Distúrbios Circulatórios
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- Vagner do Amaral Freire
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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ COORDENAÇÃO DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA DE PATOLOGIA VETERINÁRIA Distúrbios Circulatórios Parte 1 Prof. Raimundo Tostes Distúrbios Circulatórios HIPEREMIA/CONGESTÃO HEMORRAGIA Distúrbios Circulatórios HIPEREMIA Conceito: Aumento do volume sangüíneo localizado em um órgão ou parte dele, com conseqüente dilatação vascular. Ocorre por alteração no sistema: Pressão arterial X Resistência Pré e Pós capilar 1
2 Pressão Arterial e Resistência Pré e Pós-Capilar Sem fluxo ativo Fluxo de Saída Fluxo de Retorno Fluxo de Saída Fluxo de Saída Fluxo de Retorno Pressão hidrostática Pressão colóido-osmótica Classificação da Hiperemia Hiperemia Ativa ou Arterial Aumento do afluxo sangüíneo arterial por aumento da Pressão Arterial e/ou diminuição da Resistência Pré capilar. Hiperemia Ativa Fisiológica Hiperemia Ativa Patológica Hiperemia Ativa Fisiológica Aumento do suprimento de O 2 e nutrientes, ti t paralelamente l há demanda d de maior trabalho. Ocorre expansão do leito vascular, com os vasos de reserva se tornando funcionais. 2
3 Exemplos: Glândula mamária durante lactação Tubo gastrointestinal durante a digestão Rubor facial após hiperestimulação psíquica Musculatura esquelética durante exercícios físicos Hiperemia Ativa Patológica Aumento do fluxo sangüíneo devido à liberação local de mediadores inflamatórios (devido a agressão ao tecido), com relaxamento de esfíncteres pré-capilares e diminuição da Resistência pré-capilar. Do mesmo modo que na hiperemia fisiológica, ocorre expansão do leito vascular, com os vasos de reserva se tornando funcionais. Exemplos: Injúria térmica (queimaduras ou congelamento) Irradiações intensas Traumatismos Infecções Inflamação aguda 3
4 Rim normal Rins congestos Características da Hiperemia Patológica Características Macroscópicas Aumento de volume, avermelhamento, aumento da temperatura local (quando em superfícies corporais) e as vezes pulsação. Características Microscópicas Ingurgitamento vascular, com hemácias em posição periférica no fluxo laminar (H.Ativa Fisiológica) Ingurgitamento vascular, com leucócitos em posição periférica no fluxo laminar. "Marginação, pavimentação e diapedese leucocitária (H. Ativa Patológica). 4
5 Hiperemia Passiva (ou venosa: ou estase ou ainda congestão) Conceito: Diminuição da drenagem venosa por aumento da Resistência Pós Capilar. Hiperemia Passiva local: Obstrução ou compressão vascular Torção de vísceras (H. Passiva aguda) Trombos venosos Compressão vascular por neoplasias, abscessos, granulomas 5
6 Hiperemia Passiva (ou venosa: ou estase ou ainda congestão) Conceito: Diminuição da drenagem venosa por aumento da Resistência Pós Capilar. Hiperemia Passiva sistêmica Insuficiência Cardíaca Congestiva Trombose e embolia pulmonar Lesões pulmonares extensas (enfisemas graves em equinos, TB, neoplasias pulmonares, etc). 6
7 NORMAL al do Sangue Fluxo Norma alvéolo pulmonar O 2 capilares pulmonares I.C.C. Esq O 2 I.C.C. Dir O 2 art. pulmonar P= 18 mm Hg veias pulmonares P= 8 mm Hg P= 35 P= 20 P= 18 P= 8 Débito Cardíaco 6 l/min DC= 4 l/min DC= 4 l/min AE AD VD veia cava cauda VE aorta VE VD P= 5 mm Hg P= 85 mm Hg P= 5 P= 85 P= 15 P= 85 tecido periférico EDEMA capilares sistêmicos rdíaca Cong. Esq. Insuficiência Car 7
8 8
9 pática Passiva Congestão Hep noz-moscada Fígado em noz-moscada 9
10 Conseqüências da Hiperemia Edema (ativa e passiva) O aumento da Pressão Hidrostática eleva a filtração e reduz a reabsorção capilar. Hemorragias (ativa e passiva) Por diapedese d ou por ruptura de capilares e pequenas vênulas. Degenerações e Necrose (passiva) Por redução do fluxo de O 2 e nutrientes. Trombose (passiva) Por diminuição da velocidade do fluxo. Distúrbios Circulatórios HEMORRAGIA Conceito: Extravasamento sangüíneo para fora do sistema cardiovascular. 10
11 Classificação das Hemorragias Quanto à origem: Venosa Arterial Capilar Cardíaca Classificação das Hemorragias Quanto à relação com o organismo: Externas ou superficiais Internas com fluxo externo prefixo + rragia Ocultas (sem fluxo externo) Viscerais Cavitárias (Hemo + sufixo) 11
12 Classificação das Hemorragias Quanto ao mecanismo de formação: Por rexe (ruptura) Por diabrose ou erosão dos vasos Por diapedese (diátese) Classificação das Hemorragias Quanto à morfologia: Petéquias (1 a 2mm) Púrpuras (~1cm) Equimoses (2 a 3cm) Sufusões (manchas) Hematomas 12
13 13
14 Lembrete importante! Verifique sempre se seus dedos estão em local seguro antes de bater a porta do carro! Etiologia das Hemorragias Traumática Hemática Intoxicações Hepatopatias Coagulopatias Hipovitaminose Trombocitopenia Vascular Hipertensão intravascular Toxinas e Agentes Infecciosos Peste Suína Clássica e Africana Pasteurella multocida Bacillus anthracis Conseqüências das Hemorragias Depende de fatores como: local, volume, velocidade de perda GRAVE Quando afeta órgão essencial Perda rápida de grande volume de sangue Risco de morte / Choque MODERADA LEVE 14
15 Resolução das Hemorragias Hemostasia Absorção do coágulo (nas menores) Organização e Fibrose (nas maiores) Encistamento Colonização bacteriana e Supuração Material usado exclusivamente para fins didáticos,,permitida a reprodução, desde que citadas as fontes. 15
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