INQUÉRITO POLICIAL - V TERMO CIRCUNSTANCIADO - ARQUIVAMENTO

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1 INQUÉRITO POLICIAL - V TERMO CIRCUNSTANCIADO - ARQUIVAMENTO

2 TERMO CIRCUNSTANCIADO TERMO CIRCUNSTANCIADO -Substitui o inquérito policial, é utilizado para crimes de menor potencial ofensivo (pena máxima até 02 anos); TCO (Termo Circunstância de Ocorrência) esta peça preliminar contém breve relato dos fatos, indica os envolvidos e eventuais testemunhas, devendo ser enviado para o Juizado Especial Criminal (lei n /95). TCO autoridade policial preside ato. TCO x LEI N /06 autoridade judiciária preside o ato (art. 48) no caso de uso de substância entorpecente. INDICIAMENTO desnecessário: simplicidade e registro da ocorrência no assentamento pessoal do indiciado (transação penal não consta na certidão de antecedentes criminais). INQUÉRITO POLICIAL pode acontecer que o acusado não aceite a transação penal, e o promotor ao iniciar a análise dos fatos para oferecimento da denúncia, requisita novas diligências, levando a instauração do IP e INDICIAMENTO.

3 CURADOR CURADOR estava presente no interrogatório policial e em juízo e tinha como objetivo orientar o menor de 21 anos. 18 ANOS art. 5º, Código Civil equiparou a idade penal revogou art. 194 CPP. MENOR DE 21 ANOS prescrição reduzida e circunstância atenuante.

4 ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO E OUTRAS PROVIDÊNCIAS DESTINO DO INQUÉRITO POLICIAL CHEGANDO A JUÍZO: (art. 10, 1º) chegando o inquérito em juízo, tratando de crime de ação penal pública, o juiz dá vista ao MP, que pode: a) Oferecer denúncia; b) Requer a extinção da punibilidade (prescrição); c) Requer retorno dos autos à polícia judiciária para a continuidade da investigação, indicando as diligências; d) requer o arquivamento. AÇÃO PENAL PRIVADA: a) O juiz envia ao MP, que poderá se manifestar caso entenda que o fato criminoso seja de ação penal pública, e não sendo deverá aguardar o prazo de 06 meses para oferecimento da queixa-crime. Art.19 e 38, CPP. AJUIZAR AÇÃO PENAL - o MP e o Ofendido deverão obedecer a regra do art. 41 do CPP.

5 ARQUIVAMENTO ARQUIVAMENTO:MP requer ao Juiz, no âmbito da Justiça Estadual, que pode: a) Homologar o pedido de arquivamento; b) Discordar (art. 28, CPP): remete o inquérito ao Procurador Geral de Justiça que pode concordar com a fundamentação do MP, e neste caso devolve a comarca de origem devendo o juiz homologar o arquivamento. Concorda com o Juiz, e pode o PGJ oferecer diretamente a denúncia, ou designar que outro promotor faça a denúncia que não poderá recusar (DELEGAÇÃO).

6 ARQUIVAMENTO ARQUIVAMENTO:MP requer ao Juiz, no âmbito da Justiça Federal, que pode: a) Homologar o pedido de arquivamento; b) Discordar (art. 28 CPP): remete o inquérito as Câmaras de Coordenação e Revisão para análise, salvo nos casos de competência do Procurador Geral da República, que se manifestará.

7 ARQUIVAMENTO ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO POLICIAL E SURGIMENTO DE NOVAS PROVAS: ART. 18 CPP- SUMULA 524/STF arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a requerimento do promotor de justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas. (NÃO GERA COISA JULGADA MATERIAL). EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE não pode. Ex. prescrição. REABERTURA DO IP somente MP e o ofendido ou seu representante legal (art. 31, CPP). O delegado pode continuar investigando. PROVA deve ser substancialmente inovadora. Ex. testemunha ouvida (não é prova nova mas seu depoimento deve ser considerado novo). MUDANÇA JURISPRUDENCIAL não pode, por não ser prova que possa modificar a situação anterior. Ex. cheque pré datado.

