GLÂNDULA TIREOIDE NORMAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "GLÂNDULA TIREOIDE NORMAL"

Transcrição

1 GLÂNDULA TIREOIDE NORMAL A tireoide é formada por dois lobos laterais volumosos conectados por um istmo relativamente estreito, geralmente localizado abaixo e anterior a laringe. Em um adulto normal a tireoide pesa entre 15 e 25 gramas, é dividida em lóbulos compostos por folículos e possui uma extensa rede capilar intraglomerular (artéria tireoideana superior e inferior). Fibras nervosas dos gânglios simpáticos cervicais influenciam indiretamente a secreção dessa glândula. Mecanismo fisiológico de liberação de T3 e T4: fatores tróficos do hipotálamo estimulam a adeno-hipófise a liberar TSH. O TSH se liga ao seu receptor no epitélio folicular da tireoide e isso desencadeia uma série de reações que estimulam o crescimento da glândula, a síntese de hormônios e sua liberação. Há maior produção de T4 (tiroxina) porém o T3 (triiodotironina) é mais funcional. Esses hormônios são em maior parte encontrados na circulação sistêmica ligados a proteínas plasmáticas circulantes. Efeitos: Aumento do catabolismo dos carboidratos e lipídeos Estimulação da síntese protéica em várias células Papel crítico no desenvolvimento do cérebro em período fetal e neonatal. Inibição de suas funções:agentes químicos chamados bociogênicos suprimem a síntese de T3 e T4, que deixam de fazer feedback negativo na adeno-hipófise, elevando assim o nível de TSH, o que resulta em hiperplasia da glândula. PATOLOGIAS NÃO NEOPLÁSICAS HIPERTIREOIDISMO Níveis elevados de hormônios tireoideanos (T3 e T4) resultam em aumento na taxa do metabolismo basal. Sintomas: Pele mole, quente e eritematosa (devido ao aumento do sluxo sanguíneo e a vasodilatação periférica para aumentar a perda de calor. Sudorese aumentada. Perda de peso apesar do aumento de apetite. Aumento do débito cardíaco. Taquicardia, palpitações e cardiomegalia. Pode ocorrer insuficiência cardíaca congestiva. Hiperatividade do sistema nervoso simpático produz tremores, hiperatividade, labilidade emocional, ansiedade, dificuldade de concentração e insônia. Olhos salientes, com olhar fixo e aumento da fenda palpebral. Hipermotilidade gástrica, má absorção e diarréia. Aumento da reabsorção óssea, resultando em osteoporose. O diagnóstico é feito usando-se tanto achados clínicos quanto laboratóriais. Paciente com hipertireoidismo. Olhos salientes e um olhar fixo causados por hiperatividade do sistema nervoso simpático. Na doença de Graves, uma das causas mais importantes de hipertireoidismo, o acúmulo de tecido conjuntivo frouxo na região retro-orbital contribui para a aparência protuberante dos olhos. HIPOTIREOIDISMO Diminuição dos níveis séricos normais dos hormônios tireoideanos. Causas: Tireoprivo: perda do parenquima tireoideano (primário); Bociogênico: aumento do tamanho da tireoide sob influência do TSH (primário); Drogas administradas intencionalmente para diminuir a funçao tireoideana (primário); Erro na síntese do hormônio (primário); Deficiência de TSH (secundário); 1

2 Deficiência hipotalâmica (terciário). Manifestações clínicas: Cretinismo e Mixedema Cretinismo: hipotireoidismo que se desenvolve na infância. Antigamente essa desordem ocorria em áreas do mundo em que a deficiência de iodo na dieta era endêmica. Em situações mais raras o cretinismo pode ter origem em erros inatos do metabolismo. Caracteristicas: Deficiência no desenvolvimento do sistema esquelético e do sistema nervoso central. Retardamento mental grave. Baixa estatura. Características faciais rudes. Protrusão da língua. Hérnia umbilical. Mixedema: hipotireoidismo que acomete crianças mais velhas e adultos. Crianças mais velhas tem sintomas entre o cretinismo e o hipotireoidismo adulto. Adulto: o Fadiga generalizada; o Apatia; o Lentidão mental; o Intolerância ao frio; o Frequentemente acima do peso; o Dispnéia. TIREOIDITE Inflamação da tireoide que se manifesta de duas formas: doença aguda com dor tireoideana intensa ou desordens com pouca inflamação em que se manifesta primeiramente através da disfunção glandular. Tireoide de Hashimoto: é uma doença auto imune, mais prevalente em mulheres ( 10:1) entre anos. Causa mais comum do hipotireoidismo em áreas do mundo onde os níveis de iodo são adequados. Gera insuficiência gradual devido a destruição auto imune da glândula. Redução progressiva das células epiteliais da tireoide, que são gradualmente substituídas por um infiltrado de células mononucleares e fibrose. Estudos demonstram a existência de um componente genético para essa doença. Quadro clínico: torna-se clinicamente aparente devido ao aumento indolor da tireoide (aumento geralmente simétrico e difuso). Tireoide Subaguda (Granulomatosa ou de Quervain): mais comum em mulheres (3:1) entre anos. Acredita-se que seja causada por uma infecção viral ou por processo inflamatório pósvirótico. Quadro clínico: súbita ou gradual. Causa aumento doloroso da glândula (dor no pescoço que podendo irradiar para a região superior do pescoço, mandíbula, garganta ou ouvidos), febre, fadiga, fraqueza, anorexia e mialgia. DOENÇA DE GRAVES Causa mais comum do hipertireoidismo endógeno. Mais frequente em mulheres (1:7) entre os anos. Fatores genéticos são importantes. Tríade clínica: Hipertireoidismo devido ao aumento difuso e hiperfuncional da tireoide Oftalmopatia infiltrativa Dermopatia infiltrativa localizada A doença de Graves é uma desordem auto imune que apresenta vários anticorpos no plasma (incluindo anticorpos contra o receptor TSH). Esses anticorpos evitam que o TSH se ligue normalmente ao seu receptor nas células epiteliais da tireoide. Com isso, algumas formas das imunoglobulinas inibidoras da ligação do receptor de TSH imitam a ação do TSH, resultando na estimulação da atividade das células epiteliais dessa glândula. Quadro clínico: 2

