Economia Política e Serviço Social

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Economia Política e Serviço Social"

Transcrição

1 Economia Política e Serviço Social

2

3 Karl Marx (Parte 1) Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Prof. Ms. Bruno Leonardo Tardelli Revisão Textual: Prof a. Ms. Luciene Oliveira da Costa Santos

4

5 Karl Marx (Parte 1) A Mercadoria na Visão Marxista e a Teoria do Valor em Marx As Formas do Valor ou Valor de Troca A Circulação das Mercadorias e do Dinheiro Como o Dinheiro se Transformaria em Capital Nesta unidade, iremos detalhar os seguintes pontos: a mercadoria na visão marxista e a teoria do valor em Marx; as formas do valor ou valor de troca; a circulação das mercadorias e do dinheiro; como o dinheiro se transformaria em capital. Nesta unidade será apresentada parte da teoria do pensador Karl Marx. Como esse autor possui elevado volume de ideias, a estratégia para esta unidade é introduzir parte do conteúdo referente à sua obra O Capital. Serão expostos conceitos elementares para entendimento do funcionamento do capitalismo, segundo a visão marxista. Preste atenção aos detalhes colocados nesta unidade, pois serão fundamentais para a consolidação da unidade IV. 5

6 Unidade: Karl Marx (Parte 1) Contextualização Seríamos nós apenas um rebanho? Eleassar/wikimedia commons 6

7 A Mercadoria na Visão Marxista e a Teoria do Valor em Marx A mercadoria é o ponto de início da obra, pois, segundo Marx, a riqueza das sociedades capitalistas é derivada de uma extensa acumulação de mercadorias. Bom, então o que é considerado mercadoria? Mercadoria seria uma coisa que, por suas propriedades, satisfaz necessidades humanas, seja qual for a natureza, a origem delas [...] (MARX, 2006). Se esta coisa satisfaz as necessidades do homem, dizemos que é algo que possui utilidade. Entretanto, devemos entender que cada coisa útil gerada para a sociedade (lápis, computadores, fogões, alimentos etc.) possui qualidade específica. Se observarmos um lápis e um computador, podemos ver claramente que possuem características absolutamente distintas, ou seja, possuem propriedades materiais que fazem com que um lápis não seja confundido com um computador. Ao longo do estudo marxista, cada bem ou mercadoria gerada seria um valor de uso por possuir utilidade. Assim, a mercadoria lápis seria um valor de uso diferente do computador, não por valor divergente, mas por características físicas e químicas distintas. Podemos entender, então, que: as sociedades mais avançadas tendem a se especializar na produção de determinado bem ao invés de produzirem todo tipo de bem para uso pessoal. Pense É mais comum encontrar pessoas que produzem tudo o que precisam para satisfazer seus desejos ou pessoas que produzem algo específico e adquirem o que precisam a mais trocando com outras pessoas? Naturalmente a última situação é mais comum. Por exemplo, um fabricante de cachaça não precisa somente da branquinha para viver; então, troca uma quantidade de cachaça por outras coisas que precisa para viver. Diante desse contexto se (1) os indivíduos comumente não produzem tudo o que consomem, mas sim trocam produtos, de modo a satisfazerem suas necessidades; e se (2) o valor de uso representa apenas as características materiais de um bem, a pergunta que surge é: qual fator determinaria o quanto se pode trocar uma mercadoria por outra? De outra forma, como o fabricante de cachaça sabe a quantidade de outros produtos que pode obter a partir de uma garrafa de aguardente? Se, por exemplo, uma garrafa de um litro do produto pudesse ser trocada por duas camisas, o que definiria essa relação? Por que um litro de pinga poderia valer duas camisas, mas não três? É nesse momento que Marx revela outra face da mercadoria, a de poder não ter somente valor de uso, ou seja, ser apenas um bem com propriedades materiais específicas, mas sim também conter valor de troca. Ou seja, existe algo na mercadoria além suas características físicas e químicas. Mas se o valor de uma mercadoria não está no fato de ser um bem com utilidade, quer dizer, um valor de uso, onde estaria? Para Marx, estaria na quantidade de trabalho aplicada na mercadoria. Segundo as próprias palavras do autor, se excluirmos 7

8 Unidade: Karl Marx (Parte 1) [...] o valor-de-uso da mercadoria, só lhe resta uma propriedade, a de ser produto do trabalho. Pondo de lado seu valor de uso, abstraímos, também, das formas e elementos materiais que fazem dele um valor de uso. Ele não é mais uma mesa, casa, fio ou qualquer outra coisa útil. Sumiram todas as suas qualidades materiais. Também não é mais o produto do trabalho do marceneiro, do pedreiro, do fiandeiro, ou de qualquer outra forma de trabalho produtivo. Ao desaparecer o caráter útil dos produtos do trabalho, também desaparece o caráter útil dos produtos do trabalho nele corporificados; desvanecem, portanto, as diferentes formas de trabalho concreto, elas não mais se distinguem umas das outras, mas reduzem-se, todas, a uma única espécie de trabalho, o trabalho humano abstrato. (MARX, 2006, p. 60). E segue: Um valor de uso ou um bem só possui, portanto, valor, porque nele está corporificado, materializado, trabalho humano abstrato. Como medir a grandeza de seu valor? Por meio da quantidade da substância criadora do valor nela contida, o trabalho. A quantidade de trabalho, por sua vez, mede-se pelo tempo de sua duração, e o tempo de trabalho, por frações do tempo, como hora, dia etc. (MARX, 2006, p. 60). Apesar de longos, os trechos anteriores deixam claro que não é o fato de ser útil, que torna uma mercadoria mais ou menos valiosa, mas sim o fato de ser produto do trabalho humano independentemente de quem o executou. Assim, na visão marxista, é o tempo de trabalho para a confecção de uma mercadoria que definiria o seu valor e, assim, o quanto dela poderia ser trocada por outras. Assim, por exemplo, se uma mesa demorou quatro horas para ser feita e uma cadeira, duas horas, então uma mesa valeria duas cadeiras. Resumindo, uma mercadoria apresenta dois componentes: valor de uso em função das propriedades materiais que podem satisfazer necessidades humanas e valor representado pelo tempo de trabalho gasto para sua realização e, é este valor, advindo da força de trabalho, que serve de parâmetro de comparação na troca das mercadorias. Apresentamos que, na visão marxista, o tempo de trabalho gasto para produzir uma mercadoria determinaria o valor dela. Pois bem, imagine que estejamos considerando a fabricação de um sofá do mesmo modelo por duas pessoas, uma delas com características de mais eficiência e outra mais lenta e enrolada. Então, partindo do que Marx coloca, significaria que o sofá produzido pela pessoa que demora mais o tempo de trabalho é maior para terminá-lo teria um valor maior? Claramente que não. Para contornar esta situação, Marx (2006) diz que o tempo de trabalho deve ser o tempo gasto pela média dos trabalhadores e não tomados individualmente, o qual é chamado pelo autor de tempo socialmente necessário para a produção de uma mercadoria. Nas palavras do autor, tempo de trabalho socialmente necessário é o tempo requerido para produzir-se um valor de uso qualquer, nas condições de produção socialmente normais existentes e com o grau social médio de destreza e intensidade de trabalho (MARX, 2006, p. 61). 8

