AS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS NA GESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA

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1 AS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS NA GESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA IÚLIAN MIRANDA Mestre em Dir. Administrativo pela UFMG, professor universitário e de cursos preparatórios para concursos, coordenador da área de Dir. Administrativo da IMM sociedade de advogados e diretor do departamento do Terceiro Setor do IBDPIS. Contato:

2 CONTEXTUALIZAÇÃO DO MOMENTO EM QUE SURGIRAM AS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS (OS) As Organizações Sociais (OS) apareceram, inicialmente, no Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado (PDRAE), elaborado e publicado em 1995 pelo já extinto Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado (MARE), conduzido pelo ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira.

3 O Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado (PDRAE) dividiu as atividades estatais em quatro grandes grupos: 1. Núcleo estratégico 2. Atividades exclusivas 3. Serviços não exclusivos 4. Produção de bens e serviços para o mercado

4 RECEIO ACERCA DAS CONSEQUÊNCIAS DAS REFORMAS

5 Em âmbito federal foi promulgada a Lei nº de 15 de maio de 1998: A Lei não foi bem recebida, trataram-na como um instrumento de privatização de entidades públicas, como Universidades Públicas e hospitais públicos, razão pela qual foram ajuizadas duas ações diretas de inconstitucionalidade questionando praticamente todos os dispositivos da norma.

6 O QUE É UMA OS? Trata-se de uma qualificação jurídica destinada a pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, que atuem em atividades diversas de interesse público, como o ensino, a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a proteção e preservação do meio ambiente, a cultura e a saúde. Também é possível que uma entidade pública transforme-se em OS. O art. 20 da Lei nº 9.637/98 traz essa possibilidade. Inclusive, a própria Lei extinguiu o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, e a Fundação Roquette Pinto, transformou-as em pessoas jurídicas privadas e as qualificou como OS.

7 FOMENTO DESTINADO ÀS OS: 1. Cessão de servidores públicos (art. 14); 2. Permissão de uso de bem público, dispensada a licitação (art. 12, 3º); 3. Repasse de verba (art. 12, caput); 4. Celebração de contrato de prestação de serviços com a União, dispensada a licitação (art. 24, XXIV, da Lei nº 8.666/93). * Desnecessidade de realização de licitação nos contratos celebrados com terceiros utilizando-se de verba pública.

8 CONTROLE EXERCIDO SOB AS OS: 1. Participação de representantes do Estado no conselho de administração, na ordem de 20 a 40% dos membros; 2. Controle pelo Tribunal de Contas; 3. Estipulação, no contrato de gestão, de metas a serem alcançadas.

9 OS no âmbito federal: apenas 9 (nove), sendo que nenhuma atua na área da saúde. Total de OS no Brasil: 112 (estaduais) e 52 (municipais) A título de comparação, há segundo pesquisa do IBGE realizada em 2010, cerca de 360 mil entidades do terceiro setor

10 Região Estado Com Lei Estadual de OS Com Leis Municipais de OS - Nº de Municípios NORTE AP X 0 NORDESTE BA X 0 CENTRO OESTE DF X 0 NORDESTE MA X 0 NORTE PA X 0 NORDESTE RN X 0 NORDESTE SE X 0 SUDESTE ES X 1 CENTRO OESTE GO X 1 NORDESTE PE X 1 NORDESTE PI X 1 SUL SC X 1 SUDESTE RJ X 2 NORDESTE CE X 3 SUDESTE MG 3 SUL PR 3 CENTRO OESTE MT X 4 SUL RS 6 SUDESTE SP X 16 TOTAL TOTAL 16 42

11 PERSPECTIVAS DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS:

12 ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: O Hospital Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ) foi fundado em 1 de dezembro de 1926 na cidade de Juiz de Fora (endereço: Rua Dr. Dirceu de Andrade, n 33 São Mateus Juiz de Fora MG). Em 30 de março de 2012, e publicado no Diário Oficial n 061, a INSTITUIÇÃO recebeu a qualificação definitiva como Organização Social de Saúde, com área de atuação em Maternidade e UPA 24 Horas. Com isto foi possível participar de processos de chamada pública no estado do Rio de Janeiro, passando a partir do julgamento desses processos a gerenciar os seguintes hospitais e UPAs:

13 ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: A) Hospital e Clínica da Mãe de Mesquita Inaugurado em junho de Com uma média de 500 partos realizados por mês e conta com 70 leitos de alojamento e 12 salas de Pré-Parto. CONTRATO DE GESTÃO Prazo: de 1(um) ano, a contar de sua respectiva celebração, podendo ser mediante termo aditivo objeto de sucessivas renovações, até o limite de 5 (cinco) anos, conforme cláusula quinta do contrato; Contrato assinado em 21 de maio de 2012 pelo Secretário de Estado de Saúde e pelo representante da OS. Valor: R$ ,59 (Parcela mensal de R$ e parcela de investimento de R$ ,18, conforme p. 11 do contrato de gestão)

