POSICIONAMENTO DO PACIENTE
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- Maria Eduarda Farinha Amado
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1 POSICIONAMENTO DO PACIENTE
2 NECESSIDADE Posições para exames e terapêutica Movimentação e restrições no leito Conforto
3 Posicionamento Adequado - Promover o conforto; - Manter o alinhamento corporal; - Prevenir contraturas; - Promover drenagem de fluidos; - Facilitar a respiração; - Prevenir Ulcera de pressão
4 Avaliação para posicionamento adequado - Estado geral do paciente, grau de mobilidade e de consciência, diagnóstico; - Presença de contraturas, musculatura flácida, áreas doloridas, infecções, rubores, edemas, lesões ósseas, ausência de sensibilidade, fraqueza e paralisias; - Peso do paciente; - Presença de equipamentos e aparelhos;
5 Avaliação para posicionamento adequado - Incontinência urinária e/ou fecal, presença de coleção de secreções ou fluidos; - Presença de catéteres, talas; - Adoção de erros posturais no leito e posições tendenciosas.
6 Ambiente e recursos disponíveis Espaço físico; Condições do piso; Altura da cama; Número de profissionais; Recursos tecnológicos como o elevador.
7 EQUILÍBRIO CORPORAL Atrito - força em direção oposta ao movimento. Deve-se reduzir o atrito sempre que possível (explicar procedimento ao cliente, sincronizar movimento, levantar).
8 OBILIDADE E IMOBILIDADE MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA Definição NANDA - "estado no qual a pessoa vivencia ou está em risco de vivenciar a limitação do exercício físico". Limitação para movimentar-se de forma independente de uma posição para a outra, no leito.
9 Efeitos Fisiológicos da Imobilidade IMOBILIDADE Fraqueza aumentada Perda adicional de massa Ingesta nutricional devido anorexia e/ou restrições Atrofia muscular Balanço nitrogenado negativo
10 Efeitos Fisiológicos da Imobilidade ALTERAÇÕES METABÓLICAS perda de peso massa muscular. - motilidade gastrointestinal constipação fecal obstrução mecânica do intestino comprometimento da função intestinal desidratação, distúrbios hidroeletrolíticos.
11 Efeitos Fisiológicos da Imobilidade ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS atelectasia (acúmulo de secreção, bronquíolos, colapso alvéolos), pneumonia ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES - volume líquido - acúmulo líquido extremidades inferiores } queda da PA - retorno venoso diminuído - formação de trombos
12 Efeitos Fisiológicos da Imobilidade ALTERAÇÕES MÚSCULOESQUELÉTICAS - massa muscular (encurtamento fibras, atrofia) - fixação articulações (ex.: queda plantar) ALTERAÇÕES TEGUMENTARES - úlceras por pressão
13 Efeitos Fisiológicos da Imobilidade OSTEOPOROSE Diminuição da reabsorção óssea Tecido ósseo menos denso ou atrofiado; Risco de fraturas patológicas;
14 Efeitos Fisiológicos da Imobilidade Efeitos Fisiológicos da Imobilidade PROBLEMAS URINÁRIOS Rins e ureteres movem-se para um plano mais nivelado; Contrações peristálticas dos ureteres são insuficientes para superar a gravidade; Pelve renal enche-se estase urinária (aumento do risco de infecção e cálculos renais);
15 Efeitos Fisiológicos da Imobilidade DIMINUIÇÃO HÍDRICA Desidratação; Débito urinário diminuído - urina mais concentrada - risco para infecção; Efeitos Psico-sociais Depressão, distúrbios de sono-vigília
16 Posicionamento Existem equipamentos ou dispositivos que são utilizados: travesseiros ou coxins; tábuas para os pés (dispositivos de espuma - evitam a queda plantar, mantendo os pés em dorsiflexão), rolo trocanter, rolos de mão, calhas de punho, barra de trapézio, contenções.
17 Rolo de Trocanter Evita a rotação externa das pernas quando o paciente está em posição supina. Dobra-se uma toalha de banho no sentido do comprimento com um tamanho que se estenderá desde o grande trocanter até a borda inferior do espaço poplíteo. A toalha é colocada sob as nádegas e enrolada no sentido anti-horário, até que a coxa esteja em uma posição neutra. Observar que a paleta deve ficar para cima, indicado que foi obtido um alinhamento correto no quadril.
