PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ MARIA LUCENA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ MARIA LUCENA"

Transcrição

1 APELANTE APELADO ADV/PROC ORIGEM RELATOR : FAZENDA NACIONAL : MDS COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA EPP : ANDERSON ARAÚJO GALLIZA E OUTROS : 8ª VARA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE : DESEMBARGADOR FEDERAL MARCOS MAIRTON DA SILVA (Convocado) E M E N T A TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DECORRENTE DE RECOLHIMENTO INDEVIDO DE TRIBUTOS FEDERAIS PELO REGIME DO LUCRO PRESUMIDO. POSSIBILIDADE DE COMPENSAR COM DÍVIDAS DO SIMPLES NACIONAL. 1. Cuida-se de apelação e remessa obrigatória de sentença concessiva de segurança, para assegurar ao impetrante o direito a compensar os valores indevidamente recolhidos a título de tributos federais (no caso, PIS, COFINS, CSLL, IRPJ e contribuições previdenciárias), apurados com base no lucro presumido, com dívidas relativas ao Simples Nacional. 2. No caso, o impetrante, supondo estar excluído do regime previsto pela Lei Complementar 123/2006, e julgando mais vantajosa a tributação com base na apuração do lucro presumido, efetuou nestes moldes o recolhimento dos tributos federais acima elencados, no período de julho a dezembro de Posteriormente, verificando não ter sido efetivada a sua exclusão do citado regime simplificado, o contribuinte buscou compensar o crédito decorrente do recolhimento indevido com sua dívida relativa ao Simples Nacional. 3. O fato de o referido sistema de tributação simplificada previsto pela Lei Complementar 123/2006 unificar a arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais não impede a compensação do crédito decorrente de pagamento indevido de exações federais. Isso porque, ao regular o direito à compensação tributária, a Lei 9430/96, em seu art. 74, autorizou a utilização dos créditos apurados de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal para compensar débitos próprios de quaisquer tributos administrados por aquele órgão fazendário e, entre as vedações previstas para a dita compensação, não se verifica qualquer menção aos tributos tratados nestes autos. 4. E não se diga que o 9º do art. 21 da Lei Complementar 123/2006, acrescido pela Lei Complementar 139/2011, representa vedação expressa à compensação buscada nestes autos, uma vez que o dito dispositivo legal não vigorava na época do ajuizamento da presente ação mandamental e, conforme já firmado pelo eg. Superior Tribunal de Justiça, deve ser aplicado à compensação o regime jurídico vigente no momento do encontro de contas, contudo, uma vez proposta demanda judicial, o julgamento desta deve ter como referência a lei vigente no momento do ajuizamento da ação (REsp /MG, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Seção, DJe 02/09/2010; REsp /SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, DJe 01/02/ recursos repetitivos e AgRg nos EDcl nos EDcl no REsp /SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 22/05/2013). 5. Nos termos da Lei Complementar 123/2006, o Comitê Gestor do Simples Nacional, vinculado diretamente ao Ministério da Fazenda, presidido e coordenado por representante da União, regulamenta a cobrança, a arrecadação e a fiscalização dos 1

2 créditos relacionados ao referido sistema simplificado de tributação. Assim, a gestão do Simples Nacional fica sob a responsabilidade da Secretaria da Receita Federal, o que vem a viabilizar a compensação pleiteada pelo impetrante. 6. A despeito de o Simples Nacional abranger também tributos estaduais e municipais isso não representa óbice à compensação dos impostos e contribuições sociais federais indevidamente pagos pelo contribuinte com as dívidas do Simples atinentes aos tributos, também federais, administrados pela Secretaria da Receita Federal, montante este facilmente apurável, em face da tabela de partilha de tributos prevista na Lei Complementar 123/2006. Apelação e remessa obrigatória não providas. A C Ó R D Ã O Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Primeira Turma do egrégio Tribunal Regional Federal da 5.ª Região, por unanimidade, negar provimento à apelação e à remessa obrigatória, nos termos do relatório e voto constantes dos autos, que integram o presente julgado. Recife, 06 de fevereiro de 2014 (data do julgamento). MARCOS MAIRTON DA SILVA, Relator (Convocado). 2

3 R E L A T Ó R I O O Desembargador Federal MARCOS MAIRTON DA SILVA (Convocado): Trata-se de apelação e remessa obrigatória de sentença concessiva de segurança, no sentido de garantir ao impetrante o direito à compensação dos débitos gerados no regime do Simples Nacional com créditos decorrentes de pagamento indevido de tributos federais (PIS, COFINS, IRPJ, CSLL e contribuições previdenciárias) efetuado com base no lucro presumido, no período de julho a dezembro de 2007, corrigidos pela taxa Selic, excluída a cumulação com qualquer outro índice a título de juros ou correção monetária. Nas suas razões recursais, a Fazenda Nacional invoca a ausência de amparo legal à pretensão do impetrante, porquanto o fato de ter o contribuinte recolhido indevidamente os citados tributos com base na apuração do lucro presumido lhe dá o direito à repetição do indébito, jamais à compensação com débitos do Simples Nacional, que abriga dívidas compartilhadas com outras unidades federativas. Contrarrazões às fls. 323/332. Conclusos, vieram-me os autos para julgamento. RELATEI. 3

4 4

5 V O T O O Desembargador Federal MARCOS MAIRTON DA SILVA (Convocado): A situação a ser enfrentada versa sobre a possibilidade de compensação de valores recolhidos a título de tributos federais (no caso, PIS, COFINS, CSLL, IRPJ e contribuições previdenciárias), apurados com base no lucro presumido, com dívidas relativas ao Simples Nacional. No caso, o impetrante, supondo estar excluído do regime previsto pela Lei Complementar 123/2006 (Simples Nacional), e julgando mais vantajosa a tributação com base na apuração do lucro presumido, efetuou nestes moldes o recolhimento dos tributos federais acima elencados, no período de julho a dezembro de Posteriormente, verificando não ter sido efetivada a sua exclusão do citado regime simplificado, o contribuinte buscou compensar o crédito decorrente do recolhimento indevido com sua dívida relativa ao Simples Nacional. Sem obter êxito na seara administrativa, impetrou a presente ação mandamental. Entendo acertada a decisão proferida no Primeiro Grau ao assegurar o direito do contribuinte à compensação pleiteada. Eis os fundamentos adotados na sentença, aos quais me acosto em sua integralidade: "PRELIMINAR - DECADÊNCIA Alega-se, como prejudicial de mérito, a decadência do direito de pleitear tutela jurisdicional através da ação de Mandado de Segurança, por terem decorridos mais de 120 (cento e vinte) dias da ciência do ato vergastado. Sabe-se, de fato, que o direito de se impetrar mandado de segurança "extinguir-se-á decorridos 120 (cento e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado." No caso dos autos, contudo, a União/Fazenda Nacional não conseguiu desconstituir a presunção de veracidade que recai sobre o documento de fl Exsurgindo este como a única prova documental a indicar, ainda que indireta ou indiciariamente, a data da ciência do ato atacado e, por conseguinte, de início do prazo decadencial. Assim, levando em consideração a data ali impressa ( ), percebe-se não ter ocorrido a decadência, já que o presente mandamus foi protocolado em , isto é, somente 16 (dezesseis) dias depois. Rejeito, pois, a prejudicial de mérito. PRELIMINAR - INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA Argui ainda a parte impetrada a preliminar de inadequação da via processual eleita, sob o fundamento de inexistência de direito líquido e certo. 5

