3ª IDADE E DIABETES MELLITUS TIPO 2: ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO

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1 MARIA DE LOURDES LABUTO ADENIR FERREIRA DA SILVA ARMINDA GREGÓRIO DOS SANTOS 3ª IDADE E DIABETES MELLITUS TIPO 2: ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E ECONÔMICAS DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL

2 MARIA DE LOURDES LABUTO ADENIR FERREIRA DA SILVA ARMINDA GREGÓRIO DOS SANTOS 3ª IDADE E DIABETES MELLITUS TIPO 2: ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO Trabalho de conclusão de curso, apresentado ao Departamento de Serviço Social da Universidade Federal do Espírito Santo, como Parte dos requisitos para obtenção do título de Bacharel em Serviço Social, realizado sob a orientação da professora Cenira de Oliveira Andrade. VITÓRIA - ES

3 BANCA EXAMINADORA Professora Cenira de Oliveira Andrade Graduada em Serviço Social/ Mestre em Psicologia Social - UFES (Orientadora) Maria das Graças Cunha Gomes Graduada em Serviço Social/ Mestre em Educação - UFES Sheilla Diniz Silveira Bicudo Graduada em Enfermagem/Educadora em Diabetes Mestre em Psicologia Social - UFES Doutoranda em Enfermagem EEAN/UFRJ 3

4 AGRADECIMENTOS GERAIS À nossa professora orientadora CENIRA DE OLIVEIRA ANDRADE, pela sua inesgotável paciência e incansável dedicação à realização da nossa pesquisa À ACAD (Associação Capixaba de Diabéticos), em especial, pela colaboração na realização do nosso trabalho À SHEILLA DINIZ SILVEIRA BICUDO, pelo fornecimento de material teórico para a realização de nossa pesquisa À LUIS AUGUSTO LABUTO, pela sua prestimosa colaboração fazendo a correção ortográfica e realização do ABSTRACT da nossa pesquisa Aos NOSSOS ENTREVISTADOS, que se dispuseram a responder às nossas perguntas, dando contextualização a nossa pesquisa À TODOS que de forma direta ou indiretamente, contribuíram para a elaboração deste trabalho MARIA DE LOURDES, ADENIR, ARMINDA 4

5 AGRADECIMENTOS PESSOAIS Agradeço primeiramente à DEUS, fonte de inspiração e sabedoria, que me deu força e proteção para enfrentar e vencer os obstáculos surgidos no decorrer deste trabalho. Agradeço aos meus pais (in memorium) que me ensinaram a ter amor pelos estudos; Agradeço às minhas três filhas, Miriã de Lourdes, Geórgia Christina e Elizabeth Rachel por me acompanharem durante este estudo com estímulo, paciência e carinho; Agradeço também ao meu genro Vinícius e aos namorados de minhas filhas, em especial ao Leonardo pela assessoria técnica do meu computador para que a impressão desse TCC saísse o mais perfeita possível. Agradeço aos meus irmãos e amigos, pelo incentivo que me deram nessa jornada. MARIA DE LOURDES Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos, e escuta as minhas palavras (SALMOS 17.6.) 5

6 AGRADECIMENTOS PESSOAIS Agradeço em primeiro lugar a DEUS, fonte de sabedoria e amor, por ter me proporcionado todas as condições necessárias para superar os obstáculos e vencer mais esta caminhada. Agradeço ao meu pai, à minha mãe (in memorium), e a todos os meus familiares por terem me conduzido por caminhos que me possibilitasse chegar até aqui; Agradeço, especialmente ao meu esposo que entendeu as minhas ausências e me apoiou e incentivou-me nos momentos em que tive dificuldades para dar continuidade a essa caminhada. Agradeço aos meus amigos e a todas pessoas que de alguma forma tenham contribuído para que eu pudesse realizar esse sonho tão difícil, à princípio. ADENIR Disse Jesus: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede. (JOÃO 6.35) 6