9 Juntamente com a distinção entre valor e valor de uso, podemos observar uma diferença clara entre os conceitos de trabalho humano abstrato e o de trabalho útil. O trabalho humano abstrato é aquele capaz de introduzir valor numa determinada mercadoria; é fruto do tempo de esforço normalmente necessário para confeccioná-la, mas não o vemos no produto final. Por outro lado, o trabalho útil é aquele que confere as características materiais das mercadorias; é aquele capaz de mostrar que do fruto do trabalho humano pode haver mercadorias qualitativamente distintas e úteis. Poderíamos ver o trabalho útil como a parte de um trabalho particular que desenha determinado formato de uma mercadoria e a cria. Por exemplo, o tempo socialmente necessário de força de trabalho humana para se fazer uma mesa ou uma cadeira poderiam ser os mesmos e, assim, o trabalho humano abstrato (grosso modo, a massa de esforço humano) introduziria a mesma quantidade de valor, tanto na cadeira como na mesa. Entretanto, como a mesa e a cadeira são valores de uso distintos (ou seja, não são os mesmos objetos), derivariam de um trabalho com qualidades distintas (trabalho que cria produtos diferentes e revela a parte do trabalho útil). As Formas do Valor ou Valor de Troca Esta seção é dedicada a compreender as relações de troca e expressões que o valor pode assumir. As distintas mercadorias possuem características materiais particulares e, assim, a comparação entre as mercadorias, relação de troca entre elas, se daria através do tempo socialmente necessário para sua produção, conforme visto anteriormente. Entretanto, precisamos entender este ponto de forma mais profunda. Uma mercadoria por si só não consegue evidenciar ou expressar seu valor somente através do tempo socialmente necessário da força de trabalho. Por exemplo, ao perguntarmos para um atendente de loja qual o valor de uma calça, a resposta não seria 10 horas de trabalho. Claramente que a resposta seria em alguma quantia de dinheiro; mas, para explicarmos o significado marxista do dinheiro, precisamos fazer um exercício gradual. Dessa forma, passaremos a algumas formas do valor. Veremos as seguintes formas: A) A forma simples do valor; B) A forma total do valor; C) A forma geral do valor; D) A forma dinheiro. 9

10 Unidade: Karl Marx (Parte 1) A) A forma simples do valor As mercadorias além de úteis são, também, veículos de valor. Elas carregam valor em si e, assim, podem ser trocadas com quaisquer outras mercadorias. Como dito anteriormente, uma mercadoria, apesar de seu valor depender do tempo de trabalho socialmente necessário para sua formação, não consegue encontrar nessas horas a sua expressão de valor; uma mercadoria precisa de algo exterior e concreto para se expressar, ou seja, para mostrar seu valor de troca. A forma simples do valor é quando relacionamos apenas uma mercadoria com outra de valor equivalente. Vejamos um exemplo: Se dissermos que 20 metros de linho valem 1 casaco, estamos dizendo que 20 metros de linho contêm o mesmo tempo de trabalho socialmente necessário que uma unidade de casaco. Ou seja, 20 metros de linho = 1 casaco. A mercadoria que se posiciona à esquerda da equação (20 metros de linho) diz-se que se apresenta sob a forma relativa do valor e a que se posiciona à direita (1 casaco) diz-se que apresenta sob a forma equivalente. Vamos à explicação de cada uma dessas formas. Como o valor de uma mercadoria não é exteriorizado sob a forma de horas de trabalho, precisa buscar no corpo de outra mercadoria a expressão de seu valor. Se 20 metros de linho valem 1 casaco, coloca-se que os 20 metros de linho estão buscando seu valor fora de seu próprio corpo para revelar-se e a unidade de casaco empresta seu corpo para o valor dos 20 metros de linho se materializar. A mercadoria que busca se expressar em algo concreto, além do tempo de trabalho, é a mercadoria que está sob a forma relativa do valor e a mercadoria que empresta seu corpo para expressar o valor da outra é a que está sob a forma equivalente. Similarmente, caso disséssemos o contrário, 1 casaco vale 20 metros de linho, a unidade de casaco estaria sob a forma relativa do valor e os 20 metros de linho sob forma equivalente. O valor de troca de uma mercadoria somente se revela quando se faz essa comparação entre mercadorias, pois mostra as coisas que podemos adquirir com uma mercadoria. B) A forma total do valor A forma total do valor é expressar o valor de uma mercadoria sob forma relativa não somente no corpo de outra, mas em todas as outras mercadorias que existem. Inicialmente, colocamos que 20 metros de linho valem 1 casaco, mas podem expressar seu valor não somente na unidade de casaco como em outras. Por exemplo, 20 metros de linho valem 1 casaco, ou 100 bonés, ou ½ smartphone, ou 10 quilos de chá etc. Todos os objetos comparados aos 20 metros de linho teriam o mesmo tempo de trabalho socialmente necessário para sua produção. Entretanto, aqui, os 20 metros de linho que estão 10

11 sob a forma relativa do valor encontram todas as outras mercadorias do mundo como formas concretas para expressar seu valor. Agora não somente a unidade de casaco se encontra sob a forma equivalente, mas também os 100 bonés, a metade de um smartphone padrão (sem especificarmos o modelo para não complicar a explicação), 10 quilos de chá e todos os outros objetos construídos pelo homem que podem satisfazer suas necessidades. C) A forma geral do valor A forma geral do valor é expressarmos todas as mercadorias estando sob a forma relativa do valor a uma única que estaria sob a forma equivalente. Por exemplo: 100 bonés Ou ½ Smartphone Ou 10 quilos de chá Etc... Forma relativa do valor = 20 metros de linho Forma equivalente Assim, todas as mercadorias se apresentam sob a forma relativa de valor, exceto os 20 metros de linho, que estão sob a forma equivalente. As mercadorias buscam o corpo de apenas uma para expressar seu valor, os 20 metros de linho, que se torna um equivalente geral. D) A forma dinheiro Apesar do que foi dito na forma geral do valor, ao irmos a uma loja e perguntarmos: Moça! Quanto valem estes 100 bonés?, a atendente não vai revelar o valor em algo concreto do tipo 20 metros de linho, mas sim o equivalente em dinheiro. O dinheiro assume, portanto, o papel de equivalente geral. Por exemplo: 100 bonés Ou ½ Smartphone Ou 10 quilos de chá Etc... Forma relativa do valor = 5 gramas de ouro Forma equivalente 11

