Uma Arquitetura Aberta para Gerenciamento de Set-top boxes e Serviços em Redes de TV Digital

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1 1 Uma Arquitetura Aberta para Gerenciamento de Set-top boxes e Serviços em Redes de TV Digital Marcelo Dutra Ös 1, Graça Bressan 2 Mestrando da Universidade de São Paulo (USP), Escola Politécnica, Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (LARC) 2 Professora Doutora da Universidade de São Paulo (USP), Escola Politécnica, Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (LARC) {mos, Resumo. Em desenvolvimento no Brasil, as redes de TV digital ainda não possuem uma solução satisfatória, em nenhum dos padrões existentes, para o problema do gerenciamento desta rede. Este gerenciamento abriga questões desde a monitoração básica de falhas e desempenho até o controle total da configuração de todas as set-top boxes presentes na rede, passando também por problemas relativos ao gerenciamento da segurança e de serviços. Dentro deste contexto, este trabalho apresenta uma arquitetura aberta que utiliza princípios clássicos de gerenciamento aplicados a esta nova rede para a resolução deste complexo problema. A visão de gerenciamento adotada abrange o controle da set-top box, bem como da própria rede e dos serviços que a mesma oferece. Abstract. In development in Brazil, the digital TV networks have not presented yet a satisfactory solution, in any of the existing digital TV systems, for the problem of the management of this network. This management encloses questions ranging from the basic monitoring of faults and quality of service until the total control of the configuration at every set-top box available in the network, besides the problems related to the management of security and services in this environment. Given this context, this work presents an open management architecture which applies classic principles of management to this new network for the resolution of this complex problem. The adopted vision of management in this work encloses the control of all the set-top boxes, as well as the control of the network and the services that the same offers.

2 1. Introdução A TV digital é hoje uma realidade em muitos países e no Brasil as pesquisas já estão atingindo um estágio avançado, sendo que o padrão a ser adotado nacionalmente está em vias de definição. Muita expectativa gira em torno desta tecnologia, que oferece uma ampla variedade de serviços multimídia, abrindo as portas deste modo para criativas propostas e novas possibilidades de relacionamento com o usuário final. Além disso, a TV digital também possui um papel social a cumprir, já que a mesma oferece a chance de ser integrada com a Internet, através da chamada convergência, deste modo auxiliando a melhorar os índices de inclusão digital, já que a TV analógica ocupa quase a totalidade do território brasileiro. É consenso entre as comunidades acadêmicas e os principais expoentes deste mercado que, para que a televisão digital atinja estes objetivos com êxito, os passos a serem dados devem ser precisos e realizados com cautela, pois inovações nesta área alteram não só padrões tecnológicos, mas também padrões culturais [1] [2]. Pesquisas já atestam que a própria qualidade superior do vídeo e áudio da TV digital já seria suficiente para a aquisição pelos usuários desta nova tecnologia, sendo que a interatividade e o oferecimento de novos serviços seriam adicionais bem vindos desde que alinhados com as expectativas dos usuários finais [1] [2]. Esta complexidade e as novas opções de serviços que podem ser oferecidos demandam, obrigatoriamente, uma arquitetura adequada de gerenciamento, capaz de controlar e otimizar os recursos desta rede bem como os serviços oferecidos pela mesma. Neste trabalho são apresentados os requisitos necessários para a construção de um sistema genérico de gerenciamento de TV digital, baseados no estudo de pesquisas semelhantes e nas particularidades específicas deste ambiente. Além disso, uma arquitetura é proposta para a solução deste problema, utilizando para tanto padrões abertos e considerando alguns cenários possíveis de implantação no mundo real. Nesta arquitetura, é utilizado o modelo clássico de gerenciamento gerente-agente, utilizandose para tanto um servidor de gerência, responsável pelo armazenamento e análise de todos os dados de gerenciamento bem como pelo disparo de comandos e recebimento de respostas síncronas e assíncronas dos agentes. 2. Trabalhos Relacionados Muitas são as soluções utilizadas para a resolução do problema de gerenciamento de TV digital no mundo, seja esta uma rede de TV a cabo, via satélite ou mesmo pública. A EUTELSAT, uma das maiores redes de satélite de TV digital da Europa, desenvolveu um projeto específico de gerenciamento nesta passagem do mundo analógico para o mundo digital [3], tendo integrado ambos os mundos em um único sistema (Teseus), porém com um foco baseado no controle da qualidade dos sinais digitais (MPEG-2 Transport Stream) transmitidos, através do uso de corpos de prova localizados estrategicamente na rede. O sistema americano, Advanced Television Systems Commitee (ATSC), possui uma solução, não utilizada atualmente em grande escala, de gerenciamento de set-top boxes baseadas em Java, através do download de uma aplicação de gerenciamento (escrita