3 Alterações relacionadas a tireotoxicose Hiperplasia difusa da glândula Oftalmopatia (protrusão anormal do globo ocular) Olhas característico de imobilidade e espanto Dermopatia infiltrativa (mais comum na pele que recobre as canelas) BÓCIO DIFUSO E MULTINODULAR Bócio difuso não-tóxico (não causa hipertireoidismo): envolve a glândula de maneira uniforme, sem a produção de nódulos. Endêmico: deficiência de iodo na ingesta (deve atingir mais de 10% da população). Esporádico: mais frequente em mulheres e sua incidência é maior na puberdade e nos adultos jovens. Pode ser causado pela ingestão de substâncias que interferem na síntese do hormônio tireoideano, defeitos enzimáticos hereditários que interferem na síntese de hormônios tireoideanos. Podem ser identificadas duas fases: fase hiperplásica e fase de involução do coloide. Bócio é o aumento da glândula tireoide compensatório a diminuição do hormônio tireoideano. Bócio multinodular: com o passar do tempo, os episódios recorrentes de hiperplasia e involução produzem um aumento mais irregular. O bócio multinodular produz aumento extremo e são frequentemente confundidos com desenvolvimento neoplásico. Quadro clínico: Possui efeitos cosméticos, pode haver obstrução das vias aéreas, disfagia e compressão de grandes vasos. TUMORES DA TIREOIDE O nódulo solitário da tireoide é um inchaço nítido e palpável. São quatro vezes mais comuns em mulheres e sua incidência aumenta no decorrer da vida. Os tumores benignos são mais frequentes que os carcinomas (10:1). Critérios clínicos que qualificam a natureza do nódulo: Nódulos solitários, em geral, apresentam maior possibilidade de serem neoplásicos do que nódulos simples. Nódulos em pacientes jovens têm mais chances de serem neoplásicos do que em pacientes mais velhos. Nódulos em homens têm mais chances de serem malignos. 3

4 ADENOMAS O adenoma é uma neoplasia benigna, originada da proliferação de uma única célula. Tipicamente são massas definidas e solitárias. Em sua maioria são derivadas do epitélio folicular, podendo ser chamados de adenomas foliculares. Estudos demonstraram que os adenomas não são precursores de câncer, exceto em raras ocasiões. A grande maioria dos adenomas não é funcional, uma pequena parcela produz hormônios tireoideanos causando tireotoxicose. A produção hormonal do adenoma tóxico é independente da estimulação pelo TSH. Morfologia: lesão solitária, esférica, encapsulada, com limites bem definidos. Possuem aproximadamente 3 cm de diâmetro. As células neoplásicas estão separadas do parênquima adjacente por uma capsula intacta, bem definida. Áreas de hemorragia, fibrose, calcificação e alterações císticas, semelhantes as encontradas no bócio multinodular, são comuns nos adenomas foliculares. Quadro clínico: apresentam-se como uma massa unilateral indolor. A maioria dos adenomas captam menos iodo radioativo do que o parênquima tireoideano normal, aparecendo como nódulo frio na cintilografia (na cintilografia os adenomas tóxicos são quentes). Os adenomas tireoideanos apresentam um ótimo prognostico e não apresentam recorrência nem metástase. OUTROS TUMORES BENIGNOS Cistos também podem se apresentar como nódulos solitários de tireoide. Eles geralmente são repletos de um material marrom, turvo, contendo sangue, hemossiderina e restos celulares. CARCINOMAS Maioria ocorre em adultos, mas os carcinomas papilíferos podem aparecer na infância. Maior incidência no sexo feminino e em adultos jovens e na meia-idade.dependente de fatores genéticos e ambientais. Carcinoma papilífero (75% a 85% dos casos): mais frequente entre anos e são responsáveis pela maioria dos carcinomas de tireoide associados à exposição prévia à radiação ionizante. Lesões solitárias ou multifocais, alguns podem ser bem circunscritos ou até mesmo encapsulados e outros podem infiltrar o parênquima adjacente, apresentando margens mal definidas. Lesões: pode ter área de fibrose e calcificação. Superfície de corte pode ter a aparência granular e focos papilíferos bem definidos. Estruturas com calcificação concêntrica, denominadas corpos de psamoma geralmente estão presentes nas lesões. Variantes: Variante encapsulada representa 10% dos carcinomas papiliferos. Confinada a tireoide, bem encapsulada e raramente apresenta disseminação vascular ou para os linfonodos. Variante folicular apresenta núcleo característico do carcinoma papilifero mas tem arquitetura folicular. Encapsulado e com corpo de psamoma. Variante de celular alfa tem células colunares altas. Ocorre em pessoas mais velhas, são grandes com extensa invasão vascular, extensão extratireoideana e metástases cervicais e distantes. Variante esclerosante difusa é rara no carcinoma papilifero, ocorre em pessoas mais jovens incluindo crianças. Se manifesta como um bócio bilateral com a superfície de corte tendo uma aparência arenosa ( característica devido à presença de corpos de psamoma). Quadro Clínico: Se apresentam como nódulos assintomáticos da tireoide, mas a primeira manifestação pode ser um linfonodo cervical aumentado. Carcinoma que se apresenta como nódulo isolado e se move livremente na deglutição. Rouquidão, disfagia, tosse oi dispneia sugerem doença avançada. 4

5 Carcinoma folicular ( 10% a 20% dos casos): Maior incidência no sexo feminino e na faixa etária mais avançada (40-50 anos). Incidencia aumentada em áreas com deficiência de iodo sugerindo que o bócio nodular pode predispor esse carcinoma. Morfologia: nódulos isolados, bem circunscritos ou extensamente infiltrativos. Ao corte, coloração cinza, bege ou rosa. As vezes se encontra fibrose central e focos de calcificação. Quadro clínico: nódulos de crescimento lento, indolor e frios na cintilografia. Não apresentam tendência a invadir vasos linfáticos, com isso os linfonodos regionais raramente estão comprometidos. Invasão vascular comum, com disseminação para ossos, pulmão, fígado e outras localizações. Os carcinomas foliculares extremamente invasivos frequentemente desenvolvem metástases e até metade dos pacientes morre em 10 anos. Carcinoma medular (5% dos casos): neoplasias neuroendócrinas derivadas de células parafoliculares. As células desse carcinoma secretam calcitonina. Morfologia: nódulos solitários ou lesões múltiplas. Tumores esporádicos tendem a se originar em um lobo. Tumores bilaterais são comuns em casos de família. Tecido tumoral é firme, cinza-claro a bege e infiltrativo. Quadro clínico: massa no pescoço (associadas a disfagia ou rouquidão). Em alguns casos, as manifestações iniciais são as de uma síndrome paraneoplásica causada pela secreção de um hormônio peptídeo. Surpreendentemente a hipocalcemia não é uma alteração relevante, a despeito dos níveis elevados de calcitonina. Carcinoma Anaplásico ( menos de 5% dos casos): tumores indiferenciados do epitélio folicular. São agressivos, com taxa de mortalidade de quase 100%. Quadro clínico: tumores de crescimento rápido no pescoço. Na maioria dos casos a doença já se espalhou ou apresenta metástases para os pulmões quando o diagnostico é feito. Paciente apresenta dispneia, disfagia, rouquidão e tosse. Não existe tratamento eficaz e a morte ocorre em menos de 1 ano. ANORMALIDADES CONGÊNITAS Duto ou cisto tireoglosso é a anormalidade congênita mais comum. Partes desse tubo podem se obliterar deixando pequenos segmentos que formam o cisto. 5

