Marx, Ricardo e Smith: sobre a teoria do valor trabalho
|
|
|
- Pedro João Guilherme Campelo Aires
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 RESENHA Marx, Ricardo e Smith: sobre a teoria do valor trabalho Helder GOMES 1 RESENHA/ BOOK REVIEW CARCANHOLO, Reinaldo Antônio. Marx, Ricardo e Smith: sobre a teoria do valor trabalho. Vitória: EDU- FES, Professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES, Brasil). Doutorando em Política Social junto ao Programa de Pós-Graduação em Política Social (PPGPS) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES, Brasil). <[email protected]>. 282
2 Marx, Ricardo e Smith A leitura atenta dos capítulos organizados no livro Marx, Ricardo e Smith nos revela uma abordagem inovadora e por isso mesmo provocativa. Mesmo não se tratando de um texto didático, como o autor procura deixar nítido logo no início de sua apresentação, seu conteúdo apresenta as raízes de um debate convenientemente abandonado, especialmente no interior da maioria dos cursos de graduação e de pós-graduação que tratam da determinação, da magnitude e das formas do valor. Pode não ser considerado um texto didático, mas, certamente, procura traduzir numa linguagem mais acessível as agruras de uma discussão muito calorosa em alguns seletos circuitos de enfrentamento teórico sobre a anatomia das sociedades regidas pela lei do valor. O livro inicia apresentando o que o autor considera as principais referências categoriais para o entendimento da leitura ricardiana sobre a obra de Marx. Em especial, o Capítulo 1 procura adiantar as razões pelas quais as perspectivas ricardianas levam ao equívoco de considerar os estudos de Marx como se fossem uma explicação do valor em busca de sua coincidência com as normas de intercâmbio (a efetiva proporção com que as mercadorias se trocam no mercado concreto): ou seja, o valor confundindo-se com preço de mercado, ou, ainda, que a Teoria do Valor de Marx seria uma simples agregação de minuciosidades em torno da teoria de Ricardo. O autor foca sua crítica a essas visões de cunho ricardiano sobre a teoria de Marx a partir de três aspectos: [...] a particular forma como Ricardo concebe as categorias de riqueza, excedente de valor; a relação que existe entre os conceitos de valor e riqueza; e o papel do trabalho na teoria ricardiana do valor (CARCANHOLO, 2012, p. 19). Para ele, na verdade, Ricardo conceitua a riqueza de forma bastante elementar, concebendo-a como por um conjunto físico e heterogêneo de bens úteis, mesmo depois dos avanços obtidos por Smith década atrás, o qual revelou a riqueza como uma relação social de domínio sobre o trabalho alheio. Com isso, ao contrário de avançar a partir das teses smithianas, Ricardo teria retardado o desenvolvimento da teoria do valor, concebendo o excedente econômico em sua materialidade física. Quanto ao papel do trabalho, parte da teoria ricardiana posterior a Ricardo acabaria relegando-o à definição do coeficiente técnico da quantidade de bens de consumo necessários, como insumos, à produção de mercadorias, uma vez que existe a necessidade de alguma quantidade de trabalhadores para que a produção se realize. Assim, segundo o autor, como não podem tratar o valor como a natureza da riqueza na época capitalista, passa despercebido nas análises dos críticos ricardianos à Marx o processo de substantivação do valor, no qual, para o formulador da Crítica da Economia Política, o 283
3 Helder GOMES valor deixa de ser uma simples propriedade das mercadorias (característica do valor na emergência das sociedades mercantis) e se torna a substância da lógica capitalista, cujo objetivo final é a valorização a qualquer custo social, é a reprodução ampliada do capital, é a acumulação de riquezas de forma concentrada e centralizada. Deixando nítido qual o objetivo final da produção de riquezas no capitalismo (que não é satisfazer necessidades humanas em geral e, sim, a busca por valorização, e pela acumulação privada de capital), o autor insere no Capítulo 2 do livro o tema sobre o que significa trabalho produtivo no capitalismo para Marx. Para explicar as distintas formas que assume o trabalho produtivo e o trabalho improdutivo, nas sociedades capitalistas, o autor recorre à várias formas funcionais do capital. Inclusive, faz um