prima (CxD) Ervilha (g) Sal (g) Água (ml) Lata (embalagem) Total: Milho Matériaprima Milho (g) A - por unidade (g) B - Quantidade Consumida C - Total (Kg) - ( A x B / 100 ) D - Custo do Kg E - Custo total da Matéria Prima (CxD) Sal (g) Água (ml) Lata (embalagem) Total: Sardinha Matériaprima Sardinha (g) A - por unidade (g) B - Quantidade Consumida C - Total (Kg) - ( A x B / 100 ) D - Custo do Kg E - Custo total da Matéria Prima (CxD) Sal (g) Água (ml) Lata (embalagem) Total: Professor: Roberto César Faria e Silva Página 14

15 Custo da Matéria prima de cada produto Outubro Novembro Dezembro TOTAL Lata de Ervilha Lata de Milho Lata de Sardinha TOTAL GERAL Professor: Roberto César Faria e Silva Página 15

16 5. ORÇAMENTO DOS CUSTOS DE MÃO-DE-OBRA DIRETA A mão-de-obra direta (MOD) é aquela que se pode atribuir a cada produto, ou seja, consiste na definição do tempo gasto na fabricação de cada produto. Após definido o tempo gasto na produção de cada produto multiplica-se o valor da mão-de-obra por este tempo. Ex: Um trabalhador custa R$ 5,00 a hora e gasta 2 hora para fabricar um produto. O custo da MOD é R$ 10,00 (5 x 2). Exercício (Continuação) Para atender a esse volume de produção, a empresa conta com departamentos de almoxarifado, produção e embalagem/expedição. As outras funções são desempenhadas pelo departamento administrativo. O custo com mão-de-obra direta é diretamente proporcional ao tempo gasto por unidade e seu custo por hora médio (já incluídos todos os encargos e provisões) será conforme o quadro abaixo: Departamento Almoxarifado Produção Embalagem/expedição Gasto por Unidade de cada produto Tempo (Minutos) Custo (por Hora) 00:05 R$ 2,15 00:06 R$ 4,55 00:02 R$ 2,95 Elabore um orçamento dos custos de mão-de-obra direta e complete o fluxo de caixa (Anexo I). Professor: Roberto César Faria e Silva Página 16

17 Outubro Item Ervilha Milho Sardinha Almoxarifado (x)tempo por unidade (horas) (x) Custo por hora (x) Quantidade Produzida (=) Custo total Montagem (x)tempo por unidade (horas) (x) Custo por hora (x) Quantidade Produzida (=) Custo total Embalagem/Expedição (x)tempo por unidade (horas) (x) Custo por hora (x) Quantidade Produzida (=) Custo total Custo Total Total Geral Professor: Roberto César Faria e Silva Página 17

18 Novembro Item Ervilha Milho Sardinha Almoxarifado (x)tempo por unidade (horas) (x) Custo por hora (x) Quantidade Produzida (=) Custo total Montagem (x)tempo por unidade (horas) (x) Custo por hora (x) Quantidade Produzida (=) Custo total Embalagem/Expedição (x)tempo por unidade (horas) (x) Custo por hora (x) Quantidade Produzida (=) Custo total Custo Total Total Geral Professor: Roberto César Faria e Silva Página 18

19 Dezembro Item Ervilha Milho Sardinha Almoxarifado (x)tempo por unidade (horas) (x) Custo por hora (x) Quantidade Produzida (=) Custo total Montagem (x)tempo por unidade (horas) (x) Custo por hora (x) Quantidade Produzida (=) Custo total Embalagem/Expedição (x)tempo por unidade (horas) (x) Custo por hora (x) Quantidade Produzida (=) Custo total Custo Total Total Geral Professor: Roberto César Faria e Silva Página 19

20 Total Item Ervilha Milho Sardinha Almoxarifado Montagem Embalagem/Expedição Custo Total Total Geral Professor: Roberto César Faria e Silva Página 20

21 6. ORÇAMENTO DOS CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO Os custos indiretos de fabricação (CIF) são aqueles custos que são difícil de serem associados diretamente à algum produto, e que para isto necessitam de algum critério de calculo (rateio). A definição do método de rateio é algo difícil. Pois alguns custos podem assumir os mais variados critérios; e em alguns casos a mensuração deste critério pode ser algo difícil para a empresa. Ex.: Aluguel da Fábrica (200 m 2 ), a área de fabricação do produto A é de 50 m 2, neste caso é só dividir o valor do aluguel pelo tamanho da fábrica e multiplicar pela área. No entanto existem casos que a mensuração não é tão simples: Ex.: Uma empresa de construção que tem um engenheiro para cuidar de 5 obras, o critério de rateio seria o tempo; mas como mensurar o tempo que ele fica em cada obra? E o tempo de deslocamento entre as obras? Exercício (Continuação) A empresa já levantou os seguintes custos indiretos de fabricação mensais: Salários da supervisão: R$ 5.250,00 Energia elétrica / Água: R$ 570,00 pagos no mês seguinte Despesas de manutenção: R$ 1.855,50 pagos no próprio mês O critério de rateio para distribuição dos custos indiretos por produto é o de sua proporção em relação ao seu faturamento. Elabore um orçamento dos custos indiretos de Fabricação e complete o fluxo de caixa (Anexo I). Professor: Roberto César Faria e Silva Página 21

