ELETRICIDADE E INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

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1 ELETRICIDADE E INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

2 Nos quadros de distribuição, deve ser previsto espaço reserva para ampliações futuras, com base no número de circuitos com que o quadro for efetivamente equipado, conforme Tabela 59.

3 Condutores Dimensionamento de Condutores Dimensionamento de Eletrodutos

4 CONDUTORES Todos os condutores devem ser providos, no mínimo, de isolação, a não ser quando o uso de condutores nus ou providos apenas de cobertura for expressamente permitido Os cabos uni e multipolares devem atender às seguintes normas: Os cabos com isolação de EPR, à ABNT NBR 7286; Os cabos com isolação de XLPE, à ABNT NBR 7287; Os cabos com isolação de PVC, à ABNT NBR 7288 ou à ABNT NBR 8661.

5 CONDUTORES Os condutores isolados com isolação de PVC de acordo com a ABNT NBR NM devem ser nãopropagantes de chama Os cabos não-propagantes de chama, livres de halogêneos e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos devem atender à ABNT NBR Os condutores utilizados nas linhas elétricas devem ser de cobre ou alumínio, sendo que, no caso do emprego de condutores de alumínio, devem ser atendidas as prescrições de (que diz respeito às restrições para estabelecimentos industriais e comerciais)

6 CONDUTORES Flexibilidade de cabos de acordo com NBR NM280: Classe 1: Condutores sólidos (fios) com baixo grau de flexibilidade; Condutor isolado (fio)

7 CONDUTORES Flexibilidade de cabos de acordo com NBR NM280: Classe 2: Condutores formados por vários fios (cabos) encordoados, compactados ou não; Classe 2 também são chamados de cabos rígidos; Condutor isolado (cabo)

8 CONDUTORES Flexibilidade de cabos de acordo com NBR NM280: Cabo multipolar Classe 2: Condutores formados por vários fios (cabos) encordoados, compactados ou não; Classe 2 também são chamados de cabos rígidos; Cabo unipolar

9 CONDUTORES Flexibilidade de cabos de acordo com NBR NM280: Classes 4, 5, 6: Condutores formados por vários fios (cabos) flexíveis; Quanto maior o número, maior a flexibilidade; Quanto maior a flexibilidade, mais facilidade na instalação;

10 CONDUTORES Flexibilidade de cabos de acordo com NBR NM280: Classes 4, 5, 6: Condutores formados por vários fios (cabos) flexíveis; Quanto maior o número, maior a flexibilidade; Quanto maior a flexibilidade, mais facilidade na instalação;

11 CONDUTORES Exigências de flexibilidade de cabos segundo normas: A CELG-D exige (NTC-04 e comunicados técnicos) cabos classe 2 para fechamento em caixas de derivação (independente da seção do cabo) e de medição (para condutores com seção até 70 mm²);

12 Dimensionamento de condutores São seis critérios ( ): Seção mínima; Capacidade de condução de corrente; Queda de tensão; Sobrecarga; (dispositivo de proteção) Curto-circuito; (dispositivo de proteção) Proteção contra choques elétricos; (dispositivo de proteção) Para que o circuito esteja completa e corretamente dimensionado é necessário realizar os seis critérios e considerar aquela que é a maior entre elas;

13 Dimensionamento de condutores Seção mínima do condutor neutro: Deve possuir, no mínimo, a mesma seção que os condutores fase quando: Em circuitos monofásicos e bifásicos; Em circuitos trifásicos, quando a seção do condutor fase for igual ou inferior a 25mm²; Em circuito trifásicos, quando for prevista a presença de harmônicas;

14 Dimensionamento de condutores Seção mínima do condutor neutro: Em circuitos trifásicos é admita a redução do condutor neutro (Tabela 48) quando estas condições forem atendidas: Quando a seção do neutro for no mínimo igual a 25mm²; Caso a máxima corrente susceptível de percorrer o neutro seja inferior à capacidade de condução de corrente correspondente à seção reduzida do condutor neutro; Quando o condutor neutro for protegido contra sobrecorrentes

15 Dimensionamento de condutores

16 Dimensionamento de condutores Seção mínima do condutor de proteção (designado por PE): Pode ser determinado através da Tabela 58 (desde que o condutor de proteção seja constituído do mesmo metal que os condutores de fase) ou do cálculo indicado no ítem

17 Dimensionamento de condutores Critério de seção mínima da fase: A seção dos condutores fase, em circuitos de corrente alternada, e dos condutores vivos, em circuitos de corrente contínua, não deve ser inferior ao valor pertinente dado na Tabela 47.

