Consultoria para realizar pesquisa para estimar a prevalência de nascimentos pré-termo no Brasil e explorar possíveis causas

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1 ANEXO 2 UNICEF Brasil Consultoria para realizar pesquisa para estimar a prevalência de nascimentos pré-termo no Brasil e explorar possíveis causas Documento técnico com análise dos fatores associados à prematuridade e baixo peso ao nascer usando dados do SINASC do período Contratado: Cesar Gomes Victora Abril

2 Lista de Ilustrações Figura 1. Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de escolaridade materna, Brasil, 2000, 2005 e Figura 2. Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de escolaridade materna e regiões, Brasil, Figura 3. Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de escolaridade materna, Brasil, 2000, 2005 e Figura 4. Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de escolaridade materna e regiões, Brasil, Figura 5. Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de cor da pele materna, Brasil, 2000, 2005 e Figura 6. Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de cor da pele materna e regiões, Brasil, Figura 7. Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de cor da pele materna, Brasil, 2000, 2005 e Figura 8. Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de cor da pele materna e regiões, Brasil, Figura 9. Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de idade materna, Brasil, 2000, 2005 e Figura 10. Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de idade materna e regiões, Brasil, Figura 11. Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de idade materna, Brasil, 2000, 2005 e Figura 12. Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de idade materna e regiões, Brasil, Figura 13. Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de paridade (número de filhos vivos e mortos), Brasil, 2000, 2005 e Figura 14 Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de paridade (número de filhos vivos e mortos) e regiões, Brasil, Figura 15 Prevalência (%) de recém-nascido com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de paridade (número de filhos vivos e mortos), Brasil, 2000, 2005 e Figura 16 Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de paridade (número de filhos vivos e mortos), Brasil, 2000, 2005 e

3 Figura 17 Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de tipo de parto, Brasil, 2000, 2005 e Figura 18 Prevalência de nascimento pré-termo conforme tipo de parto, Figura 19 Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de tipo de parto e regiões, Brasil, Figura 20 Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de idade materna, Brasil, 2000, 2005 e Figura 21 Prevalência de baixo peso ao nascer conforme tipo de parto, Brasil Figura 22 Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de tipo de parto e regiões, Brasil,

4 Lista de Tabelas (ver Anexo) Tabela 1. Razões de odds (OR) de nascimentos pré-termo por ano de escolaridade, Tabela 2. Aumento no odds (OR) de nascimentos pré-termo por ano de escolaridade, 2010, por região. (Interação entre escolaridade e região P)... 9 Tabela 3. Razões de odds (OR) de BPN por ano de escolaridade, Tabela 4. Aumento no peso ao nascer expresso em g por ano de escolaridade, Tabela 5. Razões de odds (OR) de BPN por ano de escolaridade conforme região, 2010 (Interação entre escolaridade e região P) Tabela 6. Desigualdades educacionais absolutas e relativas de BPN conforme região, Tabela 7. Razões de odds (OR) de nascimentos pré-termo conforme cor materna, Tabela 8. Razões de odds (OR) de nascimento pré-termo conforme cor materna e região, 2010, Brasil Tabela 9. Razões de odds (OR) de nascimentos com BPN conforme cor materna, Tabela 10. Aumento no peso ao nascer expresso em g por categoria de cor materna, Tabela 11. Razões de odds (OR) de nascimento BPN conforme cor materna e região, Tabela 12. Aumento no peso ao nascer (g) por categoria de cor materna e região, Tabela 13. Razões de odds (OR) de nascimentos pré-termo por categoria de idade materna, Tabela 14. Odds de nascimentos pré-termo por categoria de idade materna e região, Tabela 15. Razões de odds (OR) de nascimento pré-termo nas cesarianas (categoria de referência = parto vaginal), Tabela 16. Razões de odds (OR) de nascimento pré-termo nas cesarianas (categoria de referência=parto vaginal) e região, Tabela 17. Razões de odds (OR) de BPN nas cesarianas (categoria de referência=parto vaginal) e região, Tabela 18. Aumento no peso ao nascer (g) por categoria de tipo de parto (referência= parto vaginal) e região, Tabela 19 Razões de odds (OR) de baixo peso ao nascer (BPN) e prematuridade (PT) conforme região, análise bruta e ajustada para potenciais fatores de confusão, Tabela 20 Razões de odds (OR) de baixo peso ao nascer (BPN) e prematuridade (PT) conforme ano, análise bruta e ajustada para potenciais fatores de confusão, Tabela 21 Resumo das principais conclusões do relatório

5 Índice Introdução... 6 Escolaridade materna... 6 Escolaridade materna e nascimentos pré-termo... 7 Escolaridade materna e BPN... 9 Cor da pele materna Cor da pele materna e nascimentos pré-termo Cor da pele materna e BPN Idade materna Idade materna e nascimento pré-termo Idade materna e BPN Paridade Paridade e nascimento pré-termo Paridade e BPN Tipo de parto Tipo de parto e nascimento pré-termo Tipo de parto e BPN Como explicar as diferenças regionais em PT e BPN? Como explicar o aumento em PT e BPN? Resumo dos resultados Conclusões Referências Anexo

6 Introdução O presente relatório descreve a análise de fatores de risco para o nascimento de recém-nascidos pré-termo e com baixo peso ao nascer. Foram estudados os seguintes fatores de risco: escolaridade materna, cor da pele, idade, paridade e tipo de parto. Foram usadas as bases de dados completas do SINASC de todos os nascidos vivos ocorridos no período Conforme foi relatado nas análises anteriores do presente projeto, foram excluídas as idades gestacionais (IGs) incompatíveis com o peso ao nascer, por exemplo, uma criança com semanas com um peso de 600 g. Para isso, utilizou-se os critérios e pontos de corte sugeridos por Alexander e cols.(alexander, Himes et al. 1996) que são amplamente adotados na literatura internacional. Menos de 1% das IGs foram excluídas (variando entre 0.94% para 2000 e 0.31% para 2011). Foram também excluídos os valores extremos de peso ao nascimento pela baixa probabilidade de que os mesmos representem pesos válidos. Após várias simulações e consulta com pesquisadores experientes nesta área do conhecimento, foram excluídos pesos inferiores a 400 g e superiores a g, respectivamente 0,04% e 0,001% dos nascidos vivos no período Finalmente foram também excluídos das analises os municípios com má qualidade de dados do SINASC, conforme os critérios propostos por Szwarcwald e cols.(andrade, Szwarcwald et al. 2008) Para cada ano, foram excluídos municípios que naquele ano apresentavam um fator de correção menor do que 0,8 ou seja, mais de 20% dos nascimentos estimados para o município não haviam sido declarados no SINASC. No total, foram excluídos menos de 2% das observações em cada ano devido a este critério (1,3% no ano 2000; 0,5% no ano 2005 e 0,3% no ano 2010). Baixo peso ao nascimento (BPN) foi definido como peso ao nascer menor de 2500 g. Recémnascidos com IG menor de 37 semanas foram considerados como pré-termo (PT). Escolaridade materna Os valores ignorados da variável escolaridade materna diminuíram ao longo do período, caindo de 5,6% em 2000 (n=178,094) para 1,4% em 2010 (n=39,224). A variável foi coletada pelo SINASC nas seguintes categorias: sem escolaridade, 1 a 3 anos, 4 a 7 anos, 8 a 11 anos e 12 ou mais anos de escolaridade. A frequência de mães sem escolaridade era de 4,4% (n= 142,455) em 2000 e decresceu para 1,2% em 2010 (n=33,346). Observou-se um aumento de mães com 12 6

