O Capital Crítica da Economia Política. Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital

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1 O Capital Crítica da Economia Política Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital 1

2 Transformação do dinheiro em capital Este capítulo é composto por três seções: 1. A fórmula geral do capital; 2. Contradições da fórmula geral; 3. Compra e venda de força de trabalho. 2

3 Compra e venda de força de trabalho Nessa seção, Marx explica a mais-valia. 3

4 Donde vem a mais-valia? A mais-valia não pode surgir nem da transação D M nem da transação M D, pois ambas representam troca de equivalentes.

5 Do valor de uso? A modificação precisa ocorrer, portanto, com a mercadoria comprada no primeiro ato D M, mas não com o seu valor, pois são trocados equivalentes... A modificação só pode originar-se, portanto, do seu valor de uso enquanto tal, isto é, do seu consumo.

6 Valor de uso criador "Para extrair valor do consumo de uma mercadoria, nosso possuidor de dinheiro precisaria ter a sorte de descobrir dentro da esfera de circulação, no mercado, uma mercadoria cujo próprio valor de uso tivesse a característica peculiar de ser fonte de valor. Uma mercadoria cujo consumo fosse em si objetivação de trabalho, por conseguinte, criação de valor."

7 Que mercadoria é essa? Ora, essa mercadoria existe; é a "capacidade de trabalho ou a força de trabalho". Não devemos confundir a força de trabalho nem com o trabalhador e nem com o trabalho:

8 O que é força de trabalho? Por força de trabalho ou capacidade de trabalho entendemos o conjunto das faculdades físicas e espirituais que existem na corporalidade, na personalidade viva de um homem e que ele põe em movimento toda vez que produz valores de uso de qualquer espécie.

9 Em que condições a força de trabalho torna-se mercadoria? a. A força de trabalho tem de ser vendida como mercadoria pelo seu próprio possuidor, o trabalhador; b. O comprador de força de trabalho e o trabalhador têm de comparecer no mercado como livres proprietários de mercadorias;

10 Continuação c. Em consequência, o livre proprietário da força de trabalho apenas pode vendê-la por determinado tempo; d. O livre proprietário da força de trabalho não pode ser possuidor de meios de produção, estando obrigado a vendê-la para subsistir.

11 A liberdade aqui é uma forma de opressão! Para transformar dinheiro em capital, o possuidor de dinheiro precisa encontrar, portanto, o trabalhador livre no mercado de mercadorias, livre no duplo sentido de que ele dispõe, como pessoa livre, de sua força de trabalho como sua mercadoria, e de que ele, por outro lado, não tem mercadorias para vender, solto e solteiro, livre de todas as coisas necessárias à realização de sua força de trabalho.

12 Geração de trabalho O capitalista compra essa mercadoria, a força de trabalho, porque quer utilizar o seu valor de uso, ou seja, fazê-la gerar trabalho e, assim, novas mercadorias. Pois, a força de trabalho só se realiza... mediante sua exteriorização, ela só se aciona no trabalho.

13 Como? Mas ainda não foi explicado como a mais-valia é gerada. Por isso essa mercadoria peculiar, a força de trabalho, tem de ser agora examinada mais de perto. Como todas as outras mercadoria, ela tem um valor. Como ele é determinado?

14 Custo de reprodução O valor da força de trabalho, como o de toda outra mercadoria, é determinado pelo tempo de trabalho necessário à sua produção e reprodução,... [o qual] corresponde... ao tempo de trabalho necessário à produção dos meios de subsistência" que permitem essa produção e reprodução. Dizendo de outro modo, o valor da força de trabalho é o valor dos meios de subsistência necessários à manutenção do seu possuidor.

15 Como é determinado? [...] o valor da força de trabalho contém [...] um elemento histórico e moral [...] inclui os meios de subsistência dos substitutos [...] inclui determinada formação ou educação... Ele muda, portanto, também com o valor desses meios de subsistência, isto é, com a grandeza do tempo de trabalho exigido para sua produção.

