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1 Avaliação das Perspectivas de Desenvolvimento Tecnológico para a Indústria de Bens de Capital para Energia Renovável (PDTS-IBKER) Relatório de Pesquisa

2 Avaliação das Perspectivas de Desenvolvimento Tecnológico para a Indústria de Bens de Capital para Energia Renovável (PDTS-IBKER) Relatório de Pesquisa... David Kupfer, Ricardo Naveiro, Fabio Stallivieri e Rodrigo Sabbatini

3 2012 Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial ABDI Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida, desde que seja citada a fonte. IE-UFRJ Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro ABDI Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial Supervisão ABDI Maria Luisa Campos Machado Leal Equipe Técnica da ABDI Claudionel Campos Leite Valdênio Miranda de Araújo Willian Cecílio Souza Coordenadora Geral Carla Maria Naves Ferreira Gerente de Projetos Gerência de Comunicação ABDI Oswaldo Buarim Junior Supervisão da Publicação Joana Wightman Coordenadora de Comunicação Projeto Editorial Gerência (CIC-IE/UFRJ) Carolina Dias Synergia Editora Editor Jorge Gama Produção Gráfica Monique Bergmann Islanio Assistente Editorial Rosangela Bueno

4 Equipe do Projeto Coordenação Geral Coordenador Geral David Kupfer (IE/UFRJ) Coordenador da Prospecção Tecnológica Ricardo Manfredi Naveiro (POLI/UFRJ) Coordenador dos Estudos Econômicos Rodrigo Sabbatini (NEIT/UNICAMP e FACAMP) Coordenador da Pesquisa de Campo Fábio Stallivieri (ECO/UFF e REDESIST-IE/UFRJ) Pesquisadores Heloisa Vasconcellos de Medina (CETEM), Antonio Carlos Diegues (UFSCar), José Eduardo Roselino Jr (FACAMP) Assistente de Pesquisa Thiago de Holanda Lima Miguez (IE-UFRJ) Comitê Técnico (por fonte de energia) Solar e Fotovoltaica: Izete Zanesco (NT Solar/PUC-RS) e Arno Krenzinger (LES/ UFRGS) PCH Geraldo Lucio Tiago Filho (CERPCH/UNIFEI) e Ernani Felippe Bepler (ex-voith Siemens) Biomassa Electo Eduardo Silva Lora (NEST/UNIFEI) e Silvio Carlos Anibal de Almeida (POLI/UFRJ) Eólica José Tadeu Matheus (Wobben) e Ricardo Marques Dutra (CEPEL) Gerente Carolina Dias (CEMP/PUC-Rio e GIC-IE/UFRJ) Coordenação Técnica Grupo de Indústria e Competitividade do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro Apoio Administrativo Fundação Universitária José Bonifácio ABDI Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial Setor Bancário Norte Quadra 1 Bloco B Ed. CNC Brasília DF Tel.: (61) IE-UFRJ Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro Campus da Praia Vermelha Av. Pasteur, n o 250, andar térreo Urca CEP: Rio de Janeiro, RJ- Brasil Tel.: (21)

5 República Federativa do Brasil Dilma Rousseff Presidenta Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Fernando Damata Pimentel Ministro Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial Mauro Borges Lemos Presidente Maria Luisa Campos Machado Leal Otávio Silva Camargo Diretores Carla Maria Naves Ferreira Gerente de Projetos Claudionel Campos Leite Especialista em Projetos Valdênio Miranda de Araújo Analista Sênior Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro Carlos Frederico Leão Rocha Diretor Geral Edmar Luiz Fagundes de Almeida Diretor de Pesquisas David Kupfer (IE/UFRJ) Coordenador do Instituto de Economia