7 ou mais anos de escolaridade no período: 10,9% (n=348,356) no ano 2000 para 1% (n=5090) no ano (Anexo 1; Tabelas 1 e 2) Escolaridade materna e nascimentos pré-termo A Figura 1 mostra que aparentemente não havia associação entre escolaridade e PT em 2000, mas em 2010 havia uma relação direta de aumento no PT com a escolaridade. A interação entre ano calendário e escolaridade materna foi significativa (P<0.001), evidenciando que a associação mudou ao longo do tempo. O grupo de mães sem escolaridade parece ter níveis mais altos de nascimentos pré-termo do que as mães com 1-3 anos em 2005 e 2010, mas estas mães representaram apenas 1,2% dos nascimentos em Figura 1. Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de escolaridade materna, Brasil, 2000, 2005 e 2010 % Sem escolaridade 1 a 3 anos 4 a 7 anos 8 a 11 anos 12 + anos OBS: Os percentuais de recém-nascidos pré-termo na categoria de escolaridade materna "ignorada foram de 8,2% em 2000, 7,8% em 2005 e 7,2% em Para as análises mostradas na Tabela 1, a variável ordinal anos de escolaridade foi codificada numericamente, sendo utilizados os pontos médios de cada categoria (especificamente 0, 2, 5.5, 9.5 e 14 anos). Com estes valores, realizou-se uma regressão logística para caracterizar o odds de pré-termo por ano de escolaridade materna, separadamente para 2000, 2005 e A Tabela 7

8 1 mostra que o efeito da escolaridade materna aumentou substancialmente de 2000 para 2005, permanecendo constante depois deste ano. Esta regressão foi ajustada para as regiões do país, o que levou a uma discreta redução na magnitude das estimativas. Tabela 1. Razões de odds (OR) de nascimentos pré-termo por ano de escolaridade, Ano OR (IC 95%) p OR (IC 95%) * P ,002 (1,001; 1,003) 0,001 0,997 (0,996; 0,998) ,020 (1,019; 1,022) 1,012 (1,011; 1,013) ,019 (1,018; 1,021) 1,010 (1,009; 1,012) * ajustado para região A análise de pré-termos por região e escolaridade materna foi restrita para o ano de A Figura 2 confirma serem mais elevadas as prevalências de nascimento pré-termo nas regiões Sudeste e Sul, para todos os níveis de escolaridade com exceção do pequeno grupo de mães que nunca frequentaram a escola. Figura 2. Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de escolaridade materna e regiões, Brasil, 2010 % Sem escolaridade 1 a 3 anos 4 a 7 anos 8 a 11 anos 12 + anos Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil OBS: Os percentuais de recém-nascidos pré-termo na categoria de escolaridade materna "ignorada" foram de 7,2% na região Norte, 5,2% no Nordeste, 9,4% no Sudeste, 9,8% no Sul e 9,7% no Centro-Oeste. Houve uma interação significativa (P) entre região e anos de escolaridade (Tabela 2), sendo o efeito da escolaridade mais marcado no Nordeste e Centro Oeste, e menos marcado no Norte. 8

9 Tabela 2. Aumento no odds (OR) de nascimentos pré-termo por ano de escolaridade, 2010, por região. (Interação entre escolaridade e região P) Região OR (IC 95%) P Norte 1,000 (0,996; 1,005) 0,959 Nordeste 1,019 (1,016; 1,021) Sudeste 1,007 (1,005; 1,009) Sul 1,005 (1,001; 1,009) 0,006 Centro-Oeste 1,016 (1,011; 1,021) Escolaridade materna e BPN A frequência de recém-nascidos com BPN reduziu progressivamente com a escolaridade materna, nos três anos estudados (Figura 3). Ao contrario do observado para os nascimentos pré-termo, não houve interação (P=0,34) entre escolaridade materna e ano calendário, evidenciando que a magnitude da associação permaneceu constante, embora os valores de BPN em 2010 sejam maiores dos que os valores de anos anteriores, para todas as categorias de escolaridade materna. Figura 3. Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de escolaridade materna, Brasil, 2000, 2005 e 2010 % Sem escolaridade 1 a 3 anos 4 a 7 anos 8 a 11 anos 12 + anos OBS: Os percentuais de recém-nascidos com BPN na categoria de escolaridade materna "ignorada" foram de 9,0% em 2000, 9,3% em 2005 e 8,9% em

