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1 DIREITO PROCESSUAL PENAL I. Princípios que Regem o Processo Penal II. Lei Processual Penal e Sistemas do Processo Penal III. Inquérito Policial IV. Processo e Procedimento V. Juizados Especiais Criminais VI. Ação Penal VII. Ação Civil VIII. Jurisdição e Competência IX. Questões e Processos Incidentes X. Prova XI. Sujeitos Processuais XII. Prisão e Liberdade Provisória XIII. Citações e Intimações XIV. Sentença e Coisa Julgada XV. Prazos XVI. Nulidades XVII. Habeas corpus e Mandado de Segurança XVIII. Procedimentos Especiais XIX. Legislação Especial

2 DIREITO PROCESSUAL PENAL (...) I. AÇÃO PENAL O Estado somente pode punir o seu jurisdicionado através de processo que respeite todas as garantias constitucionais, tais como o contraditório, ampla defesa, juiz natural e etc. Para isso, exige-se a propositura de uma ação que se configura pelo poder de movimentar o aparelho jurisdicional estatal, a fim de satisfazer uma pretensão. No direito brasileiro segue-se o critério subjetivo para classificação das ações penais, levando-se em conta seu titular, ou seja, classifica-se em razão de quem é parte legitima para exercer o direito de ação. Desta forma, podemos classificar as ações no processo penal da seguinte forma: 1. AÇÃO PENAL PÚBLICA. A ação pública incondicionada é a regra em nosso direito. É de titularidade exclusiva do Ministério Público e é interposta mediante denúncia. São da ação penal pública: a) Obrigatoriedade - presentes os requisitos legais para a propositura da ação, o membro do Ministério Público deve denunciar. A exceção ao princípio da obrigatoriedade está no instituto da transação penal (art. 76 da Lei 9.099/95). b) Indisponibilidade - o Ministério Público não pode desistir da ação penal (art. 42, CPP), mas ao final da ação pode pedir a absolvição do réu. A exceção é a regra disposta no art. 89 da Lei 9.099/95, que traz a suspensão condicional do processo (art. 89 da Lei 9.099/95). c) Intranscendência a ação penal só pode ser intentada contra a pessoa a quem se imputa a prática do delito. Assim, não se admite venha a responder pela infração penal o responsável legal ou herdeiro Ação penal pública incondicionada. A ação penal pública incondicionada é a regra do direito processual penal brasileiro. O membro do Ministério Público tem legitimidade exclusiva para intentar a ação penal sem precisar de autorização da vítima ou da requisição do Ministro da Justiça. 2

3 1.2. Ação penal pública condicionada. O exercício de ação é subordinado à representação do ofendido ou à requisição do Ministro da Justiça. As hipóteses que exigem representação estão expressas na lei; Condicionada à representação. Representar significa manifestar a vontade de que a ação penal seja instaurada. A representação é condição de procedibilidade da ação, ou seja, sem ela o membro do Ministério público não pode intentar a ação. Frise-se que a representação oferecida pela vítima ou seu representante legal, não vincula o Ministério Público a oferecer denúncia. O promotor ou procurador deverá analisar se estão presentes os requisitos para propor a ação. O prazo para oferecimento da representação é de 6 meses, a contar da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor da infração penal (art. 38, CPP). O não oferecimento da representação dentro do prazo acarreta a extinção da punibilidade pela decadência (art. 107, IV, CP). Não se exige forma determinada para a representação, bastando que seja inequívoca manifestação de vontade do ofendido, no sentido de ver o autor do fato processado. Porém deve conter todas as informações que possam servir à apuração do fato e da autoria (art. 39 do CPP). Ressalte-se que se o ofendido representar apenas um, dos vários autores, o Ministério Público poderá denunciar todos eles. Isso é o que se chama de eficácia objetiva da representação. A titularidade do direito de representação é: a) do ofendido, em regra; b) do representante legal, se o ofendido tiver menos de 18 anos ou for doente mental; c) do cônjuge, ascendente, descendente ou irmãos (CADI), se o ofendido for morto ou declarado ausente; d) de um curador especial, no caso dos interesses do ofendido e do representante colidirem ou se não houver representante. Na hipótese de nomeação de curador, ele não está obrigado a representar, deve avaliar o interesse do assistido. Se for pessoa jurídica que deva oferecer representação, esta deve ser feita através da pessoa indicada no respectivo contrato social ou por seus diretores e sócios gerentes. Os 3

