TEORIA DA COMPLEXIDADE E PÓS-MODERNISMO: CONTRIBUIÇÕES DA EPISTEMOLOGIA COMPLEXA PARA OS ESTUDOS ORGANIZACIONAIS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "TEORIA DA COMPLEXIDADE E PÓS-MODERNISMO: CONTRIBUIÇÕES DA EPISTEMOLOGIA COMPLEXA PARA OS ESTUDOS ORGANIZACIONAIS"

Transcrição

1 TEORIA DA COMPLEXIDADE E PÓS-MODERNISMO: CONTRIBUIÇÕES DA EPISTEMOLOGIA COMPLEXA PARA OS ESTUDOS ORGANIZACIONAIS RESUMO Rosângela Vianna Alves da Silva (EBAP/FGV) No passado, os estudos organizacionais valeram-se de uma série de materiais e abordagens teóricas que se apresentaram demasiadamente restritas. Conseqüentemente, tais estudos não conseguiram refletir a complexidade do mundo organizacional fora da limitada extensão dos exemplos empíricos considerados. Com base em apenas um pequeno pedaço disponível da realidade, algumas suposições razoavelmente amplas foram difundidas. Uma delas foi a confiança tácita em categorias e conceitos do pensamento moderno. Entretanto, a promessa modernista de progresso material e social por meio do incremento tecnológico contínuo, da organização moderna e da administração científica, parece estar cada vez mais distante. O objetivo desse trabalho é questionar a prática do que passa pela ciência normal ou funcionalismo, em busca de outra abordagem para o estudo das organizações. Será defendida a tese de que as perspectivas pós-modernas surgiram como resposta à crescente sensibilidade à complexificação do mundo contemporâneo. Dessa forma, a abordagem da teoria da complexidade pode mostrar-se extremamente frutuosa nos estudos organizacionais. Nesse artigo serão apresentadas algumas possibilidades e limites da utilização da epistemologia da complexidade no estudo das organizações. INTRODUÇÃO Atualmente, o mundo vive um momento singular. Em uma era de transformações aceleradas em todos os campos, a imobilidade se torna uma opção não realista. As teorias organizacionais criadas para um mundo estável e previsível vêm sendo questionadas e postas em xeque, por não mais responderem à complexa dinâmica da contemporaneidade. Entretanto, não se pretende utilizar o termo transformação como mais um sinônimo de conservadorismo dinâmico ou, como o velho jargão que camufla o neoconservadorismo que, muitas vezes, emerge como resposta a essas correntes de mudança. Mas, sim, como condição inerente à construção da realidade humana. A conseqüência imediata desse novo cenário foi tornar ineficaz o quadro teórico proporcionado pela filosofia modernista que elege como sua a questão da problemática do conhecimento. De acordo com Bell (1977), uma característica central do período moderno foi a primazia do método científico como forma suprema de pesquisa. A busca do conhecimento científico fragmentado em áreas disciplinares estanques passou a ser predominantemente utilitária, possuindo como valores principais a previsão, o controle e a capacidade de manipular o ambiente físico. Apesar de não ter sido este no início como se pode confirmar ao ler os textos dos filósofos iluministas, hoje o objetivo de maior parte da ciência é o avanço tecnológico. Dessa forma, pode-se constatar como promessa subjacente o progresso material ilimitado e, conseqüentemente, a melhoria da qualidade de vida para todos. Tal paradigma implicava na crença de um controle crescente do homem sobre a natureza e da sua ilimitada habilidade em compreender o universo a partir das informações provenientes dos sentidos físicos. O Iluminismo privilegiou a predominância de valores pragmáticos, segundo os quais os indivíduos estariam livres para ir em busca de seus próprios interesses. Prometeu um sujeito autônomo progressivamente emancipado pelo conhecimento adquirido por meio dos métodos científicos. Notou-se o crescimento da razão sobre a tradição. Desse modo, o futuro era conseqüência da busca de conhecimento, por parte de unidades relativamente autônomas, 1

2 orientada para necessidades práticas. A chamada mão invisível do mercado de Adam Smith é um dos principais exemplos. O modernismo inicialmente representou a emancipação em relação ao mito, à autoridade e aos valores tradicionais, por meio do conhecimento, da razão e das capacidades elevadas do ser humano. Os primeiros estudos sobre organização do século XX foram estruturados em torno do desenvolvimento modernista sobre os discursos tradicionais. O tratamento da racionalização em Taylor e as apropriações indiscriminadas das idéias de Weber traduzem a aplicação da lógica modernista ao projeto de racionalidade instrumental. Segundo Reed (1998), as raízes históricas dos estudos organizacionais estão profundamente inseridas em um conjunto de trabalhos que ganhou expressão a partir da segunda metade do século XIX, e que antecipava de forma confiante o triunfo da ciência neutra sobre a política, bem como a vitória da ordem e do progresso coletivos concebidos racionalmente, acima da irracionalidade humana. O exercício do reducionismo, uma das graves limitações trazidas pela modernidade, penetrou na literatura organizacional de forma deletéria. Segundo Campos (1997:8), exemplos claros de reducionismo são facilmente encontrados na literatura organizacional, quando vemos a racionalidade instrumental tomada como a Razão humana; a lógica econômica como a lógica da vida; a ação humana reduzida ao comportamento organizacional, o ser humano a recurso humano, o trabalho ao emprego formal na organização econômica; a eficiência como critério exclusivo de desempenho; o lucro financeiro como relevância social da organização; o desempenho bem avaliado do cargo como indicador seguro de autorealização. Entretanto, parece estar cada vez mais distante a prometida garantia de progresso material e social por meio do incremento tecnológico contínuo, da organização moderna e da administração científica. Tanto a efetividade técnica quanto a virtude moral das organizações formais são questionadas por transformações intelectuais e institucionais que estão levando à fragmentação social, à desintegração política e ao relativismo ético. A partir de fins da década de 60 observa-se no âmbito mais amplo da teoria social, uma mudança radical no pensamento social e político sob a rubrica de pós-modernismo (Harvey, 1999). No entanto, pesquisadores de estudos organizacionais interessaram-se pelos textos pós-modernos relativamente tarde, a partir dos anos 80, como nos apontam Alvesson e Deetz (1998). De acordo com eles, isso não é nenhuma surpresa, dados os pressupostos modernistas embutidos nas organizações e o caráter bastante dogmático e excludente da tradição dominante de pesquisa, fosse de inclinação positivista ou marxista. O objetivo deste trabalho é questionar a prática do que passa pela ciência normal ou funcionalismo, em busca de outra abordagem para o estudo das organizações. Foi eleita a abordagem de Cilliers (1998), que defende a tese de que as perspectivas pós-modernas surgiram como resposta à crescente complexidade do mundo contemporâneo. Ou seja, as tramas dos tecidos social, político, econômico, tecnológico se entrelaçaram a um tal ponto, que as abordagens tradicionais da ciência normal de pressupostos modernistas não mais respondem satisfatoriamente aos crescentes dilemas e crises com os quais nos temos deparado nas últimas três décadas. Na seção 2, tentar-se-á resumir as principais características do pós-modernismo e suas implicações para os estudos organizacionais. Na seção 3 será feita breve introdução da teoria dos sistemas adaptativos complexos e, a seguir, na seção 4, pretende-se estabelecer um paralelo entre os sistemas adaptativos complexos e a sociedade pós-moderna. A seção 5 focará sua atenção no levantamento de algumas possibilidades e limites da utilização de uma 2

3 epistemologia da complexidade no estudo dos fenômenos organizacionais. As considerações finais serão apresentadas na seção 6. PÓS-MODERNIDADE Não são poucos os autores (Harvey, 1999; Lyotard, 1998; Alvesson e Deetz, 1998; Reed, 1998; Demo, 1997; Featherstone, 1996; Kilduff e Mehra, 1997; Huyssen, 1991) que admitem não haver, até agora, uma definição consensual para o termo pós-moderno. De acordo com Parker (1992), a definição de pós-modernismo se apresenta como uma inútil tarefa. Não existe unanimidade, uma vez que a maioria de seus partidários recusa, em primeiro lugar, a linguagem e a lógica da definição, sugerindo que essa é uma das formas de imperialismo intelectual que ignora a fundamental incontrolabilidade do significado. Segundo Hollanda (1991), o debate europeu polariza-se entre as correntes alemã e francesa em suas versões mais extremadas, sendo Jürgen Habermas o principal representante da primeira corrente. A segunda corrente tem como ícones Jean-François Lyotard, Michel Foucault, Jacques Derrida, entre outros. A primeira empenha-se na defesa da posição moderna e nas potencialidades do debate emancipatório da razão iluminista e identifica os pressupostos pós-modernos com a emergência de tendências políticas e culturais neoconservadoras. A segunda corrente, determinada na valorização da condição pós-moderna, avalia com otimismo o declínio do prestígio das narrativas mestras metanarrativas, como o marxismo e o liberalismo, e a liquidação dos traços iluministas do projeto moderno. Na visão de Lyotard (1998) é positiva quando retira, do desencanto com o passado iluminista e racionalista, energias para forjar um futuro mais capaz de conviver com a diversidade e a fragmentação. Nesse sentido, Chia (1995) argumenta que o que basicamente distingue o pósmoderno do moderno é o pensamento crítico. Nos estudos organizacionais, a principal característica de pesquisadores defensores de uma abordagem pós-moderna é a visão crítica de termos comumente usados no campo de estudo, tais como organizações, indivíduos, ambiente, estrutura, cultura. Para Chia (1995), quando esses termos se referem à existência de entidades e atributos surgidos na perspectiva modernista, guardam em si a ideologia de um significado único. Isso porque, na sua opinião, o pensamento moderno se alicerça na ontologia do ser, a qual privilegia o pensamento em termos de estados fenomênicos discretos, atributos estáticos e eventos seqüenciais. O pensamento pós-moderno, por outro lado, privilegia a ontologia do vir a ser, que enfatiza uma realidade múltipla, transitória, efêmera e emergente. No pós-moderno, a realidade é percebida como continuamente em fluxo e transformação e, conseqüentemente, impossível de ser representada sob qualquer senso estático. Indo nessa direção, Parker (1992) afirma que a realidade é construída pelo discurso e pelas concepções discursivas coletivamente sustentadas e continuamente renegociadas ao longo do próprio processo de dar sentido. Dessa forma, para os pensadores pós-modernos, o papel da linguagem na construção da realidade é central, e toda e qualquer tentativa de descobrir a verdade única soa como um meta-discurso. Além disso, se a sociedade é entendida como um contínuo e complexo processo de vir a ser, novas formas de discurso e novas metodologias são necessárias para esses novos tempos, assim como se faz necessário um novo olhar sobre os processos sociais. Nos últimos anos, observa-se a existência de um número crescente de pesquisadores que, instigados por essas novas percepções, vêem inúmeras aplicações na teoria e prática organizacionais (Cooper e Burrell, 1988; Burrell, 1988; Cooper, 1989; Gergen, 1991; Parker, 1992; Chia, 1995; Gergen e Thatchenkery, 1996; Morgan, 1996; Alvensson e Deetz, 1998; Calás e Smircich, 1998; entre tantos outros). 3

