Uma pergunta. O que é o homem moderno?
|
|
|
- Kátia Maranhão Angelim
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Uma pergunta O que é o homem moderno?
2 Respostas O homem moderno é aquele que não trabalha para viver, mas vive para trabalhar. O homem moderno não domina o tempo; ao contrário, é dominado pelo tempo. O homem moderno é aquele não estuda para saber; estuda para ganhar dinheiro.
3 Sugestão Se você aceita que essas respostas fazem algum sentido, espere para ver como Marx explica o porquê.
4 A mercadoria Estudo da primeira seção do primeiro capítulo de O Capital 4
5 Da aula anterior Chegamos à conclusão que não há uma singularidade chamada utilidade, subjetiva ou objetiva, que pertença aos valores de uso em geral. Logo, chegamos também à conclusão que utilidade não pode explicar o valor de troca.
6 Tem-se até agora O valor de troca é uma aparência, por exemplo: 1 casaco = 20 lenços; Como duas coisas diferentes podem ser iguais? Só pode ocorrer porque o valor de troca tem uma essência: valor intrínseco do casaco = valor intrínseco de 20 lenços
7 Singularidade Sabemos, também, que esse valor intrínseco tem de ser uma singularidade que existe em todos os valores de uso. Qual vem a ser ela?
8 Em busca da singularidade Diz Marx: Determinada mercadoria, 1 quarter de trigo, por exemplo, troca-se por x de graxa de sapato, ou por y de seda, ou por z de ouro etc.... Assim, o trigo possui múltiplos valores de troca... permutáveis uns pelos outros ou iguais entre si.
9 Nota enfática Note-se que coisas qualitativamente diferentes são igualadas nas trocas mercantis. E que isto é feito pelo homem enquanto agente econômico, obedecendo a linguagem das mercadorias: o valor de troca. O que o valor de troca esconde?
10 Um conteúdo escondido Diz Marx: Por conseguinte, primeiro: os valores de troca [...] expressam algo igual. Segundo, porém: o valor de troca só pode ser [...] a "forma de manifestação" de um conteúdo dele distinguível.
11 Nota enfática Percebam que, agora, a questão posta começou a ser esclarecida. Afinal que é o algo igual? Por exemplo, se um triângulo é igual a um quadrado que é o algo igual? É a área, obviamente. E no caso das mercadorias?
12 Algo em comum Diz Marx: Esse algo em comum não pode ser uma propriedade geométrica, física, química ou qualquer outra propriedade natural das mercadorias. As propriedades corpóreas [...] tornam-nas valores de uso. Por outro lado, porém, é precisamente a abstração de seus valores de uso que caracteriza evidentemente a relação de troca das mercadorias.
13 Produtos do trabalho Diz Marx: Nessa relação um valor de uso vale exatamente tanto como outro qualquer, desde que esteja na proporção adequada. Deixando de lado, então, o valor de uso dos corpos das mercadorias, resta a elas apenas uma propriedade, que é a de serem produtos do trabalho.
14 Um problema Mas que "trabalho"? Notem que pedreiro, por exemplo, produz casa; marceneiro produz móveis, etc., ou seja, que cada trabalho concreto produz um valor de uso específico. Assim como os valores de uso são diferentes, os trabalhos concretos também são diferentes.
15 Uma solução Diz Marx: Ao desaparecer o caráter útil dos produtos do trabalho, desaparece o caráter útil dos trabalhos neles representados [...] para reduzir-se em sua totalidade a igual trabalho humano, a trabalho humano abstrato [...] [As mercadorias, então,]... como cristalizações dessa substancia social comum... são valores - valores mercantis.
16 Do trabalho abstrato ao valor Diz Marx: O prosseguimento da investigação nos trará de volta ao valor de troca, como a maneira necessária de expressão ou forma de manifestação do valor.
17 Ou um novo enigma? Diz Marx: O que há de comum, que se revela na relação de troca ou valor de troca da mercadoria, é, portanto, seu valor. Logo: O valor é feito de trabalho abstrato. Trabalho abstrato!? O que é isso?
18 Trabalho abstrato O que é mesmo trabalho abstrato? Essa pergunta é difícil de responder. Leiam, para a próxima aula, o texto no blog: A emergência social dos preços.
