Aspectos Socio-Econômicos do Câncer no Brasil

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Aspectos Socio-Econômicos do Câncer no Brasil"

Transcrição

1 segunda-feira, outubro 03, 2016 Aspectos Socio-Econômicos do Câncer no Brasil André Medici Kaizô Beltrão Introdução Este artigo é a revisão de parte de um documento mais amplo escrito no ano de 2013 (Aspectos Demográficos e Socioeconômicos do Câncer no Brasil), que pode ser obtido no seguinte link: https://www.researchgate.net/publication/ _ Aspectos_demograficos_e_socioeconomicos_do_cancer_no_Brasil A idéia deste artigo foi buscar evidências a partir dos dados das pesquisas domiciliares (1) de como a prevalência de câncer se comporta de acordo com o nível de renda das famílias, os grupos de idade e as características étnicas e raciais da população brasileira. A prevalência de câncer, ao refletir os casos acumulados existentes, é maior do que a indicência, dado que a última mede o número de novos casos detectados no ano Os dados das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (PNADS) de 1998, 2003 e 2008 foram utilizados nesta análise. Estes dados revelam, para o ano de 2008, uma taxa de prevalência de câncer sensivelmente maior do que a incidência registrada nas Projeções do Instituto Nacional do Câncer (INCA)

2 para De acordo com a PNAD, a prevalência chegaria a 453,3 por 100 mil para homens e 567,8 por 100 mil para as mulheres. Mas os dados mostram uma diferença de 81% e 118% acima das estimativas de incidência do INCA, para homens e mulheres, em 2012, respectivamente. A diferença entre estimativas e projeções de incidência do INCA, baseadas em registros administrativos, e os casos de prevalência levantados pelas PNADs pode ser explicada pelo fato de que: (a) a prevalência representa o estoque de casos existentes no ano da medição e a incidência o número de novos casos ocorridos no mesmo ano; (b) as estimativas do INCA se baseiam em dados do DATASUS e dos Registros de Mortalidade, que não são capazes de captar a totalidade dos casos, especialmente daqueles relacionados a pessoas que consultaram médicos mais não se registraram no SUS ou nos planos de saúde (para efeitos de morbidade), ou que ao morrerem, não tiveram registrado em sua declaração de óbito o cancer como causa de morte. Já no caso das PNADS, a informação poderá estar sujeita a flutuações amostrais ou erros alheios a amostragem, dado que pesquisas por amostragem tem coeficientes de variação que aumentam de forma proporcional à redução do tamanho da amostra. Por este motivo, os dados aqui apresentados representam medias nacionais, dado que a amostra da PNAD não resistiria a análise dos dados a níveis mais desagregados, como Estados ou Municípios, onde o tamanho da amostra poderia fazer com que as estimativas não fossem estatisticamente confiáveis.

3 Prevalência de Câncer por Idade Entre os dados investigados através da informação de morbidade referida da PNAD, foram analisadas três variáveis: a) a distribuição etária das estimativas de câncer; b) a prevalência de câncer por quintil de renda e c) a prevalência de câncer por cor-raça. A primeira questão importante a destacar é a evolução das taxas de prevalência de câncer no Brasil, de acordo com as PNADS, entre 1998 e 2008, como pode ser visto no Gráfico No. 1. Entre 1998 e 2008, as taxas masculinas passaram de 224 para 456 por 100 mil habitantes, enquanto as femininas, de 268 para 568, no mesmo período. Estes dados poderiam indicar que um acelerado processo de transição demográfica e epidemiológica no Brasil influenciou o rápido crescimento na prevalência desta doença. Mas, como os dados de morbidade referida se relacionam à percepção e informação do indivíduo,

4 esta rápida evolução também pode estar associada a um maior acesso dos indivíduos a diagósticos, serviços de saúde ou a melhor informação sobre o seu estado de saúde. No que diz respeito a evolução do cancer por idade, os dados da PNAD 2008, de acordo com o Gráfico 2, revelam que as taxas de prevalência de câncer são crescentes para ambos os sexos, na medida em que avança a idade. No entanto, estas taxas, para ambos os sexos, avançam de forma similar até a idade de 25 anos. Entre os 25 e os 60 anos de idade, as taxas femininas de prevalência de câncer são bem superiores as masculinas, provavelmente em função da prevalência de câncer cervicouterino e posteriormente de câncer de mama, os quais costumam ser mais frequentes entre mulheres, em geral ao final da menopausa mas antes do ingresso na terceira idade. Já a partir dos 60 anos, a prevalência de câncer entre os homens passa a ser muito maior do que entre as mulheres, dada a alta participação de câncer de prostata, específico para os

5 homens, e de pulmão, traquéia e brônquios e outros que incidem mais pesadamente entre o sexo masculino. Prevalência de Câncer por Nivel de Renda Outro indicador importante do câncer no Brasil é sua prevalência por nível de renda. Os gráficos 3 e 4 mostram a evolução da prevalência de câncer por quintil de renda nas PNADs 1998, 2003 e Verifica-se que esta prevalência tem aumentado ao longo dos anos, em todos os quintis de renda, tanto para homens como para mulheres. Os dados mostram, por outro lado, que a prevalência de cancer aparenta ser crescente de acordo com o nivel de renda no Brasil, mas esta realidade pode estar refletindo diferente contextos regionais associados a transição demográfica e epidemiológica. Assim, as pessoas que estão no primeiro quintil de renda estão distribuídas desproporcionalmente nas regiões mais pobres do país (Norte e Nordeste, regiões rurais, etc.) onde as principais causas de mortalidade ainda são as materno-

6 infantis ou transmissíveis. No entanto, pessoas que estão nos primeiros quintis de renda da população nas regiões mais ricas (Estados do Sul e do Sudeste) poderiam estar em quintis de renda superiores comparados com a média nacional. Por fim, como o câncer e o nível de renda se associam positivamente com a idade no Brasil, é de se esperar que a incidência de câncer seja mais frequente em pessoas com nível de renda mais elevada em função de sua idade. Uma análise mais explicativa sobre a distribuição da prevalência de câncer por quintil de renda deveria ser feita no contexto de uma região mais desenvolvida e de uma região menos desenvolvida separadamente. Uma outra análise a ser realizada é a comparação das taxas padronizadas de prevalência de câncer por idade, segundo o sexo e quintil de renda, considerando a evolução do período , conforme pode ser visto no gráfico 5. Os dados demonstram que em 1998, havia uma maior prevalência de câncer feminino no primeiro quintil em relação

7 aos quintis 2, 3 e 4, provavelmente pela maior exposição das mulheres de menor renda ao câncer cérvico-uterino, pela baixa frequência de processos de detecção precoce através de exames de citologia e pela falta de tratamento de infecções cervicais. No entanto, a partir de 1998, o Ministério da Saúde passou a fazer uma campanha agressiva para a realização de exames papanicoulau através do SUS, o que pode ter ajudado a reverter esta tendência. Entre 1998 de 2008, o crescimento da prevalência de câncer feminino passou a crescer continuamente de acordo com os quintis de renda, refletindo a tendência natural ao envelhecimento, dado que a esperança de vida é diretamente proporcional ao nível de renda. No que se refere ao câncer masculino, se pode dizer que em 1998, sua prevalência era maior no quintil 4 e se reduzia no quintil de renda mais elevada, tendência que se reverte em 2008, quando o aumento da prevalência passa a ser contínua de acordo ao nível de renda, provavelmente por estar associada também a uma maior expectativa de vida por nível de renda. Os gráficos 6 e 7 mostram as curvas de Lorenz da prevalência de câncer padronizada por idade para os dois sexos para os anos 2003 e 2008.