4 Para Cooper e Burrell (1988), a noção de um observador (separado de sua observação) capaz de construir uma meta-linguagem é essencial ao projeto modernista, no qual incrementos no estoque de conhecimento significam crescimento de poder. No mundo organizacional isso é particularmente verdadeiro quando se tem como objetivos máximas eficiência e lucratividade e minimização de conflitos. Tudo isso baseado na crença da metanarrativa do progresso ilimitado. Nesse modelo, segundo Cooper e Burrell (1988), a crescente complexidade organizacional é pretensamente trazida sob controle pelo ordenamento das relações intra e interorganizacionais de acordo com o modelo de racionalidade funcional, incapaz de explicar as ambigüidades presentes nas organizações. Nesse sentido, para os autores, os partidários das abordagens pós-modernas nas organizações precisam se esforçar por clarificar essas relações de poder, visando expor a fragilidade da concepção clássica de organização e, conseqüentemente, dos mitos da estabilidade e previsibilidade. Em seu artigo, Burrell (1988) expande a metáfora da organização como prisão psíquica 1 e aponta como a capilaridade do poder estrutura nossos significados e nossas ações. Segundo esse prisma, a organização pode ser representada como o espaço onde os sujeitos são constituídos e identificados. O sentido do mundo passa a ser dado pelas inter-relações entre indivíduos e organizações. Ou seja, ser membro de uma organização, gostando ou não, marca nossa individualidade. Parker (1992) constata que o tema mais comum na literatura organizacional é a afirmação do surgimento de um novo tipo de organização que difere das organizações clássicas na maioria dos aspectos, sugerindo que é possível testemunhar o nascimento de uma forma de organização mais flexível, que ele chama de pós-burocrática. Nesse tipo de organização, é completamente intencional e consciente a estratégia pósmoderna de flexibilização das estruturas sociais, tornando-as maleáveis a novas e indiretas formas de controle internalizado, seja cultural ou ideológico. Uma estrutura numérica e funcionalmente flexível, na qual não esteja claro onde se situa os centros espacial e de poder as organizações em rede, por exemplo são, dessa forma, facilmente categorizadas como pósmodernas. Morgan (1996), em seu trabalho pioneiro, preocupa-se em caracterizar as principais metáforas que podem ser utilizadas para explicar os processos organizacionais, enfatizando que, na maioria das vezes, é necessário lançar mão de várias delas visando melhorar a habilidade de compreensão dos diferentes aspectos que coexistem e se complementam dentro das organizações, por mais paradoxais que possam parecer. O autor interpreta as organizações a partir de metáforas, comparando-as a imagens que permitem vê-las como máquinas, organizamos vivos, cérebros, culturas, sistemas políticos, prisões psíquicas, fluxos e transformações e, finalmente, como instrumentos de dominação. Morgan (1996) enfatiza que o universo das organizações vem se tornando cada vez mais complexo e que, infelizmente, a forma de refletir sobre elas não está seguindo o mesmo curso. Nesse sentido, Reed (1998:63) chama a atenção para um movimento reativo da ortodoxia funcionalista que tenta, a todo custo, utilizar-se de uma estratégia de imposição paradigmática que negligencia a diversidade do mundo organizacional contemporâneo. Mas o fato é que, não obstante alguns subterfúgios defensivos do establishment para removê-los, esses novos campos, modos e perspectivas de pesquisa, diferentes e alternativos, estão se expandindo, multiplicando-se e sobrepondo-se. Assim sendo, a abordagem apresentada por Morgan (1996) reage a essa tendência geral, deixando claro que as organizações são geralmente complexas, ambíguas e repletas de paradoxos. O verdadeiro desafio é aprender a lidar com essa complexidade. Overman (1996) appud Lissack (1999) pondera que, nos dias de hoje, os métodos tradicionais das ciências sociais são incapazes de lidar com os problemas complexos e as 4

5 indeterminações que permeiam as organizações, O casamento do reducionismo e empirismo lógico com a teoria e prática organizacionais tem se apresentado como um modelo obsoleto que torna lenta a percepção das possibilidades potenciais de novas abordagens. Ainda segundo Overman, a nova ciência da complexidade oferece valiosas metáforas e métodos que desafiam a agenda de pesquisa organizacional para o século XXI. Imagens como autoorganização, estruturas dissipativas e complexidade dinâmica podem oferecer um excelente arcabouço para os estudos organizacionais. No contexto mais abrangente das ciências sociais, Harvey (1999:274) afirma: As peculiaridades do pós-modernismo devem ser vistas como sintomas e expressões de um dilema novo e historicamente original, dilema que envolve a nossa inserção como sujeitos individuais num conjunto multidimensional e complexo de realidades radicalmente descontínuas, cujas estruturas vão dos espaços ainda sobreviventes da vida privada burguesa ao descentramento inimaginável do próprio capitalismo global, incluindo tudo o que há entre eles. Nem mesmo a relatividade einsteiniana nem os múltiplos mundos subjetivos dos modernistas mais antigos conseguem dar qualquer configuração adequada a esse processo, que, na experiência vivida, se faz sentir pela chamada morte do sujeito ou, mais exatamente, pelo descentramento e dispersão esquizofrênicos e fragmentados deste último... (Harvey, 1999:274) Os fundamentos daquilo que denominamos realidade não são simples, mas complexos. A complexidade não está na espuma fenomenal do real, mas em seu próprio princípio. A complexidade não é a palavra-mestra que vai explicar tudo. É a palavra que pode despertar e direcionar o Homem a melhor entender sua inserção no mundo, não mais como dominador, mas, como co-participante responsável. Embora Morgan (1996) contemple em duas de suas metáforas cérebro humano e fluxo e transformação alguns dos aspectos tratados pela teoria da complexidade, acredita-se que seria útil melhor explicitá-la. Isso será feito na seção a seguir. COMPLEXIDADE: UMA BREVE INTRODUÇÃO A problemática da complexidade ainda é marginal no pensamento científico, no pensamento epistemológico e no pensamento filosófico. Para melhor compreendê-la, segundo Dupuy (1993), é preciso primeiramente recordar o que é o método científico por excelência, ou seja, a modelagem. Modelar significa, para um pesquisador, construir um modelo reduzido da realidade, com a função de imitá-la, simulá-la e, assim, poder recriar o mundo observável. Na História das Ciências, com freqüência, o modelo foi considerado mais perfeito que o mundo real que ele representa, pois esse contém imperfeições, impurezas. O modelo clássico tinha a dupla propriedade de ser suficientemente rico para poder pretender imitar o mundo e, simples o bastante para ser manipulado pelo cientista, que podia tirar deduções, confrontando-as a seguir com o real. Tudo isso constitui a base do procedimento que podemos chamar de reducionista : descobrir, por trás da complexidade dos fenômenos, o princípio gerado simples capaz de reproduzilos. Atualmente, em todos os campos de pesquisa, a ciência se depara com fenômenos complexos, aparentemente irredutíveis a algo mais simples do que eles mesmos complexidade irredutível. Ou seja, não é possível engendrar o fenômeno por meio de um modelo mais simples do que o próprio fenômeno. Essa noção de complexidade irredutível tem estreita relação com o acaso e a desordem. Isto porque, se se quiser reproduzir a informação contida em uma forma que foi produzida pelo acaso, dever-se-á reproduzir toda a forma. 5