abordagem explicativa sobre o significado do capital-dinheiro, fazendo a devida distinção entre suas duas faces, o capital de comércio de dinheiro e o capital a juros, condenando o termo usual de capital financeiro, forçado por quem insiste em condensá-las, confundindo-as. Aliás, as considerações ao conceito de trabalho produtivo em Marx denota no livro uma polêmica particular em si. A singularidade da leitura apresentada no Capítulo 2 se reflete na conclusão segundo a qual, atividades tidas como improdutivas, tais como aquelas desenvolvidas na produção familiar camponesa, no artesanato, na docência e na área de saúde, parte do trabalho de gestores, contabilistas e administradores de empresas, bem como o trabalho doméstico, devem ser consideradas total ou parcialmente como trabalho produtivo. O Capítulo 3, por sua vez, é dedicado a uma crítica radical às proposições de David Ricardo em relação ao valor. A partir da recuperação dos motivos que levaram Ricardo a procurar formas invariáveis para a medida do valor, o livro defende a tese de que a crítica do autor dos Princípios de Economia Política e Tributação, dirigidas a Smith, e sua inflexível convicção sobre a necessidade de se distinguir as categorias de riqueza (considerada apenas em sua dimensão física, como um conjunto heterogêneo de bens) e valor (tido por ele como expressão quantitativa da norma de intercâmbio), tornou sua contribuição como um verdadeiro retrocesso ao desenvolvimento da E- conomia Política crítica. Exatamente por abandonar a perspectiva da bidimensionalidade da riqueza, embrionariamente apresentada por Smith, Ricardo teria se envolvido numa corrida insana em busca de uma mercadoria padrão perfeita, ou do valor absoluto etc. Daí o título do Capítulo 3: Ricardo e o fracasso de uma teoria do valor. A partir do final do Capítulo 3 fica cada vez mais nítido o caráter provocativo do livro. Fica explícito desde ali o incômodo com o prestígio desfrutado até hoje pelas teses de David Ricardo, diante de tantas debilidades em seus argumentos, seja na crítica a Smith, seja nas vacilações frente às dificuldades que Ricardo encontrava em avançar numa teoria crítica do valor- 284
4 Marx, Ricardo e Smith trabalho. Interessante é que o desconforto se acentua com a percepção de que o próprio Marx, por algo de político, teria sido bastante benevolente com Ricardo, promovendo-o quando procurava protegê-lo da crítica conservadora. Mais que a crítica à Ricardo, vai ficando cada vez mais nítido, a partir do Capítulo 4, que o livro se volta a uma contraposição às abordagens ricardianas mais contemporâneas. Trata, portanto, de autores como Sraffa, Napoleone, entre outros seguidores (atentos ou nem tanto), que visam criticar, a partir de uma visão (neo)ricardiana, tanto as proposições de Smith, quanto a Teoria Dialética do Valor, especialmente naquelas formulações de Marx que se tornaram mais polêmicas: a transformação do valor em preço de produção, por exemplo. Por isso, os três capítulos finais do livro são dedicados à valorização crítica dos elementos fundamentais da obra de Smith. Seria, portanto, a partir das formulações smithianas que estaria fundamentado o aproveitamento crítico, dialético (negação, conservação dos elementos fundamentais e elevação a um outro patamar), operado por Marx em suas o- bras, muito mais que nas formulações de Ricardo. Isso porque o objeto de análise de Marx não se restringiria à busca de alguma explicação sobre as normas de intercâmbio mercantil e, sim, na superação do conhecimento acumulado até então sobre a natureza da riqueza na era capitalista. E, segundo Smith, a riqueza na sociedade capitalista não seria apenas um conjunto heterogêneo de bens materiais (físicos), como pensou depois Ricardo, mas, também (numa outra relação, porque não concebia a bidimensionalidade simultânea da realidade social), a capacidade de comando sobre os frutos do trabalho alheio, portanto, uma relação social. Nisso, Marx se aproximaria muito mais de Smith do que de Ricardo. Nesse sentido o autor recupera a distinção feita por Smith entre as categorias de trabalho contido e trabalho comandado, para concluir com alguns dos motivos que levam Napoleoni, por exemplo, a emitir opiniões equivocadas sobre a obra de Smith: [...] é importante ressaltar, para que