Contabilidade 2.0 FCC

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1 AMOSTRA DA OBRA O sumário aqui apresentado é reprodução fiel do livro. Ricardo J. Ferreira Contabilidade 2.0 FCC teoria e questões sob medida

2 Nota sobre o autor Sumário III Ricardo J. Ferreira é graduado em Direito e Ciências Contábeis. Foi auditor interno nos setores público e privado e assessor jurídico da Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro. É professor de Legislação Tributária, Contabilidade e Auditoria, tendo sido aprovado e classificado nos concursos para Técnico do Tesouro Nacional (TTN), Agente Fiscal de Tributos do Estado de Minas Gerais (ICMS/MG), Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo (ICMS/SP), Auditor-Fiscal do Tesouro Nacional (AFTN), Fiscal de Rendas do Estado do Rio de Janeiro (ICMS/ RJ) e Fiscal de Rendas do Município do Rio de Janeiro (ISS/RJ), entre outros. Capítulo 1 Conceito, objetivo e finalidade Página 1 Conceito 01 2 Objeto 02 3 Finalidade ou objetivo 02 4 Pessoas interessadas nas informações contábeis 03 5 Funções 04 6 Identificação dos aspectos patrimoniais 04 7 Áreas ou ramos 05 8 Campo de aplicação 05 9 Titular do patrimônio Empresário individual Empresa individual de responsabilidade limitada Sociedades empresárias Sociedade em nome coletivo Sociedade em comandita simples Sociedade limitada Sociedade anônima Sociedade em comandita por ações Sociedade em conta de participação Dissolução, liquidação e extinção Técnicas contábeis Escrituração contábil Demonstração Auditoria Análise das demonstrações contábeis ou financeiras 30

3 Sumário V Capítulo 2 Patrimônio 1 Conceito 31 2 Bens 31 3 Direitos Duplicata Duplicata de prestação de serviços Remessa e devolução da duplicata Pagamento da duplicata Protesto da duplicata Cobrança judicial da duplicata Livro Registro de Duplicatas Nota promissória Cheque 43 4 Obrigações 44 5 Situação líquida 45 6 Relações entre ativo, passivo exigível e situação líquida 50 7 Origens de recursos 51 8 Aplicações de recursos 53 9 Análise das origens e aplicações Terminologia contábil 55 Capítulo 3 Contas 1 Conceito 59 2 Classificação das contas 59 3 Elementos essenciais da conta 61 4 Plano de contas 63 5 Sistema de contas 64 6 Elenco de contas 64 7 Balancete de verificação 68 8 Teoria das contas Teoria Personalística Teoria Materialística Teoria Patrimonialista 72 Capítulo 4 Escrituração contábil 1 Conceito 73 2 Métodos de escrituração 73 3 Método das partidas simples 74 4 Método das partidas mistas 75 5 Método das partidas dobradas 75 6 Funcionamento das contas no método das partidas dobradas 79 7 Processos de escrituração 85 8 Normas legais sobre escrituração 85 9 Lançamento contábil Funções do lançamento Elementos essenciais do lançamento Fórmulas de lançamento Erros de escrituração e sua correção Livros de escrituração Descentralização da contabilidade Livros empresariais ou comerciais Livro Diário Livro-Razão Livros especiais Livros para fins tributários 103 Capítulo 5 Despesa 1 Conceito Despesa de aluguel Despesa de juros Despesa de seguro Despesa de salários folha de pagamento Contribuição previdenciária 114

4 Sumário VII 5.2 FGTS Salário-família Adiantamentos a empregados Provisão para férias 119 Capítulo 6 Receita 1 Conceito Receita financeira Receita de venda de mercadorias Receita de serviços Receita de aluguel Reconhecimento da receita Mensuração da receita 128 Apêndice A Exemplos de reconhecimento da receita 129 Capítulo 7 Apuração do resultado 1 Conceito Contas transitórias e permanentes Encerramento dos saldos das contas de resultado Transferência do resultado para o patrimônio líquido Regimes contábeis: regime de caixa e regime de competência 148 Capítulo 8 Fato administrativo 1 Conceito Fato permutativo Fato modificativo Fato misto ou composto Ato administrativo Insubsistências e superveniências 158 Capítulo 9 Operações com mercadorias 1 Sistemas de inventário Sistema de inventário periódico Conta Mercadorias com função mista Método das três contas Média ponderada fixa Método do varejo Custo específico 175 Capítulo 10 Sistema de inventário permanente 1 Métodos de avaliação de estoques Ficha de controle de estoque PEPS solução simplificada 185 Capítulo 11 CPC 16 (R1) Estoques 1 Objetivo Escopo Definições Mensuração de estoque Custos de estoque Custos de aquisição Custos de transformação Outros custos Custos de estoque de prestador de serviços Custo do produto agrícola colhido proveniente de ativo biológico Outras formas para mensuração do custo Critérios de valoração de estoque Valor realizável líquido Reconhecimento como despesa no resultado Divulgação 206 Capítulo 12 Provisões em geral 1 Espécies de provisões Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes Provisão para devedores duvidosos 213

5 Sumário IX Capítulo 13 Princípios de Contabilidade 1 Os princípios e sua observância Conceituação, amplitude e enumeração Princípio da entidade Princípio da continuidade Princípio da oportunidade Princípio do registro pelo valor original Princípio da competência Princípio da prudência Penalidades 227 Capítulo 14 Nova Estrutura Conceitual comentada (CPC 00) 1 Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Normas internacionais de contabilidade Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) Nova Estrutura Conceitual comentada 231 Capítulo 15 Demonstrações contábeis Lei n Lei das Sociedades por Ações Constituição da sociedade anônima Exercício social Demonstrações contábeis obrigatórias Demonstrações comparativas Agrupamento de contas semelhantes Agrupamento de pequenos saldos Proposta de destinação dos lucros Demonstrações contábeis complementares Notas explicativas Principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais Investimentos relevantes Ajustes de avaliação patrimonial Ônus reais, garantias e outras responsabilidades Empréstimos de longo prazo Número, espécies e classes das ações do capital Opções de compra de ações Ajustes de exercícios anteriores Eventos subsequentes ao encerramento do exercício Modificação de métodos ou critérios contábeis Políticas contábeis, mudança de estimativa e retificação de erro Responsáveis pelas demonstrações contábeis Documentos da administração Sociedades de grande porte Informação a ser apresentada no balanço CPC 26 (R1) 320 Capítulo 16 Balanço patrimonial 1 Conceito Critério de disposição das contas no ativo Critério de disposição das contas no passivo Compensação de saldos devedores e credores Composição do ativo Ativo circulante Disponibilidades Direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente Duplicatas descontadas Títulos em cobrança simples bancária Aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte Operações com seguros Registro de operações com juros antecipados Ativos especiais 341