6 A presente preliminar confunde-se com o próprio mérito da lide, razão pela qual a este título merece ser analisada. PRELIMINAR - FALTA DE INTERESSE DE AGIR Deixa-se de apreciar a vertente preliminar já que a autoridade impetrada limitase a tecer considerações doutrinárias sobre o tema sem apontar qualquer motivo para a suposta falta de interesse processual da parte requerente. MÉRITO Preambularmente, antes de adentrarmos propriamente na análise do mérito da lide veiculada nos autos do presente Mandado de Segurança, convém tecermos algumas considerações acerca das regras jurídicas que disciplinam entre nós a compensação tributária. O Código Tributário Nacional - CTN reza em seu art. 170 que "a lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública." A Lei nº 8.383/91, por sua vez, regulamentou os requisitos e o procedimento a serem observados na compensação de tributos federais recolhidos indevidamente. Transcrevo, a seguir, o disposto no art. 66 daquele diploma legal, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 9.069/99: Art. 66. Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos, contribuições federais, inclusive previdenciárias, e receitas patrimoniais, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação, ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a período subseqüente. 1º. A compensação só poderá ser efetuada entre tributos, contribuições e receitas da mesma espécie. Posteriormente, houve a edição da Lei nº 9.250/95, ratificando a necessidade de identidade das espécies tributárias a serem compensadas, acrescentando o requisito de possuírem, ainda, a mesma destinação constitucional. Veja-se: Art. 39. A compensação de que trata o art. 66 da Lei 8.383, de 30 de dezembro de 1991, com a redação dada pelo art. 58 da Lei 9.069, de 29 de junho de 1995, somente poderá ser efetuada com o recolhimento de importância correspondente a imposto, taxa, contribuição federal ou receitas patrimoniais 6

7 de mesma espécie e destinação constitucional, apurado em períodos subseqüentes. Entretanto, a legislação de regência sofreu alteração da edição da Medida Provisória nº 66, de , convertida na Lei nº /02, que trouxe significativas modificações ao art. 74, 1º e 2º, da Lei nº 9.430/96, in verbis: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº , de ). 1º. A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. (Incluído pela Lei nº , de ). 2º. A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. (Incluído pela Lei nº , de ). Destarte, conforme legislação atualmente em vigor, é plenamente possível a compensação de créditos e débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, mesmo que de espécies distintas. Pois bem, NO PRESENTE CASO, a controvérsia cinge-se em saber se é juridicamente possível a compensação dos valores pagos indevidamente a título de lucro presumido, no período de Julho a Dezembro de 2007, com o quantum devido referente ao regime do Simples Nacional no mesmo período. Frise-se que a discussão não se adentra no mérito administrativo da decisão que indeferiu o pedido de exclusão da impetrante do Simples Nacional, relativo ao 2º semestre de 2007, exarada no processo administrativo nº / (fl. 112/117). A negativa por parte do impetrado, no que tange à não possibilidade de compensação nos termos requeridos, fundamenta-se na Instrução Normativa nº 900/08 da Receita Federal do Brasil - RFB, que disciplina a restituição e a compensação de quantias recolhidas a título de tributo administrado pela própria RFB. Para o caso concreto, utilizou-se da regra prevista no art. 34, 3º, XV, do referido ato normativo, in verbis: 7

8 Art. 34. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive o reconhecido por decisão judicial transitada em julgado, relativo a tributo administrado pela RFB, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos administrados pela RFB, ressalvadas as contribuições previdenciárias, cujo procedimento está previsto nos arts. 44 a 48, e as contribuições recolhidas para outras entidades ou fundos. 1º A compensação de que trata o caput será efetuada pelo sujeito passivo mediante apresentação à RFB da Declaração de Compensação gerada a partir do programa PER/DCOMP ou, na impossibilidade de sua utilização, mediante a apresentação à RFB do formulário Declaração de Compensação constante do Anexo VII, ao qual deverão ser anexados documentos comprobatórios do direito creditório. 3º Não poderão ser objeto de compensação mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração referida no 1º: XV - os tributos apurados na forma do Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar nº 123, de 2006; A razão por traz desta vedação seria o fato de o sistema de tributação simplificada no Simples Nacional unificar a arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais, de modo que não seria possível compensar débitos deste com créditos resultantes de pagamentos indevidos de exações federais, como, no exemplo dos autos, as recolhidas a título de lucro presumido. Ocorre que, não obstante a aparente lógica deste raciocínio, outra deve ser a solução à vista das disposições legais que regem a matéria. É que, como explanado acima, nos termos do art. 74 da Lei nº 9.430/96, o que interessa para fins de verificação da possibilidade jurídica da utilização de crédito resultante de repetição de indébito de tributo federal em compensação tributária é que o débito a ser compensado também seja administrado pela Secretaria Receita Federal do Brasil. Pois bem, partindo deste pressuposto, é importante saber que, em 05 de Dezembro de 1996, entrou em vigor a Lei nº 9.317, que dispunha sobre o regime tributário das microempresas e das empresas de pequeno porte, além de instituir o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES. Esse regime de tributação era conhecido como SIMPLES FEDERAL, em razão de sua abrangência se dar apenas com relação aos tributos federais. De acordo com seu art. 17, competia à Secretaria da Receita Federal as atividades de arrecadação, cobrança, fiscalização e tributação dos impostos e contribuições pagos de conformidade com este sistema. 8

9 Já em 14 de Dezembro de 2006 passou a vigorar a Lei Complementar nº 123 que instituiu o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Tal norma revogou expressamente a Lei nº 9.317/96, criando em seu lugar o hoje conhecido SIMPLES NACIONAL. O novo sistema de tributação simplificada, como o nome está a indicar, passou a abranger a arrecadação conjunta dos tributos de todos os entes federados, e não mais apenas da União, como o era na vigência do SIMPLES FEDERAL. Para a administração do novo regime, a LC nº 123/06, diferentemente do que previa a Lei nº 9.317/96, estabeleceu uma divisão de atribuições para todos os Entes Federados, criando Instâncias Administrativas. Seu art. 2º assim dispõe: Art. 2º O tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte de que trata o art. 1o desta Lei Complementar será gerido pelas instâncias a seguir especificadas: I - Comitê Gestor do Simples Nacional, vinculado ao Ministério da Fazenda, composto por 4 (quatro) representantes da Secretaria da Receita Federal do Brasil, como representantes da União, 2 (dois) dos Estados e do Distrito Federal e 2 (dois) dos Municípios, para tratar dos aspectos tributários; e 1º Os Comitês de que tratam os incisos I e III do caput deste artigo serão presididos e coordenados por representantes da União. 6º Ao Comitê de que trata o inciso I do caput deste artigo compete regulamentar a opção, exclusão, tributação, fiscalização, arrecadação, cobrança, dívida ativa, recolhimento e demais itens relativos ao regime de que trata o art. 12 desta Lei Complementar, observadas as demais disposições desta Lei Complementar. Da leitura dos dispositivos legais transcritos, percebe-se ser o Comitê Gestor do SIMPLES NACIONAL vinculado diretamente ao Ministério da Fazenda, que, por sua vez, nada mais é do que órgão despersonalizado da União, especializado para tratar, dentre outras, da matéria tributária de interesse federal. Vislumbra-se também ser o Comitê Gestor o órgão que regulamenta a cobrança, arrecadação e fiscalização dos créditos relacionados ao SIMPLES NACIONAL. Atente-se também para o fato do citado órgão ser presidido e coordenado pelos representantes da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Já o art. 25 da mencionada lei dispõe sobre a atribuição da Secretaria da Receita Federal do Brasil em receber a declaração única e simplificada de informações no âmbito do SIMPLES NACIONAL. Ao passo que seu art. 33 lhe atribui, 9

