Políticas Comerciais. Prof. Thális Andrade

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Políticas Comerciais. Prof. Thális Andrade"

Transcrição

1 Políticas Comerciais Prof. Thális Andrade

2 Liberalismo ou Protecionismo? Eis a questão Razões para que o comércio aconteça... Diferenças na dotação de fatores de produção Economias de Escala Políticas Comerciais de viés liberal passíveis de cobrança na prova Mercantilismo Teoria das Vantagens Absolutas Teoria das Vantagens Comparativas (relativas) Teoria da Dotação dos Fatores Novas teorias (Ganhos de escala, Gosto dos Consumidores, Concorrência monopolística)

3 Mercantilismo Surgiu no século XV (transição do período medieval para idade moderna) Acumulação da maior quantidade possível de ouro e prata e superávits na balança comercial (exportações superiores às importações). Expansão marítima e comércio entre colônia e metrópole marcaram essa fase. Essa relação entre Portugal e sua colônia na América, o Brasil, durou do século XV até a proclamação da Independência.

4 Teoria das Vantagens Absolutas Surgiu no século XVIII. Adam Smith publica A riqueza das nações (1776). Estado não deve intervir na economia. País deve se especializar na produção de bens que seja mais eficiente, motivando a divisão internacional da produção Será mais eficiente aquele produzir maior quantidade de bens numa menor carga horária de trabalho. Custo de produção são determinados apenas pela mão-de-obra. No entanto, Smith não explica o comércio entre dois países quando um deles é mais eficiente que o outro na produção de todos os bens.

5 Vejamos um exemplo! Imagine o seguinte cenário... Brasil produz 2 bolas de futebol hora OU 1 par de chuteira por hora Argentina produz 1 bola de futebol hora OU 2 pares de chuteira por hora Se os 2 países produzirem metade de cada jornada diária de 8hs ambos os bens (sem especialização), teremos o seguinte: Brasil produz 2 bolas de futebol hora x 4 horas + 1 par de chuteira hora x 4horas = 8 bolas e 4 pares Argentina produz 1 bola de futebol hora x 4 horas + 2 pares de chuteira hora x 4 horas = 4 bolas e 8 pares Ao final do dia temos 12 bolas de futebol e 12 pares de chuteira = 24 produtos Agora se os 2 países se ESPECIALIZAREM no que são mais eficientes quando observada a vantagem frente a outro país concorrente (menor carga horária para produzirem mais bens) teremos o seguinte: Brasil produz 2 bolas de futebol hora x 8 horas = 16 bolas de futebol Argentina produz 2 pares de chuteira hora x 8 horas = 16 pares de chuteira Ao final do dia temos 16 bolas de futebol e 16 pares de chuteira = 32 produtos!

6 1. (ESAF/AFTN/ trecho) Segundo o livre cambismo, o governo deve remover todos os obstáculos legais para o funcionamento de um comércio livre. 2. (ESAF/AFRF/2000-trecho) A Teoria das Vantagens Absolutas afirma em quais condições determinado produto ou serviço poderia ser oferecido com custo de oportunidade maior que o do concorrente. 3. (ESAF/AFRF/2002-adaptada) O grande mérito de Adam Smith foi mostrar que o comércio seria proveitoso para dois países, mesmo que um deles tivesse vantagem absoluta sobre o outro na produção de todas as mercadorias.

7 Teoria das Vantagens Relativas (Comparativas) David Ricardo publica Os princípios da política econômica e tributação (1817) O comércio internacional é possível ainda que um país seja mais eficiente na produção de todos os bens. Há comércio internacional ainda que um país possua vantagens absolutas na produção de todos os bens. Os custos de produção estão baseados unicamente na produtividade do trabalho. Aparece o conceito de custo de oportunidade = custo de se produzir mais de um bem ao abandonar parte da produção de outro bem

8 Vejamos um exemplo! Imagine o seguinte cenário... Alemanha: produz 5 carros hora OU 7 computadores hora Brasil: produz 4 carros hora OU 2 computadores hora OBS: Alemanha é mais eficiente em ambos os bens! Se os 2 países produzirem metade de cada jornada diária de 8hs ambos os bens (sem especialização), teremos o seguinte: Alemanha produz 5 carros hora x 4 horas + 7 computadores hora x 4 horas = 20 carros e 28 computadores Brasil produz 4 carros hora x 4 horas + 2 computadores x 4horas = 16 carros e 8 computadores Ao final do dia temos 36 carros e 36 computadores = 72 produtos Agora se os 2 países se ESPECIALIZAREM no que são mais eficientes comparativamente com que o produzem internamente haverá maior quantidade de bens no final do dia: Alemanha produz 7 computadores hora x 8 horas = 56 computadores Brasil produz 4 carros hora x 8 horas = 32 carros Ao final do dia temos 32 carros e 56 computadores = 88 produtos!

9 4. (CESPE/CEGESP/2013) A teoria das vantagens comparativas não se aplica quando determinado país é mais produtivo na fabricação de todos os bens, pois estabelece que o país deva especializar se na produção daquele produto em que possui vantagem em comparação a outros países. 5. (CESPE/ANATEL/2009) Para os economistas da escola clássica, as vantagens comparativas relativas entre os países são o substrato teórico da especialização econômica, potencializada com o comércio internacional.

10 6. (VUNESP/CEAGESP/2010) Um país A precisa de 6h de trabalho para produzir uma saca de trigo e 8h de trabalho para produzir uma mesa de jantar, enquanto o país B precisa de 4h para produzir uma mesa de jantar e 5h para produzir uma saca de trigo. I. O país B possui vantagens absolutas na produção de mesas de jantar. II. O país B possui vantagens comparativas na produção de mesas de jantar. III. O país B possui vantagens comparativas na produção de sacas de trigo. Está correto, apenas, o que se afirma em: a) I b) II c) III d) I e II e) II e III

11 7. (ESAF/ACE-MDIC/2012) De acordo com o modelo de David Ricardo, o padrão de especialização produtiva de um país e, por consequência, a composição de sua pauta exportadora está diretamente relacionada à(s) a) diferenças entre os custos de remuneração do capital em diferentes indústrias. b) vantagens relativas determinadas pela produtividade do fator trabalho em diferentes indústrias. c) dotação dos fatores de produção. d) vantagens absolutas derivadas das diferenças na remuneração da mão de obra. e) vantagens comparativas relativas determinadas pela produtividade do capital.