8 Observa-se que em 1998, a prevalência de câncer aparenta ser mais concentrada do que em 2008, tanto para homens como para mulheres, dado que entre estes dois anos, a Curva de Lorenz se deslocou na direção da reta de equidade plena que corta em 45% os dois eixos do Gráfico representative desta

9 curva. Dado que entre estes dois anos também ocorreu uma melhora na distribuição de renda, pode-se dizer que a maiores oportunidades trazidas por uma renda melhor distribuida tiveram como contra-partida maiores riscos de prevalência do câncer na população de menor renda, que ao viver mais e morrer menos por doenças transmissíveis ou causas maternas e perinatais, poderia estar mais exposta aos fatores de risco associados ao câncer. Mas, por outro lado, ao longo do tempo, com a melhoria da atenção básica, passa a ocorrer também uma maior probabilidade de diagnosticar precocemente o câncer em populações de mais baixa renda, contribuindo para reduzir o hiato de desconhecimento da doença entre os mais ricos e os mais pobres. Em outras palavras, mesmo com a padronização por idade, a evidência nas pesquisas domiciliares de que pobres declaram que tem menos câncer do que os mais ricos pode estar associada a falta de informação dos mais pobres sobre se tem ou não a doença, o que tende a se reduzir quando melhora a distribuição de renda e principalmente o acesso ao diagnóstico precoce através da atenção básica. Os dados sobre a realização de exames de diagnóstico de câncer por nível de renda poderiam contribuir para explicar melhor este tema. Mas o fato é que, na medida em que melhora o nivel de renda das pessoas e sua distribuição, o câncer deixa de apresentar-se nas estatísticas domiciliares como uma doença de ricos para ser prevalente de forma mais homogênea em toda a população.

10 Diferenças Étnico-Raciais Associadas ao Cancer As diferenças étnico-raciais nas PNADS são pesquisadas através da declaração de côr dos indivíduos. Neste sentido, pelo menos quatro grupos de cor são pesquisados segundo esta declaração: brancos, pretos, pardos e amarelos. Os dados de incidência de câncer de acôrdo com estas características podem ser vistos no gráfico 8. Os dados relevam que a prevalência de câncer é maior para as mulheres do que para os homens em todos os agrupamentos por côr. As prevalências entre brancos e amarelos são próximas e muito maiores (quase o dobro) das prevalências entre pardos e negros. Como brancos e amarelos, em função de seu nivel de renda, tem uma cobertura de assistência médica maior que negros e pardos, é possível que estes últimos não tenham as mesmas chances que os brancos e amarelos de contar com um diagnóstico precoce quando são portadores de câncer.

11 Portanto, estes dados podem estar relevando, além das diferenças entre a estrutura etária e os níveis de renda dos distintos grupos populacionais segundo a cor (1), diferenças quanto ao acesso aos serviços e o auto-conhecimento do seus respectivos estados de saúde. Passaremos a analisar, portanto, como evolui a prevalência de câncer segundo a côr e idade. Os gráficos 9 e 10 mostram essa evolução do câncer por idade para brancos, pretos e pardos (2).

12 No caso dos homens, verifica-se que a prevalência de câncer é maior para os brancos em todos os grupos etários, demonstrando que o câncer, neste caso se associa mais com a idade. No caso das mulheres, o comportamento é um pouco diferente dado que, entre as idades de 5 a 35 anos, a prevalência de câncer entre as mulheres que se declaram pretas é maior do que entre as mulheres brancas e pardas, indicando que alguns tipos de cancer, associados à pobreza e que aparecem em idades mais jovens, como o câncer cérvico uterino, são mais prevalentes entre as mulheres negras. Análise Combinada da Incidência de Câncer por Renda e Idade Vejamos agora como se configura a prevalência do câncer no Brasil, segundo os quintis de renda e a idade para homens e mulheres. Comecemos pela análise das taxas masculinas. Pode-se dizer que não existe muita variação na prevalência nas idades mais jovens, embora se possa notar uma preponderância da prevalência no quintil 2, entre as idades de 5-9 anos e anos. Mas é entre as idades de anos que a prevalência de câncer do quintil mais pobre atinge seu ponto mais elevado. Dada a falta de tratamento, a esperança de vida da população neste quintil de renda é mais baixa e a incidência começa a declinar a partir desta idade, devido à redução desproporcionalmente maior do

13 tamanho da população neste quintil de renda, na medida em que avança a idade. Por ter uma sobrevivência maior, as taxas de prevalência passam a ser mais elevadas no quintil mais rico a partir dos 70 anos de idade. No caso das taxas femininas de câncer por idade e quintil de renda, os dados são mais difíceis de interpretar, mas também se

14 observa a hegemonia da prevalência dos quintis mais ricos (4º e 5º) nas idades acima de 60 anos, com alguns picos de variação nos demais quintis em idades, como é o caso do primeiro quintil. Os dados da amostra da PNAD 2008 podem não ser muito sensíveis para alguns dos níveis de desagregação utilizados, como o cruzamento de prevalencias de câncer para idades e quintis de renda, mas de alguma forma, uma análise agregada permite mostrar a tendência geral de que as taxas de prevalência de câncer tendem a ser maiores para os grupos de renda mais elevada porque estes sobrevivem ao câncer e a outras doenças em idades mais avançadas do que os mais pobres, mas também porque os mais pobres tem menos informação e acesso ao diagnostico para responder positivamente quando perguntados se são portadores de câncer. 1Segundo a PNAD 2008, a renda média entre os negros era de R$383,40 e R$583,30, enquanto que a dos brancos era de R$742,10 e R$1181,10 para homens e mulheres, respectivamente. Portanto a renda dos brancos era quase o dobro da dos negros 2 Os dados relacionados as pessoas que se declaram como amarelos não foram incorporados em função da baixa representatividade das estimativas para este grupo de raça-cor por idade.

