CONTABILIDADE E AUDITORIA CEBAS - EDUCAÇÃO ASPECTOS PRÁTICOS E ITG 2002

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2 CONTABILIDADE E AUDITORIA CEBAS - EDUCAÇÃO ASPECTOS PRÁTICOS E ITG 2002

3 AGENDA Introdução Terceiro Setor Contabilidade Demonstrações Contábeis Auditoria Perguntas

4 TERCEIRO SETOR

5 TERCEIRO SETOR LEI /09 LEI 9.790/99 LEI /13 LEI /07 NORMAS IFRS LEI /10 LEI DA LAVAGEM DE DINHEIRO ITG 2002

6 ESTATÍSTICAS DO TERCEIRO SETOR Cadastro Central de Empresas CEMPRE Entidades Sem Fins Lucrativos Terceiro Setor CEBAS 6.000/8.000 Fontes: IBGE, MJ, CNAS, INSS

7 TÍTULOS E REGISTROS Entidade sem fins lucrativos Código Civil Lei /03 e Codigo Tributário Nacional OSCIP Lei 9790/99 Filantrópica CEBAS Lei /09 alterada pela Lei /13 Organização Social OS Lei 9637/98

8 CONTABILIDADE

9 LEI /07 Adoção de padrões internacionais de contabilidade IFRS Extinção da DOAR Adoção da Demonstração dos Fluxos de Caixa - DFC Adoção da Demonstração do Valor Adicionado DVA Criação de novos subgrupos de contas no balanço patrimonial Novos critérios de avaliação de elementos patrimoniais

10 CPC - COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS Tradução e adaptação das normas IFRS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS 46 pronunciamentos

11 RESOLUÇÃO 1409 QUE APROVA A ITG 2002 SUBSTITUI A NBC T RES 877/00

12 RESOLUÇÃO 1409/12 ITG 2002 RESOLUÇÃO CFC N.º 1.409/12 Aprova a ITG 2002 Entidade sem Finalidade de Lucros. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais e com fundamento no disposto na alínea f do Art. 6º do Decreto-Lei n.º 9.295/46, alterado pela Lei n.º /10, RESOLVE: Art. 1º Aprovar a Interpretação ITG 2002 Entidade sem Finalidade de Lucros. Art. 2º Revogar as Resoluções CFC n. os 837/99, 838/99, 852/99, 877/00, 926/01 e 966/03, publicadas no D.O.U., Seção I, de 2/3/99, 2/3/99, 25/8/99, 20/4/00, 3/1/02 e 4/6/03, respectivamente. Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, aplicando-se aos exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de Brasília, 21 de setembro de 2012.

13 ITG 2002 ENTIDADES SEM FINALIDADE DE LUCROS OBJETIVO ALCANCE RECONHECIMENTO DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONTAS DE COMPENSAÇÃO DIVULGAÇÃO APÊNDICE A

14 ALCANCE Aplicam-se à entidade sem finalidade de lucros os Princípios de Contabilidade e esta Interpretação. Aplica-se também a NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas ou as normas completas (IFRS completas) naqueles aspectos não abordados por esta Interpretação. EVIDENCIAR EM NOTA EXPLICATIVA

15 RECONHECIMENTO As receitas e as despesas devem ser reconhecidas, respeitando-se o regime contábil de competência. As doações e subvenções recebidas para custeio e investimento devem ser reconhecidas no resultado, observado o disposto na NBC TG 07 Subvenção e Assistência Governamentais. Os registros contábeis devem evidenciar as contas de receitas e despesas, com e sem gratuidade, superávit ou déficit, de forma segregada, identificáveis por tipo de atividade, tais como educação, saúde, assistência social e demais atividades. Enquanto não atendidos os requisitos para reconhecimento no resultado, a contrapartida da subvenção, de contribuição para custeio e investimento, bem como de isenção e incentivo fiscal registrados no ativo, deve ser em conta específica do passivo. As receitas decorrentes de doação, contribuição, convênio, parceria, auxílio e subvenção por meio de convênio, editais, contratos, termos de parceira e outros instrumentos, para aplicação específica, mediante constituição, ou não, de fundos, e as respectivas despesas devem ser registradas em contas próprias, inclusive as patrimoniais, segregadas das demais contas da entidade.