18 Rolo de Trocanter
19 Outros rolos Rolos de mão - mantêm o polegar em suave adução e em oposição aos dedos. Calhas de punho/mão - são modeladas individualmente para o cliente manter o alinhamento adequado do polegar (adução suave) e do punho (dorsiflexão suave).
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21 Barra de trapézio Barra de trapézio - equipamento triangular que desce de uma barra firmemente fixada sobre a cabeceira e queestá ligada à estrutura da cama. Ajuda o paciente a puxar com as extremidades superiores, levantando o tronco do leito para ajudar na transferência do leito para a cadeira de rodas ou para ajudar nos exercícios dos MMSS.
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23 Posições de Conforto e para Exames Prona, Supina, Fowler, Trendelemburg, Sims, Genu-peitoral, Litotomia. Ginecológica
24 Posição Prona (decúbito ventral) Paciente deitado sobre o abdome, com a cabeça virada para um dos lados, braços abduzidos para cima com os cotovelos fletidos e pernas estendidas. É utilizada em exames dosistema músculo-esquelético.
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26 Posição Supina (decúbito dorsal) Paciente deitado sobre o dorso, braços estendidos ao longo do corpo e pernas estendidas ou ligeiramente fletidas. Pode-se colocar um travesseiro sob a cabeça para aumentar o conforto. Utilizada para exames da cabeça, pescoço, região anterior do tórax e pulmões, mamas, axilas, coração, sinais vitais, abdome, membros e pulsos.
27 Posição Supina (decúbito dorsal) Manter as mãos apoiadas sobre o abdome ou colocar pequeno travesseiro sob os antebraços, mantendo-os paralelos ao corpo e flexionados na região do cotovelo; Estender as pernas e colocar um travesseiro na região da panturrilha, de forma a manter uma pequena flexão e os calcanhares sem se apoiarem no colchão, para reduzir a pressão nos calcanhares; Apoiar os pés, formando um ângulo de 90 em relação à perna, para evitar o pé caído;
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29 Posição de Fowler Paciente em decúbito dorsal, com o tronco elevado em ângulo de 45º, joelhos levemente fletidos apoiados em travesseiro ou com estrado da cama elevado nesta região. Colocar travesseiro sob a cabeça para aumentar o conforto. Indicada para posição confortável, aliviar lombalgias, a dispnéia, a dor no pós-operatório de cirurgias abdominais, alivia a tensão nos músculos abdominais.
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31 Posição de Trendelemburg Paciente em decúbito dorsal, em plano inclinado, de forma a manter a cabeça mais baixa em relação ao corpo. É usado para melhorar a circulação no córtex cerebral e gânglio basal, melhorar circulação venosa, facilitar drenagem de secreções brônquicas e realizar cirurgias da região pélvica;
32 Posição de Trendelemburg Colocar o paciente em decúbito dorsal horizontal; Alinhar a cabeça com a coluna, lateral e Antero - posteriormente; Colocar travesseiros sob a parte superior dos ombros, pescoço e cabeça, para manter o alinhamento correto e evitar contraturas da coluna cervical; Elevar numa angulação de 10 a 15 a região dos pés em relação ao tronco
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34 Posição Lateral Paciente deitado sobre um de seus lados, com o membro inferior oposto ao colchão em flexão e o outro estendido, Utilizada para exames da região dorsal, higienização e massagem do dorso, mudança de decúbito, dentre outros.