7 AGRADECIMENTOS PESSOAIS Agradeço a Deus que em todos os momentos da minha vida sempre esteve presente dando força, vida e luz e me ensinou que só a fé rompe barreiras. A minha mãe, pelo carinho e incentivo permanente neste processo de formação pessoal e profissional; Ao meu pai (in memorium) que sempre me incentivou nos momentos mais difícil da minha vida; Aos meus irmãos que sempre me apoiaram na minha caminhada até aqui; Ao meu companheiro, pela compreensão nos momentos da minha ausência e pelo estímulo constante nessa jornada. ARMINDA Disse Jesus: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (JOÃO ) 7

8 RESUMO: 3ª Idade e Diabetes Mellitus Tipo 2: Estratégias de Enfrentamento. [INTRODUÇÃO] Analisou-se as estratégias utilizadas por sujeitos de 3ª idade para enfrentarem o Diabetes Mellitus Tipo 2.[METODOLOGIA] Pesquisa realizada com 8 sujeitos, sócios da ACAD (Associação Capixaba de Diabéticos), escolhidos aleatoriamente, sendo 4 homens e 4 mulheres, na faixa etária de 50 a 70 anos. Para coleta dos dados foram utilizadas entrevistas com roteiro semi-estruturado com 10 perguntas fechadas e 15 abertas, que foram gravadas, e após transcritas na íntegra, deram suporte para a análise de conteúdo, partindo de temas que enfocavam a problemática, agrupados em categorias. [RESULTADOS] Apesar de saberem da necessidade da manutenção da dieta, constatamos que metade dos sujeitos não cumpre com a mesma, não resistindo ao alimento prejudicial a sua saúde; uns sujeitos admitem serem moderados na alimentação, independente da dieta; outros utilizam da fuga, saindo de perto do alimento prejudicial para não comerem; e, já outros, ao sentirem vontade de comer algum alimento não aconselhável, resistem a essa vontade; apenas um sujeito não come por ter consciência de que terá uma melhor qualidade de vida, seguindo corretamente a terapêutica apropriada para a sua enfermidade. Para resistir às situações estressantes decorrentes da doença, a maioria dos sujeitos busca reforço psicológico na família e na religião, sendo o lazer, pouco utilizado, muitas vezes por motivos econômicos. Todos possuem preocupação com as conseqüências provenientes da doença. No entanto, se consideram com saúde ao compararem-se com pessoas com enfermidades mais graves. A maioria não considerou o fator idade como complicador.[conclusão] Campanhas de prevenção específicas, direcionadas para Educação em Diabetes, poderão conscientizar os sujeitos da necessidade de manutenção da terapêutica recomendada para a doença, isto é, da dieta específica, dos exercícios físicos recomendados pelos médicos, além do uso da medicação correta. No entanto, foi constatado que a atual conjuntura política do governo neo-liberalista, afeta bastante as condições financeiras dos sujeitos, prejudicando a aquisição de medicamentos, a manutenção da dieta e o acesso ao tratamento médico. 8

9 ABSTRACT: 3rd Age Bearer of the Diabetes Mellitos Type 2 Facing Strategies [INTRODUCTION] The strategies used by bearers 3 rd age were analysed how they face the Diabetes Mellitos Type 2.[METHODOLOGY] The research was accomplished with 8 individuals, partners of ACAD (Association Capixaba of Diabetics), State of Espírito Santo, chosen by chance, beeing 4 men and 4 women, in the age group of 50 to 70 years old. For collection of the data, interviews were used with a route semi-structured with 10 shut questions and 14 open ones, that were recorded, and after being transcribed in the entire, they gave support for the content analysis, based on the themes that focused the problem, contained in categories. [RESULTS] In spite of knowing about the necessity of the maintenance of the diet, we verified that half of the individuals don t execute it, not resisting to the harmful food on their health; some individuals admit to be moderate in their feeding, independent of the diet; others are used to other diets, when they feel desire of eating some nonadvisable food, they try to resist to that wish; only an individual doesn t just eat for having the conscience that he will have a better life quality, following the therapeutics adapted for his illness correctly. To resist the stressing situations of the disease in the daily life, the individuals search psychological reinforcement in the family and in the religion, being the leisure not very used, many of a time for economic reasons. Everybody is concerned with the coming consequences of the disease. However, they consider themselves with health comparing with people with more serious illnesses. Most of them don t consider the factor age as complicating. [CONCLUSION] Specific prevention Campaigns addressed for Education in Diabetes can make the individuals aware of the need of maintenance of the therapeutics recommended for the disease, that is, of the specific diet, of the physical exercises recommended by the doctors, besides the use of the correct medication. However, it was verified that the current political conjuncture of the government neo-liberalist, affects plenty the financial conditions of the individuals, harming the acquisition of medications, the maintenance of the diet and the access to the medical treatment. 9