10 As análises em que a escolaridade foi expressa em anos de estudo mostram uma redução de cerca de 1% a 2% no odds de BPN por ano de escolaridade, nas análises ajustadas por região (Tabela 3). Estas reduções são discretas, pois 1% de um odds de 8% corresponde apenas a 0,08 pontos percentuais. Estas análises foram repetidas utilizando-se o peso ao nascer expresso em gramas como variável contínua, e não apenas o BPN (peso inferior a 2500 g) como nas análises anteriores. Estas equações evidenciaram aumentos de 1 a 3 g por ano de escolaridade (Tabela 4). Observa-se uma aparente inconsistência nos resultados não ajustados para 2005 e 2010: enquanto a prevalência de BPN diminui com a escolaridade (Tabela 3), o peso ao nascer médio também diminui discretamente (menos de 1 g por ano de escolaridade), ao invés de aumentar como seria esperado. Nos resultados ajustados por região, esta inconsistência desaparece. De qualquer forma, os efeitos aqui demonstrados são extremamente pequenos, mas alcançam significância estatística devido ao grande tamanho da amostra. Tabela 3. Razões de odds (OR) de BPN por ano de escolaridade, Ano OR (IC 95%) P OR (IC 95%) * P ,991 (0,990; 0,992) 0,983 (0,982; 0,984) ,994 (0,993; 0,995) 0,987 (0,986; 0,988) ,990 (0,989; 0,991) 0,984 (0,982; 0,985) * ajustado para região Tabela 4. Aumento no peso ao nascer expresso em g por ano de escolaridade, Ano Beta (IC 95%) P Beta (IC 95%) * P ,4 (0,2; 0,6) 3,1 (3,0; 3,3) ,8 (-1,0; 0,6) 1,3 (1,1; 1,5) ,6 (-0,8; -0,4) 1,4 (1,2; 1,6) * ajustado para região A Figura 4 e Tabela 5 mostram como a escolaridade se associa com o BPN nas diferentes regiões. O efeito de cada ano adicional de escolaridade é maior nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste, e menor no Norte e Nordeste. A interação entre escolaridade e região é significativa (P). 10

11 Figura 4. Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de escolaridade materna e regiões, Brasil, % Sem escolaridade 1 a 3 anos 4 a 7 anos 8 a 11 anos 12 + anos Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil OBS: Os percentuais de recém-nascidos BPN na categoria de escolaridade materna "ignorada" foram de 7,8% na região Norte, % no Nordeste, 11,4% no Sudeste, 10,6% no Sul e 10,5% no Centro-Oeste. Tabela 5. Razões de odds (OR) de BPN por ano de escolaridade conforme região, 2010 (Interação entre escolaridade e região P) Região OR (IC 95%) P Norte 0,996 (0,992; 1,000) 0,053 Nordeste 0,990 (0,988; 0,993) Sudeste 0,978 (0,976; 0,980) Sul 0,976 (0,973; 0,980) Centro-Oeste 0,985 (0,980; 0,989) * ajustado para região Devido a que a maioria das mães tem escolaridade entre 4 e 11 anos, com menor número de indivíduos nas categorias extremas de sem escolaridade e escolaridade de 12 anos ou mais, usamos métodos ponderados para o cálculo das desigualdades educacionais no BPN nas regiões do país. Calculamos os SII ( slope index of inequality ; índice de inclinação de desigualdade, mede desigualdade absoluta) e RII ( relative index of inequality ; índice relativo de desigualdade), medidas baseadas em regressão que ponderam os grupos de escolaridade conforme o número de indivíduos que representam. Observamos que as desigualdades educacionais absolutas em BPN são maiores nas regiões Sudeste e Sul que nas regiões de Norte 11

12 e Nordeste, colocando-se a região Centro-Oeste numa posição intermédia. O mesmo padrão de desigualdades acontece com as desigualdades relativas (Tabela 6) Tabela 6. Desigualdades educacionais absolutas e relativas de BPN conforme região, 2010 Região SII RII Norte -0,003 (-0,007; 0,001) 0,956 (0,909; 1,006) Nordeste -0,008 (-0,010; -0,006) 0,891 (0,865; 0,918) Sudeste -0,021 (-0,023; -0,019) 0,775 (0,756; 0,794) Sul -0,024 (-0,027; -0,020) 0,743 (0,712; 0,775) Centro-Oeste -0,014 (-0,019; -0,010) 0,825 (0,778; 0,874) RII = relative index of inequality (expresso como o risco relativo de aumento ou redução na prevalência de BPN associado com a mudança entre os extremos da classificação educacional; valores inferiores a 1,0 evidenciam uma redução no risco com o aumento da escolaridade). SII= slope index of inequality (expresso como diferença em pontos percentuais entre os extremos da classificação educacional; valores negativos evidenciam que o BPN é menos frequente nas mães com maior escolaridade) Cor da pele materna A variável cor da pele materna autorreferida apresenta as seguintes categorias nos bancos de dados do SINASC: branca, preta, amarela, parda e indígena. Essa variável teve uma perda de informação de 12,8% (n=409,099) em 2000 que diminuiu para 4,4% em 2010 (n=125,427). A proporção de mães na categoria branca desceu de 48,7% (n=1,560,041) em 2000 para 44,8% (1,282,164) em No período observou-se um aumento dos nascimentos nas mães pardas de 34.6% (n=1,109,873) em 2000 para 48,5%, (n=1,389,040) em 2010 e uma diminuição nos partos de mães pretas (2,8% n=88,980 em 2000 e 1,5% n=43,939 em 2010) (Anexo 1; Tabelas 3 e 4). Cor da pele materna e nascimentos pré-termo As diferenças na prevalência de pré-termos por cor da pele são relativamente pequenas. Em todos os grupos de cor da pele, as prevalências foram mais altas em 2010 do que nos anos anteriores, sendo que para as mulheres que se auto-classificaram como pardas as diferenças foram discretas (Figura 5). As maiores diferenças entre os grupos de cor da pele foram ao redor de 2 pontos percentuais. 12

13 Figura 5. Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de cor da pele materna, Brasil, 2000, 2005 e 2010 % Branca Preta Amarela Parda Indígena OBS: Os percentuais de recém-nascidos pré-termo na categoria de cor materna "ignorada foram de 7,2% em 2000, % em 2005 e 9,1% em Nas análises ajustadas por região (Tabela 7) o grupo com maior prevalência de pré-termos foram as mães pretas em 2000 e Em 2010, as mães pardas apresentaram a menor prevalência de todos os grupos, sendo a maior prevalência observada para as mães indígenas. 13

