RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO - SINTÉTICO
|
|
|
- Benedito de Mendonça Nunes
- 10 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 1 RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO - SINTÉTICO TC / Fiscalização 271/2012 DA FISCALIZAÇÃO Modalidade: conformidade Ato originário: Acórdão 367/ Plenário Objeto da fiscalização: Parque de Geração de Energia Eólica Casa Nova (BA) Funcional programática: OR.0029/ Implantação do Parque de Geração de Energia Eólica Casa Nova (BA) MW - No Estado da Bahia Tipo da obra: Obras Especiais Período abrangido pela fiscalização: 29/12/2010 a 4/5/2012 DO ÓRGÃO/ENTIDADE FISCALIZADO Órgão/entidade fiscalizado: Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - Eletrobrás - MME e Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - MME Vinculação (ministério): Ministério de Minas e Energia Vinculação TCU (unidades técnicas): 9ª Secretaria de Controle Externo e Secretaria de Controle Externo - PE Responsável pelo órgão/entidade: nome: João Bosco de Almeida cargo: Diretor-Presidente Chesf Outros responsáveis: vide rol na peça: ROL DE RESPONSÁVEIS PROCESSOS DE INTERESSE - TC / TC /2012-0
2 2 RESUMO Trata-se de auditoria realizada na Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - Eletrobras - MME, no período compreendido entre 19/3/2012 e 4/5/2012. A presente auditoria teve por objetivo fiscalizar a implantação do Parque de Geração de Energia Eólica Casa Nova (BA) MW. A partir do objetivo da fiscalização e a fim de avaliar em que medida os recursos estão sendo aplicados de acordo com a legislação pertinente, formularam-se as questões adiante indicadas: 1 - A previsão orçamentária para a execução da obra é adequada? 2 - Existem estudos que comprovem a viabilidade técnica e econômico-financeira do empreendimento? 3 - O tipo do empreendimento exige licença ambiental e realizou todas as etapas para esse licenciamento? 4 - Há projeto básico/executivo adequado para a licitação/execução da obra? 5 - O procedimento licitatório foi regular? 6 - A formalização do contrato atendeu aos preceitos legais e sua execução foi adequada? 7 - O orçamento da obra encontra-se devidamente detalhado (planilha de quantitativos e preços unitários) e acompanhado das composições de todos os custos unitários de seus serviços? 8 - Os preços dos serviços definidos no orçamento da obra são compatíveis com os valores de mercado? Para a realização deste trabalho, foram utilizadas as diretrizes do roteiro de auditoria de conformidade do TCU, bem como as Normas de Auditoria do Tribunal de Contas da União (NAT- TCU). Foram aplicadas as técnicas de exame documental, revisão de cálculos e entrevistas. Na fase de execução foram realizadas as seguintes atividades: a) Análises documentais do contrato e seus anexos e demais documentos da fase do leilão, pré-contratação, contratação, execução e fiscalização, celebrado entre a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova (integrado pelas empresa Impsa, Dois A e I.M.); b) Reuniões e entrevistas com gestores e funcionários da Chesf; c) Visita à fabrica da Wind Power Energia S/A (Impsa) localizada em Suape - no Estado de Pernambuco; d) Reunião com representantes da Wind Power Energia S/A (Impsa). Cabe destacar que não foram realizadas visitas à obra em função de não haver nenhuma mobilização em campo quando da realização dos trabalhos de fiscalização, haja vista a inexistência de licença de instalação à época e a recente emissão da ordem de início de serviços. As principais constatações deste trabalho foram:
3 3. Descumprimento de cláusulas contratuais;. Adiantamento de pagamento sem a apresentação das garantias contratuais;. Obra iniciada sem Licença de Instalação;. Orçamento do Edital / Contrato / Aditivo incompleto ou inadequado. O volume de recursos fiscalizados alcançou o montante de R$ ,50. Esse valor considera somente o contrato firmado entre a Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova com o fim de se executar as obras civis e fornecer os aerogeradores. Entretanto, destaca-se que, para implantar totalmente o Parque Eólico de Casa Nova, firmou-se outros contratos, totalizando o valor de R$ ,60. Entre os benefícios potenciais estimados desta fiscalização pode-se mencionar o valor de R$ ,11, em decorrência da constatação da inclusão indevida das alíquotas de PIS/Cofins no contrato celebrado entre a Chesf e o Consórcio Casa Nova. Além disso, pode-se mencionar as possíveis melhorias nos procedimentos internos da estatal a partir da descrição dos riscos inerentes às irregularidades relatadas no decorrer deste relatório. As propostas de encaminhamento para as principais constatações contemplam oitiva e determinação a órgão/entidade.
4 4 S U M Á R I O Título Página 1 - APRESENTAÇÃO INTRODUÇÃO Deliberação que originou o trabalho Visão geral do objeto Objetivo e questões de auditoria Metodologia Utilizada Volume de recursos fiscalizados Benefícios estimados da fiscalização ACHADOS DE AUDITORIA Descumprimento de cláusulas contratuais. (OI) Adiantamento de pagamento sem a apresentação das garantias 18 contratuais. (OI) Obra iniciada sem Licença de Instalação. (OI) Orçamento do Edital / Contrato / Aditivo incompleto ou inadequado. 35 (OI) 4 - CONCLUSÃO PROPOSTA DE ENCAMINHAMENTO ANEXO Dados cadastrais Projeto básico Execução física e financeira Contratos principais Histórico de fiscalizações Deliberações do TCU Evidências relacionadas ao Tópico "Esclarecimentos Adicionais" Anexo Fotográfico 55
5 5 1 - APRESENTAÇÃO Foi realizada auditoria, em decorrência do Acórdão nº 367/ Plenário (TC /2011-6), no período de 19/3/2012 a 4/5/2012 nas obras de implantação do Parque de Geração de Energia Eólica Casa Nova (BA) com capacidade nominal de geração de energia de 180 MW. Tem-se como único empreendedor a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), sendo o valor total dos contratos firmados para a sua completa execução o montante de R$ 689 milhões. A pré-contratação das empresas para execução das obras de implantação do parque se deu por dispensa de licitação, tendo sido realizada pela estatal somente cotação de mercado desses serviços. Essa excepcionalidade está prevista no art. 32 da Lei 9.074/95. Por fim, cabe mencionar que, quando da realização dos trabalhos de execução da fiscalização, não foram realizadas visitas à obra em função de não haver nenhuma mobilização em campo. Inexistia licença de instalação e a emissão da ordem de início dos serviços era recente. Entretanto, de acordo com as cláusulas contratuais, o processo de fabricação dos aerogeradores se iniciou tão logo se firmou o contrato CTNI , de dezembro de 2010, no valor de R$ ,50. Desse modo, o percentual físico-financeiro de execução da obra alcança o percentual de 27,67%. Importância socioeconômica Diante do cenário de crescimento econômico que o país vivencia, surge a necessidade cada vez maior de se incrementar sua matriz energética, haja vista a correlação existente entre esses fatores. A título exemplificativo, no período compreendido entre as últimas quatro décadas, o consumo final de energia no Brasil cresceu a razão de 3,0% ao ano e apresentou importantes alterações estruturais (Ministério de Minas e Energia, PNE 2030). Desse modo, as fontes renováveis apresentam um enorme potencial para compor o novo quadro da Matriz Energética brasileira. A Energia Eólica, por exemplo, apresenta um potencial de geração de energia de 143 GW, no território nacional, nos termos apresentados em estudo do Centro de Referência para Energia Solar e Eólica - CRESESB/CEPEL. Especificamente, em relação ao Parque Eólico Casa Nova, destaca-se que ele gerará aproximadamente 540 GWh/ano, energia suficiente para abastecer 140 mil casas populares. Além disso, durante a sua implantação serão empregados cerca de 500 funcionários, sendo contratados prioritariamente os moradores da região do Município de Casa Nova/BA. Além disso, o parque irá beneficiar diretamente 88 famílias que moram nesse município. Após a sua entrada em operação, essas famílias irão receber, a título de cessão pelo uso do solo, 1,8% da receita bruta da energia gerada, acarretando uma melhora na qualidade de vida desses produtores rurais. Outro benefício para o município será a arrecadação de tributos atrelada à produção de energia elétrica durante a fase de operação, o que aportará recursos ao Estado da Bahia, que, por sua vez, repassará percentuais ao Município de Casa Nova.
6 6 Em decorrência dessas arrecadações, haverá maior disponibilidade de recursos para utilização em programas governamentais. 2 - INTRODUÇÃO Deliberação que originou o trabalho Em cumprimento ao Acórdão 367/ Plenário - TCU (TC /2011-6), realizou-se auditoria na Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - Eletrobras- MME e Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Chesf - MME, especificamente no empreendimento Central Eólica Casa Nova, no período compreendido entre 19/3/2012 e 4/5/2012. As razões que motivaram esta auditoria foram: a materialidade do empreendimento, haja vista o montante investido para a sua implantação alcançar o valor de R$ 689 milhões; e a sua relevância ante a necessidade nacional de se incrementar a matriz energética Visão geral do objeto A Chesf logrou êxito no Leilão Aneel 007/2010 com o empreendimento Central Eólica Casa Nova, objeto do presente trabalho. Entretanto, a estatal havia participado do leilão anterior (Leilão Aneel 003/2010), com o mesmo projeto, nos termos das considerações a seguir. Em 14/12/2009, a Aneel realizou o Leilão 003/2009, cujo objeto foi a contratação de energia de reserva específica para fonte eólica. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - Chesf, apesar de ter participado do referido leilão, não obteve êxito. Nesse leilão, a Chesf apresentou seis empreendimentos eólicos de 30 MW cada: CGE Corvina, CGE Curimatã, CGE Dourado, CGE Matrinchã, CGE Pirambeba e CGE Surubim, perfazendo um total de 180 MW, todos localizados no Município de Casa Nova (BA). Destaca-se que, nos termos apresentados no art. 32 da Lei 9.074/95, a Chesf, na qualidade de licitante de concorrência para concessão e permissão de serviço público, poderia, para compor sua proposta, colher preços de bens ou serviços fornecidos por terceiros e assinar pré-contratos com dispensa de licitação. Desse modo, para viabilizar a sua participação no leilão, a Chesf firmou pré-contratos com diversas empresas. Para tanto, enviou convites, solicitando cotação de serviços e equipamentos para a completa implantação do empreendimento. Após a realização do leilão 003/2009, no qual a estatal não obteve êxito, ela realizou análises em seu projeto com o objetivo de melhorar a sua competitividade visando à participação em novos leilões. Como resultado, constatou-se a necessidade de se aumentar o aproveitamento do potencial eólico existente no Município de Casa Nova. Assim, optou-se pela integração dos seis parques eólicos citados anteriormente em um único empreendimento com capacidade nominal de 180 MW, denominado Eólica Casa Nova.
7 7 Em 23/7/2010, a Aneel publicou o Edital de Leilão 007/2010, visando à contratação de energia proveniente de fontes alternativas de geração para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Ante esse novo leilão, a Chesf decidiu participar com um único projeto (Eólica de Casa Nova). Para tanto, optou por renegociar e revalidar as propostas obtidas com os fornecedores pré-selecionados no Leilão 003/ Aneel. Após negociações com os fornecedores, houve uma redução dos précontratos em cerca de 10%, alcançando o montante de R$ ,60. Dessa maneira, em 26/8/2010, a Chesf sagrou-se vencedora do Leilão 007/ Aneel com o projeto Central Geradora Eólica Casa Nova, com previsão de início de fornecimento de energia em janeiro de A tarifa de energia adotada pela Chesf foi de R$ 131,50/MWh. O projeto a ser implantado é caracterizado por apresentar 120 aerogeradores com potência unitária de 1,5 MW, perfazendo um total de 180 MW de potência instalada. Para a consecução do projeto, a Chesf celebrou ao todo nove contratos, sendo o principal deles o contrato CTNI firmado com o Consórcio Ventos de Casa Nova no valor de R$ ,50. Nos termos apresentados em sua cláusula terceira, o total contratado foi subdividido da seguinte forma: 1 - R$ ,80, correspondente aos serviços relacionados à execução das bases a serem realizados pela empresa Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda - Dois A; 2 - R$ ,70, correspondente aos serviços de execução dos acessos a serem realizados pela empresa I. M. Comércio e Terraplanagem Ltda - I. M; 3 - R$ ,00, correspondente aos fornecimentos e serviços relacionados à fabricação e montagem dos aerogeradores a serem realizados pela empresa Wind Power Energia S. A. - IMPSA. Devido à sua materialidade, o contrato com o Consórcio Ventos de Casa Nova (CTNI ) foi o principal foco da auditoria realizada por essa equipe Objetivo e questões de auditoria A presente auditoria teve por objetivo fiscalizar a implantação do Parque de Geração de Energia Eólica Casa Nova (BA) MW. A partir do objetivo do trabalho e a fim de avaliar em que medida os recursos estão sendo aplicados de acordo com a legislação pertinente, formularam-se as questões adiante indicadas: 1) A previsão orçamentária para a execução da obra é adequada? 2) Existem estudos que comprovem a viabilidade técnica e econômico-financeira do empreendimento? 3) O tipo do empreendimento exige licença ambiental e realizou todas as etapas para esse licenciamento? 4) Há projeto básico/executivo adequado para a licitação/execução da obra? 5) O procedimento licitatório foi regular? 6) A formalização do contrato atendeu aos preceitos legais e sua execução foi adequada?