19 Substância do valor De qualquer modo, diz Marx: Portanto, um valor de uso ou bem possui valor, apenas, porque nele está objetivado ou materializado trabalho humano abstrato. Como medir então a grandeza de seu valor? Por meio do quantum nele contido da substância constituidora do valor, o trabalho.
20 Uma dúvida Por que Marx se vale da linguagem da metafísica para compreender o sistema econômico burguês? Porque esse sistema, para ele, é metafísico. Para compreendê-lo, pois, é preciso distinguir o sensível do suprassensível, o visível do inteligível.
21 Outra dúvida Qual a relação entre valor de uso e valor, para Marx? Para Marx, não há dúvida, o valor é uma negação determinada do valor de uso. E para nós?
22 Ademais Para Marx, não há dúvida, a mercadoria é uma unidade contraditória de valor de uso e valor. E para nós? Lema de Marx: É preciso duvidar de tudo.
23 Em resumo A mercadoria é valor de uso e valor; O valor de troca é a forma do valor; O trabalho abstrato é a substância do valor; O trabalho abstrato é o contrário e a negação do trabalho concreto; O valor é o contrário e a negação do valor de uso; A mercadoria é, portanto, uma unidade de contrários.
24 Primeiro reforço Pode-se dizer, pois, que a mercadoria é valor de uso que não é só valor de uso; pois, vem a ser algo que tem um duplo caráter. Parece ter valor de troca, mas é também um valor intrínseco.
25 Segundo reforço Esse valor intrínseco é posto pela ação dos agentes, mas eles não sabem que o fazem. Há, pois, um inconsciente social que para ser desvendado requer uma certa volta à linguagem da metafísica.
26 Terceiro reforço Para Marx, o sistema econômico real é metafísico. A metafísica aqui não advém de obra divina (como em Platão e Aristóteles), mas advém de obra humana social e histórica.
27 Para concluir Ao criar um espectro social sem ter disso consciência, o valor, o homem no modo de produção capitalista cria para si uma governança invisível que o controla. No capitalismo, o homem pensa que administra; mas, ao contrário, é administrado pelo fetiche do dinheiro.
Revisão: Duas primeiras seções de O Capital. A mercadoria a) Os dois fatores: valor de uso e valor b) Duplo caráter do trabalho
Revisão: Duas primeiras seções de O Capital A mercadoria a) Os dois fatores: valor de uso e valor b) Duplo caráter do trabalho 1 Seção 1: Os dois fatores da mercadoria: valor de uso e valor 2 A riqueza
A mercadoria. Estudo da primeira seção do primeiro capítulo de O Capital
A mercadoria Estudo da primeira seção do primeiro capítulo de O Capital 1 Para iniciar Para continuar é preciso fazer um resumo da seção 1: Os dois fatores da mercadoria: valor de uso e valor. Vamos, agora,
Introdução ao estudo de O Capital de Marx
Introdução ao estudo de O Capital de Marx 1 O Capital - Crítica da Economia Política Estrutura: Vol. I - O processo de produção do Capital Vol. II - O processo de circulação do Capital Vol. III - O processo
A mercadoria. Seção 4 do Capítulo 1. O caráter fetichista da mercadoria e o seu segredo. 1ª Parte.
A mercadoria Seção 4 do Capítulo 1 O caráter fetichista da mercadoria e o seu segredo. 1ª Parte. 1 Ordinária ou extraordinária? À primeira vista, a mercadoria parece uma coisa trivial, evidente. Ou seja,
A mercadoria. Seção 4 do Capítulo 1. O caráter fetichista da mercadoria e o seu segredo. 2ª Parte.