10 PRIMEIRA CORÍNTIOS 13, HOJE: Se eu aprender inglês, francês, espanhol, alemão e chinês e dezenas de outros idiomas, mas não souber me comunicar como pessoa, de nada valem todas as minhas palavras. Se eu concluir um curso superior, andar de anel no dedo e freqüentar cursos e mais cursos de atualização, mas viver distante dos problemas do povo, minha cultura não passa de uma inútil erudição. Se eu morar numa cidade do interior mas desconhecer os sofrimentos da minha região, e fugir para as férias na América ou até na Europa e nada fizer pela promoção do homem, não sou cristão. Se eu possuir a melhor casa de minha rua, a roupa mais avançada do momento e o sapato da onda, e não me lembrar que sou responsável por aqueles que moram na minha cidade, andam de pé no chão e se cobrem de sujos e de mulambo, sou apenas um manequim colorido. Se eu passar os fins de semana em festas, boates, farras e programas, sem escutar o grito abafado do povo que se arrasta à margem da história, não sirvo para nada. O cristão não foge dos desafios de sua época. Não fica de braços cruzados, de boca fechada, de cabeça vazia. Não tolera a injustiça nem as desigualdades gritantes do nosso mundo. Luta pela verdade e pela justiça com as armas do amor. O cristão não desanima, nem desespera diante das derrotas e das dificuldades, porque sabe que a única coisa que vai sobrar de tudo isso é o AMOR. (autor desconhecido) 10

11 SUMÁRIO Considerações Iniciais...12 Capítulo I : Caracterização da instituição pesquisada (ACAD) : Histórico : Localização : Formas de funcionamento : Clientela atendida...18 Capítulo II : A Doença e a 3ª Idade...21 Capítulo III: Considerações a cerca do Diabetes Mellitus Tipo Capítulo IV: Procedimentos Metodológicos...36 Capítulo V : Apresentação e Análise dos Dados : Formas de Aceitação e Não-aceitação da Doença : Enfrentamento (ou Fuga?) do Sujeito Frente à Doença : Preocupações Próprias do Sujeito em Relação à Doença : Estratégias de Apoio no Cotidiano do Sujeito : Apoio dos Familiares : Apoio da religião : A Importância do Lazer na Vida do Sujeito : Barreiras Sócio-Econômicas que Dificultam o Controle da Doença Diabetes Mellitus Tipo : Acesso ao Tratamento Médico : Aquisição de Medicamentos : Fator Idade : Manutenção da Dieta Considerações Finais Bibliografia Anexos I: Roteiro de Entrevistas Anexos II: Entrevistas Gravadas Anexos III:Projeto Diabetes Sem Mistério

12 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Tudo se encontra no estado mental, porque muitas corridas têm-se perdido, antes sequer de haver ocorrido; E muitos covardes têm fracassado, antes de ter seu trabalho começado. Pensa grande e teus feitos crescerão; pensa pequeno e ficarás atrás; pensa que podes e poderás; Tudo está no estado mental Claude Bernard 12