12 Unidade: Karl Marx (Parte 1) O ouro, por suas características próprias, e, principalmente, por ser uma mercadoria que teve um tempo socialmente necessário para sua extração e lapidação, pode servir de equivalente para todas as outras mercadorias. Assim, a diferença da forma geral do valor para a forma dinheiro é somente o uso de uma mercadoria mais adequada, como o ouro, ou a prata, para expressar o valor de todas as outras mercadorias. A Circulação das Mercadorias e do Dinheiro As mercadorias entram no processo de troca. É natural que isso ocorra dada a divisão do trabalho da sociedade. Cada indivíduo contribui de uma forma produtiva e adquire uma gama produtos de outros indivíduos. As mercadorias circulam na sociedade, através da utilização de uma mercadoria que serve como equivalente geral, que é denominada dinheiro. O processo de troca possui duas sequências: inicia quando há uma venda e depois uma compra. Vamos a elas. Inicialmente, um tecelão possui uma determinada mercadoria, por exemplo, o nosso velho conhecido 20 metros de linho. Considerando que esse objeto não lhe útil, só possui para ele valor de troca, ele busca realizar a venda deste produto. Quando há dinheiro em troca do produto vendido, o valor na forma de dinheiro deve ser idêntico ao valor do produto. Isso não poderia ser diferente, pois o dinheiro por si só é uma mercadoria, como vimos anteriormente. Se os 20 metros de linho contivessem 14 horas de trabalho e recebessem em troca uma quantidade de dinheiro expressa em ouro representando 15 horas de trabalho, por exemplo, o vendedor dos 20 metros de linho estaria em vantagem e teria enganado o comprador do tecido. A circulação das mercadorias por meio de um processo intermediário realizado pelo dinheiro não tem por objetivo enganar as pessoas. A parte correspondente ao processo de venda é simplificada pelo autor como M D (ou mercadoria dinheiro, nessa sequência). Analisando pelas formas de valor vistas anteriormente, o dinheiro empresta seu corpo para a mercadoria expressar seu valor. Por exemplo, 20 metros de linho valem 5 gramas de ouro. Com o obtido pela venda dos 20 metros de linho, o indivíduo realiza agora a compra: D M (ou dinheiro mercadoria, nessa sequência). O indivíduo, para satisfazer suas necessidades, possuindo dinheiro (5 gramas de ouro), verificaria as mercadorias que poderiam expressar o valor dessa quantidade em ouro e verificaria todas as quantidades de mercadorias que pode obter com aquele ouro. Digamos que o nosso tecelão do exemplo escolha uma Bíblia. Assim, o processo da troca em si é finalizado com a compra da Bíblia, representando um valor equivalente ao do ouro. 12

13 Para o processo inteiro ser possível, o tempo socialmente necessário para a produção dos 20 metros de linho, das 5 gramas de ouro e de 1 Bíblia devem ser iguais, caso contrário, haveria trocas de mercadorias com valores distintos. No processo de troca, ocorrem as seguintes mudanças: MERCADORIA DINHEIRO MERCADORIA M D M Da mesma forma que o tecelão realizou a compra da Bíblia, o vendedor da Bíblia realizou a venda e, por meio desta, obteve dinheiro suficiente para comprar outros produtos que deseja consumir. Assim, o processo de compra para um pode ser o de venda para outro. Nas palavras do autor, o circuito percorrido pelas metamorfoses de cada mercadoria entrelaça-se, portanto, inextricavelmente com os circuitos das outras mercadorias. O conjunto de todos os circuitos constitui a circulação das mercadorias (MARX, 2006, p. 139). Ao passar o dinheiro do tecelão para o vendedor de Bíblias e este escolher comprar uma quantia de cachaça correspondente a 5 gramas de ouro, o dono do alambique recebe as 5 gramas de ouro. Assim, apesar de a circulação das mercadorias ocorrer entre produtos que vão sendo substituídos (por exemplo, linho, Bíblia, cachaça etc.), o dinheiro se mantém na esfera de circulação realizando seu próprio circuito, a circulação do dinheiro. A forma de movimento que a circulação de mercadorias imprime ao dinheiro é, por isso, seu afastamento constante do ponto de partida, seu fluir das mãos de um possuidor de mercadoria para a de outro, enfim, o seu curso. (MARX, 2006, p ). Como o Dinheiro se Transformaria em Capital Dinheiro e capital não são a mesma coisa? Na teoria marxista realmente há distinção entre o dinheiro que é somente dinheiro e aquele que é visto como capital. A diferença estaria na esfera da circulação. A circulação simples das mercadorias é composta por uma conversão de mercadoria em dinheiro (M - D) e, posteriormente de dinheiro em mercadoria (D - M), a qual forma M D M. Por outro lado, temos a circulação D M D, em que dinheiro se transforma em mercadoria e mercadoria em dinheiro. Poderia nos parecer à primeira vista absolutamente a mesma coisa, sendo o segundo caso (D M D) uma mera manipulação. Para entendermos a diferença fundamental, devemos analisar o D M D de forma separada. 13

14 Unidade: Karl Marx (Parte 1) A primeira parte (D - M) revela que existe um dinheiro inicialmente e ocorre, a partir dele, o processo de compra. Uma mercadoria (M) encarna o valor do dinheiro e revela valor equivalente a ele. Na segunda parte (M- D), a mercadoria é vendida e convertida em dinheiro. Entretanto, se na circulação simples M D M o objetivo da circulação é o atendimento das necessidades humanas através das trocas, a circulação existente em D M D tem por finalidade a obtenção de dinheiro, a partir de um montante de dinheiro inicial. Vamos analisar essa nova circulação D M - D. Inicialmente temos uma quantia em dinheiro que encarna no corpo de uma mercadoria de mesmo valor (processo de compra). Posteriormente, ocorre a venda da mercadoria para reconversão em dinheiro, que, se formos analisar do ponto de vista marxista, deveria expressar o mesmo valor da mercadoria. Então, qual seria o objetivo de transformar dinheiro em dinheiro? Veremos que a forma D M D é o objetivo fundamental do capitalista, que busca, a partir da compra de matérias-primas e máquinas, por exemplo, transformar o objeto em uma mercadoria a ser vendida posteriormente e vendida por um valor maior. Assim, teríamos D M D. Em que D representa o dinheiro inicial D mais um valor excedente, que Marx (2006) denomina de Mais-valia. Nas palavras de Karl Marx, o valor originalmente antecipado não só se mantém na circulação, mas nela altera a própria magnitude, acrescenta uma mais-valia, valoriza-se. E este movimento transforma-o (o dinheiro) em capital (MARX, 2006, p. 181). A questão que surge então é: como alguém consegue inicialmente um montante em dinheiro D e no final obtém D se as trocam se efetuam entre mercadorias de mesmo valor? Marx (2006) responde: A mudança do valor do dinheiro que se pretende transformar em capital não pode ocorrer no próprio dinheiro. Ao servir de meio de compra ou de pagamento, o dinheiro apenas realiza o preço da mercadoria, que compra ou paga, e, ao manterse em sua própria forma, petrifica-se em valor de magnitude fixada. Tampouco pode a mudança do valor decorrer do segundo ato da circulação, da revenda da mercadoria, pois esse ato apenas reconverte a mercadoria da forma natural em forma dinheiro. A mudança tem, portanto, de ocorrer com a mercadoria comprada no primeiro ato D M, mas não em seu valor, pois se trocam equivalentes, as mercadorias são pagas pelo seu valor. A mudança só pode, portanto, originar-se de seu valor-de-uso como tal, de seu consumo. Para extrair valor do consumo de uma mercadoria, nosso possuidor de dinheiro deve ter a felicidade de descobrir, dentro da esfera da circulação, no mercado, uma mercadoria cujo valor-de-uso possua a propriedade peculiar de ser fonte de valor, portanto. E o possuidor de dinheiro encontra no mercado essa mercadoria especial: é a capacidade de trabalho ou a força de trabalho. (MARX, 2006, p.197). O trecho deixa claro que a transformação D D só é possível se a força de trabalho humana agir sobre os ingredientes materiais necessários à produção de modo a produzir algo com mais valor, pelas horas dedicadas à sua produção. 14

