1. Movimento Harmônico Simples
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- Denílson Dreer Barros
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1 Física Oscilações
2 1. Movimento Harmônico Simples Vamos analisar inicialmente a situação em que há um corpo de massa m, preso a uma mola de constante elástica K que realiza oscilações em torno de seu ponto de equilíbrio em x = 0, sem a ação de qualquer agente externo ou atrito. Para pequenas perturbações em torno da origem ( A x A) a força que age sobre o corpo é linear e dada pela Lei de Hooke ( kx) e tal força tem caráter restaurador, ou seja, tenda a fazer com que o corpo retorne para a posição de equilíbrio. Na imagem, A representa a amplitude das oscilações do movimento, sendo que essa grandeza representa o maior deslocamento possível a partir da posição de equilíbrio. Com isso, pode-se escrever a segunda lei de Newton para o corpo: 1
3 ma = kx mx = kx m d/ x dt / = kx d / x dt / = ω/ x ω = k m A solução geral da equação diferencial descrita acima é do tipo: x t = A cos(ωt + φ 8 ) Sendo A e φ determinados pelas condições iniciais do movimento harmônico simples. A grandeza física ω representa a frequência angular de oscilação, sendo: ω = πf = π T Onde: T (s) = período de oscilação do movimento, ou seja, tempo para completar 1 ciclo, caso o movimento se inicie em A deve retornar a A para completar 1 ciclo. f Hz = número de ciclos por unidade de tempo que o movimento executa 1 Hz = 1 ciclo segundo ω = frequência angular, dada em rad/s.
4 . Determinação de A e φ 0 x t = A cos(ωt + φ 8 ) v t = x t = ωa sin(ωt + φ 8 ) a t = x t = ω / A cos(ωt + φ 8 ) São dados que a posição no instante zero x 0 = x 8 e a velocidade no instante inicial é v 0 = v 8, assim : φ 8 = arctan v 8 ωx 8 3. Energia no MHS A = x 8 / + v 8 / Nosso sistema conservativo terá tipos de energia: a energia cinética K e a energia potencial elástica da mola U, a energia E será a soma dessas duas energias e representará a energia total no sistema. ω / K = mv/ = mx/ = ma/ ω / sin / (ωt + φ 8 ) U = Kx/ = KA/ cos / (ωt + φ 8 ) U = Kx/ = KA/ cos / (ωt + φ 8 ) 3
5 K = mω / E = U + K = KA/ A energia total no movimento harmônico simples é constante, isso decorre do fato do sistema ser conservativo. Na imagem E U representa a energia total do sistema, E V representa a energia potencial elástica e E W representa a energia cinética. Por conservação de energia a velocidade máxima ocorrerá quando x = 0, onde a energia potencial elástica é nula, e terá o valor (em módulo): / mv UXY = KA/ v UXY = K m A Como a aceleração x t = ω / x(t), temos que o módulo do máximo da aceleração será ω / x UXY t, assim a aceleração máxima será: 4
6 x UXY t = ω / A = K m A O sistema massa-mola é apenas um dos sistemas que executam um movimento harmônico simples. De forma genérica, todos os movimentos unidimensionais cujas perturbações possam ser supostas pequenas em torno de um ponto de equilíbrio e nas quais as equações dinâmicas sejam da forma do sistema massamola podem ser tratados como movimentos harmônicos simples. 4. Pêndulo de Torção O pêndulo de torção será formado por um corpo apoiado em um plano ou suspenso por um fio. Ao perturbarmos o corpo diz-se que o fio reage com um torque restaurador proporcional ao ângulo de torção, assim: τ = K φ Onde K é o módulo de torção do fio que depende de seu comprimento, diâmetro e material. Aplicando a equação do movimento, tem-se: I d/ φ = K φ dt / Usando a mesmo procedimento que o utilizado com o sistema massa-mola a frequência angular do pêndulo de torção será: ω = K I e φ t = A cos(ωt + φ 8 ) 5
7 5. Pêndulo Simples No pêndulo simples há uma massa m colocada em um fio de comprimento l. A equação diferencial que caracterizará o movimento harmônico simples será obtida através da decomposição das forças no eixo radial e tangencial. mg sin θ = m a v = L θ então a = L θ mg sin θ = ml θ θ + g sin θ = 0 L Essa equação só apresenta um MHS se θ 1 rad, pois podemos usar a aproximação que sin θ θ,logo: θ + g L θ = 0 Cuja solução será do tipo: θ t = A cos ωt + φ 8 com ω = g l 6
8 T = π l g Energia no Pêndulo simples A energia no pêndulo simples, assim como no oscilador massa-mola, será dada pela soma da energia cinética com a energia potencial. Nesse caso essas energias podem ser expressas em termos da função θ(t) da seguinte forma: K = mv/ = m Lθ / = ml/ θ / U = mgl 1 cos θ Para θ 1 pode-se escrever que cos θ 1 cd / 6. Pêndulo Físico U = mglθ/ Trata-se de um pêndulo real onde a massa do corpo não é mais concentrada em um único ponto, como no caso do pêndulo simples, mas sim distribuída ao longo de toda a extensão do corpo, assim, a análise será baseada na utilização do momento de inércia do corpo. 7
9 O torque é dado por τ = r F, a decomposição da força peso como na figura nos fornece um torque resultante igual a: Logo, tem-se: mgd sin θ mgd sin θ = I d/ θ dt / d / θ dt / + mgd sin θ = 0 I Novamente, utilizando a aproximação sin θ θ, obtém-se: d / θ dt / + mgd I θ = 0 8
10 Por analogia pode-se escrever que: ω = mgd I 7. Associação de Molas. Quando duas ou mais molas (K g, K /, K h,, K j ) são associadas em série ou eu paralelo, sua constante elástica resultante (K k ) será dada por: Molas em série: 1 K k = 1 K g + 1 K / K j Molas em paralelo: K k = K g + K / + K h + + K j Exemplo de associação de molas: A mola da esquerda representa associação série enquanto a da direita representa a associação de molas em paralelo 9
11 8. Oscilações Acopladas As oscilações acopladas correspondem à dinâmicas de movimentos harmônicos simples em que o movimento de uma partícula influencia no movimento da outra. Por exemplo: Nesse caso simplificado, em que há apenas duas partículas unidas por uma mola pode-se usar o conceito de massa reduzida (μ) para resolver o problema, bastando substituir a massa m do sistema massa mola pela massa reduzida μ. O valor de μ será dado por: μ = m X m n m X + m n Assim, a frequência angular ω no MHS será: ω = K μ 10
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