12 Teoria da Dotação dos Fatores de Produção (Teorema de Heckscher-Ohlin) Economistas suecos Eli Heckscher e Bertil Ohlin buscaram explicar as causas do comércio internacional. Além do fator de produção mão-de-obra, o fator terra e capital são igualmente relevantes. As vantagens comparativas são determinadas pela abundância dos fatores de produção. A tecnologia não varia, é constante! Exemplo: Brasil exporta produtos agrícolas (bem intensivo no fator terra) China exporta roupas e calçados (bem intensivo no fator mão-de-obra) Japão exporta microchips e computadores. (bem intensivo no fator capital)

13 8. (ESAF/ACE/2012-trecho) Julgue os itens: a) De acordo com o modelo de David Ricardo, o padrão de especialização produtiva de um país e, por consequência, a composição de sua pauta exportadora está diretamente relacionada à dotação dos fatores de produção. b) O modelo Hecksher-Ohlin preconiza que um país produzirá e exportará aqueles produtos cujos fatores produtivos sejam aproveitados mais eficientemente, independentemente de sua oferta internamente. c) O modelo Hecksher-Ohlin permite demonstrar como a oferta relativa de fatores de produção e o emprego dos mesmos em diferentes intensidades na produção explicam os padrões de especialização e as possibilidades do comércio internacional.

14 9. (CESGRANRIO/BNDES/2011) No modelo de Heckscher-Ohlin de comércio internacional, as vantagens comparativas, que levam ao comércio entre dois países, decorrem de: a) economias de escala na produção b) dotações diferentes dos fatores de produção c) tecnologias de produção diferentes d) diferenças nas taxas de inflação interna dos países e) desvalorizações cambiais competitivas

15 10. (COSEAC/ANCINE/2009) A declaração teórica que afirma que cada país tem vantagens comparativas no produto cujo processo produtivo emprega de forma intensiva o fator de produção abundante naquele país é o(a): a) Teoria do Valor-Trabalho; b) Teorema de Stolper-Samuelson; c) Postulado Ricardiano; d) Teorema de Heckscher-Ohlin; e) Modelo de Linder.

16 Novas teorias Paul Krugman destacou que haveria comércio internacional ainda que a dotação dos fatores de produção fosse idêntica. A especialização produtiva gera economias de escala, ou seja, na medida em que aumento em X unidades os fatores produtivos a produção resultante é maior que X. Essa especialização leva também à diferenciação do gosto dos consumidores. Assim, ainda que 2 países comercializem um mesmo produto, pode haver comércio entre esses dois países entre essas indústrias (Comércio Intra-indústria). Há assim uma concorrência monopolística (ou concorrência imperfeita), reunindo numa só teoria, traços de livre concorrência (vendas de Smartphones), mas traços de monopólio (só a Apple produz o Iphone). Há um grande número de empresas produzindo, cada qual com o monopólio do produto que fabrica. Podemos dizer que há ganhos de escala crescente e grande variedade de produtos ofertados ao consumidor.

17 11. (ESAF/ACE/2012) Analise as assertivas abaixo e, em seguida, assinale a opção correta. a) O aproveitamento de economias de escala em diferentes países conduz à especialização em um número restrito de produtos, reduzindo assim a oferta de bens no mercado mundial e as possibilidades de comércio entre eles. b) Em um modelo de concorrência imperfeita e em condições monopolísticas, o comércio internacional é restringido pela segmentação dos mercados, escalas de produção limitadas e pequena diversidade de bens disponíveis para o intercâmbio comercial. c) Mesmo em condições de concorrência imperfeita, as possibilidades e os ganhos do comércio resultam de vantagens comparativas relativas tal como definidas no modelo ricardiano e não do aproveitamento de economias de escala pelas indústrias. d) No modelo de concorrência monopolística centrado na produção de manufaturas, um país tanto produzirá e exportará bens manufaturados como também os importará, alimentando assim o comércio intra- indústrias e gerando ganhos extras no comércio internacional. e) Os rendimentos crescentes associados ao aproveitamento de economias de escala alimenta a concentração monopolística, levando assim ao aumento dos preços nos mercados domésticos e no mercado internacional e impactando negativamente o comércio internacional.

18 Políticas Comerciais de viés desenvolvimentista Tópico: Comércio Internacional e Desenvolvimento Econômico Neo-mercantilismo (neo-protecionismo) Teoria da Indústria Nascente Teoria da Substituição das Importações Teoria da Industrialização voltada às exportações Teoria das Políticas Comerciais Estratégicas

19 Neo-Mercantilismo (neo-mercantilismo) O neo mercantilismo é a ressurreição das ideias do mercantilismo sob nova roupagem. Agora, o fomento às exportações e a restrição às importações se dá por meio de controles dos movimentos de capital. Há centralização das decisões monetárias pelo governo central (política fiscal e monetária), buscando incrementar as reservas internacionais do país. Ele é uma forma de protecionismo que pode se dar pelo desestímulo às importações de bens de consumo ou barreiras estruturais para prevenir a entrada de empresas estrangeiras nos mercados internos. Pode se revelar ainda pela manipulação cambial, limitações de propriedade estrangeira em empresas nacionais. Não há estímulo às exportações pela diversificação de mercados, mas a ótica é diminuir as importações.

20 Teoria (ou argumento) da Indústria Nascente Foi primeiro trazido pelo Secretário do Tesouro dos EUA (Alexander Hamilton) em 1790 com o Report on Manufactures. Mais tarde, Friedrich List o utilizou em 1841 para o The National System of Political Economy. Os países poderiam então se industrializar por meio do uso de barreiras temporárias. Assim as empresas infantes (jovens), uma vez protegidas, poderiam aprender fazendo ( learning by doing ). Sua proteção seria justificada pela existência de falhas de mercado. As regras da OMC não aceitam as falhas de mercado como argumento para proteção à indústria nascente.