14 ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: B) Hospital da Mulher Heloneida Studart. Inaugurado em 2010, no Dia Internacional da Mulher, 08 de março, o Hospital da Mulher Heloneida Studart (HMHS), em São João de Meriti, é o primeiro da rede estadual de saúde totalmente especializado no atendimento as gestantes e bebês de médio e alto riscos. Com cerca de 3,2 mil consultas ambulatoriais, 500 partos e 40 mil exames laboratoriais e de imagem realizados mensalmente. CONTRATO DE GESTÃO Prazo: de 1(um) ano, a contar de sua respectiva celebração, podendo ser mediante termo aditivo objeto de sucessivas renovações, até o limite de 5 (cinco) anos, conforme cláusula quinta do contrato; Contrato assinado em 28 de dezembro de 2012 pelo Secretário de Estado de Saúde e pelo representante da OS. Valor: R$ ,56. (Parcela mensal de custeio no valor de R$ ,92 e parcela de investimento de R$ ,75 conforme cláusula décima)

15 ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: c) Hospital Estadual Vereador Melchiades Calazans A unidade conta atualmente com 101 leitos de internação e tem entre os serviços de destaque o tratamento de queimados para pacientes acima de 12 anos e a cirurgia vascular, com o uso de uma técnica menos invasiva que gera marcas menores e diminui o tempo de recuperação. CONTRATO DE GESTÃO: Prazo: de 1(um) ano, a contar de sua respectiva celebração, podendo ser mediante termo aditivo objeto de sucessivas renovações, até o limite de 5 (cinco) anos, conforme cláusula quinta do contrato. Contrato assinado em 19 de dezembro de 2012 pelo Secretário de Estado de Saúde e pelo representante da OS. Valor: R$ ,04 (Parcela mensal de custeio no valor de R$ ,00 e parcela de investimento de R$ ,52 conforme cláusula décima)

16 UPA de Botafogo: Contrato de gestão, prazo: 1(um) ano Valor: R$ ,00 Parcela mensal de CUSTEIO R$ ,00 Parcela referente ao investimento: R$ ,00 UPA de Copacabana: Contrato de gestão, prazo: 1(um) ano Valor: R$ ,00 Parcela mensal de CUSTEIO R$ ,00 Parcela referente ao investimento: R$ ,00

17 UPA de Jacarepaguá: Contrato de gestão, prazo: 1(um) ano Valor: R$ ,00 Parcela mensal de CUSTEIO R$ ,00 Parcela referente ao investimento: R$ ,00 UPA da Tijuca: Contrato de gestão, prazo: 1(um) ano Valor: R$ ,00 Parcela mensal de CUSTEIO R$ ,00 Parcela referente ao investimento: R$ ,00

18 ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO: Casa de Saúde Santa Marcelina Contrato de gestão (cg nº 01/2007) Objeto: gerenciamento dos serviços de saúde da Microrregião Cidade Tiradentes Data: até Valor: R$ ,50 Contrato de gestão (cg nº 15/2009) Objeto: gerenciamento dos serviços de saúde PA ATUALPA/PA Data até Valor: R$ ,45

19 ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: Instituto de Responsabilidade Social Sírio Libanês CONTRATO DE GESTÃO COM O MUNICÍPIO Objeto: gerenciamento dos serviços de saúde do Hospital Municipal Infantil. Valor: R$ ,67 Duração: até

20 ORIGEM: SERVIÇO SOCIAL AUTÔNOMO ASSOCIAÇÃO DAS PIONEIRAS SOCIAIS (REDE SARAH)

21 PERSPECTIVAS DOS TRIBUNAIS SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: ADI /DF TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO: Plenário. Processo nº / Acórdão nº Rel. Min. Walton Alencar Rodrigues Data do julgamento : 27/11/2013

22 A REDESCOBERTA DAS OS PODERÁ SER A RESPOSTA DO ESTADO PARA A SITUAÇÃO CAÓTICA DA SAÚDE PÚBLICA.

23 Obrigado! Iúlian Miranda. Mestre em Dir. Administrativo pela UFMG, professor universitário e de cursos preparatórios para concursos, coordenador da área de Dir. Administrativo da IMM sociedade de advogados e diretor do departamento do Terceiro Setor do IBDPIS. Contato:

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