Condições da Ação Penal -Possibilidade jurídica do pedido A pretensão do autor deve referir-se a providência admitida pelo direito objetivo. Para que

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1 AÇÃO PENAL Ação é o direito subjetivo de se invocar do Estado- Juiz a aplicação do direito objetivo a um caso concreto. Tal direito é público, subjetivo, autônomo, específico, determinado e abstrato (TOURINHO FILHO) Ação penal é o direito do Estado-acusação ou do ofendido de ingressar em juízo, solicitando a prestação jurisdicional, representada pela aplicação das normas de direito penal ao caso concreto. (NUCCI)

2 Condições da Ação Penal -Possibilidade jurídica do pedido A pretensão do autor deve referir-se a providência admitida pelo direito objetivo. Para que haja ação penal, é fundamental existir, ao menos em tese e de acordo com uma demonstração prévia e provisória (Justa causa), uma infração penal (Fato típico).

3 -Interesse de agir Necessidade da parte se valer do processo para evitar prejuízo, por meio da via (prestação jurisdicional) adequada e utilidade do provimento final. Necessidade: Sem Sem o devido processo legal não é possível exercer o jus puniendi. Adequação: Justa Justa causa + procedimento estabelecido pela lei processual penal. Utilidade: Possibilidade concreta de exercício do jus puniendi. Ausência de causa extintiva da punibilidade, como o decurso do prazo de prescrição, por exemplo.

4 -Legitimidade para agir Só pode ser proposta pelo legitimado legalmente (Ministério Público ou ofendido) Legitimidade ad causam Polo ativo: Ministério Público ou Ofendido ou quem tenha qualidade para representá-lo ou sucedê-lo. Polo passivo: Qualquer pessoa que concorreu para o crime. Princípio da instranscendência.

5 Legitimidade ad processum: Polo ativo: Membro do Ministério Público ou Ofendido ou quem tenha qualidade para representá-lo ou sucedê-lo, devidamente representado por advogado, e assistido pelo seu representante legal, caso não tenha 18 anos ou mais. Polo passivo: Qualquer pessoa que concorreu para o crime. Princípio da instranscendência, devidamente representado por advogado constituído ou dativo.

6 Justa Causa Para parte da doutrina confunde-se com o interesse de agir, ou ainda, como uma quarta condição da ação. Entretanto, melhor se afigura como uma síntese de todas as condições da ação, assim como pensa Maria T. R. de A. Moura. * Art A denúncia ou queixa será rejeitada quando: I - for manifestamente inepta; II - faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal; ou III - faltar justa causa para o exercício da ação penal.

7 Condições de procedibilidade Para TUCCI não passam de outras condições para o exercício do direito à jurisdição. São condições específicas exigidas pela lei para determinados casos, como: -representação do ofendido ou seu representante legal; -requisição do Ministro da Justiça; -ingresso do agente em território nacional, em crimes praticados no exterior (art. 7º, 2º, a, CP);

8 -poderes especiais para menção ao fato criminoso na procuração em caso de queixa- crime; -prévia autorização da Câmara dos Deputados em caso de crimes cometidos pelo Presidente, Vice-Presidente ou Ministros de Estado; -trânsito em julgado da sentença anulatória de casamento no crime de induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento art. 236-CP CP.

9 Espécies de Ação Penal CP - Art A Ação Penal é Pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido. 1º - A ação pública é promovida pelo Ministério Público, dependendo, quando a lei o exige, de representação do ofendido ou de requisição do Ministro da Justiça. somente se procede mediante representação (art. 153, 1º,CP) procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça (art. 145, parágrafo único, CP)

10 2º - A ação de iniciativa privada é promovida mediante queixa do ofendido ou de quem tenha qualidade para representá-lo. somente se procede mediante queixa (art. 145, caput, CP) = Ação penal privada. 3º - A ação de iniciativa privada pode intentarse nos crimes de ação pública, se o Ministério Público não oferece denúncia no prazo legal. Ação penal privada subsidiária da pública.

11 CPP - Art Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. 1º - No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de representação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. 2º - Seja qual for o crime, quando praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da União, Estado e Município, a ação penal será pública.

12 Retratabilidade da representação CPP- Art. 25. A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia. Art Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de 6 (seis) meses, contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do Art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. Parágrafo único - Verificar-se-á a decadência do direito de queixa ou representação, dentro do mesmo prazo, nos casos dos arts. 24, 1º, e 31.

13 Ação Penal - Princípios Ação penal Pública Obrigatoriedade; Indisponibilidade; Oficialidade; Autoritariedade; Oficiosidade; Indivisibilidade; Intranscendência; Suficiência.

14 Ação penal Privada Oportunidade/conveniência; Disponibilidade; Intranscendência; Indivisibilidade; Suficiência.

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