O Comércio Internacional e seus porquês
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- Gabriella Paiva Dreer
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2 O Comércio Internacional e seus porquês O porquê da especialização das nações Porque os países mantêm relações comerciais entre si? Porque o comércio internacional afeta a distribuição de renda e o nível de bem estar das nações?
3 As teorias puras do comércio internacional O Mercantilismo Teoria das Vantagens Absolutas de Adam Smith Teoria das Vantagens Comparativas de David Ricardo Teoria dos Valores Internacionais de Stuart Mill Teoria de Heckscher-Ohlin-Samuelson Teorema de Stolper-Samuelson
4 Mercantilismo Na visão mercantilista uma nação seria tanto mais rica quanto maior fosse sua população e seu estoque de metais preciosos Poder militar para o Estado Acúmulo de riquezas (ouro e prata) para a burguesia (em contraposição à posse de terras pela Igreja e pela nobreza).
5 Mercantilismo O mercantilismo era mais um doutrina política do que uma teoria econômica stritu senso, com objetivos não só econômicos como também político-estratégicos. Em resumo advogava: Intenso protecionismo estatal Ampla intervenção do Estado na economia
6 Teoria das Vantagens Absolutas Adam Smith ( ) em Riqueza das Nações (1776) estabeleceu as bases do moderno pensamento econômico a respeito das vantagens do comércio. Para ele, a riqueza não consiste em dinheiro, ou ouro e prata, mas naquilo que o dinheiro pode comprar (teoria do valor-trabalho).
7 Teoria das Vantagens Absolutas Para Adam Smith, a falha dos mercantilistas foi não perceber que uma troca deve beneficiar as duas partes envolvidas no negócio, sem que se registre necessariamente, um déficit para uma das nações envolvidas. Sua teoria das vantagens absolutas atestava que o comércio seria vantajoso sempre que houvesse diferenças de custos de produção de bens entre países. O comércio se justificaria apenas quando fosse mais barato adquirir itens produzidos em outra economia.
8 Teoria das Vantagens Absolutas Diz-se que um país tem vantagem absoluta na produção de um determinado bem ou serviço se ele for capaz de produzi-lo e oferece-lo a um preço de custo inferior aos dos concorrentes. Na visão de Adam Smith esta vantagem absoluta decorreria da produtividade do trabalho, que está relacionada com a especialização. No caso de produtos agrícolas, a condição climática favorável é fundamental.
9 Teoria das Vantagens Absolutas Problemas não resolvidos por Smith: a proporção em que seriam feitas as trocas entre os dois países, ou seja, quais seriam os termos de troca ou relações de troca entre as mercadorias. O que aconteceria se um país não produzisse nenhuma mercadoria a custos menores que seus possíveis parceiros comerciais? Estaria essa nação condenada a ficar excluída dos benefícios da especialização e das trocas?
10 Teoria das Vantagens Comparativas A partir da crítica à teoria de Smith, David Ricardo ( ), em Princípios de Economia Política e Tributação (1817) formulou a teoria das vantagens comparativas Ricardo notou que a idéia de vantagens absolutas determina o padrão de trocas internas em um país com perfeita mobilidade de fatores de produção, levando, no limite, à uniformização dos preços dos fatores. No mercado internacional, contudo, a lógica é distinta, dada a baixa (ou inexistente) mobilidade de fatores entre os países. Há a necessidade de considerar a estrutura produtiva de cada país.
11 Teoria das Vantagens Comparativas A contribuição fundamental de Ricardo à teoria do comércio internacional é o princípio das vantagens comparativas: o importante, no interior de uma mesma nação, são as diferenças relativas entre as condições de produção dos bens que podem ser definidas a partir do custo de oportunidade. Sacrificando-se uma unidade de um bem, as duas nações aumentam em proporções diferentes a produção de outro bem. Existe, então, a vantagem comparativa que leva cada nação a especializar-se na produção do bem que ela pode produzir relativamente de maneira mais eficaz que a outra. Se a especialização se faz segundo este princípio, e se as nações entram na troca, elas podem então simultaneamente ganhar nas trocas em um sentido preciso: obtêm uma maior quantidade de bens do que a quantidade que seria disponível em autarquia.
12 A Teoria dos Valores Internacionais de Stuart Mill Enquanto David Ricardo preocupou-se em demonstrar os ganhos de comércio decorrentes do comércio internacional, John Stuart Mill ( ), em sua obra Princípios de Economia Política (1873), procurou discutir a questão da divisão dos ganhos entre os países. Para J.S.Mill a questão da demanda internacional do produtos é determinante.
13 A Teoria dos Valores Internacionais de Stuart Mill Se um país oferece, no mercado internacional, produtos pouco demandados no mercado mundial, ele obterá um preço pouco elevado e o país se beneficiará pouco do ganho de comércio mundial ou até mesmo terá um ganho nulo. Esse país deverá, então, diversificar sua produção, mesmo que ela não tenha uma vantagem comparativa máxima ou uma desvantagem comparativa mínima na sua produção.
14 Questionamentos ao modelo clássico Se o comércio existe em função das diferenças em custos comparativos, então o que explica essas diferenças? Por que as funções de produção diferem entre países? Por que supor custos constantes? Por que considerar apenas um fator de produção, quando os processos produtivos eram crescentemente dependentes do capital?
15 Teorema de Heckscher-Ohlin Origem: artigo de 1919, publicado em sueco por Eli Filip Heckscher, só traduzido paro o inglês em 1949 Em 1933, as idéias de Heckscher foram divulgadas com a tradução para o inglês da tese de doutoramento de Bertil Ohlin, seu aluno.
