No Brasil as entidades de interesse social só podem se constituir juridicamente na forma de associação ou fundação.

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1 Gestão e Sustentabilidade para o 3 Setor Orientações Técnicas

2 CONCEITOS No Brasil as entidades de interesse social só podem se constituir juridicamente na forma de associação ou fundação. Pessoa Jurídica: união de pessoas bens ou patrimônios com determinada finalidade, Associação ou Fundação: pessoa jurídica de direito privado sem fins econômicos.

3 CONCEITOS ASSOCIAÇÃO Caracteriza-se pela união de pessoas para determinado fim FUNDAÇÃO Caracteriza-se pela destinação de bens ou patrimônios para determinada finalidade Ao serem criadas terão de indicar o fim a que dedicaram Nesta modalidade a finalidade pode ser alterada A Associação não esta proibida de realizar atividades geradora de receita desde que esta esteja prevista no estatuto e o produto desta seja integralmente aplicado na consecução dos objetivos sociais. Nesta modalidade a finalidade não pode sofrer alteração A Fundação será constituída somente para fins: Religiosos, Morais, Culturais e de Assistência. Pode ser instituída através de escritura publica ou testamento, especificando o fim a que se destina. O acompanhamento por parte do Ministério Público sobre as atividades esta presente nestas duas formas jurídica sendo mais acentuado no caso das fundações.

4 CONCEITOS ONG, OS, OSCIP, INSTITUTO, INSTITUIÇÕES,COMUNIDADES, FEDERAÇÃO... ONG, Instituto, Instituição,Comunidade, Federação: É parte integrante do nome da associação ou fundação ( nome fantasia); OSCIP e OS: são qualificações que as associações e fundações podem receber, uma vez preenchidos os requisitos legais;

5 BENEFÍCIOS E VANTAGENS DAS QUALIFICAÇÕES OSCIP Possibilidade de remunerar seus dirigentes; Possibilidade de receber bens moveis considerados irrecuperáveis; Possibilidade de firmar Termo de Parceria com o Poder Público Possibilidade de receber bens apreendidos, abandonados, ou disponíveis, administrados pela Secretaria da Receita Federal; Possibilidade de receber doações de empresas, dedutíveis até o limite de 2% do lucro operacional

6 BENEFÍCIOS E VANTAGENS DAS QUALIFICAÇÕES ORGANIZAÇÃO SOCIAL Habilitar a entidade a celebrar contrato de gestão com a Administração Pública; Facilitar a administração de recursos materiais, Facilitar a administração de recursos materiais, financeiros e humanos do Poder Público sem a burocracia das normas a ele inerentes,

7 BENEFÍCIOS E VANTAGENS DAS TITULAÇÕES E CERTIFICAÇÕES UTILIDADE PÚBLICA FEDERAL Acesso a subvenções e auxílios do poder público e suas autarquias; Possibilidade de receber bens móveis ou imóveis considerados irrecuperáveis; Possibilidade de receber doações de empresas, dedutíveis até o limite de 2% do lucro operacional; Requerer o CEBAS; Requerer receitas das Loterias Federais; Possibilidade de receber bens apreendidos, abandonados, ou disponíveis, administrados pela Secretaria da Receita Federal;

8 BENEFÍCIOS E VANTAGENS DAS TITULAÇÕES E CERTIFICAÇÕES UTILIDADE PÚBLICA ESTADUAL Possibilidade de firmar convênios com o Estado; Verbas, isenções e outros benefícios.

9 BENEFÍCIOS E VANTAGENS DAS TITULAÇÕES E CERTIFICAÇÕES UTILIDADE PÚBLICA MUNICIPAL Isenção do IPTU, ISS; Auxílio financeiro concedido pelo Poder Público local; Isenção de Tarifas Públicas nos Municípios onde esses serviços não foram privatizados (água, luz). Observação: Cada município elabora sua lei para a concessão do Título de Utilidade Pública.

10 BENEFÍCIOS E VANTAGENS DAS TITULAÇÕES E CERTIFICAÇÕES CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Requisitos legal para entidades que pretendem ter isenção de: Parte patronal da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento; Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL; Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS; Contribuição PIS/PASEP

11 BENEFÍCIOS E VANTAGENS DAS TITULAÇÕES E CERTIFICAÇÕES CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Impostos - ITR - ITBI - IPVA - IPTU - sobre a renda; - sobre serviços de qualquer natureza - ICMS - de importação - IPI

12 GESTÃO DO TERCEIRO SETOR O Terceiro Setor surge como portador de uma nova promessa: A transformação da Ação Social: de assistencialista para uma cidadania ativa

13 COMO DESENVOLVER A GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE DAS ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR As organizações do Terceiro Setor em sua maioria surgem de um sonho, de um projeto pessoal ou de alguns idealizadores. Os idealizadores, sócios e diretores não foram treinados e nem mesmo imaginavam que em um dado momento, para a sobrevivência e sucesso da sua organização, necessitariam de um bom gerenciamento.