13 Considerações Iniciais Esta pesquisa tem como objetivo identificar estratégias de enfrentamento, utilizadas pelos sujeitos da 3ª Idade portadores de Diabetes Mellitus Tipo 2. Por termos conhecimento que o diabetes é uma doença crônica, provocadora de alterações na vida das pessoas portadoras dessa enfermidade, certamente seria necessário que os sujeitos precisassem utilizar de estratégias para conviver com a enfermidade, principalmente em se tratando de pessoas de 3ª idade, que entendemos serem possuidoras de hábitos sociais e alimentares bastante sólidos, às vezes não muito sadios, como é o caso do uso e abuso de bebidas alcóolicas, de doces, de guloseimas diversas, acrescido da vida sedentária levada pelo cidadão urbano. Poder-se-ia perguntar a esses indivíduos como eles se sentiram ao se depararem com o diagnóstico do Diabetes Mellitus? Ou, quais estratégias que utilizavam para enfrentar essa doença, devido à necessidade de serem feitas readaptações em suas vidas em função da doença? Seriam essas estratégias tarefas bastante difíceis, ou seriam de fácil superação? E essas estratégias utilizadas como suporte para manter o controle da doença, demandariam dos sujeitos um domínio físico e psíquico de si mesmos? Se o cidadão diabético, se conscientizasse de que o tratamento de controle do Diabetes não é algo aterrador, melhoraria a sua convivência com a doença? Sabemos que o Diabetes Mellitus é um dos mais graves problemas de saúde da atualidade, tanto em termos do número de pessoas afetadas, incapacitações, mortalidade prematura, como dos custos envolvidos no seu controle e no tratamento de suas complicações. No Brasil são 9 milhões de diabéticos e metade destes indivíduos desconhece o diagnóstico. Sendo que desse total, 90% são diabéticos Tipo 2. A maioria das pessoas considera o diabetes uma doença simples, um probleminha banal de açúcar alto no sangue. Na verdade, infelizmente, não é bem assim. O diabetes é uma doença que, se não tratada e bem controlada, 13

14 acaba produzindo, com o passar do tempo, lesões graves e potencialmente fatais como o infarto do miocárdio, derrame cerebral, cegueira, impotência, nefropatia, úlceras nas pernas e até amputações de membros. Por outro lado, quando bem tratado e bem controlado, todas essas complicações crônicas podem ser, na maioria das vezes, evitadas e o paciente pode ter uma vida perfeitamente normal. Qual seria o melhor caminho para esses sujeitos evitarem as complicações do Diabetes Mellitus? Com esse estudo, gostaríamos de conhecer as estratégias utilizadas para enfrentarem essa enfermidade, de modo que, as conclusões aqui obtidas, possam subsidiar diversas áreas que atuam de forma direta ou indireta com essa problemática, no sentido de possibilitar intervenções mais eficazes, bem como, estar contribuindo para que os sujeitos possam alcançar uma melhoria em sua qualidade de vida e que meios poderiam ser utilizados para que se conscientizassem da necessidade de seguirem as orientações terapêuticas necessárias para manter o controle da doença. Após selecionarmos, aleatoriamente, oito sujeitos associados da ACAD (Associação Capixaba de Diabéticos), aplicamos o Roteiro Semi- Estruturado de Entrevista, e, através de estudo bibliográfico específico, construímos os Capítulos II e III, o que nos deu embasamento teórico para o Capítulo V, composto pelos itens As Formas de Aceitação e Não Aceitação da Doença, Estratégias de Apoio no Cotidiano do Sujeito e Barreiras Sócio-Econômicas que Dificultam o Controle da Doença Diabetes Mellitus Tipo 2. Dessa forma, tentamos obter uma resposta para a temática que nos propomos estudar. 14

15 CAPÍTULO I CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO PESQUISADA ACAD ASSOCIAÇÃO CAPIXABA DE DIABÉTICOS Quando se sonha sozinho é um sonho, Quando sonhamos juntos começamos uma nova realidade Dom Helder Câmara 15