não haja confusões, que [para Smith] o trabalho produz valor não na medida da sua duração, mas na proporção em que agrega aos materiais capacidade do seu proprietário de apropriar trabalho alheio no mercado, depois de concluída a produção da mercadoria (CARCANHOLO, 2012, p. 140). Entretanto, recupera, também, o que seria o centro de uma crítica a Smith no sentido de se avançar na formulação de uma E- conomia Política crítica: Smith consegue a façanha ou a mágica de sustentar que, apesar do excedente ser produto do trabalho, todo o trabalho é pago (CAR- CANHOLO, 2012, p. 143). Ou seja, ficaria escondida a exploração, uma vez que Smith utiliza o artifício da dedução do trabalho na distribuição. Com isso, o autor defende que o próprio Marx teria se equivocado ao acreditar numa proximidade da proposição de Smith sobre a o- rigem do lucro da sua própria formulação sobre a exploração capitalista. 285
5 Helder GOMES Como se vê, ao procurar uma elaboração crítica para a valorização da obra de A- dam Smith, como base precursora, a partir da qual Marx pode desenvolver sua Crítica da Economia Política e, ao mesmo tempo, refutar a crítica ricardiana mais contemporânea a esses dois autores, Reinaldo Carcanholo apresenta um celeiro fundamental para o seguimento da pesquisa crítica sobre a natureza da riqueza nas sociedades capitalistas. Para quem se interessa no aprofundamento dos estudos sobre as polêmicas e as provocações teóricas, que envolvem a teoria do valor-trabalho desde as primeiras formulações clássicas até os dias de hoje, está aí uma boa indicação de leitura. A publicação pela EDUFES tornou essa oportunidade ainda mais acessível. Aproveitem! 286
Aula 8 A crítica marxista e o paradigma da evolução contraditória. Profa. Dra. Eliana Tadeu Terci
Aula 8 A crítica marxista e o paradigma da Profa. Dra. Eliana Tadeu Terci Abstração-dedução e aproximações sucessivas não difere Marx dos clássicos e neoclássicos, porém Diferenciar essência de aparência
Como nasceram os Grundrisse 21
SUMÁRIO Prefácio 15 PARTE I Introdução 19 CAPÍTULO 1 Como nasceram os Grundrisse 21 CAPÍTULO 2 A estrutura da obra de Marx 27 I. O plano estrutural inicial e suas modificações 27 II. Quando e em que medida
História das Teorias Econômicas Aula 5: Karl Marx Instituto de Geociências / Unicamp
História das Teorias Econômicas Aula 5: Karl Marx Instituto de Geociências / Unicamp 2 Semestre de 2008 1 Apresentação - de origem alemã - 1818 1883 - Economista, sociólogo e filósofo - Recebeu influência
Especulação e lucros fictícios: formas parasitárias da acumulação contemporânea
DOI: http://dx.doi.org/10.18315/argumentum.v7i2.11632 RESENHA Especulação e lucros fictícios: formas parasitárias da acumulação contemporânea Speculation and fictitious profits: parasitic forms of modern-day
Trabalho e socialismo Trabalho vivo e trabalho objetivado. Para esclarecer uma confusão de conceito que teve consequências trágicas.
Trabalho e socialismo Trabalho vivo e trabalho objetivado Para esclarecer uma confusão de conceito que teve consequências trágicas. 1 Do trabalho, segundo Marx Há uma frase de Marx nos Manuscritos de 1861-63
A Medida do Valor em Adam Smith
A Medida do Valor em Adam Smith José Luis Oreiro Departamento de Economia UnB Pesquisador Nível N I do CNPq O Processo de Gravitação dos Preços A preocupação fundamental da economia política clássica era
Modo de produção capitalista
ECONOMIA POLÍTICA Material didático preparado pela professora Camila Manduca para a disciplina Economia política, baseado no capítulo 4 Modo de produção capitalista, do livro Economia política: uma introdução
Uma pergunta. O que é o homem moderno?
Uma pergunta O que é o homem moderno? Respostas O homem moderno é aquele que não trabalha para viver, mas vive para trabalhar. O homem moderno não domina o tempo; ao contrário, é dominado pelo tempo. O
LEMARX CURSO DE ECONOMIA POLÍTICA
LEMARX CURSO DE ECONOMIA POLÍTICA 18 de setembro de 2010 CAPÍTULO 3: PRODUÇÃO DE MERCADORIAS E MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA CAPÍTULO 4: O MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA: A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO O QUE ESTUDAMOS
SAAD FILHO, Alfredo. O Valor de Marx: Economia política para o capitalismo contemporâneo. Campinas, SP: Unicamp, 2011.