21 12. (ESAF/mix-questões adaptada) Sobre o argumento da indústria nascente, assinale a alternativa correta: a) O argumento que analisa a aquisição de experiência pela economia nacional, baseado no princípio de se aprender fazendo, o que permite justificar a proteção a tais indústrias por tempo indeterminado, preferencialmente longo, já que a inovação é condição necessária à manutenção da competitividade industrial. b) Segundo as ideias de Friedrich List, o livre cambismo é incapaz de promover a justiça social. c) Segundo as idéias de Friedrich List, o livre cambismo atende apenas aos interesses dos grandes exportadores, que usam a liberdade econômica para estabelecer monopólios e cartéis. d) Segundo Friedrich List, não existe livre cambismo na prática. Todos os países são protecionistas em razão da intervenção do Estado. e) Segundo as ideias de Friedrich List, o livre cambismo é bom para os países de economia madura, mas os países com indústrias nascentes necessitam de alguma forma de proteção.

22 Teoria da Substituição das Importações Desenvolvida no âmbito da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) por Raúl Prebisch, economista Argentino, a teoria defendia que no longo prazo haveria a deterioração dos termos de troca do comércio internacional. Com o passar dos anos, bens primários valem cada vez menos se comparados aos bens industrializados. Bens primários tem uma elasticidade-renda menor que os industrializados, ou seja, quanto maior a renda, maior a propensão a consumir bens industrializados. Insurgência contra o determinismo da teoria da dotação dos fatores. Para reverter essa situação, os países latino-americanos deveriam buscar a industrialização forçada, por meio da substituição das importações. A imposição de tarifas que impedissem a importação levaria à industrialização interna no país (ex. Lei de Informática no Brasil; tarifas no setor automotivo).

23 13. (ESAF/AFRFB/2009-trecho) A política de substituição de importações valeu-se preponderantemente de instrumentos de incentivos à produção e às exportações, tendo o protecionismo tarifário importância secundária em sua implementação. 14. (ESAF/AFRFB/2000-trecho) Para explicar a relação entre comércio de produtos primários e industrializados, a Comissão Econômica para América Latina (CEPAL) apresentou uma série de estudos e propostas. Acerca da CEPAL pode-se se afirmar que o comércio internacional tendia a gerar uma desigualdade básica nas relações de troca (uma deterioração nas relações de troca) pois os preços das matérias-primas (dos países em desenvolvimento) tendia a declinar a longo prazo, enquanto o preço dos produtos manufaturados (fabricados em geral em países desenvolvidos) tendia a subir.

24 15. (CESGRANRIO/BNDES/2008) O processo de substituição de importações, como instrumento para a promoção do desenvolvimento econômico, NÃO se caracteriza pelo(a ) a) encarecimento dos produtos importados dentro do país. b) aumento dos investimentos produtivos nos setores protegidos dentro do país. c) estímulo às exportações do país. d) proteção tarifária contra as importações, em favor das atividades produtivas dentro do país. e) intervenção do estado na economia do país.

25 Teoria da Industrialização voltada às exportações Empregada pelas Tigres Asiáticos ou EAAD (Economias Asiáticas de Alto Desempenho) Há forte subsídio estatal, ou seja, intervenção e protecionismo. Não há livre comércio, pois o Estado influencia os preços Agentes privados são secundários. Exportações tendem a ter preços mais competitivos, pois competem no mercado internacional Governo fornece condições para incentivar exportações: Infraestrutura Investimento em educação e qualificação profissional Incentivos fiscais e creditícios Taxas generosas de financiamento à produção e à exportação

26 16. (ESAF/ACE/MDIC-2012-trecho) Considerando-se a ação governamental no modelo de industrialização orientada para as exportações, é correto afirmar que é de grande alcance, envolvendo o apoio ao desenvolvimento da infraestrutura, a concessão de incentivos fiscais e creditícios, o financiamento da produção e das exportações e investimentos em educação e qualificação profissional.

27 17. (ESAF/ACE-MDIC/2012-adaptada) Considerando-se a ação governamental no modelo de industrialização orientada para as exportações, julgue os itens: a) é limitada em razão do protagonismo central dos agentes econômicos privados nacionais e estrangeiros atuantes na atividade exportadora na realização de investimentos produtivos e em relação aos fatores que garantem competitividade nos mercados internacionais. b) é semelhante à desenvolvida no modelo de substituição de importações na medida em que está centrada na aplicação de instrumentos tarifários e incentivos à produção. c) é de caráter subsidiário e envolve fundamentalmente a promoção de marcos políticos, jurídicos e institucionais favoráveis aos investimentos e à atividade econômica. d) prescinde de formas de intervenção econômica e concentra-se na proteção da livre iniciativa, da competição e dos fluxos de comércio e de investimento.

28 Teoria das Políticas Comerciais Estratégicas Uma falha de mercado existente nas indústrias nascentes como a dificuldade de apropriação dos conhecimentos justifica a intervenção governamental (ex. subsídio à pesquisa) Governo faz escolhas em setores estratégicos, geralmente com alto potencial de irradiação tecnológica. A irradiação gera conhecimento que outras possam se utilizar sem pagar por isso Há um benefício marginal ao se incentivar esse setor Há uma externalidade positiva que se irradia sobre as demais empresas (ex. EUA incentiva a pesquisa especial; o Brasil incentiva a fabricação de aeronaves de pequeno porte, etc.)