6 Relatório de Pesquisa iv

7 Capítulo 1 Figura 1.1 Processamento dos resultados da pesquisa de campo. Tabela 1.1 Membros do Comitê Técnico Tabela 1.2 Modelo de cabeçalho do questionário Tabela 1.3 Questões e possibilidades de respostas Capítulo 2 Figura 2.1 Componentes de um sistema fotovoltaico isolado Figura 2.2 Materiais de um sistema solar fotovoltaico à base de silício Figura 2.3 Árvore da composição de um aerogerador Figura 2.4 Torres Figura 2.5 Nacele Figura 2.6 Patentes concedidas USPTO Figura 2.7 Patentes por área do conhecimento Figura 2.8 Tecnologias de processamento e dos produtos Figura 2.9 Estado da arte das diferentes tecnologias para a geração de eletricidade em pequena escala, a partir da combustão de biomassa Figura 2.10 Faixas de potência das tecnologias para a geração de eletricidade partir de biomassa Figura 2.11 Eficiência elétrica das tecnologias de combustão de biomassa para a geração em pequena escala Figura 2.12 Principais componentes de uma caldeira aquatubular Figura 2.13 Composição do gás produzido Figura 2.14 Modelo de turbina S Tabela 2.1 Setores e produtos industriais da cadeia produtiva de energia solar fotovoltaica Tabela 2.2 Cadeia produtiva de energia solar fotovoltaica por segmentos da IBKER...Lista de Figuras e Tabelas vrelatório de Pesquisa

8 Relatório de Pesquisa Tabela 2.3 Perspectivas tecnológicas: novas tendências mundiais Tabela 2.4 Tabela comparativo dos tipos de concentradores Tabela 2.5 Principais características dos três principais tipos de tecnologia Tabela 2.6 Segmentos, setores e produtos da cadeia produtiva de geração de energia Tabela 2.7 Cadeia produtiva da geração de energia elétrica eólica Tabela 2.8 Segmentos, setores e produtos da cadeia produtiva de termoelétricas a partir de biomassa Tabela 2.9 Classificação CNAE a partir de biomassa Tabela 2.10 A cadeia produtiva da termoeletricidade a partir de biomassa por segmentos da IBKER Tabela 2.11 Principais indicadores técnicos das novas tecnologias de geração de eletricidade a partir da combustão de biomassa Tabela 2.12 Energia a partir de biomassa: tecnologias, processos e componentes Tabela 2.13 Segmentos, setores e produtos da cadeia produtiva de geração de energia em Pequenas Centrais Hidroelétricas (PCHs) Tabela 2.14 Cadeia produtiva da geração de energia elétrica em PCH Tabela 2.15 Desafios tecnológicos em PCH vi Capítulo 3 Figura 3.1 Cadeia simplificada de equipamentos fotovoltaicos: uma proposta analítica Figura 3.2 Mundo: distribuição das tecnologias de células FV, 2010 (em % da produção) Figura 3.3 Estrutura empresarial por elo da cadeia de equipamentos fotovoltaicos no mundo (número de empresas), 2009 Figura 3.4 Produção mundial de células fotovoltaicas, (em MW) Figura 3.5 Importações de células e módulos fotovoltaicos, Brasil, (em US$ milhões) Figura 3.6 Distribuição geográfica da importação de células e módulos fotovoltaicos, 2010 Figura 3.7 A cadeia simplificada de equipamentos aerogeradores