Nódulo de Tireoide. Diagnóstico:

Nódulo de Tireoide. Diagnóstico: Nódulo de Tireoide São lesões comuns à palpação da tireoide em 5% das mulheres e 1% dos homens. Essa prevalência sobe para 19 a 67% quando utilizamos a ecografia. A principal preocupação é a possibilidade

Leia mais

Fisiologia do sistema endócrino: hormônios da tireóide

Fisiologia do sistema endócrino: hormônios da tireóide Fisiologia do sistema endócrino: hormônios da tireóide Prof. Kellen Brunaldi Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Ciências Fisiológicas Curso: Odontologia Fisiologia Humana Dee Unglaub Silverthorn

Leia mais

TRH. Libera o TSH que, por sua vez, estimula a produção de T 3 e T 4 pela Tireóide; Ações dos hormônios tireoidianos:

TRH. Libera o TSH que, por sua vez, estimula a produção de T 3 e T 4 pela Tireóide; Ações dos hormônios tireoidianos: Instituto Biomédico Departamento de Fisiologia e Farmacologia Disciplina: Fisiologia Veterinária II Curso: Medicina Veterinária Glândula Tireóide Homeostase W. Canon (1871-1945) Tendência do corpo normal

Leia mais

Fisiologia do Sistema Endócrino. A Tireóide. Características da glândula tireóide ESQUEMAS PARA FACILITAR O ESTUDO E O ACOMPANHAMENTO DE MINHAS AULAS

Fisiologia do Sistema Endócrino. A Tireóide. Características da glândula tireóide ESQUEMAS PARA FACILITAR O ESTUDO E O ACOMPANHAMENTO DE MINHAS AULAS Fisiologia do Sistema Endócrino A Tireóide Prof. Dr. Leonardo Rigoldi Bonjardim Profa. Adjunto do Depto. De Fisiologia-CCBS-UFS Material disponível em: http://www.fisiologiaufs.xpg.com.br 2006 ESQUEMAS

Leia mais

Glândulas. Paratireóides

Glândulas. Paratireóides Glândulas Paratireóides Paratôrmonio (PTH) Essencial para a vida Regulação da [Ca +2 ] plasmática. Baixa [Ca 2+ ] no plasma Células da Paratireóide Retroalimentação Negativa Hormônio da Paratireóide Controle

Leia mais

Sistema Circulatório: O Sangue

Sistema Circulatório: O Sangue Sistema Circulatório: O Sangue A composição do sangue Embora o sangue tenha uma aparência homogênea, se observado ao microscópio, logo se notará sua composição heterogênea. Isto significa que o sangue

Leia mais

A. Ossos B. Articulações. 2 Letícia C. L. Moura

A. Ossos B. Articulações. 2 Letícia C. L. Moura Ossos e Articulações Profa. Letícia Coutinho Lopes Moura Tópicos da aula A. Ossos B. Articulações 2 A. Ossos Modelagem, Remodelagem Óssea Crescimento e Desenvolvimento Ósseos Anormalidades de Desenvolvimento

Leia mais

Doença nodular da tiroideia

Doença nodular da tiroideia 11º Curso Pós-Graduado NEDO 2010 Endocrinologia Clínica Diabetes Doença nodular da tiroideia Zulmira Jorge Serviço Endocrinologia Diabetes e Metabolismo. H. Santa Maria NEDO - Núcleo Endocrinologia Diabetes

Leia mais

Qual é a função do cólon e do reto?

Qual é a função do cólon e do reto? Câncer de Cólon Qual é a função do cólon e do reto? O cólon e o reto constituem o intestino grosso, que possui um importante papel na capacidade do organismo de processar os alimentos. O intestino grosso

Leia mais

HERANÇAS AUTOSSÔMICAS

HERANÇAS AUTOSSÔMICAS 1 HERANÇAS AUTOSSÔMICAS CONCEITOS Célula Diplóide ou 2n = possui o número duplo de cromossomos. Células Haplóide ou n = possui o número impar de cromossomos. Células somáticas = células do corpo. Cromossomos

Leia mais

Imagem da Semana: Cintilografia

Imagem da Semana: Cintilografia Imagem da Semana: Cintilografia Figura 1: Cintilografia da tireoide (123Iodo) Enunciado Paciente do sexo feminino, 23 anos, previamente hígida, com queixa de tremor, sudorese, palpitação, queda de cabelo,

Leia mais

Sangue Eritrócitos. Fisiologia Molecular BCT 2S/2011. Universidade Federal de São Paulo EPM/UNIFESP

Sangue Eritrócitos. Fisiologia Molecular BCT 2S/2011. Universidade Federal de São Paulo EPM/UNIFESP Sangue Eritrócitos Fisiologia Molecular BCT 2S/2011 Universidade Federal de São Paulo EPM/UNIFESP FUNÇÕES DO SANGUE 1) Respiratória: transporte dos gases O 2 e CO 2 2) Nutritiva: transporte dos diversos

Leia mais

ABSORÇÃO CUTÂNEA E PROBLEMAS DE PELE. Professora: Erika Liz

ABSORÇÃO CUTÂNEA E PROBLEMAS DE PELE. Professora: Erika Liz ABSORÇÃO CUTÂNEA E PROBLEMAS DE PELE Professora: Erika Liz Permeabilidade Cutânea É a capacidade que a pele tem de deixar passar, seletivamente, certas substâncias em função da natureza química ou de determinados

Leia mais

Enzimologia Clínica. Catalisadores biológicos de reacções metabólicas Função em reacção específica

Enzimologia Clínica. Catalisadores biológicos de reacções metabólicas Função em reacção específica Enzimologia Clínica Catalisadores biológicos de reacções metabólicas Função em reacção específica Presentes nas células A maioria proteínas sintetizadas sob controlo de genes específicos Nomenclatura 1

Leia mais

NERVITON PLUS É MAIS ENERGIA!!!

NERVITON PLUS É MAIS ENERGIA!!! M.S 6.6969.0027.001-8 FÓRMULA ESPECIAL : GUARANÁ + 21 VITAMINAS E MINERAIS UMA CÁPSULA AO DIA 1200 MG. ALTO PODER DE CONCENTRAÇÃO NÃO ENGORDA! NERVITON PLUS É MAIS ENERGIA!!! É um polivitamínico completo

Leia mais

Filariose Linfática. - Esses vermes, chamados de filarídeos, não são geo-helmintos. Eles precisam de um vetor (mosquito) para completar seu ciclo.