8 8 7) O orçamento da obra encontra-se devidamente detalhado (planilha de quantitativos e preços unitários) e acompanhado das composições de todos os custos unitários de seus serviços? 8) Os preços dos serviços definidos no orçamento da obra são compatíveis com os valores de mercado? Metodologia utilizada Para a realização deste trabalho, foram utilizadas as diretrizes do roteiro de auditoria de conformidade do TCU e as Normas de Auditoria do Tribunal de Contas da União (NAT-TCU). No desenvolvimento das atividades foram aplicadas, essencialmente, as técnicas de exame documental, revisão de cálculos e entrevistas. Na fase de execução foram realizadas as seguintes atividades: a) análises documentais do contrato e seus anexos e demais documentos da fase do leilão, précontratação, contratação, execução e fiscalização, celebrado entre a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF) e o Consórcio Ventos de Casa Nova (integrado pelas empresas Impsa, Dois A e I.M.); b) reuniões e entrevistas com gestores e funcionários da Chesf. c) visita à fabrica da Wind Power Energia S/A (IMPSA) localizada em Suape no Estado de Pernambuco. d) reunião com representantes da Wind Power Energia S/A (IMPSA). Quando da realização dos trabalhos de fiscalização, não foram realizadas visitas à obra em função de não haver nenhuma mobilização em campo. Inexistia licença de instalação e a emissão da ordem de início dos serviços era recente Volume de recursos fiscalizados O volume de recursos fiscalizados alcançou o montante de R$ ,50. Esse valor considera somente o contrato firmado entre a Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova com o fim de se executar as obras civis e fornecer os aerogeradores. Entretanto, destaca-se que, para implantar totalmente o Parque Eólico de Casa Nova, firmou-se os contratos listados a seguir, totalizando o valor de R$ ,60: 1 - Contrato com o Consórcio Ventos de Casa Nova (referente a obras civis e a aerogeradores), no valor de R$ ,50; 2 - Contrato firmado com a empresa ABB (subestações), no valor de R$ ,00; 3 - Contrato firmado com as empresas Sadesul, Procable e Brafer (linhas de transmissão), no valor de R$ ,00; 4 - Contrato firmado com a empresa Wirex (Cabos LT 34,5 KV), no valor de R$ ,00; 5 - Contrato firmado com a empresa Prysmian (Cabos LT 230 KV), no valor de R$ ,79; 6 - Contrato firmado com a empresa Wirex (Cabos LT Alumínio), no valor de R$ ,67;
9 9 7 - Contrato firmado com a empresa MRS (Meio ambiente LT obras civis e aerogeradores), no valor de R$ ,00; 8 - Contrato firmado com a empresa MRS (Meio Ambiente CGE), no valor de R$ ,19; 9 - Contrato firmado com a empresa MRS (Cabos LT Dielétrico Óptico), no valor de R$ ,14; 10 - Contrato firmado com a empresa Enerbio e Di Cavalcanti (referente aos créditos de carbono), no valor de R$ , Benefícios estimados da fiscalização Entre os benefícios potenciais estimados desta fiscalização pode-se mencionar o valor de R$ ,11, em decorrência da constatação da inclusão indevida das alíquotas de PIS/Cofins no contrato celebrado entre a Chesf e o Consórcio Casa Nova. Além disso, pode-se mencionar as possíveis melhorias nos procedimentos internos da estatal a partir da descrição dos riscos inerentes às irregularidades relatadas no decorrer deste relatório. 3 - ACHADOS DE AUDITORIA Descumprimento de cláusulas contratuais Tipificação do achado: Classificação - outras irregularidades (OI) Situação encontrada: A cláusula 3.3 do contrato CTNI , firmado entre a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF) e Consórcio Ventos de Casa Nova, estabelece que, após a habilitação do empreendimento Eólica Casa Nova no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), deve ser celebrado aditivo contratual objetivando supressão das alíquotas de PIS/Cofins de sua composição de custos. Entretanto, mesmo após ter ocorrido tal habilitação, não foi firmado o referido aditivo. Diante deste fato, o valor contratado apresenta de forma indevida o montante de R$ ,11, relativamente aos tributos PIS/Cofins. Em 29/12/2010, foi celebrado o Contrato CTNI no valor de R$ ,50 entre a Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova, tendo como objeto o fornecimento de materiais e execução de serviços destinados à implementação da Central Geradora Eólica Casa Nova, com potência de 180 MW, compreendendo projeto, fabricação, transporte, entrega, montagem eletromecânica, comissionamento, treinamento e execução da fundação de 120 aerogeradores, bem como a execução de obras civis de acessos. Nos termos apresentados na cláusula terceira deste contrato, os preços contratados foram divididos entre as empresas integrantes do consórcio em três parcelas, conforme descrição abaixo:
10 10 R$ ,00, correspondente ao fornecimento e execução dos serviços relacionados à elaboração do projeto e fabricação, montagem, transporte, entrega e comissionamento dos 120 aerogeradores a serem realizados pela empresa Wind Power Energia S. A. - Impsa; R$ ,80, correspondente aos serviços relacionados à execução das bases dos aerogeradores a serem realizados pela empresa Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda - Dois A; R$ ,70, correspondente aos serviços de execução dos acessos a serem realizados pela empresa I. M. Comércio e Terraplanagem Ltda - I. M. Em função do disposto no Decreto 6.144, de 3/7/2007, e na Portaria 315, de 26/9/2008, do Ministério de Minas e Energia, a Chesf poderia solicitar a inclusão do empreendimento em comento no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura - REIDI. A inclusão neste regime suspende a exigência de pagamento da contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, bem como a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS. Tendo em vista essa possibilidade, a cláusula 3.2 do presente contrato estabeleceu que a Chesf solicitaria a habilitação do empreendimento em análise para usufruir de tal benefício. Ante a praxe de mercado, empreendimentos congêneres são usualmente habilitados para usufruir do benefício do Reidi. Em função disso, os preços apresentados pela empresa Impsa não previam PIS e Cofins, conforme sua composição de BDI, Anexo 3.1.a. Entretanto, não se observou a mesma prática nos preços contratados com as demais empresas integrantes do consórcio (Dois A e I. M.), pois desconsideravam tal benefício, uma vez que neles havia previsão de PIS e Cofins, conforme sua composição de BDI, Anexo 3.1.b. Desse modo, verifica-se que, nos termos da cláusula 3.3 do contrato, quando da habilitação do empreendimento no Reidi, somente uma das empresas consorciadas não deveria ter seus valores corrigidos, qual seja a Impsa. Entretanto, as demais empresas (Dois A e I. M.) deveriam ter seus preços revisados de forma a contemplar esse benefício fiscal. Em 2/2/2011, por meio do Ato Declaratório 21, de 2/2/2011, e Portaria MME 977, de 15/12/2010, foi concedida a habilitação deste empreendimento para usufruir do benefício do Reidi, conforme Anexo 3.1.c. Ante os fatos, no decorrer da execução dos trabalhos de fiscalização, solicitou-se à Chesf, por meio do Ofício de Requisição nº / TCU-SECOB-3, que fosse explicado se nos valores pagos a essas empresas (Dois A e I. M.) estavam inclusos os percentuais de PIS e Cofins, nos termos previstos
11 11 na cláusula 3.3 do respectivo contrato. Em resposta ao ofício, a Chesf ponderou que, apesar dos preços contratados com as empresas Dois A e I. M. apresentarem PIS/Cofins, por lapso, deixou-se de efetuar o encontro de contas, assim como emitir um aditivo contratual reduzindo os preços dos dois consorciados. Porém, informou que já estariam sendo adotadas providências para corrigir essa situação. Transcreve-se trecho da manifestação da estatal: "(...) Nesta data, emitimos CI-DEAF-390 e 391/2012 solicitando a DFPR emissão de AVL contra as empresas Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda e a I. M. Comércio e Terraplenagem Ltda, para ressarcimento dos valores oriundos da redução de preços pelo benefício fiscal do REIDI, bem como noticiamos aos fornecedores por fax DEAF-0159 e 0160/2012 da emissão do Aviso de Lançamento. Foi emitida nesta data CI-DEAF-0400/2012, solicitando autorização ao Sr. Diretor de Engenharia, para emissão do Aditivo n 02, contemplando os ajustes de preços dos fornecedores Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda e a I. M. Comércio e Terraplenagem Ltda." Adicionalmente, em 2/4/2012, a Chesf emitiu correspondências internas (CI-DEAF-390 e 391/2012) solicitando a emissão de Aviso de Lançamento contra as duas empresas com vistas ao ressarcimento dos valores oriundos da redução de preços pelo benefício fiscal no valor de R$ ,54 para a empresa I. M. e de R$ ,12 para a empresa Dois A. Esse aviso de lançamento foi emitido com o objetivo de ressarcir a Chesf de valores pagos indevidamente (parcelas de PIS/Cofins) nas medições já efetuadas, conforme verifica-se no documento DEAF-0159 e 0160/2012. Além disso, foi emitida, na mesma data, autorização para emissão do Aditivo n. 2 (CI-DEAF- 400/2012), contemplando os ajustes de preços dos fornecedores Dois A e I. M., nos termos apresentados no Anexo 3.1.d. Conforme demonstrado na composição de BDI das empresas Dois A e I. M., Anexo 3.1.b, observa-se que o percentual de PIS e Cofins é de 0,65% e 3,0%, respectivamente. Diante disso, a celebração do aditivo n. 2 terá como fim a redução do valor contratual no montante de R$ ,11, alterando o valor contratual para R$ ,39. Segundo a Chesf os valores contratuais serão alterados para: R$ ,84, correspondente aos serviços relacionados à execução das bases a serem realizados pela empresa Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda - Dois A; R$ ,55, correspondente aos serviços de execução dos acessos a serem realizados pela empresa I. M. Comércio e Terraplanagem Ltda - I. M;
12 12 A parcela contratual referente à empresa Wind Power Energia S/A - Impsa permanece inalterada, no valor de R$ ,00, uma vez que já considerava o benefício do Reidi. Dessa maneira, apesar de a estatal já ter sinalizado a adoção de medidas para saneamento da questão, haja vista ter emitido autorização de aditivo contratual, bem como aviso de lançamento tão logo tomou conhecimento acerca da irregularidade, a presente impropriedade não se extinguiu, pois esse ajuste ainda não foi realizado. Portanto, a efetivação do aditivo contratual deve ser realizada e acompanhada por esta Corte de Contas. Ante essa necessidade de se acompanhar a efetivação desse aditivo pela Corte de Contas, cabe destacar as diversas tratativas realizadas no decorrer da execução da fiscalização, bem como a sinalização da estatal no sentido de sanear a irregularidade constatada. Assim, tendo como parâmetro o princípio da economia processual, propõe-se a realização de determinação à Chesf para que ela informe, em até 15 dias, a este Tribunal as providências adotadas no sentido de promover os ajustes no Contrato CTNI , decorrentes da habilitação do empreendimento ao Reidi, no intuito de retirar as alíquotas de PIS e Cofins de seus valores.
13 13 Anexo 3.1.a - Composição de BDI da empresa Wind Power Energia S.A. - IMPSA, demonstrando a inexistência de Pis e Cofins em sua composição.
14 14 Anexo 3.1.b - Composição de BDI das empresas Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda e I. M. Comércio e Terraplenagem Ltda, demonstrando a existência de Pis e Cofins em sua composição.
15 15 Anexo 3.1.c - Ato Declaratório Executivo 21, concedendo a habilitação do empreendimento Central Geradora Eólica Casa Nova ao benefício do Regime Especial de Incentivo para o Desenvolvimento da Infraestrutura REIDI, nos termos apresentados na p. 11 do Diário Oficial da União Publicado em 3 de fevereiro de 2011.
16 16 Anexo 3.1.d - Trecho da Correspondência Interna DEAF-400/2012 solicitando a autorização para emissão do Aditivo n. 2, contemplando os ajustes de preços dos fornecedores Dois A e I. M..
17 Objetos nos quais o achado foi constatado: (OI) - Contrato CTNI , 1/1/2011, projeto, fabricação, transporte, entrega, montagem eletromecânica, comissionamento, treinamento e execução das fundações de 120 aerogeradores modelo IV-82 e equipamentos associados, bem como execução das obras civis da Central Eólica de Casa Nova, Ventos de Casa Nova. Estimativa do valor potencial de prejuízo ao erário: , Causas da ocorrência do achado: Deficiência de controles internos. - De acordo com o contrato firmado, após a habilitação do empreendimento para receber o benefício do Reidi, deveria ser celebrado aditivo contratual, visando a supressão das alíquotas de PIS/Confins da composição dos custos a serem pagos. Entretanto, por lapso, não firmaram esse aditivo até o momento da execução dos trabalhos de campo Efeitos/Conseqüências do achado: Prejuízos gerados por pagamentos indevidos (efeito potencial) - Devido à falta de fiscalização do cumprimentos dos termos contratuais, a Chesf poderia pagar indevidamente o valor total de R$ ,45, relativos aos tributos PIS e Cofins das medições a serem realizadas. Prejuízos em virtude de falhas nos controles internos (efeito potencial) - Devido à falta de fiscalização do cumprimento dos termos contratuais, a Chesf pagou indevidamente o valor de R$ ,66, relativos aos tributos PIS e Cofins das medições realizadas Critérios: Decreto 6144/2007, art. 2º Lei 8666/1993, art Evidências: Documentos referentes ao oficio de requisição n. 1 - Trata-se tanto do ofício de requisição recebido pela Chesf como de suas respostas. No item 13 desse ofício, solicitou-se esclarecimentos quanto ao pagamento dos tributos PIS/Cofins, folhas 4/5. Planilha de Tributos - Trata-se da Planilha de Tributos apresentada no Anexo III da Proposta Comercial do Consórcio Ventos de Casa Nova, constante no Processo de Contratação do Consórcio Ventos de Casa Nova, Pasta CD , CHESF/DECP, folha 220. Ato Declaratorio 21 - Ato da Delegacia da Receita Federal do Brasil, 4ª Região Fiscal, declarando a habilitação do empreendimento para usufruir do benefício do Reidi, folha 1. Planilhas orçamentárias do Contrato CTNI Trata-se dos demonstrativos dos custos tributários existentes no Contrato CTNI , folhas 1/10. Documentação do processo administrativo Eólica Casa Nova - parte 1 - Nessa parte encontra-se o Contrato CTNI , celebrado entre a Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova, folhas 426/476.
18 18 Documentação do processo administrativo Eólica Casa Nova - parte 2 - Nessa parte encontra-se complemento ao Contrato CTNI , celebrado entre a Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova, folha Conclusão da equipe: Nos termos apresentados no contrato CTNI ,50, celebrado entre a Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova, observou-se que, com a habilitação do empreendimento Central Eólica Casa Nova para usufruir do benefício fiscal do Reidi, deveria ser celebrado aditivo contratual objetivando supressão das alíquotas de PIS/Cofins de sua composição de custos. Verificou-se que em 2/2/2011 foi concedida a habilitação do empreendimento ao Reidi, entretanto não foi firmado o referido aditivo, acarretando uma parcela contratual indevida de R$ ,11 a ser pago a título de PIS/Cofins. Observou-se que, desse valor total, já havia sido pago indevidamente o valor de R$ ,66. Diante dos fatos, houve a proposta de realização de determinação à Chesf para que informe, em até 15 dias, a este Tribunal as providências adotadas no sentido de retirar do Contrato CTNI os percentuais de PIS e Cofins Adiantamento de pagamento sem a apresentação das garantias contratuais Tipificação do achado: Classificação - outras irregularidades (OI) Situação encontrada: Observou-se a inexistência de garantias para cobertura de adiantamentos de pagamentos. Foi constatado o pagamento antecipado de R$ ,00 (cento e oito milhões de reais) à empresa Wind Power Energia S.A. (IMPSA) sem as indispensáveis cautelas ou garantias previstas no art. 38 do Decreto /1986. A ausência desse tipo de garantia contratual gera para a Chesf exposição ao risco do inadimplemento na fabricação e no fornecimento de equipamentos. A cláusula sétima do contrato CTNI , firmado entre a Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova, prevê uma série de eventos geradores de pagamento. Constatou-se que, no quadro de eventos referente à empresa Wind Power Energia S.A. (uma das empresas consorciadas), os dois primeiros eventos previam pagamentos que totalizavam um montante de R$ 108 milhões, sendo R$ 27 milhões (5%) relativos ao evento "Aprovação de Projeto Básico" e R$ 81 milhões (15%) relativos ao evento "Aprovação de Projeto Executivo", conforme apresentado no final do achado (Anexo 3.2.a). Cumpre observar que os R$ 108 milhões pagos nesses dois eventos representam 20% de um total de R$ 540 milhões a serem pagos a empresa Wind Power Energia S.A., fabricante dos aerogeradores. Por sua vez, os R$ 540 milhões a serem pagos a essa empresa representam 85% do referido contrato, que totaliza R$ ,50.