3 justamente em Java) [4], que controla a própria set-top box e também as aplicações que rodam sobre a mesma. Já o sistema Digital Audio-Video Council (DAVIC) define uma arquitetura completa de gerenciamento, porém a mesma é restrita ao transporte via Asynchronous Tranfer Mode (ATM), condição atualmente não atendida por muitas redes de TV digital. Mais do que isto, hoje a arquitetura DAVIC ficou restrita a aplicações de Video on Demand (VoD). Apesar destes pontos negativos, a arquitetura de gerenciamento DAVIC é das mais completas, oferecendo soluções principalmente para o gerenciamento de contabilização e falhas da set-top box. Um projeto americano, o CableHome (desenvolvido pela CableLabs), propõe uma visão de gerenciamento baseada fortemente em IP/SNMP e também enfoca uma possível extensão para o controle remoto de redes residenciais comandadas por uma set-top box [5]. Em termos de modelo de informação, esta é uma das propostas mais avançadas. Existem ainda pesquisas relacionadas às redes de TV digital a cabo européias [6], onde um dos objetivos é a solução do problema de gerenciamento de serviços (através da adoção em conjunto das arquiteturas Telecommunications Information Networking Architecture Consortium (TINA-C), CORBA e Telecommunications Management Network (TMN)), porém sempre através de IP e com canal de retorno permanente, o que não é uma realidade em todos os sistemas. Com este estado da arte apresentado, fica claro a direção que as pesquisas e as soluções para o problema do gerenciamento de TV digital estão seguindo. Segue abaixo uma tabela que apresenta um resumo comparativo das funcionalidades de cada uma destas soluções. Tabela 1. Comparativo das soluções de gerenciamento de TV digital Item/solução EUTELSAT ATSC/JAVA DAVIC IBCoBN CableHome Uso do canal de retorno permanente X X X X Uso do canal de retorno temporário X Obrigatoriedade do uso de IP X X X X Opção do uso de IP Obrigatoriedade do uso de ATM X Monitoração do sinal transmitido X X Gerência de serviços X X Gerenciamento de configuração X X Gerenciamento de segurança X X Gerenciamento dos elementos da rede de transporte X X Gerenciamento das set-top boxes X X X X Inteligência nas set-top boxes X X Possibilidade de controle de uma home network X X Também é importante citar que as soluções acima apresentadas são utilizadas em ambientes bem particulares, podendo ser adequadas, até certo nível, para a resolução dos problemas de gerenciamento nestes mesmos ambientes. Entretanto, nenhuma delas consegue reunir funcionalidades suficientes para resolver o complexo problema do gerenciamento de redes de TV digital públicas e terrestres levando em conta todos os requisitos que as mesmas exigem.