6 Sumário XI 13 Ativo não circulante realizável a longo prazo Direitos realizáveis de longo prazo Depósitos judiciais Operações não usuais com pessoas ligadas Despesas antecipadas de longo prazo Classificação de acordo com o ciclo operacional Demonstrações intermediárias Avaliação do ativo circulante e do realizável a longo prazo Avaliação de imóveis destinados à venda Avaliação das disponibilidades Avaliação dos investimentos temporários em ações Avaliação das mercadorias Avaliação das matérias-primas Avaliação dos produtos em elaboração e acabados Avaliação dos produtos agrícolas e extrativos ICMS nas compras de mercadorias ICMS e frete nas compras Devolução a fornecedores com frete na compra PIS e Cofins na aquisição de mercadorias e serviços PIS/Cofins regime de incidência cumulativa PIS/Cofins regime de incidência não cumulativa Créditos do PIS/Cofins sobre o IPI Ajuste de ativo de longo prazo a valor presente 378 Capítulo 17 Ativo não circulante 1 Composição do ativo não circulante Investimentos permanentes Demais investimentos permanentes Propriedade para investimento Critérios de avaliação dos demais investimentos permanentes Imobilizado Critério para registro dos bens de uso permanente no imobilizado Imobilizações em andamento Benfeitorias em propriedades de terceiros Custo de aquisição ou produção do imobilizado Arrendamento mercantil (leasing) Características e classificação do arrendamento mercantil Arrendamento mercantil financeiro no arrendatário Arrendamento mercantil operacional no arrendatário Arrendamento mercantil financeiro no arrendador Arrendamento mercantil operacional no arrendador Transação de venda e leaseback Bens do imobilizado versus materiais de uso ou consumo Gastos com reparos, conservação ou substituição Critérios de avaliação do ativo imobilizado Depreciação de edificações Bens utilizados na exploração de recursos minerais e florestais Determinação do tempo de vida útil Método da soma dos dígitos Depreciação de bens usados Depreciação acelerada contábil Depreciação acelerada incentivada Ativo biológico 418

7 Sumário XIII 1.4 Intangível Identificação Controle Reconhecimento Fase de pesquisa Fase de desenvolvimento Método de custo Período e método de amortização Diferido Exaustão Redução ao valor recuperável de ativos Identificação de ativo que pode estar desvalorizado Mensuração do valor recuperável Valor recuperável de intangível com vida útil indefinida Valor justo líquido de despesa de venda Valor em uso Estimativas de fluxos de caixa futuros Reconhecimento e mensuração de perda por desvalorização Momento dos testes de redução ao valor recuperável Desvalorização em uma unidade geradora de caixa Reversão de perda por desvalorização para ativo individual Ativo qualificável e custos de empréstimos Ativo não circulante mantido para venda 448 Capítulo 18 Participações permanentes 1 Conceito Critérios de avaliação das participações permanentes Método da equivalência patrimonial Aplicação da equivalência patrimonial Ágio na aquisição de participação permanente Deságio na aquisição de participação permanente Ágio (mais-valia) e deságio com base no valor de mercado do ativo Ágio (goodwill) e deságio com base em rentabilidade futura Ágio e deságio por fundo de comércio, intangíveis e outras razões Amortização do ágio e tratamento dado ao deságio Método do custo de aquisição Dividendos recebidos Realização de capital Provisão para perdas permanentes Ações ou cotas bonificadas Resultado não realizado 468 Capítulo 19 Passivo circulante e não circulante 1 Conceito Classificação de acordo com o ciclo operacional Classificação de acordo com o exercício social Despesas financeiras e variações monetárias passivas Encargos financeiros (juros) a transcorrer Dívidas de operações não usuais com pessoas ligadas Critérios de avaliação do passivo exigível Obrigações, encargos e riscos Obrigações em moeda estrangeira Obrigações em moeda nacional 478

8 Sumário XV 11 Deságio na emissão de debêntures Resultados de exercícios futuros e receitas diferidas Prêmio recebido na emissão de debêntures Doações e subvenções Subvenções para investimentos mediante incentivos fiscais Regime Tributário de Transição RTT Benefícios a empregados Passivo atuarial Ajuste de passivo não circulante a valor presente 493 Capítulo 20 Patrimônio líquido 1 Composição Capital social Gastos com emissão de títulos patrimoniais Reservas de capital Ágio na emissão de ações Produto da alienação de partes beneficiárias Produto da alienação de bônus de subscrição Prêmio na emissão de debêntures Doações e subvenções para investimentos Utilização das reservas de capital Adiantamento para futuro aumento de capital (AFAC) Ajustes de avaliação patrimonial Reserva de reavaliação Reservas de lucros Reserva legal Limites da reserva legal Limite facultativo da reserva legal Reservas estatutárias Reservas para contingências Reserva de incentivos fiscais Reserva de retenção de lucros Reserva de lucros a realizar Reserva especial para dividendos obrigatórios não distribuídos Limite das reservas de lucros em relação ao capital social Ações em tesouraria Dividendo obrigatório e dividendo adicional proposto Dividendos ou lucros antecipados Destinação do lucro remanescente Lucros ou prejuízos acumulados 525 Capítulo 21 Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados 1 Conceito Estrutura da demonstração de lucros ou prejuízos acumulados Saldo do início do período Ajustes de exercícios anteriores Mudança de critério contábil Retificação de erro Reversões de reservas de lucros Lucro ou prejuízo líquido do exercício Transferências para reservas de lucros Dividendos propostos Parcela dos lucros incorporada ao capital Dividendos intermediários 534 Capítulo 22 Demonstração do resultado do exercício 1 Conceito Estrutura da DRE conforme a Lei das S/A 537

9 Sumário XVII 3 Estrutura da DRE conforme o CPC 26 (R1) Resultado líquido do período Informação na DRE ou em notas explicativas Deduções da receita bruta das vendas e serviços Devoluções de vendas Devoluções de vendas de exercícios anteriores Abatimentos concedidos sobre vendas e serviços Descontos concedidos incondicionalmente Tributos incidentes sobre vendas ICMS incidente nas vendas de mercadorias IPI nas vendas ISS imposto sobre serviços de qualquer natureza PIS/Cofins PIS/Cofins regime de incidência cumulativa PIS/Cofins regime de incidência não cumulativa Custo das mercadorias, produtos e serviços vendidos Despesas operacionais Despesas operacionais com vendas Despesas operacionais financeiras Despesas operacionais gerais e administrativas Outras despesas operacionais Outras receitas operacionais Outras receitas e outras despesas Resultado de operações descontinuadas CSLL contribuição social sobre o lucro líquido CSLL com base no lucro presumido ou arbitrado Imposto de Renda da pessoa jurídica Lucro real Contribuintes obrigados à apuração do lucro real Adições Exclusões Compensações Livro de Apuração do Lucro Real Lalur Lucro presumido Lucro arbitrado Adicional do Imposto de Renda Participações Prejuízos acumulados no cálculo das participações Cálculo do lucro real com participações Lucro ou prejuízo líquido por ação Demonstração do resultado abrangente Juros sobre o capital próprio Ebitda 599 Capítulo 23 Dividendos 1 Conceito Base para atribuição do dividendo Direito de reembolso em caso de redução do dividendo Cálculo do dividendo na hipótese de omissão do estatuto Reservas estatutárias e retenção de lucros Alteração do estatuto omisso sobre o cálculo dos dividendos Retenção dos dividendos na companhia fechada Reserva especial dividendos obrigatórios não distribuídos Dividendos intermediários Pagamento dos dividendos Destinação do lucro remanescente 607