29 18. (ESAF/AFRFB/2009) A participação no comércio internacional é importante dimensão das estratégias de desenvolvimento econômico dos países, sendo perseguida a partir de ênfases diferenciadas quanto ao grau de exposição dos mercados domésticos à competição internacional. Com base nessa assertiva e considerando as diferentes orientações que podem assumir as políticas comerciais, assinale a opção correta. a) As políticas comerciais inspiradas pelo neo-mercantilismo privilegiam a obtenção de superávits comerciais notadamente pela via da diversificação dos mercados de exportação para produtos de maior valor agregado. b) Países que adotam políticas comerciais de orientação liberal são contrários aos esquemas preferenciais, como o Sistema Geral de Preferências, e aos acordos regionais e sub-regionais de integração comercial celebrados no marco da Organização Mundial do Comércio por conterem, tais esquemas e acordos, componentes protecionistas. c) A política de substituição de importações valeu-se preponderantemente de instrumentos de incentivos à produção e às exportações, tendo o protecionismo tarifário importância secundária em sua implementação. d) A ênfase ao estímulo à produção e à competitividade de bens de alto valor agregado e de maior potencial de irradiação econômica e tecnológica a serem destinados fundamentalmente para os mercados de exportação caracteriza as políticas comerciais estratégicas. e) As economias orientadas para as exportações, como as dos países do Sudeste Asiático, praticam políticas comerciais liberais em que são combatidos os incentivos e quaisquer formas de proteção setorial, privilegiando antes a criação de um ambiente econômico favorável à plena competição comercial.

30 GABARITO Políticas Comerciais 1. V 2. F 3. F 4. F 5. V 6. D 7. B 8. F, F, V 9. B 10. D 11. D 12. E 13. F 14. V 15. C 16. V 17. F, F, F, F 18. D

31 CONTATO Thális Thális Andrade

O Comércio Internacional e seus porquês

O Comércio Internacional e seus porquês O Comércio Internacional e seus porquês O porquê da especialização das nações Porque os países mantêm relações comerciais entre si? Porque o comércio internacional afeta a distribuição de renda e o nível

Leia mais

GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS. Prof. Walfredo Ferreira

GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS. Prof. Walfredo Ferreira GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS Prof. Walfredo Ferreira Estrutura do estudo: (Onde estamos no programa?) Unidade 1: ESTRUTURA DO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Teoria dos Negócios Internacionais. Contato inicial

Leia mais

O Comércio Internacional e seus porquês

O Comércio Internacional e seus porquês O Comércio Internacional e seus porquês O porquê da especialização das nações Porque os países mantêm relações comerciais entre si? Porque o comércio internacional afeta a distribuição de renda e o nível

Leia mais

VANTAGEM ABSOLUTA VANTAGEM COMPARATIVA HECKSCHER-OHLIM Smith, Ricardo e HO...

VANTAGEM ABSOLUTA VANTAGEM COMPARATIVA HECKSCHER-OHLIM Smith, Ricardo e HO... VANTAGEM ABSOLUTA VANTAGEM COMPARATIVA HECKSCHER-OHLIM Smith, Ricardo e HO... Prof. Reginaldo Brito Teorias clássicas do comércio (Parte I) Até metade do século XVIII estudiosos procuravam sistematizar

Leia mais

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 2º SEMESTRE 2012

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 2º SEMESTRE 2012 COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 2º SEMESTRE 2012 1 Krugman & Obtstfeld (2005) Cap. 10 2 1. Industrialização como Meio para Superação do Subdesenvolvimento 2. Política de Substituição

Leia mais

Negócios Internacionais-Lozano

Negócios Internacionais-Lozano 1 O Ambiente Globalizado da Competição 2 O Modelo antigo O Novo Modelo Mercado lento e físico Mercado rápido e virtual Mercados protegidos Globalização e competição Enfoque macroeconômico Enfoque microeconômico

Leia mais

Profa. Alicia Ruiz Olalde

Profa. Alicia Ruiz Olalde Profa. Alicia Ruiz Olalde Comércio Internacional O conjunto de relações comerciais estabelecidas pelos países entre si, por meio das quais buscam satisfazer suas necessidades. Por que os países comerciam

Leia mais

Comércio Internacional Auditor Fiscal da RFB

Comércio Internacional Auditor Fiscal da RFB Prof. Thális Andrade Comércio Internacional Auditor Fiscal da RFB Políticas Comerciais Contatos: [email protected] Instagram: @direitoaduaneiro Facebook: Thális Andrade Raio-X das Questões

Leia mais

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 1 Fonte: Elaboração Própria, com base em dados de WTO (2014) International Trade Statistics, disponível em www.wto.org 2 Fonte: Elaboração Própria,

Leia mais

Comércio Internacional. Aula 1

Comércio Internacional. Aula 1 Comércio Internacional Prof. Roberto Caparroz Aula 1 Políticas comerciais Protecionismo e livre-cambismo Comércio internacional e crescimento econômico Barreiras tarifárias e não-tarifárias Introdução

Leia mais

ECONOMIA. Macroeconomia. Economia Internacional Parte 02. Prof. Alex Mendes

ECONOMIA. Macroeconomia. Economia Internacional Parte 02. Prof. Alex Mendes ECONOMIA Macroeconomia Parte 02 Prof. Alex Mendes Teoria das Vantagens Absolutas Adam Smith (1723-1790) em Riqueza das Nações (1776) estabeleceu as bases do moderno pensamento econômico a respeito das

Leia mais

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 2º SEMESTRE 2011

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 2º SEMESTRE 2011 COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 2º SEMESTRE 2011 1 Comércio internacional, no mundo real, reflete: Diferenças de produtividade do trabalho Diferenças de dotação de recursos Modelo

Leia mais

3. Interdependências e Ganhos de Comércio. Interdependência e Comércio. Como Satisfazemos Nossas Necessidade e Desejos? Interdependência e Comércio

3. Interdependências e Ganhos de Comércio. Interdependência e Comércio. Como Satisfazemos Nossas Necessidade e Desejos? Interdependência e Comércio 3. Interdependências e Ganhos de Comércio Considere o seu dia típico: Você foi acordado por um despertador feito na Coréia do Sul Tomou suco de laranja de Santo Antonio de Jesus Sua roupa foi feita na

Leia mais

Comércio internacional: Determinantes. Reinaldo Gonçalves

Comércio internacional: Determinantes. Reinaldo Gonçalves Comércio internacional: Determinantes Reinaldo Gonçalves Sumário 1. Determinantes: tese geral 2. Vantagem comparativa 3. Enfoques 4. Novos modelos 1. Determinantes Volume Composição Preços Direção Tese