14 Tabela 7. Razões de odds (OR) de nascimentos pré-termo conforme cor materna, Ano OR (IC 95%) p OR (IC 95%) * P 2000 Branca Preta Amarela Parda Indígena 1,117 (1,088; 1,147) 1,007 (0,951; 1,066) 0,902 (0,893; 1,015) 0,952 (0,893; 1,015) 1,147 (1,117; 1,178) 1,076 (1,016; 1,139) 0,966 (0,955; 0,977) 1,033 (0,968; 1,101) 2005 Branca Preta Amarela Parda Indígena 2010 Branca Preta Amarela Parda Indígena * ajustado para região 1,00 (0,971; 1,036) 0,840 (0,770; 0,916) 0,879 (0,870; 0,888) 0,968 (0,905; 1,035) 0,996 (0,961; 1,032) 0,910 (0,819; 1,010) 0,780 (0,790; 0,806) 1,046 (0,985; 1,110) 1,045 (1,011; 1,079) 0,957 (0,877; 1,044) 1,038 (1,026; 1,0498) 1,165 (1,088; 1,247) 1,025 (0,989; 1,062) 0,968 (0,872; 1,075) 0,938 (0,928; 0,949) 1,317 (1,239; 1,399) A Figura 6 e Tabela 8 mostram que os indígenas da região Norte apresentam as mais altas prevalências em Consistentemente com os dados apresentados anteriormente, as maiores prevalências em praticamente todos os grupos de cor ocorrem no Sul e Sudeste, e o grupo de mães pardas tende a apresentar as menores prevalências na maioria das regiões. 14

15 Figura 6. Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de cor da pele materna e regiões, Brasil, % Branca Preta Amarela Parda Indígena Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil OBS: Os percentuais de recém-nascidos pré-termo na categoria de cor materna "ignorada" foram de 6,5% na região Norte, 7,5% no Nordeste, 9,1% no Sudeste, 6,1% no Sul e 14,1% no Centro-Oeste. 15

16 Tabela 8. Razões de odds (OR) de nascimento pré-termo conforme cor materna e região, 2010, Brasil Região OR (IC 95%) p Norte Branca Preta Amarela Parda Indígena Nordeste Branca Preta Amarela Parda Indígena Sudeste Branca Preta Amarela Parda Indígena Sul Branca Preta Amarela Parda Indígena Centro-Oeste Branca Preta Amarela Parda Indígena 1,253 (1,053; 1,492) 1,165 (0,793; 1,713) 0,890 (0,852; 0,929) 1,970 (1,814; 2,140) 1,004 (0,917; 1,099) 1,079 (0,868; 1,343) 1,002 (0,977; 1,027) 0,455 (0,356; 0,580) 0,964 (0,918; 1,012) 0,906 (0,787; 1,043) 0,921 (0,907; 0,934) 1,006 (0,794; 1,275) 1,190 (1,099; 1,287) 0,983 (0,653; 1,479) 0,937 (0,888; 0,986) 0,842 (0,659; 1,076) 1,082 (0,903; 1,296) 1,049 (0,715; 1,540) 0,982 (0,946; 1,020) 0,878 (0,739; 1,042) 0,006 0,431 Cor da pele materna e BPN As análises de BPN por grupos de cor da pele mostram aumentos nas prevalências ao longo do tempo em todos os grupos, com a possível exceção dos indígenas (Figura 7). Comparadas com as mães brancas e amarelas, as categorias de mães pretas, pardas e indígenas apresentaram maiores riscos de ter um filho com BPN, nos 3 anos estudados (Tabela 9). As diferenças são mais claras e de maior magnitude do que as diferenças observadas para os nascimentos prétermo. Estes resultados foram confirmados pelas análises do peso ao nascer expresso em gramas (Tabela 10), mostrando diferenças de até 50 gramas a menos para mães indígenas, comparadas com as brancas. 16

17 Figura 7. Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de cor da pele materna, Brasil, 2000, 2005 e % Branca Preta Amarela Parda Indígena OBS: Os percentuais de recém-nascidos pré-termo na categoria de cor materna "ignorada foram de 8,8% em 2000, 9,5% em 2005 e 10,7% em

18 Tabela 9. Razões de odds (OR) de nascimentos com BPN conforme cor materna, Ano OR (IC 95%) P OR (IC 95%) * P 2000 Branca Preta Amarela Parda Indígena 1,253 (1,124; 1,181) 0,846 (0,799; 0,897) 1,014 (1,004; 1,024) 0,961 (0,905; 1,021) 1,215 (1,185; 1,245) 0,962 (0,908; 1,020) 1,166 (1,154; 1,179) 1,143 (1,076; 1,215) 2005 Branca Preta Amarela Parda Indígena 1,153 (1,121; 1,187) 0,875 (0,808; 0,947) 1,037 (1,028; 1,047) 1,051 (0,989; 1,117) 1,192 (1,158; 1,226) 0,983 (0,907; 1,064) 1,201 (1,189; 1,214) 1,259 (1,184; 1,338) 2010 Branca Preta Amarela Parda Indígena * ajustado para região 1,140 (1,103; 1,178) 0,911 (0,823; 1,008) 0,981 (0,973; 0,990) 0,920 (0,865; 0,977) 1,167 (1,130; 1,206) 0,958 (0,866; 1,060) 1,114 (1,102; 1,125) 1,091 (1,026; 1,160) Tabela 10. Aumento no peso ao nascer expresso em g por categoria de cor materna, Ano Beta (IC 95%) p Beta (IC 95%) * p 2000 Branca Preta Amarela Parda Indígena 0,0 (referência) -20,2 (-24,0; -16,5) 41,7 (34,0; 49,4) 9,0 (7,6; 10,3) 19,0 (10,5; 27,5) 0,0 (referência) -37,5 (-41,3; -33,8) 2,9 (-4,9; 10,6) -33,0 (-34,4; -31,4) -33,4 (-41,9; -25,0) 2005 Branca Preta Amarela Parda Indígena 0,0 (referência) -20,0 (-24,2; -15,4) 44,7 (33,8; 55,7) 8,3 (; 9,7) -1 (-26,1; -8,0) 0,0 (referência) -28,4 (-32,8; -24,1) 14,6 (3,6; 25,5) -2 (-29,6; -2) -5 (-65,7; -47,6) 2010 Branca Preta Amarela Parda Indígena * ajustado para região 0,0 (referência) - (-12,0; -1,6) 8,9 (-5,8; 23,5) 26,9 (25,6; 28,2) -11,3 (-20,1; -2,4) 0,0 (referência) -13,2 (-18,4; -8,0) -2,7 (-17,4; -11,9) -6,3 (-7,8; -4,7) -50,1 (-59,0; -41,2) 18

19 Quando os dados são estratificados por regiões (Figura 8 e Tabela 11), o Sudeste e Sul tendem a apresentar as maiores prevalências em todos os grupos de cor da pele, exceto indígenas. Não se observa nos indígenas do Norte um risco tão elevado como foi o caso para nascimentos prétermo. Figura 8. Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de cor da pele materna e regiões, Brasil, % Branca Preta Amarela Parda Indígena Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil OBS: Os percentuais de recém-nascidos BPN na categoria de cor materna "ignorada" foram de 8,6% na região Norte, 9,6% no Nordeste, 10,5% no Sudeste, % no Sul e 14,8% no Centro-Oeste. 19