A mercadoria Seção 4 do Capítulo 1 O caráter fetichista da mercadoria e o seu segredo. 2ª Parte. 1 Retomando Diz Marx, em resumo: O caráter fetichista do mundo das mercadorias provém, com a análise precedente
A dialética do valor em O Capital de Karl Marx. intuitio. Jadir Antunes. The dialectic of value in Marx s Capital ISSN
The dialectic of value in Marx s Capital Jadir Antunes Resumo: Nosso artigo pretende expor a dialética do conceito de valor em O Capital de Karl Marx. Para esse objetivo, analisaremos os conceitos de riqueza,
Observações Sobre o Fetichismo. Anotações que ajudam a compreender o texto de Marx
Observações Sobre o Fetichismo Anotações que ajudam a compreender o texto de Marx Forma e matéria O que é forma? Forma é o que faz do ser o que é. O que é matéria? Matéria é o que recebe a forma. Exemplo
A DIALÉTICA DO VALOR EM O CAPITAL DE KARL MARX
A DIALÉTICA DO VALOR EM O CAPITAL DE KARL MARX The dialectic of value in Marx s Capital Jadir Antunes* Resumo: Nosso artigo pretende expor a dialética do conceito de valor em O Capital de Karl. Marx. Para
Aula 8 A crítica marxista e o paradigma da evolução contraditória. Profa. Dra. Eliana Tadeu Terci
Aula 8 A crítica marxista e o paradigma da Profa. Dra. Eliana Tadeu Terci Abstração-dedução e aproximações sucessivas não difere Marx dos clássicos e neoclássicos, porém Diferenciar essência de aparência
O dinheiro como forma do valor
O dinheiro como forma do valor Gentil Corazza* Este texto procura avaliar as críticas feitas a meus textos por Claus Germer em O caráter de mercadoria do dinheiro segundo Marx uma polêmica, publicado nesta
O Capital Crítica da Economia Política. Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital
O Capital Crítica da Economia Política Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital 1 Transformação do dinheiro em capital Este capítulo é composto por três seções: 1. A fórmula geral do capital; 2.
ECONOMIA POLÍTICA MATERIAL PREPARADO PARA A DISCIPLINA DE ECONOMIA POLÍTICA, PROFESSORA CAMILA MANDUCA.
ECONOMIA POLÍTICA AULA BASEADA NO CAPÍTULO 3 PRODUÇÃO DE MERCADORIAS E MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA, DO LIVRO ECONOMIA POLÍTICA- UMA INTRODUÇÃO CRÍTICA, DE JOSÉ PAULO NETTO E MARCELO BRAZ MATERIAL PREPARADO
O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III
O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III 1 Funções Básicas O dinheiro surge do mundo das mercadorias como um servo da circulação, mas ele vai reinar
PACHUKANIS, Evguiéni B. Teoria geral do direito e marxismo. São Paulo: Boitempo, 2017.
PACHUKANIS, Evguiéni B. Teoria geral do direito e marxismo. São Paulo: Boitempo, 2017. Thais Hoshika 1 Não há dúvidas de que Evguiéni B. Pachukanis (1891-1937) foi o filósofo que mais avançou na crítica
ARISTÓTELES ( )
ARISTÓTELES (384 322) Nascido em Estagira; Juntamente com seu mestre Platão, é considerado um dos fundadores da filosofia ocidental; Professor de Alexandre O Grande. METAFÍSICA Uma das principais obras
Capítulo 1. A mercadoria. 1. Os dois fatores da mercadoria: valor de uso e valor (substância do valor, grandeza do valor)
Capítulo 1 A mercadoria 1. Os dois fatores da mercadoria: valor de uso e valor (substância do valor, grandeza do valor) A riqueza das sociedades onde reina o modo de produção capitalista aparece como uma
O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III
O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III 1 Funções Básicas 1. Medida de valores 2. Meio de circulação a) Metamorfose das mercadorias; b) O curso do
Sobre a natureza do dinheiro em Marx
Sobre a natureza do dinheiro em Marx Reinaldo A. Carcanholo* As notas que seguem constituem uma tentativa de esclarecer as divergências que tenho com Claus Germer em relação à natureza do dinheiro dentro
O Capital Crítica da Economia Política. Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital
O Capital Crítica da Economia Política Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital 1 Resumo do capítulo III sobre o dinheiro Na análise do dinheiro, Marx distingue: Funções básicas do dinheiro: medida
História das Teorias Econômicas Aula 5: Karl Marx Instituto de Geociências / Unicamp
História das Teorias Econômicas Aula 5: Karl Marx Instituto de Geociências / Unicamp 2 Semestre de 2008 1 Apresentação - de origem alemã - 1818 1883 - Economista, sociólogo e filósofo - Recebeu influência
Sociologia Prof. Ms. Fuad Jaudy. Cap. 1 Produção de Conhecimento: uma característica fundamental das sociedades humanas.