14 COMO DESENVOLVER A GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE DAS ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR SUSTENTABILIDADE Atender às necessidades da atual Atender às necessidades da atual geração, sem comprometer a capacidade das futuras gerações em prover suas próprias demandas.

15 COMO DESENVOLVER A GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE DAS ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR A sustentabilidade é um compromisso com o futuro, não é uma meta que possa ser atingida, mas um caminho que as organizações devem trilhar em busca de melhores soluções para os problemas humanos, sejam eles econômicos, sociais ou ambientais.

16 COMO DESENVOLVER A GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE DAS ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR Já não basta mais o simples fato da criação de uma organização ou a sua causa defendida, para se justificar uma doação: Seus colaboradores estão mais exigentes, além disso, querem resultados satisfatórios, o que acirra a competição entre as organizações que lutam e buscam novas e eficientes formas de atrair recursos.

17 COMO DESENVOLVER A GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE DAS ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR Aspectos importantes a se considerar para uma Gestão Sustentável Planejamento Estratégico; Gestão de Pessoas; Gestão Recursos. Contabilidade

18 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Planejamento Estratégico é um processo administrativo desenvolvido pela entidade, visando otimizar o grau de interação com o ambiente e atuação de forma eficaz e inovadora.

19 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Visão:A visão representa o lugar em que a organização quer estar em um determinado tempo. Missão: A missão deverá refletir, a Missão: A missão deverá refletir, a sua razão de ser, de forma. A missão da organização exerce função orientadora das ações e de delimitação da organização. A missão poderá ser alterada no decorrer das mudanças estratégicas da organização.

20 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Valores: Representa o conjunto de princípios e crenças que a organização deverá ter, bem como fornece sustentação para todas as decisões de uma organização. Diagnóstico Estratégico: Tem por Diagnóstico Estratégico: Tem por finalidade verificar o que a empresa possui de bom, regular ou ruim em seu processo de gestão. é de suma importância e deverá ser elaborado com toda transparência e foco, pois qualquer tomada de decisão equivocada, levará ao comprometimento de todo o planejamento.

21 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO A definição dos Objetivos é o alvo em que a organização pretende alcançar. A explicitação dessa etapa levará o conhecimento para qual direção os esforços da organização deverão ser direcionados. O Desafio é uma situação desejada que a organização identificou em seu objetivo.

22 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO A partir da definição dos Objetivos, Desafios e Metas da organização são estabelecidos os Programas, Projetos e Planos de Ação para a organização.

23 GESTÃO DE PESSOAS Toda organização, seja ela com fins de obter lucro ou não, possui em sua estrutura pessoas. Dessa forma, seu sucesso, depende diretamente do empenho, comprometimento, ações, decisões assertivas e idéias de cada uma delas. É por esse motivo, que uma Gestão de Pessoas deve ser considerada como tema estratégico em todas as Organizações.

24 GESTÃO DE PESSOAS As atividades de planejamento de recursos humanos consistem em um diagnóstico contínuo dos objetivos estratégicos da organização e de quais as decisões sobre os recursos humanos podem melhorar a relação entre os resultados que vêm sendo obtidos e aqueles que, efetivamente, se deseja alcançar.

25 GESTÃO DE RECURSOS A gestão de recursos passou a ser vista como uma área estratégica das Organizações do Terceiro Setor; Benefícios como doações, serviços voluntários e isenção de tributos podem se transformar em grandes problemas quando não há uma correta administração contábil e financeira;

26 GESTÃO DE RECURSOS As fontes de recursos disponíveis estão cada vez mais restritas, a certos temas, regiões e projetos, dificultando a sua captação e até mesmo criando certa competição entre as Organizações. Ampliar as fontes de recursos tornase crucial para que as organizações possam alem de sobreviver, desempenhar a sua missão proposta.

27 GESTÃO DE RECURSOS Desenvolver novas fontes e geri-las de forma eficaz, tornará a Organização mais autônoma frente as exigências dos fornecedores dos recursos e menos vulnerável as mutações causadas no ambiente externo. Tal estratégia tornará a Organização sustentável, garantindo continuidade nas ações e reduzindo a perda de eficácia de recursos

28 CARACTERÍSTICAS DOS RECURSOS O lucro não é a sua razão de ser, mas um meio necessário para garantir continuidade e cumprimento de seus propósitos institucionais; As contribuições, doações e subvenções constituem-se, normalmente, nas principais fontes de recursos financeiros, econômicos e materiais dessas entidades

29 CONTABILIDADE PARA O TERCEIRO SETOR As entidades do Terceiro Setor têm acesso a algumas facilidades, como o financiamento público feito através de isenção de tributos. Além destes recursos, estas entidades recebem doações e contribuições de particulares ou empresas, gerando, com isto, uma necessidade de apresentarem uma adequada prestação de contas, tanto à sociedade quanto ao fisco e aos particulares que financiam, direta ou indiretamente, suas atividades.