4 3. Requisitos de um Sistema Genérico de Gerenciamento de TV Digital Esta etapa apresenta quais os requisitos necessários a serem atendidos para a construção de um sistema genérico de gerenciamento de TV digital. Com base nas arquiteturas anteriormente apresentadas, é possível dizer que uma proposta completa e inovadora dentro deste âmbito deveria considerar, no mínimo, os seguintes requisitos: 1. Gerenciamento de serviços, que é hoje uma exigência de qualquer arquitetura de gerenciamento. 2. Utilização de um protocolo de comunicação independente de IP ou ATM no canal de broadcast, pois a maioria das redes de TV digital hoje não utilizam estes protocolos no broadcast. Mesmo assim, a arquitetura poderia ser extensível ao IP, tornando-se compatível com a tecnologia de IPTV. 3. Compatibilidade com uma arquitetura de gerenciamento mais flexível que o SNMP, como por exemplo WBEM, que facilita muito o processamento inteligente de informações na set-top box. 4. Real integração com um middleware aberto e de mercado, aproveitando recursos e APIs oferecidas pelo mesmo para o bom desempenho da arquitetura. 5. Integração com um sistema de autenticação e autorização de usuários (externo ao sistema de gerenciamento). 6. Definição de uma arquitetura de gerenciamento da segurança da set-top box e também das aplicações (serviços). 7. Definição de uma arquitetura de gerenciamento da configuração da set-top box e também das aplicações (serviços). 8. Desenho de um projeto de gerenciamento específico para a set-top box, que apresenta restrições claras de performance mas que deve possuir um mínimo de inteligência. 9. Utilização de plataformas realmente baseadas em padrões abertos e componentizadas. A arquitetura também deve levar em conta e se adequar às seguintes restrições: 1. Banda disponível para dados no canal de broadcast 2. Tamanho da memória persistente da set-top box 3. Quantidade de memória volátil da set-top box 4. Frequência de clock do processador da set-top box

5 5. Capacidade de armazenamento do servidor de gerência 6. Quantidade de set-top boxes gerenciáveis pelo servidor de gerência Com estes requisitos e restrições, é possível também, se desejado, detalhar a operacionalidade deste sistema genérico, através do método de casos de uso, não apresentados aqui por questões de espaço. 4. Cenário de aplicação e tecnologias utilizadas Para que a arquitetura definida no próximo item possa ser devidamente justificada, apresenta-se aqui um cenário possível para a utilização da mesma. Neste cenário, semelhante ao sistema europeu Digital Video Broadcasting Terrestrial (DVB-T), estão disponíveis as seguintes funcionalidades: 1. Canal de broadcast com banda disponível de aproximadamente 39 Mbits/s. 2. Multiplexação de vários programas e mídias em um único canal de broadcast. 3. Possibilidade de interatividade com o usuário final, podendo ser esta uma interatividade local, por um canal de retorno temporário ou por um canal de retorno permanente. 4. Possibilidade de envio de aplicações via canal de broadcast ou via canal de retorno, que serão executadas caso estejam sintonizadas pelos usuários e tenham as permissões necessárias para tanto. 5. Identificação de aplicações enviadas no canal de broadcast pelo uso de metadados. 6. Utilização de um middleware padrão e amplamente conhecido e pesquisado. 7. Possibilidade de execução de aplicações Java, Hyper-Text Markup Language (HTML) ou extensible Markup Language (XML) nas set-top boxes. Para que um sistema de TV digital que ofereça tais funcionalidades possa ser gerenciado, faz-se necessário a adoção de várias tecnologias, tanto em termos de plataformas de software como em termos de transporte e rede. As tecnologias selecionadas para a arquitetura aqui proposta são apresentadas e suas escolhas justificadas a seguir, considerando-se que está sendo adotada uma rede de transmissão terrestre, com o uso de MPEG-2 Systems como transporte: 1. Identificação do programa nas tabelas MPEG-2: alocação de um PID específico para a aplicação de gerenciamento. Neste caso, poderia até haver mais de um PID de gerenciamento, um para o fabricante X, outro para o fabricante Y, um terceiro para a operadora A. Deste modo, o gerenciamento passa a ser extremamente flexível, sendo que o modelo de negócios adotado será o responsável pela definição de quem poderá realizar o gerenciamento.