Filariose Linfática. - Esses vermes, chamados de filarídeos, não são geo-helmintos. Eles precisam de um vetor (mosquito) para completar seu ciclo. Filariose Linfática Parasito Reino: Animalia Filo: Nemathelminthes Classe: Nematoda Família: Onchocercidae Gênero: Wuchereria Espécies: Wuchereria bancrofti - Esses vermes, chamados de filarídeos, não

Leia mais

4. Sistema Nervoso Autonômico

4. Sistema Nervoso Autonômico 4. Sistema Nervoso Autonômico Organização anatômica do Sistema Nervoso Autonômico Responsável pelo controle e regulação das funções dos órgãos internos Regulação da musculatura lisa de diversos órgãos,

Leia mais

CAPÍTULO 2. CÂnCER DE MAMA: AVALIAÇÃO InICIAL E ACOMPAnHAMEnTO. 1. INTRODUçãO

CAPÍTULO 2. CÂnCER DE MAMA: AVALIAÇÃO InICIAL E ACOMPAnHAMEnTO. 1. INTRODUçãO CAPÍTULO 2 CÂnCER DE MAMA: AVALIAÇÃO InICIAL E ACOMPAnHAMEnTO 1. INTRODUçãO O sistema TNM para classiicação dos tumores malignos da mama foi desenvolvido por Pierre Denoix, na França, entre 1943 e 1952.

Leia mais

FISIOLOGIA ANIMAL - UERJ

FISIOLOGIA ANIMAL - UERJ FISIOLOGIA ANIMAL - UERJ 1) Lipases são enzimas relacionadas à digestão dos lipídios, nutrientes que, em excesso, levam ao aumento da massa corporal. Certos medicamentos para combate à obesidade agem inibindo

Leia mais

Fraturas Pro r f Mo M isé s s é Me M n e d n e d s e

Fraturas Pro r f Mo M isé s s é Me M n e d n e d s e Fraturas Prof Moisés Mendes Fraturas - definição CONCEITO Corresponde a divisão brusca e violenta de um osso ou cartilagem. A incidência é maior no sexo masculino, devido a uma exposição maior aos traumas,

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO HOSPITAL DE CLÍNICAS COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO HOSPITAL DE CLÍNICAS COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR PREVENÇÃO e CONTROLE do Clostridium difficile 1 Introdução Clostridium difficile (CD) é uma bactéria Gram-positiva, anaeróbia obrigatória com forma de bacilo, formadora de esporos e produtora de toxinas.

Leia mais

HPV Vírus Papiloma Humano. Nome: Edilene Lopes Marlene Rezende

HPV Vírus Papiloma Humano. Nome: Edilene Lopes Marlene Rezende HPV Vírus Papiloma Humano Nome: Edilene Lopes Marlene Rezende O HPV (papiloma vírus humano) é o agente causador de uma doença sexualmente transmissível (DST). Condiloma Acuminado vulgarmente conhecida

Leia mais

Sangue Professor: Fernando Stuchi

Sangue Professor: Fernando Stuchi Zoologia e Histologia Animal Sangue Professor: Fernando Stuchi Sangue Em animais invertebrados o líquido circulante no interior do sistema cardiovascular é a hemolinfa. Nos vertebrados esse liquido é o

Leia mais

Espondilartrites Juvenis/Artrite Relacionada com Entesite (Epa-Are)

Espondilartrites Juvenis/Artrite Relacionada com Entesite (Epa-Are) www.printo.it/pediatric-rheumatology/pt/intro Espondilartrites Juvenis/Artrite Relacionada com Entesite (Epa-Are) Versão de 2016 1. O QUE SÃO AS ESPONDILARTRITES JUVENIS/ARTRITE RELACIONADA COM ENTESITE

Leia mais

Lista de exercícios de Biologia- Prof. João Paulo. Sistema Endócrino

Lista de exercícios de Biologia- Prof. João Paulo. Sistema Endócrino Lista de exercícios de Biologia- Prof. João Paulo 01) (UFABC/2009) Leia a tirinha: Sistema Endócrino Enquanto o futuro não chega, diabéticos controlam a glicemia através de injeções diárias de insulina

Leia mais

Está indicada no diagnóstico etiológico do hipotireoidismo congênito.

Está indicada no diagnóstico etiológico do hipotireoidismo congênito. 108 Tireoide Debora L. Seguro Danilovic, Rosalinda Y Camargo, Suemi Marui 1. ULTRASSONOGRAFIA O melhor método de imagem para avaliação da glândula tireoide é a ultrassonografia. Ela está indicada para

Leia mais

Revolução Imunológica Acupuntura Japonesa no auxílio ao Tratamento de Câncer

Revolução Imunológica Acupuntura Japonesa no auxílio ao Tratamento de Câncer Revolução Imunológica Acupuntura Japonesa no auxílio ao Tratamento de Câncer Prof. Roberto Lalli www.tecnicasjaponesa.blogspot.com [email protected] Câncer Câncer é o nome dado a um conjunto de mais

Leia mais

Síndrome de Guillain-Barré

Síndrome de Guillain-Barré Enfermagem em Clínica Médica Síndrome de Guillain-Barré Enfermeiro: Elton Chaves email: [email protected] Síndrome de Guillain-Barré É uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico

Leia mais

NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, A LUTA É CONTRA O CÂNCER

NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, A LUTA É CONTRA O CÂNCER NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, A LUTA É CONTRA O CÂNCER Enviado por LINK COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL 08-Mar-2016 PQN - O Portal da Comunicação LINK COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL - 08/03/2016 O Dia Internacional

Leia mais

A. Alterações celulares B. Acúmulos intracelulares C. Matriz extracelular. 2 PhD Letícia C. L. Moura

A. Alterações celulares B. Acúmulos intracelulares C. Matriz extracelular. 2 PhD Letícia C. L. Moura Degenerações Celulares Profa. Letícia Coutinho Lopes Moura Tópicos da Aula A. Alterações celulares B. Acúmulos intracelulares C. Matriz extracelular 2 A. Alterações Celulares Adaptação fisiológica Metabolismo

Leia mais

Lisossomos. Os lisossomos são organelas citoplasmáticas possuem cerca de 40 enzimas hidrolíticas.