10 Sumário XIX Capítulo 24 Demonstração das mutações do patrimônio líquido 1 Aspectos legais 609 Capítulo 25 Demonstração dos fluxos de caixa 1 Conceitos Fluxos das operações Fluxos dos financiamentos Fluxos dos investimentos Métodos de elaboração Método direto Identificação de recebimentos e pagamentos Método indireto Receitas que não afetam os fluxos de caixa Despesas que não afetam os fluxos de caixa Juros e dividendos Imposto de Renda e contribuição social sobre o lucro líquido Transações que não envolvem caixa ou equivalentes de caixa 637 Capítulo 26 Demonstração do valor adicionado 1 Conceitos Aspectos legais Modelo proposto pelo CPC 641 Capítulo 27 Demonstrações consolidadas 1 Aspectos legais e objetivo Aplicação da consolidação Participação de acionistas não controladores Resultados não realizados nos estoques Resultados não realizados no ativo não circulante Ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) Impostos na consolidação Imposto de Renda ICMS, IPI, PIS, Cofins e ISS Demonstração do resultado consolidado Ativo diferido no consolidado 677 Capítulo 28 Transações entre partes relacionadas 1 Aspectos gerais 681 Capítulo 29 Matriz, filial, agência e sucursal 1 Matriz Filial Agência Sucursal Contabilização Resultados entre estabelecimentos 693 Capítulo 30 Concentração e extinção de sociedades 1 Aspectos legais Protocolo Justificação Formação do capital Combinação de negócios Incorporação Contabilização na incorporação Incorporação com participação de uma sociedade na outra Fusão 704

11 Sumário Contabilização na fusão Cisão Contabilização na cisão Direitos dos debenturistas Direitos dos credores na incorporação ou fusão Direitos dos credores na cisão Averbação na sucessão Participação recíproca Incorporação de companhia controlada Compensação de prejuízos fiscais 711 Capítulo 31 Conversão de demonstrações em moeda estrangeira 1 Objetivo Alcance Definições Moeda funcional Investimento líquido em entidade no exterior Itens monetários e não monetários Reconhecimento inicial Apresentação ao término de períodos de reporte subsequentes Reconhecimento de variação cambial Conversão das demonstrações contábeis Conversão de ativo e passivo Conversão de receitas e despesas Variações cambiais Conversão de entidade no exterior Baixa total ou parcial de entidade no exterior Divulgação Efeitos inflacionários Correção monetária integral 725 Referências bibliográficas e páginas da internet 727 Capítulo 16 Balanço patrimonial 1 Conceito O balanço patrimonial é dividido em ativo e passivo, cujos totais são sempre iguais. O ativo é constituído pelos bens e créditos, enquanto o passivo é formado pelo passivo exigível (que representa as dívidas com terceiros) e patrimônio líquido. O ativo e o passivo são divididos em grupos, subgrupos, contas e subcontas. Assim, o primeiro grupo do ativo é o circulante, que tem como primeiro subgrupo as disponibilidades, cuja primeira conta é Caixa, que pode ter como subcontas, por exemplo, Caixa da Matriz e Caixa da Filial. De acordo com o art. 178 da Lei n 6.404/76, no balanço patrimonial, as contas devem ser dispostas segundo os elementos do patrimônio que registrem (bens, créditos, obrigações e situação líquida) e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. Neste caso, a expressão situação financeira não foi usada em sentido estrito, ou seja, o balanço não expõe apenas a posição ou saldo das disponibilidades ou meios de pagamento da sociedade. 2 Critério de disposição das contas no ativo No ativo, as contas são dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, isto é, dos itens de maior para os de menor liquidez. A ordem decrescente de grau de liquidez, que deve ser observada em todos os grupos e subgrupos do ativo, leva em consideração a expectativa de conversão dos bens e direitos em dinheiro. A conta Caixa, por exemplo, como já representa o próprio dinheiro em tesouraria, é a primeira do ativo.

12 2 3 (Analista/MPE-AP/FCC/2012) No ativo, as contas serão dispostas a) em direitos e obrigações para com os acionistas. b) pelo valor presente líquido de liquidação. c) em ordem decrescente de grau de liquidez. d) pela capacidade de gerar receitas futuras. e) pelo valor de aquisição atualizado monetariamente. Gabarito oficial: C O ativo é composto por dois grupos, cuja sequência a seguir apresentada também observa a ordem decrescente de grau de liquidez: 1 - circulante; 2 - não circulante, dividido em quatro subgrupos: realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível, nessa ordem. (Analista/MPE-AP/FCC/2012) O ativo não circulante é composto por: a) investimento, imobilizado, estoques de produtos originários da atividade da empresa. b) estoques de produtos originários da atividade da empresa, caixa, bancos. c) intangível, imobilizado, reservas de capital. d) ativo realizável a longo prazo, reservas de capital, financiamentos. e) ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. Gabarito oficial: E É interessante observar que o grupo ativo permanente foi substituído pelo não circulante, ao qual se incorporou o realizável a longo prazo, que era o segundo grupo do ativo. Outra alteração importante foi a extinção do subgrupo diferido. (Analista/Metrô/FCC/2012/Adaptada) Em relação às novas normas brasileiras de contabilidade, introduzidas pelas Leis nº /2007 e nº /2009: O ativo permanente permanece na estrutura do balanço patrimonial, mas como subgrupo do ativo não circulante. E 3 Critério de disposição das contas no passivo Na classificação dos elementos do passivo exigível, considera-se a ordem decrescente de grau de exigibilidade. Quanto mais próximo o prazo de vencimento da obrigação, maior o seu grau de exigibilidade. Por este critério, aparecem primeiro as contas que tenham prazos de vencimento mais próximos. O passivo é composto por três grupos: 1 - circulante; 2 - não circulante; 3 - patrimônio líquido, dividido basicamente em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. (Analista/TRT-4/FCC/2011) De conformidade com as Normas Internacionais de Contabilidade, são grupos do balanço patrimonial: a) ativo circulante, realizável a longo prazo, ativo diferido, ativo imobilizado e exigível a longo prazo. b) ativo imobilizado, ativo intangível, ativo diferido e o patrimônio líquido. c) realizável de longo prazo, diferido, investimentos, passivo circulante e passivo não circulante. d) ativo circulante, ativo permanente, passivo circulante e passivo não circulante. e) passivo não circulante, passivo circulante, patrimônio líquido, ativo circulante, imobilizado, intangível e investimentos.