18 Dimensionamento de condutores Critério de seção mínima da fase (conforme tabela 47 da NBR 5410/2004):

19 Dimensionamento de condutores Critério de capacidade de condução de corrente: As prescrições desta subseção são destinadas a garantir uma vida satisfatória a condutores e isolações submetidos aos efeitos térmicos produzidos pela circulação de correntes equivalentes às suas capacidades de condução de corrente durante períodos prolongados em serviço nominal. [...]

20 Dimensionamento de condutores Critério de capacidade de condução de corrente: A corrente transportada por qualquer condutor, durante períodos prolongados em funcionamento normal, deve ser tal que a temperatura máxima para serviço contínuo dada na Tabela 35 não seja ultrapassada. A capacidade de condução de corrente deve ser determinada conforme ou conforme

21 Dimensionamento de condutores Critério de capacidade de condução de corrente: A prescrição de é considerada atendida se a corrente nos condutores não for superior às capacidades de condução de corrente adequadamente obtidas das Tabelas 36 a 39, corrigidas, se for o caso, pelos fatores indicados nas Tabelas 40 a Os valores de capacidade de condução de corrente podem também ser calculados como indicado na ABNT NBR Dependendo do caso, pode ser necessário levar em conta as características da carga, e para os cabos enterrados, a resistividade térmica real do solo.

22 Dimensionamento de condutores Critério de capacidade de condução de corrente: Define-se o método de instalação (Tabela 33) Se necessário, calcule-se a corrente corrigida (I b ) utilizando fatores de correção: Temperatura (Tabela 40) Resistividade do solo (Tabela 41) Agrupamento (Tabelas 42 a 45) Verifica-se a seção através da corrente de projeto (I b ) ou a corrente corrigida (I b ) utilizando as Tabelas 36 a 39;

23 Capacidade de condução de corrente (Tabela 33 (parcial) da NBR5410/2004)

24 Dimensionamento de condutores

25 Dimensionamento de condutores Fator de correção de temperatura O valor da temperatura ambiente a utilizar é o da temperatura do meio circundante quando o condutor considerado não estiver carregado Os valores de capacidade de condução de corrente fornecidos pelas Tabelas 36 a 39 são referidos a uma temperatura ambiente de 30ºC para todas as maneiras de instalar, exceto as linhas enterradas, cujas capacidades são referidas a uma temperatura (no solo) de 20ºC Se os condutores forem instalados em ambiente cuja temperatura difira dos valores indicados em , sua capacidade de condução de corrente deve ser determinada, usando-se as Tabelas 36 a 39, com a aplicação dos fatores de correção dados na Tabela 40.

26 Fator de correção de temperatura (Tabela 40 da NBR5410/2004)

27 Dimensionamento de condutores

28 Dimensionamento de condutores Fator de correção de agrupamento: Os valores de capacidade de condução de corrente fornecidos pelas Tabelas 36 a 39 são válidos para o número de condutores carregados que se encontra indicado em cada uma de suas colunas. Para linhas elétricas contendo um total de condutores superior às quantidades indicadas nas Tabelas 36 a 39, a capacidade de condução de corrente dos condutores de acda circuito deve ser determinada, usando-se as Tabelas 36 e 39, com a aplicação dos fatores de correção pertinentes dados nas Tabelas 42 a 45 (fatores de agrupamento).

29 Fator de correção de agrupamento (Tabela 42 da NBR5410/2004)

30 Dimensionamento de condutores Os fatores de agrupamentos indicados nas Tabelas 42 a 45 são válidos para grupos de condutores semelhantes, igualmente carregados. São considerados condutores semelhantes aqueles cujas capacidades de condução de corrente baseiam-se na mesma temperatura máxima para serviço contínuo e cujas seções nominais estão contidas no intervalo de três seções normalizadas sucessivas. Quando os condutores de um grupo não preencherem essa condição, os fatores de agrupamento aplicáveis devem ser obtidos recorrendo-se a qualquer uma das duas alternativas seguintes: A) cálculo caso a caso, utilizando, por exemplo, a ABNT NBR 11301; ou B) Caso não seja viável um cálculo mais específico, adoção do fator F da expressão: F = 1 n Onde F é o fator de correção e n é o número de circuitos ou de cabos multipolares;