6 Encontra-se aqui uma idéia de auto-referência: o território não admite nenhum outro mapa a não ser ele mesmo. Morin (1998) afirma que como a complexidade só foi tratada marginalmente, ela suscita mal-entendidos fundamentais. O primeiro, consiste em concebê-la como receita, como resposta, em vez de considerá-la como desafio e como motivação para pensar. Ou seja, ela tem um caráter explicativo, e não, normativo. Morin (1998) acredita que a complexidade deve ser um substituto eficaz da simplificação. Entretanto, não se pode esquecer que a complexidade também aparece como uma procura viciosa da obscuridade, das entrelinhas, do não-dito. O problema da complexidade é, antes de tudo, o esforço para conceber um incontornável desafio que o real lança a nossa frente. Ainda de acordo com Morin (1998), o segundo mal-entendido consiste em confundir a complexidade com a completude. O problema da complexidade não é o da completude, mas o da incompletude do conhecimento. Portanto, sua ambição é prestar contas das articulações despedaçadas pelos cortes entre disciplinas, entre categorias cognitivas e entre tipos de conhecimento. A complexidade aspira ao conhecimento multidimensional, inter e transdisciplinar. Ela não pretende fornecer todas as informações sobre um fenômeno estudado, mas respeitar suas diversas dimensões, pois, o Homem é um ser biológico sóciocultural e os fenômenos sociais entre eles os fenômenos organizacionais são ao mesmo tempo, culturais, econômicos, psicológicos, políticos etc. Dessa forma, a complexidade surge como dificuldade, como incerteza e não como clareza ou como resposta. A atual revolução científica inaugura a articulação conceitual entre a ordem, a desordem, a interação e a organização o famoso tetragrama de Morin (1998). A racionalidade não é mais sinônimo de certeza, nem a probabilidade, de ignorância, de modo que a complexidade e a imprevisibilidade tornam-se características intrínsecas de fenômenos tão diversos quanto a turbulência dos fluidos, o clima, a economia, a sociedade e porque não, as organizações. Paul Feyerabend (appud Pessis-Pasternak, 1993:19) complementa: Adeus à razão, nada é objetivamente verdadeiro. Para todo enunciado, teoria ou ponto de vista concebido como verdadeiro, com boas razões, existem argumentos suscetíveis de provar que uma visão alternativa é igualmente boa ou até melhor. Que digam que a ciência da qual o Ocidente faz tanto caso, não é mais uma tradição como outra qualquer, em nada superior às mitologias que ela simula criticar. Que os cientistas continuem a disputar entre si, se quiserem. Quanto a mim, de minha parte, penso ser indispensável defender a epistemologia anarquista em face do racionalismo crítico e, analisar o procedimento científico mistura inseparável de intuição, de lógica mas também de propaganda, elaborado por cientistas a fim de impor suas descobertas, pretendo forçar os racionalistas a exclamar: My God, parece que em ciência anything goes! Segundo Morin (1998), a complexidade pode ser traduzida por uma extrema quantidade de interações e de interferências entre um número muito grande de unidades que desafiam nossa possibilidade de cálculo; mas a complexidade abrange também indeterminações, fenômenos aleatórios. Ela convive com uma parte de incerteza, seja na raia de nosso entendimento, seja inscrita nos fenômenos. Entretanto, assim como o pós-modernismo, o conceito de complexidade não é unívoco. É fundamental distinguir entre as noções de complexidade e complicação e, complexidade e desordem. Se um sistema a despeito de possuir um grande número de componentes oferece uma completa descrição no que se refere a seus constituintes individuais, então, é tão somente complicado (Cilliers, 1998). Um jumbo, um CD player ou um computador são bons exemplos dessa afirmação. Num sistema complexo, por outro lado, as interações entre suas partes constituintes e seus inter-relacionamentos com o ambiente são, de tal natureza, que o sistema como um todo 6

7 não pode ser completamente compreendido simplesmente pela análise de seus componentes. Além disso, essas inter-relações não são fixas mas, ao contrário, alteram-se e tornam-se diferentes, freqüentemente como resultado de sua capacidade de auto-organização. Isso pode resultar em novas configurações referidas como propriedades emergentes. A distinção que se é levado a estabelecer entre um sistema complexo e um sistema desordenado é que, no primeiro caso, observam-se propriedades funcionais: o sistema faz algo! Pode-se então dizer que um sistema complexo é um sistema aparentemente desordenado, mas por trás do qual postula-se uma ordem oculta, uma ordem da qual não se conhece o código. Isso permite reduzir o mistério ou o falso paradoxo que consiste em pretender que a desordem possa contribuir para a complexidade, uma vez que enfim essas duas noções apresentam vínculos bem estreitos. Outro ponto importante é a distinção entre simples e complexo. Simplicidade e complexidade freqüentemente se tornam função da distância que tomamos do sistema (Guell- Mann, 1996), isto é, do tipo de descrição do sistema em uso. Um aquário pode ser simples como objeto decorativo, mas como ecossistema pode apresentar grande complexidade. Isso não implica que a complexidade é meramente um fenômeno lingüístico, ou simplesmente uma função de nossa descrição do sistema. Sistemas complexos têm características que não são, tão somente, determinadas pelo ponto de vista do observador. Essa noção é sumamente fundamental quando se pretende aplicar os conceitos dos sistemas adaptativos complexos no estudo das organizações. Dependendo do nível de distanciamento que tomemos para a interpretação dos fenômenos organizacionais, eles podem ser enquadrados na categoria de simples ou de complexo. Defendo a tese de que quando o distanciamento é tal, que se constata a existência de um grande número de elementos envolvidos em altos níveis de interação, de realimentação e de indeterminação, então podemos interpretá-la via teoria da complexidade. Por fim, uma última distinção se faz necessária. É muito comum na literatura que defende uma interpretação das organizações pela via da teoria da complexidade, o uso dos termos caos e complexidade como sinônimos. A fim de evitar confusão foi montado um breve quadro esquemático com as principais diferenças Tabela 1, construído a partir de Cilliers (1998), Wood (1993) e Palis (1999). Tabela 1 Caracterização de Sistemas Caóticos e Complexos SISTEMAS CAÓTICOS SISTEMAS COMPLEXOS Interação não linear de um número Interação não linear de um grande número relativamente pequeno de constituintes de componentes em imbricados interrelacionamentos Sensibilidade exponencial às condições A sensibilidade às condições iniciais iniciais existe, mas não de forma tão contundente Matematização possível A matematização ainda é um desafio Leis razoavelmente simples governando Total imprevisibilidade, randomicidade os fenômenos, falsa randomicidade Adaptabilidade e grande capacidade de auto-organização Fonte: Construída a partir de Cilliers (1998), Wood (1993) e Palis (1999). Dessa forma, de acordo com Cilliers (1998), a teoria do caos mostra-se insuficiente para a completa compreensão de um sistema complexo. Morin (1998) afirma que a teoria do caos é uma das avenidas que conduzem à complexidade, embora, muitas vezes, não seja ela mesma uma representante da complexidade. Ainda segundo Cilliers (1998), a matemática do 7

8 caos, em última análise, enquadra-se na categoria da complicação e não na categoria dos sistemas complexos. A teoria do caos, por suas próprias características, é apontada por Cilliers (1998) como mais afinada com os pressupostos modernistas do que com os pós-modernistas. Por essa razão a teoria da complexidade é enfatizada neste trabalho. CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS ADAPTATIVOS COMPLEXOS E SOCIEDADE PÓS-MODERNA Nessa seção será argumentado que o paradigma da complexidade pode ser utilizado na descrição e compreensão da dinâmica social pós-moderna. Para tal foram utilizadas as abordagens de Cilliers (1998), Harvey (1999) e Lyotard (1998). 1. Sistemas complexos possuem um grande número de elementos. O sistema social pode ser concebido como constituído de um grande número de elementos. 2. Os elementos constituintes de um sistema complexo interagem dinamicamente. Os indivíduos estão envolvidos em constante troca de informações. Assim como um neurônio isolado tem limitada significância numa rede neural, pois, não revela padrões de conexão que decodificam informação e geram significado; similarmente, nenhuma existência humana individual é significante isoladamente. Constrói significado quando se relaciona com outros indivíduos ou grupos. 3. Os níveis de interação são muito ricos. Os indivíduos interagem entre si num vasto arranjo de diferentes níveis de complexidade. Na sociedade pós-moderna o nível de interação está crescendo continuamente. 4. As interações não são lineares. Não-linearidade é uma precondição para complexidade, especialmente onde auto-organização, adaptação dinâmica e evolução estão em jogo. Diretamente relacionado ao princípio de não-linearidade está o princípio da assimetria. Inter-relações lineares e simétricas dão origem a sistemas simples com estruturas transparentes. No mundo real esse tipo de interação é exceção e não a regra. O sistema social possui interações tanto não-lineares quanto assimétricas. A mesma informação tem diferentes efeitos em diferentes indivíduos e, pequenos eventos podem ocasionar grandes conseqüências. A natureza competitiva dos sistemas sociais é freqüentemente regulada por relações de poder, evidenciando um sistema assimétrico de relacionamentos. Portanto, os crescentes e cada vez mais sutis jogos de poder existentes na sociedade pós-moderna podem ser explicados pela não-linearidade e pela assimetria. Entretanto, não devem ser vistos como argumentos favoráveis a relações de dominação ou exploração. 5. As interações são, majoritariamente, de curta distância. Os elementos numa rede complexa interagem primeiramente com outros elementos à sua volta. Em grandes redes o resultado é o surgimento de grupos de elementos realizando funções específicas. Lyotard (1998) descreve o fenômeno como determinação local. Os elementos reagem às informações localmente disponíveis. O comportamento do sistema é, assim, melhor caracterizado em termos da multiplicidade de discursos locais. Não se deve esquecer, entretanto, que essas informações localmente produzidas reverberam-se por todo o sistema, contaminando-se por outras informações também localmente produzidas. O resultado pode ser a emergência de novos padrões de inter-relacionamento. 6. Existe circularidade e recursividade nas interconexões. A realimentação é um aspecto essencial nos sistemas complexos. Um laço de realimentação é um arranjo circular de elementos ligados por vínculos informacionais/causais, no qual uma informação inicial se propaga ao redor das articulações do laço, de modo que cada elemento tenha um efeito 8