13 4 5 Gabarito oficial: E O grupo resultados de exercícios futuros foi extinto pela Medida Provisória nº 449/2008, convertida na Lei nº /2009. O saldo existe nesse grupo em 31/12/2008 foi reclassificado para o passivo não circulante, como receita diferida. (Analista/MPE-AP/FCC/2012) o saldo existente no resultado do exercício futuro em 31/12/2008 deverá ser reclassificado para o passivo não circulante em conta representativa de receita diferida. C Antes da edição da Lei nº /07 e da MP nº 449/08, convertida na Lei nº /09, o balanço apresentava esta estrutura básica: Balanço patrimonial Ativo Passivo Circulante Circulante Realizável a Longo Prazo Exigível a Longo Prazo Permanente Resultados de Exercícios Futuros Investimentos Patrimônio Líquido Imobilizado Capital Social Diferido Reservas de Capital Reservas de Reavaliação Reservas de Lucros Lucros ou Prejuízos Acumulados Após a MP nº 449/08 (Lei nº /09), essa estrutura passou a ser a seguinte: Balanço patrimonial Ativo Passivo Circulante Circulante Não Circulante Não Circulante Realizável a Longo Prazo Patrimônio Líquido Investimentos Capital Social Imobilizado ( ) Gastos com Emissão de Ações Intangível Reservas de Capital Ajustes de Avaliação Patrimonial Reservas de Lucros ( ) Ações em Tesouraria ( ) Prejuízos Acumulados Total do ativo Total do passivo (Analista/TRE-RN/FCC/2011) As Leis nº /2007 e nº /2009, ao modificarem alguns dos artigos da Lei nº 6.404/1976 (Lei das Sociedades por Ações) com o objetivo de adaptar as normas brasileiras de contabilidade às internacionais, criaram e extinguiram, respectivamente, os seguintes grupos do balanço patrimonial: a) ativo permanente e passivo não circulante. b) resultado de exercícios futuros e ativo realizável a longo prazo. c) ativo não circulante e passivo circulante. d) ativo imobilizado e ativo circulante. e) ativo intangível e resultado de exercícios futuros. Total do ativo Total do passivo Gabarito oficial: E

14 6 7 4 Compensação de saldos devedores e credores Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de compensar devem ser classificados separadamente (art. 178, 3 ). Se a companhia adquirir mercadorias com ICMS a Recuperar de 100 e as vender com ICMS a Recolher de 150, em vez de apresentar o saldo da conta ICMS a Recuperar no ativo circulante e o da conta ICMS a Recolher no passivo circulante, deverá fazer a compensação, de forma que apareça apenas o saldo favorável ao estado. Portanto, a conta ICMS a Recolher será classificada no passivo circulante com o saldo de 50, e a conta ICMS a Recuperar não será apresentada no balanço. 5 Composição do ativo Como já vimos, o ativo é composto por dois grupos: circulante e não circulante, divididos em subgrupos, cujo conteúdo é especificado pelo art. 179 da Lei das S/A. 6 Ativo circulante De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, art. 179, I, o ativo circulante é composto por três subgrupos: 1 - disponibilidades; 2 - direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente; 3 - aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte (despesas pagas antecipadamente, ou seja, ainda não incorridas). Nos termos do CPC 26 (R1), o ativo deve ser classificado como circulante quando satisfizer, de forma alternativa, qualquer dos seguintes critérios: 1 - espera-se que seja realizado, ou se pretende que seja vendido ou consumido no decurso normal do ciclo operacional da entidade; 2 - está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado; 3 - espera-se que seja realizado até 12 meses após a data do balanço; ou 4 - é caixa ou equivalente de caixa (CPC 03 Demonstração dos Fluxos de Caixa), a menos que sua troca ou uso para liquidação de passivo se encontre vedada durante pelo menos 12 meses após a data do balanço. Todos os demais ativos devem ser classificados como não circulantes. 7 Disponibilidades Disponibilidades são os elementos do ativo que representam dinheiro ou que nele podem ser convertidos imediatamente. São os valores utilizáveis como meios de pagamento. É o caso das contas Caixa, Bancos Conta Movimento, Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata e Numerários em Trânsito. Nos termos do CPC 03, para que um investimento seja identificado como equivalente de caixa, ele precisa ter conversibilidade imediata em montante conhecido de caixa e estar sujeito a um insignificante risco de mudança de valor. Portanto, um investimento normalmente qualifica-se como equivalente

15 8 9 de caixa somente quando tem vencimento de curto prazo, por exemplo, três meses ou menos, a contar da data da aquisição. Por exemplo, aplicações em CDB e RDB no prazo de até três meses. (Analista/TRF-2ª/FCC/2012) Aplicações financeiras de alta liquidez e que estejam sujeitas a insignificante risco de mudança de seu valor podem ser contabilizadas como disponibilidades, já que são consideradas equivalentes de caixa. C Em regra, os investimentos em instrumentos patrimoniais, tais como ações e cotas de outras sociedades, não são equivalentes de caixa, a menos que eles sejam, substancialmente, equivalentes de caixa, como, por exemplo, no caso de ações preferenciais resgatáveis que tenham prazo definido de resgate e cujo prazo atenda à definição de curto prazo. Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo, e não para investimento ou outros propósitos. Em resumo, nem todo equivalente de caixa representa disponibilidade, pois esta traduz valores já disponíveis para uso, ou seja, com liquidez imediata. A conta Bancos Conta Movimento registra as operações que afetam a conta bancária de livre movimentação. Se um valor depositado em banco corresponde a aplicação financeira que pode ser movimentada livremente, sem prazo para resgate, deve ser usada a conta Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata. Se houver prazo para resgate, como no caso de Certificados de Depósitos Bancários CDB e Recibos de Depósitos Bancários RDB, o mais adequado é utilizar a conta Aplicações Financeiras (ativo circulante, direitos realizáveis no exercício seguinte). Os depósitos judiciais, depósitos para garantia de importação, depósitos para garantia de participação em licitação etc., que não são de livre movimentação, devem ser registrados na conta Bancos Conta Vinculada (ativo circulante/não circulante realizável a longo prazo, direitos realizáveis). Quando mantidos em tesouraria na data do encerramento do exercício (ainda não entregues aos beneficiários), os cheques emitidos pela companhia não devem afetar o saldo da conta Bancos Conta Movimento. Todavia, se, na data do balanço, já tiverem sido contabilizados, apesar de ainda não entregues, deverá ser efetuado o estorno do registro contábil. Os cheques emitidos pela companhia e entregues aos beneficiários até a data do encerramento do exercício devem ser registrados normalmente na conta Bancos Conta Movimento. (Analista/TRT-4/FCC/2011) Os cheques emitidos, registrados contabilmente e entregues pela empresa para quitação de obrigações, mas ainda não apresentados ao banco pelo portador, devem ter o seu valor a) estornado da conta de Disponibilidades da empresa. b) creditado na conta Banco Conta Movimento. c) registrado no grupo de Compensação do Ativo. d) identificado e conciliado de forma extracontábil. e) registrado em conta do ativo como Cheques a Receber. Gabarito oficial: D Os numerários em trânsito representam remessas bancárias de valores entre estabelecimentos da companhia ou entre estes