Briefing. Boletim Epidemiológico 2011

Briefing. Boletim Epidemiológico 2011 Briefing Boletim Epidemiológico 2011 1. HIV Estimativa de infectados pelo HIV (2006): 630.000 Prevalência da infecção (15 a 49 anos): 0,61 % Fem. 0,41% Masc. 0,82% 2. Números gerais da aids * Casos acumulados

Leia mais

INDICADORES DE SAÚDE I

INDICADORES DE SAÚDE I Universidade Federal do Rio de Janeiro Centro de Ciências da Saúde Faculdade de Medicina / Instituto de Estudos em Saúde Coletiva - IESC Departamento Medicina Preventiva Disciplina de Epidemiologia INDICADORES

Leia mais

Desafios para a promoção, prevenção e tratamento do câncer: O panorama global e o Brasil

Desafios para a promoção, prevenção e tratamento do câncer: O panorama global e o Brasil Desafios para a promoção, prevenção e tratamento do câncer: O panorama global e o Brasil André Medici Economista de Saúde, Editor do Blog Monitor de Saúde (www.monitordesaude.blogspot.com) ABRALE, São

Leia mais

A taxa ou coeficiente de mortalidade representa a intensidade com que os óbitos por uma determinada doença ocorrem em dada população.

A taxa ou coeficiente de mortalidade representa a intensidade com que os óbitos por uma determinada doença ocorrem em dada população. Mortalidade Mortalidade é uma propriedade natural das comunidades dos seres vivos. Refere-se ao conjunto dos indivíduos que morrem em um dado intervalo de tempo e em certo espaço. A taxa ou coeficiente

Leia mais

ANÁLISE DOS DADOS DE MORTALIDADE DE 2001

ANÁLISE DOS DADOS DE MORTALIDADE DE 2001 ANÁLISE DOS DADOS DE MORTALIDADE DE 2001 Coordenação Geral de Informações e Análise Epidemiológica Departamento de Análise da Situação de Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde - Ministério da Saúde Janeiro

Leia mais

INDICADORES DE SAÚDE I

INDICADORES DE SAÚDE I Universidade Federal do Rio de Janeiro Centro de Ciências da Saúde Faculdade de Medicina / Instituto de Estudos em Saúde Coletiva - IESC Departamento Medicina Preventiva Disciplina de Epidemiologia INDICADORES

Leia mais

MORTALIDADE POR CÂNCER NO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, BRASIL, NO PERÍODO DE 1998 A 2007

MORTALIDADE POR CÂNCER NO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, BRASIL, NO PERÍODO DE 1998 A 2007 Revista Geográfica de América Central Número Especial EGAL, 2011- Costa Rica II Semestre 2011 pp. 1-15 MORTALIDADE POR CÂNCER NO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, BRASIL, NO PERÍODO DE 1998 A 2007 Resumo Eva

Leia mais

C.10 Taxa de mortalidade específica por neoplasias malignas

C.10 Taxa de mortalidade específica por neoplasias malignas C.1 Taxa de mortalidade específica por neoplasias malignas O indicador estima o risco de morte por neoplasias malignas e dimensiona a sua magnitude como problema de saúde pública. Corresponde ao número

Leia mais

DISCIPLINA ERM-0202 EPIDEMIOLOGIA (2016) Docentes: Prof. Dr. Ricardo Alexandre Arcêncio. Exercícios 2 Medidas de Ocorrência da doença: Mortalidade

DISCIPLINA ERM-0202 EPIDEMIOLOGIA (2016) Docentes: Prof. Dr. Ricardo Alexandre Arcêncio. Exercícios 2 Medidas de Ocorrência da doença: Mortalidade 1 DISCIPLINA ERM-0202 EPIDEMIOLOGIA (2016) Docentes: Prof. Dr. Ricardo Alexandre Arcêncio Exercícios 2 Medidas de Ocorrência da doença: Mortalidade 1. Em um país asiático com uma população de 6 milhões

Leia mais

Mortalidade por Causas Evitáveis e Implementação do Sistema Único no Brasil - SUS*

Mortalidade por Causas Evitáveis e Implementação do Sistema Único no Brasil - SUS* Mortalidade por Causas Evitáveis e Implementação do Sistema Único no Brasil - SUS* Daisy Maria Xavier de Abreu Cibele Comini César Elisabeth Barboza França * Parte integrante da Tese de Doutorado apresentada

Leia mais

Notas sobre a população a vulgarização estatística das mortes em Portugal

Notas sobre a população a vulgarização estatística das mortes em Portugal Maria João Valente Rosa* Análise Social vol. xxxiii (146-147), 1998 (2. -3. ), 585-589 Notas sobre a população a vulgarização estatística das mortes em Portugal À partida, parece lógico que, se os níveis

Leia mais

MORTALIDADE POR CÂNCER DE COLO DE ÚTERO, CARACTERÍSTICAS SÓCIODEMOGRÁFICAS E COBERTURA DO EXAME PAPANICOLAU NA PARAÍBA,

MORTALIDADE POR CÂNCER DE COLO DE ÚTERO, CARACTERÍSTICAS SÓCIODEMOGRÁFICAS E COBERTURA DO EXAME PAPANICOLAU NA PARAÍBA, MORTALIDADE POR CÂNCER DE COLO DE ÚTERO, CARACTERÍSTICAS SÓCIODEMOGRÁFICAS E COBERTURA DO EXAME PAPANICOLAU NA PARAÍBA, 2010-2014 Milena de Cassia Alves Monteiro da Silva¹; Wedja Marcelino da Silva²; Yonara

Leia mais

UERGS Administração de Sistemas e Serviços de Saúde Introdução ao Método Epidemiológico

UERGS Administração de Sistemas e Serviços de Saúde Introdução ao Método Epidemiológico UERGS Administração de Sistemas e Serviços de Saúde Introdução ao Método Epidemiológico 1. Assunto: Indicadores epidemiológicos, de morbidade: incidência, prevalência, taxa de ataque e taxa de ataque secundária..

Leia mais

MORTALIDADE POR DE CÂNCER DE MAMA NO ESTADO DA PARAÍBA ENTRE 2006 E 2011

MORTALIDADE POR DE CÂNCER DE MAMA NO ESTADO DA PARAÍBA ENTRE 2006 E 2011 MORTALIDADE POR DE CÂNCER DE MAMA NO ESTADO DA PARAÍBA ENTRE 2006 E 2011 Tayná Lima dos Santos; Ideltonio José Feitosa Barbosa Universidade Federal da Paraíba. Email: taynalima95@hotmail.com Universidade

Leia mais

Indicadores de saúde Morbidade e mortalidade

Indicadores de saúde Morbidade e mortalidade Indicadores de saúde Morbidade e mortalidade Milene ZS Vosgerau Indicadores epidemiológicos A construção de indicadores de saúde é necessária para: analisar a situação atual de saúde; fazer comparações;

Leia mais

Determinantes Sociais da Saúde. Professor: Dr. Eduardo Arruda

Determinantes Sociais da Saúde. Professor: Dr. Eduardo Arruda Determinantes Sociais da Saúde Professor: Dr. Eduardo Arruda Conteúdo Programático desta aula Epidemiologia social e os Determinantes Sociais da Saúde (DSS); Principais Iniquidades em Saúde no Brasil;