9 sobre o seguinte, até que o último realimenta o efeito da informação sobre o primeiro elemento do ciclo. A conseqüência desse arranjo é que a primeira articulação é afetada pela última, o que resulta na auto-regulação de todo o sistema. Não é impossível interpretar a informação, entretanto, significa que todas as interpretações são contingentes e provisórias, pertencendo a um contexto específico num dado período. Todos os elementos são, ao mesmo tempo, conhecedores da sua verdade subjacente. Quando trazemos essa noção para o âmbito da sociedade pós-moderna fica evidente uma importante característica apontada por Foucault e Lyotard (appud Harvey, 1999:49): qualquer noção de que possa haver uma metalinguagem, uma metanarrativa ou uma metateoria mediante as quais todas as coisas possam ser conectadas ou representadas é frontalmente atacada. As verdades eternas e universais, se é que existem, não podem ser especificadas. 7. Sistemas complexos são sistemas abertos. Da mesma forma que se verifica a interação de indivíduos e/ou grupos dentro de um sistema social, ele também interage com outros sistemas, incluindo por exemplo o ecossistema no qual está imerso. Esse novo relacionamento emerge sob novas bases, originando o surgimento de grupos políticos que se ocupam de agendas diferentes e muitas vezes conflitantes. Os ambientalistas são os primeiros herdeiros dessa nova forma de ver o mundo. O movimento feminista pode também aí ser enquadrado. 8. Sistemas complexos operam sob condições longe do equilíbrio. Os sistemas complexos necessitam de um fluxo de energia para se transformar, evoluir e sobreviver. Equilíbrio, simetria e completa estabilidade significam morte. Assim como um fluxo de energia é necessário para combater a entropia degradação do sistema e manter a estrutura do sistema, a sociedade só pode sobreviver quando concebida como um processo, como um contínuo vir a ser. Na sociedade pós-moderna, essa constante atividade, esse afastamento do equilíbrio, é amplificado pela mídia de massa que tem um efeito instabilizador muitas vezes gerando profundas alterações na estrutura da sociedade, na medida em que são abertos caminhos para o debate das questões. É fundamental notar que aqui o conceito de cidadania emerge dotado de grande importância. 9. A importância da história. A dimensão tempo é incorporada à dimensão espaço, pois, não só um sistema evolui através do tempo, como o passado é co-responsável por seu comportamento presente. Qualquer análise que ignore a dimensão do tempo é incompleta ou, no máximo, uma fotografia de um processo diacrônico. Entretanto, é importante ressaltar que o pós-modernismo rejeita a interpretação da história que a eleva a uma espécie de chave-mestra, capaz de abrir qualquer significado contido na condição presente. A história é importante, desde que não seja ela mesma um meta-discurso. 10. Elementos individuais ignoram o comportamento do sistema total no qual estão imersos. Elementos isolados não contém a complexidade do sistema total e, conseqüentemente, não a controla nem a compreende totalmente. Aqui emerge a importante noção de interdependência. A incomensurável quantidade de informação produzida na sociedade pós-moderna freqüentemente nos traz a ilusão de que podemos possuir o retrato completo da realidade. Mas o que é a realidade, senão uma construção social? Dessa forma, nenhum retrato completo pode ser tirado. Alguns elementos podem exercer maior controle sobre específicos aspectos nossos modelos políticos são ainda montados de forma a permitir poder excessivo a indivíduos isolados. Entretanto, elementos isolados não deveriam, e freqüentemente não exercem, completo controle sobre um sistema descentralizado. Essa é uma das contribuições que os sistemas adaptativos complexos podem oferecer, de modo a indicar um melhor rearranjo a ser construído pela sociedade. 9

10 SERÁ POSSÍVEL UMA EPISTEMOLOGIA COMPLEXA PARA O ESTUDO DOS FENÔMENOS ORGANIZACIONAIS? No campo da teoria organizacional, vive-se atualmente não mais uma fase de ciência normal utilizando o termo na acepção kuhniana. Segundo Reed (1998), desde meados da década de 70 que a supremacia da ortodoxia funcionalista/positivista vem sofrendo abalos. As certezas ideológicas que serviram de base aos estudos das organizações vêm sendo questionadas e, aparentemente já começaram a recuar no debate sobre a natureza dos fenômenos organizacionais. Fundamentar-se em pressupostos de que qualidades racionais e éticas são inerentes à organização moderna é algo cada vez mais contestado por vozes alternativas que criticam radicalmente a linearidade, a objetividade e a obtenção de consenso naturais das organizações. A visão reducionista inerente ao funcionalismo explica o todo organizacional pelo estudo analítico de suas partes e, muitas delas, acabam esquecidas ou diluídas no todo, evidenciando a preponderância da idéia do todo sobre as partes. A complexidade presente no âmbito das interações parte-todo não é devidamente abordada pela Teoria das Organizações. Serva (1992) duvida da aparente naturalidade desse processo de encobrimento das partes. Segundo ele, em última análise, nas partes residem a atividade e a ação, sendo a base de reprodução da subjetividade. Assim sendo, pode-se perguntar qual seria exatamente o papel do todo. Essa questão leva a uma linha de debate reconhecidamente complexa. Ele ainda completa:... é necessário refletir sobre quantas vezes a mudança no campo social tem sido abordada pela desvalorização da ação da parte frente à tirania simbólica do todo, e perguntar até que ponto a reificação do todo não é o passo crucial na negação da ação das pessoas enquanto elaboradoras de sua própria história (Serva, 1992:33). Nesse sentido, a epistemologia da complexidade tem muito a contribuir no processo de resgate da parte na teoria das organizações. Primeiramente, os aspectos humanos, os princípios éticos (ou a falta deles), os conflitos de poder, as ambigüidades, estão presentes nas organizações como resultado das diferentes interações entre as partes numa organização e não podem ser minimizados por relações lineares de causalidade. Assim sendo, a organização pode ser vista como complexa por natureza. Em segundo lugar, a epistemologia complexa insere o sujeito no contexto da construção das realidades como também na produção científica. Ela incorpora seriamente a subjetividade como uma dimensão que torna as organizações menos objetivas e simples do que poderia parecer. Em terceiro lugar, a complexidade clama pela transgressão dos limites da abstração universalista que elimina a singularidade, a localidade e a temporalidade (Morin, 1998). Dessa forma, num momento em que gurus internacionais e modismos gerenciais avançam sobre as organizações no Brasil, a teoria da complexidade pode ser uma importante abordagem para alimentar a reflexão sobre teoria das organizações nas escolas de administração brasileiras. Nesse sentido, Morin (1998) afirma que a complexidade não tem metodologia, mas pode ter um método. Assim como o método de Marx era estimular a percepção dos antagonismos de classe dissimulados sob a aparência de uma sociedade homogênea e, o de Freud, era incitar a ver o inconsciente escondido sob o consciente e ver o conflito no interior do ego, o método da complexidade tem importantes características próprias: pede para pensarmos nos conceitos, sem nunca dá-los por concluídos, para quebrarmos as esferas fechadas, para estabelecermos as articulações entre o que foi separado, para tentarmos 10

11 compreender a multidimensionalidade, para pensarmos na singularidade com a localidade, com a temporalidade, para nunca esquecermos as totalidades integradoras (Morin, 1998:192). Dessa maneira, o imperativo da complexidade é o de pensar de forma organizacional. Morin (1998:192) afirma que: a organização não se resume a alguns princípios de ordem, a algumas leis; a organização precisa de um pensamento complexo extremamente elaborado. Um pensamento de organização que não inclua a relação profunda e íntima com o meio ambiente, que não inclua a relação hologramática entre as partes e o todo, que não inclua o princípio de recursividade, está condenado à mediocridade, à trivialidade, isto é, ao erro... No entanto, em meio às possibilidades, necessário é chamar a atenção para duas ordens de sérios limites ao emprego da teoria da complexidade no estudo das organizações. A primeira delas diz respeito à utilização da complexidade como metáfora ao entendimento da dinâmica das organizações. Qualquer aprendiz, seja das ciências naturais ou das ciências sociais, sabe que, quando se comparam sistemas de diferentes ordens de complexidade, as diferenças existentes são, muitas vezes, mais importantes que as similaridades encontradas. Isso traz a necessidade de se desenvolverem métodos de estudo específicos para as organizações formais. Uma organização não é uma entidade de valor neutro. É um sistema complexo na qual existem processos de manutenção e configurações de poder que são qualitativamente distintos de outros sistemas complexos. A transposição de conceitos deve ser feita com extremo rigor e cuidado, levando em conta as dificuldades epistemológicas relativas aos contextos próprios de cada ciência, o sentido e as particularidades presentes quando da criação dos conceitos originários, e a sua viabilidade no campo social. Essa constatação é necessária para que não se caia na falácia de uma internalização ingênua do paradigma funcionalista. De fato, pode ser constatado que na grande maioria da bibliografia que trata da teoria da complexidade no estudo das organizações, são utilizados conceitos-camaleões que trivializam irresponsavelmente o novo campo. A segunda limitação provém da própria natureza do conhecimento científico. Por mais bem elaborado que possa parecer, ele sempre será insuficiente, precário e impreciso em face do real. A nova corrente científica, quando puder ser considerada um paradigma constituído, sê-lo-á sempre no sentido Kuhniano, com todas as decorrências dessa constatação. O seu possível emprego na análise organizacional nunca deverá ser mitificado como panacéia para desvendar todos os mistérios do fenômeno organizacional. É necessária também certa parcimônia para que ele também não seja apropriado como mais uma moda, processo tão comum no campo da teoria organizacional, especialmente quando levadas em consideração as características apresentadas pela sociedade pós-moderna. A teoria da complexidade no campo das ciências sociais e, em especial na teoria das organizações, ainda que venha utilizar por meio de metáforas, conceitos importados de outros campos do conhecimento, deve sempre ancorar-se na história, nos valores e crenças, enfim, nas características subjetivas e humanas dos verdadeiros construtores da realidade organizacional. CONSIDERAÇÕES FINAIS A prática da ciência normal de tentar descobrir por trás dos fenômenos complexos o princípio simples gerado foi posta em xeque, no âmbito das ciências naturais, pela teoria da complexidade. No âmbito da cultura, das artes e ciências sociais, pelo pós-modernismo. 11