16 10 11 e clientes, fornecedores etc. Os valores em trânsito e já conhecidos na data do balanço podem integrar o saldo da conta Bancos Conta Movimento ou serem lançados em uma conta específica (Numerários em Trânsito). Principalmente por medida de segurança as empresas não mantêm valores elevados em suas tesourarias. Para pagar despesas de pequeno valor ou que não comportem o uso de cheques ou outros instrumentos bancários, valem-se do fundo fixo de caixa (pequeno caixa). O valor do fundo fixo e entregue a um funcionário responsável, que presta contas regularmente. Assim, o valor comprovado como despesa é registrado no resultado. 8 Direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente Para fins de reconhecimento de ativos, passivos, receitas e despesas, há um flagrante conflito entre os critérios definidos na Lei das S/A e os previstos nos pronunciamentos do CPC. Enquanto a lei adota critérios jurídicos, baseados principalmente na forma jurídica (há exceções, como a parte final do inciso IV do art. 179, que trata do imobilizado), o CPC segue a primazia da essência sobre a forma, considerando os efeitos econômicos em detrimento da forma jurídica. Por exemplo, enquanto para a Lei das S/A um bem normalmente deve ser reconhecido no ativo quando é de propriedade da entidade, para o CPC o reconhecimento depende de ele gerar benefícios econômicos futuros em favor da entidade (contribuir para o fluxo de caixa) e de seu custo poder ser mensurado, mesmo que não seja de propriedade da entidade. Voltando ao texto da lei, não se confundem direitos realizáveis e contas a receber, apesar de contas a receber ser o significado normalmente dado ao termo direitos em contabilidade. Na Lei das S/A, a expressão direitos realizáveis tem o sentido jurídico de direitos subjetivos patrimoniais, que podem ser divididos em reais (bens) e pessoais (créditos, contas a receber). A soma dos direitos reais com os direitos pessoais é igual ao ativo total. Os direitos realizáveis também estão presentes no ativo não circulante realizável a longo prazo. Em resumo, os direitos realizáveis podem ser divididos em: 1 - direitos realizáveis reais são os bens; 2 - direitos realizáveis pessoais são os créditos. São exemplos de direitos realizáveis reais os estoques de: 1 - matérias-primas; 2 - produtos em elaboração; 3 - produtos acabados; 4 - mercadorias; 5 - materiais de uso ou consumo. A realização dos estoques, em regra, ocorre por meio da venda ou do consumo dos bens. Em geral, os estoques são apresentados no ativo circulante. Contudo, os estoques de bens que só possam ser alienados após o exercício seguinte, como animais ainda em criação ou bens que exijam um longo período de produção, devem ser classificados no ativo não circulante realizável a longo prazo. Direitos realizáveis pessoais Os direitos realizáveis pessoais, vale dizer, os créditos, são classificados no ativo

17 12 13 circulante ou no ativo não circulante realizável a longo prazo, conforme o prazo previsto para a realização. São exemplos de direitos realizáveis pessoais: 1 - Duplicatas a Receber; 2 - Notas Promissórias a Receber; 3 - Adiantamentos a Fornecedores; 4 - ICMS a Recuperar; 5 - IPI a Recuperar. A realização do direito pessoal pode dar-se por: 1 - recebimento do valor em dinheiro, como é o caso de duplicatas e promissórias a receber; 2 - recebimento de mercadorias ou serviços, como é o caso de Adiantamentos a Fornecedores; 3 - compensação, como é o caso do ICMS e IPI a recuperar. Divisão do ativo circulante nos planos de contas Os planos de contas, tradicionalmente, fazem a divisão do ativo circulante em quatro subgrupos: 1 - disponibilidades; 2 - direitos de curto prazo; 3 - estoques; 4 - despesas antecipadas. Todavia, a Lei n 6.404/76 divide o ativo circulante em apenas três subgrupos, sem discriminar os direitos de curto prazo e estoques, os quais são reunidos em um único subgrupo, denominado direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente (seguinte). Quanto à ordem de liquidez dos elementos do circulante (e também do realizável a longo prazo), em razão dos usos e costumes, as contas a receber são apresentadas antes dos estoques. As importação de mercadorias em andamento são classificadas no ativo circulante, mas as importação de bens de uso permanente em andamento devem figurar no ativo imobilizado. 8.1 Duplicatas descontadas Na operação de desconto, o banco antecipa o valor de títulos de crédito (duplicatas, notas promissórias), pagando à empresa o valor atual (valor nominal do título menos o desconto). A empresa, entretanto, não promove a baixa do valor do documento, na conta Duplicatas a Receber, no ato da operação de desconto, porque se o título não for recebido do cliente, o banco poderá cobrá-lo de quem lhe efetuou o desconto. Muito embora se refiram ao período ainda a transcorrer até a data de vencimento do título de crédito, os juros do desconto são cobrados antecipadamente. Antes da convergência da Contabilidade brasileira aos padrões internacionais, a operação de desconto de duplicata a receber de cliente era registrada assim: D - Bancos Conta Movimento ( ativo) D - Juros a Vencer ( ativo) C - Duplicatas Descontadas ( ativo) No ato do desconto, a empresa registrava os juros da operação como despesa antecipada, no ativo, e os apropriava posteriormente ao resultado, de acordo com o prazo