9 Figura 3.8 Evolução da capacidade de geração de energia eólica no mundo, (em GW) Figura 3.9 Distribuição geográfica da capacidade anual instalada de aerogeradores, mundo, (em MW) Figura 3.10 Expansão anual esperada da capacidade de geração de energia eólica no Brasil, (em MW) Figura 3.11 Rotas tecnológicas para a conversão da biomassa Figura 3.12 Fontes de geração de energia, Brasil e mundo Figura 3.13 Preços médios de contratação em leilões de energia para fontes alternativas, Brasil, Figura 3.14 Evolução da capacidade instalada em PCH, Brasil, (em MW) Quadro 3.1 Empresas da IBKER segundo áreas e máquinas específicas Tabela 3.1 Eficiência das células fotovoltaicas em estágios comerciais por tipo de tecnologia Tabela 3.2 Preços de produtos da cadeia fotovoltaica nos EUA (exceto quando indicado), dezembro de 2011 Tabela 3.3 Custos de capital para a instalação de plantas produtivas de escala economicamente viável, por elo da cadeia fotovoltaica, 2008 (em US$ milhões) Tabela 3.4 Mundo e países selecionados: capacidade instalada de geração de energia fotovoltaica, 2006 e 2010 (em MW) Tabela 3.5 Produção de células fotovoltaicas por países, 2010 (em MW e %) Tabela 3.6 Maiores empresas mundiais de células fotovoltaicas, Tabela 3.7 Países selecionados: preços* de equipamentos para sistemas fotovoltaicos, 2010 e 2011 Tabela 3.8 Usinas solares operando no Brasil* Tabela 3.9 Capacidade instalada de geração de energia eólica no final de 2010, mundo e países selecionados (em MW) Tabela 3.10 Incremento da capacidade instalada de geração de energia eólica no ano de 2010, mundo e países selecionados (em MW) Tabela 3.11 Principais ofertantes e market share no mercado mundial de aerogeradores Tabela 3.12 Capacidade de geração de energia eólica no Brasil por empresa Tabela 3.13 Capacidade instalada de usinas termoelétricas à biomassa, Brasil, 2011 Relatório de Pesquisa vii

10 Relatório de Pesquisa viii Tabela 3.14 Características econômicas de equipamentos para PCHs, por subsistema Tabela 3.15 Evolução prevista da capacidade instalada por fonte de geração, Brasil, 2010 e 2019 Tabela 3.16 Estrutura da capacidade instalada da PCH, Brasil, 2011 Tabela Síntese da competitividade da indústria de bens de capital para energia renovável, por fontes e subsistemas, Brasil Capítulo 4 Figura 4.1 Composição e distribuição do painel de respondentes do estudo nas diversas fontes investigadas Figura 4.2 Índice de respostas obtidas (total de respondentes/respostas). Figura 4.3 Composição dos respondentes no conjunto de respostas obtidas Figura 4.4 Classificação das tecnologias analisadas na fonte de energia solar Figura 4.5 Classificação das tecnologias analisadas na fonte de energia eólica Figura 4.6 Classificação das tecnologias analisadas na fonte de energia de biomassa Figura 4.7 Classificação das tecnologias analisadas na fonte de energia PCH Tabela 4.1 Tecnologias consideradas não relevantes na fonte de energia solar Tabela 4.2 Classificação das tecnologias relevantes prioritárias para a fonte de energia solar, segundo subsistema Tabela 4.3 Classificação das tecnologias relevantes críticas para a fonte de energia solar, segundo subsistema Tabela 4.4 Tecnologias consideradas não relevantes na fonte de energia eólica Tabela 4.5 Classificação das tecnologias relevantes prioritárias para a fonte de energia eólica, segundo subsistema Tabela 4.6 Classificação das tecnologias relevantes críticas para a fonte de tecnologia eólica, segundo subsistema Tabela 4.7 Tecnologias consideradas não relevantes na fonte de energia de biomassa Tabela 4.8 Classificação das tecnologias relevantes prioritárias para a fonte de energia biomassa, segundo subsistema Tabela 4.9 Classificação das tecnologias relevantes e críticas para a fonte de energia biomassa, segundo subsistema

11 Tabela 4.10 Tecnologias consideradas não relevantes na fonte de energia PCH Tabela 4.11 Classificação das tecnologias relevantes prioritárias para PCH, segundo subsistema Tabela 4.12 Classificação das tecnologias relevantes críticas para PCH, segundo subsistema Capítulo 5 Tabela 5.1 Características dos modelos de negócio selecionados aplicados à energia fotovoltaica Tabela 5.2 Modelos de negócio selecionados aplicados à energia fotovoltaica e os impactos na indústria de bens de capital brasileira Tabela 5.3 Características dos modelos de negócio selecionados aplicados à energia eólica Tabela 5.4 Modelos de negócio selecionados aplicados à energia eólica e impactos na indústria de bens de capital brasileira Tabela 5.5 Características dos modelos de negócio selecionados aplicados à biomassa Tabela 5.6 Modelos de negócio selecionados aplicados à biomassa e os impactos na indústria de bens de capital brasileira Tabela 5.7 Características dos modelos de negócio selecionados aplicados às PCHs Tabela 5.8 Modelos de negócio selecionados aplicados às PCHs e os impactos na indústria de bens de capital brasileira Tabela 5.9 Síntese do impacto do potencial de demanda na indústria de bens de capital por fontes de energia renováveis Capítulo 6 Tabela 6.1 Faixas de custo médio do MW/h gerado, segundo fontes, 2011 Anexo I Listas de Tecnologias [sem figuras] Anexo II Relatório da pesquisa de campo Figura AII.1 Composição e distribuição do painel de respondentes do estudo nas diversas fontes investigadas Figura AII.2 Processamento dos resultados da pesquisa de campo ixrelatório de Pesquisa