Sociologia Prof. Ms. Fuad Jaudy Cap. 1 Produção de Conhecimento: uma característica fundamental das sociedades humanas. (Parte II) O Contexto de Surgimento da Sociologia O surgimento da Sociologia ocorre
O Capital Crítica da Economia Política. Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital
O Capital Crítica da Economia Política Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital 1 Transformação do dinheiro em capital Este capítulo é composto por três seções: 1. A fórmula geral do capital; 2.
A FENOMENOLOGIA E A LIBERDADE EM SARTRE
1- Anais - Congresso de Fenomenologia da Região Centro-Oeste A FENOMENOLOGIA E A LIBERDADE EM SARTRE Joao Victor Albuquerque 1 Aluno graduando do Curso de Filosofia-UFG joã[email protected] Eixo
CONCEPÇÕES DE MATEMÁTICA E IMPLICAÇÕES PARA O ENSINO Z A Q U E U V I E I R A O L I V E I R A
CONCEPÇÕES DE MATEMÁTICA E IMPLICAÇÕES PARA O ENSINO Z A Q U E U V I E I R A O L I V E I R A UMA CONCEPÇÃO DE MATEMÁTICA AO LONGO DA HISTÓRIA Ciência das quantidades Platão: diferencia as grandezas percebidas
Introdução a Filosofia
Introdução a Filosofia Baseado no texto de Ludwig Feuerbach, A essência do homem em geral, elaborem e respondam questões relacionadas a este tema. 1- Quem foi Feuerbach? PERGUNTAS 2- Qual é a diferença
O MUNDO VISÕES DO MUNDO ATRAVÉS DA HISTÓRIA
O MUNDO VISÕES DO MUNDO ATRAVÉS DA HISTÓRIA MITO: FORMA DE EXPLICAÇÃO MITO: vem do vocábulo grego mythos, que significa contar ou narrar algo. Mito é uma narrativa que explica através do apelo ao sobrenatural,
IDEALISMO ESPECULATIVO E A FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO CURSO DE EXTENSÃO 22/10/ Prof. Ricardo Pereira Tassinari
IDEALISMO ESPECULATIVO E A FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO CURSO DE EXTENSÃO 22/10/2011 - Prof. Ricardo Pereira Tassinari TEXTO BASE 1 20 Se tomarmos o pensar na sua representação mais próxima, aparece, α) antes
Shauane Itainhara Freire Nunes. Universidade Federal de Sergipe. INTRODUÇÃO
A mediação natureza/sociedade sob a dimensão dos pressupostos teóricos luckacsianos da ontologia do trabalho: do caráter social do ser ao processo de reificação Shauane Itainhara Freire Nunes Universidade
MATÉRIA DA DISCIPLINA ÉTICA E CIDADANIA APLICADA AO DIREITO I
4 MATÉRIA DA DISCIPLINA ÉTICA E CIDADANIA APLICADA AO DIREITO I MINISTRADA PELO PROFESSOR MARCOS PEIXOTO MELLO GONÇALVES PARA A TURMA 1º T NO II SEMESTRE DE 2003, de 18/08/2003 a 24/11/2003 O Semestre
AS RELAÇÕES CONSTITUTIVAS DO SER SOCIAL
AS RELAÇÕES CONSTITUTIVAS DO SER SOCIAL BASTOS, Rachel Benta Messias Faculdade de Educação [email protected] Os seres humanos produzem ações para garantir a produção e a reprodução da vida. A ação
Universidade de São Paulo Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz KARL MARX. Tiago Barbosa Diniz
Universidade de São Paulo Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz KARL MARX Tiago Barbosa Diniz Piracicaba, 29 de abril de 2016 CONTEXTO HISTÓRICO Início da Segunda fase da Revolução Industrial
ACTIVIDADE: M.C. Escher Arte e Matemática Actividade desenvolvida pela Escola Secundária com 3º ciclo Padre António Vieira.