22 Item de custo Total Salários da supervisão Energia / Agua Despesas de manutenção Total Mensal: Total do Periodo: Produto Critério de rateio (%) Outubro Ervilha Milho Sardinha Produto Critério de rateio (%) Novembro Ervilha Milho Sardinha Produto Critério de rateio (%) Dezembro Ervilha Milho Sardinha Produto Ervilha Milho Sardinha Total Professor: Roberto César Faria e Silva Página 22

23 7. ORÇAMENTO DO CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS A apuração do custo dos produtos vendidos envolve a soma de todos os custos, é a soma dos Custos dos Materiais direto + Custos de MOD + CIF. Exercício (Continuação) Elabore um orçamento dos custos de mão-de-obra direta e complete o fluxo de caixa (Anexo I). Custo do Produtos Vendidos Item Ervilha Milho Sardinha Orçamento de matérias-primas Mão-de-Obra direta Custo indireto de fabricação Total Total Geral Professor: Roberto César Faria e Silva Página 23

24 8. ORÇAMENTO DAS DESPESAS As despesas são gastos que não estão ligados a produção, mas, normalmente são necessárias para o funcionamento da empresa. Exercício (Continuação) As despesas vinculadas ao departamento administrativo mensais são: Salários administrativos: R$ ,00 Outras despesas: R$ ,00 pagas no próprio mês Comissão: 1% sobre as vendas realizadas no mês (despesas de vendas). Elabore um orçamento das despesas e complete o fluxo de caixa (Anexo I). Despesas Fixas Salários administrativo Outras despesas Total Mensal: Total Período Despesas Variáveis Comissão (Outubro) Comissão (Novembro) Comissão (Dezembro) Total Geral: Professor: Roberto César Faria e Silva Página 24

25 9. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO ORÇADA A demonstração de resultado orçada é uma projeção da DRE, no entanto enquanto uma faz o planejamento do que poderá acontecer a outra é realizada, mostra o que aconteceu. É importante para o gestor financeiro acompanhar o seu planejamento (orçamento). Exercício (Continuação) Monte a demonstração de resultado orçada para a empresa Bonalata Ltda e compare com o realizado. DRE Item Orçado Realizado Diferença Diferença % Receita operacional R$ ,00 (-) Custo dos produtos vendidos (CPV) R$ ,00 (=) Lucro Bruto R$ ,00 (-) Despesas operacionais R$ ,00 (=) Lucro Operacional R$ ,00 (-) Imposto de Renda (IR) R$ 1.878,00 (=) Lucro Líquido R$ ,00 Professor: Roberto César Faria e Silva Página 25

26 REFERÊNCIAS CARNEIRO, Murilo; MATIAS, Alberto Borges. Orçamento Empresarial: Teoria, Prática e Novas técnicas. São Paulo: Atlas, FORTUNA, Eduardo - Mercado Finaneiro produtos e serviços. 13 e.. Rio de Janeiro - Qualitymark KENSKI. Antônio Carlos Coimbra. Manual de Orçamento na empresa. São Paulo: LTr, LUNKES, Rogério João. Manual de Orçamento. 2 Ed. São Paulo: Atlas, 2008 MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 9.ed. São Paulo: Atlas, 2003 MORAES, Jose Rabello; SA, Carlos Alexandre. O orçamento Estratégico: uma visão empresarial. Rio de Janeiro: Qualitymark, MOREIRA, José Carlos. Orçamento Empresarial Manual de Elaboração Ed. Atlas SÁ, Carlos Alexandre. MORAES, José Rabello de. O orçamento estratégicouma visão empresarial. Rio de Janeiro - Qualitymark, p. SHCUBERT, Pedro. Orçamento Empresarial Integrado: metodologia, elaboração, controle e acompanhamento. 3 ed. Rio de Janeiro. Editora Freitas Bastos, Welsch. Glenn Albert. Orçamento Empresarial. 4 ed. Sao Paulo. Atlas Professor: Roberto César Faria e Silva Página 26

27 APÊNDICES Professor: Roberto César Faria e Silva Página 27

28 FLUXO DE CAIXA Itens Outubro Novembro Dezembro TOTAL DO ANO Janeiro Fevereiro Saldo inicial Venda à vista Venda c/ 30 dias Total de Entradas Compra à vista Compra c/ 30 Salário da Produção Salário da Supervisão Energia / Agua / Telefone Despesas de Manutenção Salário Administrativo Outras despesas Comissão de Vendas Total de Saídas Total Entrada - Saída Saldo Final SALDO PARA O ANO SEGUINTE Professor: Roberto César Faria e Silva Página 28

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