12 Relatório de Pesquisa Figura AII.3 Índice de respostas obtidas (total de respondentes/respostas) Figura AII.4 Participação de respondentes do meio acadêmico e do meio industrial nas respostas obtidas Figura AII.5 Classificação das tecnologias analisadas na fonte de energia eólica Figura AII.6 Classificação das tecnologias analisadas na fonte de energia solar Figura AII.7 Classificação das tecnologias analisadas na fonte de energia de biomassa Figura AII.8 Classificação das tecnologias analisadas na fonte de energia PCH Tabela AII.1 Modelo de cabeçalho do questionário Tabela AII.2 Classificação das tecnologias analisadas para a fonte de tecnologia eólica em relevantes prioritárias e críticas, conforme os resultados da pesquisa de campo Tabela AII.3 Classificação das demais tecnologias ligadas à fonte de energia eólica Tabela AII.4 Classificação das tecnologias analisadas para a fonte de energia solar em relevantes prioritárias e críticas, conforme os resultados da pesquisa de campo Tabela AII.5 Classificação das demais tecnologias ligadas à fonte de energia solar Tabela AII.6 Classificação das tecnologias analisadas para a fonte de energia de biomassa em relevantes prioritárias e críticas, conforme os resultados da pesquisa de campo Tabela AII.7 Classificação das demais tecnologias ligadas à fonte de energia de biomassa Tabela AII.8 Classificação das tecnologias analisadas para a fonte de energia PCH em relevantes prioritárias e críticas, conforme os resultados da pesquisa de campo Tabela AII.9 Classificação das demais tecnologias ligadas à fonte de energia PCH x

13 Anexo III Tabelas de síntese da pesquisa de campo Tabela AIII.1 Questões e possibilidades de respostas Tabela AIII.1 Questões e possibilidades de respostas (com IDs) e forma de apresentação no banco de dados Anexo IV Empresas da IBKER segundo áreas e máquinas específicas, 2011 Tabela AIV.1 Empresas da IBKER segundo áreas e máquinas específicas, 2011 Anexo V Medidas para a promoção da IBKER no Brasil: Tabelas de referência e síntese Tabela AV.1 Medidas para a promoção da IBKER condicionantes iniciais Tabela AV.2 Recomendações de medidas para a promoção da IBKER fonte eólica Tabela AV.3 Condicionantes para a promoção do segmento solar fotovoltaico Tabela AV.4 Recomendações de medidas para a promoção da IBKER solar fotovoltaico Tabela AV.5 Condicionantes para a promoção do segmento de biomassa Tabela AV.6 Recomendações de medidas para a promoção da IBKER biomassa Tabela AV.7 Condicionantes para a promoção do segmento PCH Tabela AV.8 Recomendações de medidas para a promoção da IBKER PCH xirelatório de Pesquisa

14 Relatório de Pesquisa xii

15 1. Introdução, Metodologia da pesquisa, Estrutura do relatório, 12...Sumário Relatório de Pesquisa 2. Cadeias produtivas e segmentação tecnológica na IBKER, Energia solar, Energia solar fotovoltaica, Energia solar térmica, Energia eólica, Energias tradicionais, Geração de eletricidade a partir da biomassa, Pequenas Centrais Hidroelétricas (PCH), Estrutura da oferta da indústria de bens de capital para energia renovável, 73 Introdução, Equipamentos para energia solar fotovoltaica, Características econômicas, Estrutura da oferta mundial, Estrutura da oferta no Brasil, Equipamentos para energia eólica, Características e tendências, Estrutura da oferta mundial, Estrutura da oferta no Brasil, Equipamentos para energias renováveis tradicionais, Biomassa, PCHs, Conclusões, 115 xiii