Leia mais

Unidade: Medidas de Frequência de Doenças e Indicadores de Saúde em Epidemiologia. Unidade I:

Unidade: Medidas de Frequência de Doenças e Indicadores de Saúde em Epidemiologia. Unidade I: Unidade: Medidas de Frequência de Doenças e Indicadores de Saúde em Epidemiologia Unidade I: 0 Unidade: Medidas de Frequência de Doenças e Indicadores de Saúde em Epidemiologia Introdução Existem evidências

Leia mais

GÊNERO E RAÇA NO ACESSO AOS CARGOS DE CHEFIA NO BRASIL 2007

GÊNERO E RAÇA NO ACESSO AOS CARGOS DE CHEFIA NO BRASIL 2007 GÊNERO E RAÇA NO ACESSO AOS CARGOS DE CHEFIA NO BRASIL 2007 Bárbara Castilho 1 Estatísticas evidenciam desigualdades sociais entre homens e mulheres e entre indivíduos de distintas características de cor

Leia mais

Alagoas. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Alagoas (1991, 2000 e 2010)

Alagoas. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Alagoas (1991, 2000 e 2010) Alagoas Em, no estado de Alagoas (AL), moravam 3,1 milhões de pessoas, onde uma parcela considerável (6,%, 187,5 mil) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 12 municípios, dos quais 28

Leia mais

Paraíba. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Paraíba (1991, 2000 e 2010)

Paraíba. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Paraíba (1991, 2000 e 2010) Paraíba Em, no estado da Paraíba (PB), moravam 3,8 milhões de pessoas, onde uma grande parcela (8,5%, 321,2 mil habitantes) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 223 municípios, dos

Leia mais

CIR LITORAL NORTE. Possui 4 municípios: Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba

CIR LITORAL NORTE. Possui 4 municípios: Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba CIR LITORAL NORTE Possui 4 municípios: Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba População e Território Em 2016 a população estimada da região é de 308.843 habitantes, com 98% residindo em áreas

Leia mais

CÂNCER DE PULMÃO EM IDOSOS NO BRASIL: É POSSÍVEL VENCER ESTA BATALHA?

CÂNCER DE PULMÃO EM IDOSOS NO BRASIL: É POSSÍVEL VENCER ESTA BATALHA? CÂNCER DE PULMÃO EM IDOSOS NO BRASIL: É POSSÍVEL VENCER ESTA BATALHA? PIRES, M.H.P.A.B 1 ; DANTAS, P.M.A.B 2.; DANTAS, I.K.A.B 3 ; SOUZA, D.L.B 4. 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE. mariahelenapab@hotmail.com

Leia mais

MEDIDAS DE MORTALIDADE

MEDIDAS DE MORTALIDADE MEDIDAS DE MORTALIDADE MEDIDAS DE MORTALIDADE Maneira mais antiga de medir doença (Londres, sec. XVI) Fonte primária: atestados de óbitos A mortalidade por causa dá uma ideia da frequência das doenças

Leia mais

Empoderando vidas. Fortalecendo nações.

Empoderando vidas. Fortalecendo nações. Empoderando vidas. Fortalecendo nações. INTRODUÇÃO O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil baseia-se exclusivamente nos Censos Demográficos, realizados de 10 em 10 anos, pelo Instituto Brasileiro de

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA. Pesquisador em Informações Geográficas e Estatísticas A I PROVA 2 DEMOGRAFIA. Conhecimentos Específicos

PADRÃO DE RESPOSTA. Pesquisador em Informações Geográficas e Estatísticas A I PROVA 2 DEMOGRAFIA. Conhecimentos Específicos Questão n o 1 Conhecimentos Específicos O candidato deverá apresentar em seu texto os aspectos abaixo: - Censo Demográfico Coleta e fornece dados referentes a todas as pessoas de um país num determinado

Leia mais

UERGS Administração de Sistemas e Serviços de Saúde Introdução ao Método Epidemiológico. 1. Indicadores epidemiológicos, mortalidade e morbidade.

UERGS Administração de Sistemas e Serviços de Saúde Introdução ao Método Epidemiológico. 1. Indicadores epidemiológicos, mortalidade e morbidade. UERGS Administração de Sistemas e Serviços de Saúde Introdução ao Método Epidemiológico 1. Indicadores epidemiológicos, mortalidade e morbidade. 2. Exercícios gerais. 2.1 Estudos epidemiológicos coletivos.

Leia mais

Pará. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Pará (1991, 2000 e 2010)

Pará. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Pará (1991, 2000 e 2010) Pará Em 21, no estado do Pará (PA) moravam 7,6 milhões de pessoas, onde uma discreta parcela (4,8%, 36,4 mil) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 143 municípios, dos quais 12 (8,4%)

Leia mais

Bahia. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado da Bahia (1991, 2000 e 2010)

Bahia. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado da Bahia (1991, 2000 e 2010) Bahia Em, no estado da Bahia (BA), moravam 14, milhões de pessoas, onde uma grande parcela (7,2%, 1, milhão) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 417 municípios, dos quais 69 (16,6%)

Leia mais

PROVA DE GEOGRAFIA 3 o TRIMESTRE DE 2015

PROVA DE GEOGRAFIA 3 o TRIMESTRE DE 2015 PROVA DE GEOGRAFIA 3 o TRIMESTRE DE 2015 PROF. MÁRCIO NOME N o 6 º ANO A prova deve ser feita com caneta azul ou preta. É terminantemente proibido o uso de corretor. Respostas com corretor serão anuladas.

Leia mais

6.3. INFECÇÃO PELO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA Introdução

6.3. INFECÇÃO PELO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA Introdução 6.3. INFECÇÃO PELO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA 6.3.1. Introdução O diagnóstico da situação relativo à infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) na região Norte (RN) foi elaborado com base

Leia mais

Uma análise dos diferenciais salariais no Brasil

Uma análise dos diferenciais salariais no Brasil Uma análise dos diferenciais salariais no Brasil Ricardo Paes de Barros DIPES/IPEA Rosane Mendonça UFF/IPEA Gostaríamos de agradecer a toda a nossa equipe no IPEA pelo excelente trabalho de assistência

Leia mais

TRABALHO DE GEOGRAFIA DE RECUPERAÇÃO 2º ANO

TRABALHO DE GEOGRAFIA DE RECUPERAÇÃO 2º ANO TRABALHO DE GEOGRAFIA DE RECUPERAÇÃO 2º ANO 1.(Ufla-MG) Uma análise da sequência histórica dos censos do Brasil indica que o censo de 2000 demonstrava um país que se encontrava na chamada fase de transição

Leia mais

Goiás. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Goiás (1991, 2000 e 2010)

Goiás. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Goiás (1991, 2000 e 2010) Goiás Em, no estado de Goiás (GO), moravam 6, milhões de pessoas, onde parcela relevante (6,3%, 375,2 mil habitantes) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 246 municípios, dos quais