SAAD FILHO, Alfredo. O Valor de Marx: Economia política para o capitalismo contemporâneo. Campinas, SP: Unicamp, 2011. Roberto Resende Simiqueli O valor de Marx, de Alfredo Saad Filho, se apresenta como
Avaliações: Serão duas avaliações escritas, valendo cada uma, 50% da média final. P1 07/05; P2 25/06; Final 02/07.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Instituto de Economia Economia Política I - 60 horas aula Prof. Alexandre Laino Freitas Programa 2018-01 -EMENTA: As origens da Economia Política Clássica. Fisiocracia:
Aula 4 Fisiocracia. Profa. Eliana Tadeu Terci
Aula 4 Fisiocracia Profa. Eliana Tadeu Terci 1 Lideranças Turgot, Mirabeau, Quesnay médicos. Quesnay médico de Luís XV, amigo de Mme. Pompadour exaltação da economia rural francesa transposição absoluta
DESENVOLVIMENTO: UMA ANÁLISE SOBRE A TEORIA DA DEPENDÊNCIA Mário de Jesus Barboza 1
DESENVOLVIMENTO: UMA ANÁLISE SOBRE A TEORIA DA DEPENDÊNCIA Mário de Jesus Barboza 1 No percurso realizado pelo Grupo de Pesquisa em Políticas Sociais GPPS da Unioeste/Cascavel 2, em reuniões semanais para
INTRODUÇÃO LONDON, J. Ao sul da fenda. In: LONDON, J. Contos. São Paulo: Expressão Popular, (p )
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL 1. Identificação Disciplina: Trabalho e teoria do valor em Marx Créditos: 04 Semestre: 2019/01
Interpretações sobre a noção de desenvolvimento em Marx: Uma revisão crítica
Interpretações sobre a noção de desenvolvimento em Marx: Uma revisão crítica Seminários de Pesquisa PPED Rio, 13/10/2014 Patrick Galba de Paula 1) Objetivos do estudo Analisar as principais interpretações
Sobre a natureza do dinheiro em Marx
Sobre a natureza do dinheiro em Marx Reinaldo A. Carcanholo* As notas que seguem constituem uma tentativa de esclarecer as divergências que tenho com Claus Germer em relação à natureza do dinheiro dentro
Unidade: FACE Semestre: 2011/1 Pré-Requisitos: Microeconomia II, Macroeconomia I Horário: Segunda-Feira, 20:30 a 22:00 e Terça-Feira, 20:30 a 22:00
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS CONTÁBEIS E CIÊNCIAS ECONÔMICAS CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS PLANO DE ENSINO Disciplina: História do Pensamento
III Curso de Introdução ao Marxismo
III Curso de Introdução ao Marxismo A crítica do capital e as contradições da sociedade burguesa Salvador 24 de abril de 2010 Sumário 1. Economia Política Clássica 2. Trabalho e Formação do Ser Social
A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo.
A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. As soluções encontradas por Weber para os intrincados problemas metodológicos que ocuparam a atenção dos cientistas sociais do começo do século XX permitiram-lhe
Introdução ao estudo de O Capital de Marx
Introdução ao estudo de O Capital de Marx 1 O Capital - Crítica da Economia Política Estrutura: Vol. I - O processo de produção do Capital Vol. II - O processo de circulação do Capital Vol. III - O processo
Durkheim, Weber, Marx e as modernas sociedades industriais e capitalistas
Durkheim, Weber, Marx e as modernas sociedades industriais e capitalistas Curso de Ciências Sociais IFISP/UFPel Disciplina: Fundamentos de Sociologia Professor: Francisco E. B. Vargas Pelotas, abril de
Capital Portador de Juros: Marx e Chesnais
Capital Portador de Juros: Marx e Chesnais Ref.: Capítulo XXI, vol. 3, de O Capital de Karl Marx e cap. 1 de A finança mundializada de François Chesnais 1 Economia Vulgar É bem conhecida a duplicidade
PACHUKANIS, Evguiéni B. Teoria geral do direito e marxismo. São Paulo: Boitempo, 2017.
