FUNÇÃO HEPÁTICA. Msc. Danielle Rachel
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- Kléber Gabeira Bernardes
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1 FUNÇÃO HEPÁTICA Msc. Danielle Rachel 1 S
2 FÍGADO 2
3 FUNÇÃO S Órgão de funções múltiplas e fundamentais para o funcionamento do organismo. Entre elas, destacam-se: ü Armazenamento de glicose: O glicogênio é sintetizado a partir da glicose proveniente dos carboidratos ingeridos e armazenados no fígado; ü Conversão de amônia em uréia; 3
4 FUNÇÃO ü Síntese das lipoproteínas e conversão da acetil-coa em ácidos graxos, triglicerídios e colesterol; ü Destruição das hemácias velhas ou anormais; ü Principal sítio de remoção do colesterol através da formação de ácidos biliares; 4
5 ENZIMAS S Muitas enzimas são sintetizadas pelas células hepáticas, mas nem todas são úteis no diagnóstico de desordens hepatobiliares; S As enzimas empregadas com frequência são: - Aminotransferases (transaminases); - Fosfatase alcalina; - Gama - glutamil transferase. 5
6 TESTES DE FUNÇÃO HEPÁTICA - TFH S Não avaliam quantitativamente a capacidade do fígado de realizar suas funções; 6
7 TESTES DE FUNÇÃO HEPÁTICA S Classificação das investigações bioquímicas : - Testes para avaliação de lesão hepatocelular: TGO e TGP; - Testes para avaliação do fluxo biliar e lesão de vias biliares: Fosfatase alcalina, G - GT e Bilirrubinas; - Testes para avaliação da função de síntese do fígado: Fatores da coagulação (Tempo de ativação da protrombina) e Albumina. 7
8 ANÁLISES LABORATORIAIS 8
9 TRANSAMINASES S Enzimas: - Aspartato aminotransferase (AST) /Transaminase glutâmicaoxalacética (TGO); - Alanina aminotransferase (ALT) /Transaminase glutâmicapinúvica (TGP) 9
10 Diferenças entre as TRANSAMINASES S TGP = Enzima específica do tecido hepático apresentando baixíssimas concentrações em outros tecidos; S TGO = Enzima encontrada em altas concentrações no coração, rins, cérebro e músculo esquelético; S TGO presente tanto no citoplasma quanto na mitocôndria (80%) dos hepatócitos; S TGP é encontrada somente no citoplasma do hepatócito; 10
11 TRANSAMINASES S Lesões ou destruição das células hepáticas liberam estas enzimas para a circulação; S Diferença entre enzimas auxilia no diagnóstico e prognóstico de doenças hepáticas; Ex: Dano hepatocelular leve = Forma predominante no soro é citoplasmática; Lesões graves = Há liberação da enzima mitocondrial. 11
12 TRANSAMINASES S Sinal característico de lesão hepatocelular = Aumento das aminotransferases; S A relação de TGO/TGP pode ser utilizada para auxiliar no diagnóstico diferencial das hepatopatias; - Elevação pequena de TGO/TGP ou apenas de TGP em pequena quantidade = Hepatite C e Esteato-hepatite; 12
13 TRANSAMINASES - Elevação mais acentuada (dobro ou mais) de TGO = Hepatopatia alcóolica; - Elevações acima de 1000 U/L = Hepatites agudas virais ou por drogas. 13
14 DETERMINAÇÃO DAS TRANSAMINASES S Paciente: - Não necessita cuidados especiais. - Não precisa estar em jejum; 14
15 Valores de referência S TGO: < 31 U/L mulheres < 37 U/L homens S TGP: < 32 U/L mulheres < 42 U/L homens 15
16 BILIRRUBINA S É o principal produto do metabolismo do heme da hemoglobina; S Bilirrubina Indireta e Direta; 16
17 BILIRRUBINA 17
18 BILIRRUBINA 18
19 BILIRRUBINA S Quase toda a bilirrubina formada diariamente, no adulto normal, é eliminada nas fezes; S Quando o trato biliar fica bloqueado, a bilirrubina não é excretada e as concentrações do soro AUMENTAM; S A concentração de bilirrubina total do soro é considerada índice de colestase; S Colestase = Bloqueio biliar. S Bilirrubina alta = Hiperbilirrubinemia; 19
20 HIPERBILIRRUBINEMIA S Hiperbilirrubinemia = Icterícia = Pigmentação amarela da pele e das mucosas; S Evidente clinicamente quando as concentrações plasmáticas da bilirrubina excedem 3,0 mg/dl; S É possível correlacionar o aumento dos níveis séricos de bilirrubina com alterações de uma das etapas do seu metabolismo. 20
21 HIPERBILIRRUBINEMIA HIPERBILIRRUBINEMIA NÃO-CONJUGADA (INDIRETA): S Níveis séricos da BI são determinados pela velocidade de produção e pela velocidade de remoção dessa bilirrubina da circulação; S Estarão aumentados nos distúrbios que alteram a capacidade de depuração do fígado (captação e/ou conjugação hepática); 21
22 HIPERBILIRRUBINEMIA S ICTERÍCIA PRÉ HEPÁTICA - Presença excessiva de bilirrubina não-conjugada no sangue circulante; - Maior oferta ao hepatócito que não consegue captá-la em velocidade compatível com sua produção, ocasionando icterícia; 22