35 Posição Lateral/ sims Trazer a escápula da parte apoiada no leito para frente, a fim de evitar sobrepeso na articulação do ombro; Apoiar as costas com um travesseiro dobrado longitudinalmente, para proporcionar apoio e manter o paciente na posição; Flexionar os cotovelos e apoiar o braço superior em travesseiro; Manter a perna que está no plano superior mais fletida que a perna que está no plano inferior, apoiada em um travesseiro, mantendo o alinhamento adequado e evitando pressão de proeminências ósseas;
36 Posição Lateral Posição Lateral Oblíqua
37 Posição de Litotomia É usada na realização de cirurgias ou exames de períneo, reto, vagina, bexiga e parto vaginal; Colocar o paciente em decúbito dorsal; Elevar ligeiramente a cabeça e os ombros; Flexionar os joelhos do paciente sobre o abdome e as pernas sobre as coxas; Instruir o paciente para manter as coxas bem afastadas uma da outra; Colocar as nádegas do paciente fora da mesa ou colchão; Manter as pernas do paciente nesta posição de flexão, usando um suporte para os joelhos ou suporte de alça para os pés;
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39 Posição Genupeitoral Paciente ajoelhado, mantendo os joelhos afastados, com o peito apoiado sobre a cama e a cabeça lateralizada sobre os braços. O peso descansa sobre o peito e os joelhos, os quais deverão estar fletidos, formando-se assim, um ângulo reto entre as coxas e as pernas. É usada principalmente para exames do reto.
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41 Posição de Sims É usada para a realização de exames vaginais, retais e lavagens intestinais; Colocar a cabeceira do leito horizontalmente, a fim de propiciar um alinhamento corporal adequado; Posicionar o paciente em decúbito lateral esquerdo, a cabeça apoiada em um travesseiro; Colocar o braço esquerdo para trás, ao lado das costas e o braço direito à frente do corpo; Fletir o membro inferior direito próximo ao abdome, manter o membro inferior esquerdo estirado ou levemente flexionado;
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43 Posição Ginecológica É usada na realização de exames vaginais, retais, clister e lavagem intestinal; Posicionar o paciente em decúbito dorsal; Flexionar um dos membros inferiores, apoiando o calcanhar na cama ou no estribo da mesa de exames; Repetir o procedimento para o outro membro; Afastar os joelhos; Proteger o paciente com um lençol em diagonal, de tal forma que uma ponta fique sobre o peito e a outra na região pélvica; Dobrar a ponta que cobre a região pélvica para trás, no momento do exame;
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45 Movimentação do paciente
46 Tábua de transferência
47 Cinto de transferência
48 Cama circular
49 Procedimento para executar a movimentação(transporte do paciente) - Orientar o paciente; - Preservar privacidade; - Ajustar altura da cama; - Travar as rodas da cama; - Abaixar as grades; - Retirar o travesseiro; - Comando verbal; - Realizar o movimento desejado.
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62 Considerações Gerais Na mobilização e posicionamento de pacientes dependentes, a enfermagem deverá utilizar adequadamente os princípios da mecânica corporal, reduzindo assim o risco de lesões tanto para a equipe de enfermagem: - manter a base de apoio larga (obtida pelo afastamento dos pés), com o centro de gravidade sobre essa base; - utilizar grandes músculos em conjunto e de forma sincronizada para geração da força necessária ao movimento;
63 - manter-se o mais próximo possível do objeto a ser levantado; - não exceder o peso máximo de levantar o paciente com segurança (35% ou mais que seu peso corpóreo), se necessário solicitar ajuda; - Durante o posicionamento do paciente, evitar arrastá-lo, sustente-o com o auxílio de lençóis móveis (traçados); - Pacientes capazes de se movimentar devem ser orientados a alternar a posição sozinhos;
64 Utilizar os princípios da ergonomia e da biomecânica -Manter as costas eretas; - Fletir os joelhos; -Evitar torções do tronco; -Músculos ligeiramente contraídos (glúteos e abdome);
65 - Distanciar os pés cerca de 25 a 30 cm; - Usar o próprio peso para contrabalancear o peso do paciente.
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67 Referências BORTOLOZO, N.M. et al. Técnicas em enfermagem: passo a passo. Botucatu: EPUB, FERNANDES, A. M.O.; DAYER, M.C.; HANGUI, W.Y. (Org.). Manual de normas e rotinas hospitalares. Goiânia: AB, LECH, J. (Org.). Manual de procedimentos de enfermagem. São Paulo: Martinari, LIMA, I. L. (Coord.). Manual do técnico e auxiliar de enfermagem. 7. ed. Goiânia: AB, PEREIRA, M. E. R. et al. Manual de procedimentos básicos de enfermagem. Uberlândia, SILVA, S. C.; SIQUEIRA, I. L. C. P.; SANTOS, A. E. dos S. Procedimentos Básicos. São Paulo: Atheneu, 2008.
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