19 19 Observou-se que o projeto básico foi medido e pago já no primeiro mês de vigência contratual (evento "Aprovação de Projeto Básico"). Já o projeto executivo foi medido e pago no segundo mês (evento "Aprovação de Projeto Executivo"), nos termos apresentados no extrato consolidado de pagamento constante do final do achado (Anexo 3.2.b). Nota-se que os valores pagos nesses dois eventos são desproporcionais à execução física dos serviços medidos. Usualmente, os valores pagos pelos projetos básico e executivo para obras desse setor são da ordem de 1 a 2% do custo direto básico da obra, conforme metodologia adotada no Banco de Preços de Referência da Aneel (Nota Técnica nº 099/2008-SRT/ANEEL de 26/12/2008, folha 35). No caso da Wind Power Energia S.A., houve o pagamentos de 20% dos serviços para os dois primeiros eventos, sendo 5% para "Aprovação de Projeto Básico" e 15% para "Aprovação de Projeto Executivo". Nesse caso, o pagamento de percentuais elevados no início da obra seria indício de um possível adiantamento de pagamento para fabricação e fornecimento de equipamentos. Questionada sobre o possível adiantamento, por meio do Ofício de Requisição nº /2012-TCU- SECOB-3 (item 11), a Chesf informou que: "No caso de aerogeradores, a prática do mercado, tanto brasileiro quanto internacional, tem sido o pagamento de parcelas iniciais que possibilitem a aquisição de componentes, insumos e serviços necessários para o desenvolvimento do processo de fabricação sem a necessidade do fornecedor ter que recorrer a capital próprio ou de terceiros outros, o que, nesse caso, forçosamente acarretaria em sobrecusto para o adquirente. Essa prática é conhecida internacionalmente por downpayment". Portanto, nota-se que esses eventos ("Aprovação de Projeto Básico" e "Aprovação de Projeto Executivo") tratam, na verdade, de pagamento antecipado para fabricação dos aerogeradores. Registra-se, entretanto, que esse tipo de pagamento antecipado é aceitável e até usual quando da contratação de fornecimento de aerogeradores, fato observado tanto no contrato em análise como no celebrado entre a Petrobras e a Wobben para a implantação da Usina Eólica de Mangue Seco 2 (objeto de fiscalização pelo TCU: Fiscalis 234/ TC 6251/2011-0). Tal adiantamento de pagamento pode, excepcionalmente, ocorrer (conforme jurisprudência deste Tribunal), devendo ser precedido de devida garantia por adiantamento de pagamento, como reza o art. 38 do Decreto /1986, o que, no presente contrato, não foi constatado. Diante disso, constatou-se a inexistência de previsão contratual e respectiva apresentação de garantias para adiantamento de pagamentos, contrariando o disposto no art. 38 do Decreto /1986, bem como jurisprudência do TCU, a qual é pacífica no sentido de admitir a antecipação de pagamento somente em situações excepcionais, desde que devidamente justificadas pela Administração, e condicionada à apresentação das indispensáveis cautelas e garantias contra possíveis inadimplementos
20 20 na entrega. (Acórdão 2262/ Plenário, Acórdão 5294/2010-1ª Câmara, Acórdão 918/ Plenário, Acórdão 157/ Plenário, Acórdão 2565/2007-1ª Câmara - TCU). Diante dos fatos, entende-se que a antecipação de pagamentos para fabricação de equipamentos por si só não deve ser tratada como irregularidade. A impropriedade se baliza na ausência de garantia visando a cobertura de eventuais inadimplementos da fabricação e entrega dos equipamentos, quando da realização de adiantamento de pagamentos. Faz-se oportuno ainda tecer algumas considerações acerca do critério de medição estabelecido no contrato em análise. A Tabela de eventos, prevista contratualmente, prevê o pagamento de 20% (correspondendo a dois eventos) da parcela devida à empresa Wind Power Energia S.A. pela execução de desenhos e memoriais descritivos que compõem os projetos básico e executivo correspondentes aos fornecimentos e serviços relacionados à fabricação dos aerogeradores. Ante essa situação, nota-se que, ainda que houvesse a referida garantia, poder-se-ia argumentar que as respectivas parcelas dos serviços estariam perfeitamente executadas após a entrega da referida documentação, uma vez que o contrato não deixa claro que nos valores pagos por esses dois eventos (20%) estão embutidos adiantamentos para aquisição de componentes, insumos e serviços necessários para o desenvolvimento do processo de fabricação dos aerogeradores. Sendo assim, no caso de uma eventual rescisão do contrato, seria difícil apontar a antecipação de pagamento para efeitos de ressarcimento, já que essa antecipação encontra-se indevidamente caracterizada pela entrega dos produtos: Projeto Básico e Projeto Executivo. Dessa forma, resta evidenciado que a Administração Pública, no intuito de mitigar os riscos de possíveis danos ao erário, deve prever mecanismos de medição que assegurem a proporcionalidade entre os valores pagos e os serviços efetivamente realizados e atestados. Além disso, nos casos de pagamentos antecipados, deve deixar explícitos os valores a serem pagos a título de adiantamento (sempre de maneira excepcional, quando se tratar de fornecimento de valores elevados, com grandes dispêndios durante o processo de fabricação), de forma a condicionar a antecipação de pagamentos à apresentação de garantias que cubram totalmente os respectivos valores adiantados. Ainda no que se refere à antecipação de valores, observou-se que além dos pagamentos referentes aos eventos de aprovação de projeto básico e projeto executivo, também foram pagos R$ ,00 (sessenta e três milhões, oitocentos e oitenta e sete mil e seiscentos e dezesseis reais) à empresa Wind Power Energia S.A., fornecedora dos aerogeradores, referentes a outros três eventos, quais sejam: (i) Evento 3 - Comprovação de compra das chapas estatóricas.
21 21 (ii) Evento 4 - Comprovação de compra das estruturas do roto e do estator. (iii) Evento 5 - Inspeções pró-rata: 5.1 Início do empilhamento das chapas estatóricas. Parte dos equipamentos medidos encontra-se em fábricas na Índia e na China e parte em fábrica da Wind Power Energia S.A. no Brasil. No entanto, o referido contrato não condicionou o pagamento antecipado desses produtos à apresentação de garantia que resguardasse a Chesf de um possível inadimplemento na entrega, tampouco previu outro tipo de cautela como a assinatura de Termo de Fiel Depositário dos equipamentos medidos antecipadamente. Sendo assim, de concreto, a Chesf recebeu até o presente momento apenas os desenhos e memoriais que compõem os projetos básico e executivo, no entanto, já foram pagos R$ ,00 (cento e setenta e um milhões, oitocentos e oitenta e sete mil e seiscentos e dezesseis reais) à empresa Wind Power Energia S.A.. Por conseguinte, entende-se que os riscos relatados para os dois primeiros eventos geradores de pagamento (20%) podem se estender aos demais eventos que porventura ensejem o adiantamento de parcelas. Sendo assim, caberia à Chesf exigir garantia total dos adiantamentos, contemplando tanto os valores já pagos quanto os previstos. Ressalta-se que a ausência de garantias para cobertura de adiantamento de pagamentos é prática institucional nos contratos celebrados pela Chesf, conduta essa que ensejou a oitiva da empresa em outro processo em andamento no TCU (TC 7176/2012-0). Sendo assim, por considerar que a situação acima descrita expõe o contrato a possíveis riscos de inexecução, com potencial prejuízo ao erário, entende-se adequada a realização de oitiva da Chesf e da empresa Wind Power Energia S.A. (IMPSA) no intuito de esclarecer os indícios de irregularidade pertinentes ao contrato analisado, quais sejam: (i) ausência de garantias para cobertura de eventuais inadimplementos da fabricação e entrega de equipamentos, quando da realização de adiantamento de pagamentos e (ii) adoção de critérios de medição inadequados definidos pelos eventos geradores de pagamentos.
22 22 Anexo 3.2.a Eventos Geradores de Pagamento da empresa Wind Power Energia S/A (IMPSA).
23 23 Anexo 3.2.b Extrato consolidado de pagamentos efetuados para a empresa Wind Power Energia S/A. CHESF - C RELACAO DE PAGAMENTOS DE CONTRATO PAG P /R CONTRATO - CTNI MOEDA DATA- 05/03/2012 COBR/EMISS/DTA PGTO CORRENTISTA / WIND POWER ENERGIA S/A HORA- 15:58: TIP COBRANCA EMISSAO VENCIM. EVNT NV PAGAMTO VALOR NACIONAL VALOR ORIGEM FORMA PGTO NUMR.DOC BANC AGEN. CONTA FAT , ,00 DEB.AUTOM. BOR , ,00 DEB.AUTOM. LEI 03/ TOTAL DA FATURA , , , ,00 DEB.AUTOM. BOR , ,00 DEB.AUTOM. LEI*/ TOTAL DA FATURA , , , ,41 DEB.AUTOM. BOR 055/ , ,59 DEB.AUTOM. LEI10833 J TOTAL DA FATURA , , , ,52 DEB.AUTOM. BOR 055/ , ,48 DEB.AUTOM. LEI10833 J TOTAL DA FATURA , , , ,52 DEB.AUTOM. BOR 055/ , ,48 DEB.AUTOM. LEI10833 J TOTAL DA FATURA , ,00 CHESF - C RELACAO DE PAGAMENTOS DE CONTRATO PAG P /R CONTRATO - CTNI MOEDA DATA- 05/03/2012 COBR/EMISS/DTA PGTO CORRENTISTA / WIND POWER ENERGIA S/A HORA- 15:58: TIP COBRANCA EMISSAO VENCIM. EVNT NV PAGAMTO VALOR NACIONAL VALOR ORIGEM FORMA PGTO NUMR.DOC BANC AGEN. CONTA TOTAL GERAL , ,00 Parâmetros Informados: Contrato...: CTNI Correntista...: / Estatística do Processamento: Arquivo: D Registros Processados... 6 Registros Rejeitados... 1 Registros Selecionados... 5 Arquivo: D Registros Processados Registros Rejeitados... 5 Registros Selecionados... 10
24 24 Anexo 3.2.c Eventos Geradores de Pagamento das empresas Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda e IM Comércio e Terraplanagem Ltda.
25 Objetos nos quais o achado foi constatado: (OI) - Contrato CTNI , 1/1/2011, projeto, fabricação, transporte, entrega, montagem eletromecânica, comissionamento, treinamento e execução das fundações de 120 aerogeradores modelo IV-82 e equipamentos associados, bem como execução das obras civis da Central Eólica de Casa Nova, Ventos de Casa Nova Causas da ocorrência do achado: Deficiências na elaboração de cláusulas contratuais, as quais deveriam prever garantias de cobertura de adiantamento de pagamentos. Além disso, observou-se a utilização de critérios de medição deficientes ou inadequados, previstos nos eventos geradores de pagamentos Efeitos/Conseqüências do achado: Prejuízos gerados por pagamentos indevidos (efeito potencial) - Trata-se de prejuízo potencial de dano ao erário, uma vez que a situação descrita expõe o contrato a possíveis riscos de inexecução contratual, sem a apresentação das indispensáveis cautelas ou garantias previstas no art. 38 do Decreto / Critérios: Acórdão 606/2006, item 9.2.3, TCU, Plenário Decreto 93872/1986, art Evidências: Relatório de pagamentos WPE (Impsa) - Trata-se do relatório (extrato) de pagamentos efetuados à empresa Wind Power Energia S/A (IMPSA), encaminhado em resposta ao Ofício de Requisição Nº / TCU-SECOB-3, item j, folhas 1/2. Termo Aditivo Nº 01 - Trata-se da alteração dos eventos geradores de pagamento da empresa Wind Power Energia S/A, alterando a tabela constante na cláusula sétima do contrato CTNI , celebrado entre a Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova, folha 2. Termo Aditivo Nº 01 - Trata-se da alteração dos eventos geradores de pagamento das empresas Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda e I.M. Comércio e Terraplenagem Ltda, alterando a tabela constante na cláusula sétima do contrato CTNI , celebrado entre a Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova, folhas 2/ Conclusão da equipe: A antecipação de pagamentos para aquisição de equipamentos de grande porte é prática comum em contratos de estatais no mercado de usinas eólicas, devido ao grande volume de recursos necessários a fabricação dos aerogeradores. Entende-se que tal adiantamento, por si só, não se caracteriza como irregularidade para o caso em análise. No entanto, considerou-se irregular a ausência de garantias que cobrissem tais adiantamentos. Observou-se o pagamento de R$ ,00 (cento e oito milhões de reais), sendo R$ ,00 (vinte e sete milhões) referentes ao evento "Aprovação de Projeto Básico" e R$ 81
26 26 milhões relativos ao evento "Aprovação de Projeto Executivo". Não houve proporcionalidade entre as medições referentes a esses dois eventos e os serviços efetivamente executados, caracterizando a utilização de critério de medição inadequado. Para esses itens restou comprovada a existência de pagamentos a título de adiantamento (downpayment) sem a apresentação das indispensáveis cautelas ou garantias previstas no art. 38 do Decreto /1986. A ausência desse tipo de garantia contratual gera para a Chesf exposição ao risco do inadimplemento da fabricação e fornecimento de equipamentos. No intuito de mitigar os riscos de possíveis danos ao erário, entende-se que a Chesf deveria prever mecanismos de medição que assegurassem a proporcionalidade entre os valores pagos e os serviços efetivamente realizados e atestados. Além disso, no caso de pagamentos antecipados, deveria deixar explícitos os valores a serem adiantados, de forma a condicionar a antecipação de pagamentos à apresentação de garantias que cubram totalmente os respectivos valores adiantados. Sendo assim, por considerar que a situação descrita expõe o contrato a possíveis riscos de inexecução, com potencial prejuízo ao erário, entende-se adequada a realização de oitiva da Chesf e da empresa contratada (Wind Power Energia S.A.) no intuito de esclarecer os seguintes indícios de irregularidade pertinentes ao contrato analisado, considerando a possibilidade de se determinar a correção do contrato com relação a estes aspectos: (i) ausência de garantias para cobertura de eventuais inadimplementos da fabricação e entrega de equipamentos, quando da realização de adiantamento de pagamentos e (ii) adoção de critérios de medição inadequados definidos pelos eventos geradores de pagamentos. Ressalta-se ainda que a ausência de garantias para cobertura de adiantamento de pagamentos é prática institucional nos contratos celebrados pela Chesf, conduta essa que ensejou a oitiva da empresa em outro processo em andamento no TCU (TC 7176/2012-0) Obra iniciada sem Licença de Instalação Tipificação do achado: Classificação - outras irregularidades (OI) Situação encontrada: Verificou-se que a Chesf emitiu ordem de serviço para dar início às atividades de implantação da Central Eólica Casa Nova sem que tivesse sido concedida licença de instalação para o empreendimento, contrariando o disposto nos artigos 2, 3 e 8 da Resolução Conama 237/97. Convém, inicialmente, trazer aos autos o histórico dos procedimentos realizados para a obtenção das licenças ambientais. A abertura do processo de solicitação da Licença de Instalação (LI) da CGE Casa Nova ocorreu em 15/4/2011, por meio do processo /TEC/LI-0016, ocasião em que a Chesf protocolou os documentos objetivando ao atendimento das condicionantes definidas na Licença de Localização (LL) para análise do Instituto do Meio Ambiente - INEMA/BA.