10 prioritariamente, a competência para fiscalizar o cumprimento das obrigações pelos contribuintes sujeitos a este regime. Vejamos: Art. 25. As microempresas e empresas de pequeno porte optantes do Simples Nacional apresentarão, anualmente, à Secretaria da Receita Federal declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais, que deverão ser disponibilizadas aos órgãos de fiscalização tributária e previdenciária, observados prazo e modelo aprovados pelo Comitê Gestor. Art. 33. A competência para fiscalizar o cumprimento das obrigações principais e acessórias relativas ao Simples Nacional e para verificar a ocorrência das hipóteses previstas no art. 29 desta Lei Complementar é da Secretaria da Receita Federal e das Secretarias de Fazenda ou de Finanças do Estado ou do Distrito Federal, segundo a localização do estabelecimento, e, tratando-se de prestação de serviços incluídos na competência tributária municipal, a competência será também do respectivo Município. Outrossim, guardando harmonia com as prescrições legais já citadas, o art. 41 daquela lei assevera que as demandas judiciais que veiculem lide relacionada ao SIMPLES NACIONAL serão propostas contra a União, a qual será representada judicialmente pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Litteris: Art. 41. Os processos relativos a impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional serão ajuizados em face da União, que será representada em juízo pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, observado o disposto no 5o deste artigo. POR TODO O EXPOSTO, podemos concluir que, a despeito de o regime de arrecadação simplificada e unificada do SIMPLES NACIONAL abranger tributos de competência federal, estadual e municipal, sua gestão, inclusive no que toca à regulamentação, fiscalização e arrecadação, fica a cargo da Secretaria da Receita Federal do Brasil, como órgão da União. Assim sendo, tem-se como satisfeito o requisito previsto no art. 74 da Lei nº 9.430/96, pelo que, consequentemente, é cabível a compensação pretendida pelo impetrante. No mesmo sentido é jurisprudência do nosso Eg. Tribunal Regional Federal da 5ª Região, como se observa dos seguintes arestos, que, não obstante tratarem do SIMPLES FEDERAL, seguem o mesmo raciocínio desenvolvido nesta fundamentação, in verbis: " 1. Encontrando-se a autora sob o regime tributário simplificado - SIMPLES, as contribuições previdenciárias recolhidas, equivocadamente, no regime de lucro presumido em percentuais superiores aos efetivamente 10

11 devidos, segundo a jurisprudência pacífica, poderão ser compensadas. 5. Os valores recolhidos pela autora na sistemática do Lucro Presumido devem ser compensados com os débitos do SIMPLES cobrados pela Receita Federal relativos ao mesmo período, sendo autorizada a restituição/compensação pela autora dos créditos que restarem deste encontro de contas. Precedente do eg. STJ. 6. A compensação autorizada só poderá ser levada a efeito após o trânsito em julgado da sentença, em respeito ao art. 170 do CTN, modificado pela Lei Complementar 104/ Correção monetária e incidência de juros de mora, desde o pagamento indevido, com base na Taxa SELIC. 9. Apelação da Fazenda Nacional improvida." (TRF-5. AC , 2ª Turma, Rel. Des. FRANCISCO BARROS DIAS, DJ: 22/06/2009). " 3. Sobre o mérito, restou comprovado de forma incontroversa nos autos que o autor efetuou o pagamento pelo SIMPLES, ainda que equivocadamente, o que gerou a inclusão em dívida ativa do débito em comento, eis que aquele haveria de ser feito com base no lucro presumido. 4. Direito à compensação do valor pago a título de SIMPLES que resta reconhecido, de sorte a ser reduzido o valor que está sendo cobrado do Apelado. 5. Apelo conhecido, mas desprovido." (TRF-5. AC , 2ª Turma, Rel. Des. FRANCISCO BARROS DIAS, DJ: 26/11/2009). Consigne-se, por fim, ser direito do contribuinte a compensação de tributos e/ou contribuições sociais pagos indevidamente ou a maior, autorizando-a o art. 170 do Código Tributário Nacional em relação a "créditos líquidos e certos". Ao Judiciário, assim, compete apenas declarar a compensabilidade, devendo o procedimento correspondente ser feito diretamente na via administrativa." Ora, havendo crédito decorrente do recolhimento de PIS, COFINS, IRPJ, CSLL e contribuições previdenciárias com base no lucro presumido, assiste ao contribuinte o direito de compensar o dito crédito com as dívidas atinentes ao Simples Nacional, relativas aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. O fato de o referido sistema de tributação simplificada previsto pela Lei Complementar 123/2006 unificar a arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais não impede a compensação do crédito decorrente de pagamento indevido de exações federais. Isso porque, ao regular o direito à compensação tributária, a Lei

12 9430/96, em seu art. 74 1, autorizou a utilização dos créditos apurados de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal para compensar débitos próprios de quaisquer tributos administrados por aquele órgão fazendário e, entre as vedações previstas para a dita compensação, não se verifica qualquer menção aos tributos tratados nestes autos. E não se diga que o 9º do art. 21 da Lei Complementar 123/2006 2, acrescido pela Lei Complementar 139/2011, representa vedação expressa à compensação buscada nestes autos, uma vez que o dito dispositivo legal não vigorava na época do ajuizamento da presente ação mandamental e, conforme já firmado pelo eg. Superior Tribunal de Justiça, deve ser aplicado à compensação o regime jurídico vigente no momento do encontro de contas, contudo, uma vez proposta demanda judicial, o julgamento desta deve ter como referência a lei vigente no momento do ajuizamento da ação (REsp /MG, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Seção, DJe 02/09/2010; REsp /SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, DJe 01/02/ recursos repetitivos e AgRg nos EDcl nos EDcl no REsp /SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 22/05/2013). Nos termos da Lei Complementar 123/2006, o Comitê Gestor do Simples Nacional, vinculado diretamente ao Ministério da Fazenda, presidido e coordenado por representante da União, regulamenta a cobrança, a arrecadação e a fiscalização dos créditos relacionados ao dito sistema simplificado de tributação. Assim, a gestão do Simples Nacional fica sob a responsabilidade da Secretaria da Receita Federal, o que vem a viabilizar a compensação pleiteada pelo impetrante. A despeito de o Simples Nacional abranger também tributos estaduais e municipais isso não representa óbice à compensação dos tributos federais indevidamente pagos pelo contribuinte. Tem o impetrante o direito de compensar seus 1 Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. 3 o Além das hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração referida no 1 o : I - o saldo a restituir apurado na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física; II - os débitos relativos a tributos e contribuições devidos no registro da Declaração de Importação. III - os débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal que já tenham sido encaminhados à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União; IV - o débito consolidado em qualquer modalidade de parcelamento concedido pela Secretaria da Receita Federal - SRF; V - o débito que já tenha sido objeto de compensação não homologada, ainda que a compensação se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa; e VI - o valor objeto de pedido de restituição ou de ressarcimento já indeferido pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal - SRF, ainda que o pedido se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa. 2 9 o É vedado o aproveitamento de créditos não apurados no Simples Nacional, inclusive de natureza não tributária, para extinção de débitos do Simples Nacional. 12