16 Teorema de Heckscher- Ohlin Cada país se especializa e exporta o bem que requer utilização mais intensiva de seu fator de produção mais abundante
17 Teorema da Equalização do Preço dos Fatores de Produção As nações trocam mercadorias porque não podem trocar fatores de produção O comércio de bens é uma forma indireta de comerciar os fatores de produção contidos nas mercadorias
18 Teorema da Equalização do Preço dos Fatores de Produção O teorema da equalização dos preços demonstra que o comércio de mercadorias tem o mesmo efeito sobre as taxas de salário e retorno sobre o capital físico que a mobilidade desses fatores
19 Teorema de Stolper-Samuelson O comércio beneficia o fator de produção abundante em detrimento do fator de produção escasso de cada país.
20 A Nova Teoria do Comércio Internacional
21 A Nova Teoria do Comércio Internacional Limites da abordagem tradicional Economias de escala diferenciação dos produtos Comércio intra-setorial Comércio intra-firma
22 Limites da abordagem tradicional O questionamento das vantagens comparativas As tentativas de verificação empírica das teorias tradicionais são geralmente decepcionantes: os fluxos comerciais registrados não podem ser explicados pelas vantagens comparativas das nações. O Paradoxo de Leontief (1953)
23 Limites da abordagem tradicional Contrariamente aos ensinamentos da teoria tradicional, o comércio internacional se desenvolve mais entre as nações mais desenvolvidas cujas dotações fatoriais têm poucas diferenças. Trata-se, então de um comércio entre nações muito pouco diferenciadas umas das outras, ao passo que a teoria tradicional coloca como essencial o papel das diferentes características das nações para explicar a troca internacional.
24 Estímulo à Substituição de Importações 55 Argumento desenvolvido por economistas da Comissão para América Latina (Cepal), da ONU, sob inspiração de Raul Prebish. Argumento central: relações desiguais de troca condenavam os países latinoamericanos ao subdesenvolvimento.
25 TEORIAS MODERNAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL As teorias de Adam Smith, David Ricardo e Stuart Mill foram aceitas durante muito tempo. ENTRETANTO, PRECISAVA SER REFORMULADAS PORQUE CONSIDERAVAM O TRABALHO (MÃO-DE-OBRA) O ÚNICO FATOR DE PRODUÇÃO.
26 TEORIAS MODERNAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL Na verdade, a produção é conseqüência de três fatores: Natureza (matéria prima); Trabalho (mão-de-obra); Investimentos (hards - equipamentos e softs - métodos de trabalho).
27 TEORIAS MODERNAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL A curva de possibilidades de produção (CPP), expressa a capacidade máxima de produção da sociedade. REDUZINDO-SE A TOTALIDADE DE BENS DA ECONOMIA A APENAS DOIS PRODUTOS (FEIJÃO E SOJA).
28 TEORIAS MODERNAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL CUSTO DE OPORTUNIDADE: A transferência dos fatores de produção de um bem A para produzir um bem B implica um CUSTO DE OPORTUNIDADE que é igual ao sacrifício de se deixar de produzir parte do bem A para produzir mais o bem B.
29 TEORIAS MODERNAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL CUSTO DE OPORTUNIDADE Exemplos: A: 100 de x e 0 de y; B: 0 de x e 100 de y; C: 60 de x e 40 de y.
30 TEORIAS MODERNAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL Considerando que o país A tem vantagem comparativa no produto Y. A importação do produto x não gerou desemprego nem ociosidade de produção porque todos fatores que produziam X foram direcionados para produzir Y.
31 TEORIAS MODERNAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL TEORIA DE HECHSCHER-OHLIN Cada país se especializa e exporta o bem que requer utilização mais intensiva de seu fator de produção abundante.
32 TEORIAS MODERNAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL Os economistas suecos Eli Hechsher e Bertil Ohlin procuraram explicar porque o custo comparativo-oportunidade são diferentes entre países. Custo dos Insumos As matérias primas não se encontram distribuídas de forma igual em todos os países do mundo; SÃO MAIS BARATAS NO PAÍS ONDE FOR MAIS ABUNDANTE.
33 TEORIAS MODERNAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL A PROPORÇÃO DOS FATORES DE PRODUÇÃO é diferente de um produto para outro: A produção agrícola exige uma proporção maior de terra; A produção Industrial exige uma proporção maior de equipamentos, máquinas; A mão-de-obra, praticamente não se move de um país para outro.
34 TEORIAS MODERNAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL Existem dificuldades na transferência dos fatores de produção de um país para outro; Existe menos dificuldades de IMPORTAR um produto de um país para outro. É FÁCIL IMPORTAR MILHARES DE AUTOMÓVEIS JAPONESES (produto), É DIFÍCIL IMPORTAR DO JAPÃO (fatores de produção).
35 TEORIAS MODERNAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL EFEITOS DO COMÉRCIO EXTERIOR Realocação dos recursos produtivos ; Equalização dos preços no mercado internacional; Melhora do nível de vida da população.
36 TEORIAS MODERNAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL As Teorias do Comércio Internacional têm como base o CUSTO COMPARATIVO; As Teorias Clássicas se apóiam no CUSTO COMPARATIVO-TRABALHO; As Teorias Modernas, no CUSTO COMPARATIVO DE OPORTUNIDADE.
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PLANO DE ENSINO DO COMPONENTE CURRICULAR
Curso: Economia Regime: Regular Turma: EC 2007 Componente Curricular: Desenvolvimento Sócio-Econômico Créditos: 4 Horas Aula: 80h Período letivo/semestre: 1º Sem/2010 Professor(a): Patrícia dos Santos
Sumário. Introdução geral. 1. Objetivos e metodologia... 5
Sumário Agradecimentos... 1 Introdução geral 1. Objetivos e metodologia... 5 2. Algumas características básicas do quadro analítico subjacente ao debate desenvolvimentista brasileiro... 11 2.1 Introdução...