PACHUKANIS, Evguiéni B. Teoria geral do direito e marxismo. São Paulo: Boitempo, 2017. Thais Hoshika 1 Não há dúvidas de que Evguiéni B. Pachukanis (1891-1937) foi o filósofo que mais avançou na crítica
Introdução à Microeconomia
Introdução à Microeconomia Marcelo Pessoa de Matos Aula 2 Ementa do Curso Introdução (4 aulas) O que é Economia?; O Sistema Econômico (Representação Simplificada Fluxo Circular); A Evolução do Pensamento
EDUCAÇÃO: UMA ABORDAGEM CRÍTICA
Volume 05, número 01, fevereiro de 2018. EDUCAÇÃO: UMA ABORDAGEM CRÍTICA Francisco Vieira Cipriano 1 Para iniciarmos nosso debate acerca do complexo da educação é necessário um debate acerca do ser social.
Bloco I A economia política e o capitalismo como ordem natural.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Instituto de Economia Economia Política I - 60 horas aula Prof. Alexandre Laino Freitas Programa 2016-02 -EMENTA: As origens da Economia Política Clássica. Fisiocracia:
Desenvolvimento Econômico com Oferta Ilimitada de Mão de Obra: O Modelo de Lewis (1954)
Desenvolvimento Econômico com Oferta Ilimitada de Mão de Obra: O Modelo de Lewis (1954) José Luis Oreiro Departamento de Economia Universidade de Brasília Desenvolvimento... Economistas clássicos (Smith,
O CAPITALISMO ESTÁ EM CRISE?
O CAPITALISMO ESTÁ EM CRISE? Nildo Viana Professor da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás; Doutor em Sociologia; Autor de diversos livros, entre os quais, O Capitalismo na Era
Caio Prado Junior ( ) Professor: Elson Junior Santo Antônio de Pádua, setembro de 2017
Caio Prado Junior (1907-1990) Professor: Elson Junior Santo Antônio de Pádua, setembro de 2017 Advogado formado pelo Largo de São Francisco (USP) em 1928 Forte atuação política Inimigo público do Estado
Universidade de São Paulo Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz KARL MARX. Tiago Barbosa Diniz
Universidade de São Paulo Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz KARL MARX Tiago Barbosa Diniz Piracicaba, 29 de abril de 2016 CONTEXTO HISTÓRICO Início da Segunda fase da Revolução Industrial
O Comércio Internacional e seus porquês
O Comércio Internacional e seus porquês O porquê da especialização das nações Porque os países mantêm relações comerciais entre si? Porque o comércio internacional afeta a distribuição de renda e o nível
Teorias socialistas. Capítulo 26. Socialismo aparece como uma reação às péssimas condições dos trabalhadores SOCIALISMO UTÓPICO ROBERT OWEN
Capítulo 26 Socialismo aparece como uma reação às péssimas condições dos trabalhadores A partir de 1848, o proletariado procurava expressar sua própria ideologia As novas teorias exigiam a igualdade real,
Biografia. Filho de capitalista rico e fez a própria fortuna antes dos 30 anos;
DAVID RICARDO Aula 4 08-09 09/setembro Hunt (1981), cap. 4 Denis (2000), cap. 2 (parte IV) Viveu de 1772 a 1823; Biografia Filho de capitalista rico e fez a própria fortuna antes dos 30 anos; Contemporâneo
DISCIPLINAS OFERECIDAS POR PROFESSORES ASSOCIADOS AO NIEP-MARX 1 SEMESTRE 2019
Cidade: Campos dos Goytacazes Disciplina 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª Local Professor Comentário Brasileira Contemporânea II Política Formação Econômica do Brasil Tópicos Especiais em Política 11-7 - 11h 11 - Rodrigo
Dependencia, super-explotación Del Trabajo y Crisis: una interpretación desde Marx
DOI: http://dx.doi.org/10.18315/argumentum.v9i3.18499 RESENHA Dependencia, super-explotación Del Trabajo y Crisis: una interpretación desde Marx Dependence, over-exploitation of labour and crisis: an interpretation
O NACIONALISMO CORPORATIVISTA DE CAIO PRADO JÚNIOR
resenhas e críticas O NACIONALISMO CORPORATIVISTA DE CAIO PRADO JÚNIOR 1 O nacionalismo corporativista de Caio Prado Júnior. Goiânia: Cânone Editorial, 2013. pre foi considerado um dos expoentes do marxismo
