DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR Silvana Dantas Aula 01 MPU 2017 DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR PROFª SILVANA DANTAS.

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1 01 MPU 2017 DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR PROFª SILVANA DANTAS 1

2 APRESENTAÇÃO CURRÍCULO DO PROFESSOR : possui graduação em direito pela Universidade Federal de Campina Grande PB; Pós-graduanda em Direito Processual Civil, Escola Paulista da Magistratura, SP; Exerce o cargo de escrevente no Tribunal de Justiça de São Paulo, responsável pela realização das audiências no Juizado Especial Cível, Comarca de Santos; Youtuber e administradora do Canal SemChute (youtube.com/semchute). CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MPU/2017 DIREITO PENAL MILITAR AULA 01 - Processo Penal Militar e sua aplicação 01 AULA 02 - Processo Penal Militar e sua aplicação 02 AULA 03 - Polícia judiciária militar AULA 04 Inquérito policial militar AULA 05 Ação penal militar e seu exercício AULA 06 Processo AULA 07- Juiz, auxiliares e partes do processo AULA 08 - Denúncia DATAS AULA DEMONSTRATIVA 15/05/17 29/05/17 07/06/17 19/06/17 26/06/17 03/07/17 17/07/17 2

3 AULA 09 - Competência da Justiça Militar da União 27/07/17 Afiando o Cérebro Prepare a sua mesa com o essencial. Essencial: material da disciplina. Respire Fundo: Antes, durante e depois! Comece AGORA! 1. AULA 01 AULA 01 Processo Penal Militar e sua aplicação 01 Panorama Geral IMPORTANTE!!! Estamos no universo do Direito Militar Processual ter uma visão geral é essencial, para entender a sua sistemática diferenciada iniciaremos os trabalhos com os pontos principais na seara Militar. Fontes de Direito Judiciário Militar: O Direito Processual Penal Militar visa permitir a aplicação da legislação penal militar. O Decreto-lei 1002 de 1969, que corresponde ao Código de Processo Penal Militar, possui as normas do direito processual militar. Este decreto define os procedimentos ordinário e especial que precisam ser respeitados no curso de processos perante a Justiça Militar da União e a Justiça Militar do Estado. 3

4 Procedimentos: Os processos da Justiça Militar Estadual, nos crimes previstos na Lei Penal Militar a que responderem os oficiais e praças das Polícias e dos Corpos de Bombeiros, Militares obedecem às normas processuais previstas no Código de Processo Penal Militar. Polícia judiciária militar: A polícia judiciária militar é exercida por autoridades, nos órgãos, forças, unidades e entidades que sejam subordinados a elas. Dentre as autoridades encontram-se: ministros da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, chefes de Estado-Maior e pelo secretário-geral da Marinha. As competências da Polícia judiciária militar incluem: apurar os crimes militares; prestar aos órgãos e juízes da Justiça Militar e aos membros do Ministério Público as informações necessárias à instrução e julgamento dos processos; cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar; cumprir as determinações da Justiça Militar relativas aos presos sob sua guarda e responsabilidade; requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e exames necessários ao complemento e subsídio de inquérito policial militar; Inquérito policial militar: O inquérito policial visa apurar fatos que configuram crime militar e identificar sua autoria. O inquérito pode ser iniciado mediante uma portaria: De ofício, pela autoridade militar da jurisdição; Por determinação ou delegação da autoridade militar superior; Em virtude de requisição do Ministério Público; 4

5 Por decisão do Superior Tribunal Militar; A requerimento da parte ofendida ou de quem legalmente a represente; Quando, de sindicância feita em âmbito de jurisdição militar, resulte indício da existência de infração penal militar. Ação penal militar e seu exercício: A ação penal é pública e somente pode ser promovida por denúncia do Ministério Público Militar. Essa denúncia deve ser apresentada sempre que houver prova de fato que, em tese, constitua crime e/ou indícios de autoria. Qualquer pessoa, no exercício do direito de representação, poderá provocar a iniciativa do Ministério Publico, dando informações sobre fato que constitua crime militar e sua autoria, e indicando-lhe os elementos de convicção. As informações, se escritas, deverão estar devidamente autenticadas; se verbais, serão tomadas por termo perante o juiz, a pedido do órgão do Ministério Público, e na presença deste. Princípio da obrigatoriedade: É por meio da ação penal que o Estado pede ao juiz que aplique a lei ao caso concreto. O Ministério Público é o "dominus litis", ou seja, o senhor da ação penal, pois é responsável por intentá-la. Notese que o Ministério Público não tem disponibilidade da ação, isto é, ele é obrigado a promover a ação penal face a existência dos elementos de convicção fornecidos pelo inquérito policial. Assim, de acordo com o princípio da obrigatoriedade não pode o Ministério Público deixar de intentar a ação, por quaisquer motivos que sejam. Ainda sobre o Princípio da Obrigatoriedade: Assim, de acordo com o princípio da obrigatoriedade não pode o Ministério Público deixar de intentar a ação, por quaisquer motivos que sejam. Nesse sentido, prevê o artigo 30, do Código de Processo Penal Militar, que "a denúncia deve ser 5