8 ARQUIVAMENTO ART. 28 CPP e SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: MP pode requer SURSIS PROCESSUAL, quando a pena mínima aplicada for igual ou inferior a um ano, por dois a quatro anos, desde que haja merecimento do acusado. E, se NEGAR? SE NEGAR, por ser um benefício ao acusado, o juiz adota o rito do art. 28 do CPP, enviando ao Procurador Geral de Justiça para decidir. (SUMULA 696/STF). REQUERIMENTO DE ARQUIVAMENTO EM COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA crimes de competência do Procurador Geral de Justiça a manifestação deve ser feita pelo Juiz-Relator nos Tribunais. CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA OU ECONOMIA POPULAR O MP pede arquivamento. O JUIZ CONCORDA, MAS SUA DECISÃO DEVE SER CONFIRMADA EM SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO. CASO FOR DIVERGENTE RITO 28CPP.

9 ARQUIVAMENTO ARQUIVAMENTO X RAZÕES MP quando requer o arquivamento, é obrigado a apresentar suas razões, sob pena do juiz determinar que sejam realizadas. O mesmo procedimento ocorre quando existe três indiciados, e o MP, oferece denúncia apenas de um deles, silenciando sobre os demais. ARQUIVAMENTO IMPLÍCITO ou TÁCITO não possui previsão legal e caracteriza omissão injustificada do MP. O juiz diante da omissão do MP, que não se manifestou acerca de fatos, diligências e dos indiciados, deve determinar a devolução dos autos para o MP corrigir sua omissão. Caso não seja feito deve o juiz encaminhar os autos ao PGJ, para tomar as providências administrativas cabíveis. Ex., três indiciados, ofereceu a denúncia de 02 deles, e ficou silente em relação ao último. Os autos retornam para incluir ou requer o arquivamento.

10 ARQUIVAMENTO ARQUIVAMENTO INDIRETO hipótese em que o MP, ao receber com vistas o IP, deixa de oferecer denúncia por considerar incompetente o juízo, requerendo a remessa dos respectivos autos ao foro que considera competente. E, se o juiz discordar do pedido? regra do art. 28 CPP. PGJ CONCORDA COM MP deve enviar os autos ao juízo competente; PGJ DISCORDA DO MP delega a outro membro do MP, a função de oferecer a denúncia.

11 ATUAÇÃO DO ADVOGADO ACESSO AO INQUÉRITO E AS DILIGÊNCIAS JÁ REALIZADAS SIM REQUERIMENTO E DILIGÊNCIAS AO DELEGADO DE POLÍCIA ART. 14 CPP- poder discricionário (caso negar o requerimento enviar ao JUIZ ou MP, para requisitar a diligência pretendida). Obs: Exceção art. 184 CPP. POSSIBILIDADE DE ACOMPANHAR E DE INTERVIR NA PRODUÇÃO DA PROVA Não pode frustrar o objetivo da diligência. Ex. interceptação telefônica. Poderá participar: depoimento de testemunhas, interrogatório do investigado, levantamentos, reconstituição do crime, porém não pode intervir nos atos de produção de prova como perguntas para testemunhas.

12 CONDUÇÃO DE INVESTIGAÇÃO PELO MP PRIMEIRA CORRENTE: ART. 129, III, CF/88 não pode realizar atos de investigação criminal, porque é de competência da autoridade policial (art. 144, 1º, I, e 4º, CF/88).Pode realizar o controle externo. SEGUNDA CORRENTE: Art. 129, VI, CF/88 pode realizar. (expedir notificações, requisitar informações atos investigativos). LC 75/1993 (ORGANIZA MPU)- ART. 8º, V, - pode realizar diligências investigatórias; art. 144, 1º, I, e 4º, CF/88 não diz exclusividade da autoridade policial realizar investigações criminais. SUMULA 234/STJ promotor que participou das investigações pode oferecer denúncia.

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