6 2. Modo de transmissão de dados no canal de broadcast: data/object carousel Digital Storage Medium Command and Control (DSM-CC), pois o gerente deve enviar comandos às set-top boxes periodicamente utilizando este canal de broadcast. 3. Canal de retorno: será utilizado o canal de retorno do Sistema Telefônico Fixo Comutado (STFC), com uso de IP, por ser uma solução de baixo custo, muito utilizada no Brasil e capaz de simular canais intermitentes. 4. Protocolo de comunicação de gerência: Open Services Gateway Initiative (OSGi)/XML sobre MPEG2-TS no canal de broadcast e sobre Hyper-Text Transfer Protocol (HTTP)/IP no canal de retorno. Deste modo, o gerenciamento de serviços está coberto pela tecnologia OSGi, que também é voltada a rodar em hardwares de baixa performance [7], que é o caso das set-top boxes. Além disto, a tecnologia OSGi fornece uma porção de serviços de gerenciamento e controle de aplicações, baseados em Java, já pronto para uso (e sem custo). O uso do XML (arquitetura WBEM) é interessante pois não estará sendo considerado obrigatório o uso de IP no canal de broadcast. Além disto, acredita-se que a arquitetura WBEM fornece soluções mais inteligentes para as questões de gerenciamento do que o SNMP, diminuindo assim o tráfego na rede e também o consumo de recursos na set-top box. Vale citar que a arquitetura OSGi é compatível com XML. 5. Modo de armazenagem das informações de gerenciamento: Modelo de informação Common Information Model (CIM) utilizando XML (arquitetura WBEM), pois o mesmo, de forma semelhante ao protocolo de comunicação de gerência, pode realizar um processamento inteligente de informações no lado da set-top box. Lembra-se que a arquitetura WBEM é compatível com SNMP, através do uso de tradutores na rede, fazendo com que deste modo a arquitetura proposta possa ser integrada também com esta tecnologia. 6. Linguagem na qual a aplicação será desenvolvida: Java, pela ampla utilização em aplicações procedurais de TV digital. 7. Plataforma de middleware: Multimedia Home Platform (MHP), por ser aberta e amplamente documentada. 8. Arquitetura de descrição de serviços: MPEG-21, por ser um padrão aberto e uma das primeiras iniciativas a definir soluções para os problemas de descrição, controle e entrega de serviços. A arquitetura de controle de serviços será utilizada para descrever apropriadamente os serviços a serem oferecidos pela rede aos usuários finais. 9. Localização física da aplicação a ser executada no lado agente: residente, porém não integrada ao middleware, o que levaria a um enrijecimento das soluções de gerenciamento que, na verdade, apenas se utilizam das APIs disponibilizada por

7 um middleware (ex: módulos de persistência, interface gráfica com usuário, canal de interatividade, entre outros) para serem executadas. Deve ser lembrado que todas as tecnologias aqui definidas são padronizadas e abertas, o que faz com que a arquitetura projetada seja flexível o bastante para se adequar a outros cenários que não o definido anteriormente. 5. Arquitetura Com todos os requisitos definidos, juntamente com a seleção de um cenário plausível de aplicação e a justificativa da utilização das tecnologias mais indicadas para este cenário, é possível definir corretamente a arquitetura da solução de gerenciamento desta pesquisa. 5.1 Arquitetura de rede A arquitetura de rede aqui proposta é indicada na figura 1, onde os principais elementos estão expostos, destacando-se: 1. A multiplexação de outras mídias com os dados da aplicação de gerenciamento no canal de broadcast, através do MPEG2-TS, sem uso de IP, e utilizando o método de Data Carousel do padrão DSM-CC para envio periódico de dados XML de gerenciamento. 2. Canal de retorno via STFC utilizando IP através da Internet para atingir o servidor de gerência (poderia ser utilizada uma conexão segura do Servidor de Acesso Remoto à rede do servidor de gerência, caso necessário). Neste sentido da comunicação os dados de gerenciamento XML são transportados por HTTP. 3. Acesso de clientes da gerência ao sistema de gerência via HTTP. Rede Telefônica GERÊNCIA XML/OSGi sobre HTTP/IP CANAL DE RETORNO Internet CANAL DE RETORNO OSGi Server / OSGi XML Parser HTTP Server / Client Laptop cliente com Browser JVM HTTP JVM CANAL DE RETORNO MHP MIB XML HTTP Servidor de Gerência OSGi.jar / OSGi XML Parser Modem HTTP Client JVM Set-top box DEMUX MPEG2 -TS GERÊNCIA XML/OSGi MPEG2-TS / DSM-CC Rede de Broadcast Terrestre GERÊNCIA XML/OSGi MPEG2-TS / DSM-CC MUX MPEG2 -TS Desktop com aplicação de gerência cliente JVM Configuracao.mdb Performance.mdb Bilhetagem.mdb Seguranca.mdb Falha.mdb MIB XML Televisão Digital Controlle Remoto Figura 1. Arquitetura de rede Produtor de Vídeo / Aúdio / Controle de servi;os Modelo de serviços MPEG- 21