20 Tabela 11. Razões de odds (OR) de nascimento BPN conforme cor materna e região, 2010 Região OR (IC 95%) p Norte Branca Preta Amarela Parda Indígena 0,839 (0,691; 1,017) 0,987 (0,667; 1,460) 1,153 (1,107; 1,200) 1,296 (1,186; 1,417) Nordeste Branca Preta Amarela Parda Indígena Sudeste Branca Preta Amarela Parda Indígena Sul Branca Preta Amarela Parda Indígena Centro-Oeste Branca Preta Amarela Parda Indígena 1,151 (1,060; 1,249) 1,103 (0,896; 1,357) 1,244 (1,215; 1,274) 0,839 (0,704; 1,000) 1,180 (1,130; 1,233) 0,943 (0,824; 1,079) 1,079 (1,064; 1,094) 0,812 (0,632; 1,044) 1,250 (1,160; 1,347) 0,950 (0,636; 1,419) 1,007 (0,958; 1,058) 0,830 (0,654; 1,054) 1,225 (1,043; 1,439) 0,846 (0,573; 1,249) 1,121 (1,082; 1,160) 1,244 (1,083; 1,430) Os resultados do peso ao nascer em gramas mostram que as crianças de mães indígenas na região Norte apresentam peso cerca de 110 g inferior às brancas, e na região Sudeste apresentaram quase 120 g a mais (Tabela 12). Estas diferenças no entanto, não foram sistemáticas, e variaram de região para região. 20

21 Tabela 12. Aumento no peso ao nascer (g) por categoria de cor materna e região, 2010 Região beta (IC 95%) P Norte Branca Preta Amarela Parda Indígena 0,0 (referência) 35,7 (11,9; 59,4) -12,3 (-63,8; 39,3) -17,8 (-23,2; -12,4) -114,0 (-126,7; -100,9) Nordeste Branca Preta Amarela Parda Indígena Sudeste Branca Preta Amarela Parda Indígena Sul Branca Preta Amarela Parda Indígena Centro-Oeste Branca Preta Amarela Parda Indígena 0,0 (referência) -16,3 (-27,9; -4,6) 15,5 (-13,6; 44,5) -25,1 (-28,3; -21,8) 1 (-4,3; 39,6) 0,0 (referência) -20,0 (-27,2; -12,8) -15,8 (-36,2; 4,5) 1,8 (-0,4; 4,0) 118,4 (82,8; 154,0) 0,0 (referência) -1 (-28,5; -3,5) -52,5 (-112,7; 7,8) 6,5 (-1,2; 14,1) -3,2 (-3; 30,6) 0,0 (referência) 3,1 (-20,6; 2) 27,6 (-21,4; 7) -3,7 (-8,5; 1,0) -51,0 (-71,5; -30,5) 0,015 21

22 Idade materna A variável idade materna foi coletada no SINASC em forma continua, sendo categorizada em <15, 15-19, e >=35 anos. No ano 2000, esta variável tinha uma perda de informação de 0,6% (n=18,570) que decresceu para 0,01% (n=194) no ano A proporção de mães com idade <15 anos se manteve praticamente constante (0,9% n=28,973 e 1,0 n=249, para 2000 e 2010, respectivamente). Diminuiu o % de mães entre 15 a 19 anos (22,5% n=721,564 e 18,4% n=525,581, para 2000 e 2010, respectivamente) e aumentou o número de mães com idade >= 35 anos (8,9% n=275,277 e 10,5% n=299,372, para 2000 e 2010, respectivamente) (Anexo 1; Tabelas 5 e 6). Idade materna e nascimento pré-termo As curvas que descrevem a relação entre a frequência de nascimentos pré-termo e a idade materna têm formato U em todos os anos (Figura 9). Observam-se maiores prevalências de nascimento pré-termo para todas as categorias de idade materna em 2010 do que nos anos anteriores. Figura 9. Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de idade materna, Brasil, 2000, 2005 e 2010 % < OBS: Os percentuais de recém-nascidos pré-termo na categoria de idade materna "ignorada" foram de 9,3% em 2000, 7,2% em 2005 e 13,3% em

23 Na Tabela 13 se observa que os maiores riscos de nascimento pré-termo se observam nas mães menores de 15 anos, mesmo após ajuste para região. Tabela 13. Razões de odds (OR) de nascimentos pré-termo por categoria de idade materna, Ano OR (IC 95%) p OR (IC 95%) * p 2000 < >=35 1,695 (1,629; 1,764) 1,218 (1,206; 1,231) 1,348 (1,327; 1,368) 1,744 (1,675; 1,815) 1,238 (1,224; 1,251) 1,332 (1,312; 1,352) 2005 < >=35 1,794 (1,724; 1,867) 1,177 (1,164; 1,191) 1,415 (1,394; 1,436) 1,898 (1,823; 1,975) 1,215 (1,201; 1,228) 1,378 (1,358; 1,398) 2010 < >=35 * ajustado para região 1,690 (1,625; 1,757) 1,120 (1,107; 1,133) 1,386 (1,367; 1,405) 1,802 (1,732; 1,874) 1,156 (1,142; 1,170) 1,346 (1,328; 1,365) Nas análises mostradas na Figura 10, se observa que todas as regiões têm padrões similares em forma de U, com maiores prevalências de nascimento pré-termo no Sul e Sudeste. Não foi observada interação significativa entre região e idade materna (P=0.065). Em todas as regiões também se observam maiores riscos de nascimento pré-termo nas mães menores de 15 anos com relação à categoria de referência (mães de anos), sendo a magnitude de risco mais elevado no Norte (Tabela 14). 23

24 Figura 10. Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de idade materna e regiões, Brasil, 2010 % < Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil OBS: Os percentuais de recém-nascidos pré-termo na categoria de escolaridade materna "ignorada" foram de 0% na região Norte, 8,3% no Nordeste, 13,0% no Sudeste, 11,8% no Sul e 15,0% no Centro-Oeste. 24