Leia mais

Colégio Ressurreição

Colégio Ressurreição Colégio Ressurreição Atividade de revisão para a prova específica do 2º bimestre Responda em seu caderno as questões abaixo: 1. (Ufrgs 2005) Sobre a demografia brasileira, são feitas as seguintes afirmações:

Leia mais

CIR DE VALE DO RIBEIRA

CIR DE VALE DO RIBEIRA CIR DE VALE DO RIBEIRA Possui 15 municípios: Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Ilha Comprida, Iporanga, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro

Leia mais

Sergipe. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Sergipe (1991, 2000 e 2010)

Sergipe. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Sergipe (1991, 2000 e 2010) Sergipe Em, no estado de Sergipe (SE), moravam 2,1 milhões de pessoas, onde parcela de 6,1% (126,9 mil) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de municípios, dos quais 28 (37,3%) com menos

Leia mais

Minas Gerais. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Minas Gerais (1991, 2000 e 2010)

Minas Gerais. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Minas Gerais (1991, 2000 e 2010) Minas Gerais Em, no estado de Minas Gerais (MG), moravam 19,6 milhões de pessoas, em que uma parcela considerável (8,1%, 1,6 milhões) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 853 municípios,

Leia mais

Roraima. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Roraima (1991, 2000 e 2010)

Roraima. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Roraima (1991, 2000 e 2010) Roraima Em, no estado de Roraima (RR), moravam 4,5 mil habitantes, onde uma parcela ainda discreta (3,5%, 15,6 mil) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 15 municípios, dos quais sete

Leia mais

QUANTOS ADOECEM E MORREM?

QUANTOS ADOECEM E MORREM? QUANTOS ADOECEM E MORREM? Medidas de frequência de doenças Razão, proporções, índice. Indicadores epidemiológicos de morbidade: Conceitos e exemplos de incidência e prevalência. O Enfoque epidemiológico

Leia mais

Aula 7 Limitações e qualidade dos dados de saúde 119

Aula 7 Limitações e qualidade dos dados de saúde 119 Aula 7 Limitações e qualidade dos dados de saúde Meta da aula Apresentar uma importante limitação dos dados de nascimentos e avaliar como a qualidade dos dados de estatísticas vitais (nascimentos e óbitos)

Leia mais

Diretoria de Pesquisas - DPE Coordenação de População e Indicadores Sociais - COPIS Gerência de Indicadores Sociais - GEISO 17/12/2014

Diretoria de Pesquisas - DPE Coordenação de População e Indicadores Sociais - COPIS Gerência de Indicadores Sociais - GEISO 17/12/2014 2014 Diretoria de Pesquisas - DPE Coordenação de População e Indicadores Sociais - COPIS Gerência de Indicadores Sociais - GEISO 17/12/2014 Indicadores Sociais Construção baseada em observações geralmente

Leia mais

Tocantins. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Tocantins (1991, 2000 e 2010)

Tocantins. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Tocantins (1991, 2000 e 2010) Tocantins Em 21, no estado do Tocantins (TO), moravam 1,4 milhões de pessoas, onde 8,5 mil (5,8%) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 139 municípios, dos quais 113 (81,3%) com menos

Leia mais

Piauí. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Piauí (1991, 2000 e 2010)

Piauí. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Piauí (1991, 2000 e 2010) Piauí Em, no estado do Piauí (PI), moravam 3,1 milhões de pessoas, onde uma parcela considerável (7,4%, 232,1 mil habitantes) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 224 municípios, dos

Leia mais

Empoderando vidas. Fortalecendo nações.

Empoderando vidas. Fortalecendo nações. Empoderando vidas. Fortalecendo nações. Nota metodológica sobre o cálculo de indicadores demográficos do Brasil Apesar dos avanços na qualidade das estatísticas vitais no Brasil, eles ocorreram de forma

Leia mais

UERGS Administração de Sistemas e Serviços de Saúde Introdução ao Método Epidemiológico. 1. Indicadores epidemiológicos, mortalidade e morbidade.

UERGS Administração de Sistemas e Serviços de Saúde Introdução ao Método Epidemiológico. 1. Indicadores epidemiológicos, mortalidade e morbidade. UERGS Administração de Sistemas e Serviços de Saúde Introdução ao Método Epidemiológico 1. Indicadores epidemiológicos, mortalidade e morbidade. 2. Exercícios gerais. 2.1 Estudos epidemiológicos coletivos.

Leia mais

Mato Grosso. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Mato Grosso (1991, 2000 e 2010)

Mato Grosso. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Mato Grosso (1991, 2000 e 2010) Mato Grosso Em 21, no estado de Mato Grosso (MT), moravam 3, milhões de pessoas, onde uma parcela de 5,1% (155,5 mil) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 141 municípios, dos quais

Leia mais

Espírito Santo. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Espírito Santo (1991, 2000 e 2010)

Espírito Santo. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Espírito Santo (1991, 2000 e 2010) Espírito Santo Em, no estado do Espírito Santo (ES), moravam 3,5 milhões de pessoas, onde parcela relevante (7,1%, 249, mil) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 78 municípios, dos

Leia mais

Indicadores Municipais Belo Horizonte - ODM

Indicadores Municipais Belo Horizonte - ODM Proporção de pessoas abaixo da linha da pobreza e indigência - 2000 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil Neste município, de 1991 a 2000, houve redução da pobreza em 25%; para alcançar a meta

Leia mais

IBGE: Censo Demográfico. Elaboração: RESBR. População no Censo Total de pessoas residentes em domicílios.

IBGE: Censo Demográfico. Elaboração: RESBR. População no Censo Total de pessoas residentes em domicílios. Subdimensões Nome Período Descrição Fonte População no Censo 2000 2000 Total de pessoas residentes em domicílios. : População no Censo Total de pessoas residentes em domicílios. : População 2020 (projeção)

Leia mais

Indicadores de Saúde Prevalência e incidência

Indicadores de Saúde Prevalência e incidência PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS Escola de Ciências Agrárias e Biológicas Epidemiologia e Saúde Pública Indicadores de Saúde Prevalência e incidência Prof. Msc. Macks Wendhell a) Calcule a taxa

Leia mais

A importância do quesito cor na qualificação dos dados epidemiológicos e como instrumento de tomada de decisão em Políticas Públicas de Saúde

A importância do quesito cor na qualificação dos dados epidemiológicos e como instrumento de tomada de decisão em Políticas Públicas de Saúde A importância do quesito cor na qualificação dos dados epidemiológicos e como instrumento de tomada de decisão em Políticas Públicas de Saúde Fernanda Lopes Rio de Janeiro, maio de 2011 O mandato do UNFPA

Leia mais

Mato Grosso do Sul. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Mato Grosso do Sul (1991, 2000 e 2010)