Leia mais

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 1º SEMESTRE 2014

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 1º SEMESTRE 2014 COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 1º SEMESTRE 2014 1 Comércio internacional, no mundo real, reflete: Diferenças de produtividade do trabalho Diferenças de dotação de recursos Modelo

Leia mais

AULA 01 POLÍTICAS COMERCIAIS

AULA 01 POLÍTICAS COMERCIAIS Aula 01 AULA 01 POLÍTICAS COMERCIAIS Sumário Apresentação do professor... 3 Informações sobre o curso... 4 Conteúdo e cronograma das aulas... 4 1. Conceitos básicos... 8 2. Mercantilismo... 15 3. Teoria

Leia mais

Interdependência e Ganhos de Troca

Interdependência e Ganhos de Troca 3 Interdependência e Ganhos de Troca Bens e serviços no dia a dia O despertador que toca de manhã foi feito na China. O software do celular foi desenvolvido nos Estados Unidos e montado também na China.

Leia mais

AULA 00 POLÍTICAS COMERCIAIS (AULA DEMONSTRATIVA)

AULA 00 POLÍTICAS COMERCIAIS (AULA DEMONSTRATIVA) Aula 00 AULA 00 POLÍTICAS COMERCIAIS (AULA DEMONSTRATIVA) Sumário Apresentação do professor... 3 Informações sobre o curso... 4 Conteúdo e cronograma das aulas... 4 1. Conceitos básicos... 9 2. Mercantilismo...

Leia mais

Comércio internacional. Reinaldo Gonçalves Prof. Titular IE-UFRJ

Comércio internacional. Reinaldo Gonçalves Prof. Titular IE-UFRJ Comércio internacional Reinaldo Gonçalves Prof. Titular IE-UFRJ Sumário 1. Determinantes: tese geral 2. Vantagem comparativa 3. Enfoques 4. Novos modelos Determinantes Volume Composição Preços Direção

Leia mais

FUNDAMENTOS TEÓRICOS DAS TROCAS INTERNACIONAIS

FUNDAMENTOS TEÓRICOS DAS TROCAS INTERNACIONAIS FUNDAMENTOS TEÓRICOS DAS TROCAS INTERNACIONAIS -AUTARCIA -COMÉRCIO (LIVRE) VANTAGENS DO COMÉRCIO INTERNACIONAL -MERCANTILISMO: SÉC. XVI XVIII; Bulionismo; Colbertismo; -Mercantilismo comercial e marítimo.

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ DEPARTAMENTO DE ECONOMIA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ DEPARTAMENTO DE ECONOMIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ DEPARTAMENTO DE ECONOMIA Economia Internacional (I) Gilberto Joaquim Fraga Departamento de Economia DCO/PCE/UEM [email protected] www.gjfraga.weebly.com Abril, 2017 1 O

Leia mais

Gestão de Negócios Internacionais. MSc. Ricardo Lozano

Gestão de Negócios Internacionais. MSc. Ricardo Lozano Gestão de Negócios Internacionais MSc. Ricardo Lozano O Ambiente Globalizado da Competição O Modelo antigo O Novo Modelo Mercado lento e físico Mercados protegidos Enfoque macroeconômico Organizaçõs rígidas

Leia mais

Formação da Economia Global

Formação da Economia Global Formação da Economia Global *Capitalismo Comercial Séculos XV e XVI Expansão Comercial Renascimento (arte, cultura, filosofia e ciências, século XIII a XVI) Matéria- prima MercanGlismo metais preciosos

Leia mais

Objetivo da aula: Origens da ciência econômica. A Economia Política e sua critica (aula 1 Adam Smith)

Objetivo da aula: Origens da ciência econômica. A Economia Política e sua critica (aula 1 Adam Smith) Ciências Sociais (P.I) A Economia Política e sua critica (aula 1 Adam Smith) Temática: Economia e funcionamento social: fundamentos Adam Smith. Profa. Luci Praun Objetivo da aula: Conhecer as formulações

Leia mais

NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

NEGÓCIOS INTERNACIONAIS NEGÓCIOS INTERNACIONAIS Aula 01 - Fundamentos teóricos, parte I. Economia internacional Vs Comércio exterior. Teorias do Comércio Internacional (liberalismo vs protecionismo) COMÉRCIO INTERNACIONAL Onde

Leia mais

Tabela 1 Taxa de Crescimento do Produto Interno Bruto no Brasil e em Goiás: 2011 2013 (%)

Tabela 1 Taxa de Crescimento do Produto Interno Bruto no Brasil e em Goiás: 2011 2013 (%) 1 PANORAMA ATUAL DA ECONOMIA GOIANA A Tabela 1 mostra o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e de Goiás no período compreendido entre 211 e 213. Nota-se que, percentualmente, o PIB goiano cresce relativamente

Leia mais

Economia- prof. Rodrigo Janiques. 1. Com relação à demanda do consumidor, julgue os itens subsequentes.

Economia- prof. Rodrigo Janiques. 1. Com relação à demanda do consumidor, julgue os itens subsequentes. Economia- prof. Rodrigo Janiques 1. Com relação à demanda do consumidor, julgue os itens subsequentes. A demanda por um bem é influenciada por uma série de variáveis, como renda e preferências, por exemplo,

Leia mais

Macroeconomia. Fundamentos 1. O Mercado e o Estado. Francisco Lima. 2º ano 1º semestre 2013/2014 Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial

Macroeconomia. Fundamentos 1. O Mercado e o Estado. Francisco Lima. 2º ano 1º semestre 2013/2014 Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial Macroeconomia Fundamentos 1. O Mercado e o Estado Francisco Lima 2º ano 1º semestre 2013/2014 Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial Plano As sociedades d e a actividade id d económica: produzir

Leia mais

Teorias de Comércio Internacional. Baseado Livro: Manual de Comércio Exterior (Cap. 2)

Teorias de Comércio Internacional. Baseado Livro: Manual de Comércio Exterior (Cap. 2) Teorias de Comércio Internacional Baseado Livro: Manual de Comércio Exterior (Cap. 2) Causas do Comércio Internacional Os países comerciam por que? São diferentes uns dos outros, isto é apresentam diferenças

Leia mais

Os negócios internacionais referem-se ao desempenho de atividades de comércio e investimento por empresas, 1 através das fronteiras entre países.