6 apresentada sempre que houver: a) prova de fato que, em tese, constitua crime; b) indícios de autoria". Presentes tais elementos, o Ministério Público deverá promover a ação. Condições da ação penal militar As condições da ação são requisitos necessários para que o Juiz possa julgar o mérito de uma pretensão punitiva deduzida na acusação. São três as condições da ação penal militar: a possibilidade jurídica do pedido, o interesse de agir e a legitimidade de parte. O pedido será juridicamente possível quando o direito penal militar assim o permitir, ou seja, a conduta descrita na denúncia deverá enquadrar-se a um tipo penal militar. Assim, conforme disposição do artigo 78, do CPPM, "a denúncia não será recebida pelo juiz: (...) b) se o fato narrado não constituir evidentemente crime da competência da Justiça Militar (...)". Desse modo, haverá impossibilidade jurídica do pedido quando o fato narrado na denúncia não constituir crime previsto no Código Penal Militar. A segunda condição da ação é o interesse de agir, também chamado justa causa. Para que haja atuação jurisdicional é fundamental que o pedido seja idôneo, digno de ser julgado, pois do contrário inexiste interesse. Para receber a denúncia o juiz deve estar convencido da seriedade do pedido. Sendo assim, a denúncia poderá ser rejeitada quando não contiver os elementos descritos no artigo 77, do CPPM, tais como: as razões de convicção ou presunção de delinquência. A última condição da ação é a legitimidade para agir. Desse modo, somente o titular do interesse é que poderá agir, intentar a ação. Se o Ministério Público requerer a atuação jurisdicional contra alguém que 6

7 não pode sofrer sanção penal, haverá falta ao órgão legitimação para agir. Nesse rumo, dispõe o artigo 78, "d", do CPPM, que "a denúncia não será recebida pelo juiz: (...) d) se for manifesta a incompetência do juiz ou a ilegitimidade do acusador". Processo: O processo inicia-se com o recebimento da denúncia pelo juiz, efetiva-se com a citação do acusado e extingue-se no momento em que a sentença definitiva se torna irrecorrível, quer resolva o mérito, quer não. Juiz militar é a designação dada, na Justiça Brasileira, a oficiais das Forças Armadas (Marinha, Exército ou Aeronáutica), quando no âmbito federal, e a oficiais das Forças Auxiliares (Polícia Militar ou Corpo de Bombeiros Militar), no âmbito estadual, que por meio de sorteio são selecionados a atuar, temporariamente, como juízes na 1ª Instância (1º Grau) da Justiça Militar, ou ainda, de forma vitalícia nos Tribunais de Justiça Militar, neste caso, desligando-se da Corporação de origem. Conselhos de Justiça: Os juízes militares, na 1ª Instância, compõe os Conselhos de Justiça, um órgão colegiado, formado por quatro oficiais das Armas e um juiz togado. A presidência do Conselho cabe ao juiz militar de maior patente, ao juiz togado, também denominado juiz auditor, cabe a função de relator do processo. Todos os juízes militares devem ser superiores hierarquicamente ao réu. Os Conselhos de Justiça funcionam no âmbito das Auditorias Militares que são varas criminais dedicadas a apuração de crimes militares. São duas as categorias de conselhos: o Permanente, ao qual cabe as funções em processos contra praças (de soldados a aspirantes-a-oficiais), no qual há um rodízio na formação dos juízes militares a cada três meses; e o Especial, que cabe processar oficiais (de tenentes a coronéis), sendo que esse conselho se forma uma para cada processo e o acompanha até o seu término. 7

8 Ministério Público Militar: O Ministério Público Militar pertence ao Ministério Público da União e é o ramo responsável pela ação penal militar no âmbito da Justiça Militar da União. Foi criado em 1920 com o surgimento do Código de Organização Judiciária e Processo Militar. No ano de 1951 integrou-se ao Ministério Público da União obtendo um estatuto próprio. 2. CONCLUSÃO E esse foi só o começo, fica com a gente que as próximas estão SHOW!!!! Que Deus abençoe a todos. 8

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