Mato Grosso do Sul. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Mato Grosso do Sul (1991, 2000 e 2010) Mato Grosso do Sul Em 21, no estado de Mato Grosso do Sul (MS), moravam 2,5 milhões de pessoas, onde parcela relevante (6,6%, 162,2 mil) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 78 municípios,

Leia mais

Ceará. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Ceará (1991, 2000 e 2010)

Ceará. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Ceará (1991, 2000 e 2010) Ceará Em, no estado do Ceará (CE), moravam 8,5 milhões de pessoas, onde uma parcela considerável (7,6%, 637,7) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 184 municípios, dos quais 21 (11,4%)

Leia mais

MORTALIDADE INFANTIL NO BRASIL: TENDÊNCIAS E DESIGUALDADES

MORTALIDADE INFANTIL NO BRASIL: TENDÊNCIAS E DESIGUALDADES Elsa Giugliani MORTALIDADE INFANTIL NO BRASIL: TENDÊNCIAS E DESIGUALDADES VIII Congresso Mundial de Epidemiologia VII Congresso Brasileiro de Epidemiologia Porto Alegre, RS 20-24 de setembro de 2008 EVOLUÇÃO

Leia mais

Rio Grande do Norte. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Rio Grande do Norte (1991, 2000 e 2010)

Rio Grande do Norte. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Rio Grande do Norte (1991, 2000 e 2010) Rio Grande do Norte Em, no estado do Rio Grande do Norte (RN), moravam 3,17 milhões de pessoas, onde parcela relevante (7,5%, 238,8 mil) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 167 municípios,

Leia mais

Estudos. População e Demografia

Estudos. População e Demografia População e Demografia Prof. Dr. Rudinei Toneto Jr. Guilherme Byrro Lopes Rafael Lima O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde 1991, divulga anualmente uma base com a população dos

Leia mais

Demografia e Epidemiologia do Câncer no Brasil

Demografia e Epidemiologia do Câncer no Brasil 1 domingo, maio 10, 2015 Demografia e Epidemiologia do Câncer no Brasil André Medici Kaizo Beltrão Introdução O câncer é uma doença que afeta um número crescente de pessoas. O avanço dos processos de transição

Leia mais

RELATÓRIO DE DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DAS DOENÇAS E AGRAVOS NÃO TRANSMISSÍVEIS E FATORES DE RISCO, PORTO ALEGRE, 1996 A 2009

RELATÓRIO DE DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DAS DOENÇAS E AGRAVOS NÃO TRANSMISSÍVEIS E FATORES DE RISCO, PORTO ALEGRE, 1996 A 2009 RELATÓRIO DE DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DAS DOENÇAS E AGRAVOS NÃO TRANSMISSÍVEIS E FATORES DE RISCO, PORTO ALEGRE, 1996 A 29 Doenças e Agravos Não Transmissíveis DANT/SMS Porto Alegre Vigilância Epidemiológica

Leia mais

GEOGRAFIA - 2 o ANO MÓDULO 16 DEMOGRAFIA: CONCEITOS E TRANSIÇÃO

GEOGRAFIA - 2 o ANO MÓDULO 16 DEMOGRAFIA: CONCEITOS E TRANSIÇÃO GEOGRAFIA - 2 o ANO MÓDULO 16 DEMOGRAFIA: CONCEITOS E TRANSIÇÃO C ANOS POPULAÇÃO AUMENTO r (milhões) (milhões) (%) b m (por mil) (por mil) NASCIDOS (milhões) ( 1940 41,0 10,9 2,39 44,4 20,9 20,6 1950 51,9

Leia mais

MORBIMORTALIDADE DA POPULAÇÃO IDOSA DE JOÃO PESSOA- PB

MORBIMORTALIDADE DA POPULAÇÃO IDOSA DE JOÃO PESSOA- PB MORBIMORTALIDADE DA POPULAÇÃO IDOSA DE JOÃO PESSOA- PB Silmery da Silva Brito- UFPB- silmery_ce@hotmail.com Regiane Fixina de Lucena UEPB regi.rfl@bol.com.br Joyce Lane Braz Virgolino- UFPB- joyce.lane@hotmail.com

Leia mais

PNS Pesquisa Nacional de Saúde 2013 Ciclos de vida, Brasil e grandes regiões Volume 3

PNS Pesquisa Nacional de Saúde 2013 Ciclos de vida, Brasil e grandes regiões Volume 3 PNS Pesquisa Nacional de Saúde 2013 Ciclos de vida, Brasil e grandes regiões Volume 3 ABRANGÊNCIA A Pesquisa Nacional de Saúde 2013 foi planejada para a estimação de vários indicadores com a precisão desejada

Leia mais

Indicadores de Saúde no Espírito Santo

Indicadores de Saúde no Espírito Santo Indicadores de Saúde no Espírito Santo Sumário Executivo Adriana Fontes Análise do Estado Longevidade e Mortalidade Os indicadores de longevidade colocam o Espírito Santo (ES) em uma posição mediana em

Leia mais

INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS

INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS EXERCÍCIO: As informações a seguir referem-se ao Distrito Federal em 1991: POPULAÇÃO em 01/07/1991: 1.596.274, sendo 766.043 homens e 830.231 mulheres; NASCIDOS VIVOS: 39.103; ÓBITOS Total de óbitos no

Leia mais

Equipe de Geografia GEOGRAFIA

Equipe de Geografia GEOGRAFIA Aluno (a): Série: 3ª Turma: TUTORIAL 8R Ensino Médio Equipe de Geografia Data: GEOGRAFIA DEMOGRAFIA População absoluta: População total de um determinado local (cidade, estado ou país); População relativa:

Leia mais

CIPD ALÉM DE 2014: DIÁLOGO COM JORNALISTAS

CIPD ALÉM DE 2014: DIÁLOGO COM JORNALISTAS CIPD ALÉM DE 2014: DIÁLOGO COM JORNALISTAS INDICADORES DEMOGRÁFICOS AMÉRICA LATINA E CARIBE José Eustáquio Diniz Alves e Débora Thomé Rio de Janeiro, 17 de julho de 2013 Indicadores Demográficos para América

Leia mais

Quando utilizar a pesquisa quantitativa?

Quando utilizar a pesquisa quantitativa? Quando utilizar a pesquisa quantitativa? Utilizar pesquisa quantitativa Existem dados numéricos assecíveis e que possam ser medidos; Quando os dados numéricos parecem ser a resposta correta e óbvia; Há

Leia mais

A formação e a diversidade cultural da população brasileira; Aspectos demográficos e estrutura da população brasileira.