13 créditos decorrentes do recolhimento, pelo regime do lucro presumido, de PIS, COFINS, IRPJ, CSLL e contribuições previdenciárias com suas dívidas do Simples atinentes aos tributos, também federais, administrados pela Secretaria da Receita Federal, montante este facilmente apurável, em face da tabela de partilha de tributos prevista na Lei Complementar 123/2006. Nesse sentido, trago à colação o seguinte julgado: TRIBUTÁRIO - FINSOCIAL - EMPRESAS COMERCIAIS E MISTAS - MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA PELAS LEIS NºS 7.689/88, 7.787/89, 7.894/89 E 8.147/90: INCONSTITUCIONALIDADE - EMPRESA OPTANTE DO SIMPLES - COMPENSAÇÃO COM QUAISQUER TRIBUTOS ADMINISTRADOS PELA SRF: POSSIBILIDADE - PRESCRIÇÃO - ENTENDIMENTO DO E. STJ EXPLICITADO NO JULGAMENTO DA ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NOS AUTOS DO ERESP Nº E DESTE TRIBUNAL NO JULGAMENTO DA ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NOS AUTOS DA AC Nº /GO - EXPURGOS INFLACIONÁRIOS -VERBA HONORÁRIA. 7 - No caso específico da segunda Autora (MOLDUNORTE IND. E COM. DE MOLDURAS LTDA), a opção pelo SIMPLES não inviabiliza a compensação tributária. Com efeito, admite-se a compensação com débitos do SIMPLES, limitando-se o aproveitamento do crédito à quitação do montante relativo aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal Apelação das Autoras e Remessa Oficial providas, em parte Apelação da União Federal (Fazenda Nacional) desprovida Sentença parcialmente reformada. (AC / DF, Rel. Desembargador Federal Catão Alves, Rel.Conv. Juiz Federal Francisco Renato Codevila Pinheiro Filho (conv.), Sétima Turma, e-djf1 p.168 de 29/05/2009) Ademais, parece-me descabido obrigar o contribuinte a pagar o montante do Simples Nacional devido, nele incluídos os valores atinentes aos tributos federais já recolhidos anteriormente aos cofres da Fazenda Pública Federal, ainda que sob outra sistemática, no caso a do lucro presumido, e submeter a pessoa jurídica credora ao procedimento da repetição de indébito para recuperar tais créditos. Ante o exposto, nego provimento à apelação e à remessa obrigatória. ASSIM VOTO. 13

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli APELAÇÃO CÍVEL Nº 550822-PE (2001.83.00.010096-5) APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA ENTIDADE APDO : LUZIA DOS SANTOS SANTANA ADV/PROC : SEM ADVOGADO/PROCURADOR

Leia mais

APELAÇÃO CÍVEL Nº 0008220-49.2010.4.03.6100/SP EMENTA

APELAÇÃO CÍVEL Nº 0008220-49.2010.4.03.6100/SP EMENTA APELAÇÃO CÍVEL Nº 0008220-49.2010.4.03.6100/SP. EMENTA AÇÃO ORDINÁRIA. PIS/COFINS. RECOLHIMENTO NA FORMA DAS LEIS Nº 10.637/02 E 10.833/03. EXCEÇÃO ÀS PESSOAS JURÍDICAS REFERIDAS NA LEI Nº 7.102/83. SITUAÇÃO

Leia mais

Excelentíssimo Senhor Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Excelentíssimo Senhor Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Excelentíssimo Senhor Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro., vem, auxiliado pela Amaerj Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro, com fulcro na jurisprudência e legislação

Leia mais

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL PORTARIA CONJUNTA Nº 900, DE 19 DE JULHO DE 2002. Disciplina o pagamento ou parcelamento de débitos de que trata o art. 11 da Medida Provisória nº 38, de 14 de maio de 2002.

Leia mais

ARQUIVO ATUALIZADO ATÉ 29/11/2011

ARQUIVO ATUALIZADO ATÉ 29/11/2011 ARQUIVO ATUALIZADO ATÉ 29/11/2011 Recolhimento Espontâneo 001 Quais os acréscimos legais que incidirão no caso de pagamento espontâneo de imposto ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL FRANCISCO BARROS DIAS

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL FRANCISCO BARROS DIAS PROCESSO: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL Nº 183923/RN (99.05.45463-2) APTE : POTY REFRIGERANTES LTDA ADV/PROC : MANUEL LUÍS DA ROCHA NETO E OUTROS APDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL

Leia mais

i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll

i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll sajfâu PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO 397 ACÓRDÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SAC>PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRATICA REGISTRADO(A) SOB N i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll Vistos,

Leia mais

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 2ª TURMA RECURSAL JUÍZO C

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 2ª TURMA RECURSAL JUÍZO C JUIZADO ESPECIAL (PROCESSO ELETRÔNICO) Nº201070510020004/PR RELATORA : Juíza Andréia Castro Dias RECORRENTE : LAURO GOMES GARCIA RECORRIDO : UNIÃO FAZENDA NACIONAL V O T O Dispensado o relatório, nos termos

Leia mais

PARCELAMENTO TRIBUTÁRIO

PARCELAMENTO TRIBUTÁRIO PARCELAMENTO TRIBUTÁRIO Depósitos Judiciais (REsp. 1.251.513/PR) e a conversão do depósito pela Fazenda Pública José Umberto Braccini Bastos umberto.bastos@bvc.com.br CTN ART. 151 o depósito é uma das

Leia mais

COMPENSAÇÃO NO DIREITO TRIBUTÁRIO

COMPENSAÇÃO NO DIREITO TRIBUTÁRIO COMPENSAÇÃO NO DIREITO TRIBUTÁRIO Rafael da Rocha Guazelli de Jesus * Sumário: 1. Introdução 2. O Instituto da Compensação 3. Algumas legislações que tratam da compensação 4. Restrições impostas pela Fazenda

Leia mais

PODER JUDICIáRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

PODER JUDICIáRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO PARTE A ADV/PROC PARTE R REPTE ORIGEM RELATOR : JORGEVALDO ROBINSTON DE MOURA : FÁBIO CORREA RIBEIRO E OUTROS : INSS INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA ENTIDADE : JUÍZO

Leia mais

EMENTA ACÓRDÃO. LUÍSA HICKEL GAMBA Relatora

EMENTA ACÓRDÃO. LUÍSA HICKEL GAMBA Relatora INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO JEF Nº 2005.70.53.001322-8/PR RELATOR : Juiz D.E. Publicado em 20/02/2009 EMENTA ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PUBLICO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. ANUÊNIOS SUBSTITUÍDOS POR QÜINQÜÊNIOS.

Leia mais

QUALIDADE DA INFORMAÇÃO X PER DCOMP

QUALIDADE DA INFORMAÇÃO X PER DCOMP QUALIDADE DA INFORMAÇÃO X PER DCOMP Objetivo: comentar sobre os mais frequentes erros cometidos no preenchimento dos PERDCOMP S, bem como, as consequências fiscais e profissionais desses erros. Um relato

Leia mais

CONCURSO PÚBLICO FICHA DE RESPOSTA AO RECURSO CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL

CONCURSO PÚBLICO FICHA DE RESPOSTA AO RECURSO CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL QUESTÃO Nº 13 Gabarito divulgado: D Mantemos o gabarito apresentado na alternativa D. A candidata indicou a alternativa correta, ou seja a alternativa D. Recurso improcedente.

Leia mais

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 20.712/15/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 16.000562964-91 Impugnação: 40.

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 20.712/15/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 16.000562964-91 Impugnação: 40. Acórdão: 20.712/15/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 16.000562964-91 Impugnação: 40.010136543-73 Impugnante: Proc. S. Passivo: Origem: EMENTA Miquelanti Ltda IE: 186946145.00-63 João Henrique Galvão DF/Contagem

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 868.088 - SP (2006/0154899-0) RELATOR : MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA RECORRENTE : NITTELA DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA ADVOGADO : JOSÉ RODRIGO LINS DE ARAÚJO RECORRIDO : FAZENDA

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação 0 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 110 - Cosit Data 7 de maio de 2015 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO OPERAÇÕES DE FECHAMENTO DE CÂMBIO.