15 A capacidade de trabalho ou força de trabalho seria o conjunto das faculdades físicas e mentais existentes no corpo e na personalidade viva do ser humano, as quais ele põe em ação toda vez que produz valores de uso de qualquer espécie (MARX, 2006, p. 197). Para Marx (2006) a força de trabalho deve, principalmente, ser livre e deve estar desvinculada dos meios de produção (matérias-primas e máquinas para produção, por exemplo). A força de trabalho deve se vender ao mercado para que o possuidor (o capitalista) a possa utilizar. Se a força de trabalho se vende ela é encarada como uma mercadoria na visão marxista e como tal, deve conter algum valor. Qual seria o valor da força de trabalho? O valor da força de trabalho é determinado, como o de qualquer outra mercadoria, pelo tempo de trabalho necessário à sua produção e, por consequência, à sua reprodução (MARX, 2006, p ). Observe que Marx (2006) mantém sua fidelidade e rigor científico ao determinar o valor, mesmo quando a mercadoria a ser considerada é a força de trabalho. Como uma mercadoria qualquer, deve ser remunerada somente por um valor que a produza ou a mantenha viva sob condições normais de ser uma força de trabalho saudável. De outro modo, deve ser provida dos meios de subsistência que a figura humana do trabalhador necessita, além de criar a capacidade desta força de trabalho procriar (reproduzir), de modo a manter a entrada de novas mercadorias no futuro. Isto é pagar a mercadoria pelo que vale. Por meios de subsistência, temos de ter uma noção mais ampla do que somente alimentos. Temos combustíveis, roupas, móveis e outras necessidades para suprir as necessidades da força de trabalho. Vamos ao exemplo aplicado por Marx (2006) para compreender melhor o valor da força de trabalho humana. Suponhamos que as necessidades diárias do ser humano estejam expressas em 6 horas de trabalho. Trabalhando 6 horas, o indivíduo conseguiria obter uma quantidade em dinheiro suficiente para cobrir os meios de subsistência diários, digamos 3 reais. Se o possuidor da força de trabalho (ou seja, o capitalista que comprou esta força) oferecer 3 reais diariamente, estará pagando o que a força de trabalho vale. A parte da charada que falta a ser desvendada é: se o capitalista remunerar a força de trabalho pelo que ela vale e o valor excedente (mais-valia) é extraído do desta força para gerar mais dinheiro ao capitalista, como a mais-valia é obtida? A resposta a esta pergunta é longa e possui vários desdobramentos. Assim, será tratada na próxima unidade. 15

16 Unidade: Karl Marx (Parte 1) Material Complementar Realize a leitura de parte do capítulo 9 do livro História do Pensamento Econômico, de Hunt, que destaca os tópicos abordados nesta unidade. Na sétima edição, o capítulo encontra-se entre as páginas 218 e 234. HUNT, E.K. História do Pensamento Econômico. 7 ed. Rio de Janeiro: Elsevier,

17 Referências MARX, K. O Capital. Crítica da Economia Política: livro I. Volume I. 24 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,

18 Unidade: Karl Marx (Parte 1) Anotações 18

19 Campus Liberdade Rua Galvão Bueno, 868 CEP São Paulo SP Brasil Tel: (55 11)

20

O Capital Crítica da Economia Política. Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital

O Capital Crítica da Economia Política. Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital O Capital Crítica da Economia Política Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital 1 Transformação do dinheiro em capital Este capítulo é composto por três seções: 1. A fórmula geral do capital; 2.

Leia mais

Transformação do dinheiro em capital

Transformação do dinheiro em capital Transformação do dinheiro em capital "Dinheiro como dinheiro e dinheiro como capital diferenciam-se primeiro por sua forma diferente de circulação". Ou seja, M - D - M e D - M - D. D - M - D, tal como

Leia mais

Modo de produção capitalista

Modo de produção capitalista ECONOMIA POLÍTICA Material didático preparado pela professora Camila Manduca para a disciplina Economia política, baseado no capítulo 4 Modo de produção capitalista, do livro Economia política: uma introdução

Leia mais

Revisão: Duas primeiras seções de O Capital. A mercadoria a) Os dois fatores: valor de uso e valor b) Duplo caráter do trabalho

Revisão: Duas primeiras seções de O Capital. A mercadoria a) Os dois fatores: valor de uso e valor b) Duplo caráter do trabalho Revisão: Duas primeiras seções de O Capital A mercadoria a) Os dois fatores: valor de uso e valor b) Duplo caráter do trabalho 1 Seção 1: Os dois fatores da mercadoria: valor de uso e valor 2 A riqueza

Leia mais

Economia Política e Serviço Social

Economia Política e Serviço Social Economia Política e Serviço Social Karl Marx (Parte 2) Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Prof. Ms. Bruno Leonardo Tardelli Revisão Textual: Prof a. Esp. Márcia Ota Karl Marx (Parte 2) Processo

Leia mais

O TRABALHO E A ORIGEM DO HOMEM EM SOCIEDADE: UMA ANÁLISE ATRAVÉS DA FILOSOFIA DE MARX E LUKÁCS

O TRABALHO E A ORIGEM DO HOMEM EM SOCIEDADE: UMA ANÁLISE ATRAVÉS DA FILOSOFIA DE MARX E LUKÁCS 79 Ângelo Antônio Macedo Leite O TRABALHO E A ORIGEM DO HOMEM EM SOCIEDADE: UMA ANÁLISE ATRAVÉS DA FILOSOFIA DE MARX E LUKÁCS Ângelo Antônio Macêdo Leite 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Na perspectiva lukácsiana,

Leia mais

ECONOMIA POLÍTICA MATERIAL PREPARADO PARA A DISCIPLINA DE ECONOMIA POLÍTICA, PROFESSORA CAMILA MANDUCA.

ECONOMIA POLÍTICA MATERIAL PREPARADO PARA A DISCIPLINA DE ECONOMIA POLÍTICA, PROFESSORA CAMILA MANDUCA. ECONOMIA POLÍTICA AULA BASEADA NO CAPÍTULO 3 PRODUÇÃO DE MERCADORIAS E MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA, DO LIVRO ECONOMIA POLÍTICA- UMA INTRODUÇÃO CRÍTICA, DE JOSÉ PAULO NETTO E MARCELO BRAZ MATERIAL PREPARADO

Leia mais

MAIS-VALIA ABSOLUTA E MAIS-VALIA RELATIVA

MAIS-VALIA ABSOLUTA E MAIS-VALIA RELATIVA MAIS-VALIA ABSOLUTA E MAIS-VALIA RELATIVA DRª GISELE MASSON PPGE - UEPG Slides produzidos a partir de trechos da obra referenciada. PROCESSO DE E PRODUÇÃO DE VALOR (p. 220, cap.v) OBJETO DE 10 quilos de

Leia mais

O Capital Crítica da Economia Política. Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital

O Capital Crítica da Economia Política. Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital O Capital Crítica da Economia Política Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital 1 Transformação do dinheiro em capital Este capítulo é composto por três seções: 1. A fórmula geral do capital; 2.

Leia mais

Uma pergunta. O que é o homem moderno?