ACTIVIDADE: M.C. Escher Arte e Matemática Actividade desenvolvida pela Escola Secundária com 3º ciclo Padre António Vieira. ENQUADRAMENTO CURRICULAR: Alunos do Secundário (11º ano) Conteúdos Específicos:
Marx e o Fetiche da Mercadoria
Marx e o Fetiche da Mercadoria Prof. Dr. Jadir Antunes Material didático da disciplina de Filosofia Política Moderna II Programa de Pós-graduação em Filosofia da Unioeste Favor não reproduzi-lo, divulgá-lo
A fenomenologia de O Capital
A fenomenologia de O Capital Jadir Antunes Doutor em Filosofia pela Unicamp e professor do Mestrado em Filosofia da Unioeste Email: [email protected] O objetivo desta comunicação é mostrar como podemos
Unidade 2: História da Filosofia Filosofia Clássica. Filosofia Serviço Social Igor Assaf Mendes
Unidade 2: História da Filosofia Filosofia Clássica Filosofia Serviço Social Igor Assaf Mendes Conteúdo (a) Nascimento da filosofia (b) Condições históricas para seu nascimento (c) Os principais períodos
As formas aparentes das crises em Marx
Apresentação de Iniciação Científica - 23º SIICUSP Bolsista: Bruno Miller Theodosio Orientador: Prof. Dr. Eleutério Fernando da Silva Prado Sumário Introdução Crise: as respostas do marxismo Questão de
ARISTÓTELES: BASES DO PENSAMENTO LÓGICO E CIENTÍFICO
ARISTÓTELES: BASES DO PENSAMENTO LÓGICO E CIENTÍFICO Nasceu por volta de 384 a.c e faleceu por volta de 322 a.c). Natural de Estagira, na Macedônia, era filho de Nicômaco, médico do rei da Macedônia. Aos
Sócrates: após destruir o saber meramente opinativo, em diálogo com seu interlocutor, dava início ã procura da definição do conceito, de modo que, o
A busca da verdade Os filósofos pré-socráticos investigavam a natureza, sua origem de maneira racional. Para eles, o princípio é teórico, fundamento de todas as coisas. Destaca-se Heráclito e Parmênides.
FILOSOFIA E SOCIEDADE: O TRABALHO NA SOCIEDADE MODERNA
FILOSOFIA E SOCIEDADE: O TRABALHO NA SOCIEDADE MODERNA FILOSOFIA E SOCIEDADE: O TRABALHO NA SOCIEDADE MODERNA O ser humano ao longo de sua existência foi construindo um sistema de relação com os demais
A Questão da Transição. Baseado em Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico de Friedrich Engel.
A Questão da Transição Baseado em Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico de Friedrich Engel. 1 Uma civilização em crise Vivemos num mundo assolado por crises: Crise ecológica Crise humanitária
Economia Política e Serviço Social
Economia Política e Serviço Social Karl Marx (Parte 1) Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Prof. Ms. Bruno Leonardo Tardelli Revisão Textual: Prof a. Ms. Luciene Oliveira da Costa Santos Karl
Desenho e Projeto de Tubulação Industrial Nível II
Desenho e Projeto de Tubulação Industrial Nível II Módulo I Aula 02 EQUAÇÕES Pense no seguinte problema: Uma mulher de 25 anos é casada com um homem 5 anos mais velho que ela. Qual é a soma das idades
A forma de valor ou valor de troca Forma simples O conjunto da forma simples de valor
A mercadoria Seção 3 do Capítulo 1 A forma de valor ou valor de troca Forma simples O conjunto da forma simples de valor 18/03/2013 1 Estrutura da Subseção A Sub subseção 1) Os dois polos da expressão
CONHECIMENTO, REALIDADE E VERDADE
CONHECIMENTO, REALIDADE E VERDADE SERÁ QUE TUDO QUE VEJO É REAL e VERDADEIRO? Realidade Realismo A primeira opção, chamada provisoriamente de realismo : supõe que a realidade é uma dimensão objetiva,
Filosofia (aula 15) Dimmy Chaar Prof. de Filosofia. SAE
Filosofia (aula 15) Prof. de Filosofia SAE [email protected] Teoria do Conhecimento Teoria do Conhecimento A crise da Razão Blaise Pascal (1623-1662) Soren Kierkegaard (1813-1855) Pascal (séc. XVII)