8 Nesta arquitetura de rede, o problema da escalabilidade já que redes de TV, digital ou não, são extremamente extensas e complexas - é resolvido pela adoção de vários servidores de gerência que balanceiam a carga das informações recebidas através do canal de retorno. Uma sugestão é haver um servidor dedicado para cada região física, de acordo com a demanda. Já para o canal de broadcast, a preocupação da escalabilidade apenas existe se o mesmo for usado para o envio de várias mensagens unicast, o que deve ser realizado com cautela sob pena de haver congestionamento na rede e perda de pacotes originalmente destinados ao tráfego de broadcast. 5.2 Arquitetura com relação ao middleware Com relação ao middleware, a arquitetura proposta utiliza algumas funções disponibilizadas pela API do mesmo, como por exemplo persistência. O posicionamento da mesma em relação ao middleware está indicada na figura 2 ([10]), onde nota-se que a mesma foi projetada para ser uma aplicação residente. APLICAÇÃO 1 APLICAÇÃO 2 APLICAÇÃO DE GERENCIAMENTO MIDDLEWARE MÓDULO DE PROCESSAME NTO GRÁFICO MÓDULOS DE PROCESSAMENTO DE DADOS MÓDULOS DE COMUNICAÇÃO MÓDULOS ADICIONAIS MÓDULOS DE CAPTURA DE CONTEÚDOS MÁQUINA VIRTUAL JAVA SISTEMA OPERACIONAL HARDWARE 5.3 Arquitetura interna Figura 2. Arquitetura em relação ao middleware A arquitetura aqui proposta é dividida, tanto do lado gerente como do agente, em 6 módulos, que são na verdade compostos por um módulo principal controlador e outros 5 módulos que encerram, cada um deles, as 5 áreas funcionais de gerenciamento OSI (falhas, desempenho, contabilização, gerenciamento e segurança). Cada módulo destes é um pacote Java distinto. Além destes pacotes principais, também foi necessário definir as interfaces com o mundo externo, a saber: 1. Módulo Gerenciador Eventos Usuário trata os eventos externos recebidos (aqui é utilizado o modelo Model-View-Controller (MVC), que fornece independência entre os módulos de lógica (modelo), os módulos de coleta (controlador) e apresentação (visão) de dados).