Uma pergunta. O que é o homem moderno? Uma pergunta O que é o homem moderno? Respostas O homem moderno é aquele que não trabalha para viver, mas vive para trabalhar. O homem moderno não domina o tempo; ao contrário, é dominado pelo tempo. O

Leia mais

História das Teorias Econômicas Aula 5: Karl Marx Instituto de Geociências / Unicamp

História das Teorias Econômicas Aula 5: Karl Marx Instituto de Geociências / Unicamp História das Teorias Econômicas Aula 5: Karl Marx Instituto de Geociências / Unicamp 2 Semestre de 2008 1 Apresentação - de origem alemã - 1818 1883 - Economista, sociólogo e filósofo - Recebeu influência

Leia mais

Economia dos Recursos Naturais. Agentes e Circuito Económico

Economia dos Recursos Naturais. Agentes e Circuito Económico Economia dos Recursos Naturais Agentes e Circuito Económico Agentes Económicos numa economia simplificada Famílias Empresas Engloba as famílias enquanto unidades de consumo e de fornecimento de trabalho

Leia mais

A mercadoria. Estudo da primeira seção do primeiro capítulo de O Capital

A mercadoria. Estudo da primeira seção do primeiro capítulo de O Capital A mercadoria Estudo da primeira seção do primeiro capítulo de O Capital 1 Para iniciar Para continuar é preciso fazer um resumo da seção 1: Os dois fatores da mercadoria: valor de uso e valor. Vamos, agora,

Leia mais

Aumentos e descontos sucessivos

Aumentos e descontos sucessivos A UA UL LA 77 Aumentos e descontos sucessivos Introdução Na Aula 39, estudamos o que é lucro e prejuízo. Na aula de hoje, estudaremos os juros, as taxas, os aumentos e os descontos que fazem parte de nosso

Leia mais

A Medida do Valor em Adam Smith

A Medida do Valor em Adam Smith A Medida do Valor em Adam Smith José Luis Oreiro Departamento de Economia UnB Pesquisador Nível N I do CNPq O Processo de Gravitação dos Preços A preocupação fundamental da economia política clássica era

Leia mais

MATERIALISMO HISTÓRICO (Marx e Engels)

MATERIALISMO HISTÓRICO (Marx e Engels) MATERIALISMO HISTÓRICO (Marx e Engels) ...as mudanças sociais que se passam no decorrer da história de uma sociedade não são determinadas por ideias ou valores. Na verdade, essas mudanças são influenciadas

Leia mais

Potências de dez, ordens de grandeza e algarismos significativos

Potências de dez, ordens de grandeza e algarismos significativos Potências de dez, ordens de grandeza e algarismos significativos Potências de dez Há muitos séculos que o homem procura compreender e prever o comportamento da natureza. O que chamamos de ciências naturais

Leia mais

MATERIAL PREPARADO PELA PROFESSORA CAMILA BASEADO NO LIVRO ECONOMIA POLÍTICA, DE JOSÉ PAULO NETTO E MARCELO BRAZ CAPÍTULO 5 A ACUMULAÇÃO CAPITALISTA

MATERIAL PREPARADO PELA PROFESSORA CAMILA BASEADO NO LIVRO ECONOMIA POLÍTICA, DE JOSÉ PAULO NETTO E MARCELO BRAZ CAPÍTULO 5 A ACUMULAÇÃO CAPITALISTA Economia Política MATERIAL PREPARADO PELA PROFESSORA CAMILA BASEADO NO LIVRO ECONOMIA POLÍTICA, DE JOSÉ PAULO NETTO E MARCELO BRAZ CAPÍTULO 5 A ACUMULAÇÃO CAPITALISTA E MOVIMENTO DO CAPITAL Acumulação

Leia mais

O Capital Crítica da Economia Política. Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital

O Capital Crítica da Economia Política. Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital O Capital Crítica da Economia Política Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital 1 Resumo do capítulo III sobre o dinheiro Na análise do dinheiro, Marx distingue: Funções básicas do dinheiro: medida

Leia mais

LEMARX CURSO DE ECONOMIA POLÍTICA

LEMARX CURSO DE ECONOMIA POLÍTICA LEMARX CURSO DE ECONOMIA POLÍTICA 18 de setembro de 2010 CAPÍTULO 3: PRODUÇÃO DE MERCADORIAS E MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA CAPÍTULO 4: O MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA: A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO O QUE ESTUDAMOS

Leia mais

Economia Florestal. Agentes e Circuito Económico

Economia Florestal. Agentes e Circuito Económico Economia Florestal Agentes e Circuito Económico Agentes Económicos numa economia simplificada Famílias Empresas Engloba as famílias enquanto unidades de consumo e de fornecimento de trabalho e capital

Leia mais

Capital Portador de Juros: Marx e Chesnais

Capital Portador de Juros: Marx e Chesnais Capital Portador de Juros: Marx e Chesnais Ref.: Capítulo XXI, vol. 3, de O Capital de Karl Marx e cap. 1 de A finança mundializada de François Chesnais 1 Economia Vulgar É bem conhecida a duplicidade

Leia mais

EDUCAÇÃO: UMA ABORDAGEM CRÍTICA

EDUCAÇÃO: UMA ABORDAGEM CRÍTICA Volume 05, número 01, fevereiro de 2018. EDUCAÇÃO: UMA ABORDAGEM CRÍTICA Francisco Vieira Cipriano 1 Para iniciarmos nosso debate acerca do complexo da educação é necessário um debate acerca do ser social.

Leia mais

ECONOMIA - PROFº. ALEX MENDES. Economia. PROFº Alex Mendes

ECONOMIA - PROFº. ALEX MENDES. Economia. PROFº Alex Mendes Economia PROFº Alex Mendes 1 Noções de Economia do Setor Público Objetivo Geral Apresentar os movimentos de mercado como resultado das forças de oferta e demanda, e o papel dos preços nesta dinâmica. Objetivos

Leia mais

Observando embalagens

Observando embalagens Observando embalagens A UUL AL A O leite integral é vendido em caixas de papelão laminado por dentro. Essas embalagens têm a forma de um paralelepípedo retângulo e a indicação de que contêm 1000 ml de

Leia mais

O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III

O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III 1 Funções Básicas O dinheiro surge do mundo das mercadorias como um servo da circulação, mas ele vai reinar

Leia mais

Introdução ao estudo de O Capital de Marx

Introdução ao estudo de O Capital de Marx Introdução ao estudo de O Capital de Marx 1 O Capital - Crítica da Economia Política Estrutura: Vol. I - O processo de produção do Capital Vol. II - O processo de circulação do Capital Vol. III - O processo

Leia mais

FLUXOS ECONÔMICOS BÁSICOS DO CAPITALISMO

FLUXOS ECONÔMICOS BÁSICOS DO CAPITALISMO FLUXOS ECONÔMICOS BÁSICOS DO CAPITALISMO Luiz Carlos Bresser-Pereira e Yoshiaki Nakano Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, 23.9.80. (ECON-L-146 E-511) O Quadro

Leia mais

Apresentação. Mara Takahashi. Amanda Macaia. Sayuri Tanaka. O processo de trabalho no sistema de atividade humana

Apresentação. Mara Takahashi. Amanda Macaia. Sayuri Tanaka. O processo de trabalho no sistema de atividade humana Apresentação Esse texto tem o objetivo de oferecer um instrumento que ajude os participantes do Laboratório de Mudança a refletir sobre o processo de produção do cuidado em saúde e sua inserção no sistema

Leia mais

Adam Smith: Uma investigação sobre a natureza e causas da riqueza das nações. Uma investigação sobre sua natureza e causas

Adam Smith: Uma investigação sobre a natureza e causas da riqueza das nações. Uma investigação sobre sua natureza e causas Adam Smith: Uma investigação sobre a natureza e causas da riqueza das nações Uma investigação sobre sua natureza e causas Não é possível exibir esta imagem no momento. O trabalho anual de cada nação constitui

