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1 02 a 05 de junho de 2009 Expo Center Norte - SP Eventos Oficiais: 1

2 A Saúde Rompendo Paradigmas para o Crescimento Sustentável Saúde Suplementar : Modelo,Regulação e Intervenção Estatal Alceu Alves da Silva Diretor Executivo do Sistema de Saúde Mãe de Deus 2

3 Imperfeições do mercado da Saúde Suplementar Brasileira...antes da nova Legislação Regras multiformes; Vulnerabilidade dos clientes; Acesso e qualidade relegados a um segundo plano, com supremacia dos interesses econômico-financeiros; Ausência da avaliação assistencial; Abandono estatal - Prioridade político-social para a consolidação do SUS; Deterioração da relação dos prestadores com o poder público, direcionando-os para alianças com o mercado imperfeito; Relação confusa com o Setor Público, com vantagens para o setor privado; 3

4 Necessário Regular... Resguardar o interesse público; Necessidade absoluta da intervenção estatal; Oxigenar o mercado, rompendo a relação acomodada e de cumplicidade entre as Operadoras e os Prestadores; Políticas regulatórias são políticas de soma positiva, pois criam a expectativa de que todos os setores e agentes envolvidos sejam ganhadores pelo bem público gerado, mesmo que as soluções não sejam unânimes; 4

5 A Decisão de Regular... Promulgação da Lei 9.656/1998. O setor ganha a sustentação legal para iniciar a regulação. Registro de MéritoM O Ministro Carlos César Albuquerque, condutor de todo o processo anterior a promulgação da Lei 9656/1998, assegurou que a saúde suplementar não seria uma Secretaria do Ministério da Saúde, tese defendida pela corrente intervencionista. 5

6 O Modelo de Intervenção... TUTOR PLENO Modelo utilizado no sistema público; OBSERVADOR PLENO Modelo utilizado na saúde suplementar no período anterior a lei de 1998 REGULADOR A característica central da reforma regulatória é a delegação do poder decisório à instituições independentes : 6

7 O Governo lança mão de sua mais poderosa ferramenta de Intervenção Estatal, A AGÊNCIA DE REGULAÇÃO A regulação exercida pelas agências possui papel fundamental no cumprimento das políticas determinadas pelo Estado; Facilita a execução dos objetivos do estado; Possui autonomia e estrutura independente para estabelecer as regras e normas de atuação no segmento; Atua em harmonia entre os interesses do poder público, prestadores de serviços e usuários; Atua no mercado, tanto na dimensão econômica quanto do acesso e qualidade dos serviços; Possuem autonomia política, financeira, normativa e de gestão; Possuem independência em relação ao Estado, com poderes de mediação, arbitragem e de traçar diretrizes e normas. 7

8 AGENCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS Estrutura e Papéis no processo de regulação A ANS é uma autarquia sob o regime especial, vinculada ao Ministério da Saúde, com atuação em todo o território nacional. Órgão de regulação, normatização, controle e fiscalização das atividades que garantam a assistência suplementar à saúde. 8

9 MISSÃO E ATRIBUIÇÕES DA ANS MISSÃO Promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde. São atribuições da ANS zelar pela boa qualidade dos serviços prestados pelos planos e seguros privados de assistência à saúde no Brasil, regulando as operadoras setoriais, inclusive quanto às suas relações com prestadores e consumidores, contribuindo para o desenvolvimento das ações de saúde no País, através de regulamentações complementares à Lei 9.656/98. 9

10 ANS Características Autonomia Administrativa, Financeira, Patrimonial e de Gestão de Recursos Humanos. Autonomia nas suas Decisões Técnicas. Mandato Fixo e Não-Coincidente de seus Dirigentes. Capacidade Específica para Prestação de Serviço Determinado. 10

11 ANS - FUNÇÕES FINALÍSTICAS Regulação Normatização. Fiscalização. Planejamento e Avaliação Acompanhamento do desempenho. Ressarcimento ao SUS. 11

12 Presidência; ANS ESTRUTURA VOLTADA PARA AS OPERADORAS... Diretoria de Desenvolvimento Setorial (Integração com o SUS e Informações e Sistemas); Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras(Normas e Análise de Mercado e Habilitação e Acompanhamento de Operadoras); Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos(Estrutura e Operação de Produtos,Econômico-Financeira de Produtos e Técnico- Assistencial dos Produtos); Diretoria de Fiscalização(Atendimento ao Consumidor,Fiscalização Planejada,Fiscalização Descentralizada e Núcleos Regionais de Atendimento e Fiscalização); Diretoria de Gestão( Administração e Acompanhamento Institucional ); 12