25 Tabela 14. Odds de nascimentos pré-termo por categoria de idade materna e região, 2010 Região OR (IC 95%) p Norte < >=35 1,980 (1,794; 2,184) 1,175 (1,133; 1,218) 1,300 (1,225; 1,379) Nordeste < >=35 Sudeste < >=35 Sul < >=35 Centro-Oeste < >=35 1,838 (1,720; 1,965) 1,185 (1,159; 1,212) 1,332 (1,292; 1,373) 1,746 (1,626; 1,875) 1,168 (1,147; 1,190) 1,370 (1,343; 1,396) 1,722 (1,537; 1,929) 1,070 (1,037; 1,105) 1,320 (1,276; 1,366) 1,663 (1,440; 1,922) 1,113 (1,066; 1,162) 1,305 (1,236; 1,379) 25

26 Idade materna e BPN As curvas que descrevem a relação entre a frequência de BPN e a idade materna têm formato U em todos os anos (Figura 11), de forma semelhante ao observado para nascimento pré-termo. Observam-se prevalências de BPN muito próximas nos 3 anos. Figura 11. Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de idade materna, Brasil, 2000, 2005 e 2010 % < OBS: Os percentuais de recém-nascidos com BPN na categoria de idade materna "ignorada" foram de 7,2% em 2000, 7,4% em 2005 e 14,5% em

27 Na análise por região (Figura 12), observa-se que as diferenças regionais em menores de 15 anos são bem pequenas e aumentam com a idade. Em contraste ao observado na análise da relação entre idade materna e nascimento pré-termo, foi encontrada uma interação significativa entre região e idade materna (P ). As regiões Sudeste e Sul apresentam as maiores prevalências de nascimento BPN, o Nordeste e Norte as menores prevalências e o Centro-Oeste se coloca numa posição intermédia. Figura 12. Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de idade materna e regiões, Brasil, 2010 % < Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil OBS: os percentuais de recém-nascidos com BPN na categoria de escolaridade materna "ignorada" foram de 0% na região Norte, 20,8% no Nordeste, 11,5% no Sudeste, 15,0% no Sul e 13,9% no Centro-Oeste 27

28 Paridade A variável paridade foi construída como somatório de filhos vivos e mortos de cada mãe usando os dados do SINASC, sendo categorizada para efeitos de análise em 0, 1, 2 e 3 ou mais filhos. O percentual de valores ignorados desta variável desceu no período, de 12,7% no ano 2000 (n=408, 348) para 6,2% (n=1720) no ano Houve um aumento absoluto e relativo nas primíparas e redução nas multíparas. A percentagem de mulheres na categoria de paridade=0 (primíparas) aumentou de 28,5% (n=913,014) em 2000 para 3% (n=1079,378) no ano A frequência de mulheres com 3 ou mais filhos prévios diminuiu no período de 16,5% (n=528,408) no ano 2000 para 13,1% (n=375,505) no ano 2010 (Anexo 1; Tabelas 9 e 10). Paridade e nascimento pré-termo No período 2000 a 2005, as prevalências de nascimento pré-termo diminuíram em todas as categorias de paridade (exceto na categoria de primíparas), enquanto que no período 2005 a 2010, as prevalências de nascimento pré-termo aumentaram em todas as categorias da variável (Figura 13). 28

29 Figura 13. Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de paridade (número de filhos vivos e mortos), Brasil, 2000, 2005 e 2010 % OBS: Os percentuais de recém-nascidos pré-termo na categoria de paridade "ignorada" foram de % em 2000, % em 2005 e 6,5% em 2010 Na análise realizada por região, se observam padrões semelhantes de curva em U em todas as regiões, com exceção da região Norte. Observam-se maiores prevalências de nascimento prétermo no Sul e Sudeste, cujas curvas estão praticamente superpostas, e menores prevalências nas outras regiões (Figura 14). 29

30 Figura 14 Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de paridade (número de filhos vivos e mortos) e regiões, Brasil, % Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil OBS: Os percentuais de recém-nascidos pré-termo na categoria de paridade "ignorada" foram de 6,2% na região Norte, 5,8% no Nordeste, 8,0% no Sudeste, 8,4% no Sul e 7,8% no Centro-Oeste Paridade e BPN As prevalências de BPN aumentaram no período em todas as categorias da variável paridade (Figura 15). Nos três anos analisados, as maiores prevalências de BPN se encontram nas mulheres nulíparas e nas multíparas, esboçando-se curvas em formato U. 30

31 Figura 15 Prevalência (%) de recém-nascido com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de paridade (número de filhos vivos e mortos), Brasil, 2000, 2005 e 2010 % OBS: Os percentuais de recém-nascidos com BPN na categoria de paridade "ignorada" foram de 8,9% em 2000, 9,4% em 2005 e 8,9% em

32 A análise realizada por região (Figura 16) evidencia que as prevalências de nascimentos BPN são muito próximas nas mulheres primíparas de todas as regiões, mas as diferenças de nascimento BPN são marcantes entre as multíparas das diferentes regiões do país, com prevalências mais altas nas regiões Sul e Sudeste e menores nas regiões Nordeste e Norte (teste de interação entre região e paridade P). Figura 16 Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de paridade (número de filhos vivos e mortos), Brasil, 2000, 2005 e % Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil OBS: Os percentuais de recém-nascidos com BPN na categoria de paridade "ignorada" foram de 9,6% na região Norte, 8,4% no Nordeste, 9,7% no Sudeste, 9,3% no Sul e 9,5% no Centro-Oeste 32

33 Tipo de parto A variável tipo de parto encontra-se categorizada em parto vaginal e cesariana. A percentagem de valores ignorados na variável diminuiu no período (0,6% n=20,477 em 2000 para 0,1% n=3547 em 2010). A frequência de cesariana aumentou no período de 37,8% (n=1,211,494) em 2000 para 52,3% (n=1,4934) em 2010 (Anexo 1; Tabelas 7 e 8). Tipo de parto e nascimento pré-termo Na Figura 17 pode ser observar que a frequência de nascimento pré-termo nos partos realizados por cesariana aumentou no período, mas isto não aconteceu nos nascimentos ocorridos com parto vaginal. Figura 17 Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de tipo de parto, Brasil, 2000, 2005 e 2010 % Vaginal Cesariana OBS: Os percentuais de recém-nascidos pré-termo na categoria de tipo de parto "ignorado"foram de % em 2000, % em 2005 e % em 2010 Para ilustrar este fenômeno com maior detalhamento, na Figura 18 se apresenta a prevalência de nascimento pré-termo conforme tipo parto no período Pode se observar que a 33