Lisossomos. Os lisossomos são organelas citoplasmáticas possuem cerca de 40 enzimas hidrolíticas. Lisossomos Os lisossomos são organelas citoplasmáticas possuem cerca de 40 enzimas hidrolíticas. Essas enzimas atuam em um em grande número de substratos. A principal função destas organelas é a digestão

Leia mais

ALERGIA INTOLERÂNCIA ALIMENTAR. Laíse Souza. Mestranda Programa de Pós Graduação em Alimentos e Nutrição PPGAN / UNIRIO

ALERGIA INTOLERÂNCIA ALIMENTAR. Laíse Souza. Mestranda Programa de Pós Graduação em Alimentos e Nutrição PPGAN / UNIRIO ALERGIA X INTOLERÂNCIA ALIMENTAR Laíse Souza Mestranda Programa de Pós Graduação em Alimentos e Nutrição PPGAN / UNIRIO COMO DIFERENCIAR A ALERGIA ALIMENTAR DA INTOLERÂNCIA ALIMENTAR?! ALERGIA ALIMENTAR

Leia mais

O QUE É? O RETINOBLASTOMA

O QUE É? O RETINOBLASTOMA O QUE É? O RETINOBLASTOMA Retina O RETINOBLASTOMA O QUE SIGNIFICA ESTADIO? O QUE É O RETINOBLASTOMA? O Retinoblastoma é um tumor que se desenvolve numa zona do olho chamada retina. A retina é uma fina

Leia mais

Apostila de Anatomia e Fisiologia Humana Prof. Raphael Garcia CREF1 24109 G/RJ. Sistema Linfático

Apostila de Anatomia e Fisiologia Humana Prof. Raphael Garcia CREF1 24109 G/RJ. Sistema Linfático Sistema Linfático Introdução O sistema linfático é um sistema vascular - a parte - por onde circula a linfa. É um sistema auxiliar de drenagem, ou seja, auxilia o sistema venoso fazendo retornar para a

Leia mais

Sistema Respiratório Humano

Sistema Respiratório Humano Sistema Respiratório Humano Sistema Respiratório Os alimentos contêm a energia necessária para nossas atividades. Essa energia é liberada por meio de uma transformação química conhecida como respiração

Leia mais

DISTÚRBIOS SISTÊMICOS E O PERIODONTO

DISTÚRBIOS SISTÊMICOS E O PERIODONTO INAPÓS - Faculdade de Odontologia e Pós Graduação Curso de Graduação em Odontologia Disciplina de Periodontia 5 o período DISTÚRBIOS SISTÊMICOS E O PERIODONTO Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira http://lucinei.wikispaces.com

Leia mais

A. Cardiopatia Isquêmica B. Cardiopatia Hipertensiva C. Cardiopatia Valvular. 2 Letícia C. L. Moura

A. Cardiopatia Isquêmica B. Cardiopatia Hipertensiva C. Cardiopatia Valvular. 2 Letícia C. L. Moura Cardiopatias Profa. Letícia Coutinho Lopes Moura Tópicos da aula A. Cardiopatia Isquêmica B. Cardiopatia Hipertensiva C. Cardiopatia Valvular 2 B. Cardiopatia Hipertensiva Cardiopatia Hipertensiva Cardiopatia

Leia mais

Hormônios Adrenais. } Prof. Kellen Brunaldi. } Universidade Estadual de Maringá, } Departamento de Ciências Fisiológicas } Curso: Odontologia

Hormônios Adrenais. } Prof. Kellen Brunaldi. } Universidade Estadual de Maringá, } Departamento de Ciências Fisiológicas } Curso: Odontologia Hormônios Adrenais } Prof. Kellen Brunaldi } Universidade Estadual de Maringá, } Departamento de Ciências Fisiológicas } Curso: Odontologia Fisiologia Humana Dee Unglaub Silverthorn Anatomia Glândula supra-renal

Leia mais

CAUSAS DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

CAUSAS DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM CAUSAS DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO UEMA NÚCLEO DE TECNOLOGIAS PARA EDUCAÇÃO UEMANET CURSO ABERTO DE DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM Quais as causas das Dificuldades

Leia mais

Localização da Celulite

Localização da Celulite Localização da Celulite A celulite pode localizar-se em várias regiões do corpo. Existe uma predilecção pela região glútea, a região lateral da coxa, a face interna e posterior da coxa, o abdómen, a nuca,

Leia mais

CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM SAUDE MENTAL NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO TIREOIDE

CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM SAUDE MENTAL NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO TIREOIDE CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM SAUDE MENTAL NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO TIREOIDE Dr. Larissa Sterza Endocrinologista CRM 9219 ANATOMIA Glândula tireoide Abaixo da cartilagem cricóide Divide-se em 2 lobos

Leia mais

Trabalho de Biologia. Sumário

Trabalho de Biologia. Sumário Trabalho de Biologia Sumário I Introdução II Desenvolvimento 2.1. Trombose 2.2. Acidente Vascular Cerebral - AVC 2.3. Aneurisma III Conclusão IV Bibliografia I Introdução Tentar-se-á mostrar neste trabalho

Leia mais

ENFERMAGEM NO CUIDADO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER ATIVIDADE TIREÓIDE

ENFERMAGEM NO CUIDADO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER ATIVIDADE TIREÓIDE ENFERMAGEM NO CUIDADO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER ATIVIDADE TIREÓIDE NOME: 1. O que e a tireoide e qual sua função? 2. Qual a localização da tireoide? 3. Qual a função da hipófise em relação à tireóide?

Leia mais

Papel do Laboratório de Microbiologia no Diagnóstico Laboratorial: Orientações para a Prática e

Papel do Laboratório de Microbiologia no Diagnóstico Laboratorial: Orientações para a Prática e Papel do Laboratório de Microbiologia no Diagnóstico Laboratorial: Orientações para a Prática e Conduta. QUESTÕES DE PROVAS; CONTEÚDO DAS PRÓXIMAS AULAS; HORÁRIO DE ATENDIMENTO ON-LINE; blog do professor:

Leia mais

A DÚVIDA É O INÍCIO DA SABEDORIA. ARISTÓTELES

A DÚVIDA É O INÍCIO DA SABEDORIA. ARISTÓTELES A DÚVIDA É O INÍCIO DA SABEDORIA. ARISTÓTELES Fertilidade Natural: Acupuntura CAPÍTULO 9 Acupuntura A Medicina Tradicional Chinesa tem mais de 3000 anos de história. Tem o objetivo de harmonizar e equilibrar

Leia mais

SAÚDE DA MULHER: CÂNCER DO COLO DO ÚTERO. Profª Dra. Ma. Auxiliadora Freire Siza. É a parte inferior do útero que o conecta à vagina.