12 Praticamente com simultaneidade, constatou-se, em ambos os campos, a impossibilidade da imposição de metateorias unificadoras. Numa época em que o paradigma reducionista é abalado na física, na matemática e na biologia, com a aceitação e incorporação da desordem e da incerteza, como ainda se pode cair na falácia da insistência no reducionismo no âmbito das ciências sociais? Como podem ser impostos modelos de organização a serem seguidos como mais uma moda? Como se pode impor o todo sobre as partes, sob pena de serem perdidas as mais ricas contribuições sempre feitas pela subjetividade e ambigüidade humanas? São muito mais perguntas do que respostas. Mas são justamente esses questionamentos e reflexões que impulsionam o desenvolvimento da ciência, como uma, dentre outras formas de conhecimento. Ao ser adotada a tese de Cilliers (1998) que argumenta que a perspectiva pósmoderna da pluralidade é uma inerente sensibilidade à crescente complexidade do mundo, foi aberta uma perspectiva de ligação entre a sociedade pós-moderna, com todos os seus atributos, e a possibilidade de utilização da epistemologia da complexidade para a compreensão dos fenômenos sociais e, por extensão, organizacionais. A epistemologia da complexidade incita o reconhecimento dos traços singulares, originais, históricos, dos fenômenos organizacionais, em vez de ligá-los pura e simplesmente a determinações ou leis gerais. No antigo paradigma, racionalismo fechado e humanismo fechado ladeavam ideologicamente o desenvolvimento da ciência, alimentando mitologicamente a ética e a política, enquanto praticamente eram a manipulação e a tecnologização que alimentavam a ética, a política e transformavam as sociedades. O sujeito nesse quadro era manipulado como coisa, por ser invisível e desconhecido, ou era o senhor absoluto a quem eram permitidos todos os caprichos, porque era ocultado na visão objetivista ou exaltado no humanismo. Decerto que havia complexidade clandestina e secreta na simplificação científica, na razão, no humanismo. No sentido da complexidade, tudo se passa de outro modo. Reconhece-se que não há ciência pura, que há em suspensão cultura, história, política, ética, embora não se possa reduzir a ciência a essas noções. A organização não é um fenômeno claro, objetivo, simples. A percepção aqui privilegiada indica que provavelmente a esfera organizacional seja aquela na qual os homens compartilhem, em maior grau, ambigüidades, paradoxos, conflitos, ambivalências; sendo essas marcas inelutáveis da pós-modernidade. O fato que se destaca é a constatação de que o novo campo de estudo está ainda em suas prospecções primordiais no que se refere aos estudos organizacionais. A despeito de uma quantidade já razoável de trabalhos publicados, observa-se que a maioria se empenha na utilização da teoria da complexidade como ferramenta, reforçando o funcionalismo reducionista que o pensamento complexo insiste em quebrar, o que já é, de antemão, incoerente. Portanto, é preciso um aprofundamento no estudo da epistemologia da complexidade que vise enriquecer a teorização sobre organizações e, um maior desenvolvimento de estudos específicos para o cenário organizacional brasileiro. As possibilidades são infinitamente maiores que aquelas aqui indicadas, em virtude da riqueza e da profundidade dos estudos desenvolvidos pelos pesquisadores nos últimos anos. Como salientado por Kuhn (1996), todo paradigma é precedido por uma visão de mundo que está na base da sua construção, portanto, haverá sempre quem rejeite o pensamento complexo sem maiores argumentações. No entanto, é de se esperar que as transformações que começaram a questionar o paradigma funcionalista vão continuar em verdadeira metamorfose. Não haverá transformação sem reforma do pensamento, ou seja, 12

13 revolução nas estruturas do próprio pensamento. A complexidade é mais que um conceito teórico, é um fato da vida. Corresponde à multiplicidade, ao entrelaçamento e à contínua interação da infinidade de sistemas e fenômenos que compõem o mundo social. Os sistemas complexos estão dentro de nós e a recíproca também é verdadeira. É preciso, pois, tanto quanto possível entende-los para melhor conviver com eles. NOTAS 1 Essa metáfora foi originalmente descrita em um trabalho pioneiro de Gareth Morgan (1986) intitulado Images of Organization, seguindo uma linha abertamente pós-moderna. Nesse artigo, a referência bibliográfica data de 1996, ano da publicação da edição em português pela Editora Atlas. BIBLIOGRAFIA ALVENSON, Mats & DEETZ, Stanley. Teoria crítica e abordagens pós-modernas para estudos organizacionais. In: CLEGG, S.R.; HARDY, C. e NORD, W.R. (orgs.). Handbook de estudos organizacionais: modelos de análise e novas questões em estudos organizacionais. São Paulo: Atlas, 1998, vol.1, p BAUMAN, Zygmunt. Globalização: conseqüências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., BELL, Daniel. O advento da sociedade pós-industrial: uma tentativa de previsão social. São Paulo: Cultrix, BURRELL, Gibson. Modernism, Post Modernism and Organizational Analysis 2: the contribution of Michel Foucault. Organization Studies. Berlim: 9/2, 1988, p CALÁS, M.B. e SMIRCICH, L. Do ponto de vista da mulher: abordagens feministas em estudos organizacionais. In: CLEGG, S.R.; HARDY, C. e NORD, W.R. (orgs.). Handbook de estudos organizacionais: modelos de análise e novas questões em estudos organizacionais. São Paulo: Atlas, 1998, vol.1, p CAMPOS, Anna Maria. Contribuição para o resgate da relevância do conhecimento para a administração. Physis: revista de saúde coletiva. Vol.7, n 2, CHIA, Robert. From modern to postmodern organizational analysis. Organization Studies. Berlim: 16/4, 1995, p CILLIERS, Paul. Complexity and postmodernism: understanding complex systems. London: Routledge, COOPER, R. & BURRELL, G. Modernism, Postmodernism and Organizational Analysis: an introduction. Organization Studies. Berlim: 9/1, 1988, p COOPER, Robert. Modernism, Post Modernism and Organizational Analysis 3: the contribution of Jacques Derrida. Organization Studies. Berlim: 10/4, 1989, p DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, DEMO, Pedro. Conhecimento moderno: sobre a ética e intervenção do conhecimento. Petrópolis, RJ: Vozes, DUPUY, Jean-Pierre. Arauto da complexidade. In: PESSIS-PASTERNAK, G. Do caos à inteligência artificial: entrevistas de Guitta Pessis-Pasternak. São Paulo: Editora UNESP, 1993, p FEATHERSTONE, Mike. A globalização da complexidade: pós-modernismo e cultura de consumo. Revista Brasileira de Ciências Sociais. São Paulo: n.32, ano 11, outubro de GELL-MANN, Murray. O quark e o jaguar: aventuras no simples e no complexo. Rio de Janeiro: Rocco, GERGEN, Kenneth. Organization Theory and Postmodern Era. In: REED, M. (ed.) New Directions in Organization Theory and Analysis. London: Sage,

14 GERGEN, K. THATCHENKERY, T.J. Organization Science as Social Construction: Postmodern Potentials. Journal of Applied Behavioral Science. Vol.32, n.4, December/1996. p HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. 8ª ed. São Paulo: Edições Loyola, HOLLANDA, H.B. (org.) Pós-modernismo e política.. Rio de janeiro: Rocco, HUYSSEN, Andreas. Mapeando o pós-moderno. In: HOLLANDA, H.B. (org.). Pósmodernismo e política. Rio de Janeiro: Rocco, 1991, p KILDUFF, Martin & MEHRA, Ajay. Postmodernism and organizational research. Academy of Management Review, 1997, vol. 22, n.2, p KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. 4ª ed. São Paulo: Perspectiva, LISSACK, Michael. Complexity: the science, its vocabulary and its relation to organizations. Emergence. Vol.1, n.1, LYOTARD, J.F. A condição pós-moderna. 5ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, MORGAN, Gareth. Imagens da Organização. São Paulo: Atlas, MORIN, Edgard. Ciência com consciência. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, OVERMAN, E. New Science of Management, Chaos, Quantum Theory and Method. Journal of Public Administration Research and Theory, 6(1), 1996, p PALIS, Jacob. Uncertainty and complexity: a new mathematician s point of view. Rio de Janeiro: IMPA, 1999, mimeo. PARKER, Martin. Post-Modern Organization or Postmodern Organization Theory? Organization Studies. Berlim: 13/1, PESSIS-PASTERNAK, G. Do caos à inteligência artificial: entrevistas de Guitta Pessis- Pasternak. São Paulo: Editora UNESP, REED, Michael. Teorização organizacional: um campo historicamente contestado. In: CLEGG, S.R.; HARDY, C. e NORD, W.R. (orgs.). Handbook de estudos organizacionais: modelos de análise e novas questões em estudos organizacionais. São Paulo: Atlas, 1998, vol.1, p SERVA, Maurício. O paradigma da complexidade e a análise organizacional. Revista de Administração de Empresas. São Paulo: 32(2), abr./jun. de 1992, p TOURAINE, Alain. Crítica da modernidade. 3ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, WOOD, Thomaz. Caos: a criação de uma nova ciência? As aplicações e implicações da teoria do caos na administração de empresas. Revista de Administração de Empresas. São Paulo: 33(4), jul./ago. de 1993, p

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE.

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE. TRABALHO DOCENTE: POR UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA, TRANSFORMADORA E EMANCIPATÓRIA OLIVEIRA, Marinalva Luiz de Prefeitura da Cidade do Recife GT-22: Educação Ambiental Resumo Este trabalho tem o objetivo

Leia mais

Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues.

Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues. Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues. Ao longo da historia da Administração, desde seus primórdios, a partir dos trabalhos de Taylor e Fayol, muito se pensou em termos

Leia mais

O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1

O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1 O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1 Resumo: O presente Artigo busca abordar a pretensão dos museus de cumprir uma função social e a emergência

Leia mais

A CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS PERTINENTES NA EDUCAÇÃO ESCOLAR

A CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS PERTINENTES NA EDUCAÇÃO ESCOLAR A CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS PERTINENTES NA EDUCAÇÃO ESCOLAR Celso José Martinazzo Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ Resumo: Neste estudo investigamos a importância

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS Daniel Silveira 1 Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar alguns aspectos considerados fundamentais para a formação docente, ou

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CONTEXTO ESCOLAR LIMA,

REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CONTEXTO ESCOLAR LIMA, REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CONTEXTO ESCOLAR LIMA, Maria Jacqueline Girão Soares. jaclima@centroin.com.br GT: Educação Ambiental / n. 22 Introdução Entre professores

Leia mais

Elaboração de Projetos

Elaboração de Projetos Elaboração de Projetos 2 1. ProjetoS Projeto: uma nova cultura de aprendizagem ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Projeto: uma nova cultura de aprendizagem. [S.l.: s.n.], jul. 1999. A prática pedagógica

Leia mais

OS PARADIGMAS E METÁFORAS DA PSICOLOGIA SOCIAL

OS PARADIGMAS E METÁFORAS DA PSICOLOGIA SOCIAL OS PARADIGMAS E METÁFORAS DA PSICOLOGIA SOCIAL A Natureza do Paradigma A noção de paradigma foi, introduzida por Kuhn (1970) em seu livro A Estrutura das Revoluções Científicas, para explicitar natureza

Leia mais

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA SPINELLI, Mônica dos Santos IE/PPGE/UFMT RESUMO O texto apresenta resultados parciais da pesquisa teórica sobre categorias conceituais em

Leia mais

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos:

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos: A CONTRIBUIÇÃO DE MAX WEBER (1864 1920) Max Weber foi o grande sistematizador da sociologia na Alemanha por volta do século XIX, um pouco mais tarde do que a França, que foi impulsionada pelo positivismo.

Leia mais

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica 0 O que é Filosofia? Essa pergunta permite muitas respostas... Alguns podem apontar que a Filosofia é o estudo de tudo ou o nada que pretende abarcar tudo.

Leia mais

Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em

Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em psicanálise Autor: Érico Campos RESUMO Este trabalho discute questões gerais envolvidas na leitura de textos e discursos nas ciências

Leia mais

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches A presença de tecnologias digitais no campo educacional já é facilmente percebida, seja pela introdução de equipamentos diversos,

Leia mais

Unidade 3: A Teoria da Ação Social de Max Weber. Professor Igor Assaf Mendes Sociologia Geral - Psicologia

Unidade 3: A Teoria da Ação Social de Max Weber. Professor Igor Assaf Mendes Sociologia Geral - Psicologia Unidade 3: A Teoria da Ação Social de Max Weber Professor Igor Assaf Mendes Sociologia Geral - Psicologia A Teoria de Ação Social de Max Weber 1 Ação Social 2 Forma de dominação Legítimas 3 Desencantamento

Leia mais

IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo.

IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo. IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo. Rorty e o realismo como instrumento da emancipação humana Alguns filósofos 1

Leia mais

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO P á g i n a 1 PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO 1. Na teoria contratualista, o surgimento do Estado e a noção de contrato social supõem que os indivíduos abrem mão de direitos (naturais)

Leia mais

CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DO ESPORTE NA ESCOLA POR MEIO DE UM ESTUDO DE CASO

CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DO ESPORTE NA ESCOLA POR MEIO DE UM ESTUDO DE CASO CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DO ESPORTE NA ESCOLA POR MEIO DE UM ESTUDO DE CASO FINCK, Silvia Christina Madrid (UEPG) 1 TAQUES, Marcelo José (UEPG) 2 Considerações iniciais Sabemos

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 (Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 Beatriz Maria ECKERT-HOFF 2 Doutoranda em Lingüística Aplicada/UNICAMP Este texto se insere no painel 04, intitulado Mises au point et perspectives à

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA NECESSÁRIA RELAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA. Dayane

Leia mais

Palavras chave: texto, gêneros textuais, ensino, PCN, educação.

Palavras chave: texto, gêneros textuais, ensino, PCN, educação. Karen Alves de Andrade 1 RESUMO A inserção dos gêneros textuais no ensino vem mudando a dinâmica da educação em língua portuguesa em nosso país. A importância de se trabalhar a língua em uso, através de

Leia mais

Por Prof. Manoel Ricardo. Os caminhos da Educação e a Modelagem Matemática

Por Prof. Manoel Ricardo. Os caminhos da Educação e a Modelagem Matemática Por Prof. Manoel Ricardo Os caminhos da Educação e a Modelagem Matemática A sociedade do século XXI é cada vez mais caracterizada pelo uso intensivo do conhecimento, seja para trabalhar, conviver ou exercer

Leia mais

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA O que é o Projeto de Intervenção Pedagógica? O significado de projeto encontrado comumente nos dicionários da Língua Portuguesa está associado a plano de realizar,

Leia mais

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo)

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Os ideais e a ética que nortearam o campo da educação Comenius: A educação na escola deve

Leia mais

CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL. LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO

CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL. LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO A presente pesquisa aborda os conceitos de cultura e clima organizacional com o objetivo de destacar a relevância

Leia mais

EDUCAÇÃO, ESCOLA E TECNOLOGIAS: SIGNIFICADOS E CAMINHOS

EDUCAÇÃO, ESCOLA E TECNOLOGIAS: SIGNIFICADOS E CAMINHOS 1 EDUCAÇÃO, ESCOLA E TECNOLOGIAS: SIGNIFICADOS E CAMINHOS Daniela da Costa Britto Pereira Lima UEG e UFG Juliana Guimarães Faria UFG SABER VI Ensinar a compreensão 5. Educação para uma cidadania planetária

Leia mais

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA Juliana Fabbron Marin Marin 1 Ana Maria Dietrich 2 Resumo: As transformações no cenário social que ocorreram

Leia mais

Resenha A conversação em rede: comunicação mediada pelo computador e redes sociais na Internet

Resenha A conversação em rede: comunicação mediada pelo computador e redes sociais na Internet Resenha A conversação em rede: comunicação mediada pelo computador e redes sociais na Internet (RECUERO, Raquel. Porto Alegre, RS: Editora Sulina, 2012) Vinicius Paiva Cândido dos SANTOS 1 Diante de uma

Leia mais

Título do Case: Departamento Comercial com foco nas expectativas do cliente Categoria: Projeto Interno

Título do Case: Departamento Comercial com foco nas expectativas do cliente Categoria: Projeto Interno Título do Case: Departamento Comercial com foco nas expectativas do cliente Categoria: Projeto Interno Resumo O presente case mostra como ocorreu o processo de implantação do Departamento Comercial em

Leia mais

Psicologia e trabalho_iniciais_b.qxd 2/11/09 10:19 AM Page xiii

Psicologia e trabalho_iniciais_b.qxd 2/11/09 10:19 AM Page xiii Psicologia e trabalho_iniciais_b.qxd 2/11/09 10:19 AM Page xiii SUMÁRIO Introdução XV 1. Construção do Campo do Trabalho no Pensamento Ocidental como Condição para a Emergência da Psicologia do Trabalho

Leia mais

Administração e Planejamento em Serviço Social. Administração em Serviço Social Conceitos e contextualizações

Administração e Planejamento em Serviço Social. Administração em Serviço Social Conceitos e contextualizações Administração e Planejamento em Serviço Social Profa. Edilene Maria de Oliveira Administração em Serviço Social Conceitos e contextualizações Palavras chave: Administração, planejamento, organização 1

Leia mais

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar

Leia mais

Planejamento Organização Direção Controle. Termos chaves Planejamento processo de determinar os objetivos e metas organizacionais e como realiza-los.

Planejamento Organização Direção Controle. Termos chaves Planejamento processo de determinar os objetivos e metas organizacionais e como realiza-los. Decorrência da Teoria Neoclássica Processo Administrativo. A Teoria Neoclássica é também denominada Escola Operacional ou Escola do Processo Administrativo, pela sua concepção da Administração como um

Leia mais

1.3. Planejamento: concepções

1.3. Planejamento: concepções 1.3. Planejamento: concepções Marcelo Soares Pereira da Silva - UFU O planejamento não deve ser tomado apenas como mais um procedimento administrativo de natureza burocrática, decorrente de alguma exigência

Leia mais

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação 1 1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação O objetivo principal de Introdução Filosofia é despertar no aluno a percepção que a análise, reflexão

Leia mais

Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia. I Natureza Humana

Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia. I Natureza Humana Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia I Natureza Humana * Qual a natureza humana? Ou seja, qual é a ontologia humana? - Uma teoria da natureza humana busca especificar

Leia mais

Fundamentos Históricos e Filosóficos das Ciências

Fundamentos Históricos e Filosóficos das Ciências ESPECIALIZAÇAO EM CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO Fundamentos Históricos e Filosóficos das Ciências Prof. Nelson Luiz Reyes Marques O que é ciência afinal? O que é educação em ciências? A melhor maneira

Leia mais

Os pressupostos básicos para a teoria de Bertalanffy foram os seguintes:

Os pressupostos básicos para a teoria de Bertalanffy foram os seguintes: Teoria Geral de Sistemas Uma introdução As Teorias Clássicas (Administração Científica e Teoria Clássica), a Abordagem Humanística (Teoria das Relações Humanas), a Teoria Estruturalista e a Teoria da Burocracia

Leia mais

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Eliane Aparecida Toledo Pinto Docente da Faculdade Municipal de Filosofia,

Leia mais

Como a educação integral vem sendo pensada nas escolas? Como ela está sendo feita? Por que é tão difícil consolidá-la no contexto da prática escolar?

Como a educação integral vem sendo pensada nas escolas? Como ela está sendo feita? Por que é tão difícil consolidá-la no contexto da prática escolar? ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E AS DIFERENÇAS NA ESCOLA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INTEGRAL Rosângela Machado Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis A palestra intitulada Organização Curricular e as

Leia mais

Gerência de projetos: arte ou disciplina? By André Barcaui, MsC, PMP is a consultant and management coach, Brazil. bbbrothers@bbbrothers.com.