16 Relatório de Pesquisa 4. Tecnologias emergentes e resultados da pesquisa de campo, Taxas de respostas, Resultados em energia solar, Resultados para energia eólica, Resultados em energia de biomassa, Resultados em energia PCH, Energia renovável e os impactos sobre a IBKER no Brasil, Modelos de negócio de energia solar fotovoltaica e os impactos na indústria de bens de capital, Modelos de negócio de energia eólica e os impactos sobre a indústria de bens de capital, Modelos de negócio de energias renováveis tradicionais e os impactos na indústria de capital, Modelos de negócio aplicados à biomassa e os impactos na indústria de bens de capital, Conclusões, Políticas públicas e desenvolvimento da Indústria Brasileira de Bens de Capital para Energias Renováveis, 165 Introdução, Políticas públicas e bens de capital para energia solar fotovoltaica, Políticas públicas e bens de capital para energia eólica, Políticas públicas e bens de capital para biomassa, Políticas públicas e bens de capital para PCHs, Considerações finais, Anexo I - Relatório da pesquisa de campo, 195 Apresentação, 196 A - Lista de tecnologias para a energia eólica, 196 B - Lista de tecnologias para a energia solar, 198 C - Lista de tecnologias para a biomassa, 201 D - Lista de tecnologias para PCH, 203 xiv

17 8. Anexo II - Relatório da pesquisa de campo, Apresentação, Procedimentos metodológicos da pesquisa de campo, 2 - Resultados da pesquisa de campo, A - Energia eólica, B - Energia solar, C - Energia biomassa, D - Energia PCH, Relatório de Pesquisa 9. Anexo III - Tabelas de síntese da pesquisa de campo, Introdução, 1 - Banco de dados gerado no estudo, 2 - Tabelas de síntese dos resultados da pesquisa de campo, 10. Anexo IV - Empresas da IBKER segundo áreas e máquinas específicas, 2011, 11. Medidas para a promoção da IBKER no Brasil Quadros de referência e síntese, 12. Referências Bibliográficas, xv

18 Relatório de Pesquisa xvi

19 1. Introdução...

20 Avaliação das Perspectivas de Desenvolvimento Tecnológico para a Indústria de Bens de Capital para Energia Renovável (PDTS-IBKER) No Brasil, embora a matriz energética seja reconhecidamente limpa, dada a preponderância de geração de energia hidráulica, a ampliação da oferta de energia para sustentar o crescimento econômico demanda investimentos elevados, de longo prazo, em hidrelétricas cada vez mais distantes dos centros de consumo, com forte impacto ambiental. A relevância da diversificação da matriz energética brasileira se faz necessária buscando alternativas para aumentar a segurança no abastecimento de energia elétrica, além de permitir a valorização das características e as potencialidades regionais e locais. Um dos grandes desafios para o futuro da humanidade é o da geração de energia. Governos, iniciativa privada, pesquisadores e ambientalistas do mundo inteiro discutem maneiras de ampliar a oferta de energia de forma eficiente e sustentável para acompanhar o crescimento econômico. Em um relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), Tendências Globais de Investimentos em Energias Sustentáveis 2009 (Global Trends in Sustainable Energy Investment), o Brasil foi considerado campeão mundial no uso de energias renováveis, visto que 46% de toda a energia consumida no país são provenientes de fontes limpas, destacando-se a hidroeletricidade e os biocombustíveis. A política energética atual do Brasil, além de prever investimentos para a construção de novas hidrelétricas, busca diversificar a matriz energética incluindo energia nuclear, eólica, fotovoltaica, solar e biomassas. Nessa perspectiva, são grandes os desafios e as oportunidades para a indústria brasileira de bens de capital. 1. Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE). Resultado da articulação oriunda entre governo e representantes do setor privado, 1 a agenda de ações da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) para o setor de bens de capital (BK), apesar das várias medidas já implementadas (na maioria voltada para a desoneração tributária e incentivos fiscais), carece de medidas voltadas para a competitividade com um foco na inovação tecnológica. 2 Com o objetivo de complementar a Agenda da PDP com medidas e metas de caráter tecnológico, a ABDI, ABIMAQ e o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) reuniram-se em São Paulo