SAÚDE DA MULHER: CÂNCER DO COLO DO ÚTERO. Profª Dra. Ma. Auxiliadora Freire Siza. É a parte inferior do útero que o conecta à vagina. SAÚDE DA MULHER: CÂNCER DO COLO DO ÚTERO Profª Dra. Ma. Auxiliadora Freire Siza O que é o colo do útero? É a parte inferior do útero que o conecta à vagina. Produz muco que durante uma relação sexual ajuda

Leia mais

Cuidados com a saúde: como prevenir e diagnosticar o câncer

Cuidados com a saúde: como prevenir e diagnosticar o câncer Cuidados com a saúde: como prevenir e diagnosticar o câncer O QUE É? TUMOR Termo empregado originalmente para denominar crescimento causado pela inflamação. Tumor benigno: Massa localizada de células com

Leia mais

O que fazer perante:nódulo da tiroideia

O que fazer perante:nódulo da tiroideia 10º Curso Pós-Graduado NEDO 2010 Endocrinologia Clínica ASPECTOS PRÁTICOS EM ENDOCRINOLOGIA O que fazer perante:nódulo da tiroideia Zulmira Jorge Serviço Endocrinologia Diabetes e Metabolismo. H. Santa

Leia mais

Sistema Circulatório

Sistema Circulatório Anatomia Funcional do Sistema Cardio-respiratório dos Répteis Anatomia Funcional do Sistema Cardio-respiratório dos Répteis Especialização Anclivepa-SP Anclivepa-SP Cristina Fotin Sistema Circulatório

Leia mais

A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO EM SAÚDE MENTAL. Coordenação Estadual de Saúde Mental Março 2014

A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO EM SAÚDE MENTAL. Coordenação Estadual de Saúde Mental Março 2014 A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO EM SAÚDE MENTAL Coordenação Estadual de Saúde Mental Março 2014 ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO PARA TRANSTORNOS MENTAIS E DEPENDÊNCIA DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS Em saúde mental nem sempre

Leia mais

Modificação Covalente

Modificação Covalente Controle Celular Sistema de Controle Celular Governa a Maquinaria do Ciclo Celular Ativação e desativação cíclica Ativação e Inativação Proteínas chaves e dos complexos protéicos Iniciam ou regulam Replicação

Leia mais

Mutações. As mutações podem ser gênicas quando alteram a estrutura do DNA ou cromossômicas quando alteram a estrutura ou o número de cromossomos.

Mutações. As mutações podem ser gênicas quando alteram a estrutura do DNA ou cromossômicas quando alteram a estrutura ou o número de cromossomos. Mutações As mutações podem ser gênicas quando alteram a estrutura do DNA ou cromossômicas quando alteram a estrutura ou o número de cromossomos. Mutações As mutações são espontâneas e podem ser silenciosas,

Leia mais

FUNÇÃO HEPÁTICA. Msc. Danielle Rachel

FUNÇÃO HEPÁTICA. Msc. Danielle Rachel FUNÇÃO HEPÁTICA Msc. Danielle Rachel 1 S FÍGADO 2 FUNÇÃO S Órgão de funções múltiplas e fundamentais para o funcionamento do organismo. Entre elas, destacam-se: ü Armazenamento de glicose: O glicogênio

Leia mais

Glândulas e hormônios. Profª Talita Silva Pereira

Glândulas e hormônios. Profª Talita Silva Pereira Glândulas e hormônios Profª Talita Silva Pereira O sistema endócrino É formado pelo conjunto de glândulas endócrinas, as quais são responsáveis pela secreção de substância denominadas hormônios. As glândulas

Leia mais

Quantificação do Treinamento

Quantificação do Treinamento Bases Metodológicas do Treinamento Desportivo Unidade III Quantificação do Treinamento Prof. Esp. Jorge Duarte Quantificação do Treinamento Nesta unidade tentaremos quantificar o treinamento. Iremos analisar

Leia mais

U R O L I T Í A S E UNESC - ENFERMAGEM 14/4/2015 CONCEITO. A urolitíase refere-se à presença de pedra (cálculo) no sistema urinário.

U R O L I T Í A S E UNESC - ENFERMAGEM 14/4/2015 CONCEITO. A urolitíase refere-se à presença de pedra (cálculo) no sistema urinário. CONCEITO UNESC - ENFERMAGEM SAÚDE DO ADULTO PROFª.: FLÁVIA NUNES A urolitíase refere-se à presença de pedra (cálculo) no sistema urinário. U R O L I T Í A S E COMO SÃO FORMADOS OS CÁLCULOS? São formados

Leia mais

Do grego, hydton, tecido + logos, estudos. Cada grupo de células reunidas para executar uma função específica é chamado de tecido.

Do grego, hydton, tecido + logos, estudos. Cada grupo de células reunidas para executar uma função específica é chamado de tecido. Do grego, hydton, tecido + logos, estudos. Cada grupo de células reunidas para executar uma função específica é chamado de tecido. Além das células, os tecidos contêm material extracelular ou intercelular

Leia mais

Reparação descrição geral

Reparação descrição geral Reparação descrição geral Capacidade para a regeneração de diferentes células Regeneração hepática Regeneração a partir de células multipotenciais Células multipotenciais embrionárias Células germinais

Leia mais

Sistema Endócrino e Exercício. Samuel Guerra Torres

Sistema Endócrino e Exercício. Samuel Guerra Torres Sistema Endócrino e Exercício Samuel Guerra Torres Introdução Visão geral do sistema endócrino: Juntamente com o sistema nervoso atua regulando e mantendo a homeostasia Relativamente pequeno Peso combinado

Leia mais

Sistema Cardiovascular. Prof. Dr. Valcinir Aloisio Scalla Vulcani Medicina Veterinária Universidade Federal de Goiás Regional Jataí

Sistema Cardiovascular. Prof. Dr. Valcinir Aloisio Scalla Vulcani Medicina Veterinária Universidade Federal de Goiás Regional Jataí Sistema Cardiovascular Prof. Dr. Valcinir Aloisio Scalla Vulcani Medicina Veterinária Universidade Federal de Goiás Regional Jataí SISTEMA CARDIOVASCULAR Introdução Componentes: - sistema vascular sanguíneo,

Leia mais

Macrominerais. Metabolismo de Micronutrientes: Sais Minerais. Cálcio

Macrominerais. Metabolismo de Micronutrientes: Sais Minerais. Cálcio Macrominerais Cálcio Importância: -O esqueleto contém cerca de 99% do Ca. -Ossos e dentes saudáveis exigem uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D. -A vitamina D melhora a absorção do Ca alimentar.

Leia mais

Diabetes. Hábitos saudáveis para evitar e conviver com ela.

Diabetes. Hábitos saudáveis para evitar e conviver com ela. Diabetes Hábitos saudáveis para evitar e conviver com ela. diabetes É uma doença crônica, caracterizada por um distúrbio do metabolismo da glicose (açúcar). Consiste no aumento dos níveis de glicose no

Leia mais

7ª série Ciências Naturais

7ª série Ciências Naturais 7ª série Ciências Naturais Lista de exercícios O homem vive em sociedade e dependem do ambiente para supri todas as suas necessidades. As grandes funções vitais são desempenhadas por sistemas orgânicos,

Leia mais

É INCORRETO afirmar que, entre as características adaptativas desses grupos de animais, se inclui a presença de

É INCORRETO afirmar que, entre as características adaptativas desses grupos de animais, se inclui a presença de PROVA DE BIOLOGIA QUESTÃO 16 É CORRETO afirmar que os morcegos, únicos mamíferos voadores conhecidos, são motivo constante de atenção dos serviços sanitários das Prefeituras, porque transmitem A) febre

