RECOMENDAÇÃO DE CULTIVARES CULTIVOS CONSORCIADOS 08/04/2013

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1 RECOMENDAÇÃO DE CULTIVARES CULTIVOS CONSORCIADOS GLUPOS GÊNICOS GLUPOS GÊNICOS 1

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6 Estima-se que mais de 50% do feijão produzido no estado de MG provém do cultivo consorciado. CULTIVOS CONSORCIADOS CULTURA DO FEIJÃO Em certas áreas nordeste e norte este número ultrapassa a 90%, chegando a 100%. 6

7 Duas ou mais culturas com diferentes ciclos vegetativos e arquiteturas exploradas concomitantemente no mesmo terreno. Não são necessariamente semeadas no mesmo tempo. Existe interação entre as culturas num determinado período. Radiação solar Complementaridade fisiológica ocorre em policultivos compostos de plantas C3 e C4. Espécies C4 em ambientes mais ensolarados (extrato superior) Reflexo nas taxas de fotossíntese (Fageria, 1989) Santos & Costa (2000), analisando a eficiência do uso da radiação solar para as culturas de milho, soja, arroz e feijão nas diversas regiões produtoras de Minas Gerais, observaram: Espécies C3 condições sombreadas (extrato inferior) 7

8 Avaliação da eficiência do consórcio. IEA (índice de equivalência em área) também denominado índice de uso eficiente da terra. Quantifica o número de hectares necessário para que as produções dos monocultivos se igualem a um hectare das mesmas culturas em associação. IEA = AC + BC = I A + I B AM BM AC e BC: São os rendimentos das culturas em consórcio; AM e BM: Rendimento das culturas em mono cultivo; IA E IB: Índices individuais destas culturas IEA = = 0,80 + 0,62 = 1, Para que o monocultivos produza o mesmo que 1 ha em consórcio, ter-se-ia de plantar 0,80 ha de milho e 0,62 ha de feijão. Monocultivos exigiriam 42% de mais terra que o consórcio. PRODUTIVIDADE DE MANDIOCA E CULTURAS EM SISTEMA DE POLICULTIVO Avaliar o efeito dos consórcios mandioca + feijão, mandioca + milho, mandioca + adubo verde (feijão guandu-anão) sobre a produção de grãos, seus componentes e uso eficiente da terra. Tabela 3. Produtividade da mandioca (PROD Ton/ha -1 ). Tratamentos Cacau - UFV IAC - 12 Guandu-anão 30,25 B 32,05 B Capina 40,75 A 42,25 A Feijão 31,75 B 42,75 A Milho 26,85 B 26,70 B Mato 7,25 C 11,50 C CV (%) 15,53 * Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Tabela 6. Produtividade de milho e feijão cultivado em consórcio com a cultura da mandioca (cultivares Cacau-UFV e IAC-12). Tratamentos Milho Feijão Testemunha 3194,17 A 780,83 A Cacau - UFV 1758,67 B 488,75 B IAC ,83 B 459,10 B CV (%) 13,45 * Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. 8

9 Tabela 5. Índice de equivalência de área (IEA) para a associação das culturas do milho e do feijão com a mandioca. Tratamentos Milho Feijão Cacau - UFV 1,61 A a 1,40 A b IAC ,29 B b 1,60 A a CV (%) 18,12 * Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Tabela 3. Carbono da Biomassa Microbiana (CBM), taxa respiratória (TR) e quociente metabólico (qco 2) estimados a partir de amostras de solo cultivados com variedade de mandioca IAC-12 em consórcio com Adubo Verde (ADV), Feijão, Milho, mato e capinado aos 200 dias após o plantio. ATIVIDADE MICROBIANA DE SOLOS CULTIVADOS COM MANDIOCA EM SISTEMA DE POLICULTIVO Tratamentos CBM Respiração (TR) qco 2 Mandioca x ADV 516,05 ab* 363,69 ab 0,71 b Mandioca x Feijão 426,00 b 291,84 b 0,72 b Mandioca x Milho 538,30 a 295,59 b 0,54 b Avaliar o efeito do sistema de cultivo nas características microbiológicas, em solo cultivado com mandioca em sistema consorciado e solteiro. Mandioca / Mato 593,15 a 269,12 b 0,45 b Mandioca/ Capina 536,00 a 563,37 a 1,06 a CV (%) 18,82 15,48 15,56 *Médias seguidas na coluna pela mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Nesse caso a produção de cada espécie é reduzida pela competição com a cultura, mas a produção total do policultivo é maior que no Monocultivo Vantagens: Uso intensivo de uma área limitada; Meio de reduzir o insucesso cultural; Aumenta a proteção vegetativa contra a erosão do solo; Permite maior controle da flora invasora; 9

10 Uso mais eficiente da mão-de-obra; Redução da incidência de pragas e doenças; Exploração de maior número de cultuas no mesmo terreno; Aumenta o lucro do pequeno produtor. Épocas de plantio A semeadura do milho e do feijão das águas é feito no inicio da estação chuvosa (simultaneamente). O rendimento do feijão tende a ser mais baixo. Milho muito competitivo Semeadura o feijão antes do milho pode reduzir o efeito da competição sobre o milho, aumentando o rendimento desta cultura. Produções médias em kg/ha de milho e feijão das águas em consórcio. Sistema Milho Feijão Feijão solteiro Milho solteiro M e F M uma semana depois M duas semanas depois M três semanas depois Produções médias em kg/ha de milho e feijão das águas em consórcio. Sistema Milho Feijão Milho solteiro M e F F cinco dias depois F 10 dias depois F 15 dias depois Efeito de populações de milho sobre o feijão da seca consorciado sob condições de escassez de chuva. População de milho Rendimento do feijão plantas/ha 604 kg/ha plantas/ha 617 kg/ha plantas/ha 490 kg/ha Monocultivo do feijão 188 kg/ha 10

11 População de plantas no consórcio: Muito variável Milho: de 20 a 50 mil plantas/ha Milho solteiro: em torno de 55 mil plantas/ha Feijão: de 12 a 75 mil plantas/ha Feijão solteiro 240 mil plantas/ha Distribuição espacial das plantas Distribuição espacial das plantas Feijão entre as linhas do milho 90 cm Plantio nas ruas do milho: maior quantidade de luz para o feijoeiro. Feijão na mesma linha do milho 30 cm Menor quantidade de luz, no entanto o feijão aproveita melhor a adubação Adubação: Resultados de experimentos mostram que o milho pode aproveitar o adubo aplicado no feijão plantado entre as ruas do milho e vice-versa. Adubação do milho O feijão em razão de sua densidade e competição com o milho produz em geral de 200 a 600 kg/ha não compensando aduba-lô. 11

12 Adubação do feijão Variedade de feijão e milho usados no consórcio: O produtor usa o que tem em mãos. Cruz et. al (1984) verificaram que o menor porte ou a precocidade do milho não contribuíram para maior produção de feijão. 12

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