Leia mais

LEMARX Curso de Economia Política

LEMARX Curso de Economia Política LEMARX Curso de Economia Política 25 de setembro de 2010 CAPÍTULO 5: ACUMULAÇÃO CAPITALISTA E O MOVIMENTO DO CAPITAL CAPÍTULO 6: MAIS VALIA, LUCRO E QUEDA DA TAXA DE LUCRO A PRODUÇÃO NÃO PODE PARAR EM

Leia mais

Economia: Noções Introdutórias

Economia: Noções Introdutórias Universidade Federal de Santa Catarina From the SelectedWorks of Sergio Da Silva 2000 Economia: Noções Introdutórias Sergio Da Silva Available at: https://works.bepress.com/sergiodasilva/52/ Economia:

Leia mais

Morar de Outras Maneiras ontos de partida para uma investigação da produção habitaciona

Morar de Outras Maneiras ontos de partida para uma investigação da produção habitaciona Morar de Outras Maneiras ontos de partida para uma investigação da produção habitaciona Morar (de outras maneiras) = produzir e usar moradias (de outras maneiras) A separação entre produção e uso da moradia

Leia mais

Consumidores, produtores e eficiência dos mercados

Consumidores, produtores e eficiência dos mercados N. Gregory Mankiw Introdução à Economia Tradução da 6a. edição norte-americana 7 Consumidores, produtores e eficiência dos mercados 0 Depois de ler este capítulo, responda às seguintes questões: O que

Leia mais

COMERCIALIZAÇÃO DA FARINHA DE MANDIOCA DA COMUNIDADE DO ESPÍRITO SANTO DO CASTANHAL PARA CIDADE DE PARINTINS (AM)

COMERCIALIZAÇÃO DA FARINHA DE MANDIOCA DA COMUNIDADE DO ESPÍRITO SANTO DO CASTANHAL PARA CIDADE DE PARINTINS (AM) COMERCIALIZAÇÃO DA FARINHA DE MANDIOCA DA COMUNIDADE DO ESPÍRITO SANTO DO CASTANHAL PARA CIDADE DE PARINTINS (AM) Sanae Ferreira de Souza Universidade Federal do Amazonas-UFAM [email protected]

Leia mais

Etapas do Plano de Negócios

Etapas do Plano de Negócios Etapas do Plano de Negócios Etapa 7. Plano financeiro Detalhes Investimentos Projeção de resultados Ponto de equilíbrio Projeção fluxo de caixa Vendas Despesas Mão de obra Etapa 7 Plano Financeiro Investimento

Leia mais

Conceito de estoque e Apuração do Resultado do Exercício Seção 6

Conceito de estoque e Apuração do Resultado do Exercício Seção 6 Conceito de estoque e Apuração do Resultado do Exercício Seção 6 Prof. Me. Hélio Esperidião O que é estoque? Conceito de Estoque Estoque é a acumulação de recursos materiais em um sistema de produção,

Leia mais

ESCOLA ESTADUAL DR JOSÉ MARQUES DE OLIVEIRA PLANO DE ESTUDOS INDEPENDENTES DE RECUPERAÇÃO

ESCOLA ESTADUAL DR JOSÉ MARQUES DE OLIVEIRA PLANO DE ESTUDOS INDEPENDENTES DE RECUPERAÇÃO ESCOLA ESTADUAL DR JOSÉ MARQUES DE OLIVEIRA PLANO DE ESTUDOS INDEPENDENTES DE RECUPERAÇÃO (NO PERÍODO DE FÉRIAS ESCOLARES) ANO 20 PROFESSOR (a) DISCIPLINA BRUNO REZENDE PEREIRA MATEMÁTICA ALUNO (a) SÉRIE

Leia mais

- Compatibilizando Custos e Vendas -

- Compatibilizando Custos e Vendas - AULA 7 - Compatibilizando Custos e Vendas - Reprodução e distribuição proibidas Empreender com Afeto pg. 1 de 8 FATURAMENTO DE BASE seus custos cobertos com as vendas do seu trabalho Agora que você já

Leia mais

Por mais diferentes que possam parecer, todas essas questões são estudadas na Física uma ciência tão importante que não pode ser desprezada.

Por mais diferentes que possam parecer, todas essas questões são estudadas na Física uma ciência tão importante que não pode ser desprezada. Apresentação O ser humano sempre se interessou pelos mistérios do universo, procurando explicações para o som dos trovões, a luz dos relâmpagos, o movimento da terra em relação ao sol e à lua, por exemplo.

Leia mais

O Comportamento do Consumidor engloba o estudo dos que compram, por que compram e onde compram.

O Comportamento do Consumidor engloba o estudo dos que compram, por que compram e onde compram. Refere-se ao aspecto de como os indivíduos tomam decisões de gastar seus recursos disponíveis (tempo, dinheiro, esforço etc.) em itens relacionados ao consumo. O Comportamento do Consumidor engloba o estudo

Leia mais

Matemática Financeira Aplicada

Matemática Financeira Aplicada MATEMÁTICA FINANCEIRA BÁSICA... 3 1.1 Introdução... 3 1.2 Conceitos básicos da Matemática Financeira... 3 1.2.1) Valor do dinheiro no tempo... 3 1.2.2) Capital inicial, montante e prazo... 4 1.2.3) Operação

Leia mais

O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III

O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III 1 Funções Básicas 1. Medida de valores 2. Meio de circulação a) Metamorfose das mercadorias; b) O curso do

Leia mais

A Teoria do Consumidor

A Teoria do Consumidor A Teoria do Como a demanda fundamenta-se no comportamento dos consumidores? Aplicações importantes da teoria que será vista: -servir de guia para elaboração e interpretação de pesquisas de mercado -fornecer

Leia mais

Universidade Cruzeiro do Sul. Campus Virtual Unidade I: Unidade: Matemática Financeira

Universidade Cruzeiro do Sul. Campus Virtual Unidade I: Unidade: Matemática Financeira Universidade Cruzeiro do Sul Campus Virtual Unidade I: Unidade: Matemática Financeira 2010 0 Nesta Unidade iremos apresentar alguns conceitos importantes de Matemática Financeira tais como porcentagem,

Leia mais

A álgebra nas profissões

A álgebra nas profissões A álgebra nas profissões A UUL AL A Nesta aula, você vai perceber que, em diversas profissões e atividades, surgem problemas que podem ser resolvidos com o auxílio da álgebra. Alguns problemas são tão

Leia mais

Unidade III. Unidade III

Unidade III. Unidade III Unidade III Unidade III 3 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO () UMA PEQUENA INTRODUÇÃO Enquanto o balanço patrimonial nos apresenta a situação econômica e financeira da empresa, demonstrando os saldos

Leia mais

Pesquisa Operacional. 4x1+3x2 <=1 0 6x1 -x2 >= 20 X1 >= 0 X2 >= 0 PESQUISA OPERACIONAL PESQUISA OPERACIONAL PESQUISA OPERACIONAL PESQUISA OPERACIONAL

Pesquisa Operacional. 4x1+3x2 <=1 0 6x1 -x2 >= 20 X1 >= 0 X2 >= 0 PESQUISA OPERACIONAL PESQUISA OPERACIONAL PESQUISA OPERACIONAL PESQUISA OPERACIONAL Modelo em Programação Linear Pesquisa Operacional A programação linear é utilizada como uma das principais técnicas na abordagem de problemas em Pesquisa Operacional. O modelo matemático de programação

Leia mais

Aula 8 A crítica marxista e o paradigma da evolução contraditória. Profa. Dra. Eliana Tadeu Terci