16 CAPÍTULO I: CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO PESQUISADA (ACAD) A ACAD (Associação Capixaba de Diabéticos) é uma instituição sem fins lucrativos, voltada para a problemática do Diabetes, desenvolvendo um trabalho preventivo e educativo, para que o portador do Diabetes Mellitus tenha melhor qualidade de vida. 1.1 Histórico Na década de 80, as associações de diabéticos começaram a ganhar espaço e força para trabalhar com os princípios do diabetes: orientação sobre a utilização correta dos medicamentos (hipoglicemiantes orais), e sobre a insulina, seu uso e aplicação correta, sempre respeitando, à priori, a prescrição e orientação dada pelo médico ao associado; aconselhamentos sobre a dieta específica para o diabético; orientação sobre exercícios físicos; e, principalmente, campanhas e palestras relacionadas ao tema Educação em Diabetes. Segundo OLIVEIRA (1992), a educação é a mais importante forma de tratamento para o diabético, porque, através dela, o paciente aprende a necessidade de modificar seu comportamento, frente à doença, de forma a obter uma resposta positiva no enfrentamento do diabetes. E, ainda para OLIVEIRA (1992), Urge que se unam os diabéticos em associações que cresçam em número e em poder político, e que incentivem as associações já existentes, exigindo das companhias seguradoras (...) que paguem cursos educativos. ( p.23) Ao incentivar a educação para o diabetes, as associações estariam contribuindo para que ocorresse um número menor de complicações na saúde do diabético, o que implicaria numa provável redução dos gastos públicos, proporcionando, talvez, o implemento de políticas sociais que visassem o fornecimento de medicação gratuita para as pessoas de baixa renda. Por outro 16

17 lado, através da administração de cursos e palestras educativas, as associações de diabéticos estariam proporcionando uma maior redução no número de manifestação da doença nos indivíduos geneticamente propensos à mesma, reduzindo as conseqüências provenientes do diabetes, evitando o aumento de aposentadorias precoces por invalidez. Anteriormente, a não existência de associações de diabéticos dificultava a execução de campanhas preventivas da doença, o que poderia ser uma das causas do significativo aumento de pessoas portadoras de diabetes. Essa crescente demanda, mobilizou entre 1986 e 1987, um grupo de pessoas que se interessou pela formação de uma associação, afim de proporcionar maiores informações a cerca da doença, tanto para os diabéticos como para a sociedade em geral. Assim surgiu a ACAD e, em 1988, após a realização de algumas reuniões, foi dado início à elaboração do estatuto da associação. Em 22 de abril de 1989, foi realizada no Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (HUCAM) a primeira assembléia que culminou com a aprovação do estatuto e em junho de 1992 a associação foi reconhecida como entidade de utilidade pública municipal pelo decreto lei n 76l-23. Em 27 de setembro de 1996, a ACAD apoiou e orientou a campanha de prevenção Diabetes Sem Mistério, realizada na Caixa Econômica Federal do Espírito Santo, no prédio do Ed. Castelo Branco e patrocinada pela APACEFES (Associação de Pessoas Portadoras de Deficiência da CEF/ES), através de projeto elaborado pela estagiária do Serviço Social da UFES, Maria de Lourdes Labuto, durante Estágio Supervisionado realizado na APACEFES. Segundo depoimento da presidente da ACAD, Regina Márcia Gonring, essa foi a primeira vez que uma entidade realizou uma campanha de prevenção da doença no Espírito Santo: Desde a fundação da ACAD, é a primeira vez que uma entidade nos procura com interesse pela causa. Esperamos que outras associações e empresas sigam o exemplo. Todas serão bem vindas. (Jornal Sorria Com Doçura/ set/1996). Esse evento, apesar de ter sido direcionado apenas aos funcionários da CEF/ES e seus familiares, teve participação de membros da sociedade em geral, abrindo precedente para um futuro projeto de campanhas de prevenção 17