4 destinatários da representação são o juiz, o representante do Ministério Público e à autoridade policial (art. 39). A retratação é possível se realizada antes do oferecimento da denúncia (art. 25, CPP) Condicionada à requisição do Ministro da Justiça. Também é condição de procedibilidade da ação penal tendo em vista que o Ministério Público não pode agir sem tal requisição. O fundamento para a existência de delitos que exijam a requisição é que o Ministro deve ponderar se vale a pena processar o autor do fato, prevendo não só a repercussão jurídica, mas também política que pode dele advir. O CPP silencia a respeito do prazo para a requisição e, por isso, entende-se que não há limite temporal para referida requisição. A requisição não vincula a atuação do órgão ministerial, que deve observar se estão presentes os requisitos legais para a propositura da ação penal, uma vez que goza de independência funcional e não está submetido a nenhuma ordem de hierarquia ao Ministério da Justiça. 2. AÇÃO PENAL PRIVADA. É aquela iniciada por queixa, ou queixa-crime, em que o Estado, titular exclusivo do direito de punir, transfere a legitimidade para a propositura da ação penal à vítima ou a seu representante legal. Nas ações privadas, o interesse da vítima se sobrepõe ao interesse público. Na ação penal privada o ofendido é chamado de querelante e o autor do fato de querelado. O Ministério Público atuará como fiscal da lei. São princípios da ação penal privada: a) Oportunidade - o ofendido tem a opção de propor ou não a ação, de acordo com sua conveniência. b) Disponibilidade o ofendido também pode, a qualquer tempo, desistir da ação. Para tem os institutos do perdão e da perempção a seu dispor. c) Indivisibilidade na hipótese de mais de um autor do delito, o ofendido não pode escolher quem irá processar, pois a queixa contra um se estende aos outros (art. 48, CPP). Da mesma forma se o ofendido renunciar a um, a renúncia se estende a todo (art. 49, CPP). 4

5 A titularidade do direito de queixa é a mesma para o exercício do direito de representação. É ela é do ofendido, em regra; do representante legal, se o ofendido tiver menos de 18 anos ou for doente mental; do cônjuge, ascendente, descendente ou irmãos (CADI), se o ofendido for morto ou declarado ausente e de um curador especial, no caso dos interesses do ofendido e do representante colidirem ou se não houver representante. Na hipótese de nomeação de curador, ele não está obrigado a representar, deve avaliar o interesse do assistido. Se a queixa for oferecida por pessoa jurídica, deve ser feita através da pessoa indicada no respectivo contrato social ou por seus diretores e sócios gerentes. O prazo para oferecimento da queixa é de 6 meses, a contar da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor da infração penal. A decadência consiste na perda do direito de ação pelo decurso do prazo sem o oferecimento da queixa ou representação. Trata-se de causa extintiva da punibilidade do agente e se opera antes do início da ação. O prazo decadencial não se interrompe nem se suspende. A perempção implica na perda do direito de prosseguir na ação, que é extinta. Contudo, na hipótese de ação penal privada subsidiária da pública a titularidade retorna ao Ministério Público. Ocorre após o início da ação penal, nas seguintes hipóteses (art. 60, CPP): a) quando o querelante deixar de promover o andamento processual durante 30 dias seguidos; b) quando falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro de 60 dias qualquer pessoa a que, couber fazê-lo (CADI), ressalvado o disposto no art. 36, CPP; c) quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais; d) quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar sucessor. 5

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