Leia mais

LUIZ ANTONIO SOARES DESEMBARGADOR FEDERAL RELATOR

LUIZ ANTONIO SOARES DESEMBARGADOR FEDERAL RELATOR Apelação Cível - Turma Espec. II - Tributário Nº CNJ : 0100686-34.2014.4.02.5006 (2014.50.06.100686-0) RELATOR : LUIZ ANTONIO SOARES APELANTE : PARANÁ GRANITOS LTDA ADVOGADO : EDGAR LENZI E OUTROS APELADO

Leia mais

A nova Consolidação das Regras para Compensação de Tributos Federais: In nº 1.300/12

A nova Consolidação das Regras para Compensação de Tributos Federais: In nº 1.300/12 Anexo Biblioteca Informa nº 2.235 A nova Consolidação das Regras para Compensação de Tributos Federais: In nº 1.300/12 Autores Luiz Roberto Peroba Rodrigo Martone Mariana Monte Alegre de Paiva Sócio e

Leia mais

PARECER DOS RECURSOS REFERENTES À ELABORAÇÃO DAS QUESTÕES DE PROVA OU GABARITO PRELIMINAR

PARECER DOS RECURSOS REFERENTES À ELABORAÇÃO DAS QUESTÕES DE PROVA OU GABARITO PRELIMINAR QUESTÃO: 22 22- Assinale a alternativa correta: (A) O direito do contribuinte em pleitear a repetição de tributos sujeitos a lançamento por homologação, indevidamente recolhidos, extingue-se em cinco anos,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em ação de indenização, em que determinada empresa fora condenada a pagar danos materiais e morais a Tício Romano, o Juiz, na fase de cumprimento de sentença, autorizou

Leia mais

P O D E R J U D I C I Á R I O

P O D E R J U D I C I Á R I O Registro: 2013.0000791055 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0024907-79.2012.8.26.0564, da Comarca de São Bernardo do Campo, em que é apelante CRIA SIM PRODUTOS DE HIGIENE

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 919.527 - SP (2007/0014498-9) RELATOR : MINISTRO BENEDITO GONÇALVES AGRAVANTE : FAZENDA NACIONAL REPDO : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS AGRAVADO : TRANS-TERRALHEIRO

Leia mais

Poder Judiciário Tribunal Regional Federal da 5ª Região Gabinete do Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira

Poder Judiciário Tribunal Regional Federal da 5ª Região Gabinete do Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira APELANTE : FAZENDA NACIONAL APELADO : SESC/CE - SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO (ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DO ESTADO DO CEARÁ) E OUTROS ADV/PROC : REBECA VALENÇA AQUINO E OUTROS REMTE : JUÍZO DA 5ª VARA FEDERAL

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL SRRF10 DIVISÃO DE TRIBUTAÇÃO

MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL SRRF10 DIVISÃO DE TRIBUTAÇÃO MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL SRRF10 DIVISÃO DE TRIBUTAÇÃO Solução de Consulta Interna nº: 001 SRRF10/Disit Data: 26 de março de 2012 Origem: DRF Novo Hamburgo/Seort ASSUNTO:

Leia mais

Desembargador JOSÉ DIVINO DE OLIVEIRA Acórdão Nº 373.518 E M E N T A

Desembargador JOSÉ DIVINO DE OLIVEIRA Acórdão Nº 373.518 E M E N T A Poder Judiciário da União Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios Órgão 6ª Turma Cível Processo N. Agravo de Instrumento 20090020080840AGI Agravante(s) POLIMPORT COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em 2003, João ingressou como sócio da sociedade D Ltda. Como já trabalhava em outro local, João preferiu não participar da administração da sociedade. Em janeiro

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL

MINISTÉRIO DA FAZENDA PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL MINISTÉRIO DA FAZENDA PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PORTARIA CONJUNTA PGFN/RFB Nº 15, DE 22 DE AGOSTO DE 2014. Regulamenta o art. 33 da Medida Provisória

Leia mais

INFORMATIVO JURÍDICO

INFORMATIVO JURÍDICO 1 ROSENTHAL E SARFATIS METTA ADVOGADOS INFORMATIVO JURÍDICO NÚMERO 03, ANO 1I MARÇO DE 2010 1 ACABA EM JUNHO O PRAZO PARA RECUPERAR TRIBUTO INDEVIDO DOS ÚLTIMOS DEZ ANOS STJ já julgou Lei Complementar

Leia mais

PARCELAMENTO DE TRIBUTOS FEDERAIS REFIS DA COPA

PARCELAMENTO DE TRIBUTOS FEDERAIS REFIS DA COPA PARCELAMENTO DE TRIBUTOS FEDERAIS REFIS DA COPA INTRODUÇÃO Após a mobilização de vários setores da economia juntamente com as proposições formuladas pelo Congresso Nacional, foi publicada a Lei 12.996/2014,

Leia mais

AGRAVO INTERNO EM APELACAO CIVEL 2002.02.01.005234-7

AGRAVO INTERNO EM APELACAO CIVEL 2002.02.01.005234-7 RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO BARATA AGRAVANTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROCURADOR : JANE MARIA MACEDO MIDOES AGRAVADO : O FORTE DO SABAO LTDA ADVOGADO : SAULO RODRIGUES DA

Leia mais

SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO PUBLICAÇÕES JUDICIAIS I - INTERIOR SP E MS SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SAO CARLOS 2ª VARA DE SÃO CARLOS

SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO PUBLICAÇÕES JUDICIAIS I - INTERIOR SP E MS SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SAO CARLOS 2ª VARA DE SÃO CARLOS SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO PUBLICAÇÕES JUDICIAIS I - INTERIOR SP E MS SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SAO CARLOS 2ª VARA DE SÃO CARLOS Processo nº 0001312-86.2014.403.6115 RCO IND., COM., EXPORT. E

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fl. 35 Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta Interna nº 26 - Data 14 de novembro de 2014 Origem DELEGACIA ESPECIAL DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS EM SÃO PAULO ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE

Leia mais

- A PBPREV é autarquia previdenciária estadual

- A PBPREV é autarquia previdenciária estadual AC no 200.2010.039908-4/001 1 Poder Judiciário do Estado da Paraíba Tribunal de Justiça Gabinete da Desembargadora Maria das Neves do Egito de A. D. Ferreira ACÓRDÃO APELAÇÃO CÍVEL No 200.2 010.039908-4/001

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ MARIA LUCENA

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ MARIA LUCENA APELANTE APELADO ADV/PROC REMTE ORIGEM RELATOR : FAZENDA NACIONAL : SUASSUNA CORRETORA E ADMINISTRADORA DE SEGUROS LTDA : MÁRIO DE GODOY RAMOS e outro : JUÍZO DA 12ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO (RECIFE)

Leia mais

AGRAVO DE INSTRUMENTO nº 133023/PE (0006482-31.2013.4.05.0000)

AGRAVO DE INSTRUMENTO nº 133023/PE (0006482-31.2013.4.05.0000) AGRTE AGRDO ADV/PROC ORIGEM RELATOR : UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) : CLEIDE & LIMA LTDA ME : PEDRO MELCHIOR DE MELO BARROS e outros : 28ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO (ARCOVERDE) : DESEMBARGADOR FEDERAL FERNANDO

Leia mais

SENTENÇA. Vistos, etc. CLAUS PETER DE OLIVEIRA WILLI ajuizou a presente AÇÃO ORDINÁRIA contra o INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS.