34 diferença entre nascimento pré-termo nos nascimentos ocorridos por parto vaginal e cesariana no ano 2000 eram mínimas, e aumentaram progressivamente ao longo do período. Figura 18 Prevalência de nascimento pré-termo conforme tipo de parto, % Vaginal Cesariana Os riscos de nascimento pré-termo, mesmo quando ajustados para região, aumentaram nos nascimentos ocorridos por cesariana, observando-se uma interação significativa (p) entre ano e tipo de parto (Tabela 15). 34

35 Tabela 15. Razões de odds (OR) de nascimento pré-termo nas cesarianas (categoria de referência = parto vaginal), Ano OR (IC 95%) p OR (IC 95%) * p 2000 Vaginal Cesariana 2005 Vaginal Cesariana 2010 Vaginal Cesariana 1,081 (1,071; 1,090) 1,307 (1,295; 1,319) 1,234 (1,223; 1,245) * ajustado para região 1,052 (1,042; 1,061) 1,245 (1,234; 1,257) 1,183 (1,172; 1,194) A análise realizada por região evidencia que entre os nascimentos ocorridos por parto vaginal, as maiores prevalências de nascimentos pré-termo se observam na região Sudeste. Entre aqueles ocorridos por cesariana, as maiores prevalências de nascimento pré-termo se observam no Sul e Sudeste (Figura 19). Figura 19 Prevalência (%) de recém-nascidos pré-termo (IG menor de 37 semanas) conforme categorias de tipo de parto e regiões, Brasil, 2010 % Vaginal Cesariana Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil OBS: Os percentuais de recém-nascidos pré-termo na categoria de escolaridade materna "ignorado" foram de% na região Norte, 7,4% no Nordeste, 8,7% no Sudeste, % no Sul e 5,7% no Centro-Oeste Para o ano 2010, os maiores riscos de pré-termo foram observados nos nascimentos ocorridos por cesariana na região Sul, seguidos pelo Norte, e os menores riscos foram observados na região Centro-Oeste (Tabela 16) 35

36 Tabela 16. Razões de odds (OR) de nascimento pré-termo nas cesarianas (categoria de referência=parto vaginal) e região, 2010 Região OR (IC 95%) p Norte Vaginal Cesariana 1,227 (1,189; 1,266) Nordeste Vaginal Cesariana Sudeste Vaginal Cesariana Sul Vaginal Cesariana Centro-Oeste Vaginal Cesariana 1,171 (1,150; 1,192) 1,147 (1,131; 1,163) 1,343 (1,311; 1,377) 1,108 (1,070; 1,146) Tipo de parto e BPN Na Figura 20, se observa que o aumento ocorrido no BPN aconteceu tanto nos nascimentos realizados por parto vaginal como em aqueles realizados por cesariana. Para ilustrar com maior detalhamento esta relação, na Figura 21 se descreve a prevalência de nascimento BPN conforme tipo de parto no período As diferenças na prevalência de BPN entre nascimentos por parto vaginal e cesariana, que não existiam no ano 2000, aumentaram progressivamente até o ano 2005, posteriormente diminuíram entre 2005 e

37 Figura 20 Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de idade materna, Brasil, 2000, 2005 e Vaginal Cesariana OBS: Os percentuais de recém-nascidos com BPN na categoria de tipo de parto "ignorado" foram de 8,0% em 2000, 8,5% em 2005 e 8,6% em 2010 Figura 21 Prevalência de baixo peso ao nascer conforme tipo de parto, Brasil % Vaginal Cesariana A análise realizada por região apresenta um padrão semelhante ao observado nos nascimentos pré-termo. Entre os nascimentos realizados por parto vaginal as maiores prevalências de nascimento BPN foram observadas no Sudeste e entre os nascimentos realizados por cesariana as maiores prevalências de BPN foram observadas nas regiões Sul e Sudeste (Figura 22). 37

38 Figura 22 Prevalência (%) de recém-nascidos com baixo peso ao nascer (menor de 2500g) conforme categorias de tipo de parto e regiões, Brasil, % Vaginal Cesariana Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil OBS: Os percentuais de recém-nascidos com BPN na categoria de tipo de parto "ignorado" foram de 5,3% na região Norte, % no Nordeste, 11,2% no Sudeste, % no Sul e % no Centro-Oeste Para o ano 2010, os maiores riscos de BPN foram observados nos nascimentos ocorridos por cesariana na região Sul, enquanto foi observada proteção ao nascimento BPN nos nascimentos ocorridos por cesariana nas regiões Nordeste e Centro-Oeste (Tabela 17). 38

39 Tabela 17. Razões de odds (OR) de BPN nas cesarianas (categoria de referência=parto vaginal) e região, 2010 Região OR (IC 95%) p Norte Vaginal Cesariana 1,085 (1,055; 1,115) Nordeste Vaginal Cesariana Sudeste Vaginal Cesariana Sul Vaginal Cesariana Centro-Oeste Vaginal Cesariana 0,974 (0,958; 0,990) 1,034 (1,020; 1,047) 1,130 (1,104; 1,157) 0,953 (0,924; 0,983) 0,001 0,003 É interessante ressaltar que quando a variável peso ao nascimento é analisada em forma contínua, as crianças que nascem por parto cesariana foram ligeiramente mais pesadas que aquelas que nasceram por parto vaginal em todas as regiões do país (Tabela 18). Tabela 18. Aumento no peso ao nascer (g) por categoria de tipo de parto (referência= parto vaginal) e região, 2010 Região Beta (IC 95%) p Norte Parto vaginal Cesariana 0,00 (referência) 58 (54; 62) Nordeste Parto vaginal Cesariana Sudeste Parto vaginal Cesariana Sul Parto vaginal Cesariana Centro-Oeste Parto vaginal Cesariana 0,00 (referência) 63 (61; 66) 0,00 (referência) 42 (40; 44) 0,00 (referência) 20 (17; 24) 0,00 (referência) 50 (46; 55) 39