30 CONTABILIDADE PARA O TERCEIRO SETOR Sendo os patrimônios destas instituições constituídos e mantidos por meio de doações, contribuições e isenção de tributos, cabe aos gestores e dirigentes demonstrar uma total transparência nas prestações de contas, que não deve ser vista somente através da perspectiva de uma exigência legal, mas sim do conceito de que a observância da mesma será vital à sua sobrevivência.

31 CONTABILIDADE PARA O TERCEIRO SETOR Fica evidenciada a importância da contabilidade, que é definida como um sistema de informação e mensuração que passou a ser requerida em diversos momentos pelos vários organismos governamentais e não-governamentais, para fornecer-lhes Demonstrações Contábeis e outras informações por ela geradas, para fins de prestação de contas das ações dessas entidades

32 NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE PARA O TERCEIRO SETOR No Brasil, a principal regulamentação contábil é a Lei nº /76, conhecida como Lei das SAs. Embora essa lei refira-se às Sociedades Anônimas, caracterizadas por terem seu capital social, ainda assim, essa lei pode ser aplicada às demais sociedades ou organizações que se utilizem de recursos no cumprimento dos seus objetivos

33 NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE PARA O TERCEIRO SETOR Para acompanhar o desenvolvimento do Terceiro Setor, os órgãos normativos da profissão contábil editaram as Normas Brasileiras Contábeis Técnicas (NBCT); Essas normas estabelecem critérios e procedimentos específicos de avaliação e de registros dos componentes frente a variações patrimoniais e informações mínimas a serem divulgadas em notas explicativas. E, complementarmente, é necessário que essas entidades mantenham escrituração de suas receitas e despesas em livros que sejam capazes de assegurar a exatidão das informações contábeis registradas.

34 NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE PARA O TERCEIRO SETOR NBC T 10 - Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas: NBC T Fundações (Resolução CFC Nº 837/99, de 22 de fevereiro de 1999); NBCT Entidades que recebem subvenções, contribuições, auxílios e doações de (13 de dezembro de 2001) NBC T Entidades Sindicais e Associações de Classe (Resolução CFC Nº 838/99, de 22 de fevereiro de 1999); NBC T Entidades Sem Finalidade de Lucros (Resolução CFC Nº 877/00, de 18 de abril de 2.000).

35 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O TERCEIRO SETOR As demonstrações contábeis que devem ser elaboradas pelas as entidades do Terceiro Setor, de acordo com as NBC T 10 são: O Balanço Patrimonial, a Demonstração do Superávit ou Déficit do Exercício, Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido e a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.

36 BALANÇO PATRIMONIAL É destinado a evidenciar, quantitativa e qualitativamente, em uma determinada data, o Patrimônio Líquido de uma entidade. O Patrimônio Líquido, compreende os recursos O Patrimônio Líquido, compreende os recursos próprios da entidade e o seu valor é a diferença entre o valor do Ativo e o valor do Passivo, que pode ser positivo, nulo ou negativo.

37 DEMONSTRAÇÃO DE SUPERÁVIT OU DÉFICIT DO EXERCÍCIO Tem por objetivo principal, nas entidades sem fins lucrativos, evidenciar todas as atividades desenvolvidas pelos gestores relativas a um determinado período de tempo, denominado de "Exercício A ênfase aqui é dada à atividade e não ao resultado, Obviamente, ao final, será evidenciado, também, um resultado (superavitário ou deficitário), mas à entidade sem fins lucrativos, em linhas gerais, a preocupação maior é com as atividades desenvolvidas do que com o resultado.

38 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO SOCIAL É a demonstração contábil destinada a evidenciar em um determinado período, as mutações nos resultados acumulados da entidade. Além de explicar as modificações ocorridas no Além de explicar as modificações ocorridas no Patrimônio Líquido Social durante o período, nesta demonstração têm-se os saldos do início do período e os acréscimos/decréscimos por doações recebidas, superávit ou déficit obtidos nas Demonstrações das Atividades do Exercício e, eventualmente, possíveis ajustes relativos ao Patrimônio Social.

39 DEMONSTRAÇÃO DE ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS É a demonstração contábil destinada e evidenciar, num determinado período, as modificações que originaram as variações no capital circulante da entidade. Ajuda-nos a compreender como e por que a posição financeira da entidade mudou de um período para outro Essa demonstração é também contemplada pela legislação societária e útil por evidenciar, de um lado, de onde vieram os recursos e, de outro, onde tais recursos foram aplicados.

40 ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO Importante observar na LEI /07 as mudanças significativas trazidas pela reformas na LEI DAS SAS (6.404/76)

41 "Política social não se faz somente com dinheiro. É necessário ter muita criatividade para possuir sempre idéias novas. Ruth Cardoso

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