Os negócios internacionais referem-se ao desempenho de atividades de comércio e investimento por empresas, 1 através das fronteiras entre países. Os negócios internacionais referem-se ao desempenho de atividades de comércio e investimento por empresas, 1 através das fronteiras entre países. As empresas e as nações trocam muitos ativos físicos e

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Comércio Mundial: histórico, transformações e conceituação. Leidiane Santos

COMÉRCIO EXTERIOR. Comércio Mundial: histórico, transformações e conceituação. Leidiane Santos COMÉRCIO EXTERIOR Comércio Mundial: histórico, transformações e conceituação Leidiane Santos COMÉRCIO MUNDIAL: HISTÓRICO, TRANSFORMAÇÕES E CONCEITUAÇÃO Questões iniciais Conceito e evolução do comércio;

Leia mais

ECONOMIA E MERCADO MBA EM CONTROLADORIA E FINANÇAS PGCF PROF. JOÃO EVANGELISTA DIAS MONTEIRO

ECONOMIA E MERCADO MBA EM CONTROLADORIA E FINANÇAS PGCF PROF. JOÃO EVANGELISTA DIAS MONTEIRO ECONOMIA E MERCADO MBA EM CONTROLADORIA E FINANÇAS PGCF PROF. JOÃO EVANGELISTA DIAS MONTEIRO 1 OBJETIVOS DA AULA 1 Noções Básicas de Economia e sistemas econômicos Os Problemas Fundamentais da Economia

Leia mais

Rodada #1 Comércio Internacional

Rodada #1 Comércio Internacional Rodada #1 Comércio Internacional Professor Luiz Missagia Assuntos da Rodada COMÉRCIO INTERNACIONAL: 1. Políticas comerciais. Protecionismo e livre cambismo. Políticas comerciais estratégicas. 1.1. Comércio

Leia mais

Teorias do comércio internacional: um debate sobre a relação entre crescimento econômico e inserção externa

Teorias do comércio internacional: um debate sobre a relação entre crescimento econômico e inserção externa Revista de Economia Política, vol. 32, nº 2 (127), pp. 213-228, abril-junho/2012 Teorias do comércio internacional: um debate sobre a relação entre crescimento econômico e inserção externa Uallace Moreira*

Leia mais

Internacionalização de empresas brasileiras: em busca da competitividade

Internacionalização de empresas brasileiras: em busca da competitividade internacionalização de empresas brasileiras Internacionalização de empresas brasileiras: em busca da competitividade Luis Afonso Lima Pedro Augusto Godeguez da Silva Não é novidade que há anos existe uma

Leia mais

São Paulo, 17 de Agosto de 2012

São Paulo, 17 de Agosto de 2012 São Paulo, 17 de Agosto de 2012 Discurso do Presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, no 22º Congresso da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores - Fenabrave Senhoras

Leia mais

3-O conceito associado à especialização de cada país na produção de alguns produtos e aquisição dos restantes ao Resto do Mundo intitula-se...

3-O conceito associado à especialização de cada país na produção de alguns produtos e aquisição dos restantes ao Resto do Mundo intitula-se... Para cada uma das questões, selecione a alternativa correta: 1-Um país detém uma vantagem absoluta na produção de um bem... (A) quando produz esse bem com um custo relativo inferior a outro país. (B) quando

Leia mais

Economia Internacional I. Prof. VLADIMIR FERNANDES MACIEL

Economia Internacional I. Prof. VLADIMIR FERNANDES MACIEL Economia Internacional I Prof. VLADIMIR FERNANDES MACIEL Sumário Apresentação do curso Estrutura do curso e conteúdo Critérios de avaliação Bibliografia e material Debate: avaliações de Krugman e Rodrik

Leia mais

Se não houvesse escassez de recursos, não haveria necessidade de estudarmos questões como...:

Se não houvesse escassez de recursos, não haveria necessidade de estudarmos questões como...: INTRODUÇÃO MACROECONOMIA Prof. Saravalli CONCEITOS Economia -> grego OIKOS (casa); nomos (normas, lei). Ciência social que estuda como o indivíduo e a sociedade decidem utilizar recursos produtivos escassos,

Leia mais

Análise econômica e suporte para as decisões empresariais

Análise econômica e suporte para as decisões empresariais Cenário Moveleiro Análise econômica e suporte para as decisões empresariais Númer o 04/2007 Cenário Moveleiro Número 04/2007 1 Cenário Moveleiro Análise econômica e suporte para as decisões empresariais

Leia mais

FORMULÁRIO DE INFORMAÇÃO BÁSICA PARA SOLICITAÇÃO DE MODIFICAÇÕES DA NOMENCLATURA COMUM DO MERCOSUL - NCM E/OU DA TARIFA EXTERNA COMUM - TEC

FORMULÁRIO DE INFORMAÇÃO BÁSICA PARA SOLICITAÇÃO DE MODIFICAÇÕES DA NOMENCLATURA COMUM DO MERCOSUL - NCM E/OU DA TARIFA EXTERNA COMUM - TEC FORMULÁRIO DE INFORMAÇÃO BÁSICA PARA SOLICITAÇÃO DE MODIFICAÇÕES DA NOMENCLATURA COMUM DO MERCOSUL - NCM E/OU DA TARIFA EXTERNA COMUM - TEC OBS: Em caso de bens finais, de informática, de telecomunicações

Leia mais

DIÁLOGO DA INDÚSTRIA COM CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

DIÁLOGO DA INDÚSTRIA COM CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DIÁLOGO DA INDÚSTRIA COM CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA José Rubens De La Rosa Presidente, Marcopolo 30/07/2014 1 O Brasil tem oportunidades, mas para aproveitá-las precisa vencer alguns desafios

Leia mais

Capítulo 9. Economia política da política comercial

Capítulo 9. Economia política da política comercial Capítulo 9 Economia política da política comercial Em 08 de novembro de 2005 os governos dos USA e China assinaram um acordo em que a China fixava cotas para exportação de vários tipos de vestuários e

Leia mais

Itens do Edital. responsabilidade fiscal. 2.5 Teoria e Política monetária Funções da moeda Criação e distribuição de moeda.