27 27 Até o término da realização dos trabalhos de campo (20/4/2012), não havia sido concedida a LI, tendo transcorrido 12 (doze) meses de sua solicitação. Destaca-se que, em resposta ao Ofício de Requisição n / TCU - SECOB - 3, a estatal expôs que, em 13/4/2012, não havia pendência quanto às condicionantes definidas na LL. Observa-se que, segundo o art. 14 da Resolução Conama 237/97, o órgão ambiental poderá estabelecer prazo de análise para a concessão da LI, desde que observado o prazo máximo de 6 (seis) meses a contar do ato de protocolar o requerimento. Verificou-se que esse prazo máximo não foi observado no caso em análise. Já transcorreram 12 (doze) meses desde a solicitação da LI e do término dos trabalhos de campo, entretanto não se finalizou a análise da documentação para tal concessão. Em entrevistas realizadas com funcionários da Chesf, foi relatado que uma das dificuldades para a obtenção da licença ambiental (LI) do empreendimento decorreu da reestruturação do órgão ambiental da Bahia, ocorrida em 28/4/2011. Foi informado, também, a existência de um grande quantitativo de solicitações de licenciamento ambiental no estado ante um reduzido número de técnicos atuando nesse órgão ambiental. Esses funcionários destacaram, ainda, que, além dos empecilhos listados anteriormente, a concessão da autorização de supressão da vegetação nativa era o principal obstáculo e uma das exigências para a concessão da LI. Nesse sentido, recentemente, observou-se o surgimento de um cenário favorável à concessão da LI pelo órgão ambiental. Em 20/4/2012, foi concedida a licença de supressão vegetal, Anexo 3.3.a. Além disso, em 6/3/2012, foi realizada reunião entre o Diretor-Presidente da Chesf e o Secretário do Meio Ambiente do Estado da Bahia, oportunidade na qual esse secretário firmou compromisso no sentido de dar prioridade ao processo administrativo referente à concessão da LI para o empreendimento em análise, Anexo 3.3.b. Entretanto, até o término dos trabalhos de campo (20/4/2012), essa licença não havia sido concedida. Porém, constatou-se a emissão de Ordem de Serviço para dar início a execução das atividades para implantação da central eólica em 2/4/2012. Diante dessa situação e da existência de um cenário favorável à concessão dessa licença (acordo com autoridades do Estado da Bahia, inexistência de pendências nas condicionantes da LL e concessão da licença de supressão vegetal), em 2/4/2012, a Chesf emitiu Ordem de Início de Serviço ao Consórcio Ventos de Casa Nova, nos termos do Anexo 3.3.e, para o início das atividades em campo. Entretanto, ainda que houvesse um cenário favorável a essa concessão, tal fato indica uma mera expectativa quanto à obtenção dessa licença. Agindo assim, a Chesf, por meio de uma prática institucional, desrespeitou a Resolução do Conama n. 237, de 19 de dezembro de 1997, em seus artigos 2, 3 e 8, haja vista ter autorizado o início da execução dos serviços antes mesmo da concessão da Licença de Instalação.
28 28 Oportuno destacar que, o atraso na concessão dessa licença caso comprometa o cronograma para finalização das obras, bem como a data estabelecida pela Aneel para que esse parque gere energia (jan/2013), pode ensejar prejuízos à Chesf, bem como inviabilizar economicamente o referido empreendimento, alterando a equação econômica-financeira inicialmente estabelecida pela estatal. Nos termos apresentados no cronograma vigente, Anexo 3.3.c, seriam necessários 21 (vinte um) meses para a completa elaboração dos aerogeradores e execução das obras civis. De acordo com o aviso de homologação e adjudicação do Leilão Aneel 007/2010, Anexo 3.3.d, a previsão para início de fornecimento de energia deverá ser em janeiro de 2013, ou seja, restam apenas 9 (nove) meses para que a Chesf tenha de fornecer energia por meio da Central Eólica Casa Nova. Ante essa situação, ainda que haja a concessão imediata da LI, existe risco de descumprimento do prazo estabelecido para início de fornecimento de energia. Assim, em respeito ao princípio da economia processual e em face dos diversos esclarecimentos acerca do tema realizados no decorrer da fiscalização (entrevistas, s e oficícios de requisição), propõe-se a realização de determinação à Chesf para que ela encaminhe a este Tribunal, em até 15 dias, a Licença de Instalação, comprovando a regularização da situação ambiental da obra, bem como as medidas a serem adotadas junto à Aneel no que se refere à data de entrega de energia estabelecida para a Central Eólica Casa Nova (jan/2013).
29 29 Anexo 3.3.a Licença de Supressão da vegetação, publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia em 20 de abril de 2012.
30 30 Anexo 3.3.b Reportagem demonstrando a participação da Chesf em reunião com o Secretário de Meio Ambiente do Estado da Bahia, tendo como pauta a concessão da Licença de Instalação para a Central Eólica Casa Nova.
31 31 Anexo 3.3.c Cronograma Físico-Financeiro estabelecendo o prazo de 21 meses para a completa elaboração dos aerogeradores e execução das obras civis, nos termos dispostos no Anexo II do Contrato CTNI , firmado entre a Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova.
32 32 Anexo 3.3.d Aviso de Homologação e Adjudicação do Leilão n. 007/2010-ANEEL listando as empresas vencedoras do certame, nos termos dispostos na fl. 124 do Diário Oficial da União publicado em 29/12/2010.
33 33 Anexo 3.3.e Ordem de Início de Serviços emitida em 2/4/2012, sem a concessão da Licença de Instalação.
34 Objetos nos quais o achado foi constatado: (OI) - Contrato CTNI , 1/1/2011, projeto, fabricação, transporte, entrega, montagem eletromecânica, comissionamento, treinamento e execução das fundações de 120 aerogeradores modelo IV-82 e equipamentos associados, bem como execução das obras civis da Central Eólica de Casa Nova, Ventos de Casa Nova Causas da ocorrência do achado: Atraso na análise do processo administrativo para concessão na Licença de Instalação. Emissão da Ordem de Início dos Serviços sem a devida Licença de Instalação Efeitos/Conseqüências do achado: Descumprimento quanto ao prazo para início de fornecimento de energia. (efeito potencial) - Em decorrência do atraso na concessão da Licença de Instalação, tem-se o risco de descumprimento do prazo para início de fornecimento de energia estabelecido pela Aneel. Descumprimento de dispositivos legais (Resolução do CONAMA N 237, de 19 de dezembro de 1997). (efeito real) - Em função da emissão da ordem de início de serviços sem a devida licença de instalação, descumpriu-se os artigos 2, 3 e 8 dessa resolução Critérios: Resolução 237/1997, Conama, art. 2º; art. 3º; art. 8º; art Evidências: Documentação do processo administrativo Eólica Casa Nova - parte 1 - Nessa parte encontra-se o Contrato CTNI , celebrado entre a Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova, folhas 426/476. Documentação do processo administrativo Eólica Casa Nova - parte 2 - Parte 2, nessa parte encontrase o Contrato CTNI , celebrado entre a Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova, folha 477. Documentação referente ao ofício de requisição n. 3 - Demonstra a inexistência de pendências quanto à Licença de Localização, folhas 1/8. Ordem de Início de Serviços - Consórcio Casa Nova - Ordem de Início de Serviços - Consórcio Casa Nova, sem a devida Lincença de Instalação, folha 1. Diversos documentos obtidos por meio de oficio de requisição - Entre os documentos está um trecho da resposta ao ofício de requisição n. 3, ratificando a inexistência de condicionantes pendentes, folha 4. Documentação do processo administrativo Eólica Casa Nova - parte 1 - Demonstra os trâmites para que a Chesf participasse do Leilão Aneel 007/2010, folhas 1/425. Documentação acerca da Licença de Instalação - Demonstrando como se realiza o processo administrativo para a solicitação e concessão da Licença de Instalação, folhas 1/5.
35 35 Obtenção de licença ambiental - Trecho de reportagem demonstrando o acordo obtido pela Chesf para obtenção da Licença de Instalação, folhas 1/2. trocado entre a equipe de auditoria e funcionários da Chesf - Trata-se de cuja questão principal refere-se à concessão da Licença de Instalação do Empreendimento, folhas 1/ Conclusão da equipe: Verificou-se que a Chesf emitiu ordem de serviço para dar início às atividades de implantação da Central Eólica Casa Nova sem que tivesse sido concedida licença de instalação para o empreendimento, contrariando o disposto nos arts. 2, 3 e 8 da Resolução Conama 237/97. Constataram-se diversos empecilhos administrativos que culminaram no atraso na concessão dessa licença. Verificou-se o surgimento de um cenário favorável à concessão da Licença de Instalação: inexistência de pendências nas condicionantes da LL, concessão da licença de supressão vegetal e compromisso de autoridades do Estado da Bahia em priorizar a análise da solicitação da LI. Ante esse cenário de atraso na obtenção de LI e de suas consequências, bem como a expectativa favorável quanto à obtenção dessa licença em curto prazo, a Chesf emitiu ordem de início de serviço sem que tivesse sido concedida a LI, afrontando normativos do Conama. Desse modo, propôs a realização de determinação à Chesf para que ela encaminhe a este Tribunal, em até 15 dias, a Licença de Instalação, comprovando a regularização da situação ambiental da obra, bem como as medidas a serem adotadas junto à Aneel no que se refere à data de entrega de energia estabelecida para a Central Eólica Casa Nova (jan/2013) Orçamento do Edital / Contrato / Aditivo incompleto ou inadequado Tipificação do achado: Classificação - outras irregularidades (OI) Situação encontrada: Observou-se que uma das empresas integrantes do Consórcio Ventos de Casa Nova, a Wind Power Energia S.A., foi contratada com percentual de Bonificações e Despesas Indiretas (BDI) acima dos parâmetros de mercado considerados aceitáveis pelo Tribunal. Apesar de não ter sido constatado sobrepreço global no contrato, a Chesf não deve utilizar o BDI da empresa Wind Power Energia S.A. em eventual termo aditivo de preços. O Contrato CTNI , celebrado entre a Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova, teve como base de preço as propostas apresentadas pelas três empresas integrantes do consórcio: Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda, I.M. Comércio e Terraplanagem Ltda e Wind Power Energia S.A.. Essas propostas apresentaram taxa de Bonificações e Despesas Indiretas (BDI) conforme indicado na tabela seguinte:
36 36 EMPRESA Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda I.M. Comércio e Terraplanagem Ltda Wind Power Energia S.A. ATIVIDADE A SER EXECUTADA NA OBRA Obras civis: bases dos aerogeradores Obras civis: acessos do parque eólico Aerogeradores: fabricação e fornecimento BDI 28,00% 28,00% 31,35% Observou-se que a composição de BDI das empresas responsáveis pelas obras civis, Dois A e I.M., leva em consideração percentuais de PIS e Cofins de 0,65% e 3,0%, respectivamente, conforme pode ser observado no final do achado (Anexo 3.4.a), chegando a um BDI total de 28%. No mesmo sentido, o Acórdão nº 325/2007-Plenário-TCU estabelece o percentual de 28,87% como máximo aceitável para a taxa de BDI, considerando o PIS de 0,65% e a Cofins de 3,0% em sua composição. Portanto, o BDI de 28,0% utilizado por essas duas empresas encontra-se muito próximo dos parâmetros considerados aceitáveis pelo Tribunal. O mesmo não pode ser dito quanto ao percentual de BDI aplicado pela empresa Wind Power Energia S.A., responsável pela fabricação e fornecimento dos aerogeradores. Observa-se que a composição de BDI dessa empresa, apresentada no final do achado (Anexo 3.4.b), não levou em consideração os percentuais de PIS (1,65%) e Cofins (7,6%) indicados na Planilha de Tributos apresentada no final do achado (Anexo 3.4.c). Ou seja, a proposta da Wind Power já considerava a inclusão do empreendimento no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), o qual suspende os pagamentos das contribuições PIS e Cofins. Feita essa consideração acerca da utilização do Reidi, passemos à análise da taxa de BDI utilizada pela empresa Wind Power Energia S.A. (31,35%). À priori, buscando atender ao enunciado da Súmula- TCU 253/2010, que trata da incidência de BDI reduzido para fornecimento de materiais e equipamentos na impossibilidade de parcelamento do objeto, poder-se-ia imaginar a utilização do percentual máximo de BDI de fornecimento de equipamentos estabelecido no Acórdão nº 2369/2011- Plenário-TCU, como referencial para comparação, uma vez que a empresa Wind Power é a responsável pelo fornecimento dos equipamentos aerogeradores. No entanto, entende-se que tal comparação não seria viável, uma vez que a empresa Wind Power Energia S.A. não é mera intermediadora no fornecimento de equipamentos de terceiros e sim a própria fabricante dos aerogeradores.