A formação e a diversidade cultural da população brasileira; Aspectos demográficos e estrutura da população brasileira. A formação e a diversidade cultural da população brasileira; Aspectos demográficos e estrutura da população brasileira. A formação e a diversidade cultural da população brasileira Os primeiros habitantes

Leia mais

Rondônia. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Rondônia (1991, 2000 e 2010)

Rondônia. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Rondônia (1991, 2000 e 2010) Rondônia Em, no estado de Rondônia (RO), moravam 1,6 milhões de habitantes, onde uma parcela ainda discreta (4,7%, 73,3 mil habitantes) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 52 municípios,

Leia mais

Noções Básicas sobre. Análisis de la Fecundidad Experiência Brasileira

Noções Básicas sobre. Análisis de la Fecundidad Experiência Brasileira TALLER REGIONAL SOBRE ANÁLISIS DE COHERENCIA, CALIDAD Y COBERTURA DE LA INFORMACION CENSAL Noções Básicas sobre Análisis de la Fecundidad Experiência Brasileira Santiago, Chile, 1 al 5 agosto de 2011 Data

Leia mais

DINÂMICA POPULACIONAL E INDICADORES DEMOGRÁFICOS. Aula 4

DINÂMICA POPULACIONAL E INDICADORES DEMOGRÁFICOS. Aula 4 DINÂMICA POPULACIONAL E INDICADORES DEMOGRÁFICOS Aula 4 NOS DÁ A IDÉIA DA COMPOSIÇÃO DA POPULAÇAO... Década de 30 A ESPERANÇA DE VIDA AO NASCER passou de aproximadamente 41 anos Década de 50 Viviam média

Leia mais

Amazonas. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1 o e 3 o quartis nos municípios do estado do Amazonas (1991, 2000 e 2010)

Amazonas. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1 o e 3 o quartis nos municípios do estado do Amazonas (1991, 2000 e 2010) Amazonas Em 21, no estado do Amazonas (AM), moravam 3,5 milhões de pessoas, onde uma parcela ainda discreta (4,%, 14,4 mil) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 62 municípios, dos quais

Leia mais

MEDIDAS DE FREQUÊNCIA DE EVENTOS Aula 6

MEDIDAS DE FREQUÊNCIA DE EVENTOS Aula 6 MEDIDAS DE FREQUÊNCIA DE EVENTOS Aula 6 MEDIDA DA OCORRÊNCIA DE EVENTOS COMO DOENÇAS, AGRAVOS À SAÚDE (ACIDENTES, VIOLÊNCIAS) E MORTES. Exemplo: número de pessoas que apresentaram uma dada doença num certo

Leia mais

Estrutura Populacional

Estrutura Populacional Estrutura Populacional A estrutura populacional consiste na divisão dos habitantes, de acordo com aspectos estruturais, possibilitando sua análise por meio: da idade (jovens, adultos e idosos); do sexo

Leia mais

POPULAÇÃO BRASILEIRA

POPULAÇÃO BRASILEIRA POPULAÇÃO BRASILEIRA População Brasileira 2014: atingiu o número de 204 milhões de habitantes. Formada a partir de três grandes grupos étnicos: índios, brancos e negros. A maioria da população é branca

Leia mais

Aula 8 Indicadores básicos de demografia 131

Aula 8 Indicadores básicos de demografia 131 Aula 8 Indicadores básicos de demografia Meta da aula Apresentar alguns indicadores básicos da demografia. Objetivos da aula Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: 1. calcular e analisar a Taxa

Leia mais

Cálculo de Taxas e Ajuste por Idade

Cálculo de Taxas e Ajuste por Idade Cálculo de Taxas e Ajuste por Idade Introdução Este exercício enfoca o uso de taxas no estudo de características da doença em populações. Na primeira seção, as taxas de mortalidade ajustadas por idade

Leia mais

Indicadores Sociais Municipais 2010. Uma análise dos resultados do universo do Censo Demográfico 2010

Indicadores Sociais Municipais 2010. Uma análise dos resultados do universo do Censo Demográfico 2010 Diretoria de Pesquisas Coordenação de População e Indicadores Sociais Indicadores Sociais Municipais 2010 Uma análise dos resultados do universo do Censo Demográfico 2010 Rio, 16/11/ 2011 Justificativa:

Leia mais

Impactos Econômicos da Epidemia de Câncer

Impactos Econômicos da Epidemia de Câncer 1 T E R Ç A - F E I R A, J U L H O 2 4, 2 0 1 2 Impactos Econômicos da Epidemia de Câncer André Cezar Medici Kaizo Iwakami Beltrão Introdução Em artigo postado neste blog em 28 de fevereiro deste ano,

Leia mais

Indicadores Demográficos. Atividades Integradas III

Indicadores Demográficos. Atividades Integradas III Indicadores Demográficos Atividades Integradas III Dados demográficos Dados demográficos básicos são uma parte essencial de qualquer investigação epidemiológica: - fazem a contagem da linha de base da

Leia mais

DESIGUALDADES SOCIAIS E MORTALIDADE INFANTIL NA POPULAÇÃO INDÍGENA, MATO GROSSO DO SUL. Renata PalópoliPícoli

DESIGUALDADES SOCIAIS E MORTALIDADE INFANTIL NA POPULAÇÃO INDÍGENA, MATO GROSSO DO SUL. Renata PalópoliPícoli DESIGUALDADES SOCIAIS E MORTALIDADE INFANTIL NA POPULAÇÃO INDÍGENA, MATO GROSSO DO SUL. Renata PalópoliPícoli Fundação Oswaldo Cruz de Mato Grosso do Sul Luiza Helena de Oliveira Cazola Universidade Anhanguera-Uniderp

Leia mais

Transição demográfica

Transição demográfica Transição demográfica u Teoria da transição demográfica foi proposta considerando-se as relações entre crescimento populacional e desenvolvimento socioeconômico. u O desenvolvimento econômico e a modernização

Leia mais

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA LEPTOSPIROSE NO ESTADO DE SÃO PAULO NO PERÍODO DE 2007 A 2011

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA LEPTOSPIROSE NO ESTADO DE SÃO PAULO NO PERÍODO DE 2007 A 2011 PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA LEPTOSPIROSE NO ESTADO DE SÃO PAULO NO PERÍODO DE 2007 A 2011 Márcia Regina Buzzar Divisão de Zoonoses CVE SES-SP mbuzzar@saude.sp.gov.br INTRODUÇÃO A Leptospirose é doença infecciosa

Leia mais

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE HEPATITE A NOTIFICADOS EM UM ESTADO NORDESTINO

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE HEPATITE A NOTIFICADOS EM UM ESTADO NORDESTINO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE HEPATITE A NOTIFICADOS EM UM ESTADO NORDESTINO Rayana Cruz de Souza; Universidade Federal da Paraíba; rayana_souza@hotmail.com Maira Ludna Duarte; Universidade Federal

Leia mais

RA Cidade de Deus. Indicadores Rio Como Vamos

RA Cidade de Deus. Indicadores Rio Como Vamos 3 RA Cidade de Deus Indicadores Rio Como Vamos 1 CARACTERÍSTICAS DA POPULAÇÃO A Região Administrativa (RA) da Cidade de Deus faz parte da Área de Planejamento 4. Abaixo podemos observar os gráficos referentes