Modo de produção capitalista
ECONOMIA POLÍTICA Material didático preparado pela professora Camila Manduca para a disciplina Economia política, baseado no capítulo 4 Modo de produção capitalista, do livro Economia política: uma introdução
FILOSOFIA - ENADE 2005 PADRÃO DE RESPOSTAS QUESTÕES DISCURSIVAS
FILOSOFIA - ENADE 2005 PADRÃO DE RESPOSTAS QUESTÕES DISCURSIVAS QUESTÃO - 36 Esperava-se que o estudante estabelecesse a distinção entre verdade e validade e descrevesse suas respectivas aplicações. Item
A METAFÍSICA E A TEORIA DAS QUATRO CAUSAS
A METAFÍSICA E A TEORIA DAS QUATRO CAUSAS O que é a metafísica? É a investigação das causas primeiras de todas as coisas existentes e estuda o ser enquanto ser. É a ciência que serve de fundamento para
A sociologia de Marx. A sociologia de Marx Monitor: Pedro Ribeiro 24/05/2014. Material de apoio para Monitoria
1. (Uel) O marxismo contribuiu para a discussão da relação entre indivíduo e sociedade. Diferente de Émile Durkheim e Max Weber, Marx considerava que não se pode pensar a relação indivíduo sociedade separadamente
Metafísica & Política
Aristóteles (384-322 a.c.) Metafísica & Política "0 homem que é tomado da perplexidade e admiração julga-se ignorante." (Metafisica, 982 b 13-18). Metafísica No conjunto de obras denominado Metafísica,
HERMENÊUTICA E INTERPRETAÇÃO
HERMENÊUTICA E INTERPRETAÇÃO Hermenêutica e Interpretação não são sinônimos: HERMENÊUTICA: teoria geral da interpretação (métodos, estratégias, instrumentos) INTERPRETAÇÃO: aplicação da teoria geral para
MATERIALISMO HISTÓRICO (Marx e Engels)
MATERIALISMO HISTÓRICO (Marx e Engels) ...as mudanças sociais que se passam no decorrer da história de uma sociedade não são determinadas por ideias ou valores. Na verdade, essas mudanças são influenciadas
REVISÃO DE CONTEÚDO AVALIAÇÃO MENSAL DE SOCIOLOGIA 2º ANOS AUGUSTO COMTE, A DOUTRINA POSITIVISTA E SEU CONTEXTO HISTÓRICO.
REVISÃO DE CONTEÚDO AVALIAÇÃO MENSAL DE SOCIOLOGIA 2º ANOS AUGUSTO COMTE, A DOUTRINA POSITIVISTA E SEU CONTEXTO HISTÓRICO. Profª Ana Carla O Positivismo trata-se de uma doutrina sociológica, filosófica
IDEALISMO ESPECULATIVO, FELICIDADE E ESPÍRITO LIVRE CURSO DE EXTENSÃO 24/10/ Prof. Ricardo Pereira Tassinari
IDEALISMO ESPECULATIVO, FELICIDADE E ESPÍRITO LIVRE CURSO DE EXTENSÃO 24/10/2011 - Prof. Ricardo Pereira Tassinari TEXTO BASE 1 PSICOLOGIA: O ESPÍRITO 440 ( ) O Espírito começa, pois, só a partir do seu
contextualização com a intenção de provocar um melhor entendimento acerca do assunto. HEGEL E O ESPÍRITO ABSOLUTO
AVISO: O conteúdo e o contexto das aulas referem-se aos pensamentos emitidos pelos próprios autores que foram interpretados por estudiosos dos temas expostos. Todo exemplo citado em aula é, meramente,
O TRABALHO NA DIALÉTICA MARXISTA: UMA PERSPECTIVA ONTOLÓGICA.
O TRABALHO NA DIALÉTICA MARXISTA: UMA PERSPECTIVA ONTOLÓGICA. SANTOS, Sayarah Carol Mesquita UFAL [email protected] INTRODUÇÃO Colocamo-nos a fim de compreender o trabalho na dialética marxista,
24/07/2014. As origens da Sociologia. A questão do conhecimento
Tema 1: O enfoque do Positivismo para a Educação Professora Ma. Mariciane Mores Nunes As origens da Sociologia Sociologia: ciência que explica a dinâmica das sociedades contemporâneas. Envolve: herança
O TRABALHO E A ORIGEM DO HOMEM EM SOCIEDADE: UMA ANÁLISE ATRAVÉS DA FILOSOFIA DE MARX E LUKÁCS
79 Ângelo Antônio Macedo Leite O TRABALHO E A ORIGEM DO HOMEM EM SOCIEDADE: UMA ANÁLISE ATRAVÉS DA FILOSOFIA DE MARX E LUKÁCS Ângelo Antônio Macêdo Leite 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Na perspectiva lukácsiana,
Nascido em Estagira - Macedônia ( a.c.). Principal representante do período sistemático.