Aula 8 A crítica marxista e o paradigma da evolução contraditória. Profa. Dra. Eliana Tadeu Terci Aula 8 A crítica marxista e o paradigma da Profa. Dra. Eliana Tadeu Terci Abstração-dedução e aproximações sucessivas não difere Marx dos clássicos e neoclássicos, porém Diferenciar essência de aparência

Leia mais

Noções sobre balanço patrimonial. Profa. Daciane de Oliveira Silva

Noções sobre balanço patrimonial. Profa. Daciane de Oliveira Silva Noções sobre balanço patrimonial Profa. Daciane de Oliveira Silva Estática patrimonial: o balanço O balanço patrimonial é uma das mais importantes demonstrações contábeis, por meio do qual podemos apurar

Leia mais

09/02/2014. Prévia. Vantagem comparativa e custo de oportunidade. Introdução

09/02/2014. Prévia. Vantagem comparativa e custo de oportunidade. Introdução Capítulo 3 Produtividade do trabalho e vantagem comparativa: o modelo ricardiano Prévia Custos de oportunidade e vantagem comparativa O modelo ricardiano de um só fator Possibilidades de produção Ganhos

Leia mais

Karl Marx: E AS LUTAS DE CLASSES

Karl Marx: E AS LUTAS DE CLASSES Karl Marx: E AS LUTAS DE CLASSES Pontos que serão tratados nesta aula: Método sociológico de Marx: Materialismo histórico Lutas de classe: Burguesia x proletariado Alienação Ideologia Mais-valia Fetichismo

Leia mais

Aulas particulares. Conteúdo

Aulas particulares. Conteúdo Revisão Conteúdo Operações com frações... Adição e subtração... Frações com denominadores iguais... Frações com denominadores diferentes... Passo :... Passo :... Passo :... Passo :... Exemplo:... Exercícos...

Leia mais

Biografia. Filho de capitalista rico e fez a própria fortuna antes dos 30 anos;

Biografia. Filho de capitalista rico e fez a própria fortuna antes dos 30 anos; DAVID RICARDO Aula 4 08-09 09/setembro Hunt (1981), cap. 4 Denis (2000), cap. 2 (parte IV) Viveu de 1772 a 1823; Biografia Filho de capitalista rico e fez a própria fortuna antes dos 30 anos; Contemporâneo

Leia mais

Etapa 7 Plano Financeiro

Etapa 7 Plano Financeiro 17/10/12 Etapas do Plano de Negócios Etapa Detalhes 7. Plano financeiro Investimentos Projeção de resultados Ponto de equilíbrio Projeção fluxo de caixa Vendas Despesas Mão de obra Investimento é tudo

Leia mais

Economia. Interdependência e ganhos comerciais. Introdução à. N. Gregory Mankiw. Tradução da 6a. edição norte-americana

Economia. Interdependência e ganhos comerciais. Introdução à. N. Gregory Mankiw. Tradução da 6a. edição norte-americana N. Gregory Mankiw Economia Introdução à Tradução da 6a. edição norte-americana 3 Interdependência e ganhos comerciais 2013 Cengage Learning. All Rights Reserved. May not be copied, scanned, or duplicated,

Leia mais

Aula 8: Complemento a Um e Complemento a Dois

Aula 8: Complemento a Um e Complemento a Dois Aula 8: Complemento a Um e Complemento a Dois Diego Passos Universidade Federal Fluminense Fundamentos de Arquiteturas de Computadores Diego Passos (UFF) Complemento a Um e Complemento a Dois FAC 1 / 40

Leia mais

Exemplos: Os números 12, 18 e 30 têm conjuntos de divisores respectivamente iguais a:

Exemplos: Os números 12, 18 e 30 têm conjuntos de divisores respectivamente iguais a: Lista de atividades sobre MDC. Nesta aula, definiremos e estudaremos métodos para calcular o máximo divisor comum e o mıınimo múltiplo comum de números naturais, bem como algumas de suas propri edades.

Leia mais

REVISÃO PARA AVALIAÇÃO BIMESTRAL DE MATEMÁTICA 6º ANOS 4º BIMESTRE PROFESSORA FERNANDA IVO

REVISÃO PARA AVALIAÇÃO BIMESTRAL DE MATEMÁTICA 6º ANOS 4º BIMESTRE PROFESSORA FERNANDA IVO REVISÃO PARA AVALIAÇÃO BIMESTRAL DE MATEMÁTICA 6º ANOS 4º BIMESTRE PROFESSORA FERNANDA IVO 01) Vovô Manoel deu R$ 200,00 para dividir igualmente entre seus 3 netos. Ao final, sobraram R$ 20,00. Considerando

Leia mais

Matemática Financeira II

Matemática Financeira II Matemática Financeira II Material Teórico Séries de Pagamentos ou Rendas Responsável pelo Conteúdo: Prof. Ms. Carlos Henrique de J.Costa Revisão Textual: Profa. Esp. Vera Lidia de Sa Cicaroni Unidade

Leia mais

Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 1º VESTIBULAR DE 2018

Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 1º VESTIBULAR DE 2018 1º VESTIBULAR DE 2018 Horário: 14h às 17h CADERNO 03 MATEMÁTICA Este Caderno de Provas destina-se aos Candidatos dos cursos de SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS SÓ ABRA ESTE

Leia mais

Roteiro B. Nome do aluno: Número: Revisão

Roteiro B. Nome do aluno: Número: Revisão Faculdade Tecnológica de Carapicuíba Tecnologia em Logística Ênfase em Transportes Roteiro B Nome do aluno: Número: Periodo: Grupo: Revisão Tópicos Tarefa Pesquisar história da fórmula de Bhaskara: descobrir

Leia mais

Exemplo: Algoritmo fundamental da divisão: Exemplo:

Exemplo: Algoritmo fundamental da divisão: Exemplo: RAZÃO E PROPORÇÃO Vamos revisar o conceito de divisão. A divisão é uma das quatro operações fundamentais da Matemática que pode ser representada da seguinte forma: Algoritmo da divisão: Exemplo: Algoritmo

Leia mais

- Foi ele quem introduziu um sistema para compreender a história da filosofia e do mundo,

- Foi ele quem introduziu um sistema para compreender a história da filosofia e do mundo, - Foi ele quem introduziu um sistema para compreender a história da filosofia e do mundo, - Chamado geralmente dialética: progressão na qual cada movimento sucessivo surge como solução das contradições

Leia mais

SISTEMAS DE PRODUÇÃO I AULA 16 E 17 UFPR. Prof.ª Nicolle Sotsek Ramos

SISTEMAS DE PRODUÇÃO I AULA 16 E 17 UFPR. Prof.ª Nicolle Sotsek Ramos SISTEMAS DE PRODUÇÃO I AULA 16 E 17 UFPR Prof.ª Nicolle Sotsek Ramos BREVE RESUMO Layout Determinação dos espaços Ferramentas: SLS (planejamento sistemático do layout) -Diagrama de relacionamentos LAYOUT

Leia mais

1. CONTABILIDADE DE CUSTOS

1. CONTABILIDADE DE CUSTOS 1. CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos é o processo ordenado de usar os princípios da contabilidade geral para registrar os custos de operação de um negócio, de tal maneira que, com os dados

Leia mais

Razões e Proporções RANILDO LOPES. https://ranildolopes.wordpress.com- Prof. Ranildo Lopes - FACET