37 37 Resta, portanto, demonstrar que o BDI de 31,35% aplicado pela Wind Power não está de acordo com os parâmetros adotados por essa Corte. Para efeito de comparação entre o BDI contratado e o referencial, optou-se por utilizar o valor máximo de BDI referendado pelo Tribunal no item 9.2 do Acórdão 325/ Plenário-TCU, de 28,87%. Como o acórdão foi proferido na vigência da CPMF, fez-se a correção dos valores, resultando em BDI máximo de 28,7%. Em que pese o fato de o Acórdão 325/2007-Plenário-TCU ter indicado o valor máximo de BDI especificamente para obras de linhas de transmissão e subestações, existem entendimentos do Tribunal no sentido de aplicá-lo a outros tipos de obras. Como exemplo, cita-se trecho do voto condutor do Acórdão 1101/2010-Plenário-TCU: "34. Insta ressaltar que o Plenário deste Tribunal aprovou, por meio do Acórdão nº 325/2007, valores referenciais e critérios de aceitabilidade de BDI, com percentual máximo de 28,7%. De acordo com a equipe de auditoria, "embora o Acórdão se refira a obras de linhas de transmissão e subestações de energia elétrica, o estudo comporta uma análise genérica da adequada composição do BDI e o estabelecimento de faixas de valores referenciais fundamentados em criteriosa análise bibliográfica e estatística, de maneira que os resultados obtidos podem ser apropriadamente extrapolados para qualquer tipo de obra" (fl. 35, v.p.)." Além disso, vale ressaltar que a própria Chesf utiliza os parâmetros do Acórdão 325/2007 em suas contratações, ainda que as obras não sejam de subestações e linhas de transmissão, conforme relatado no decorrer da reunião de encerramento dos trabalhos de campo desta fiscalização. Por conseguinte, utilizou-se como parâmetro de comparação o valor máximo de BDI (28,7%). No entanto, esse valor considera a incidência das contribuições PIS e Cofins nos percentuais de 0,65% e 3,0%, respectivamente. Conforme descrito anteriormente, a taxa de BDI utilizada pela Wind Power (31,35%) não leva em consideração a incidência desses tributos. Portanto, a comparação entre os percentuais 28,7% (BDI máximo aceitável) e 31,35% (BDI contratado) não pode ser feita de forma direta. Assim, foram refeitos os cálculos do BDI máximo aceitável, desconsiderando-se a incidência de PIS e Cofins. Para o cálculo do BDI de referência considerou-se a fórmula constante do Acórdão 325/2007, apresentada no final do achado (Anexo 3.4.d), zerando-se o valores de PIS e Cofins. Como resultado, foi obtido o percentual de BDI máximo corrigido de 23,76%, novo parâmetro a ser comparado com o BDI da Contratada. Nota-se que o BDI da empresa Wind Power Energia S.A. (31,35%) é 32% mais elevado que o parâmetro calculado acima (23,76%), restando demonstrado que aquele BDI encontra-se bem acima
38 38 do recomendável pelo Tribunal. Entretanto, não caberia ao Tribunal apontar sobrepreço apenas por considerar o BDI da Contratada elevado, tampouco caberia determinação no sentido de reduzí-lo, sob pena de ignorar as peculiaridades da estrutura gerencial da empresa contratada. A taxa de Bonificação e Despesas Indiretas é característica peculiar de cada empresa, variável dependente de diversos outros fatores intrínsecos a cada empreendimento, portanto, uma avaliação de sobrepreço deve levar em consideração o custo do serviço como um todo. Essa análise foi apresentada nos esclarecimentos adicionais deste relatório (item 4), no entanto, não foram observados indícios de sobrepreço global para essa obra, tornando desnecessário a alteração dos percentuais do BDI do contrato inicial. Cumpre ressaltar, no entanto, que o papel da Corte de Contas é impedir que sejam pagos pela Administração valores abusivos ou injustificáveis. Nesse sentido, destaca-se que o contrato CTNI , celebrado entre a Chesf e o Consórcio Ventos de Casa Nova, é caracterizado por possuir regime de execução de Empreitada Integral. Logo, desde que não haja mudanças de escopo, não caberia a celebração de aditivos contratuais com o fim de se alterar os valores contratados, uma vez que os riscos intrínsecos ao objeto contratado foram assumidos pelo Consórcio e, consequentemente, incluídos na proposta apresentada. No entanto, caso venha a ser celebrado aditivo contratual de valores, dentro das hipóteses legais previstas para esse tipo de contrato, entende-se que a Chesf não deverá utilizar o BDI contratado, nos termos apresentados pela empresa Wind Power Energia S.A.. Diante do exposto, propõe-se determinar que, em casos de celebração de aditivos ao contrato CTNI , a Chesf os encaminhe, em até 15 dias, ao TCU, bem como se abstenha de utilizar o percentual de BDI contratado (31,35%) para a empresa Wind Power Energia S.A., o que afronta o disposto no item 9.2 do Acórdão nº 325/2007-Plenário-TCU. Além disso, propõe-se determinar à Secob-3 que monitore, em processo específico, eventuais aditivos contratuais celebrados.
39 39 Anexo 3.4.a - Composição de BDI das empresas Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda e IM Comércio e Terraplanagem Ltda.
40 40 Anexo 3.4.b - Composição de BDI da empresa Wind Power Energia S/A - IMPSA.
41 41 Anexo 3.4.c - Planilha de Tributos da Proposta Comercial do Consórcio Ventos de Casa Nova.
42 42 Anexo 3.4.d - Fórmula utilizada para o cálculo do BDI de referência do Tribunal. Para o cálculo de adaptação do BDI de referência do Tribunal foi utilizada a seguinte fórmula [1] : BDI = ( 1 + AC / 100 )( 1 + DF / 100 )( 1 + R / 100 )( 1 + L / 100 ) I x100 Na qual: AC = taxa de rateio da Administração Central; DF = taxa das despesas financeiras; R = taxa de risco, seguro e garantia do empreendimento; I = taxa de tributos; L = taxa de lucro. [1] Fórmula constante do item 7 do Acórdão 325/2007, utilizada para obtenção das faixas do item 9.2 desse mesmo acórdão. Tal fórmula foi elaborada com base nas fórmulas de BDI Furnas e na fórmula do trabalho de MENDES, André; BASTOS, Patrícia Reis Leitão, Um Aspecto Polêmico dos Orçamentos de Obras Públicas: benefícios e Despesas Indiretas (BDI). In: Revista do Tribunal de Contas da União TCU, v. 32, n 88, Brasília, abr./jun. 2001, p. 26.
43 Objetos nos quais o achado foi constatado: (OI) - Contrato CTNI , 1/1/2011, projeto, fabricação, transporte, entrega, montagem eletromecânica, comissionamento, treinamento e execução das fundações de 120 aerogeradores modelo IV-82 e equipamentos associados, bem como execução das obras civis da Central Eólica de Casa Nova, Ventos de Casa Nova Causas da ocorrência do achado: Não identificadas. - A utilização de BDI elevado por parte da Contratada, por si só, não foi considerada irregularidade, portanto, as causas foram descritas como "não identificadas". A irregularidade (potencial) estaria na emissão de um futuro Termo Aditivo utilizando o BDI de 31,35% considerado alto pela equipe de fiscalização Efeitos/Conseqüências do achado: Prejuízos gerados por pagamentos indevidos (efeito potencial) - Trata-se de efeito potencial, uma vez que sua ocorrência só aconteceria no caso de celebração de termo aditivo contratual que utilizasse o percentual de BDI adotado pela empresa Wind Power Energia S/A (BDI de 31,35%), o qual foi considerado alto pela equipe de fiscalização Critérios: Acórdão 325/2007, item 9.2, TCU, Plenário Evidências: Relatório de pagamentos WPE (Impsa) - Trata-se do relatório (extrato) de pagamentos efetuados à empresa Wind Power Energia S/A (IMPSA), encaminhado em resposta ao Ofício de Requisição Nº / TCU-SECOB-3, item j, folhas 1/2. Composição de BDI da empresa WPE - Trata-se da Composição de BDI da empresa Wind Power Energia S/A (IMPSA), constante no Processo de Contratação do Consórcio Ventos de Casa Nova, Pasta CD , CHESF/DECP, folha 307. Composição de BDI das empresas Dois A e I.M. - Trata-se da Composição de BDI das empresas Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda e I.M. Comércio e Terraplanagem Ltda, constante no Processo de Contratação do Consórcio Ventos de Casa Nova, Pasta CD , CHESF/DECP, folha 308. Planilha de Tributos - Trata-se da Planilha de Tributos apresentada no Anexo III da Proposta Comercial do Consórcio Ventos de Casa Nova, constante no Processo de Contratação do Consórcio Ventos de Casa Nova, Pasta CD , CHESF/DECP, folha Conclusão da equipe: Observou-se que uma das empresas integrantes do Consórcio Ventos de Casa Nova, a Wind Power Energia S.A., foi contratada com percentual de Bonificações e Despesas Indiretas (BDI) acima dos parâmetros adotados pelo Tribunal. Entretanto, não se constatou sobrepreço global no contrato. Assim, propõe-se determinar que, em casos de celebração de aditivos ao contrato CTNI , a Chesf os encaminhe, em até 15 dias, ao TCU, bem como se abstenha de utilizar o percentual de BDI
44 44 contratado (31,35%) para a empresa Wind Power Energia S.A., o que afronta o disposto no item 9.2 do Acórdão nº 325/2007-Plenário-TCU. Além disso, propõe-se determinar à Secob-3 que monitore, em processo específico, eventuais aditivos contratuais celebrados. 4 - CONCLUSÃO No que se refere à constatação referente ao descumprimento de cláusulas contratuais, apurou-se que o valor contratado apresentava de forma indevida o montante de R$ ,11, a ser pago a título de PIS/Cofins. Nos termos apresentados contratualmente, observou-se que, com a habilitação do empreendimento para usufruir do benefício do Reidi, deveria ser celebrado aditivo contratual objetivando supressão das alíquotas de PIS/Cofins de sua composição de custos. Diante disso, posteriormente, observou-se tal habilitação, sem, contudo, ter sido celebrado aditivo contratual suprimindo esses tributos. Após a equipe de auditoria ter realizado questionamentos sobre o assunto, a estatal encaminhou uma solicitação à sua diretoria visando à emissão desse aditivo. Assim, propôs a realização de determinação à Chesf para que ela informe a este Tribunal as providências adotadas para sanear a presente irregularidade. Quanto ao adiantamento de pagamentos sem a apresentação das garantias contratuais, observou-se a inexistência de proporcionalidade entre as medições referentes aos dois primeiros eventos geradores de pagamento (Aprovação de Projeto Básico e Aprovação de Projeto Executivo) e os serviços efetivamente executados. Restou comprovada a existência de pagamentos a título de adiantamento sem as indispensáveis cautelas ou garantias previstas no art. 38 do Decreto /1986. Por considerar que essa situação expõe o contrato a possíveis riscos de inadimplemento da fabricação e fornecimento de equipamentos, com potencial prejuízo ao erário, entendeu-se adequada a realização de oitiva da Chesf e da empresa contratada (Wind Power Energia S.A.) no intuito de esclarecer os seguintes indícios de irregularidades: (i) ausência de garantias para cobertura de eventuais inadimplementos da fabricação e entrega de equipamentos, quando da realização de adiantamento de pagamentos e (ii) adoção de critérios de medição inadequados definidos pelos eventos geradores de pagamentos. Em referência à irregularidade acerca do início da obra sem licença de instalação, verificou-se que, até os términos dos trabalhos de campo (20/4/2012), a Chesf ainda não tinha obtido êxito na obtenção da licença de instalação do empreendimento Central Eólica Casa Nova, apesar de a ordem de início de serviço já ter sido emitida. Além disso, verificaram-se diversas dificuldades no processo para obtenção da licença, o que pode comprometer a entrega de energia do empreendimento no prazo estipulado pela Aneel. Assim, propôs a realização de determinação à Chesf para que ela encaminhe a este Tribunal, em até 15 dias, a Licença de Instalação, comprovando a regularização da situação ambiental da obra, bem como as medidas a serem adotadas junto à Aneel no que se refere à data de entrega de energia estabelecida para a Central Eólica Casa Nova (jan/2013). Quanto à existência de orçamento do contrato incompleto ou inadequado, observou-se que uma das empresas integrantes do Consórcio Ventos de Casa Nova, a Wind Power Energia S.A., foi contratada com percentual de Bonificações e Despesas Indiretas (BDI) acima dos parâmetros adotados pelo Tribunal. Apesar de não ter sido constatado sobrepreço global no contrato, propôs determinar que, em casos de celebração de aditivos ao contrato CTNI , a Chesf os encaminhe ao TCU, em até 15 dias, bem como se abstenha de utilizar o percentual de BDI contratado (31,35%) para a empresa
45 45 Wind Power Energia S.A., o que afronta o disposto no item 9.2 do Acórdão nº 325/2007-Plenário- TCU. Além disso, propôs a determinação de que a Secob-3 monitore, em processo específico, eventuais aditivos contratuais. Entre os benefícios potenciais estimados desta fiscalização pode-se mencionar o valor de R$ ,11, em decorrência da constatação da inclusão indevida das alíquotas de PIS/Cofins no contrato celebrado entre a Chesf e o Consórcio Casa Nova. Além disso, pode-se mencionar as possíveis melhorias nos procedimentos internos da estatal a partir da descrição dos riscos inerentes às irregularidades relatadas no decorrer deste relatório. 5 - PROPOSTA DE ENCAMINHAMENTO Proposta da equipe Ante todo o exposto, somos pelo encaminhamento dos autos ao Gabinete do Exmo. Sr. Ministro- Relator André Luís de Carvalho, com a(s) seguinte(s) proposta(s): Determinação a Órgão/Entidade Com fulcro nos arts. 71, inciso IX, da Constituição Federal e 45 da Lei 8.443/1992, determinar à Chesf que: informe a este Tribunal, em até 15 dias, as providências adotadas no sentido de retirar do Contrato CTNI os percentuais de PIS e Cofins, constantes na composição do BDI das empresas Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda e I. M. Comércio e Terraplanagem Ltda, haja vista a habilitação do emprendimento ao Reidi, encaminhando, caso exista, cópia do aditivo firmado para tanto. (Irregularidade: Descumprimento de cláusulas contratuais); encaminhe a este Tribunal, em até 15 dias, a Licença de Instalação, comprovando a regularização da situação ambiental da obra, bem como as medidas a serem adotadas junto à Aneel no que se refere à data de entrega de energia estabelecida para a Central Eólica Casa Nova (jan/2013).(irregularidade: Obra iniciada sem Licença de Instalação); em casos de celebração de aditivos ao contrato CTNI , encaminhe-os ao TCU, em até 15 dias, bem como se abstenha de utilizar o percentual de BDI contratado (31,35%) para a empresa Wind Power Energia S.A., o que afronta o disposto no item 9.2 do Acórdão nº 325/2007-Plenário- TCU. (Irregularidade: Orçamento do edital/contrato/aditivo incompleto ou inadequado); Autorização de oitiva de empresa Autorizar, com fundamento no inciso V, art. 250 do Regimento Interno do Tribunal de Contas da União e com base nos princípios da ampla defesa e do contraditório previstos no inciso LV do art. 5º da Constituição Federal, a realização de oitiva: da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) para que se manifeste, no prazo de 15 dias, sobre as seguintes impropriedades verificadas no âmbito do contrato CTNI :
46 46 a) realização de pagamentos antecipados à empresa Wind Power Energia S.A., sem a apresentação das indispensáveis cautelas ou garantias previstas no art. 38 do Decreto /1986, uma vez que a ausência dessas garantias expõe o contrato a possíveis riscos de inexecução, com potencial prejuízo ao erário. (Irregularidade: Adiantamento de pagamentos sem a apresentação das garantias contratuais); b) adoção de critérios de medição inadequados definidos pelos eventos geradores de pagamento. (Irregularidade: Adiantamento de pagamentos sem a apresentação das garantias contratuais); da empresa Wind Power Energia S.A. (empresa contratada pela Chesf, CNPJ / ), para que se manifeste, se assim desejar, no prazo de 15 dias, acerca da ausência da apresentação das indispensáveis cautelas ou garantias contratuais, previstas no art. 38 do Decreto /1986, no intuito de resguardar a antecipação de pagamentos realizada pela Chesf para a fabricação dos aerogeradores, considerando que a situação descrita expõe a Administração Pública a possíveis riscos de inexecução, com potencial prejuízo ao erário. (Irregularidade: Adiantamento de pagamentos sem a apresentação das garantias contratuais). Determinação de Providências Internas ao TCU: Com fundamento no art. 243, caput, do Regimento Interno/TCU, determinar à Secob-3 que monitore, em processo específico, eventuais aditivos celebrados ao contrato CTNI (Irregularidade: Orçamento do edital/contrato/aditivo incompleto ou inadequado).