Aristóteles Nascido em Estagira - Macedônia (384-322 a.c.). Principal representante do período sistemático. Filho de Nicômaco, médico, herdou o interesse pelas ciências naturais Ingressa na Academia de
EDUCAÇÃO: UMA ABORDAGEM CRÍTICA
Volume 05, número 01, fevereiro de 2018. EDUCAÇÃO: UMA ABORDAGEM CRÍTICA Francisco Vieira Cipriano 1 Para iniciarmos nosso debate acerca do complexo da educação é necessário um debate acerca do ser social.
Aula Véspera UFU Colégio Cenecista Dr. José Ferreira Professor Uilson Fernandes Uberaba 16 Abril de 2015
Aula Véspera UFU 2015 Colégio Cenecista Dr. José Ferreira Professor Uilson Fernandes Uberaba 16 Abril de 2015 NORTE DA AVALIAÇÃO O papel da Filosofia é estimular o espírito crítico, portanto, ela não pode
CAPORALINI, José Beluci. Reflexões sobre O Essencial de Santo Agostinho. Maringá: Clichetec Gráfica Editora, 2007, 132 p.
CAPORALINI, José Beluci. Reflexões sobre O Essencial de Santo Agostinho. Maringá: Clichetec Gráfica Editora, 2007, 132 p. Celestino Medica * O livro apresenta um trabalho de coordenação, de seleção e de
Uma análise ontológica sobre a Relação de Identidade entre Produção, Distribuição, Troca e Consumo
Uma análise ontológica sobre a Relação de Identidade entre Produção, Distribuição, Troca e Consumo José Pereira de Sousa Sobrinho 1 Paula Emanuela Lima de Farias 2 A apreensão de Marx a respeito da natureza
Elementos Compositivos I Prof. Andrea Faria Andrade. Departamento de Expressão Gráfica - UFPR
Elementos Compositivos I Prof. Andrea Faria Andrade Departamento de Expressão Gráfica - UFPR COMUNICAÇÃO VISUAL Elementos Compositivos I Prof. Andrea Faria Andrade A informação por meio de sinais provocou
Capítulo 2 O processo de troca
Capítulo 2 O processo de troca As mercadorias não podem ir por si mesmas ao mercado e trocar-se umas pelas outras. Temos, portanto, de nos voltar para seus guardiões, os possuidores de mercadorias. Elas
As provas da existência de Deus: Tomás de Aquino e o estabelecimento racional da fé. Colégio Cenecista Dr. José Ferreira
As provas da existência de Deus: Tomás de Aquino e o estabelecimento racional da fé. Colégio Cenecista Dr. José Ferreira Tomás de Aquino (1221-1274) Tomás de Aquino - Tommaso d Aquino - foi um frade dominicano
- A estética de Plotino é influenciada pela estética de Platão. Assim, Plotino acredita também em uma hierarquia do belo com 3 planos sucessivos:
- 204 a.c. a 270 a.c. - A estética de é influenciada pela estética de Platão. Assim, acredita também em uma hierarquia do belo com 3 planos sucessivos: - a forma - a alma - a transcendência. - também critica
O caminho moral em Kant: da transição da metafísica dos costumes para a crítica da razão prática pura
O caminho moral em Kant: da transição da metafísica dos costumes para a crítica da razão prática pura Jean Carlos Demboski * A questão moral em Immanuel Kant é referência para compreender as mudanças ocorridas
Nas linhas seguintes, discutimos as contradições inerentes à
Tradução Sobre alguns aspectos da dialética do trabalho na Crítica da economia política 1 2 Nas linhas seguintes, discutimos as contradições inerentes à categoria trabalho sublinhadas por Marx em seus
O Átomo: dos gregos à Schrödinger
O Átomo: dos gregos à Schrödinger Minicursos: trazer o aluno à discussão e torná-lo uma espécie de agente espalhador e motivador de diálogo; concepções mitológicas sobre a constituição do mundo e da matéria
EAD Fundamentos das Ciências Sociais
EAD - 620 Fundamentos das Ciências Sociais CONHECIMENTO CIENTÍFICO SOBRE A SOCIEDADE SURGIMENTO, CONDIÇÕES HISTÓRICAS E EVOLUÇÃO MOTIVADORES DA CONSTRUÇÃO DA CIÊNCIA SOCIAL 1. A Sociologia como fruto da
Quais são as quatro perguntas?