18 do diabetes nas várias agências da Caixa Econômica Federal do Espírito Santo. Para a comunidade em geral foi realizada a distribuição de cartazes educativos que foram colocados em vários consultórios médicos e postos de saúde da Grande Vitória. Mesmo sem possuir sede própria, a ACAD sempre desempenhou significativo papel na educação para o diabetes, através de palestras médicas realizadas trimestralmente no Auditório da Rede Gazeta de Comunicações. Atualmente, após 6 meses de sucessivas reuniões (04/03/97, 26/05/97, 30/06/97 e 11/08/97), realizadas no Gabinete do atual Prefeito Luiz Paulo Velloso Lucas, com a participação decisiva do vereador José Esmeraldo, da presidente da ACAD, dos membros da diretoria da associação, de médicos da Secretaria Municipal de Saúde, do Secretário Municipal de Saúde (Dr. Anselmo Tose), do Presidente do IPAMV (Sr. Hélio Santiago) e do Desembargador Álvaro M. R. Bourguignon, foi elaborado um convênio entre a associação e a PMV (Prefeitura Municipal de Vitória), no qual o Executivo se comprometeu, cedendo à Associação Capixaba de Diabéticos, duas salas conjugadas, com banheiro e cozinha, totalmente isentas de aluguel e de taxas de condomínio, energia e água, e com uma linha telefônica, dotada de extensão. Este convênio foi assinado em audiência pública no dia 22/08/97, às 10:00 horas, na presença de várias autoridades, e, tendo a duração de dois anos, podendo ser prorrogado. É intenção da ACAD realizar em sua sede atual, reuniões com seus associados para projeção de vídeos educativos sobre o diabetes, além de organizar uma biblioteca de literatura específica sobre a doença. A atual Diretoria se compõe de: Presidente: Regina Marcia Gonring Secretário: Francisco Braz Dal Col Vice-presidente: Lauro Carlos Tesoureiro: Zelusko Ferreira Rocha Borges Diretor Social: Sirlene A Fiorotti Conselho Deliberativo e Fiscal: Ana Maria da Silva, Sandra Silva Tagarro, Catarina F. Prado, Rosana Binda Folador, Tarcízio Gomes de Souza, Paulo R.G. Lepore, Renata Rasseli Zanete. 18

19 A Associação possui um informativo, fundado em março de 1996, editado trimestralmente e de distribuição gratuita, cujo nome é Sorria Com Doçura. Através dele os associados e a sociedade tomam conhecimento dos vários eventos interrelacionados com o diabetes. 1.2 Localização A ACAD (Associação Capixaba de Diabéticos) está situada à Rua do Rosário, n.º 244, Sobreloja 2, salas 309 e 310, Edifício Vitória Central. Caixa Postal Centro, Vitória - ES CEP Telefone: (027) Formas de Funcionamento. A ACAD efetiva o seu trabalho junto aos associados através de palestras educativas. Desde sua fundação, vários temas já foram abordados. Dentre eles: retinopatia (complicações na visão), nefropatia (complicações renais), neuropatia (complicações nos nervos), angiologia (problemas de circulação que provocam complicações graves nos pés do diabético), higiene bucal, exercícios físicos, gravidez, impotência sexual, terceira idade e educação em diabetes. Essas palestras, abrangendo o universo do diabetes, tem sido, até o presente momento, realizadas no Auditório da Rede Gazeta de Comunicações, numa especial deferência desta rede em prol da prevenção da doença Diabetes Mellitus, e, tem por meta, conscientizar o diabético sobre os cuidados que precisa ter para poder usufruir de melhor qualidade de vida, diminuindo ou até mesmo eliminando os problemas provocados pela doença. A média de freqüência por palestra é de duzentas pessoas. 1.4 Clientela Atendida A ACAD acolhe diabéticos de qualquer classe social, cor e credo, possuindo um número aproximado de novecentos associados, sendo a maioria do sexo 19

