4.1 ARMAZENAGEM, TRANSPORTE E DISTRIBUIÇÃO DE BENS NO PJSC

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1 9 4 GERENCIAMENTO DAS LICITAÇÕES NO PJSC Trazendo os conceitos bibliográficos ao contexto das licitações no âmbito do PJSC, pode-se afirmar que as licitações elaboradas têm características de centralização, visto a sede do PJSC estar localizada na Capital do Estado, no ente Tribunal de Justiça, local onde são realizadas as compras para todas as Unidades Jurisdicionais que o compõe. A centralização, nesse caso, se justifica pelo fato de exigir pessoal especializado para elaboração dos procedimentos licitatórios, com a instrução dos pedidos, confecção dos editais de licitação e minutas contratuais, bem como para a abertura dos certames, conforme o caso, nas diversas modalidades licitatórias existentes (concorrências, tomadas de preço, convites e pregões, leilões, dispensas e inexigibilidades). Descentralizar as licitações do Poder Judiciário de Santa Catarina requereria da Administração a formação de diversas equipes, devidamente treinadas, atuando em vários pontos do Estado, para a elaboração dos procedimentos. Como as aquisições e contratações não são constantes, isto é, variam conforme as necessidades, redundaria em ociosidade das equipes, em grande parte de seu tempo de atuação. Manter uma equipe apta para desenvolver todas as atividades atinentes aos procedimentos licitatórios exige treinamento constante, sempre buscando intensificar a intimidade da equipe com a legislação específica. E essa experiência profissional tem custo; e custo elevado. Considerando os escassos recursos existentes, com certeza esses custos inviabilizariam alguns projetos da Administração, razão pela qual a adoção dessa política gerencial não ocorre. 4.1 ARMAZENAGEM, TRANSPORTE E DISTRIBUIÇÃO DE BENS NO PJSC As Divisões de Almoxarifado e de Patrimônio, da DMP, são as responsáveis pela armazenagem e distribuição, no Poder Judiciário, de todos os produtos (equipamentos, mobiliários, materiais de expediente, etc.) necessários às suas rotinas.

2 10 Utilizam-se, para tanto, de diversas ferramentas, dentre as quais pode-se destacar: sistemas de informação (acompanhamento da rotatividade de materiais, controle do prazo de validade dos produtos, de melhor local para estocagem, dentre outros), equipamentos modernos e veículos próprios para transporte de uma substancial quantidade de mercadorias e equipamentos. Seus gestores, objetivando melhorar os sistemas gerenciais existentes, vêm desenvolvendo um sistema informatizado de controle dos almoxarifados setoriais (que deverá ser disponibilizado, oportunamente, em cada uma das Unidades do Poder Judiciário Catarinense). Tal sistema foi concebido tendo por objetivo permitir que as unidades que compõem o Poder Judiciário possam gerenciar seus estoques. O Almoxarifado Central é o responsável pela armazenagem dos produtos adquiridos pelo Poder Judiciário. Possui instalações próprias (inaugurada em 1994), com área útil de aproximadamente 3.407,00m², localizada às margens da BR 101, km 208, no município de São José (Grande Florianópolis). O fato de a maioria das compras de produtos, móveis e equipamentos prever entregas no Almoxarifado Central permite aos fornecedores que ofereçam propostas mais vantajosas, com redutor de custos, em função das facilidades que a Grande Florianópolis apresenta em termos de estrutura viária e da abundância de empresas transportadoras de mercadorias existentes. Embora possuindo espaço físico para armazenagem bastante razoável, em virtude da crescente demanda de espaço para alocar novos produtos, móveis e equipamentos para o PJSC, aquela área vem tornando-se, a cada dia, insuficiente. Por conta disso houve necessidade de ser locado, recentemente, novo espaço (galpão com cerca de 3.200m² de área útil). Se por um lado a localização do Almoxarifado vinha sendo considerada como um dos fatores preponderantes na redução dos valores das propostas das empresas fornecedoras, em virtude da facilitação do acesso, atualmente vem se tornando um complicador em função das enormes distâncias que deverão ser percorridas, a partir dele, para suprir as necessidades das inúmeras Comarcas. À guisa de esclarecimento, são apresentadas algumas distâncias (aproximadas) de algumas destas Comarcas, tomando como ponto de partida o Almoxarifado Central:

3 11 Joinville (170km); Canoinhas (336km); Concórdia (433km); São Miguel do Oeste (615km); Itapiranga (631km); Criciúma (190km); Araranguá (210km), etc. Este quadro demonstra quão grandes são as distâncias que devem ser percorridas, rotineiramente, para que não ocorra desabastecimento nas Comarcas. Embora, para distribuição e entrega de mercadorias, o Poder Judiciário conte com frota de veículos própria (atualmente composta de três caminhões, sendo um deles para grandes cargas), esta vem se mostrando insuficiente para suprir a demanda. Por este motivo, já há algum tempo, a Administração vem se valendo de contrato com empresa especializada em transporte de mercadorias para cumprir com seus compromissos de levar, aos mais recônditos recantos do Estado (em que existem Fóruns e/ou Casas da Cidadania instalados), os materiais e equipamentos necessários ao desenvolvimento dos procedimentos jurisdicionais. 4.2 A LOGÍSTICA NO PJSC O PJSC, nesses mais de 100 anos de existência, objetivando ampliar sua atuação na sociedade catarinense e tornar-se mais efetivo em sua missão, viu-se obrigado a expandir sua estrutura organizacional em todos os segmentos (pessoal, equipamentos, móveis, etc.). Todavia, em que pese a premência desse crescimento, os recursos econômicos disponíveis, não raras as vezes, vêm se mostrando insuficientes para atendimento de toda essa necessidade de expansão. Como os orçamentos públicos, ano após ano, estão cada vez mais minguados, necessário que a Administração destes órgãos repense seus gastos. Do contrário, poderá sofrer sérios riscos de entravar os serviços prestados à sociedade. A logística, nesse caso, tornar-se-ia ferramental de enorme importância no processo de contenção de gastos, na medida em que, atuando diretamente no desenvolvimento de determinadas tecnologias e ações, otimizaria as procedimentos de

4 12 recebimento, armazenagem e distribuição dos bens e produtos, tão necessários ao desenvolvimento das rotinas de trabalho. Planejar as ações para recebimento, armazenagem e distribuição, fazendo com que os custos inerentes sejam minorados, é a meta primordial. Dentre outras metas, focando no assunto em tela, teria-se a de transferir, mesmo que de forma momentânea, os procedimentos licitatórios (fase externa recepção dos documentos e julgamento das propostas) para o local da unidade requisitante interessada no objeto a ser licitado, definindo, de antemão, que caberia à empresa vencedora, de acordo com os termos da contratação, a responsabilidade de suprir as necessidades da unidade requisitante, arcando com os ônus de armazenagem e distribuição. O raciocínio seria o de evitar o uso do espaço do Almoxarifado Central (já saturado) para armazenagem/estocagem e evitar tanto o uso da frota do Tribunal para transporte de bens, quanto o pagamento pelos serviços da empresa especializada de transporte contratada. Teoricamente, essa situação, além de aproveitar (e, para alguns casos, revitalizar) os mercados locais, fomentando-lhes a economia, reduziria os preços pagos pelo PJSC e os custos com armazenagem/estocagem e de distribuição dos bens.

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