Gerência de projetos: arte ou disciplina? By André Barcaui, MsC, PMP is a consultant and management coach, Brazil. bbbrothers@bbbrothers.com. Gerência de projetos: arte ou disciplina? By André Barcaui, MsC, PMP is a consultant and management coach, Brazil bbbrothers@bbbrothers.com.br O equilíbrio necessário para se tornar um excelente gerente

Leia mais

Competências avaliadas pela ICF

Competências avaliadas pela ICF Competências avaliadas pela ICF ð Estabelecendo a Base: 1. Atendendo as Orientações Éticas e aos Padrões Profissionais Compreensão da ética e dos padrões do Coaching e capacidade de aplicá- los adequadamente

Leia mais

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico:

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: 1 Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: Uma breve aproximação Clodoveo Ghidolin 1 Um tema de constante debate na história do direito é a caracterização e distinção entre jusnaturalismo e positivismo

Leia mais

ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s)

ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s) ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s) Kálita Tavares da SILVA 1 ; Estevane de Paula Pontes MENDES

Leia mais

A PESQUISA E SUAS CLASSIFICAÇÕES

A PESQUISA E SUAS CLASSIFICAÇÕES 1/6 A PESQUISA E SUAS CLASSIFICAÇÕES Definir o que é pesquisa; mostrar as formas clássicas de classificação das pesquisas; identificar as etapas de um planejamento de pesquisa. INTRODUÇÃO O que é pesquisa?

Leia mais

AS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO E A CONSTRUÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA PELA CRIANÇA

AS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO E A CONSTRUÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA PELA CRIANÇA AS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO E A CONSTRUÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA PELA CRIANÇA Eliane Aparecida Galvão dos Santos 1 Dóris Pires Vargas Bolzan 2 Resumo Este trabalho é um recorte da pesquisa de Mestrado

Leia mais

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA EM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM PARA DOCENTES UNIVERSITÁRIOS

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA EM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM PARA DOCENTES UNIVERSITÁRIOS 1 FORMAÇÃO PEDAGÓGICA EM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM PARA DOCENTES UNIVERSITÁRIOS Daniela da Costa Britto Pereira Lima Universidade Estadual de Goiás e Universidade Federal de Goiás Juliana Guimarães

Leia mais

COOPERAÇÃO E SOLIDARIEDADE: o programa COOPERJOVEM em turmas da EJA na Escola Municipal Maria Minervina de Figueiredo em Campina Grande-PB

COOPERAÇÃO E SOLIDARIEDADE: o programa COOPERJOVEM em turmas da EJA na Escola Municipal Maria Minervina de Figueiredo em Campina Grande-PB COOPERAÇÃO E SOLIDARIEDADE: o programa COOPERJOVEM em turmas da EJA na Escola Municipal Maria Minervina de Figueiredo em Campina Grande-PB Monaliza Silva Professora de ciências e biologia da rede estadual

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

A Necessidade da Vigilância Epistemológica em Pierre Bordieu

A Necessidade da Vigilância Epistemológica em Pierre Bordieu Ano III Número 08 OUT-DEZ ISSN: 2178-2008 A Necessidade da Vigilância Epistemológica em Pierre Bordieu Gustavo Javier Castro Silva 1 Para Pierre Bourdieu, a sociologia tem uma vocação para criticar todos

Leia mais

OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA

OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA SILVA, Lourdes Helena da - UFV GT: Educação Fundamental /n.13 Agência Financiadora:

Leia mais

Programa. Fundamentos de filosofia e Sociologia das Organizações Teorias e modelos de gestão.

Programa. Fundamentos de filosofia e Sociologia das Organizações Teorias e modelos de gestão. Programa UNIDADE 1: UNIDADE 2 Fundamentos de filosofia e Sociologia das Organizações Teorias e modelos de gestão. Funções do administrador no mundo contemporâneo. Arquitetura Organizacional. UNIDADE 3

Leia mais

A Educação Artística na Escola do Século XXI

A Educação Artística na Escola do Século XXI A Educação Artística na Escola do Século XXI Teresa André teresa.andre@sapo.pt Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular Caldas da Rainha, 1 de Junho de 2009 1. A pós-modernidade provocou

Leia mais

SOCIOLOGIA. Max Weber.

SOCIOLOGIA. Max Weber. SOCIOLOGIA. Max Weber. 1 - Assinale a opção que contenha as categorias básicas da sociologia de Max Weber: a) função social, tipo ideal, mais-valia b) expropriação, compreensão, fato patológico c) ação

Leia mais

Bibliografias referentes à Transdisciplinaridade e Complexidade

Bibliografias referentes à Transdisciplinaridade e Complexidade Bibliografias referentes à Transdisciplinaridade e Complexidade A ATLAN, H. Teórico da auto-organização, in: PESSIS-PASTERNAK, G., Do caos à inteligência artificial: quando os cientistas se interrogam,

Leia mais

Articulando saberes e transformando a prática

Articulando saberes e transformando a prática Articulando saberes e transformando a prática Maria Elisabette Brisola Brito Prado Na sociedade do conhecimento e da tecnologia torna-se necessário repensar o papel da escola, mais especificamente as questões

Leia mais

O PARADIGMA DA COMPLEXIDADE: DESAFIOS PARA O CO HECIME TO. Maria Auxiliadora de Resende Braga. MARQUES Centro Universitário Moura Lacerda

O PARADIGMA DA COMPLEXIDADE: DESAFIOS PARA O CO HECIME TO. Maria Auxiliadora de Resende Braga. MARQUES Centro Universitário Moura Lacerda O PARADIGMA DA COMPLEXIDADE: DESAFIOS PARA O CO HECIME TO Maria Auxiliadora de Resende Braga. MARQUES Centro Universitário Moura Lacerda RESUMO: este texto tem por objetivo compreender a importância da

Leia mais

Educação, crescimento e desenvolvimento económico: notas e reflexões 1

Educação, crescimento e desenvolvimento económico: notas e reflexões 1 Educação, crescimento e desenvolvimento económico: notas e reflexões 1 Carlos Nuno Castel-Branco 2 24-03-2011 Introdução A discussão da ligação entre educação, crescimento económico e desenvolvimento precisa

Leia mais

HISTÓRIA: UMA CIÊNCIA EM CONSTRUÇÃO

HISTÓRIA: UMA CIÊNCIA EM CONSTRUÇÃO HISTÓRIA: UMA CIÊNCIA EM CONSTRUÇÃO Elias da Silva Maia Doutorando HCTE esmaia@ig.com.br UMA VISÃO DE CIÊNCIA Podemos considerar e definir ciência como as atividades, as instituições e os métodos ligados

Leia mais

Introdução. Gestão do Conhecimento GC

Introdução. Gestão do Conhecimento GC Introdução A tecnologia da informação tem um aspecto muito peculiar quanto aos seus resultados, uma vez que a simples disponibilização dos recursos computacionais (banco de dados, sistemas de ERP, CRM,

Leia mais

PRAXIS. EscoladeGestoresdaEducaçãoBásica

PRAXIS. EscoladeGestoresdaEducaçãoBásica PRAXIS A palavra práxis é comumente utilizada como sinônimo ou equivalente ao termo prático. Todavia, se recorrermos à acepção marxista de práxis, observaremos que práxis e prática são conceitos diferentes.

Leia mais

3 Abordagem Sistêmica

3 Abordagem Sistêmica 3 Abordagem Sistêmica 3.1 A visão sistêmica Como uma das correntes do pensamento administrativo, a abordagem sistêmica foi introduzida em meados da década de 60. Os teóricos de sistemas definiram-na como,

Leia mais

A BUSCA DE NOVOS OLHARES O PARADIGAMA DA AUTO-ORGANIZAÇÃO COMO POSSIBILIDADE

A BUSCA DE NOVOS OLHARES O PARADIGAMA DA AUTO-ORGANIZAÇÃO COMO POSSIBILIDADE EMPREENDEDORISMO SOCIAL, AUTO-ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO INTEGRADO E SUSTENTÁVEL NA REGIÃO OESTE DO PARANÁ APONTAMENTOS SOBRE UMA EXPERIÊNCIA EMBRIONÁRIA NA CIDADE DE TOLEDO-PR Prof. Dr. Edson Marques

Leia mais

São Paulo, Ano I, n. 01, jan./abr. de 2014 ISSN 2358-0224. Podemos falar de ética nas práticas de consumo?

São Paulo, Ano I, n. 01, jan./abr. de 2014 ISSN 2358-0224. Podemos falar de ética nas práticas de consumo? São Paulo, Ano I, n. 01, jan./abr. de 2014 ISSN 2358-0224 9 772358 022003 Podemos falar de ética nas práticas de consumo? Educação além do consumo e o exercício da liberdade Flávio Tonnetti 1 Num mundo

Leia mais

O Paradigma da nova liderança

O Paradigma da nova liderança O Paradigma da nova liderança Robert B. Dilts Um dos mais importantes conjuntos de habilidades Um dos mais importantes conjuntos de habilidades necessárias num mundo em transformação são as habilidades

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Pensar na realidade é pensar em transformações sociais. Atualmente, temos observado os avanços com relação à

Leia mais

As crianças, a cultura. Lisandra Ogg Gomes

As crianças, a cultura. Lisandra Ogg Gomes As crianças, a cultura lúdica e a matemática Lisandra Ogg Gomes Aprendizagens significativas: Como as crianças pensam o cotidiano e buscam compreendê-lo? (Caderno de Apresentação, 2014, p. 33). O que as

Leia mais

TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES

TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES Inês Barbosa de Oliveira O desafio de discutir os estudos e as práticas curriculares, sejam elas ligadas à educação de jovens e adultos ou ao

Leia mais

10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias CLASSIFICAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA: REDESCRIÇÕES...