Marx e a superação do Estado, Ademar Bogo. Editora Expressão Popular, 2018, por Luciano Cavini Martorano, da Editoria de marxismo21
1 Marx e a superação do Estado, Ademar Bogo. Editora Expressão Popular, 2018, por Luciano Cavini Martorano, da Editoria de marxismo21 O crescimento das forças conservadoras e mesmo reacionárias em várias
As Origens da Economia. Parte II
As Origens da Economia Política Clássica Parte II José Luis Oreiro (UNB/CNPq) O Tableau Economiqué de Quesnay O Quadro Econômico de Quesnay simula uma situação de reprodução anual da economia à uma mesma
A partir de nossas análises e estudos, preencha adequadamente as lacunas da sentença abaixo, na respectiva ordem:
Questão 1 A partir de nossas análises e estudos, preencha adequadamente as lacunas da sentença abaixo, na respectiva ordem: O desconhecimento das condições histórico-sociais concretas em que vivemos, produzidas
Para Entender a Sociologia e a Sociedade Resenha do livro Introdução à Sociologia *
Para Entender a Sociologia e a Sociedade Resenha do livro Introdução à Sociologia * Maria Angélica Peixoto ** A segunda edição do livro Introdução à Sociologia oferece uma trilha para os iniciantes descobrirem
Representações cotidianas: um desenvolvimento da teoria da consciência de Marx e Engels
Hugo Leonnardo Cassimiro Representações cotidianas: um desenvolvimento da teoria da consciência de Marx e Engels Hugo Leonnardo Cassimiro 1 VIANA, Nildo. Senso comum, representações sociais e representações
AS IDÉIAS DE MENGER E MARX ACERCA DA TEORIA DO VALOR
DOI: 10.4025/4CIH.PPHUEM.464 AS IDÉIAS DE MENGER E MARX ACERCA DA TEORIA DO VALOR INTRODUÇÃO Moacir José da Silva, Dr. Professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Maringá. Erimar
Revisão: Duas primeiras seções de O Capital. A mercadoria a) Os dois fatores: valor de uso e valor b) Duplo caráter do trabalho
Revisão: Duas primeiras seções de O Capital A mercadoria a) Os dois fatores: valor de uso e valor b) Duplo caráter do trabalho 1 Seção 1: Os dois fatores da mercadoria: valor de uso e valor 2 A riqueza
O Comércio Internacional e seus porquês
O Comércio Internacional e seus porquês O porquê da especialização das nações Porque os países mantêm relações comerciais entre si? Porque o comércio internacional afeta a distribuição de renda e o nível
LEMARX Curso de Economia Política
LEMARX Curso de Economia Política 25 de setembro de 2010 CAPÍTULO 5: ACUMULAÇÃO CAPITALISTA E O MOVIMENTO DO CAPITAL CAPÍTULO 6: MAIS VALIA, LUCRO E QUEDA DA TAXA DE LUCRO A PRODUÇÃO NÃO PODE PARAR EM
Objetivo da aula: Origens da ciência econômica. A Economia Política e sua critica (aula 1 Adam Smith)
Ciências Sociais (P.I) A Economia Política e sua critica (aula 1 Adam Smith) Temática: Economia e funcionamento social: fundamentos Adam Smith. Profa. Luci Praun Objetivo da aula: Conhecer as formulações
MERCADO DE TRABALHO: DEFINIÇÕES, TRANSFORMAÇÕES E DESIGUALDADES
MERCADO DE TRABALHO: DEFINIÇÕES, TRANSFORMAÇÕES E DESIGUALDADES Prof. Francisco E. B. Vargas Instituto de Filosofia, Sociologia e Política Cursos de Ciências Sociais Pelotas, setembro de 2014 O Mercado
O PROBLEMA DA CRISE CAPITALISTA EM O CAPITAL DE MARX 1
O PROBLEMA DA CRISE CAPITALISTA EM O CAPITAL DE MARX 1 2 Em tempos da tão propalada crise no Brasil, um livro publicado em 2016 vem discutir exatamente o conceito de crise a partir de Marx. Esse livro
Observações Sobre o Fetichismo. Anotações que ajudam a compreender o texto de Marx
Observações Sobre o Fetichismo Anotações que ajudam a compreender o texto de Marx Forma e matéria O que é forma? Forma é o que faz do ser o que é. O que é matéria? Matéria é o que recebe a forma. Exemplo
PLANO DE ENSINO DA DISCIPLINA ECONOMIA POLÍTICA. Licenciatura em Educação do Campo - Ciências da Natureza. Carga Horária Total.
!! SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL - MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA CAMPUS DE ROLIM DE MOURA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO DO CAMPO PLANO DE ENSINO DA DISCIPLINA ECONOMIA POLÍTICA
CELSO FURTADO E A INTERPRETAÇÃO ESTRUTURALISTA DO SUBDESENVOLVIMENTO
CELSO FURTADO E A INTERPRETAÇÃO ESTRUTURALISTA DO SUBDESENVOLVIMENTO Ricardo Bielschowsky, CEPAL e UFRJ Rio de janeiro, agosto de 2005 Contribuições de Furtado ao estruturalismo Inclusão de dimensão histórica
BENS. São todas as coisas materiais produzidas para satisfazer as necessidades das pessoas.
BENS São todas as coisas materiais produzidas para satisfazer as necessidades das pessoas. SERVIÇOS São todas as atividades econômicas voltadas para a satisfação de necessidades e que não estão relacionadas
GEOGRAFIA. Prof. Daniel San.
GEOGRAFIA Prof. Daniel San [email protected] Os Teóricos TEM NO LIVRO, pág. 180 a 194 As primeiras críticas aos sistema capitalista surgiram pouco tempo depois da revolução industrial, na Europa.
O TRABALHO E A ORIGEM DO HOMEM EM SOCIEDADE: UMA ANÁLISE ATRAVÉS DA FILOSOFIA DE MARX E LUKÁCS
79 Ângelo Antônio Macedo Leite O TRABALHO E A ORIGEM DO HOMEM EM SOCIEDADE: UMA ANÁLISE ATRAVÉS DA FILOSOFIA DE MARX E LUKÁCS Ângelo Antônio Macêdo Leite 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Na perspectiva lukácsiana,
KARL MARX MATERIALISMO HISTÓRICO E DIALÉTICO
KARL MARX MATERIALISMO HISTÓRICO E DIALÉTICO MÉTODO DE ANÁLISE * A DIALÉTICA HEGELIANA (IDEALISTA): Afirma a contradição, o conflito, como a própria substância da realidade, a qual se supera num processo
I. Teorias da Transição do Feudalismo para o Capitalismo 1. O que é capitalismo? Tendência humana e natural à troca Economia neoclássica Economia mone
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE ECONOMIA HISTÓRIA ECONÔMICA GERAL II PROF. DANIEL BARREIROS 1 Transição do Feudalismo para o Capitalismo I. Teorias da Transição do Feudalismo para o
- Foi ele quem introduziu um sistema para compreender a história da filosofia e do mundo,
- Foi ele quem introduziu um sistema para compreender a história da filosofia e do mundo, - Chamado geralmente dialética: progressão na qual cada movimento sucessivo surge como solução das contradições
ECONOMIA. Macroeconomia. Economia Internacional Parte 02. Prof. Alex Mendes
ECONOMIA Macroeconomia Parte 02 Prof. Alex Mendes Teoria das Vantagens Absolutas Adam Smith (1723-1790) em Riqueza das Nações (1776) estabeleceu as bases do moderno pensamento econômico a respeito das
O Capital Crítica da Economia Política. Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital
O Capital Crítica da Economia Política Capítulo 4 Transformação do dinheiro em capital 1 Resumo do capítulo III sobre o dinheiro Na análise do dinheiro, Marx distingue: Funções básicas do dinheiro: medida
Material de Introdução a Economia para revisão na Reunião de Estudo
Material de Introdução a Economia para revisão na Reunião de Estudo 1. Módulo 1 História da Economia Questão 1 O objeto de estudo em economia é a escassez. A escassez é fruto de que fatores? Como a economia
O conceito de trabalho produtivo em Marx
O conceito de trabalho produtivo em Marx André Coutinho Augustin Um dos conceitos centrais que Marx usa para explicar o modo de produção capitalista é o de trabalho produtivo. No entanto, ele também é
Teoria da História. Prof. Dr. Celso Ramos Figueiredo Filho
Teoria da História Prof. Dr. Celso Ramos Figueiredo Filho Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) Matrizes filosóficas: Dialética Hegeliana (G.W.F.Hegel) Materialismo e Alienação (Ludwig Feuerbach