9 2. Módulo Gerenciador Interface Usuário apresenta as telas ao usuário (também baseado no MVC). 3. Módulo Gerenciador OSGi interface com o módulo OSGi, utilizado para gerência de serviços. 4. Módulo Gerenciador Banco de Dados (módulo de persistência no caso do agente). 5. Módulo Gerenciador MPEG-21 interface com sistema descritor de serviços. 6. Módulo Gerenciamento WBEM que trata as mensagens de gerenciamento e os respectivos objetos de gerenciamento (chamado de CIM). Por fim, a arquitetura utiliza um paradigma baseado em estados, onde cada estado representa um novo conjunto de classes a serem instanciadas. Este paradigma fornece maior independência aos módulos desenvolvidos e maior facilidade de manutenção e extensão do programa desenvolvido [8]. 6. Estudo de caso de gerenciamento de TV Digital: um cenário e sua implementação Foi definido um estudo de caso para o teste da arquitetura acima, onde foi analisado o módulo de gerenciamento de configuração. Foi utilizada uma topologia de rede baseada em Ethernet e IP, apenas para que a arquitetura fosse validada. Entretanto é desejável também o teste em um ambiente real de broadcast, para que a independência ao IP possa ser realmente comprovada. 6.1 Resultados da implementação - Paradigma baseado em estados O paradigma baseado em estados foi aplicado na construção dos módulos internos do gerente e agente. A utilização do mesmo permitiu que houvesse uma boa independência e também uma grande flexibilidade por parte dos vários pacotes e classes que compõem este sistema. Tanto do lado gerente como agente, a inteligência da troca de estados foi implementada em uma única classe, gerentegtd e agentegtd. Deste modo pôde-se ter um maior controle da máquina de estados. - MVC Como dito anteriormente, para todos os estados, tanto do lado gerente como do lado agente, devem ser instanciadas as respectivas classes de State, Controllers e Views. Utilizando-se esta metodologia, foi possível definir uma classe principal View e outra classe principal Controller, de modo que todas as classes que estão associadas a um estado herdem destas 2 classes principais a maioria dos métodos de entrada e saída. Deste modo, facilita-se a manutenção e independência deste sistema.

10 - OSGi Para a plataforma OSGi, adotou-se o Knopflerfish 1.3.4, que é uma ferramenta aberta para o controle e desenvolvimento de aplicações via OSGi (http://www.knopflerfish.org). Com ele, é possível controlar, via gerente, uma série de serviços dentro do agente. Também é possível retirar estatísticas dos mesmos para que estas sejam tratadas por alguma aplicação. O Knopflerfish oferece um ambiente específico para o controle de serviços, a partir de onde é possível verificar quais serviços estão executando em um agente, quais estão pausados, quais necessitam atualização, etc. No exemplo da figura abaixo, nota-se por exemplo os serviços de HTTP e de Log (que será utilizado para retirada de estatísticas e verificação de falhas de serviço), entre outros. Figura 3. Knopflerfish OSGi Outros serviços interessantes que podem ser observados na figura 9.5 são o Console e o Telnet Console. Com estes é possível realizar qualquer operação sobre serviços via linha de comando (como por exemplo, inclusão, exclusão e atualização de serviços). Para que um serviço seja gerenciável via OSGi, ao mesmo devem ser adicionadas algumas linhas de código para que o mesmo torce-se um bundle (nomenclatura OSGi), conforme descrito em [7]. É possível realizar tal alteração com o Eclipse, da IBM. - WBEM A implementação de WBEM utilizada, Wbemservices (da Sun Microsystems), também foi construída em Java e a mesma disponibiliza uma API para a utilização das funções WBEM (http://wbemservices.sourceforge.net). Esta solução foi construída a partir da Java Specification Request (JSR) 48 [9], que na verdade é uma especificação Java que foi desenvolvida a partir dos padrões WBEM. O Wbemservices já oferece uma CIMOM (CIM Object Manager) pronto para uso, e que aceita comandos via HTTP e RMI. Como no canal de broadcast foi adotado o uso de