Itens do Edital. responsabilidade fiscal. 2.5 Teoria e Política monetária Funções da moeda Criação e distribuição de moeda. Curso de - Prof. Marcello Bolzan - Macroeconomia Formato Aula Temas do Edital Itens do Edital 2.1.2 Determinação da renda, do produto e dos preços 2.1.1 Os conceitos de renda e produto. 2.3.1 Gastos e

Leia mais

INTERDEPENDÊNCIA E GANHOS DE COMÉRCIO

INTERDEPENDÊNCIA E GANHOS DE COMÉRCIO INTERDEPENDÊNCIA E GANHOS DE COMÉRCIO Capítulo 3 (Mankiw) Interdependência e Comércio Economistas estudam como a sociedade produz e distribui os bens, numa tentativa de satisfazer as vontades e as necessidades

Leia mais

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 2º SEMESTRE 2011

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 2º SEMESTRE 2011 COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 2º SEMESTRE 2011 1 O modelo de concorrência monopolista pode ser usado para mostrar como o comércio leva a: um preço médio menor devido a economias

Leia mais

Gasto Público Total no Brasil

Gasto Público Total no Brasil Gasto Público Total no Brasil Pelos dados do FMI, Brasil tem uma despesa pública total (inclusive juros) de 40% do PIB. GASTO FISCAL NO BRASIL: crescimento e dilemas Econ. Edilson Aguiais Material Disponível

Leia mais

09/02/2014. Prévia. Vantagem comparativa e custo de oportunidade. Introdução

09/02/2014. Prévia. Vantagem comparativa e custo de oportunidade. Introdução Capítulo 3 Produtividade do trabalho e vantagem comparativa: o modelo ricardiano Prévia Custos de oportunidade e vantagem comparativa O modelo ricardiano de um só fator Possibilidades de produção Ganhos

Leia mais

AMBIENTE COMPETITIVO

AMBIENTE COMPETITIVO Objetivo AMBIENTE COMPETITIVO Entender como as forças ambientais influenciam a competitividade das empresas. Ser capaz de analisar o ambiente competitivo e formular estratégias empresariais Sumário Ambiente

Leia mais

Noções de Microeconomia (Tópicos do Edital)

Noções de Microeconomia (Tópicos do Edital) Noções de Microeconomia (Tópicos do Edital) O Mercado: as curvas de oferta, demanda e o equilíbrio de mercado. Estática comparativa, alocação eficiente. Restrição orçamentária, preferencias, utilidade

Leia mais

Introdução à Economia. - Modelos Econômicos - Ganhos de Comércio

Introdução à Economia. - Modelos Econômicos - Ganhos de Comércio Introdução à Economia - Modelos Econômicos - Ganhos de Comércio O que é Economia? Definição: Economia é uma ciência social que estuda como a sociedade administra seus recursos escassos. Por que é uma ciência

Leia mais

A Nova Teoria do Comércio Internacional

A Nova Teoria do Comércio Internacional A Nova Teoria do Comércio Internacional A Nova Teoria do Comércio Internacional Limites da abordagem tradicional Economias de escala diferenciação dos produtos Comércio intra-setorial Comércio intra-firma

Leia mais

BENS PÚBLICOS RECURSOS COMUNS

BENS PÚBLICOS RECURSOS COMUNS BENS PÚBLICOS E RECURSOS COMUNS OBJETIVO GERAL Identificar e classificar os tipos de bens disponíveis para serem ofertados e demandados em uma economia, com foco em bens públicos e recursos comuns, e suas

Leia mais

INTERDEPENDÊNCIA E GANHOS DE COMÉRCIO

INTERDEPENDÊNCIA E GANHOS DE COMÉRCIO INTERDEPENDÊNCIA E GANHOS DE COMÉRCIO Capítulo 3 (Mankiw) Interdependência e Comércio Economistas estudam como a sociedade produz e distribui os bens, numa tentativa de satisfazer as vontades e as necessidades

Leia mais

AULA 2 TEORIA CLÁSSICA DO COMÉRCIO INTERNACIONAL. Mercantilismo, Teoria das Vantagens Absolutas Sílvia Helena G. de Miranda. LES 596 Agosto/2015

AULA 2 TEORIA CLÁSSICA DO COMÉRCIO INTERNACIONAL. Mercantilismo, Teoria das Vantagens Absolutas Sílvia Helena G. de Miranda. LES 596 Agosto/2015 AULA 2 TEORIA CLÁSSICA DO COMÉRCIO INTERNACIONAL Mercantilismo, Teoria das Vantagens Absolutas Sílvia Helena G. de Miranda LES 596 Agosto/2015 1 BIBLIOGRAFIA: Cap. 1: CARVALHO, M.A. de & SILVA, C.R.L.

Leia mais

Externalidades. CSA 160 Microeconomia IV

Externalidades. CSA 160 Microeconomia IV Externalidades CSA 160 Microeconomia IV Falhas de Mercado e Externalidades Resultado importante da Teoria Microeconômica: eficiência dos mercados competitivos. A utilização do mecanismo de mercado assegura

Leia mais

Recursos energéticos e os desafios ambientais

Recursos energéticos e os desafios ambientais Recursos energéticos e os desafios ambientais Recursos naturais Tudo que o homem retira da natureza que lhe tem proveito. Classificação Renováveis São recursos que podem ser repostos. Classificação Não-renováveis

Leia mais

Macroeconomia. Fundamentos 1. O Mercado e o Estado. Francisco Lima. 2º ano 1º semestre 2012/2013 Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial

Macroeconomia. Fundamentos 1. O Mercado e o Estado. Francisco Lima. 2º ano 1º semestre 2012/2013 Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial Macroeconomia Fundamentos 1. O Mercado e o Estado Francisco Lima 2º ano 1º semestre 2012/2013 Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial Plano As sociedades d e a actividade id d económica: produzir