Leia mais

Pressão Arterial. Profª. Claudia Witzel

Pressão Arterial. Profª. Claudia Witzel Pressão Arterial Profª. Claudia Witzel Pressão do sangue Quando o volume de sangue que sai do coração é maior do que o determinado pela Organização Mundial de Saúde, ou seja, acima de 130 x 85 mmhg. A

Leia mais

Prof. Dr. Paulo Evora Ft. Luciana Garros Ferreira DISCIPLINA: PNEUMOLOGIA CLÍNICA E CIRÚRGICA

Prof. Dr. Paulo Evora Ft. Luciana Garros Ferreira DISCIPLINA: PNEUMOLOGIA CLÍNICA E CIRÚRGICA Prof. Dr. Paulo Evora Ft. Luciana Garros Ferreira DISCIPLINA: PNEUMOLOGIA CLÍNICA E CIRÚRGICA Zonas de Condução e Respiração Mecânica respiratória Contração muscular; Elasticidade e distensibilidade

Leia mais

Tireóide. Prof. Thais Almeida

Tireóide. Prof. Thais Almeida Tireóide Prof. Thais Almeida Anatomia Localização: região cervical, anterior à laringe 2 lobos + istmo Histologia Folículos tireoidianos: células foliculares; material colóide (tireoglobulina). Septos

Leia mais

Bócio Nodular e Câncer de Tireóide ide na infância e adolescência

Bócio Nodular e Câncer de Tireóide ide na infância e adolescência Bócio Nodular e Câncer de Tireóide ide na infância e adolescência Introdução Maria Christina Morpurgo Kurdian Massas no pescoço são frequentes achados na população pediátrica Massas no pescoço Imagem Gânglio

Leia mais

PlanetaBio Resolução de Vestibulares UNICAMP 2012 1ª fase www.planetabio.com

PlanetaBio Resolução de Vestibulares UNICAMP 2012 1ª fase www.planetabio.com 1- Hemácias de um animal foram colocadas em meio de cultura em vários frascos com diferentes concentrações das substâncias A e B, marcadas com isótopo de hidrogênio. Dessa forma os pesquisadores puderam

Leia mais

Acessulfame K: é um adoçante derivado do potássio, seu poder adoçante é de até 200 vezes maior do que a sacarose. O Acessulfame K

Acessulfame K: é um adoçante derivado do potássio, seu poder adoçante é de até 200 vezes maior do que a sacarose. O Acessulfame K Os prós e contras dos diferentes tipos de adoçantes e açucares A busca por novos tipos de adoçantes é cada vez maior, não apenas por aqueles que necessitam deste produto, como os pacientes diabéticos,

Leia mais

CONDUTAS CLÍNICAS PARA ACOMPANHAMENTO DE ACORDO COM RESULTADO DO EXAME CITOPATOTÓGICO

CONDUTAS CLÍNICAS PARA ACOMPANHAMENTO DE ACORDO COM RESULTADO DO EXAME CITOPATOTÓGICO CONDUTAS CLÍNICAS PARA ACOMPANHAMENTO DE ACORDO COM RESULTADO DO EXAME CITOPATOTÓGICO ADEQUAÇÃO DA AMOSTRA AMOSTRA SERÁ CONSIDERADA INSATISFATÓRIA ausência de identificação na lâmina ou na requisição;

Leia mais

Neoplasias do sistema endócrino

Neoplasias do sistema endócrino Neoplasias do sistema endócrino PATOLOGIA II Aula Prática nº8 PATOLOGIA TIREOIDEIA (I) Hiperplasias Difusas Nodulares da tireoide Um n ódulo Multinodular Tumores de células foliculares Diferenciados: Adenoma

Leia mais

INSTRUÇÕES. O tempo disponível para a realização das duas provas e o preenchimento da Folha de Respostas é de 5 (cinco) horas no total.

INSTRUÇÕES. O tempo disponível para a realização das duas provas e o preenchimento da Folha de Respostas é de 5 (cinco) horas no total. INSTRUÇÕES Para a realização desta prova, você recebeu este Caderno de Questões. 1. Caderno de Questões Verifique se este Caderno de Questões contém a prova de Conhecimentos Específicos referente ao cargo

Leia mais

Sistema Respiratório

Sistema Respiratório Universidade Federal do Amazonas ICB Dep. Morfologia Disciplina: Tópicos Especiais para Biotecnologia Tema 04: Aparelho Respiratório Função - Condução e trocas Gasosas; 1 - Fonação; 2 - Olfação; 3 - Regulação

Leia mais

Novos remédios revolucionam o combate ao câncer de próstata

Novos remédios revolucionam o combate ao câncer de próstata Novos remédios revolucionam o combate ao câncer de próstata Autoria de Thiago Felizardo dos Santos Tuesday, 10 December 2013 PET - Medicina UFC No Brasil, 20% dos diagnósticos de câncer de próstata são

Leia mais

PEC em Radiologia Básca. Acad. José Gomes da Rocha Filho

PEC em Radiologia Básca. Acad. José Gomes da Rocha Filho PEC em Radiologia Básca Acad. José Gomes da Rocha Filho Diagnóstico Acompanhamento evolutivo da doença renal O que é? É um exame que demonstra todo o trato urinário através da injeção endovenosa de uma

Leia mais

Frente Parlamentar de Combate ao Câncer

Frente Parlamentar de Combate ao Câncer Frente Parlamentar de Combate ao Câncer Dep. BRUNO CUNHA LIMA Presidente Dep. Camila Toscano Dep. Renato Gadelha Dep. Frei Anastácio Dep. Zé Paulo de Santa Rita Dep. Estela Bezerra Dep. Charles Camaraense

Leia mais

Câncer Coloretal. Ana Fernanda Centrone

Câncer Coloretal. Ana Fernanda Centrone Câncer Coloretal Ana Fernanda Centrone CÂNCER COLORETAL O câncer coloretalabrange os tumores que atingem o colón e o reto Doença tratável e frequentemente curável quando localizada no intestino FATORES

Leia mais

EFUSÃO PERICÁRDICA E TAMPONAMENTO CARDÍACO

EFUSÃO PERICÁRDICA E TAMPONAMENTO CARDÍACO Curso de emergências em cardiologia de cães e gatos Goldfeder e dos Santos Cardiologia Veterinária EFUSÃO PERICÁRDICA E TAMPONAMENTO CARDÍACO Alexandre Bendas, MSc Doutorando Universidade Federal Fluminense

Leia mais

COMO ENTENDER A MENOPAUSA E INSTABILIDADE EMOCIONAL

COMO ENTENDER A MENOPAUSA E INSTABILIDADE EMOCIONAL COMO ENTENDER A MENOPAUSA E INSTABILIDADE EMOCIONAL Reproduzimos aqui uma parte da entrevista que o Dr. José Renó, médico psiquiatra, concedeu ao Dr. Dráuzio Varella. Nessa entrevista, ele fala com clareza