21 em meados de 2009 para debaterem as oportunidades de desenvolvimento de ações conjuntas para o setor, tendo como referência inicial as experiências da ABDI no desenvolvimento dos Estudos Prospectivos (EPS) e Agendas Tecnológicas Setoriais (ATS). 2 Entre as ações planejadas, estava o desenvolvimento de uma ATS com foco em energias renováveis. Para a construção dessa ATS com foco em energias renováveis, fazia -se necessário, entretanto, conhecer e avaliar as perspectivas de desenvolvimento tecnológico para a IBKER no curto, médio e longo prazos, de forma a orientar a definição de medidas e instrumentos para promover o aumento da competitividade do setor. Com esse objetivo, propôs-se o projeto de pesquisa Avaliação das Perspectivas de Desenvolvimento Tecnológico para a Indústria de Bens de Capital para Energia Renovável (PDTS-IBKER). Coordenado pelo Grupo de Indústria e Competitividade do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GIC/IE-UFRJ), com o apoio administrativo da Fundação Universitária José Bonifácio e financiamento da ABDI, o projeto PDTS-IBKER teve como objetivo principal realizar uma avaliação das perspectivas de desenvolvimento tecnológico para a Indústria de Bens de Capital para Energia Renovável, esperadas para o horizonte dos próximos 15 anos, para subsidiar iniciativas posteriores da ABDI visando construir uma agenda tecnológica para essa indústria. Tendo em vista a complexidade da IBKER, decorrente do elevado número de componentes e etapas de processos produtivos envolvidos na fabricação desses bens, foi selecionado para análise o conjunto de equipamentos relacionados à geração e à transmissão de energia elétrica originada das seguintes fontes renováveis: Eólica; Solar e fotovoltaica; e Tradicionais: biomassa e hidráulica (PCH) Metodologia da pesquisa A metodologia utilizada no projeto PDTS-IBKER levou em conta a coleta de dados bibliográficos em bases de dados, livros, periódicos e publicações técnicas, além de dados empíricos obtidos por meio de uma pesquisa de campo e de entrevistas em empresas. 3 As atividades do projeto se organizaram e desenvolveram em três fases: preparação dos estudos, 2. A partir dessa iniciativa, foram realizadas diversas reuniões técnicas de articulação e mobilização entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ABIMAQ, IPDMAQ, ABINEE e IPD Elétron, que resultaram no Acordo de Cooperação nº 005/2010 assinado entre esses partícipes. 3. A metodologia da pesquisa de campo é descrita brevemente neste capítulo introdutório e, em detalhes, no Anexo I. Os resultados do campo são reportados no Capítulo 4 e detalhados no Anexo I. Além da pesquisa de campo, realizaram-se entrevistas em empresas do setor. 31. Introdução