SENTENÇA. Vistos, etc. CLAUS PETER DE OLIVEIRA WILLI ajuizou a presente AÇÃO ORDINÁRIA contra o INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS. fls. 57 SENTENÇA Processo Digital n.º: 1007976-71.2014.8.26.0286 Classe Assunto: Procedimento Ordinário - Salário-Maternidade (Art. 71/73) Requerente: CLAUS PETER DE OLIVEIRA WILLI Requerido: INSTITUTO

Leia mais

Abrangência: Esse programa abrange:

Abrangência: Esse programa abrange: Condições a serem observadas para adesão ao programa de recuperação fiscal que concede condições especiais para o pagamento à vista e o parcelamento de débitos de qualquer natureza (Portaria Conjunta PGFN/RFB

Leia mais

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA LEI Nº 3.256, DE 24 DE DEZEMBRO DE 2003 Institui o programa de recuperação de créditos tributários da fazenda pública municipal REFIM e dá outras providências. Piauí Lei: O PREFEITO MUNICIPAL DE TERESINA,

Leia mais

2ª TURMA RECURSAL JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ

2ª TURMA RECURSAL JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ 2ª TURMA RECURSAL JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ Processo nº 2007.70.50.015769-5 Relatora: Juíza Federal Andréia Castro Dias Recorrente: CLAUDIO LUIZ DA CUNHA Recorrida: UNIÃO FEDERAL

Leia mais

SIMPLES NACIONAL 1. NOÇÕES GERAIS

SIMPLES NACIONAL 1. NOÇÕES GERAIS SIMPLES NACIONAL 1. NOÇÕES GERAIS SIMPLES NACIONAL 1.1. O que é O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado, simplificado e favorecido previsto na Lei Complementar nº 123, de 2006, aplicável

Leia mais

A COMPENSAÇÃO ENTRE CRÉDITOS E DÉBITOS TRIBUTÁRIOS

A COMPENSAÇÃO ENTRE CRÉDITOS E DÉBITOS TRIBUTÁRIOS A COMPENSAÇÃO ENTRE CRÉDITOS E DÉBITOS TRIBUTÁRIOS Heraclito de Queiroz "As decisões judiciais, em tema de compensação entre créditos e débitos fiscais, deveriam limitar-se a reconhecer e declarar o direito

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 0 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 152 - Data 17 de junho de 2015 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.

Leia mais

Na mesma data, também foi publicada a Instrução Normativa RFB nº 1.576/2015, que alterou a Instrução Normativa nº 1.491/2014.

Na mesma data, também foi publicada a Instrução Normativa RFB nº 1.576/2015, que alterou a Instrução Normativa nº 1.491/2014. TRIBUTÁRIO 07/08/2015 PORTARIA CONJUNTA Nº 1.064/2015 E INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB Nº 1.576/2015 No dia 03 de agosto de 2015 foi publicada a Portaria Conjunta nº 1.064/2015, regulamentando os procedimentos

Leia mais

Novély Vilanova da Silva Reis. Juiz Federal em Brasília. novely@df.trf1.gov.br

Novély Vilanova da Silva Reis. Juiz Federal em Brasília. novely@df.trf1.gov.br JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA DECORRENTES DE SENTENÇA Novély Vilanova da Silva Reis. Juiz Federal em Brasília. novely@df.trf1.gov.br Qualquer débito decorrente de decisão judicial, incide juros ainda que

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 924, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2009

RESOLUÇÃO Nº 924, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2009 RESOLUÇÃO Nº 924, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2009 Institui o Programa de Parcelamento de Débitos Fiscais no âmbito do Sistema CFMV/ CRMVs, destinado à regularização de débitos de anuidades, multas, taxas, emolumentos

Leia mais

Art. 2º Fica suspenso o pagamento da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a receita bruta da venda, no mercado interno, de:

Art. 2º Fica suspenso o pagamento da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a receita bruta da venda, no mercado interno, de: Nº 240, quarta-feira, 16 de dezembro de 2009 1 ISSN 1677-7042 87 SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 977, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2009 Dispõe sobre a suspensão da exigibilidade

Leia mais

informa tributário ALTERAÇÕES DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA nº 13 / setembro de 2010 INSTRUÇÃO NORMATIVA ALTERA REGRAS SOBRE COMPENSAÇÃO E RESSARCIMENTO

informa tributário ALTERAÇÕES DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA nº 13 / setembro de 2010 INSTRUÇÃO NORMATIVA ALTERA REGRAS SOBRE COMPENSAÇÃO E RESSARCIMENTO nº 13 / setembro de 2010 informa tributário Nesta edição: Alterações da Legislação Tributária Decisões do Poder Judiciário ALTERAÇÕES DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA Esta seção divulga as principais alterações

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI COMPLEMENTAR Nº 127, DE 14 DE AGOSTO DE 2007 Mensagem de veto Altera a Lei Complementar n o 123, de 14 de dezembro de 2006. O PRESIDENTE

Leia mais

INFORMATIVO JURÍDICO

INFORMATIVO JURÍDICO 1 ROSENTHAL E SARFATIS METTA ADVOGADOS INFORMATIVO JURÍDICO NÚMERO 5, ANO III MAIO DE 2011 1 ESTADO NÃO PODE RECUSAR CRÉDITOS DE ICMS DECORRENTES DE INCENTIVOS FISCAIS Fiscos Estaduais não podem autuar

Leia mais

Lei 12.865 reabre Refis da crise e institui novos programas /ROTEIRO E CONDIÇÕES PARA ADESÃO

Lei 12.865 reabre Refis da crise e institui novos programas /ROTEIRO E CONDIÇÕES PARA ADESÃO GESTÃO TRIBUTÁRIA NOTÍCIAS - 2013 Lei 12.865 reabre Refis da crise e institui novos programas /ROTEIRO E CONDIÇÕES PARA ADESÃO A presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto de lei de conversão resultante

Leia mais

CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA RURAL INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO RE Nº 363.852/MG.

CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA RURAL INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO RE Nº 363.852/MG. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA RURAL INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO RE Nº 363.852/MG. Como amplamente noticiado nestes últimos dias, o Supremo Tribunal Federal, em decisão

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO 34 a Câmara Seção de Direito Privado Julgamento sem segredo de justiça: 27 de julho de 2009, v.u. Relator: Desembargador Irineu Pedrotti. Apelação Cível nº 968.409-00/3 Comarca de São Paulo Foro Central

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 224 - Data 29 de outubro de 2015 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL OPÇÃO PELO SIMPLES NACIONAL. PARTICIPAÇÃO EM CONSÓRCIO.

Leia mais

Dívidas não parceladas anteriormente

Dívidas não parceladas anteriormente Débitos abrangidos Dívidas não parceladas anteriormente Artigo 1º da Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 2009 Poderão ser pagos ou parcelados, em até 180 (cento e oitenta) meses, nas condições dos arts.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.191.881 - RJ (2010/0080549-7) RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES RECORRENTE : RECOMEX REPRESENTAÇÃO E COMÉRCIO EXTERIOR LTDA ADVOGADO : ALBERTO DAUDT DE OLIVEIRA E OUTRO(S)

Leia mais

INFORMATIVO. Dispensa de IR sobre as contribuições do participante de 01/01/89 a 31/12/95

INFORMATIVO. Dispensa de IR sobre as contribuições do participante de 01/01/89 a 31/12/95 INFORMATIVO Dispensa de IR sobre as contribuições do participante de 01/01/89 a 31/12/95 Este informativo tem o propósito de orientar as associadas sobre as principais questões atinentes aos procedimentos

Leia mais

SIMULADO PFN I (Tributário e Processo Tributário) Prof. Mauro Luís Rocha Lopes Dezembro de 2015

SIMULADO PFN I (Tributário e Processo Tributário) Prof. Mauro Luís Rocha Lopes Dezembro de 2015 Simulado PFN 2015 I Prof. Mauro Luís Rocha Lopes SIMULADO PFN I (Tributário e Processo Tributário) Prof. Mauro Luís Rocha Lopes Dezembro de 2015 1ª Questão A empresa Fábrica de Caixões Morte Feliz Ltda

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em março de 2014, o Estado A instituiu, por meio de decreto, taxa de serviço de segurança devida pelas pessoas jurídicas com sede naquele Estado, com base de cálculo

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO Acórdão 10a Turma PODER JUDICIÁRIO FEDERAL CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA. PRESCRIÇÃO. PRAZO INICIAL. O processo do trabalho guarda perfeita simetria ao processo administrativo tributário posto