11 XML puro, fez-se necessário o desenvolvimento de um novo CIMOM que fosse compatível com esta tecnologia. O CIMOM pode ser ativado em qualquer máquina que possua uma JVM, deste modo as mesmas podem rodar sem maiores problemas nas settop boxes. Os objetos de gerenciamento WBEM apresentaram-se bastante completos, sendo que é possível que os mesmos sejam utilizados em ambientes de produção mesmo sem extensão. -MPEG-21 Foram definidos alguns exemplos de metadados descritores de serviço MPEG-21, através da ferramenta DI Creator (http://www.enikos.com) versão b05 (ao longo da pesquisa também notou-se as poucas opções disponíveis de ferramentas para desenvolvimento de metadados MPEG-21). Como exemplo, foram criados 2 descritores do mesmo conteúdo, porém um destinado a usuários de um determinado perfil (ouro por exemplo) e outros de um perfil mais simples. O gerente da rede seria responsável então por apresentar todas as opções de serviço (ou todas as configurações de um mesmo serviço) disponíveis ao usuário (através dos metadados MPEG-21), captar a seleção do usuário, e verificar se ele está habilitado para o consumo daquele serviço. Finalmente, o gerente entregaria este serviço ao usuário através do URI (Universal Resource Identifider) que o identifica. 7. Conclusão e trabalhos futuros A arquitetura de gerenciamento aqui proposta mostrou-se, na implementação do estudo de caso anteriormente apresentado, bastante eficiente no que tange ao gerenciamento de serviços e também muito flexível e extensível, devido à adoção da plataforma WBEM. Nota-se portanto que esta pesquisa apresenta as seguintes inovações e contribuições em relação às arquiteturas listadas no item 2 deste artigo: 1. O gerenciamento de serviços foi explorado e uma solução factível e eficiente, baseada em OSGi, foi apresentada. 2. O gerenciamento da set-top box propriamente dito também é um dos pontos centrais da arquitetura, e a adoção do WBEM traz inteligência às ações da settop box (lembrando que uma Classe ou Instância CIM pode possuir vários métodos que podem executar pequenas ações de reparo, por exemplo). 3. A não obrigatoriedade do uso de IP no canal de broadcast possibilita que esta arquitetura seja utilizada em sistemas de TV digital que já estão em uso, não tendo assim que aguardar o advento da IPTV (televisão sobre IP) para que esta arquitetura seja utilizada. 4. Pouco explorado em outros sistemas, o gerenciamento da configuração também teve papel de destaque nesta arquitetura, tanto no que tange à set-top box como aos serviços.

12 5. O tratamento dado ao problema do canal de retorno intermitente, que é um dos principais pontos de pesquisa e debate sobre arquiteturas de gerenciamento de TV digital, ganhou uma solução simples porém eficiente, que é o armazenamento das mensagens de gerenciamento no agente até o momento que este canal esteja disponível 6. A utilização do MPEG-21 como descritor de serviços representa mais um item de inovação desta pesquisa. Como possibilidade de trabalhos futuros, cita-se: definição mais completa da arquitetura de gerenciamento de segurança, extensão para o gerenciamento de redes residenciais via set-top box (baseado em OSGi), compatilbidade com redes IPTV, entre outros. Bibliografia [1] BNDES Relatório TV digital: desafio ou oportunidade?. Estudos setoriais, BNDES, nov [2] BNDES Relatório TV por assinatura: panoramas e possibilidades de investimento. Estudos setoriais, BNDES, [3] BARDELLI et al. Monitoring the Transmission Quality of Digital Television: EUTELSAT s experience and the TESEUS System (Television Surveillance System for EUTELSAT Satellites) In: GLOBAL TELECOMMUNICATIONS CONFERENCE. IEEE CNF. Globecom 00, IEEE, vol. 3, dez. 2000, p [4] MEANDZIJA, B. Manageability of java-based digital TV receivers. IEEE Journal on Selected Areas in Communication. Piscataway, v.18, n.5, maio [5] CABLE TELEVISION LABORATORIES Inc. CableHome 1.1 specification. CH- SP-CH1.1-I , [6] BHATTI, SALEEM; KNIGHT, GRAHAM. On management of CATV full service networks: an European perspective. IEEE Network. Piscataway, p.27-39, out [7] MARPLES, D; KRIENS, P. The open services gateway initiative: an introductory overview. IEEE Communications Magazine. Piscataway, p , dez [8] GAMMA, E. et al. Design Patterns: Elements of Reusable Object-Oriented Software. Primeira Edição. Addison Wesley Longman, Inc., p. [9] JSR 48. Produzido por SUN MICROSYSTEMS. Disponível em Acesso em 2 novembro [10] LEITE, Luiz Eduardo Cunha et al. FlexTV - Uma Proposta de Arquitetura de Middleware para o Sistema Brasileiro de TV Digital. Revista de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais, v. 2, p , 2005.

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