Leia mais

Úlceras de Perna. 2.1. Úlceras Venosas

Úlceras de Perna. 2.1. Úlceras Venosas 6 2 Úlceras de Perna As úlceras de perna estão se tornando feridas crônicas cada vez mais comuns e foram reconhecidas há vários anos. Até pouco tempo atrás, os médicos pouco se interessavam pelo tratamento

Leia mais

Glaucoma. Juarez Sabino da Silva Junior Técnico de Segurança do Trabalho

Glaucoma. Juarez Sabino da Silva Junior Técnico de Segurança do Trabalho Glaucoma Juarez Sabino da Silva Junior Técnico de Segurança do Trabalho GLAUCOMA O Glaucoma é uma doença causada pela lesão do nervo óptico relacionada a pressão ocular alta. Glaucoma Crônico e agudo Crônico:

Leia mais

Ferimentos, Hemorragias e Choques

Ferimentos, Hemorragias e Choques Ferimentos, Hemorragias e Choques Ferimentos AGRESSÃO À INTEGRIDADE DO TECIDO PODE SER ABERTO OU FECHADO ABERTO: OCORRE LESÃO ABERTA NA PELE OU MUSOCA, PERMITINDO A COMUNICAÇÃO ENTRE O MEIO INTERNO E EXTERNO.

Leia mais

USO DA ALOE VERA NA PROFILAXIA DAS RADIODERMITES EM PACIENTES PORTADORAS DE CÂNCER DE MAMA SUBMETIDAS À CIRURGIA E TRATADAS COM RADIOTERAPIA ADJUVANTE

USO DA ALOE VERA NA PROFILAXIA DAS RADIODERMITES EM PACIENTES PORTADORAS DE CÂNCER DE MAMA SUBMETIDAS À CIRURGIA E TRATADAS COM RADIOTERAPIA ADJUVANTE USO DA ALOE VERA NA PROFILAXIA DAS RADIODERMITES EM PACIENTES PORTADORAS DE CÂNCER DE MAMA SUBMETIDAS À CIRURGIA E TRATADAS COM RADIOTERAPIA ADJUVANTE Orientado por: Prof. Dr. Fernando Augusto Soares Prof.

Leia mais

Mecanismos Fisiológicos de Controle da Pressão Arterial. Fernanda Burle de Aguiar - Profª de Fisiologia Humana DFP - CCS - UFPB

Mecanismos Fisiológicos de Controle da Pressão Arterial. Fernanda Burle de Aguiar - Profª de Fisiologia Humana DFP - CCS - UFPB Mecanismos Fisiológicos de Controle da Pressão Arterial Fernanda Burle de Aguiar - Profª de Fisiologia Humana DFP - CCS - UFPB , O QUE É PRESSÃO ARTERIAL? Débito Cardíaco Pressão Arterial Média Resistência

Leia mais

www.drapriscilaalves.com.br [LEPTOSPIROSE]

www.drapriscilaalves.com.br [LEPTOSPIROSE] [LEPTOSPIROSE] A Leptospirose é uma doença infecciosa grave. 2 leptospirose É causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans, que tem vários subtipos (chamados sorovares). Esses sorovares têm diferentes

Leia mais

HISTOLOGIA DO TECIDO EPITELIAL - 2

HISTOLOGIA DO TECIDO EPITELIAL - 2 HISTOLOGIA DO TECIDO EPITELIAL - 2 Vera Regina Andrade, 2015 Tecido epitelial pavimentosos simples uma camada de células planas, achatadas Forma da célula Pavimentosas Cúbicas Cilíndricas Número de camadas

Leia mais

Distúrbios Circulatórios

Distúrbios Circulatórios UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ COORDENAÇÃO DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA DE PATOLOGIA VETERINÁRIA Distúrbios Circulatórios Parte 1 Prof. Raimundo Tostes Distúrbios Circulatórios HIPEREMIA/CONGESTÃO

Leia mais

PAPEL DOS HORMÔNIOS NO CRESCIMENTO, DESENVOLVIMENTO E ENVELHECIMENTO DO ORGANISMO HUMANO. Profa. Dra. Rosângela Fernandes Garcia

PAPEL DOS HORMÔNIOS NO CRESCIMENTO, DESENVOLVIMENTO E ENVELHECIMENTO DO ORGANISMO HUMANO. Profa. Dra. Rosângela Fernandes Garcia PAPEL DOS HORMÔNIOS NO CRESCIMENTO, DESENVOLVIMENTO E ENVELHECIMENTO DO ORGANISMO HUMANO Profa. Dra. Rosângela Fernandes Garcia 2012 Crescimento nos seres humanos Importante indicador da saúde física e

Leia mais

Irene Biasoli. Professora Adjunta da Faculdade de Medicina da UFRJ, Serviço de Hematologia do HUCFF da UFRJ, Rio de Janeiro.

Irene Biasoli. Professora Adjunta da Faculdade de Medicina da UFRJ, Serviço de Hematologia do HUCFF da UFRJ, Rio de Janeiro. Tema ABORDAGEM INICIAL AO PACIENTE COM ANEMIA Parte 1. Elaborador Irene Biasoli. Professora Adjunta da Faculdade de Medicina da UFRJ, Serviço de Hematologia do HUCFF da UFRJ, Rio de Janeiro. Caso clínico

Leia mais

TeleCondutas Nódulo de Tireoide

TeleCondutas Nódulo de Tireoide TeleCondutas Nódulo de Tireoide TelessaúdeRS-UFRGS Porto Alegre, 2018 Sumário Introdução Manifestação Clínica Diagnóstico Avaliação Inicial Indicação de PAAF Acompanhamento ecográfico de nódulo não puncionado

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2009 (Do Sr. Capitão Assumção)

PROJETO DE LEI Nº, DE 2009 (Do Sr. Capitão Assumção) PROJETO DE LEI Nº, DE 2009 (Do Sr. Capitão Assumção) Altera dispositivo da lei 8.069 (Estatuto da Criança e do Adolescente) para obrigar a realização da triagem neonatal completa realizada em recém nascidos.

Leia mais

Introdução à patologia. Profª. Thais de A. Almeida 06/05/13

Introdução à patologia. Profª. Thais de A. Almeida 06/05/13 Introdução à patologia Profª. Thais de A. Almeida 06/05/13 Patologia Definição: Pathos: doença. Logos: estudo. Estudo das alterações estruturais e funcionais nas células, tecidos e órgãos visando explicar

Leia mais

ACERVO DIGITAL FASE II. Histologia do Sistema Respiratório

ACERVO DIGITAL FASE II. Histologia do Sistema Respiratório ACERVO DIGITAL FASE II Histologia do Sistema Respiratório I Material: Traquéia Técnica: Hematoxilina-Eosina Observação com aumento total de 40x: Neste campo microscópico é possível observar-se a mucosa

Leia mais