Leia mais

Número de nados vivos volta a diminuir em 2012

Número de nados vivos volta a diminuir em 2012 Estatísticas Demográficas 29 de outubro de 2013 Número de nados vivos volta a diminuir em O número de nados vivos desceu para 89 841 (96 856 em 2011) e o número de óbitos aumentou para 107 612 (102 848

Leia mais

Período de Realização. De 3 de julho à 15 de setembro de População em geral. Sujeitos da Ação

Período de Realização. De 3 de julho à 15 de setembro de População em geral. Sujeitos da Ação Objetivos: Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição PNSN (1989) O objetivo central desta pesquisa foi apurar os indicadores da situação nutricional da população brasileira. Procurou-se observar quem eram

Leia mais

GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO - I -

GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO - I - GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO - I - DEMOGRAFIA POPULAÇÃO - conjunto de pessoas que habitam uma determinada área, classificada de vários aspectos: religião, etnia, local de moradia, atividades econômicas, faixa

Leia mais

O MERCADO DE TRABALHO EM 2011

O MERCADO DE TRABALHO EM 2011 OS NEGROS NO MERCADO DE TRABALHO DO DISTRITO FEDERAL Novembro de 2012 O MERCADO DE TRABALHO EM 2011 Em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra Os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego podem

Leia mais

O Caráter Regressivo das Aposentadorias Precoces e os Impactos do Envelhecimento na Previdência Social no Brasil

O Caráter Regressivo das Aposentadorias Precoces e os Impactos do Envelhecimento na Previdência Social no Brasil 14 temas de economia aplicada O Caráter Regressivo das Aposentadorias Precoces e os Impactos do Envelhecimento na Previdência Social no Brasil Rogerio Nagamine Costanzi (*) 1 Introdução Como mostrado por

Leia mais

Palavras- chave: Sistema de Saúde; Planos de Pré- Pagamento em Saúde; Perfil de Saúde

Palavras- chave: Sistema de Saúde; Planos de Pré- Pagamento em Saúde; Perfil de Saúde DESAFIOS ADMINISTRATIVOS NA SAÚDE AMAZONENSE Autor: Yara Cardoso Silva Universidade Federal de minas Gerais (UFMG) RESUMO: O cenário brasileiro é caracterizado pela diversidade de contextos regionais,

Leia mais

Caracterização do território

Caracterização do território Perfil do Município de Pedra Preta, MT 02/08/2013 - Pág 1 de 14 Caracterização do território Área 4205,57 km² IDHM 2010 0,679 Faixa do IDHM Médio (IDHM entre 0,6 e 0,699) (Censo 2010) 15755 hab. Densidade

Leia mais

Desigualdade, pobreza e violência em Porto Alegre

Desigualdade, pobreza e violência em Porto Alegre Desigualdade, pobreza e violência em Porto Alegre Letícia Maria Schabbach Depto. Sociologia/Curso de Políticas Públicas UFRGS leticiams65@gmail.com 1 Homicídio Barômetro bastante confiável da criminalidade

Leia mais

NOTÍCIAS ETENE 04 DE MAIO DE 2011 RESULTADOS DO CENSO 2010

NOTÍCIAS ETENE 04 DE MAIO DE 2011 RESULTADOS DO CENSO 2010 NOTÍCIAS ETENE 04 DE MAIO DE 2011 RESULTADOS DO CENSO 2010 População brasileira cresce quase 20 vezes desde 1872 A população do Brasil alcançou a marca de 190.755.799 habitantes na data de referência do

Leia mais

Ideal de Saúde. Ideal de Saúde. Morte. Morte

Ideal de Saúde. Ideal de Saúde. Morte. Morte Conceito de Saúde e Doença O que é saúde? O que é doença? Doença Saúde Mundo impregnado por constantes opostos:. Se nunca ficássemos doentes, não saberíamos o que significa a saúde (Heráclito c.540-480

Leia mais

Caracterização do território

Caracterização do território Perfil do Município de Vila Rica, MT 02/08/2013 - Pág 1 de 14 Caracterização do território Área 7468,7 km² IDHM 2010 0,688 Faixa do IDHM Médio (IDHM entre 0,6 e 0,699) (Censo 2010) 21382 hab. Densidade

Leia mais

COMITÊ MUNICIPAL DE ESTUDOS E PREVENÇÃO DAS MORTES MATERNAS DE PORTO ALEGRE (CMEPMM)

COMITÊ MUNICIPAL DE ESTUDOS E PREVENÇÃO DAS MORTES MATERNAS DE PORTO ALEGRE (CMEPMM) COMITÊ MUNICIPAL DE ESTUDOS E PREVENÇÃO DAS MORTES MATERNAS DE PORTO ALEGRE (CMEPMM) Relatório da Mortalidade Materna de Porto Alegre 2008 A Organização Mundial da Saúde OMS estima que, no mundo, 585 mil

Leia mais

AGENDA DA SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICAS PARA POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO. Rio de Janeiro, julho 2013

AGENDA DA SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICAS PARA POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO. Rio de Janeiro, julho 2013 AGENDA DA SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICAS PARA POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO Rio de Janeiro, julho 2013 1. PROGRESSO BRASILEIRO RECENTE 1.1 Crescimento inclusivo 1. PROGRESSO BRASILEIRO RECENTE 1.1 Crescimento

Leia mais

SEMINÁRIO INTEGRADO DO PARANÁ 20 ANOS DO COMITÊ DE PREVENÇÃO DE MORTALIDADE MATERNA 10 ANOS DE MORTALIDADE INFANTIL. 24, 25 e 26 de novembro de 2.

SEMINÁRIO INTEGRADO DO PARANÁ 20 ANOS DO COMITÊ DE PREVENÇÃO DE MORTALIDADE MATERNA 10 ANOS DE MORTALIDADE INFANTIL. 24, 25 e 26 de novembro de 2. SEMINÁRIO INTEGRADO DO PARANÁ 20 ANOS DO COMITÊ DE PREVENÇÃO DE MORTALIDADE MATERNA 10 ANOS DE MORTALIDADE INFANTIL 24, 25 e 26 de novembro de 2.009 Superintendência de Vigilância em Saúde SVS Departamento

Leia mais

Aids no Brasil. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Dezembro de 2009

Aids no Brasil. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Dezembro de 2009 Aids no Brasil 1980 2009 Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais Dezembro de 2009 Municípios com pelo menos um caso de aids notificado 1980-1994 1995-1999 2000-2004 2005-2009 HIV: informações gerais

Leia mais

Mortes por câncer aumentaram 31% no Brasil em 15 anos, afirma OMS

Mortes por câncer aumentaram 31% no Brasil em 15 anos, afirma OMS Mortes por câncer aumentaram 31% no Brasil em 15 anos, afirma OMS No início do século, 152 mil brasileiros morriam por ano da doença. Ao final de 2015, essa taxa chegou a 223,4 mil O número de mortes no

Leia mais