23 HIPERBILIRRUBINEMIA S ICTERÍCIA DO RECÉM-NASCIDO: - Fígado do feto = Pouca ou nenhuma atividade da UDPGT, havendo assim uma habilidade muito limitada para a conjugação da bilirrubina; - Ao nascer, as concentrações de bilirrubina no soro estão ao redor de 4-6 mg/dl; - Icterícia surge nas primeiras 48 horas de vida; - Volta espontaneamente ao normal em 7-10 dias. 23
24 HIPERBILIRRUBINEMIA 24
25 HIPERBILIRRUBINEMIA S ICTERÍCIA HEMOLÍTICA (destruição excessiva de hemácias circulantes); S Pode ser devido à: - Exposição a produtos químicos; - Defeitos na própria hemácia; - Drogas. 25
26 HIPERBILIRRUBINEMIA HIPERBILIRRUBINEMIA CONJUGADA (DIRETA): S Níveis séricos BD: Determinados pela capacidade de excreção da bilirrubina pelo fígado, ou seja, pela integridade fisiológica do hepatócito e permeabilidade das vias biliares; S Patologias que alteram essas funções aumentam a bilirrubina direta; S Aumentos da BD tem relação principalmente com a deficiência na eliminação da bilirrubina pela bile. 26
27 BILIRRUBINA S Paciente: Permanecer em jejum por 8 h antes da prova. S Até a realização do teste (no máximo 3 h após a colheita) o soro deve ser mantido no escuro. S Valores de referência: Direta até 0,4 mg/dl; Indireta até 0,8 mg/dl; Total até 1,2 mg/dl 27
28 FOSFATASE ALCALINA S Enzima presente especialmente nos ossos e fígado; S Função: Envolvida com o transporte de lipídios e nos processos de calcificação óssea; S Na prática clínica, a grande utilidade está na investigação de doenças hepatobiliares e nas doenças ósseas; S Por ser TOTALMENTE excretada pela bile, tornou-se um marcador importante para processos obstrutivos hepáticos; 28
29 FOSFATASE ALCALINA S Para diferenciar elevação sérica de origem hepática da óssea: Determinar os níveis da enzima G GT e bilirrubina; 29
30 FOSFATASE ALCALINA S Coleta: - Jejum 8 a 12 horas; S Valor de Referência: - Adultos = 27 a 100 U/L; - Crianças e adolescentes até 16 anos = 75 a 390 U/L. 30
31 G-GLUTAMILTRANSFERASE S É encontrada amplamente distribuída nos tecidos; S Apresenta grande sensibilidade para indicar a presença ou ausência de doença hepatobiliar; S Exame contribui para a avaliação: - Hepatopatias agudas e crônicas (colestase intra ou extrahepática); - Doença hepática alcoólica aguda ou crônica. 31
32 Valores de referência S Homem: 08 a 61 U/L; S Mulher: 05 a 36 U/L. 32
33 Dosagens da prova de função hepática S Uma vez estabelecido o diagnóstico de lesão no fígado, é possível ter uma ideia do grau de falência hepática; S Principais dosagens: Albumina e o TAP (tempo de ativação da protrombina). 33
34 ALBUMINA S Albumina = Proteína produzida no fígado; S Função principal: Manutenção da pressão osmótica; S Queda nos seus valores sanguíneos podem indicar má função hepática; S A concentração da albumina do soro é uma medida aproximada da capacidade sintética do fígado; 34
35 ALBUMINA S Coleta: - Jejum de 4 horas; S Valores de referência: Albumina: 3,5 a 5,5 g/dl 35
36 TAP - Tempo de ativação da protrombina S Protrombina = glicoproteína sintetizada no fígado; S Principal função da protrombina: Conversão do fibrinogênio em fibrina; S Por que solicita-se esse exame para doentes hepáticos? S Porque pessoas com falência hepática apresentam maior dificuldade em coagular o sangue; S Aferição através da dosagem do TAP. 36
37 TAP - Tempo de ativação da protrombina S Método: - Atualmente o TAP é feito por aparelhos automatizados; - Sangue é colhido (tubo contendo citrato) que age como anticoagulante; - A amostra de sangue é centrifugada; - Aparelho a 37 C coleta uma parte de amostra e adiciona cálcio (que reverte o efeito do citrato) = Permite que ocorra a coagulação. 37
38 TAP - Tempo de ativação da protrombina S Método: - Tempo que a amostra leva para coagular é medido visualmente; - Resultado = Tempo de protrombina é expresso em segundos. 38
39 TAP S Preparo do Paciente: - Jejum de 4 horas; - Informar medicamentos usados nos últimos 10 dias. S Interferentes: - Antagonistas da Vitamina K; 39
40 TAP S Armazenamento: - Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC; - Exame deve ser feito em até 9 horas após a coleta. 40
41 Valores de referência S Tempo de protrombina normal = Cerca de 11 a 14,6 segundos; S Quanto maior for o TAP, menor será a concentração de protrombina no sangue. 41
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