22 Avaliação das Perspectivas de Desenvolvimento Tecnológico para a Indústria de Bens de Capital para Energia Renovável (PDTS-IBKER) 4. A formação de um comitê técnico baseouse na premissa de que a realização dos estudos de prospecção tecnológica terá maiores chances de sucesso se conseguir envolver especialistas que colaboram com suas visões pessoais sobre as tecnologias emergentes e não como representantes de empresas, associações ou órgão de classe. pesquisa de campo, análise das informações e redação de documentos conforme descrição a seguir. Fase 1 Preparação dos estudos Os estudos de prospecção tecnológica têm maiores chances de sucesso quando conseguem envolver especialistas que colaboram com suas visões e experiências como representantes de indústrias, associações empresariais e profissionais, centros de pesquisa e formuladores de políticas. Logo, o projeto PDTS-IBKER contou, na fase de preparação do estudo, com um comitê técnico, 4 formado com as atribuições principais de identificar as tecnologias emergentes na indústria de IBKER e indicar respondentes para participar da pesquisa de campo. O comitê técnico foi formado por sete especialistas com o perfil anteriormente descrito, mesclando visões tanto do lado da indústria produtora dos bens de capital quanto do lado dos produtores de energia e usuários desses equipamentos nas classes selecionadas para o estudo (eólica, biomassas, solar e hidráulica). Sua composição foi a seguinte: Tabela Membros do comitê técnico Especialista Instituição Fonte de energia Electo Eduardo Silva Lora NEST/UNIFEI Biomassa José Tadeu Matheus Wobben Eólica Ricardo Marques Dutra DTE/CRESESB/CEPEL Eólica Geraldo Lucio Tiago Filho CERPCH/UNIFEI PCH Ernani Felippe Beppler ex-voith Siemens PCH Izete Zanesco NT Solar / PUC-RS Solar Arno Krenzinger LES/UFRGS Solar Silvio Carlos Anibal de Almeida Escola Politécnica da UFRJ Biomassa 4 Na fase de preparação da pesquisa, o comitê técnico foi reunido durante a Oficina de Trabalho Inaugural, com o objetivo de discutir com as especificidades da pesquisa e estabelecer os critérios para a identificação e a seleção das tecnologias emergentes para a IBKER. Essa oficina foi realizada em 18/04/2011 nas dependências do COBEI, em São Paulo/SP.

23 A partir dos critérios estabelecidos na oficina, 5 os especialistas do comitê técnico elaboraram quatro listas de tecnologias (uma para cada fonte de energia estudada). Essas listas foram apresentadas, discutidas e validadas durante a 2ª Oficina de Trabalho, realizada em 20/06/2011 nas dependências da ABINEE, em São Paulo/SP. Na ocasião, a coordenação do projeto e demais participantes sugeriram alterações e melhoramentos nas listas, cabendo aos especialistas do comitê técnico implementar as sugestões e reenviar as listas para a coordenação do projeto. Também durante a 2ª Oficina de Trabalho, estabeleceram-se as diretrizes para a elaboração das listas de respondentes a integrar o painel da pesquisa de campo. Fase 2 Pesquisa de campo Com base na lista de tecnologias sugeridas pelo comitê técnico na Fase 1 do projeto, a coordenação desenvolveu a regra de redação dos enunciados sobre as tecnologias a serem investigadas na pesquisa de campo, qual seja: Uso de... (tecnologia emergente)... em... (segmento, componente, princípio, etapa da produção etc.)...visando... (propriedade, desempenho, aperfeiçoamento etc.)... Após a implementação da regra de redação, foram geradas quatro listas de tecnologias, 6 as quais passaram a integrar o questionário da pesquisa de campo. O questionário foi organizado da seguinte forma: as linhas descrevem as tecnologias emergentes listadas pelos membros do comitê técnico e são validadas nas oficinas. As colunas buscam captar as dimensões relevantes para identificar as perspectivas de mudanças tecnológicas, compreendendo as seis questões propostas acerca de cada tecnologia listada. As Tabelas 1.2 e 1.3 apresentam o modelo de questionário e as possibilidades de resposta. O Anexo II deste relatório descreve a metodologia da pesquisa de campo em detalhes. O questionário foi hospedado em uma área do site do projeto (www. ie.ufrj.br/ibker) e ficou disponível para os respondentes por meio de login e senha pessoal. No total, foram elaborados e disponibilizados quatro questionários, um para cada fonte de energia. 5. Quais sejam: tecnologias relacionadas à produção na IBKER e tecnologias relacionadas especificamente aos bens de capital para energias renováveis, em estágios de comercialização, pré-comercialização, desenvolvimento e pesquisa. 6. As listas de tecnologias emergentes e a segmentação tecnológica das mesmas nas cadeias produtivas das fontes energéticas são partes integrantes do Produto 3 do projeto. 51. Introdução