18 14 15 transcorrido. A conta Duplicatas Descontadas era classificada como retificadora do ativo. Retificava a conta Duplicatas a Receber. Todavia, com a aplicação das normas internacionais de contabilidade, vários autores têm adotado o seguinte critério: 1 D - Bancos Conta Movimento ( ativo) D - Encargos Financeiros a Transcorrer ( PE) C - Duplicatas Descontadas ( PE) Desse modo, a conta Duplicatas Descontadas passaria a ser classificada no passivo exigível, sendo retificada pela conta Encargos Financeiros a Transcorrer. A justificativa para esse tratamento é que, como o desconto de duplicata não transfere para o banco o risco do não recebimento do título, trata-se, na essência, de um empréstimo bancário com duplicatas oferecidas em garantia. É importante observar que a FCC ainda não utilizou esse critério. Em suas provas recentes, essa organizadora manteve a classificação da conta Duplicatas Descontadas como retificadora do ativo. Lançamento de apropriação dos juros ao resultado: D - Despesa de Juros ( SL) C - Encargos Financeiros a Transcorrer ( PE) Quando o banco recebe a duplicata, é remetido um aviso do fato à empresa, que só então efetua a baixa na conta Duplicatas a Receber, mediante o seguinte lançamento: 1 Esse é o posicionamento, por exemplo, dos autores do livro Manual de Contabilidade Societária (Fipecafi), Sérgio de Iudícibus e outros. D - Duplicatas Descontadas ( PE) C - Duplicatas a Receber ( ativo) (Analista/TRF-2ª/FCC/2012) Uma companhia efetuou uma operação de desconto comercial de duplicatas a receber no valor de R$ ,00 com prazo de vencimento de 90 dias junto a uma instituição financeira. O valor dos encargos financeiros foi de R$ 5.000,00. O lançamento que registra corretamente tal fato contábil no dia de sua ocorrência é: a) D - Duplicatas Descontadas ,00 C - Juros a Apropriar 5.000,00 C - Bancos ,00 b) D - Bancos ,00 C - Juros a Apropriar 5.000,00 C - Duplicatas a Receber ,00 c) D - Bancos ,00 C - Duplicatas a Receber ,00 d) D - Bancos ,00 D - Juros a Apropriar 5.000,00 C - Duplicatas Descontadas ,00 e) D - Duplicatas a Receber ,00 C - Juros a Apropriar 5.000,00 C - Bancos ,00 Gabarito oficial: D (Analista/TRF-2ª/FCC/2012) Uma companhia fez, no dia 10 de dezembro de 2011, uma operação de desconto de duplicatas, todas com prazo de vencimento superior a 60 dias a contar da data da operação, junto a uma instituição financeira. A taxa de desconto comercial foi de 3% ao mês. Na data do desconto, o lançamento que retrata corretamente a ocorrência e a extensão desse fato contábil é (desprezando-se os valores):

19 16 17 a) D - Bancos C - Juros a Apropriar C - Duplicatas Descontadas b) D - Bancos D - Juros a Apropriar C - Duplicatas Descontadas c) D - Duplicatas Descontadas D - Juros a Apropriar C - Bancos d) D - Bancos D - Despesa com Juros C - Duplicatas Descontadas e) D - Duplicatas Descontadas D - Despesa com Juros C - Bancos Gabarito oficial: B (Analista/MPE-PE/FCC/2012) Balancete de Verificação Cia. Gama em R$ Contas Saldos devedores Saldos credores Disponível ,00 Duplicatas a Receber ,00 Duplicatas Descontadas ,00 Estoques ,00 Seguros a Vencer ,00 Impostos a Recuperar ,00 Fornecedores ,00 Impostos a recolher ,00 Empréstimos a Longo Prazo ,00 Empréstimos a Coligadas ,00 Participação Societária Cia. B ,00 Participação Societária Cia. C ,00 Capital ,00 Imobilizado ,00 CSLL a Pagar ,00 Imposto de Renda a Pagar ,00 Depreciação Acumulada ,00 Ajustes de Avaliação Patrimonial ,00 Receita de Vendas ,00 Despesas Administrativas ,00 Despesas Financeiras ,00 Custo das Mercadorias Vendidas ,00 Resultado da Equivalência Patrimonial ,00 Reversão de Provisões ,00 Receitas Financeiras ,00 Despesas com tributos sobre o lucro ,00 Total , ,00 O valor total do ativo circulante, constante do balanço patrimonial da Cia. Gama encerrado em , equivaleu, em R$, a a) ,00 b) ,00 c) ,00 d) ,00 e) ,00 Disponível ,00 Duplicatas a Receber ,00 Duplicatas Descontadas ( ,00) Estoques ,00 Seguros a Vencer ,00 Impostos a Recuperar ,00 Total do ativo circulante ,00

20 18 19 A classificação da conta Duplicatas Descontadas não é pacífica. Há quem a classifique no passivo circulante. Todavia, nessa questão, a FCC posicionou-se claramente por sua classificação como conta retificadora do ativo. Gabarito oficial: E (Técnico/MPE-PE/FCC/2012) O balancete de verificação da Cia. Mar Morto, relativo ao exercício de 2011, apresentava os seguintes dados: Balancete de Verificação Cia. Mar Morto Contas Devedores Credores Disponível ,00 Fornecedores ,00 Duplicatas a Receber ,00 Empréstimos a Longo Prazo ,00 Capital ,00 Duplicatas Descontadas ,00 Estoques ,00 Despesas do Exercício Seguinte ,00 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ,00 Empréstimos a Coligadas ,00 Impostos a recolher ,00 Apuração do Resultado do Exercício ,00 Ativo Intangível ,00 Amortização Acumulada ,00 Impostos a Recuperar ,00 Imobilizado ,00 CSLL a Recolher ,00 Imposto de Renda a Recolher ,00 Depreciação Acumulada ,00 TOTAL , ,00 Uma vez encerrada a conta de apuração do resultado do exercício, foi elaborado o balanço patrimonial da entidade relativo a O valor do ativo circulante da companhia nessa demonstração foi equivalente, em R$, a a) ,00. b) ,00. c) ,00. d) ,00. e) ,00. Eis o balancete: Disponível ,00 Fornecedores ,00 Duplicatas a Receber ,00 Empréstimos a Longo Prazo ,00 Capital ,00 Duplicatas Descontadas ,00 Estoques ,00 Despesas do Exercício Seguinte ,00 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ,00 Empréstimos a Coligadas ,00 Impostos a recolher ,00 Apuração do Resultado do Exercício ,00 Ativo Intangível ,00 Amortização Acumulada ,00 Impostos a Recuperar ,00 Imobilizado ,00 CSLL a Recolher ,00 Imposto de Renda a Recolher ,00 Depreciação Acumulada ,00 Total , ,00