10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias CLASSIFICAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA: REDESCRIÇÕES... 10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias CLASSIFICAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA: REDESCRIÇÕES... 1 Felipe Quintão de Almeida/UFES/Vitória/fqalmeida@hotmail.com

Leia mais

Michele M. Granzotto ** Valdir Pretto ***

Michele M. Granzotto ** Valdir Pretto *** A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE FILOSOFIA NA FORMAÇÃO ACADÊMICA DO CURSO DE PEDAGOGIA * Michele M. Granzotto ** Valdir Pretto *** Resumo: Este estudo foi construído a partir de uma pesquisa realizada na própria

Leia mais

A PRÁTICA PROFISSIONAL NO ÂMBITO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL: UM ENFOQUE NOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS.

A PRÁTICA PROFISSIONAL NO ÂMBITO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL: UM ENFOQUE NOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS. A PRÁTICA PROFISSIONAL NO ÂMBITO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL: UM ENFOQUE NOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS. CLáudia Mônica dos Santos RESUMO: Esse estudo tem por objetivo conhecer como a prática profissional vem

Leia mais

principalmente na UFES (três), na UFSCar (dois) e a UERJ (dois). Em 2005 a produção tem ápice com doze estudos em diferentes universidades.

principalmente na UFES (três), na UFSCar (dois) e a UERJ (dois). Em 2005 a produção tem ápice com doze estudos em diferentes universidades. A PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM EDUCAÇÃO ESPECIAL/INCLUSÃO ESCOLAR NA PERSPECTIVA DA PESQUISA-AÇÃO: REFLEXÕES A PARTIR DE SEUS CONTEXTOS Mariangela Lima de Almeida UFES Agência Financiadora: FAPES Num contexto

Leia mais

Educação Ambiental Crítica: do socioambientalismo às sociedades sustentáveis

Educação Ambiental Crítica: do socioambientalismo às sociedades sustentáveis Educação Ambiental Crítica: do socioambientalismo às sociedades sustentáveis Ciclo de Cursos de Educação Ambiental Ano 4 Secretaria de Estado do Meio Ambiente Coordenadoria de Planejamento Ambiental Estratégico

Leia mais

O que é Balanced Scorecard?

O que é Balanced Scorecard? O que é Balanced Scorecard? A evolução do BSC de um sistema de indicadores para um modelo de gestão estratégica Fábio Fontanela Moreira Luiz Gustavo M. Sedrani Roberto de Campos Lima O que é Balanced Scorecard?

Leia mais

7 Conclusão e sugestões para futuros estudos

7 Conclusão e sugestões para futuros estudos 7 Conclusão e sugestões para futuros estudos Neste capítulo são apresentadas as conclusões do estudo, em seguida é feita uma reflexão sobre os objetivos iniciais do trabalho, as sugestões para estudos

Leia mais

TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I

TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I 1 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I Administração é a maneira de governar organizações ou parte delas. É o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos

Leia mais

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

Categoria Racionalidades Médicas: 20 anos. Marilene Nascimento Madel Luz Instituto de Saúde da Comunidade Universidade Federal Fluminense

Categoria Racionalidades Médicas: 20 anos. Marilene Nascimento Madel Luz Instituto de Saúde da Comunidade Universidade Federal Fluminense Categoria Racionalidades Médicas: 20 anos Marilene Nascimento Madel Luz Instituto de Saúde da Comunidade Universidade Federal Fluminense A herança renascentista: controle da natureza Deslocamento do teocentrismo

Leia mais

Origem e objeto da Ciência Econômica

Origem e objeto da Ciência Econômica Origem e objeto da Ciência Econômica Roteiro da apresentação dois sistemas escolhidos na História do pensamento econômico por sua relevância histórica e seu poder de ilustração da problemática da Economia

Leia mais

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense Projeto de Extensão Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense 1.0 - JUSTIFICATIVA Considerando que a Extensão Universitária tem entre as suas

Leia mais

A TEORIA DO PODER SIMBÓLICO NA COMPREENSÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS CONTEMPORÂNEA

A TEORIA DO PODER SIMBÓLICO NA COMPREENSÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS CONTEMPORÂNEA CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X A TEORIA DO PODER SIMBÓLICO NA COMPREENSÃO DAS RELAÇÕES

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Alfabetização de Crianças O Professor Alfabetizador é o profissional responsável por planejar e implementar ações pedagógicas que propiciem,

Leia mais

PESQUISA QUALITATIVA

PESQUISA QUALITATIVA PESQUISA QUALITATIVA CONHECIMENTO É o processo pelo qual as pessoas intuem, apreendem e depois expressam. Qualquer ser humano que apreende o mundo (pensa) e exterioriza, produz conhecimento. PESQUISA É

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

SOBRE A PRODUÇÃO DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COM VIÉS FINANCEIRO ESCOLAR.

SOBRE A PRODUÇÃO DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COM VIÉS FINANCEIRO ESCOLAR. ISSN 2316-7785 SOBRE A PRODUÇÃO DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COM VIÉS FINANCEIRO ESCOLAR. Rodrigo Martins de Almeida Instituo Estadual de Educação de Juiz de Fora (IEE/JF) rodrigomartinsdealmeida@yahoo.com.br

Leia mais

O PAPEL DO PSICÓLOGO NA GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS DAS ORGANIZAÇÕES

O PAPEL DO PSICÓLOGO NA GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS DAS ORGANIZAÇÕES O PAPEL DO PSICÓLOGO NA GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS DAS ORGANIZAÇÕES CHAVES, Natália Azenha Discente do Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde FASU/ACEG GARÇA/SP BRASIL e-mail: natalya_azenha@hotmail.com

Leia mais

PRÁTICA EDUCATIVA EM EDUCAÇÃO FÍSICA: A CONTRIBUIÇÃO DAS ÁREAS DE ESTUDO E SUAS RELAÇÕES COM O TRABALHO DOCENTE

PRÁTICA EDUCATIVA EM EDUCAÇÃO FÍSICA: A CONTRIBUIÇÃO DAS ÁREAS DE ESTUDO E SUAS RELAÇÕES COM O TRABALHO DOCENTE PRÁTICA EDUCATIVA EM EDUCAÇÃO FÍSICA: A CONTRIBUIÇÃO DAS ÁREAS DE ESTUDO E SUAS RELAÇÕES COM O TRABALHO DOCENTE RESUMO Leandro Pedro de Oliveira José Rubens de Lima Jardilino (orientador) Este trabalho

Leia mais

Palavras-Chave: Projeto Político-Pedagógico; Prática Pedagógica; Currículo Interdisciplinar; Proposta Pedagógica.

Palavras-Chave: Projeto Político-Pedagógico; Prática Pedagógica; Currículo Interdisciplinar; Proposta Pedagógica. A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO LICEU ESCOLA DE ARTES E OFÍCIOS MESTRE RAIMUNDO CARDOSO: UM ESTUDO AVALIATIVO JUNTO A PROFESSORES E ALUNOS *Alcemir Pantoja Rodrigues ** Arlete Marinho Gonçalves Universidade do

Leia mais

A comunicação empresarial e a gestão da mudança

A comunicação empresarial e a gestão da mudança Renato Dias Baptista Índice 1 As mudanças organizacionais 1 1.1 Comunicação e mudança organizacional............. 2 2 Considerações Finais 4 3 Referências Bibliográficas 4 1 As mudanças organizacionais

Leia mais

EDUCAÇÃO E MEIO AMBIENTE

EDUCAÇÃO E MEIO AMBIENTE 1 EDUCAÇÃO E MEIO AMBIENTE Ivo Tonet Introdução É lugar-comum afirmar que a humanidade está vivenciando, atualmente, uma crise de gravíssimas proporções. Crise que não afeta apenas algumas, mas todas as

Leia mais

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA Jaqueline Oliveira Silva Ribeiro SESI-SP josr2@bol.com.br Dimas Cássio Simão SESI-SP

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO

2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 2.1 IMPORTÂNCIA DA ADMINISTRAÇÃO Um ponto muito importante na administração é a sua fina relação com objetivos, decisões e recursos, como é ilustrado na Figura 2.1. Conforme

Leia mais

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos)

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton Silveira de Pinho Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES abril / 2003 Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton

Leia mais

Comunicação em jogo: a relação entre as mudanças organizacionais e as atividades lúdicas

Comunicação em jogo: a relação entre as mudanças organizacionais e as atividades lúdicas Comunicação em jogo: a relação entre as mudanças organizacionais e as atividades lúdicas Tainah Schuindt Ferrari Veras Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Bauru/SP e-mail: tainah.veras@gmail.com

Leia mais

Sócrates - Platão - Aristóteles - Questões de Vestibulares - Gabarito

Sócrates - Platão - Aristóteles - Questões de Vestibulares - Gabarito Sócrates - Platão - Aristóteles - Questões de Vestibulares - Gabarito 1. (Uel 2012) Leia o texto a seguir. No ethos (ética), está presente a razão profunda da physis (natureza) que se manifesta no finalismo

Leia mais

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino O bom professor é o que consegue, enquanto fala trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Paulo Freire INTRODUÇÃO A importância

Leia mais

48 Os professores optaram por estudar a urbanização, partindo dos espaços conhecidos pelos alunos no entorno da escola. Buscavam, nesse projeto, refletir sobre as características das moradias existentes,

Leia mais

1. Conceitos de sistemas. Conceitos da Teoria de Sistemas. Conceitos de sistemas extraídos do dicionário Aurélio:

1. Conceitos de sistemas. Conceitos da Teoria de Sistemas. Conceitos de sistemas extraídos do dicionário Aurélio: 1. Conceitos de sistemas Conceitos da Teoria de Sistemas OPTNER: É um conjunto de objetos com um determinado conjunto de relações entre seus objetos e seus atributos. TILLES: É um conjunto de partes inter-relacionadas.

Leia mais