20 feminino, e, tanto a filiação, como a permanência no quadro de sócios, é gratuita. Com relação à idade, a associação possui um maior número de sócios com idade acima de 50 anos. Isso talvez ocorra devido ao índice elevado de incidência da doença acima dessa faixa etária. 20

21 CAPÍTULO II A DOENÇA E A TERCEIRA IDADE A batalha da vida, nem sempre a ganha o homem mais forte ou o mais ligeiro; Porque, cedo ou tarde, o homem que ganha é aquele que acredita poder fazê-lo Claude Bernard 21

22 CAPÍTULO II: A DOENÇA E A 3ª IDADE O conceito de doença está historicamente interrelacionado com a gênese da humanidade e sofre variações etnológicas, sociais, políticas, religiosas e culturais. Para GIOVANNI (1988): Desde as civilizações primitivas os homens se interrogam sobre este conceito. No início parecia claro que as doenças fossem devido à ausência, ou à supressão de algum princípio vital; outras vezes a uma presença estranha e nociva: corpúsculos de uma matéria peccans, matéria impura, demônios ou animais perversos. Diríamos hoje: presença de substâncias tóxicas, forças auto-destrutivas, comportamentos insalubres, micróbios e parasitas. (p. 12) A literatura nos mostra que, ao serem realizados estudos sobre os temas que envolvem saúde e/ou doença é constante uma relação mística entre a doença e o sagrado, a medicina e a religião, a saúde e a salvação. Desde a Antigüidade, a crença da doença como punição ou castigo proporcionava a busca de curas milagrosas através do misticismo religioso. Isso persiste até a atualidade, principalmente nos países subdesenvolvidos onde o senso-comum exerce uma certa predominância em relação a conhecimentos científicos. No entanto, o avanço tecnológico e científico tem contribuído muito para que a medicina progrida cada vez mais na cura das doenças, ajudando a mudar a visão da sociedade. Ainda para GIOVANNI (1988), Desde o final do século XIX, com o aperfeiçoamento de uma série de instrumentos, em particular do 22

23 microscópio, um grande número de cientistas, médicos e estudiosos, de Robert Koch ( ) a Louis Pasteur ( ), individualizaram as causas, os mecanismos de transmissão, as medidas preventivas e higiênicas (profilaxia) para muitas doenças infecciosas, da peste à varíola, da tuberculose à malária, contribuindo para reduzir, e em alguns casos eliminar, flagelos seculares. (p. 15) Segundo ABREU e WAGNER (1989) ao falarmos em doença, devemos nos questionar sobre que doença se trata: se possui efeitos passageiros, se reversíveis, se são permanentes, se progressivos, se levam à dependência ou mesmo à incapacitações. Ao considerarmos ser a doença uma ação alteradora do organismo, provocada por agentes físicos, psíquicos ou sociais, não podemos pensá-la como uma entidade abstrata. Independente da idade do indivíduo, a doença em si, é um fator preocupante, tanto pelo desconforto, quanto pela ameaça de morte que ela pode causar. As doenças crônicas, são aquelas que requerem, quase sempre, maiores cuidados, além de um longo período de tratamento causando mudanças variadas na vida das pessoas, como nos hábitos alimentares, culturais, sociais, além do uso de medicação. Ao passo que as doenças não crônicas são aquelas que possuem curto período de duração, afetando menos o curso de vida do indivíduo. Para CRAIG e EDWARDS (1983), os indivíduos com doenças crônicas, bem como suas famílias, necessitam se adaptar a mudanças como, por exemplo, às perdas de status no trabalho, na família e na sociedade, e também à sua nova auto imagem (In TRENTINI et all, 1990, p. 18) Segundo LLEWELYN e FIEDING (1983), os indivíduos com doenças crônicas enfrentam, muitas vezes, perdas no relacionamento social e nas atividades físicas e de lazer. ( In TRENTINI et all, 1990). E, para WENGER et all (1984), a principal meta terapêutica da maioria dos indivíduos em condições crônicas 23