21 20 21 Ativo circulante: Disponível ,00 Duplicatas a Receber ,00 Duplicatas Descontadas ( ,00) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ( ,00) Impostos a Recuperar ,00 Estoques ,00 Despesas do Exercício Seguinte ,00 Total ,00 Note que mais uma vez a FCC classificou a conta Duplicatas Descontadas como retificadora do ativo. Gabarito oficial: C 8.2 Títulos em cobrança simples bancária Na cobrança simples bancária, a empresa remete os títulos ao banco apenas para fins de cobrança. A remessa dos títulos para cobrança é um ato administrativo. Normalmente não há lançamento correspondente. O valor não é pago antecipadamente pela instituição financeira, que se limita a cobrar os títulos. O valor recebido pelo banco é lançado na conta- -corrente da empresa, que recebe um aviso bancário do fato. Recebido o aviso bancário, o valor é debitado na conta Bancos Conta Movimento, creditando-se Duplicatas a Receber, juntamente com o registro da despesa de cobrança. Por exemplo, aviso de recebimento de duplicata em cobrança simples no valor nominal de 1.000, com despesas de cobrança de 50: D - Bancos Conta Movimento 950 D - Despesas de Cobrança Bancária 50 C - Duplicatas a Receber A cobrança simples não deve ser confundida com a operação de desconto, em que o banco antecipa o valor do título à empresa, pagando-lhe o valor atual (o valor nominal diminuído do desconto). No desconto, como o pagamento é feito à empresa antecipadamente, quando o banco recebe o título do cliente, nada é lançado na conta daquela, que apenas registra a baixa da duplicata, debitando Duplicatas Descontadas e creditando Duplicatas a Receber. 9 Aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte As despesas antecipadas recebem, na Lei n 6.404/76, a denominação de aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. Em atendimento ao princípio da competência, as despesas pagas dentro de um exercício mas que pertençam ao exercício seguinte devem ser registradas no ativo circulante. A transferência do valor de despesa antecipada para o resultado é feita à medida que o período ao qual ela pertence tenha transcorrido. Podem figurar no balanço patrimonial como despesas antecipadas os valores pagos antecipadamente que correspondam a seguros, juros, salários, aluguéis, assinaturas de jornais e revistas, bilhetes de passagem. 10 Operações com seguros 1º Exemplo Consideremos que, em x1, fosse paga despesa de seguro contra incêndio com as seguintes características: 1 - período de cobertura previsto na apólice de seguros: x1 a x2; 2 - valor pago:

22 22 23 Em x1, data do pagamento do seguro: D - Seguros a Vencer C - Caixa A conta Seguros a Vencer indica que a despesa de seguro foi paga antecipadamente. Neste caso, ela deve ser classificada no ativo circulante. Também poderíamos usar as denominações Seguros Antecipados, Seguros Pagos Antecipadamente, Prêmios de Seguros a Apropriar, Despesas de Seguros Antecipados. Em x1, data de encerramento do exercício, apropriamos ao resultado a parcela pertencente ao exercício de x1: D - Despesa de Seguros C - Seguros a Vencer 200 Como o valor do seguro é correspondente ao período de 12 meses, a parcela mensal é de: 1.200/12 meses = 100. Logo, a parte correspondente aos dois meses de cobertura do seguro no exercício de x1 é de: 100 x 2 meses = 200. Em x1, no resultado do exercício, temos o valor de 200, a título de despesa de seguros do período de x1 a x1. No ativo circulante, deve ser indicado, na conta Seguros a Vencer, o saldo de Uma outra forma muito usual de efetuarmos os registros contábeis da operação de seguro anteriormente vista seria a seguinte: Em x1, data do pagamento do seguro, lançaríamos: D - Despesa de Seguros C - Caixa Neste caso, todo o valor pago foi lançado como despesa, apesar de o pagamento ter sido feito antecipadamente. Não haverá grandes inconvenientes nisso, desde que seja feito o ajuste até a data do encerramento do exercício. Em x1, data de encerramento do exercício, transferiríamos para a conta Seguros a Vencer a parcela do seguro correspondente ao exercício de x2: D - Seguros a Vencer C - Despesa de Seguros Os efeitos são iguais aos obtidos quando usamos o outro critério para registro: em x1, no resultado do exercício, teríamos o valor de 200, a título de despesa de seguros do período de x1 a x1, e, no ativo circulante, seria indicado, na conta Seguros a Vencer, o saldo de º Exemplo Consideremos que, em x1, fosse paga despesa de seguro contra incêndio com as seguintes características: 1 - período de cobertura previsto na apólice de seguro: x2 a x2; 2 - valor pago: O período de cobertura está totalmente compreendido no exercício de x2. Em x1, data do pagamento do seguro, lançaríamos:

23 24 25 D - Seguros a Vencer C - Caixa Nenhum ajuste seria feito em x1, um vez que só haveria despesa de seguro a partir de x2. O saldo da conta Seguros a Vencer, de 1.200, seria apresentado no ativo circulante. 3º Exemplo Consideremos que, em x1, fosse paga despesa de seguro contra incêndio com as seguintes características: 1 - período de cobertura previsto na apólice de seguro: x2 a x2; 2 - valor pago: 100; 3 - valor total da apólice: 1.200; 4 - data de pagamento do valor restante (1.100): x2. Observe que neste caso o valor do seguro contratado não foi integralmente pago. Resta pagar a quantia de Em x1, data do pagamento da primeira parte do valor do seguro: D - Seguros a Vencer C - Caixa 100 Em x1, a conta Seguros a Vencer apareceria no ativo circulante com o saldo de 100. Não consideramos o valor restante a pagar pelo fato de corresponder a período de cobertura ainda não transcorrido. O período de cobertura está totalmente compreendido em x2. Logo, não há despesa de seguro, nem obrigação correspondente a apropriar em x1. Entretanto, alguns contabilistas adotam critérios diferentes na solução deste problema. Para estes, o certo seria efetuar o lançamento indicado abaixo. Em x1, data do pagamento do seguro, o lançamento seria: D - Seguros a Vencer C - Caixa 100 C - Seguros a Pagar Desta forma, a conta Seguros a Vencer apareceria no ativo circulante, em x1, com o saldo de Os inconvenientes neste lançamento são: a indicação na conta Seguros a Vencer de um valor que, em parte, não corresponde a seguro pago antecipadamente e a apresentação de igual valor na conta Seguros a Pagar, apesar de o seguro ser relativo a x2 e, portanto, ainda não incorrido. (Analista/TRF-2ª/FCC/2012) Uma empresa contratou, em 1º de outubro de 2011, uma apólice de seguro contra incêndio de seus imóveis, com cobertura para o período de 1º de outubro de 2011 a 30 de setembro de 2013, em três pagamentos iguais e sucessivos de R$ ,00. O valor lançado como despesa de seguros no exercício de 2011, em R$, foi igual a a) ,00. b) ,00. c) ,00. d) ,00. e) 0,00. Despesa de 2011 = ( /24 meses) 3 meses =