47 ANEXO Dados cadastrais Obra bloqueada na LOA deste ano: Não Projeto básico Informações gerais Projeto(s) Básico(s) abrange(m) toda obra? Foram observadas divergências significativas entre o projeto básico/executivo e a construção, gerando prejuízo técnico ou financeiro ao empreendimento? Exige licença ambiental? Possui licença ambiental? Está sujeita ao EIA(Estudo de Impacto Ambiental)? As medidas mitigadoras estabelecidas pelo EIA estão sendo implementadas tempestivamente? A obra está legalmente obrigada a cumprir requisitos de acessibilidade? Sim Não Sim Sim Sim Sim Não Observações: Execução física e financeira Execução física Data da vistoria: 17/4/2012 Percentual executado: 27 Data do início da obra: 1/1/2011 Data prevista para conclusão: 30/11/2015 Situação na data da vistoria: Em andamento.
48 48 Descrição da execução realizada até a data da vistoria: A despeito da inexistência da Licença de Instalação até o momento em que se finalizou os trabalhos de campo de fiscalização (9/4-20/4/2012) e da recente emissão da ordem de início de serviços, o contrato prevê que a partir de sua assinatura o processo de fabricação dos aerogeradores seria iniciado. Ainda que pese a existência de tal cláusula e o ínicio deste processo,a execução das obras civis esta condicionado à concessão da Licença de Instalação. Entretanto, mesmo sem a concessão de tal licença foi emitida a ordem de início dos serviços. Entretanto, até o término dos trabalhos de campo, a obra não estava mobilizada. Desse modo, o percentual de 27% etabelecido como se fosse o percentual de obra executado refere-se, quase que integramente, ao processo de fabricação dos aerogeradores. Não há execução de serviços referentes à parte civil do empreendimento até o momento. Os pagamentos realizados até o presente momento para obras civis estão relacionados a projetos (básico e executivo), bem como a execução de estudos preliminares. Observações: Sem Observações Execução financeira/orçamentária Primeira dotação: 01/2011 Valor estimado para conclusão: R$ ,65 Valor estimado global da obra: R$ ,60 Data base estimativa: 31/8/2010 Desembolso Funcional programática: OR.0029/ Implantação do Parque de Geração de Energia Eólica Casa Nova (BA) MW - No Estado da Bahia Origem Ano Valor orçado Valor liquidado Créditos autorizados Moeda União , ,00 0,00 Real União , ,60 0,00 Real Observações: Sem Observações Contratos principais
49 49 Nº contrato: CTNI Objeto do contrato: projeto, fabricação, transporte, entrega, montagem eletromecânica, comissionamento, treinamento e execução das fundações de 120 aerogeradores modelo IV-82 e equipamentos associados, bem como execução das obras civis da Central Eólica de Casa Nova Data da assinatura: 29/12/2010 Mod. licitação: dispensa de licitação SIASG: Código interno do SIASG: 307 CNPJ contratada: Consorciadas: CNPJ: / CNPJ: / CNPJ: / CNPJ contratante: / Situação inicial Razão social: Ventos de Casa Nova Razão social: I M Comercio e Terraplenagem Ltda Razão social: Dois a Engenharia e Tecnologia Ltda. Razão social: Wind Power Energia S. A. - Impsa Razão social: Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - Eletrobrás - MME Situação atual Vigência: 1/1/2011 a 28/2/2015 Vigência: 1/1/2011 a 28/2/2015 Valor: R$ ,50 Valor: R$ ,50 Data-base: 31/8/2010 Data-base: 31/8/2010 Volume do serviço: Custo unitário: BDI: Volume do serviço: Custo unitário: BDI: Nº/Data aditivo atual: Situação do contrato: Em andamento. Alterações do objeto: Observações: Histórico de fiscalizações A classe da irregularidade listada é referente àquela vigente em 30 de novembro do ano da fiscalização Obra já fiscalizada pelo TCU (no âmbito do Fiscobras)? Não Não Não
50 Foram observados indícios de irregularidades graves? Não Não Não Processos correlatos (inclusive de interesse) 7173/2012-1, 7176/ Deliberações do TCU Processo de interesse (Deliberações até a data de início da auditoria) Não há deliberação para este Processo de Interesse. Processo de interesse (Deliberações após a data de início da auditoria) Processo: / Deliberação: Despacho do Min. Aroldo Cedraz Data: 11/7/2012 Diligência a Órgão/Entidade: COMPANHIA HIDRO ELÉTRICA DO SÃO FRANCISCO - ELETROBRÁS - MME: Despacho do Min. Aroldo Cedraz, datado de : "6. Com essas ponderações, restituo os autos à Secob-3 para que adote as seguintes medidas: 6.1. oitiva da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco para que se pronuncie, no prazo de 15 (quinze) dias, sobre os seguintes pontos: a) no âmbito do contrato CTNI , ausência de garantias contratuais para resguardar os pagamentos adiantados, em dissonância com o disposto no art. 62 da Lei 4.320/1964, no art. 38 do Decreto /1986 e em orientações do TCU a respeito do tema, considerando que a situação descrita expõe a Administração Pública a possíveis riscos de inexecução, com potencial prejuízo ao erário (achado de auditoria 3.1); b) possibilidade de revisão de sua orientação corporativa acerca da exigência de garantias e antecipação de pagamentos, de modo a prever a inclusão de cláusulas contratuais exigindo a apresentação de garantias em favor da contratante quando houver previsão de adiantamento de pagamentos, bem como a adoção de critérios de medição que permitam o adiantamento de pagamentos apenas em casos excepcionais e devidamente justificados (achado de auditoria 3.1); c) aceitação de bonificações e despesas indiretas BDI para os itens de serviços em percentual de 30%, superior aos 23,40% recomendados como referência pelo TCU (achado de auditoria 3.4);" PRAZO PARA ATENDIMENTO: 15 DIAS. Processo: / Deliberação: Despacho do Min. Aroldo Cedraz Data: 11/7/2012
51 51 Audiência de Responsável: ABB LTDA.: Despacho do Min. Aroldo Cedraz, datado de : "6. Com essas ponderações, restituo os autos à Secob-3 para que adote as seguintes medidas: 6.2. oitiva da empresa ABB Ltda., para que, no prazo de 15 (quinze) dias, se assim o desejar, apresente os esclarecimentos que entender cabíveis sobre as questões sintetizadas nas alíneas a e c do subitem 6.1 supra, alertando-a sobre a possível adoção, neste TC /2012-0, de encaminhamento com reflexo em seus direitos subjetivos no que tange ao contrato CTNI ;" PRAZO PARA ATENDIMENTO: 15 DIAS. Processo: / Deliberação: Despacho do Min. André de Carvalho Data: 1/8/2012 Determinação de Providências Internas ao TCU: Secretaria de Fiscalização de Obras 3: DESPACHO Considerando que os presentes autos tratam de auditoria realizada pela Secob-3 nas obras de implantação do Parque de Geração de Energia Eólica Casa Nova (180 MW), no Estado da Bahia, dentro da metodologia de fiscalização estabelecida para o Fiscobras 2012; Considerando que, após a conclusão dos trabalhos de fiscalização, a unidade técnica apresentou a seguinte proposta de encaminhamento: Determinação a Órgão/Entidade: Com fulcro nos arts. 71, inciso IX, da Constituição Federal e 45 da Lei 8.443/1992, determinar à Chesf que: informe a este Tribunal, em até 15 dias, as providências adotadas no sentido de retirar do Contrato CTNI os percentuais de PIS e Cofins, constantes na composição do BDI das empresas Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda e I. M. Comércio e Terraplanagem Ltda, haja vista a habilitação do emprendimento ao Reidi, encaminhando, caso exista, cópia do aditivo firmado para tanto. (Irregularidade: Descumprimento de cláusulas contratuais); encaminhe a este Tribunal, em até 15 dias, a Licença de Instalação, comprovando a regularização da situação ambiental da obra, bem como as medidas a serem adotadas junto à Aneel no que se refere à data de entrega de energia estabelecida para a Central Eólica Casa Nova (jan/2013).(irregularidade: Obra iniciada sem Licença de Instalação); em casos de celebração de aditivos ao contrato CTNI , encaminhe-os ao TCU, em até 15 dias, bem como se abstenha de utilizar o percentual de BDI contratado (31,35%) para a empresa Wind Power Energia S.A., o que afronta o disposto no item 9.2 do Acórdão nº 325/2007-Plenário-TCU. (Irregularidade: Orçamento do edital/contrato/aditivo incompleto ou inadequado);......
52 52 Determino a restituição dos autos à Secob-3, com vistas a que, preliminarmente, seja realizada a oitiva prévia das empresas Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda e I. M. Comércio e Terraplanagem Ltda., para que, no prazo de 15 (quinze) dias, se manifestem acerca da irregularidade concernente ao item 6.1 da proposta de encaminhamento acima referenciada, bem assim para que sejam adotadas as demais medidas alvitradas na referida proposta. Brasília, de julho de (Assinado Eletronicamente) ANDRÉ LUÍS DE CARVALHO Relator NÚMERO DE DIAS PARA ATENDIMENTO: 15
53 Evidências relacionadas ao Tópico "Esclarecimentos Adicionais" Tabela 1: Relação dos contratos firmados para construção do Parque Eólico Casa Nova. CONTRATO EMPRESA VALOR (R$) Obras Civis e Aerogeradores Consórcio Ventos de Casa Nova - IMPSA, DoisA e IM ,50 Subestação ABB ,00 Linha de Transmissão Sadesul ,00 Meio Ambiente LT e SE MRS ,00 Cabos LT 230 kv Prysmian ,79 Cabos LT 34,5 kv Wirex ,00 Cabos LT Dielétrico Óptico Procable ,14 Cabos LT Alumínio Wirex ,67 Créditos de Carbono Enerbio/Di Cavalcanti ,31 Meio Ambiente CGE MRS ,19 TOTAL ,60 Potência Instalada: 180,00 MW Preço Unitário: 3.830,13 R$/kWh Tabela 2: Curva ABC para análise de preços. Etapa/contrato EMPRESA VALOR(R$) % ind % acum. Aerogeradores IMPSA ,00 78,3% 78,3% Obras Civis Dois A e IM ,50 13,8% 92,2% Subestação ABB ,00 4,0% 96,2% Linha de Transmissão Sadesul ,00 1,8% 98,0% Cabos LT 34,5 kv Wirex ,00 1,0% 99,1% Cabos LT 230 kv Prysmian ,79 0,4% 99,5% Cabos LT Alumínio Wirex ,67 0,2% 99,7% Meio Ambiente LT e SE MRS ,00 0,1% 99,8% Meio Ambiente CGE MRS ,19 0,1% 99,9% Cabos LT Dielétrico Óptico Procable ,14 0,1% 100,0% Créditos de Carbono Enerbio/Di Cavalcanti ,31 0,0% 100,0% TOTAL ,60 Tabela 3 Referencias utilizados na formação de macroindicador de preços para centrais eólicas. Empreendimento Valor do Empreendimento (em milhões) Capacidade de Geração (MW) Valor do empreendimento/kw Tractebel R$ 610,95 145,4 R$ 4.201,89 Parque Eólico Elebras Cidreira 1 R$ 227,70 70 R$ 3.252,86 nove usinas eólicas (BNDES) R$ 790,30 281,5 R$ 2.807,46 A Ventos do Sul Energia R$ 800, R$ 5.333,33 Martifer Group R$ 700, R$ 3.211,01 Galvão Energia R$ 400,00 94 R$ 4.255,32 Brennand Energia + CHESF R$ 360,00 90 R$ 4.000,00 Martifer Renováveis Geração de Energia R$ 700, R$ 3.211,01 Suzlon R$ 1.300, R$ 3.250,00 Parque eólico Mangue Seco R$ 435, R$ 4.182,69 parque eólico de Osório R$ 670, R$ 4.466,67 Preço Médio do KW de Potência Instalada R$ 3.833,84
54 54 Tabela 4: Análise de quantitativo de serviços de obras civis. Descrição do item Unid. Quant. Est Quant. Diferença PU contrato Total Quant Total Quant Chesf Contrato (%) (R$) Chesf (R$) Contrato (R$) Acessos (somente custos diretos) Desmatamento e Limpeza do terreno M , ,00 6,91% 1, , ,52 Regularização do sub-leito M , ,00-53,27% 1, , ,50 Sub-base estabilizada M , ,00-83,55% 6, , ,80 Base com cascalho local M , ,00-50,71% 9, , ,34 Revestimento em brita graduada (1) M ,00 - Item Suprimido 63, ,60 - Bota fora M , ,00-70,63% 6, , ,35 Escavação mecânica, aquisição, carga e transporte de material 1ª cat. DMT 5KM M ,00 - Item Suprimido 16, ,20 - Aquisição, esc, carg, transp até 5 km e desc mat 1ª cat M ,00 Item Novo 17, ,76 Terrap dos acessos inc esc, carg, transp até 10 km e desc e compac mat local 1º cat M ,00 Item Novo 29, ,26 Meio fio M , ,00 100,00% 40, , ,00 Proteção talude M , , ,60% 5, , ,82 Drenagem dos acessos 80cm (2) M 485,44 1,00 Mudançade Unidade , , ,37 Melhoria no acesso externo VB 1,00 1,00 0,00% , , ,47 Plataformas Unid. 120,00 120,00 0,00% , , ,20 controle tecnológico dos acessos e plataformas VB - 1,00 Item Novo , ,00 Prova de carga estática em aterros VB - 1,00 Item Novo , ,00 Controle topográfico dos acessos e plataformas VB - 1,00 Item Novo , ,00 Bases (somente custos diretos) Escavação mecânica das fundações M , ,00-10,25% 5, , ,54 Apiloamento e nivelamento de fundo de vala M , ,00 49,91% 4, , ,24 Reaterro compactado c/ material local M , ,00-86,46% 20, , ,58 Bota fora M , ,60 36,17% 6, , ,62 Estaca M ,00 - Item Suprimido 146, ,40 - Ensaios VB 1,00 1,00 0,00% , , ,00 Lastro de concreto de regularização Fck=20MPa M , ,00 49,92% 461, , ,19 Concreto armado M , ,00 8,17% 997, , ,76 Embutimento e montagem dos inserts VB - 1,00 Item Novo , , , ,84 (1) - Valores das estimativas de custos da Chesf. (2) - Considerado o valor total nas EC Chesf de R$ ,51.