TRABALHO E SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
1 TRABALHO E SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO O ser humano trabalha quando cria a vida ou melhora as condições de vida. O trabalho transforma a natureza O trabalho também serve a estratificação está
A mercadoria. Estudo da primeira seção do primeiro capítulo de O Capital
A mercadoria Estudo da primeira seção do primeiro capítulo de O Capital 1 Para iniciar Para continuar é preciso fazer um resumo da seção 1: Os dois fatores da mercadoria: valor de uso e valor. Vamos, agora,
DATA: VALOR: 20 pontos NOTA: NOME COMPLETO:
DISCIPLINA: FILOSOFIA PROFESSOR: ENRIQUE MARCATTO DATA: VALOR: 20 pontos NOTA: NOME COMPLETO: ASSUNTO: TRABALHO DE RECUPERAÇÃO FINAL SÉRIE: 3ª EM TURMA: Nº: I N S T R U Ç Õ E S 1. Esta atividade contém
Bloco de questões para segunda avaliação - Economia HPE 2
Bloco de questões para segunda avaliação - Economia HPE 2 1. Identifique o contexto para as obras de William Thompson e Thomas Hodgskin. Contexto de questionamentos sobre a Revolução Industrial e seus
INTRODUÇÃO À ECONOMIA
INTRODUÇÃO À ECONOMIA A economia é simultaneamente arte e ciência. Como ciência procura estabelecer as relações constantes existentes entre os fenômenos econômicos ; como arte, visa indicar os meios para
A Sociologia Econômica STEINER, Philippe. São Paulo: Atlas, 2006.
340 SOCIOLOGIAS RESENHA A Sociologia Econômica STEINER, Philippe. São Paulo: Atlas, 2006. LUCAS RODRIGUES AZAMBUJA * O livro de Steiner é uma excelente introdução à sociologia contemporânea dos mercados,
A Revolução Marginalista. Prof. José Luis Oreiro Departamento de Economia UnB Pesquisador Nível I do CNPq.
A Revolução Marginalista Prof. José Luis Oreiro Departamento de Economia UnB Pesquisador Nível I do CNPq. Uma Revolução Paradigmática A descoberta simultânea do conceito de utilidade marginal decrescente
UMA IMAGEM VALE MAIS DO QUE MIL PALAVRAS: INTELECTUALIDADE E INTERESSES DE CLASSE
UMA IMAGEM VALE MAIS DO QUE MIL PALAVRAS: INTELECTUALIDADE E INTERESSES DE CLASSE Rubens Vinícius da Silva Licenciado em Ciências Sociais pela FURB Universidade Regional de Blumenau. Nos últimos anos,
DATA DE ENTREGA 19/12/2016 VALOR: 20,0 NOTA:
DISCIPLINA: FILOSOFIA PROFESSOR: ENRIQUE MARCATTO DATA DE ENTREGA 19/12/2016 VALOR: 20,0 NOTA: NOME COMPLETO: ASSUNTO: TRABALHO DE RECUPERAÇÃO FINAL SÉRIE: 3ª SÉRIE/EM TURMA: Nº: 01. RELAÇÃO DO CONTEÚDO
Marx e as Relações de Trabalho
Marx e as Relações de Trabalho Marx e as Relações de Trabalho 1. Leia os textos que seguem. O primeiro é de autoria do pensador alemão Karl Marx (1818-1883) e foi publicado pela primeira vez em 1867. O
MATERIALISMO HISTÓRICO (Marx e Engels)
MATERIALISMO HISTÓRICO (Marx e Engels) ...as mudanças sociais que se passam no decorrer da história de uma sociedade não são determinadas por ideias ou valores. Na verdade, essas mudanças são influenciadas
Adam Smith e o Nascimento da Economia Política Clássica
Adam Smith e o Nascimento da Economia Política Clássica José Luis Oreiro Departamento de Economia UNB Pesquisador Nível N I do CNPq Reação a Filosofia Moral de Hobbes Hobbes: as ações a humanas são governadas
INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA Turma I - 3as e 5as feiras, às 8 h
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA Disciplina: INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA Turma I - 3as e 5as feiras, às 8 h Professor: Prof. Dr. Sergio B. F. Tavolaro [email protected]