Leia mais

NOTA TÉCNICA 48 2013. Lei nº 12.873 de 24/10/2013: PROSUS Registros de preços

NOTA TÉCNICA 48 2013. Lei nº 12.873 de 24/10/2013: PROSUS Registros de preços NOTA TÉCNICA 48 2013 Lei nº 12.873 de 24/10/2013: PROSUS Registros de preços Brasília, 29 de outubro de 2013 INTRODUÇÃO A Lei 12.873 de 24/10/13 trata de vários assuntos, altera algumas leis e entre os

Leia mais

DECISÃO INTERLOCUTÓRIA HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL ANÁLISE APÓS ÚLTIMO DESPACHO NO MOV. 2304

DECISÃO INTERLOCUTÓRIA HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL ANÁLISE APÓS ÚLTIMO DESPACHO NO MOV. 2304 DECISÃO INTERLOCUTÓRIA HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL 2379] ANÁLISE APÓS ÚLTIMO DESPACHO NO MOV. 2304 1. PETIÇÃO DA CREDORA AUNDE BRASIL S/A. [mov. Considerando que não há previsão legal

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 308 - Data 24 de outubro de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS COFINS.

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE PALMAS SECRETARIA MUNICIPAL DE GOVERNO ASSESSORIA TÉCNICO-LEGISLATIVA DECRETO Nº 110, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2009

PREFEITURA MUNICIPAL DE PALMAS SECRETARIA MUNICIPAL DE GOVERNO ASSESSORIA TÉCNICO-LEGISLATIVA DECRETO Nº 110, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2009 DECRETO Nº 110, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2009 PUBLICADO EM PLACAR Em / / Dispõe sobre a regulamentação da Lei Complementar nº 187, de 12 de agosto de 2009, que autoriza a transação tributária para fins de

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL

PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL \d \w1215 \h1110 FINCLUDEPICTURE "brasoes\\15.bmp" MERGEFORMAT PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL Processo n. 001.08.020297-8 Ação: Ação Civil Pública Autor: Ministério

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Município Beta instituiu por meio de lei complementar, publicada em 28 de dezembro de 2012, Taxa de Iluminação Pública (TIP). A lei complementar previa que os proprietários

Leia mais

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1.

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1. Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA Índice 1. Anotações de Aula 1. ANOTAÇÕES DE AULA DIREITO TRIBUTARIO NO CTN Art. 155-A CTN.

Leia mais

04/09/2014 PLENÁRIO : MIN. TEORI ZAVASCKI

04/09/2014 PLENÁRIO : MIN. TEORI ZAVASCKI Decisão sobre Repercussão Geral Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 04/09/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 745.901 PARANÁ RELATOR RECTE.(S) PROC.(A/S)(ES) RECDO.(A/S)

Leia mais

,." \,J ESTADO DO CEARÁ SECRETARIA DA FAZENDA CONSELHO DE RECURSOSTRIBUTÁRIOS

,. \,J ESTADO DO CEARÁ SECRETARIA DA FAZENDA CONSELHO DE RECURSOSTRIBUTÁRIOS ,.".. PROC: 1/4305/2005 ESTADO DO CEARÁ SECRETARIA DA FAZENDA CONSELHO DE RECURSOSTRIBUTÁRIOS RESOLUÇÃON bt:t 'i /2007 la CÂMARA SESSÃODE 25/10/2007 PROCESSODE RECURSO N 1/4305/2005 AUTO DE INFRAÇÃO: 1/200516884

Leia mais

Aprovada modificação na Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas

Aprovada modificação na Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas Aprovada modificação na Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas Lei Complementar n o 139, sancionada em 10 de novembro de 2011 (PLC 77/2011, do Poder Executivo) Entre os principais avanços do projeto está

Leia mais

PROJETO DE LEI N 017/2014, de 11 de Abril de 2014.

PROJETO DE LEI N 017/2014, de 11 de Abril de 2014. 1 PROJETO DE LEI N 017/2014, de 11 de Abril de 2014. Institui o programa de recuperação de créditos municipais, e dá outras providências. O Prefeito Municipal de Piratuba, Estado de Santa Catarina, no

Leia mais

PARECER/PGFN/CAT Nº 1851 /2013

PARECER/PGFN/CAT Nº 1851 /2013 PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Registro nº. 6803/2013 PARECER/PGFN/CAT Nº 1851 /2013 Parecer público. Retenção de tributos federais sobre o montante a ser pago pelo fornecimento de energia elétrica.

Leia mais

AGRAVO Nº 831. JOÃO DOMINGOS KUSTER PUPPI RELATORA DESIGNADA : JUÍZA SUBST. 2º G. DENISE KRÜGER PEREIRA

AGRAVO Nº 831. JOÃO DOMINGOS KUSTER PUPPI RELATORA DESIGNADA : JUÍZA SUBST. 2º G. DENISE KRÜGER PEREIRA AGRAVO Nº 831.160-0/01, DE MEDIANEIRA - VARA CÍVEL E ANEXOS AGRAVANTE : COMPANHIA EXCELSIOR DE SEGUROS AGRAVADOS : DORIVAL ASSIS DE SOUZA E OUTROS RELATOR ORIGINÁRIO : DES. JOÃO DOMINGOS KUSTER PUPPI RELATORA

Leia mais

EMENTA: ANÁLISE JURÍDICA. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA FÍSICA POR DOENÇAS GRAVES. ROL

EMENTA: ANÁLISE JURÍDICA. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA FÍSICA POR DOENÇAS GRAVES. ROL PARECER N. 001/2015-SINDIJUS/MS INTERESSADO: SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DE MATO GROSSO DO SUL SINDIJUS/MS EMENTA: ANÁLISE JURÍDICA. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA FÍSICA POR DOENÇAS

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.451.602 - PR (2014/0100898-3) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS AGRAVANTE : MTD COMÉRCIO LTDA ADVOGADOS : CHRISTIANO MARCELO BALDASONI CRISTIANO CEZAR SANFELICE

Leia mais

PARECER PGFN/CRJ/Nº 2113 /2011

PARECER PGFN/CRJ/Nº 2113 /2011 PARECER PGFN/CRJ/Nº 2113 /2011 Denúncia espontânea. Exclusão da multa moratória. Inexistência de distinção entre multa moratória e multa punitiva, visto que ambas são excluídas em caso de configuração

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO TEORI ALBINO ZAVASCKI PROCURADORES : CLAUDIO XAVIER SEEFELDER FILHO DEYSI CRISTINA DA 'ROLT E OUTRO(S) EMENTA TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. DECLARAÇÃO DO DÉBITO PELO CONTRIBUINTE (DCTF).

Leia mais

Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 1ª RF

Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 1ª RF Fls. 1 Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 1ª RF Solução de Consulta Interna nº 1 Data 15 de junho de 2012 Origem DIFIS/SRRF01 (e processo nº 10166.725012/2012 53) Assunto: Contribuições

Leia mais

Relator: NANCI GAMA Recorrente: HOSPITAL E MATERNIDADE DR. CRISTOVÃO DA GAMA S/A

Relator: NANCI GAMA Recorrente: HOSPITAL E MATERNIDADE DR. CRISTOVÃO DA GAMA S/A ACÓRDÃO 303-35.815 Orgão 3º Conselho de Contribuintes - 3a. Câmara Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/09/1989 a 31/12/1991 FINSOCIAL. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO.