24 não é a cura, mas sim a redução da severidade da doença ou a detenção de sua progressão. (In TRENTINI, 1990, p. 18/19) E, conforme MILLER (1983), esses indivíduos só poderão alcançar essa meta se enfrentarem positivamente as condições próprias da doença crônica, através o conhecimento da mesma, de maneira a amenizar suas conseqüências, enfrentando as perdas, de modo a obter um melhor relacionamento na sociedade, sem perder a esperança de adquirir melhores condições físicas, proveniente de tratamento médico adequado. (In TRENTINI,1990) Na atualidade, a política governamental brasileira vem implantando políticas sociais de prevenção, no sentido de que, através desse método, a cura das doenças se torne mais definida e menos onerosa para o sistema de saúde e para o próprio indivíduo, pois, a prevenção, mais do que uma exigência moral, é também uma necessidade econômica, senão os custos da assistência tornarse-iam insustentáveis e quem realmente tem necessidade não poderia mais ser tratado. (GIOVANNI, 1988, p. 72) Por esse motivo, a medicina tem promovido campanhas educativas e informativas, além de estar chamando a atenção da sociedade, para o hábito de fazer exames preventivos, mesmo quando o indivíduo não apresenta nenhum sintoma considerado anormal, que poderia ser identificado como doença. A educação em saúde, de uma maneira genérica, vem sendo, na atualidade, enfatizada como um dos mais eficazes meios de tratamento de doenças e prevenção de suas complicações. A Educação em Diabetes, além de ampliar a compreensão que o indivíduo tem da doença, capacita-o para melhor assumir o seu tratamento, evitando descompensações, tornando-se, portanto, de suma importância no atendimento ao diabético. A prevenção no mundo contemporâneo tem tido quase que o mesmo peso do misticismo religioso no passado, porque antes, estar doente era sinônimo de desobediência às leis divinas, e, hoje, estar doente quase sempre está relacionado com a desobediência às leis naturais, sociais e, principalmente aos 24

25 preceitos médicos, tais como: fazer exames pré-natais, check-up regulares, tomar as vacinas, evitar vícios como o fumo e a bebida alcóolica, não consumir gorduras nem açúcares, praticar esportes, etc. É do nosso conhecimento que a doença ocorre em qualquer idade, porém sabemos que sua maior freqüência é entre as crianças e as pessoas idosas, devido à pouca resistência e falta de imunidade do organismo. Na infância para compensar a falta de imunidade, há necessidade de tomar todas as vacinas como forma de prevenção das doenças, e, na velhice, devido as doenças se manifestarem com grande freqüência pela degeneração que ocorre em todo organismo humano, variando apenas a forma e intensidade em cada indivíduo, há que se prevenir através da busca de fatores que melhorem a qualidade de vida. Segundo PEREIRA (1996), o ciclo de vida humano é acompanhado pelas seguintes perdas fisiológicas: Diminuição de água nas células, que causa a desidratação do idoso; Musculatura atrofiada, podendo até ocorrer a diminuição de algumas fibras; A pele aos poucos vai perdendo a elasticidade, somada à desidratação e aos movimentos de expressão e à gravidade, dando origem às rugas; Diminui a musculatura e com isso há perda da força, flexibilidade, resistência e equilíbrio; A massa óssea também diminui, e no caso dessa perda ultrapassar 30%, já é osteosporose, não sendo mais fisiológico; Ocorre endurecimento das artérias devido ao depósito de gordura e cálcio ao longo da vida; O coração, por ser um músculo, vai perdendo lentamente sua elasticidade, comprometendo o débito cardíaco, com diminuição da reserva funcional; Alvéolos e brônquios diminuem sua elasticidade, aumentando o ar residual o que faz com que o idoso tenha mais problemas respiratórios; O aparelho digestivo sofre uma certa atrofia da mucosa que diminui a acidez gástrica e as atividades enzimáticas, ocorrendo alteração na absorção de algumas substâncias; 25

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