16 RECONHECIMENTO Os benefícios concedidos pela entidade sem finalidade de lucros a título de gratuidade devem ser reconhecidos de forma segregada, destacando-se aqueles que devem ser utilizados em prestações de contas nos órgãos governamentais. A entidade sem finalidade de lucros deve constituir provisão em montante suficiente para cobrir as perdas esperadas sobre créditos a receber, com base em estimativa de seus prováveis valores de realização e baixar os valores prescritos, incobráveis e anistiados. O valor do superávit ou déficit deve ser incorporado ao Patrimônio Social. O superávit, ou parte de que tenha restrição para aplicação, deve ser reconhecido em conta específica do Patrimônio Líquido. O benefício concedido como gratuidade por meio da prestação de serviços deve ser reconhecido pelo valor efetivamente praticado. Receita ou custo? Os registros contábeis devem ser segregados de forma que permitam a apuração das informações para prestação de contas exigidas por entidades governamentais, aportadores, reguladores e usuários em geral.

17 RECONHECIMENTO A dotação inicial disponibilizada pelo instituidor/fundador em ativo monetário ou não monetário, no caso das fundações, é considerada doação patrimonial e reconhecida em conta do patrimônio social. O trabalho voluntário deve ser reconhecido pelo valor justo da prestação do serviço como se tivesse ocorrido o desembolso financeiro. Aplica-se aos ativos não monetários a Seção 27 da NBC TG 1000, que trata da redução ao valor recuperável de ativos e a NBC TG 01, quando aplicável. Na adoção inicial desta Interpretação e da NBC TG 1000 ou das normas completas (IFRS completas), a entidade pode adotar os procedimentos do custo atribuído (deemed cost) de que trata a ITG 10

18 ESTRUTURAÇÃO DA CONTABILIDADE

19 ESTRUTURA IDEAL Indicadores Específicos Sistema Contábil Gestão por Projetos ou áreas Relatórios de Planejamento e Atividades Prestação De Contas

20 PLANO DE CONTAS A entidade deverá criar PLANO DE CONTAS CONTÁBIL, ESPECÍFICO às suas finalidades e em perfeita consonância com seu Estatuto Social, suas Atividades e às Normas Técnicas. Esse plano deverá contemplar as Receitas, Despesas e Gratuidades de forma segregada e detalhada. RUBRICAS IGUAIS ÀS DOS PROJETOS

21 CENTROS DE CUSTOS Centros de Custos Conta Contábil Projeto A Projeto B Projeto C Geral Ativo Passivo Receitas Despesas

22 SISTEMA CONTÁBIL A ENTIDADE deverá manter um sistema contábil adequado ao porte e ao volume das informações produzidas. Deverá, portanto, investir em bons profissionais e em sistemas que sejam capazes de trazer informações e agregar valores. FILIAL CENTRO DE CUSTOS SISTEMA INTEGRADO (Financeiro, folha, patrimônio, contabilidade)

23 ESTRUTURA DA CONTABILIDADE MATRIZ FILIAL ASSISTÊNCIA SOCIAL FILIAL SAÚDE FILIAL EDUCAÇÃO FILIAL PROJETOS PRÓPRIOS C. CUSTO Projeto A C. CUSTO Projeto B CURSOS

24 FLUXO CONTÁBIL DOS RECURSOS ATIVO PASSIVO RESULTADO Devolução Recursos Restritos Efeito nulo na DRE Recursos Irrestritos PATRIMÔNIO SEGREGAR NO BALANÇO E DRE

25 TIPOS DE PRESTAÇÃO DE CONTAS ATIVIDADES PARCIAIS ATIVIDADES TOTAIS Investimento Social Público Investimento Social Privado Projeto B Projeto A Governança Órgãos Reguladores Órgãos Tributários Projeto C Projeto D Órgãos Fiscalizadores CONTABILIDADE TOTAL E POR PROJETOS

26 CEBAS - EDUCAÇÃO Art. 16. Para as entidades de educação, os requerimentos de concessão ou renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social de que trata a Lei nº , de 27 de novembro de 2009, protocolados até 31 de dezembro de 2015 serão analisados com base nos critérios vigentes até a data de publicação desta Lei. Parágrafo único. Serão aplicados os critérios vigentes após a publicação desta Lei, caso sejam mais vantajosos à entidade postulante.