Quais são as quatro perguntas? O que é? Ao que se refere? Como é? Como se refere? Por que é? Por que deste e não de outro modo? Para que é? Em que ajuda e em que implica? Das respostas às perguntas O quê
Transformação do dinheiro em capital
Transformação do dinheiro em capital "Dinheiro como dinheiro e dinheiro como capital diferenciam-se primeiro por sua forma diferente de circulação". Ou seja, M - D - M e D - M - D. D - M - D, tal como
S. Tomás de Aquino SE A VIDA CONTEMPLATIVA CONSISTE SOMENTE EM UM ATO DO ENTENDIMENTO
SE A VIDA CONTEMPLATIVA CONSISTE SOMENTE EM UM ATO DO ENTENDIMENTO. : Index. S. Tomás de Aquino SE A VIDA CONTEMPLATIVA CONSISTE SOMENTE EM UM ATO DO ENTENDIMENTO Índice Geral PRIMEIRA QUESTÃO SEGUNDA
A Abolição do Trabalho: Marcuse e o Processo de Trabalho em Razão e Revolução
A Abolição do Trabalho: Marcuse e o Processo de Trabalho em Razão e Revolução John Karley Sousa de Aquino¹ [email protected] Universidade Estadual do Ceará (UECE) GT 3: Trabalho e produção no capitalismo
Interpretações sobre a noção de desenvolvimento em Marx: Uma revisão crítica
Interpretações sobre a noção de desenvolvimento em Marx: Uma revisão crítica Seminários de Pesquisa PPED Rio, 13/10/2014 Patrick Galba de Paula 1) Objetivos do estudo Analisar as principais interpretações
O O CORPO ILUMINADO. De onde vem o ser humano e, mais, de onde vem o corpo humano?
O O CORPO ILUMINADO Olhe como se olhasse pela primeira vez. Você deve se perguntar: o que está aí que eu não estou vendo? É preciso ver além, ampliar o olhar e a percepção. Mude de cenário, desfoque sua
FILOSOFIA PROVA 3 - CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS QUESTÃO: 04 RESPOSTA: 28 - NÍVEL MÉDIO QUESTÃO: 01 RESPOSTA: 06 - NÍVEL MÉDIO
PROVA 3 - CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS É uma forma de os professores do Colégio Platão contribuírem com seus alunos, orientando-os na resolução das questões do vestibular da UEM. Este caderno ajuda o vestibulando
Marx, Ricardo e Smith: sobre a teoria do valor trabalho
RESENHA Marx, Ricardo e Smith: sobre a teoria do valor trabalho Helder GOMES 1 RESENHA/ BOOK REVIEW CARCANHOLO, Reinaldo Antônio. Marx, Ricardo e Smith: sobre a teoria do valor trabalho. Vitória: EDU-
Aristóteles e o Espanto
Aristóteles e o Espanto - Para Aristóteles, uma condição básica para o surgimento do conhecimento no homem era o espanto, o qual poderia gerar toda condição para o conhecimento e a elaboração de teorias.
Biografia. Filho de capitalista rico e fez a própria fortuna antes dos 30 anos;
DAVID RICARDO Aula 4 08-09 09/setembro Hunt (1981), cap. 4 Denis (2000), cap. 2 (parte IV) Viveu de 1772 a 1823; Biografia Filho de capitalista rico e fez a própria fortuna antes dos 30 anos; Contemporâneo
IDEOLOGIA: UMA IDEIA OU UMA INFLUÊNCIA?
Matheus Silva Freire IDEOLOGIA: UMA IDEIA OU UMA INFLUÊNCIA? Introdução Em resumo, todos têm costumes e coisas que são passadas de geração para geração, que são inquestionáveis. Temos na nossa sociedade