24 26 27 Gabarito oficial: B 11 Registro de operações com juros antecipados Consideremos que a companhia tenha efetuado o desconto de uma duplicata com as seguintes características: 1 - data da operação de desconto: x1; 2 - data de vencimento da duplicata: x2; 3 - valor nominal da duplicata: 1.000; 4 - valor dos juros do desconto pagos antecipadamente: 200; 5 - valor atual recebido pela companhia ao efetuar o desconto: 800. Em x1, data da operação de desconto, registraríamos: D - Bancos Conta Movimento 800 D - Encargos Financeiros a Transcorrer 200 C - Duplicatas Descontadas Em x1, data do encerramento do exercício, apropriaríamos a parcela correspondente à despesa de juros do desconto relativa ao exercício de x1: D - Despesa de Juros C - Encargos Financeiros a Transcorrer 100 Antes da adoção das normas internacionais de contabilidade, os juros do desconto eram registrados como despesa antecipada, no ativo circulante. Atualmente, eles são lançados na conta Encargos Financeiros a Transcorrer, retificadora do passivo circulante. A conta Duplicatas Descontadas, que agora é passível de classificação no passivo circulante, deve ser baixada, em contrapartida com Duplicatas a Receber, quando o banco avisar à companhia que o devedor pagou o título. Na essência, o desconto de duplicatas representa um empréstimo com títulos oferecidos em garantia. Segundo a Estrutura Conceitual, ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo, passivo ou patrimônio líquido, deve-se atentar para a sua essência e realidade econômica e não apenas sua forma legal. O desconto de notas promissórias também é uma operação usual. Existe, porém, uma diferença fundamental a ser considerada do ponto de vista contábil entre o desconto de duplicatas e o desconto de promissórias. Enquanto as duplicatas descontadas serão pagas, na data de vencimento, ao banco pelo sacado (pessoa que comprou a mercadoria a prazo e aceitou as duplicatas), as notas promissórias serão pagas ao banco pela própria companhia que efetuou a operação de desconto com a instituição financeira. Exemplo: Em x1, a companhia emite uma nota promissória, com vencimento para x2, no valor de 1.000, que é levada a desconto bancário. O banco paga à companhia, no ato do desconto, o valor atual de 800. Na data de vencimento, a companhia pagará ao banco o valor nominal do título, que é de Em x1, data da operação de desconto, registraríamos: D - Bancos Conta Movimento 800 D - Encargos Financeiros a Transcorrer 200 C - Notas Promissórias Descontadas 1.000

25 28 29 A conta Notas Promissórias Descontadas é classificada no passivo circulante, uma vez que representa obrigação da própria companhia. O desconto de títulos é, grosso modo, um adiantamento de recursos feito aos clientes pelo banco, garantido normalmente por duplicatas ou notas promissórias. Se o título não for pago pelo devedor, a companhia que o levou a desconto terá de honrar seu pagamento. Essa operação está sujeita ao IOF, que é calculado sobre o valor do principal, e não apenas sobre o valor do desconto. Esse imposto é cobrado da companhia, que o lança como despesa. (Analista/TRF-2ª/FCC/2012) Numa determinada empresa, o valor dos saldos das seguintes contas patrimoniais, após o encerramento das contas de resultado, era, em R$, de Disponível ,00 Perdas estimadas em recebíveis no curto prazo ,00 Estoques ,00 Móveis e Utensílios ,00 Despesas do exercício seguinte ,00 Imóveis ,00 Ativos Intangíveis ,00 Amortização Acumulada ,00 Empréstimos de curto prazo a empresas coligadas ,00 Depreciação Acumulada ,00 Duplicatas a receber (curto prazo) ,00 O total do ativo circulante da referida empresa nesse exercício social, correspondia, em R$, a a) ,00. b) ,00. c) ,00. d) ,00. e) ,00. Disponível ,00 Duplicatas a receber (curto prazo) ,00 Perdas estimadas em recebíveis no curto prazo ( ,00) Estoques ,00 Despesas do exercício seguinte ,00 Ativo circulante ,00 As outras contas são do ativo não circulante. Gabarito oficial: A 12 Ativos especiais Ativo especial é o bem, tangível ou intangível, vinculado à atividade principal ou fim da empresa, gerador de benefícios econômicos de forma continuada, que pode ser explorado sem que haja a transferência de sua propriedade. Assim, o ativo pode gerar receita em diversas transações, sem haver sua alienação. Por exemplo, programas de computador e filmes cinematográficos destinados à cessão de direitos de uso, não à transferência definitiva (sujeitos a amortização, portanto) 2. Também são passíveis de enquadramento nessa categoria bens corpóreos destinados à locação, como veículos, por exemplo. Os custos incorridos na produção de ativos especiais, inicialmente registrados na conta Ativos Especiais em Produção, 2 Manual de Contabilidade Societária (Fipecafi), Sérgio Iudícibus e outros, pág. 94, Editora Atlas, 2010.

26 30 Outras obras da Editora de forma similar à aplicada na Contabilidade Custos, devem ser transferidos para a conta Ativos Especiais a partir do momento em que possam gerar receitas. Por exemplo, os gastos com um software vão para a conta Ativos Especiais quando o programa está pronto para a cessão de seus direitos de uso. Os métodos de amortização mais usuais de ativos especiais são estes: Método da efetiva utilização divide-se a receita auferida pela receita total estimada para a vida útil do ativo especial. O resultado é o índice de amortização. Por exemplo, se a receita ganha com a exploração de um ativo especial em certo período foi de 100, e o total estimado de receita a ser auferida ao longo de sua vida útil de 10 anos é de 1.000, então a amortização desse período será de: 100/1.000 = 0,1 ou 10%. Esse é o método mais indicado pela doutrina. Método das quotas arbitradas arbitra-se o percentual de amortização com base na expectativa de geração de receita pela utilização do ativo especial. ICMS-SP Questões vol. 1 Autor: Pedro Diniz Ano: ª edição ISBN: Páginas: 416 Neste livro de exercícios sobre a legislação tributária do estado de São Paulo, o autor apresenta 700 questões extraídas e adaptadas de provas anteriores, realizadas por diversas instituições organizadoras de concursos, e exercícios inéditos, todos acompanhados pelo gabarito e por mapas que indicam o assunto abordado. ICMS-SP Questões vol. 2 Autor: Pedro Diniz Ano: ª edição ISBN: Páginas: 440 Este segundo volume de testes sobre a Legislação Tributária Estadual complementa o primeiro volume, de exercícios. Juntos, agregam questões, devidamente adaptadas e atualizadas sobre a legislação do Estado de São Paulo. Sua estrutura subdivide o livro em blocos: ICMS; Simples Nacional; Administração dos Tributos Estaduais; Processo Administrativo Tributário; IPVA e ITCMD.

27 A série 2.0 representa uma verdadeira evolução nos livros preparatórios para concursos, pois foi criada para que você só precise estudar o que de fato é cobrado pela organizadora do seu concurso e se familiarize com os assuntos mais polêmicos cobrados pela Banca. Trata-se de um livro 2 em 1, pois reúne em um mesmo texto teoria e questões recentes de uma única Banca, organizadas por assunto dentro de cada capítulo. A apresentação da questão imediatamente após a teoria facilita a aprendizagem e a memorização. Por isso, a série 2.0 oferece a você uma verdadeira vantagem competitiva para a conquista da vaga em concurso.

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