27 GRATUIDADE NA CONTABILIDADE Explicitar e justificar o critério adotado: Lei /09 1 bolsa para 9 pagantes e 20% Lei /13 1 bolsa para cada 5 pagantes O novo critério não considera como gratuidade os investimentos em assistência social Impacto na contabilidade Nota Explicativa nas Demonstrações Contábeis SUSTENTABILIDADE

28 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

29 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Balanço Demonstração do Resultado Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Demonstração dos Fluxos de Caixa Notas Explicativas RECURSOS RESTRITOS E IRRESTRITOS

30 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis, que devem ser elaboradas pela entidade sem finalidade de lucros, são o Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado do Período, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, a Demonstração dos Fluxos de Caixa e as Notas Explicativas, conforme previsto na NBC TG 26 ou na Seção 3 da NBC TG 1000, quando aplicável. No Balanço Patrimonial, a denominação da conta Capital deve ser substituída por Patrimônio Social, integrante do grupo Patrimônio Líquido. No Balanço Patrimonial e nas Demonstrações do Resultado do Período, das Mutações do Patrimônio Líquido e dos Fluxos de Caixa, as palavras lucro ou prejuízo devem ser substituídas por superávit ou déficit do período. Na Demonstração do Resultado do Período, devem ser destacadas as informações de gratuidade concedidas e serviços voluntários obtidos, e divulgadas em notas explicativas por tipo de atividade. Na Demonstração dos Fluxos de Caixa, as doações devem ser classificadas nos fluxos das atividades operacionais.

31 NOTAS EXPLICATIVAS (a) contexto operacional da entidade, incluindo a natureza social e econômica e os objetivos sociais; - estatuto, relatório de atividades (b) os critérios de apuração da receita e da despesa, especialmente com gratuidade, doação, subvenção, contribuição e aplicação de recursos; (c) a renúncia fiscal relacionada com a atividade deve ser evidenciada nas demonstrações contábeis como se a obrigação devida fosse; (d) as subvenções recebidas pela entidade, a aplicação dos recursos e as responsabilidades decorrentes dessas subvenções; (e) os recursos de aplicação restrita e as responsabilidades decorrentes de tais recursos; (f) os recursos sujeitos a restrição ou vinculação por parte do doador;

32 NOTAS EXPLICATIVAS (g) eventos subsequentes à data do encerramento do exercício que tenham, ou possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da entidade; (h) as taxas de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações em longo prazo; (i) informações sobre os seguros contratados; (j) a entidade educacional de ensino superior deve evidenciar a adequação da receita com a despesa de pessoal, segundo parâmetros estabelecidos pela Lei das Diretrizes e Bases da Educação e sua regulamentação; (k) os critérios e procedimentos do registro contábil de depreciação, amortização e exaustão do ativo imobilizado, devendo ser observado a obrigatoriedade do reconhecimento com base em estimativa de sua vida útil;

33 NOTAS EXPLICATIVAS (m) segregar os atendimentos com recursos próprios dos demais atendimentos realizados pela entidade; (n) todas as gratuidades praticadas devem ser registradas de forma segregada, destacando aquelas que devem ser utilizadas na prestação de contas nos órgãos governamentais, apresentando dados quantitativos, ou seja, valores dos benefícios, número de atendidos, número de atendimentos, número de bolsistas com valores e percentuais representativos; (o) a entidade deve demonstrar, comparativamente, o custo e o valor reconhecido quando este valor não cobrir os custos dos serviços prestados.

34 AUDITORIA

35 OBRIGATORIEDADE DE AUDITORIA Lei /09 Artigo 29 VIII - apresente as demonstrações contábeis e financeiras devidamente auditadas por auditor independente legalmente habilitado nos Conselhos Regionais de Contabilidade quando a receita bruta anual auferida for superior ao limite fixado pela Lei Complementar n o 123, de 14 de dezembro de 2006.

36 CONTROLES E FISCALIZAÇÃO FISCALIZAÇÃO CRC / CFC EXAME DE SUFICIÊNCIA REVISÃO PELO PARES EDUCAÇÃO CONTINUADA CNAI CADASTRO NACIONAL DE AUDITORES INDEPENDENTES CMV BANCO CENTRAL/SUSEP INFORMAÇÕES AO COAF

37 AUDITORIA PLANEJAMENTO TESTES TRABALHO FINAL O AUDITOR DEVE LEVANTAR E COMUNICAR TODOS OS PROBLEMAS COM ANTECEDÊNCIA

38 AUDITORIA Experiência Conhecimento no Terceiro Setor Antecipação de Problemas Grandes e pequenas empresas de auditoria Normas de Auditoria ITG 2002 Demonstrações Contábeis

39 PROBLEMAS Conciliação Financeiro X Contábil Sistematização dos processos Sistemas integrados Controle de mensalidades a receber/inadimplência Controle de bolsas. Calculo das bolsas necessárias Critérios não claros para apuração das gratuidades Documentação da analise sócio economica Procedimentos manuais alem do sistema Atendimento às Normas de Contabilidade

40 NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE PERDA DO CEBAS PRESTAÇÃO DE CONTAS CEBAS 40

41 OBRIGADO José Alberto Tozzi Fone: (11)

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