55 Anexo Fotográfico Foto mostrando investimentos realizados no ano de 2011 pela empresa contratada para a fabricação dos aerogeradores (Wind Power Energia S/A - Impsa) no contrato fiscalizado.
56 56 Foto mostrando uma hélice, com cerca de 40 metros, de uma aerogerador, visualizado em visita à fabrica da empresa contratada Wind Power Energia S/A - Impsa em Suape/PE.
57 57 Foto mostrando diversos componentes de um aerogerador, visualizado em vista à fabrica da empresa Wind Power Energia S/A - Impsa em Suape/PE.
RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO - SINTÉTICO
Relatório preliminar, sujeito a alterações pela unidade técnica (não tramitar para o relator antes da RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO - SINTÉTICO TC nº 000.787/2009-4 Fiscalização nº 385/2009 DA FISCALIZAÇÃO
Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2004
Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2004 IDENTIFICAÇÃO DA OBRA Caracterização da obra Processo: 4101/2004-4 Ano Orçamento: 2002 UF: RJ Nome do PT: Manutenção de Serviços Administrativos -
Plano Especial de Auditoria de Obras 2003 Relatório Sintético
Plano Especial de Auditoria de Obras 2003 Relatório Sintético Caracterização da obra Ano orçamento: 2003 UF: BA Nome do programa de trabalho: Construção da Barragem Poço do Magro no Estado da Bahia - No
SUMÁRIO EXECUTIVO - RELATÓRIO DE AUDITORIA nº 07/ 2012 Página 1 de 5 SUMÁRIO EXECUTIVO
SUMÁRIO EXECUTIVO - RELATÓRIO DE AUDITORIA nº 07/ 2012 Página 1 de 5 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA EMPRESA BRASIL DE COMUNICAÇÃO AUDITORIA INTERNA SUMÁRIO EXECUTIVO Documento: Relatório de Auditoria EBC nº
RELATÓRIO DE AUDITORIA INTERNA Nº 03/2009 SERVIÇOS TERCEIRIZADOS
RELATÓRIO DE AUDITORIA INTERNA Nº 03/2009 SERVIÇOS TERCEIRIZADOS I. Dos Procedimentos: Visando dar cumprimento ao item de número 05 do PAINT/2009, devidamente aprovado pelo Conselho Superior desta Instituição,
Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2004
Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2004 IDENTIFICAÇÃO DA OBRA Caracterização da obra Processo: 4096/2004-2 Ano Orçamento: 2003 UF: RJ Nome do PT: Funcionamento de Cursos de Graduação - No
Plano Especial de Auditoria de Obras 2002 Relatório Sintético
Plano Especial de Auditoria de Obras 2002 Relatório Sintético Caracterização da obra Ano orçamento: 2002 UF: DF Nome do programa de trabalho: Implantação de Sistema de Transmissão na Área de Goiás/Distrito
CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO - CGU-REGIONAL/MT MATRIZ DE PLANEJAMENTO - CONTRATOS EM GERAL E TERCEIRIZADOS
CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO - CGU-REGIONAL/MT MATRIZ DE PLANEJAMENTO - CONTRATOS EM GERAL E TERCEIRIZADOS 1. GERAL - O contrato contém todas as cláusulas essenciais e necessárias, define com precisão
Plano Especial de Auditoria de Obras 2002 Relatório Sintético
Plano Especial de Auditoria de Obras 2002 Relatório Sintético Caracterização da obra Ano orçamento: 2002 UF: SP Nome do programa de trabalho: Implantação do Gasoduto São Carlos (SP) - Congonhas (MG) de
Em 13 de janeiro de 2012.
Nota Técnica nº 003/2012-SEM/ANEEL Em 13 de janeiro de 2012. Processo: 48500.005140/2011-21 Assunto: Instauração de Audiência Pública, na modalidade Intercâmbio Documental, para subsidiar o processo de
Plano Especial de Auditoria de Obras 2003 Relatório Sintético
Plano Especial de Auditoria de Obras 2003 Relatório Sintético Caracterização da obra Ano orçamento: 2003 UF: CE Nome do programa de trabalho: Implantação, Aparelhamento e Adequação de Unidades de Saúde
Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2005
Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2005 IDENTIFICAÇÃO DA OBRA Caracterização da obra Processo: 6177/2005-0 Ano Orçamento: 2005 UF: RJ Nome do PT: Substituição de Grupo de Geradores de Vapor
Dar exclusividade de parceria a FURNAS, por si e suas afiliadas, no caso de participação nos Leilões promovidos pela ANEEL.
1 OBJETO Constitui objeto desta Chamada Pública a seleção de potenciais parceiros privados detentores de capital, direitos, projetos e/ou oportunidades de negócio na área de energia, que considerem como
CONEXÃO DE GERAÇÃO AO SISTEMA CELESC
CONEXÃO DE GERAÇÃO AO SISTEMA CELESC FINALIDADE Reunir informações sintetizadas do Processo de Acesso ao Sistema Elétrico da Celesc com o objetivo de orientar os Acessantes, como proceder na condução do
RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO - RESUMIDO
1 RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO - RESUMIDO TC 002.824/2014-0 Fiscalização 58/2014 DA FISCALIZAÇÃO Modalidade: conformidade Ato originário: Despacho de 4/2/2014 do Min. Valmir Campelo (TC 000.948/2014-4) Objeto
1ª CHAMADA PÚBLICA PARA INCENTIVO DA GERAÇÃO CONFORME PORTARIA MME Nº 44, DE 10 DE MARÇO DE 2015
1ª CHAMADA PÚBLICA PARA INCENTIVO DA GERAÇÃO CONFORME PORTARIA MME Nº 44, DE 10 DE MARÇO DE 2015 A (DISTRIBUIDORA), nos termos da Portaria do Ministério de Minas e Energia - MME, nº 44, de 10 de março
DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO
OBJETIVO DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO Fornecer diretrizes para a elaboração e apresentação de orçamentos que compõem o Projeto Executivo. FINIÇÕES O orçamento executivo abrange a elaboração dos elementos
1ª CHAMADA PÚBLICA PARA INCENTIVO DA GERAÇÃO, CONFORME PORTARIA MME Nº 44, DE 10 DE MARÇO DE 2015.
EDITAL 1ª CHAMADA PÚBLICA PARA INCENTIVO DA GERAÇÃO, CONFORME PORTARIA MME Nº 44, DE 10 DE MARÇO DE 2015. A Companhia Energética de Alagoas CEAL, doravante chamada DISTRIBUIDORA, nos termos da Portaria
PROCEDIMENTOS DE REALIZAÇÃO DO PROCESSO DE HOMOLOGAÇÃO DE MATERIAIS DE FORNECEDORES NA COPASA
PROCEDIMENTOS DE REALIZAÇÃO DO PROCESSO DE HOMOLOGAÇÃO DE MATERIAIS DE FORNECEDORES NA COPASA 1 Solicitação de Abertura do Processo de Homologação 1.1 Os fornecedores interessados em ter seus materiais
PREFEITURA DE GOIÂNIA 1 GABINETE DO PREFEITO
PREFEITURA DE GOIÂNIA 1 GABINETE DO PREFEITO DECRETO Nº 612, DE 16 DE MARÇO DE 2007. Dispõe sobre a implantação do Sistema de Registro de Preços nas compras, obras e serviços contratados pelos órgãos da
ENVIO DE CONTRIBUIÇÕES REFERENTE À AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 004 /2011. NOME DA INSTITUIÇÃO: Excelência Energética Consultoria Empresarial
ENVIO DE CONTRIBUIÇÕES REFERENTE À AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 004 /2011 NOME DA INSTITUIÇÃO: Excelência Energética Consultoria Empresarial AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA ANEEL ATO REGULATÓRIO: MINUTA DO
RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE VENÂNCIO AIRES CONTROLE INTERNO
01/06 1 DOS OBJETIVOS 1.1 Definir normas para elaboração dos contratos de aquisição de materiais, prestação de serviços gerais e prestação de serviços e obras de engenharia. 1.2 Normatizar os procedimentos
Submódulo 1.1 Adesão à CCEE. Módulo 6 Penalidades. Submódulo 6.1 Penalidades de medição e multas
Submódulo 1.1 Adesão à CCEE Módulo 6 Penalidades Submódulo 6.1 Penalidades de medição Revisão 1.0 Vigência 16/10/2012 1 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO 2. OBJETIVO 3. PREMISSAS 4. LISTA DE DOCUMENTOS 5. FLUXO DE
Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2005
Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2005 IDENTIFICAÇÃO DA OBRA Caracterização da obra Processo: 4525/2005-6 Ano Orçamento: 2005 UF: PR Nome do PT: Recuperação de Trechos Rodoviários - Divisa
GesANTT PLANO DO PROJETO EPP.PP.01 1.1. ProPass Brasil Projeto da Rede Nacional de Transporte Rodoviário Interestadual e Internacional de Passageiros
1 Nome do Projeto ProPass Brasil Projeto da Rede Nacional de Transporte Rodoviário Interestadual e Internacional de Passageiros 2 Chefe do Projeto Maria Ângela Cavalcanti Oliveira 3 Gestor do Projeto Sonia
CONTRIBUIÇÃO DO GRUPO CMS (CPEE, CSPE, CJE E CLFM) PARA A AUDIÊNCIA PÚBLICA ANEEL No 019/2005
CONTRIBUIÇÃO DO GRUPO CMS (CPEE, CSPE, CJE E CLFM) PARA A AUDIÊNCIA PÚBLICA ANEEL No 019/2005 Abaixo apresentamos nossas contribuições para a Audiência Pública ANEEL N 019/2005, de 30/08/2005. Destacamos
XIV SIMPÓSIO NACIONAL DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS
XIV SIMPÓSIO NACIONAL DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS DIMENSÃO DO PROJETO BÁSICO NA CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS PRECEDIDOS DA EXECUÇÃO DE OBRA PÚBLICA Cezar Augusto Pinto Motta TCE-RS / Ibraop Pedro
VOTO. INTERESSADO: Companhia Marumbi Transmissora de Energia S.A. RESPONSÁVEL: Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão SRT.
VOTO PROCESSOS: 48500.002320/2014-01. INTERESSADO: Companhia Marumbi Transmissora de Energia S.A. RELATOR: Diretor Reive Barros dos Santos. RESPONSÁVEL: Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão
SEBRAEtec Diferenciação
SEBRAEtec Diferenciação REGULAMENTO Investir em inovação tecnológica é fundamental para a competitividade das micro e pequenas empresas gaúchas. 2 2014 Mais recursos para as MPEs representam mais desenvolvimento
RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO - SINTÉTICO
1 RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO - SINTÉTICO TC 008.949/2013-1 Fiscalização 210/2013 DA FISCALIZAÇÃO Modalidade: conformidade Ato originário: Acórdão 448/2013 - Plenário Objeto da fiscalização: Parque de Geração
PORTARIA CAU/SP Nº 063, DE 31 DE AGOSTO DE 2015.
PORTARIA CAU/SP Nº 063, DE 31 DE AGOSTO DE 2015. Aprova a Instrução Normativa nº 06, de 31 de agosto de 2015, que regulamenta os trâmites administrativos dos Contratos no âmbito do Conselho de Arquitetura
Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Fazenda Departamento Geral de Administração e Finanças TERMO DE REFERÊNCIA
TERMO DE REFERÊNCIA Código de Classificação: 13.02.01.15 1 DO OBJETO: A presente licitação tem por objeto a contratação de empresa para prestação dos serviços de cobertura securitária (seguro) para assegurar
Versão: 2 Início de Vigência: 27.11.2006 Instrumento de Aprovação: Despacho ANEEL nº 2.773, de 27 de novembro de 2006
Procedimento de Comercialização Versão: 2 Início de Vigência: Instrumento de Aprovação: Despacho ANEEL nº 2.773, de 27 de novembro de 2006 ÍNDICE 1. APROVAÇÃO... 3 2. HISTÓRICO DE REVISÕES... 3 3. PROCESSO
LEI Nº 9.548, DE 22 DE ABRIL DE 2015. A CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA, Estado de Goiás, aprova e eu, PREFEITO MUNICIPAL, sanciono a seguinte Lei:
1 Gabinete do Prefeito LEI Nº 9.548, DE 22 DE ABRIL DE 2015 Institui o Programa Municipal de Parcerias Público-Privadas, cria a Comissão Gestora de Parcerias Público-Privadas de Goiânia e dá outras providências.
MODELO PARA ENVIO DE CONTRIBUIÇÕES REFERENTE À CONSULTA PÚBLICA Nº 005/2014
MODELO PARA ENVIO DE CONTRIBUIÇÕES REFERENTE À CONSULTA PÚBLICA Nº 005/2014 NOME DA INSTITUIÇÃO: Celesc Distribuição S.A. AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA ANEEL ATO REGULATÓRIO: Nota Técnica nº 025/2014
RESOLUÇÃO NORMATIVA (RN) RN - 006/01
RESOLUÇÃO NORMATIVA (RN) RN - 006/01 EMITENTE Presidência Aprovada pela Diretoria REUNIÃO DE 01/06/2005 Revisão Nº 01 Aprovada pela Diretoria REUNIÃO DE 10/01/2007 ASSUNTO Contratação de Prestação de Serviços
ANEXO I. Check list UHE/PCH AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA ANEEL DESPACHO Nº 2.117, DE 26 DE JUNHO DE 2012.
ANEEL DESPACHO Nº 2.117, DE 26 DE JUNHO DE 2012. O DIRETOR-GERAL DA AGÊNCIA NACIONAL DE ANEEL, no uso de suas atribuições regimentais, tendo em vista deliberação da Diretoria e o que consta no Processo
Questão de auditoria Informações Requeridas Fontes de Informação Procedimentos Possíveis Achados
Questão de auditoria Informações Requeridas Fontes de Informação s Possíveis Achados 1 As características da unidade de controle interno atendem aos preceitos normativos e jurisprudenciais? Ato que criou
Qualificação técnica. A documentação relativa à qualificação técnica limita-se a:
Observe, quando da contratação de empresas para realização de obras e/ou prestação de serviços, o disposto na Lei 8.212/91, que determina a exigência da Certidão Negativa de Débito da empresa na contratação
Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2004
Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2004 IDENTIFICAÇÃO DA OBRA Caracterização da obra Processo: 6602/2004-8 Ano Orçamento: 2003 UF: SP Nome do PT: Obtenção de Próprios Nacionais Residenciais
Planilhas orçamentárias: visão prática
Capítulo 13 Planilhas orçamentárias: visão prática Sumário: 13.1 Considerações iniciais 13.2 Elaboração da planilha base do orçamento 13.3 Relação dos insumos que serão utilizados e a pesquisa de preços
2 O Novo Modelo e os Leilões de Energia
2 O Novo Modelo e os Leilões de Energia 2.1. Breve Histórico da Reestruturação do Setor Elétrico Brasileiro No início da década de 90, o setor elétrico brasileiro apresentava uma estrutura predominantemente
EDITAL DE SELEÇÃO PÚBLICA DE FORNECEDORES 007/2015 - ANEXO I TERMO DE REFERÊNCIA
EDITAL DE SELEÇÃO PÚBLICA DE FORNECEDORES 007/2015 - ANEXO I TERMO DE REFERÊNCIA 1. IDENTIFICAÇÃO Coordenação: Profª. Ingrid Eleonora Schreiber Jansch Pôrto Centro de Empreendimentos em Informática da
QUESTIONAMENTO 01 SUL AMÉRICA
Fls. QUESTIONAMENTO 01 SUL AMÉRICA Em relação aos Questionamentos efetuados pela empresa Sul América Serviços LTDA, informo que foram analisados pelo Diretor da área solicitante, Sr. Charles, e com base
Nota Técnica nº. 003/2015/GECOG Vitória, 02 de setembro de 2015.