Razões e Proporções RANILDO LOPES. https://ranildolopes.wordpress.com- Prof. Ranildo Lopes - FACET Razões e Proporções RANILDO LOPES 1 1- Razão Em nossa vida diária, estamos sempre fazendo comparações, e quando fazemos comparações, estamos relacionando dois números. Na linguagem matemática, todas essas

Leia mais

PROFICIÊNCIA EM MATEMÁTICA Conjuntos Numéricos, Potenciação e Radiciação

PROFICIÊNCIA EM MATEMÁTICA Conjuntos Numéricos, Potenciação e Radiciação PROFICIÊNCIA EM MATEMÁTICA Conjuntos Numéricos, Potenciação e Radiciação Professor Alexandre M. M. P. Ferreira Sumário Definição dos conjuntos numéricos... 3 Operações com números relativos: adição, subtração,

Leia mais

Introdução à Microeconomia. Renata Lèbre La Rovere. Grupo de Economia da Inovação IE/UFRJ. Aula para Prova Final

Introdução à Microeconomia. Renata Lèbre La Rovere. Grupo de Economia da Inovação IE/UFRJ. Aula para Prova Final Introdução à Microeconomia Renata Lèbre La Rovere Grupo de Economia da Inovação IE/UFRJ Aula para Prova Final Excedente do Consumidor e do Produtor (Krugman&Wells cap.6) Excedente do Consumidor: diferença

Leia mais

Capitulo 6: A Teoria do Consumidor

Capitulo 6: A Teoria do Consumidor Capitulo 6: A Teoria do Consumidor Aplicações Guia para elaboração e interpretação de pesquisas de mercado; Fornecer métodos para comparar a eficácia de diferentes politicas de incentivo ao consumidor;

Leia mais

Marketing Básico Capítulo IV. Os Canais de Distribuição dos Produtos

Marketing Básico Capítulo IV. Os Canais de Distribuição dos Produtos Marketing Básico Capítulo IV Os Canais de Distribuição dos Produtos Canais de Distribuição X Movimentação Física dos Produtos Qualidade e prazo não são atributos suficientes para garantir a venda de um

Leia mais

Módulo Divisibilidade. Exercícios Diversos de Frações como Porcentagens. 6 ano E.F. Professores Cleber Assis e Tiago Miranda

Módulo Divisibilidade. Exercícios Diversos de Frações como Porcentagens. 6 ano E.F. Professores Cleber Assis e Tiago Miranda Módulo Divisibilidade Exercícios Diversos de Frações como Porcentagens 6 ano E.F. Professores Cleber Assis e Tiago Miranda Divisibilidade Exercícios Diversos de Frações como Porcentagens 1 Exercícios Introdutórios

Leia mais

Unidade III ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES. O que quer dizer 14?

Unidade III ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES. O que quer dizer 14? Unidade III 6 CIRCUITOS DIGITAIS 6.1 Sistemas de numeração O que quer dizer 14? Sabemos, por força de educação e hábito, que os algarismos 1 e 4 colocados desta forma representam a quantidade catorze.

Leia mais

COMO É QUE É? O WARREN BUFFETT NÃO SABE O SIGNIFICADO DE LUCRO? E VOCE SABE?

COMO É QUE É? O WARREN BUFFETT NÃO SABE O SIGNIFICADO DE LUCRO? E VOCE SABE? 1 COMO É QUE É? O WARREN BUFFETT NÃO SABE O SIGNIFICADO DE LUCRO? E VOCE SABE? Quanto mais me especializo na filosofia e lógica, da contabilidade, mais percebo que os cientistas contábeis (criadores de

Leia mais

Lista Base (Lista de Nivelamento)

Lista Base (Lista de Nivelamento) Preparado por Profª Luciana Castellano de Vasconcellos Contato: [email protected] Pg. 1 Site: www.sites.google.com/site/profalucianavasconcellos/ LISTA DE CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL 1

Leia mais

FORMAÇÃO Professores de Física.

FORMAÇÃO Professores de Física. DIRETORIA DE ENSINO da REGIÃO CARAPICUIBA VIVENCIANDO O CURRÍCULO DE FÍSICA FORMAÇÃO Professores de Física. Prof. Ms Marcio Paiva PCNP Física Pauta Acolhimento Objetivos gerais O Currículo Oficial com

Leia mais

BANCO DE QUESTÕES - ÁLGEBRA - 9º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL

BANCO DE QUESTÕES - ÁLGEBRA - 9º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR: EQUIPE DE MATEMÁTICA BANCO DE QUESTÕES - ÁLGEBRA - 9º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================ 01- Sabe-se que o custo C para produzir

Leia mais

MAT001 Cálculo Diferencial e Integral I

MAT001 Cálculo Diferencial e Integral I 1 MAT001 Cálculo Diferencial e Integral I GEOMETRIA ANALÍTICA Coordenadas de pontos no plano cartesiano Distâncias entre pontos Sejam e dois pontos no plano cartesiano A distância entre e é dada pela expressão

Leia mais

LES 101 Introdução à Economia

LES 101 Introdução à Economia Universidade de São Paulo Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz LES 101 - Introdução à Economia LES 101 Introdução à Economia Prof. João Martines Filho 30 / maio / 2017 Copyright 2010 Pearson

Leia mais

EMPRESAS EM MERCADOS COMPETITIVOS

EMPRESAS EM MERCADOS COMPETITIVOS EMPRESAS EM MERCADOS COMPETITIVOS Do que se trata? Trata-se do tema 4: Exemplifique e mostre o funcionamento de um mercado próximo da concorrência perfeita. O que vamos fazer? Aplicar conceitos do tema

Leia mais

Economia é a ciência que se preocupa em alocar recursos escassos, orientando a escolha do que, como e para quem produzir com teorias e informação.

Economia é a ciência que se preocupa em alocar recursos escassos, orientando a escolha do que, como e para quem produzir com teorias e informação. Economia é a ciência que se preocupa em alocar recursos escassos, orientando a escolha do que, como e para quem produzir com teorias e informação. Escassez Necessidades Ilimitadas Recursos Limitados 1

Leia mais

Sistemas Lineares. Márcio Nascimento

Sistemas Lineares. Márcio Nascimento Sistemas Lineares Márcio Nascimento Universidade Estadual Vale do Acaraú Centro de Ciências Exatas e Tecnologia Curso de Licenciatura em Matemática Disciplina: Álgebra Matricial - 2016.1 14 de abril de

Leia mais

AULA 02 PORCENTAGEM E MATEMÁTICA FINANCEIRA

AULA 02 PORCENTAGEM E MATEMÁTICA FINANCEIRA Cursinho Pré-Vestibular da UFSCar São Carlos Matemática Professora Elvira e Monitores Ana Carolina e Bruno AULA 02 PORCENTAGEM E MATEMÁTICA FINANCEIRA Conceitos envolvidos: Sistemas de numeração; Porcentagem;

Leia mais

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS Título do Podcast Área Segmento Duração Fases do Capitalismo Ciências Humanas Ensino Fundamental; Ensino Médio 6min07seg Habilidades: H.17, H.19, H.20, H.23

Leia mais

CUIDADOS NA FIXAÇÃO DE PREÇOS DE

CUIDADOS NA FIXAÇÃO DE PREÇOS DE CUIDADOS NA FIXAÇÃO DE PREÇOS DE Vantagem de ter uma marca própria Preservar a margem de contribuição em percentual ou em valor? Autores: Francisco Cavalcante([email protected]) Administrador de Empresas

Leia mais