24 Avaliação das Perspectivas de Desenvolvimento Tecnológico para a Indústria de Bens de Capital para Energia Renovável (PDTS-IBKER) 6 Tabela Modelo de cabeçalho do questionário Difusão esperada do tópico no Brasil Tecnologias emergentes Potencial para produção no Brasil Viabilidade do uso comercial no mundo até Factibili dade Conhecimento do respondente sobre o tópico - Em 15 anos Em cinco anos Descrição: Tecnolo gia: uso (campo de aplicação), características Nula ou baixa Média Alta Nula ou baixa Média Alta Nula ou baixa Média Alta Nula ou baixa Média Alta Factível Não factível Não conhece Conhece superficialmente Conhece evoluções recentes Monitora pesquisas Realiza pesquisas Nula ou baixa Média Alta Nula ou baixa Média Alta Nula ou baixa Média Alta Nula ou baixa Média Alta Não conhece Conhece superficialmente Conhece evoluções recentes Monitora pesquisas Realiza pesquisas n...

25 Questões Tabela 1.3 Questões e possibilidades de respostas Conhecimento do respondente sobre o tópico/tecnologia Factibilidade técnica Viabilidade do uso comercial no mundo até 2025 Difusão esperada da tecnologia no Brasil em 5 anos Difusão esperada da tecnologia no Brasil em 15 anos Potencial para a produção no Brasil até 2025 Possibilidades de respostas Não conhece Conhece superficialmente Conhece evoluções recentes Monitora pesquisas realizadas Realiza pesquisa Factível Não factível Nula ou baixa Média Alta Nula ou baixa Média Alta Nula ou baixa Média Alta Nula ou baixa Média Alta 71. Introdução

26 Avaliação das Perspectivas de Desenvolvimento Tecnológico para a Indústria de Bens de Capital para Energia Renovável (PDTS-IBKER) 7. Um mesmo especialista tinha a opção de opinar sobre mais de uma fonte de energia. Nesse caso, esse especialista responderia mais de um questionário. 8. Também apresentadas de forma detalhada no Anexo II. Nessa fase, o questionário foi aplicado a um painel de respondentes formado por especialistas indicados pelos membros do comitê técnico. Adicionalmente às indicações do comitê, a coordenação do estudo realizou um levantamento de representantes da indústria de bens de capital para energia, bem como de núcleos de pesquisa e acadêmicos, com o intuito de montar uma amostra representativa da indústria de bens de capital para energia, de seus fornecedores, clientes e acadêmicos que desenvolvem pesquisas sobre o tema. Esse painel de respondentes especialistas foi convidado a participar da pesquisa de campo do projeto, através do envio de uma carta-convite especifica. O painel subdividiu-se em quatro grupos de respondentes, um para cada fonte de energia, que opinaram em relação às tecnologias investigadas para a IBKER nas diferentes fontes. 7 A aplicação dos questionários da pesquisa de campo do projeto proporcionou a elaboração de um banco de dados em Excel, composto de dez colunas e (oito mil setecentos e setenta e nove) linhas, com o intuito de facilitar o acesso às informações agregadas obtidas na pesquisa. Fase 3 Análise das informações e redação de documentos A partir do banco de dados gerado com os resultados da pesquisa de campo, elaborou-se um conjunto de quatro tabelas (uma para cada fonte de energia), que sistematizam as respostas obtidas durante a pesquisa de campo, 8 ou seja, a avaliação do painel de respondestes para cada uma das tecnologias emergentes investigadas. Posteriormente, os resultados obtidos na pesquisa de campo foram processados de acordo com a metodologia descrita na Figura 1.1. Este procedimento permitiu identificar as tecnologias relevantes para a IBKER nas diferentes fontes de energia. Os conceitos adotados são resumidos abaixo: 8 Tecnologias emergentes: novos produtos, novos usos de produtos já existentes, novos processos produtivos ou novos materiais e componentes em fase pré-comercial, de desenvolvimento ou pesquisa exploratória em um horizonte de 15 anos.

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