13 DIRECIONADORES DA REGULAÇÃO - POR FUNÇÃO FINALÍSTICA, REGULAMENTAR A ATUAÇÃO DAS OPERADORAS DE PLANOS DE SAÚDE; - POR PRINCÍPIO, NÃO REGULAMENTAR AS RELAÇÕES OPERACIONAIS ENTRE OPERADORAS E PRESTADORES DE SERVIÇOS DE SAÚDE; - POR FUNÇÃO, REGULAR FORTEMENTE O SETOR DA SAÚDE SUPLEMENTAR; 13

14 NA REGULAMENTAÇÃO DAS OPERADORAS... GRANDE CONCENTRAÇÃO NOS INSTRUMENTOS REGULATÓRIOS : - REAJUSTE DE PREÇOS; - CONTROLE DE PREÇOS; - CONTROLE DE QUALIDADE; - INSTITUIÇÃO DE BARREIRAS ÀS ENTRADAS E SAÍDAS DAS OPERADORAS; - PADRONIZAÇÃO DE PRODUTOS; - ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS(PROGRAMAS DE PREVENÇÃO,SUFICIÊNCIA DA REDE.COBERTURAS CONTRATUAIS,CONTROLE DOS INVESTIMENTOS,ETC). 14

15 NA REGULAMENTAÇÃO DAS RELAÇÕES ENTRE OPERADORAS E PRESTADORES Escopo Seletivo Atuação seletiva nas relações que envolvem a operação entre Operadoras de Planos de Saúde e Prestadores de Serviços : Atuando como força transformadora; Garantindo políticas de condução; Criando Sistemas de Informações que permitam a avaliação do desempenho. 15

16 NA REGULAMENTAÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE OPERADORAS E PRESTADORES DE SERVIÇOS Escopo Seletivo Formas de contratualização; Tabela Nacional de Procedimentos; Sistema Nacional de Contas, Informações Epidemiológicas e de Desempenho Assistencial; Reajuste de Preços; Sistema de Apresentação e conciliação de contas; Sistema de informações que permitam aos prestadores a avaliação econômico-financeira das operadoras; 16

17 NA REGULAÇÃO DA SAÚDE SUPLEMENTAR A relação sinérgica ( ação simultânea de diversos órgãos para a realização de uma função ) entre o público e privado é essencial para otimizar a própria intervenção do Estado na formulação de políticas e na estruturação do mercado ( Evans ) 17

18 O Escopo da Regulação Crescimento do Setor Alinhar Operadoras de Planos de Saúde e Prestadores para o estabelecimento da grande meta de cobertura assistencial na saúde suplementar( 60,70 ou 80 milhões de vidas para os próximos 5 anos); Criação de uma Diretoria de Relacionamento Estratégico entre Operadoras e Prestadores; Novos Entrantes no Sistema; Criação de um fundo para financiamento das ações de promoção e prevenção da saúde; Apoio à inclusão da indústria farmacêutica. 18

19 O Escopo da Regulação Crescimento do Setor Inclusão dos Planos de Saúde ligados aos Institutos de Previdência dos Estados, Municípios e outros Órgãos vinculados ao Setor Público; Participação do Governo no financiamento da saúde suplementar, destinada a funcionários públicos que hoje estão fora do Sistema; Modelos de avaliação de qualidade assistencial; Novos modelos de remuneração; Política Nacional para a Saúde Suplementar; 19

20 RESULTADOS NOTÁVEIS NA CAPACIDADE DE REGULAMENTAR AS OPERADORAS Observar que o ambiente regulatório é uma variável importante para as decisões de investimentos Decisão de Investimento Tamanho do Mercado 83% Estabilidade Política Ambiente Regulatório 54% 52% Estabilidade macroeconômica Presença de Competidores 43% 41% Qualidade da infraestrutura Repatriação dos Lucros 30% 29% Custo e Qualificação da Mão-de-Obra 28% Acesso ao Mercado Exportador Apoio do Governo Local 23% 23% 0 % 10 % 20 % 30 % 40 % 50 % 60 % 70 % 80 % 90 % Fonte :A.T.KAPENEY 20

21 RESULTADOS... Número de Operadoras 1999/ / 1971 Número de Vidas 2000/ 33,45 milões 2008/ 51,9 milhões Aumento da participação dos planos empresariais 81,2% Maior participação dos planos novos 78% Sinistralidade Alta sem variações significativas 81% Variação da Despesa Assistencial Maior que a Receita 2002/ ,5% 121,40% Imagem/Satisfação dos Clientes Melhora considerável Em torno de 81% 21

22 ANS - Caminhos Participação fundamental no redesenho das políticas para o Setor de Saúde Suplementar; Rever o seu foco e as suas estratégias. Rever seu posicionamento político; Ampliar sua capacidade de negociação com os principais agentes da cadeia de financiamento e prestação de serviços. 22

23 AINDA QUE O PROCESSO DE MUDANÇA SEJA LENTO, É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO PERSEVERAR Faz a tua parte, porque... 23

24 Muito Obrigado! (Alceu Alves da Silva Diretor Executivo do Sistema de Saúde Mãe de Deus 24

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