Leia mais

UNIVERSIDADE DOS AÇORES DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E GESTÃO Economia Internacional I

UNIVERSIDADE DOS AÇORES DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E GESTÃO Economia Internacional I UNIVERSIDADE DOS AÇORES DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E GESTÃO Economia Internacional I Enquadramento: A disciplina de Economia Internacional I está planeada como obrigatória na Licenciatura em Economia e na

Leia mais

Curso de Graduação em Administração. Administração da Produção e Operações I

Curso de Graduação em Administração. Administração da Produção e Operações I Curso de Graduação em Administração Administração da Produção e Operações I 6º Encontro - 05/03/2012 18:50 às 20:30h COMO SERÁ NOSSO ENCONTRO HOJE? 02 - ABERTURA - SISTEMAS DE PRODUÇÃO - VÍDEOS PARA DEBATE

Leia mais

REGULAMENTAÇÃO DE CARTÕES DE CRÉDITO NO BRASIL COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. Brasília, 23 de junho de 2010

REGULAMENTAÇÃO DE CARTÕES DE CRÉDITO NO BRASIL COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. Brasília, 23 de junho de 2010 REGULAMENTAÇÃO DE CARTÕES DE CRÉDITO NO BRASIL COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Brasília, 23 de junho de 2010 1 IMPORTÂNCIA DO PRESENTE DEBATE NA CÂMARA DOS DEPUTADOS: REFLEXÃO

Leia mais

PROGRAMAÇÃO FISCAL E FINANCEIRA

PROGRAMAÇÃO FISCAL E FINANCEIRA Universidade de Brasília (UnB) Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação (FACE) Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais (CCA) PROGRAMAÇÃO FISCAL

Leia mais

Economia. Curva de Possibilidades de Produção. Professor Jacó Braatz.

Economia. Curva de Possibilidades de Produção. Professor Jacó Braatz. Economia Curva de Possibilidades de Produção Professor Jacó Braatz www.acasadoconcurseiro.com.br Economia A CURVA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO A FPP Fronteira de Possibilidades de Produção ou Curva de

Leia mais

DFB ECONOMIA PARA ADVOGADOS Segunda Prova, modelo: A

DFB ECONOMIA PARA ADVOGADOS Segunda Prova, modelo: A DFB2006 2 ECONOMIA PARA ADVOGADOS Segunda Prova, modelo: A Nome: Número: Assinatura: I. Questões de múltipla escolha valor 5 Em cada questão assinale a única alternativa correta. 1. Pat e Kris são colegas

Leia mais

IDH e Globalização. Uma longa viagem começa com um único passo (Lao Tsé).

IDH e Globalização. Uma longa viagem começa com um único passo (Lao Tsé). IDH e Globalização. Uma longa viagem começa com um único passo (Lao Tsé). O termo está vinculado à situação econômica e social das nações ricas ; Para atingir este estado, um país precisa de: 1. Controle

Leia mais

Consumidores, produtores e eficiência dos mercados

Consumidores, produtores e eficiência dos mercados N. Gregory Mankiw Introdução à Economia Tradução da 6a. edição norte-americana 7 Consumidores, produtores e eficiência dos mercados 0 Depois de ler este capítulo, responda às seguintes questões: O que

Leia mais

RISCOS DA DESINDUSTRIALIZAÇÃO

RISCOS DA DESINDUSTRIALIZAÇÃO FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA - FIESC SEMINÁRIO RISCOS DA DESINDUSTRIALIZAÇÃO PALESTRA BRASIL: DESINDUSTRIALIZAÇÃO OU ESTAGNAÇÃO DA INDUSTRIALIZAÇÃO JOSÉ AUGUSTO DE CASTRO Florianópolis,

Leia mais

DEPARTAMENTO CURRICULAR DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS. PLANO CURRICULAR DA DISCIPLINA DE ECONOMIA MÓDULOS 1, 2, 3 e 4 10º ANO. Ano Letivo

DEPARTAMENTO CURRICULAR DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS. PLANO CURRICULAR DA DISCIPLINA DE ECONOMIA MÓDULOS 1, 2, 3 e 4 10º ANO. Ano Letivo DEPARTAMENTO CURRICULAR DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS PLANO CURRICULAR DA DISCIPLINA DE ECONOMIA MÓDULOS 1, 2, 3 e 4 10º ANO Ano Letivo 2017-2018 TEMAS/ CONTEÚDOS Módulo 1 A Economia e o Problema Económico

Leia mais

Economias de escala e concorrência imperfeita

Economias de escala e concorrência imperfeita v. 01 Economias de escala e concorrência imperfeita Reinaldo Gonçalves Professor titular UFRJ [email protected] 1 Sumário 1. Economias de escala 2. Concorrência imperfeita 3. Diferenciação de

Leia mais

ATIVIDADES ONLINE 8º ANO

ATIVIDADES ONLINE 8º ANO ATIVIDADES ONLINE 8º ANO 1) Observe a charge a seguir. Que característica do capitalismo está sendo retratada na imagem? Cite outras duas características desse sistema político-econômico. 2) Leia atentamente:

Leia mais

INDÚSTRIA MÁQUINAS Sistemas de produção: MESTRES APRENDIZES,

INDÚSTRIA MÁQUINAS Sistemas de produção: MESTRES APRENDIZES, L A I R T S U D O C FI Á R G G O E IN O QUE É INDÚSTRIA? O termo INDÚSTRIA é empregado para indicar a fabricação, quase sempre com o uso de MÁQUINAS do mais variados produtos, por exemplo: a) alimentos;

Leia mais

Adam Smith e o Nascimento da Economia Política Clássica

Adam Smith e o Nascimento da Economia Política Clássica Adam Smith e o Nascimento da Economia Política Clássica José Luis Oreiro Departamento de Economia UNB Pesquisador Nível N I do CNPq Reação a Filosofia Moral de Hobbes Hobbes: as ações a humanas são governadas

Leia mais