40 Como explicar as diferenças regionais em PT e BPN? Em uma tentativa de explicar as diferenças regionais em PT e BPN, realizou-se uma série de análises ajustadas para idade, paridade e escolaridade maternas, tipo de parto e cor da pele. Tabela 19 mostra que estas variáveis são incapazes de explicar as diferenças observadas entre as regiões, as quais devem ser devidas a outros fatores que não são captados nos formulários do SINASC. Tabela 19 Razões de odds (OR) de baixo peso ao nascer (BPN) e prematuridade (PT) conforme região, análise bruta e ajustada para potenciais fatores de confusão, Ano OR bruto (IC 95%) p OR ajustado (IC 95%) * p BPN Regiões Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste 1,041 (1,025; 1,058) 1,274 (1,255; 1,293) 1,204 (1,182; 1,225) 1,104 (1,082; 1,127) 1,032 (1,015; 1,048) 1,270 (1,250; 1,289) 1,194 (1,173; 1,216) 1,112 (1,089; 1,135) PT Regiões Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste 1,092 (1,072; 1,112) 1,529 (1,503; 1,555) 1,515 (1,486; 1,545) 1,254 (1,226; 1,283) 1,077 (1,058; 1,097) 1,446 (1,420; 1,473) 1,437 (1,407; 1,469) 1,178 (1,150; 1,206) * ajustado para idade materna, paridade, tipo de parto, cor e escolaridade materna. Como explicar o aumento em PT e BPN? A mesma estratégia de regressão multivariável foi utilizada para explorar se mudanças ao longo do tempo em fatores de risco poderiam explicar o aumento observado nas prevalências de nascimentos pré-termo e BPN para o Brasil como um todo. Nestas análises, incluiu-se a variável tempo com três categorias (anos 2000, 2005 e 2010), e ajustou-se para idade, paridade e escolaridade maternas, cor da pele, tipo de parto e região. A Tabela 20 mostra que, ao contrário do esperado, a tendência secular em BPN foi ainda mais acentuada após estes ajustes. Para nascimentos PT, praticamente não houve alteração na tendência ajustada. 40

41 Tabela 20 Razões de odds (OR) de baixo peso ao nascer (BPN) e prematuridade (PT) conforme ano, análise bruta e ajustada para potenciais fatores de confusão, Ano OR bruto (IC 95%) p OR ajustado (IC 95%) * p BPN Ano ,056 (1,050, 1,063) 1,092 (1,086; 1,099) 1,084 (1,078; 1,091) 1,137 (1,130; 1,144) PT Ano ,992 (0,985; 0,998) 1,081 (1,075; 1,088) 1,004 (0,997; 1,010) 1,086 (1,078; 1,093) * ajustado para idade materna, paridade, tipo de parto, cor e escolaridade materna e região. 41

42 Resumo dos resultados Os principais resultados das análises acima estão resumidos na Tabela 21. Em relação à escolaridade materna e o nascimento pré-termo, no ano 2010 foi observado um aumento do PT com o aumento da escolaridade (relação que não havia sido observada no ano 2000) e as maiores prevalências de nascimento PT foram observadas nas regiões Sudeste e Sul para todos os níveis de escolaridade. Quanto ao nascimento BPN, houve uma redução do BPN com o aumento da escolaridade no período estudado, embora a prevalência de BPN aumentou entre 2000 e 2010 em todas as categorias de escolaridade. O efeito de cada ano adicional de escolaridade foi maior nas regiões Sul e Sudeste e menor nas regiões Norte e Nordeste. Em relação à cor da pele materna e nascimento PT, foram observadas pequenas diferenças no nascimento PT nas categorias de cor materna no período estudado assim como por região. As mulheres indígenas da região Norte apresentaram as mais altas prevalências de nascimento PT no ano 2010 (11%). Quanto ao nascimento BPN, observou-se um aumento da prevalência de BPN ao longo do tempo em todos os grupos de cor materna (com exceção das mulheres indígenas). A análise com peso ao nascer continuo evidenciou aproximadamente 50g menos nos nascimentos de mulheres indígenas em relação às brancas nos anos 2005 e As regiões Sudeste e Sul apresentaram as maiores prevalências de BPN em todos os grupos de cor materna (exceção das indígenas). Crianças de mães indígenas na região Norte apresentaram um peso aproximadamente 100g menor que as crianças de mães brancas, enquanto que crianças de mães indígenas da região Sudeste apresentaram 120 g a mais que as crianças de mães brancas. Em todos os anos estudados observou-se curvas em formato U para a associação entre idade materna e nascimento PT. No ano 2010 foram observadas as maiores prevalências de PT para todas as categorias de idade, mas os maiores riscos de nascimento PT foram observados nas mães menores de 15 anos. As maiores prevalências de nascimento PT foram observados nas regiões Sul e Sudeste. Quanto ao BPN, também foram observadas curvas em formato U para todos os anos, mas as prevalências de BPN foram muito próximas em todos os anos estudados. Foram observadas diferenças regionais mínimas nas mães com idade menor de 15 anos, mas as diferenças regionais aumentaram significativamente com a idade. Assim como ocorreu com o nascimento PT, também as maiores prevalências de nascimentos BPN foram observadas nas regiões Sul e Sudeste. 42

43 Em relação à associação entre paridade e nascimento PT, a prevalência de PT diminuiu nas categorias de paridade (exceto nas primíparas) no período 2000 a 2005, mas aumentaram em todas as categorias entre 2005 a Quanto ao BPN, as prevalências de BPN aumentaram em todas as categorias de paridade no período estudado. A frequência de BPN é muito próxima nas primiparas de todas as regiões do país, mas as diferenças de prevalência de BPN são marcantes entre as multíparas nas diferentes regiões. Estas diferenças observadas entre regiões não diminuiu após ajuste para cor materna, escolaridade, idade materna e tipo de parto. No período estudado, observou-se que a frequência de nascimento PT nas cesarianas aumentou, mas isto não ocorreu nos partos vaginais. As diferenças entre prevalência de PT e tipo de parto que eram mínimas no ano 2000 aumentaram progressivamente ao longo do período. Entre os partos vaginais as maiores frequências de nascimento PT se observaram na região do Sudeste. Entre as cesarianas, as maiores frequências de nascimento PT se observaram nas regiões Sudeste e Sul. Quanto ao nascimento BPN, foi observado que o aumento ocorrido na frequência de BPN aconteceu tanto nos nascimentos por parto vaginal como por cesariana. As diferenças em nascimento BPN entre partos vaginais e cesarianas eram quase inexistentes no ano 2000, aumentaram até o ano 2005 e posteriormente diminuíram. Entre os partos vaginais as maiores frequências de nascimento BPN observaram-se na região Sudeste e entre as cesarianas as maiores frequências de nascimento BPN foram observadas nas regiões Sul e Sudeste. 43

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