31 Dimensionamento de condutores (Relembrando) Critério de capacidade de condução de corrente: Define-se o método de instalação (Tabela 33) Se necessário, calcule-se a corrente corrigida (I b ) utilizando fatores de correção: Temperatura (Tabela 40) Resistividade do solo (Tabela 41) Agrupamento (Tabelas 42 a 45) Verifica-se a seção através da corrente de projeto (I b ) ou a corrente corrigida (I b ) utilizando as Tabelas 36 a 39;

32 Capacidade de condução de corrente (Tabela 36 (parcial) da NBR5410/2004)

33 Capacidade de condução de corrente (Tabela 37 (parcial) da NBR5410/2004)

34 Dimensionamento de condutores Número de condutores carregados De acordo com o ítem , o número de condutores carregados em um circuito é indicado na Tabela 46. Caso tenha situação com circuito trifásico com neutro nos critérios do item , deve-se adotar um fator de correção devido ao carregamento do neutro igual a 0,86 aplicável às capacidades de condução de corrente válidas para três condutores carregados.

35 Dimensionamento de condutores Calcula-se o valor limite de queda de tensão em V/A.km utilizando a equação: vu = V% max V(V) 100 Ib A l(km) V%(max) queda de tensão máxima (próximo slide) V tensão do circuito I b corrente de projeto l maior comprimento do percurso do circuito

36 Dimensionamento de condutores - Critério de queda de tensão:

37 Dimensionamento de condutores - Critério de queda de tensão:

38 Dimensionamento de condutores Cores dos condutores: No item da NBR5410/2004, determina-se que os condutores de um circuito devem ser identificados, porém deixa em aberto o modo como fazer esta identificação. Caso opte por identificação por cores devem ser adotadas conforme a norma: Neutro (N) = azul-claro; Condutor de Proteção (PE) = verde, verde-amarela; Condutor PEN = azul-claro com indicação verde-amarela nos pontos visíveis;

39 DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTOS É vedado o uso, como eletroduto, de produtos que não sejam expressamente apresentados e comercializados como tal. Nota: Tal proibição inclui, por exemplo, produtos caracterizados por seus fabricantes como mangueiras Nas instalações abrangidas por esta norma só são admitidos eletrodutos não-propagantes de chamas Nos eletrodutos só devem ser instalados condutores isolados, cabos unipolares ou cabos multipolares. Nota: Isso não exclui o uso de eletrodutos para proteção mecânica, por exemplo, de condutores de aterramento.

40 DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTOS As dimensões internas dos eletrodutos e de suas conexões devem permitir que, após a montagem da linha, os condutores possam ser instalados e retirados com facilidade. Para tanto: A) a taxa de ocupação do eletroduto, dado pelo quociente entre a soma das áreas das seções transversais dos condutores previstos, calculadas com base no diâmetro externo, e a área útil da seção transversal do eletroduto, não deve ser superior a: 53% no caso de um condutor; 31% no caso de dois condutores; 40% no caso de três ou mais condutores;

41 DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTOS As dimensões internas dos eletrodutos e de suas conexões devem permitir que, após a montagem da linha, os condutores possam ser instalados e retirados com facilidade. Para tanto: B) os trechos contínuos de tubulação, sem interposição de caixas ou equipamentos, não devem exceder 15m de comprimento para linhas internas às edificações e 30m para as linhas em áreas externas às edificações, se os trechos forem retilíneos. Se os trechos incluírem curvas, o limite de 15m e o de 30m devem ser reduzidos em 3m para cada curva de 90º.

42 DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTOS Para maiores informações sobre instalação de eletrodutos e outros tipos de condutos, atentar ao item

43 Bibliografia CELG-D, NTC-04; ABNT, NBR 5410:2004 COTRIN, A.A.M.B. Instalações elétricas. São Paulo: Mc Graw Hill do Brasil, CREDER, H. Instalações elétricas. Rio de Janeiro: LTC, NISKIER, J., Macintyre, A.J. Instalações elétricas, LTC, 2008 ANICETO, L. A.; CRUZ, E.C.A. Instalações elétricas: fundamentos, prática e projeto em instalações residenciais e comerciais. Rio de Janeiro: LTC, Catálogos de condutores da Prysmian Group

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