16 Um enigma A natureza peculiar dessa mercadoria específica, a força de trabalho, faz com que, com a conclusão do contrato entre comprador e vendedor, seu valor de uso ainda não se tenha verdadeiramente transferido para as mãos do comprador. O seu valor, como o de qualquer outra mercadoria, estava determinado antes de ela entrar em circulação... mas o seu valor de uso consiste na exteriorização posterior dessa força.

17 O que é esta exteriorização? Eis que essa exteriorização é a geração de um novo valor e esse valor é maior do que o valor da força de trabalho. Eis, pois, o segredo da mais-valia que está sendo desvendado: a força de trabalho produz mais valor do que custa para se reproduzir.

18 Que dá crédito um ao outro? Notemos, entretanto, que em todos os países com modo de produção capitalista, a força de trabalho só é paga depois de ter funcionado durante o prazo previsto no contrato de compra, por exemplo, no final de cada semana. Por toda parte, portanto, o trabalhador adianta ao capitalista o valor de uso da força de trabalho;... por toda a parte, portanto, o trabalhador fornece crédito ao capitalista.

19 Para finalizar Em sequência, apresentamos um trecho extenso de Marx em que ele contrapõe a aparência do sistema com a sua essência. A aparência é, grosso modo, a esfera da circulação de mercadorias, ou seja, o mercado. Aí o homem aparece com indivíduo livre, igual, racional, etc.

20 Continuação A essência é, grosso modo, a esfera da produção capitalista, ou seja, a fábrica organizada hierarquicamente. Aí o homem aparece como operário não livre, não igual, não racional (ou seja meramente como apêndice do sistema fabril) etc.

21 Eis aqui o éden A esfera da circulação ou do intercâmbio de mercadorias, dentro de cujos limites se movimentam compra e venda de força do trabalho, era de fato um verdadeiro éden dos direitos naturais do homem. O que aqui reina é unicamente Liberdade, Igualdade, Propriedade e Bentham. Liberdade!

22 Esfera da liberdade burguesa Pois comprador e vendedor de uma mercadoria, por exemplo, da força de trabalho, são determinados apenas por sua livre vontade. Contratam como pessoas livres, juridicamente iguais. O contrato é o resultado final, no qual suas vontades se dão uma expressão jurídica em comum.

23 Continuação Igualdade! Pois eles se relacionam um com o outro apenas como possuidores de mercadorias e trocam equivalente por equivalente. Propriedade! Pois cada um dispõe apenas sobre o seu. Bentham! Pois cada um dos dois só cuida de si mesmo.

24 A mão invisível segundo Marx O único poder que os junta e leva a um relacionamento é o proveito próprio, a vantagem particular, os seus interesses privados. E justamente porque cada um só cuida de si e nenhum do outro, realizam todos, em decorrência de uma harmonia preestabelecida das coisas ou sob os auspícios de uma previdência toda esperta, tão-somente a obra de sua vantagem mútua, do bem comum, do interesse geral.

25 A opressão de classe Ao sair dessa esfera da circulação simples ou da troca de mercadorias, da qual o livre-cambista vulgaris extrai concepções, conceitos e critérios para seu juízo sobre a sociedade do capital e do trabalho assalariado, já se transforma...

26 Continuação O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor de força de trabalho como seu trabalhador; um cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a sua própria pele para o mercado e agora não tem mais nada a esperar, exceto o curtume.

27 Questão crucial hoje Será que Marx critica o capitalismo do ponto de vista do trabalho (ou seja, dos trabalhadores) ou será que ele crítica também e enfaticamente o próprio trabalho (e, assim, a própria condição de trabalhador) que se desenvolve em condições capitalistas.

28 Para finalizar É importante porque os marxistas até recentemente (Lênin, Trotsky e Lukács inclusive) leram Marx do primeiro modo. Só recentemente, quando da crítica do socialismo realmente inexistente, a segunda leitura veio à luz.

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