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE RONDÔNIA Porto Velho - Fórum Cível

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE RONDÔNIA Porto Velho - Fórum Cível CONCLUSÃO Aos 02 dias do mês de Dezembro de 2010, faço estes autos conclusos ao Juiz de Direito José Jorge Ribeiro da Luz. Eu, Olivia Adna Barata - Escrivã(o) Judicial, escrevi conclusos. Vara: 5ª Vara

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Decisão sobre Repercussão Geral DJe 23/10/2012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 30/08/2012 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.169 RIO GRANDE DO SUL RELATOR RECTE.(S) ADV.(A/S)

Leia mais

Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais Superintendência de Tributação Diretoria de Orientação e Legislação Tributária

Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais Superintendência de Tributação Diretoria de Orientação e Legislação Tributária (*) Orientação Tributária DOLT/SUTRI Nº 001/2009 Novas regras do Simples Nacional - Implicações no âmbito estadual Vigência: 1º/01/2009 A Lei Complementar nº 128, de 19 de dezembro de 2008, modificou a

Leia mais

BOLETIM INFORMATIVO Nº 19/2014 ANO XI (07 de julho de 2014)

BOLETIM INFORMATIVO Nº 19/2014 ANO XI (07 de julho de 2014) BOLETIM INFORMATIVO Nº 19/2014 ANO XI (07 de julho de 2014) 01. PIS E COFINS OPERADORAS DE PLANOS DE SAÚDE 23/06/2014 - Operadora de planos de saúde não deve contribuição sobre faturamento total dos planos

Leia mais

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

O CONGRESSO NACIONAL decreta: REDAÇÃO FINAL MEDIDA PROVISÓRIA Nº 608-A, DE 2013 PROJETO DE LEI DE CONVERSÃO Nº 14 DE 2013 Dispõe sobre crédito presumido apurado com base em créditos decorrentes de diferenças temporárias oriundos de

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 214 - Data 21 de julho de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO INCORPORAÇÕES IMOBILIÁRIAS. REGIME

Leia mais

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO SILVA SANTOS

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO SILVA SANTOS fls. 122 Processo: 0135890-46.2012.8.06.0001 - Apelação Apelante: Sindicato dos Guardas Municipais da Região Metrolitana de Fortaleza - SINDIGUARDAS Apelado: Município de Fortaleza Vistos etc. DECISÃO

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA TCE-TO Nº 003, DE 23 DE SETEMBRO DE 2009. Consolidada pela IN nº 03/2012 de 02/05/2012.

INSTRUÇÃO NORMATIVA TCE-TO Nº 003, DE 23 DE SETEMBRO DE 2009. Consolidada pela IN nº 03/2012 de 02/05/2012. INSTRUÇÃO NORMATIVA TCE-TO Nº 003, DE 23 DE SETEMBRO DE 2009. Consolidada pela IN nº 03/2012 de 02/05/2012. Acresce o 7 ao artigo 9º da Instrução Normativa nº 003, de 23 de setembro de 2009, que estabelece

Leia mais

SIMPLES NACIONAL DEVOLUÇÃO DE MERCADORIAS TRATAMENTO FISCAL

SIMPLES NACIONAL DEVOLUÇÃO DE MERCADORIAS TRATAMENTO FISCAL Matéria São Paulo SIMPLES NACIONAL DEVOLUÇÃO DE MERCADORIAS TRATAMENTO FISCAL SUMÁRIO 1. Introdução 2. Devolução Conceito 3. Crédito do Imposto no Recebimento de Mercadorias em Devolução ICMS e IPI 4.

Leia mais

DECRETO Nº 2.525, DE 4 DE SETEMBRO DE 2014 - Institui o Programa de Recuperação de Créditos da Fazenda Estadual REFAZ e dá outras providências.

DECRETO Nº 2.525, DE 4 DE SETEMBRO DE 2014 - Institui o Programa de Recuperação de Créditos da Fazenda Estadual REFAZ e dá outras providências. DECRETO Nº 2.525, DE 4 DE SETEMBRO DE 2014 - Institui o Programa de Recuperação de Créditos da Fazenda Estadual REFAZ e dá outras providências. EMENTA: Concede parcelamento de débitos fiscais com anistia

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 342.463 - SC (2014/0101370-3) RELATOR EMBARGANTE EMBARGADO : MINISTRO BENEDITO GONÇALVES : IPB CORRETORA DE SEGUROS LTDA : RAPHAEL DOS SANTOS BIGATON

Leia mais

RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR):

RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR): PROCESSO Nº: 0806690-65.2014.4.05.8400 - APELAÇÃO RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR): Trata-se de apelação interposta pelo Conselho Regional de Corretores de

Leia mais

Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção

Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção Kiyoshi Harada* É pacífico na doutrina e na jurisprudência que o crédito tributário resulta do ato

Leia mais

Nº 70034654392 COMARCA DE NOVO HAMBURGO BRUNA MACHADO DE OLIVEIRA

Nº 70034654392 COMARCA DE NOVO HAMBURGO BRUNA MACHADO DE OLIVEIRA AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO MONOCRÁTICA. AÇÃO DE COBRANÇA DE SEGURO OBRIGATÓRIO. DPVAT. LEGITIMIDADE PASSIVA. RESPONSABILIDADE DE QUALQUER SEGURADORA INTEGRANTE DO CONSÓRCIO. INCLUSÃO DA SEGURADORA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.374.048 - RS (2013/0073161-8) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO HUMBERTO MARTINS : FAZENDA NACIONAL : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL : EMERSON DA SILVA

Leia mais

14. TRIBUTOS EM ESPÉCIE Impostos sobre a Transmissão ITBI e ITCMD

14. TRIBUTOS EM ESPÉCIE Impostos sobre a Transmissão ITBI e ITCMD 14. TRIBUTOS EM ESPÉCIE Impostos sobre a Transmissão ITBI e ITCMD 1 - Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos (ITCMD) Compete privativamente aos Estados a instituição

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 777.906 - BA (2005/0144695-7) RELATOR RECORRENTE RECORRIDO : MINISTRO JOSÉ DELGADO : ADALTRO FERRERA DE SOUZA : YOLANDA SANTOS DE SANTANA E OUTROS : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF :

Leia mais

LEI Nº 13.043, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2014 LEI DE CONVERSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 651 ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

LEI Nº 13.043, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2014 LEI DE CONVERSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 651 ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA LEI Nº 13.043, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2014 LEI DE CONVERSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 651 ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA A Medida Provisória (MP) nº 651/14 promoveu diversas alterações na legislação tributária

Leia mais

<CABBCCABADDACABCCBBACAABDCDAABCBACBAA DDADAAAD> EMENTA: TRIBUTÁRIO ANULAÇÃO DE AUTO DE INFRAÇÃO FISCAL ITCD DOAÇÃO DE COTAS SOCIAIS TRANSAÇÃO REALIZADA ENTRE PARTICULARES SEM QUALQUER PUBLICIDADE INOCORRÊNCIA

Leia mais

AÇÃO CRIMINAL Nº 231-PE (89.05.03003-3) APTE: JUSTIÇA PÚBLICA APDO: ANCILON GOMES FILHO RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL ÉLIO SIQUEIRA (CONVOCADO)

AÇÃO CRIMINAL Nº 231-PE (89.05.03003-3) APTE: JUSTIÇA PÚBLICA APDO: ANCILON GOMES FILHO RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL ÉLIO SIQUEIRA (CONVOCADO) AÇÃO CRIMINAL Nº 231-PE (89.05.03003-3) APTE: JUSTIÇA PÚBLICA APDO: ANCILON GOMES FILHO RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL ÉLIO SIQUEIRA (CONVOCADO) RELATÓRIO O EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR FEDERAL

Leia mais

D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C A

D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C A APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. ISS. ATIVIDADE AUTÔNOMA E EMPRESARIAL. DUAS INSCRIÇÕES MUNICIPAIS. EXCLUSÃO DA ALÍQUOTA VARIÁVEL, FACE ALEGADA BITRIBUTAÇÃO. DESCABIMENTO. PRÁTICA

Leia mais