Nota Técnica nº. 003/2015/GECOG Vitória, 02 de setembro de 2015. Assunto: Orientações sobre o controle de obrigações contratuais no SIGEFES a partir de 10 de setembro de 2015. 1. Com base no art. 105 da
PROCEDIMENTO OPERACIONAL AQUISIÇÃO / QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDORES
Histórico de Revisões Rev. Modificações 01 30/04/2007 Primeira Emissão 02 15/06/2009 Alteração de numeração de PO 7.1 para. Alteração do título do documento de: Aquisição para: Aquisição / Qualificação
1. INTRODUÇÃO 2. DADOS DO EMPREENDEDOR:
TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL E PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL PARA PARQUES DE GERAÇÃO DE ENERGIAS ALTERNATIVA (SOLAR, EÓLICA E OUTRAS) 1. INTRODUÇÃO Este Termo de
Medidas divulgadas pelo Governo Federal para o fortalecimento do setor elétrico nacional
Medidas divulgadas pelo Governo Federal para o fortalecimento do setor elétrico nacional Perguntas e Respostas Perguntas mais frequentes sobre as medidas divulgadas pelo Governo Federal Março 2014 Apresentação
Política de Estruturação de Negócios e Gestão de Participações
Política de Estruturação de Negócios e Gestão de Participações Outubro de 2013 Conteúdo 1. Objetivo... 3 2. Princípios... 4 3. Diretrizes... 5 4. Responsabilidades... 6 5. Conceitos... 7 6. Disposições
ANEXO IV INFORMAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DA PROPOSTA COMERCIAL
ANEXO IV INFORMAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DA PROPOSTA COMERCIAL A orientação padrão para a elaboração da PROPOSTA DE TARIFA REFERENCIAL DE ÁGUA (TRA) e TARIFA REFERENCIAL DE ESGOTO objetiva propiciar a Comissão:
Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2007 Relatório Preliminar da Unidade Técnica ainda sem Manifestação do Ministro Relator
Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2007 Relatório Preliminar da Unidade Técnica ainda sem Manifestação do Ministro Relator IDENTIFICAÇÃO DA OBRA Caracterização da obra Processo: 9649/2007-2
GUERRA FISCAL: SÃO PAULO E ESPÍRITO SANTO ICMS - IMPORTAÇÃO
GUERRA FISCAL: SÃO PAULO E ESPÍRITO SANTO ICMS - IMPORTAÇÃO Fábio Tadeu Ramos Fernandes [email protected] Ana Cândida Piccino Sgavioli [email protected] I INTRODUÇÃO Desde a década de
Número: 00225.000175/2012-24 Unidade Examinada: Município de Mogi Guaçu/SP
Número: 00225.000175/2012-24 Unidade Examinada: Município de Mogi Guaçu/SP Relatório de Demandas Externas n 00225.000175/2012-24 Sumário Executivo Este Relatório apresenta os resultados das ações de controle
RELATÓRIO DE AUDITORIA Nº 03/2011 Obras e Serviços de Engenharia
RELATÓRIO DE AUDITORIA Nº 03/2011 Obras e Serviços de Engenharia 1. INTRODUÇÃO Em atenção ao preceituado no item nº 09 do PAINT/2011, devidamente aprovado ad referendum pelo Reitor da UNIFAL-MG, em 27/12/2010
Número: 00213.000123/2010-25 Unidade Examinada: Município de Bujaru/PA
Número: 00213.000123/2010-25 Unidade Examinada: Município de Bujaru/PA Relatório de Demandas Externas n 00213.000123/2010-25 Sumário Executivo Este Relatório apresenta os resultados das ações de controle
NORMA DE PROCEDIMENTOS. Locação de imóveis
Pág.: 1/6 1 Objetivo Esta Norma estabelece os procedimentos referentes à celebração, renovação e rescisão dos contratos de locação de imóveis efetuados pela COPASA MG, exclusivamente para o exercício de
QUESTIONAMENTOS B QUESTIONAMENTO 02
QUESTIONAMENTOS B RESPOSTA: O edital previu, nos subitens 5.1.1. e 5.2. das Condições Gerais da Contratação Anexo 1 do edital, compensações financeiras e penalizações, por eventuais atrasos, e descontos,
I. OBJETIVO Estabelecer diretrizes para transferência de colaboradores entre localidades da Companhia e parâmetros para ajuda de custo.
I. OBJETIVO Estabelecer diretrizes para transferência de colaboradores entre localidades da Companhia e parâmetros para ajuda de custo. II. ÁREA DE ABRANGÊNCIA Quando necessário efetuar transferências
FUNDOS DO SETOR ELÉTRICO ADMINISTRADOS PELA ELETROBRÁS 2009
4.7 - FUNDOS DO SETOR ELÉTRICO A Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás é a responsável pela gestão de recursos setoriais que atendem às diversas áreas do Setor Elétrico, representados pelos
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 008, DE 10 DE JULHO DE 2007 (Publicada no Diário Oficial do Espírito Santo em 11 de julho de 2007)
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 008, DE 10 DE JULHO DE 2007 (Publicada no Diário Oficial do Espírito Santo em 11 de julho de 2007) Estabelece procedimentos administrativos e critérios técnicos referentes à Declaração
LEI Nº 9.038, DE 14 DE JANEIRO DE 2005. O Povo do Município de Belo Horizonte, por seus representantes, decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
LEI Nº 9.038, DE 14 DE JANEIRO DE 2005 Dispõe sobre o Programa Municipal de Parcerias Público- Privadas. O Povo do Município de Belo Horizonte, por seus representantes, decreta e eu sanciono a seguinte
CHAMADA PÚBLICA CELG GT 001/2012
CHAMADA PÚBLICA CELG GT 001/2012 NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS PROCEDIMENTOS PARA SELEÇÃO DE EMPRESAS PRIVADAS, ESTATAIS, EMPREENDEDORES E INVESTIDORES PARA FORMAÇÃO DE PARCERIAS 1. OBJETO Constitui
RESOLUÇÃO Nº 355, DE 17 DE MARÇO DE 2015.
RESOLUÇÃO Nº 355, DE 17 DE MARÇO DE 2015. Dispõe sobre os procedimentos e as taxas de desconto dos fluxos de caixa marginais a serem adotados nos processos de Revisão Extraordinária nos Contratos de Concessão
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA FEDERAL DE CONTROLE INTERNO
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA FEDERAL DE CONTROLE INTERNO TIPO DE AUDITORIA : AUDITORIA DE GESTÃO EXERCÍCIO : 2006 PROCESSO Nº : 23087.000109/2007-14 UNIDADE AUDITADA
IN 105 ATENDIMENTO AO CLIENTE 001. Atividade Autoridade Responsabilidade
IN 105 ATENDIMENTO AO CLIENTE 001 1 OBJETIVO Estabelecer as orientações e procedimentos para prestar o atendimento ao cliente que procura algum dos serviços ou produtos que compõe o portfólio e/ou o atendimento
PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 (Do Sr. Fabio Faria)
PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 (Do Sr. Fabio Faria) Institui o Programa de Incentivo à Geração Distribuída de Energia Elétrica a partir de Fonte Solar - PIGDES e altera a Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002.
SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE IT Instrução de Trabalho
CONVÊNIO COM ENTIDADES DE CLASSE IT. 23 05 1/5 1. OBJETIVO Estabelecer diretrizes para a celebração de convênios com Entidades de Classe para a concessão de recursos, pelo Sistema Confea/Crea, para medidas
RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO - SINTÉTICO
1 RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO - SINTÉTICO TC 003.757/2014-5 Fiscalização 88/2014 DA FISCALIZAÇÃO Modalidade: conformidade Ato originário: Despacho de 27/1/2014 do Min. Valmir Campelo (TC 001.081/2014-4)
M. DIAS BRANCO S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS Companhia Aberta Capital Autorizado CNPJ nº 07.206.816/0001-15 NIRE 2330000812-0
1 M. DIAS BRANCO S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS Companhia Aberta Capital Autorizado CNPJ nº 07.206.816/0001-15 NIRE 2330000812-0 POLÍTICA DE CONTRATAÇÃO COM PARTES RELACIONADAS 1. OBJETIVO 1.1
METODOLOGIA PARA ANÁLISE DA REVISÃO ORDINÁRIA DA PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA FIRMADA ENTRE O MUNICÍPIO DE RIO CLARO E A FOZ DE RIO CLARO S/A.
METODOLOGIA PARA ANÁLISE DA REVISÃO ORDINÁRIA DA PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA FIRMADA ENTRE O MUNICÍPIO DE RIO CLARO E A FOZ DE RIO CLARO S/A. A Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos
pdc_me_05_versao2 Página 1 de 21 Versão: 2 Início de Vigência: 23.02.2010 Instrumento de Aprovação: Despacho ANEEL nº 391, de 22 de fevereiro de 2010
pdc_me_05_versao2 Página 1 de 21 Procedimento de Comercialização Versão: 2 Início de Vigência: Instrumento de Aprovação: Despacho ANEEL nº 391, de 22 de fevereiro de 2010 CÓDIGO ÍNDICE 1. APROVAÇÃO...
QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE PESSOAL EM CORROSÃO E PROTEÇÃO
ABRACO 00 de 0 OBJETIVO Esta norma estabelece a sistemática adotada pela Associação Brasileira de Corrosão ABRACO para o funcionamento do Sistema Nacional de Qualificação e Certificação em Corrosão e Proteção.
CONTRATO 035/2014 CLÁUSULA PRIMEIRA DO OBJETO
CONTRATO 035/2014 A Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (FATEC), inscrita no CNPJ n.º 89.252.431/0001-59, sediada na Cidade Universitária, em Santa Maria /RS, neste ato representada pelo Diretor Presidente,
CÓPIA NÃO CONTROLADA. DOCUMENTO CONTROLADO APENAS EM FORMATO ELETRÔNICO. PSQ PROCEDIMENTO DO SISTEMA DA QUALIDADE
PSQ PROCEDIMENTO DO SISTEMA DA QUALIDADE PSQ 290.0339 - PROCEDIMENTO DO SISTEMA DA QUALIDADE APROVAÇÃO CARLOS ROBERTO KNIPPSCHILD Gerente da Qualidade e Assuntos Regulatórios Data: / / ELABORAÇÃO REVISÃO
Roteiro Básico para Exportação
Roteiro Básico para Exportação As empresas interessadas em efetuar exportações deverão, em primeiro lugar, inscrever-se no RADAR, que corresponde ao Registro de Exportadores e Importadores da Inspetoria
Política de Gerenciamento do Risco Operacional Banco Opportunity e Opportunity DTVM Março/2015
Política de Gerenciamento do Risco Operacional Banco Opportunity e Opportunity DTVM Março/2015 1. OBJETIVO Esta política tem como objetivo estabelecer as diretrizes necessárias para o adequado gerenciamento
Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos
Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos 1º Fórum Brasileiro de Custos de Obras Públicas Metodologia de Cálculo Orientação Técnica para Cálculo do Preço de Referência em Licitações de Obras Públicas
Perguntas e Respostas sobre a aplicação da Resolução Normativa nº 482/2012
Perguntas e Respostas sobre a aplicação da Resolução Normativa nº 482/2012 Este documento é apenas explicativo e não tem força normativa. 1 O que é o Sistema de Compensação de Energia Elétrica?...1 2 Quanto
Poder Judiciário TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ. Estudos Preliminares. Descrição sucinta, precisa, clara e suficiente da STIC escolhida.
Estudos Preliminares Descrição sucinta, precisa, clara e suficiente da STIC escolhida. SUMÁRIO 1 ANÁLISE DE VIABILIDADE DA CONTRATAÇÃO (Art. 14) 4 Contextualização 4 1.1 Definição e Especificação dos Requisitos
RELATÓRIO DE AUDITORIA Nº 05/2012 Licitações e Contratos
RELATÓRIO DE AUDITORIA Nº 05/2012 Licitações e Contratos 1. INTRODUÇÃO Em atenção ao preceituado no item nº 11 do PAINT/2012, devidamente aprovado ad referendum pelo Reitor da UNIFAL-MG, em 28/12/2011
Justificativa da iniciativa
Sumário Justificativa da iniciativa O que é o Framework? Apresentação básica de cada ferramenta Quais projetos serão avaliados por meio do Framework? Fluxo de avaliação Expectativas Justificativa da iniciativa
COMUNICADO 02 (RESPOSTA PEDIDO DE IMPUGNAÇÃO/ DESIGNAÇÃO DE DATA PARA ABERTURA DOS ENVELOPES)
COMUNICADO 02 (RESPOSTA PEDIDO DE IMPUGNAÇÃO/ DESIGNAÇÃO DE DATA PARA ABERTURA DOS ENVELOPES) ATA DE REUNIÃO DA COMISSÃO DE PERMANENTE DE HABILITAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E JULGAMENTO DE LICITAÇÕES. Aos vinte
ANEXOS_DECRETO Nº 17.095 DE 10 DE DEZEMBRO DE 1999 ÓRGÃO/ENTIDADE: EXERCÍCIO:
ANEXOS_DECRETO Nº 17.095 DE 10 DE DEZEMBRO DE 1999 ANEXO A1 INVENTÁRIO DE BENS IMÓVEIS* ÓRGÃO/ENTIDADE: EXERCÍCIO: * Relacionar inclusive os investimentos realizados com recursos de Fundo Especial gerido
1. APRESENTAÇÃO IDENTIFICAÇÃO DA FISCALIZAÇÃO DO ÓRGÃO / ENTIDADE FISCALIZADA. Município/UF: Recife/PE
1. APRESENTAÇÃO IDENTIFICAÇÃO Município/UF: Recife/PE DA FISCALIZAÇÃO Objeto da fiscalização: Arena Multiuso da Copa 2014 Tipo de obra: Estádio de Futebol Período abrangido pela fiscalização: junho/2011
