ALIMENTAÇÃO E IDENTIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ALIMENTAÇÃO E IDENTIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES"

Transcrição

1 ALIMENTAÇÃO E IDENTIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES UM ESTUDO DE CASO NO DISTRITO DE CASTELO BRANCO Maria do Céu Antunes Martins Tese apresentada à Universidade de Évora para obtenção do Grau de Doutor em Sociologia ORIENTADOR: Francisco Martins Ramos ÉVORA, DEZEMBRO INSTITUTO DE INVESTIGAÇÃO E FORMAÇÃO AVANÇADA

2

3 ALIMENTAÇÃO E IDENTIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES Um Estudo de Caso no distrito de Castelo Branco ÍNDICE INDICE DE TABELAS, GRÁFICOS, FIGURAS, DIAGRAMAS E FOTOGRAFIAS... V SIGLAS E ACRÓNIMOS... VII AGRADECIMENTOS... IX RESUMO... XIII ABSTRACT... XV JUSTIFICAÇÃO DO TEMA... XVII INTRODUÇÃO CAPÍTULO I - ENQUADRAMENTO TEÓRICO-CONCEPTUAL A ALIMENTAÇÃO COMO FENÓMENO DE CULTURA E IDENTIDADE A CULTURA NA BASE DOS DETERMINANTES NUTRICIONAIS O ALIMENTO NA SUA DIMENSÃO SIMBÓLICA O ESPAÇO SOCIAL ALIMENTAR IDENTIDADES E INTERCULTURALIDADE A ALIMENTAÇÃO EM CONTEXTO DE GLOBALIZAÇÃO ALIMENTAÇÃO E SAÚDE REPRESENTAÇÕES DA ALIMENTAÇÃO E SAÚDE A ALIMENTAÇÃO NA PERSPECTIVA NUTRICIONAL NECESSIDADES CALÓRICAS, EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS E RECOMENDAÇÕES DIETÉTICAS ESTILOS ALIMENTARES E PROMOÇÃO DA SAÚDE CONSUMOS ALIMENTARES EM PORTUGAL NO CONTEXTO EUROPEU A IMIGRAÇÃO EM PORTUGAL CONSIDERAÇÕES GERAIS: CONTEXTO, REFLEXÕES E QUADRO LEGISLATIVO SOBRE A IMIGRAÇÃO EVOLUÇÃO DA IMIGRAÇÃO EM PORTUGAL CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO IMIGRANTE CAPÍTULO II OBJECTO, OBJECTIVOS E MÉTODOS CONSTRUÇÃO DO OBJECTO E OBJECTIVOS DO ESTUDO ESCOLHAS METODOLÓGICAS TIPO DE ESTUDO TÉCNICAS UTILIZADAS A OBSERVAÇÃO DIRECTA E A OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE A ENTREVISTA O DIÁRIO DE CAMPO DOCUMENTÁRIO FOTOGRÁFICO A AMOSTRA CAPÍTULO III PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES DA ALIMENTAÇÃO IMIGRANTES BRASILEIROS PRÁTICAS AS REFEIÇÕES COMO CONTEÚDO E ESTRUTURA RELAÇÃO COM O ALIMENTO REPRESENTAÇÕES ALIMENTAÇÃO E SAÚDE IMAGEM SIMBÓLICA DO ALIMENTO IMIGRANTES DA EUROPA DE LESTE iii

4 Maria do Céu Antunes Martins 2.1. PRÁTICAS AS REFEIÇÕES COMO CONTEÚDO E ESTRUTURA RELAÇÃO COM O ALIMENTO REPRESENTAÇÕES ALIMENTAÇÃO E SAÚDE IMAGEM SIMBÓLICA DO ALIMENTO IMIGRANTES INDIANOS PRÁTICAS AS REFEIÇÕES COMO CONTEÚDO E ESTRUTURA RELAÇÃO COM O ALIMENTO REPRESENTAÇÕES ALIMENTAÇÃO E SAÚDE IMAGEM SIMBÓLICA DO ALIMENTO CONCLUSÕES DIÁRIO DE CAMPO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS ANEXO 1 - GUIÃO DE ENTREVISTA ANEXO 2 - PROCEDIMENTOS ÉTICOS E FORMAIS 1 - PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO PARA FREQUENTAR A DELEGAÇÃO REGIONAL DO SEF DE CASTELO BRANCO ANEXO 3 - PROCEDIMENTOS ÉTICOS E FORMAIS 2 - PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO PARA FREQUENTAR A ASSOCIAÇÃO AMATO LUSITANO DE CASTELO BRANCO ANEXO 4 - PLANOS ALIMENTARES ANEXO 5 - PRATOS TÍPICOS DOS IMIGRANTES BRASILEIROS ANEXO 6 - PRATOS TÍPICOS DOS IMIGRANTES DA EUROPA DE LESTE ANEXO 7 - PRATOS TÍPICOS DOS IMIGRANTES INDIANOS iv

5 ALIMENTAÇÃO E IDENTIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES Um Estudo de Caso no distrito de Castelo Branco INDICE DE TABELAS, GRÁFICOS, FIGURAS, DIAGRAMAS E FOTOGRAFIAS TABELAS Tabela 1 - Alimentos consumidos segundo algumas religiões Tabela 2 - Posicionamento alimentar por zonas geográficas Tabela 3 - Principais lípidos e fontes alimentares Tabela 4- Vitaminas: fontes alimentares e funções Tabela 5- Minerais: fontes alimentares e funções Tabela 6- Distribuição calórica aconselhável por 5 refeições diárias Tabela 7- Diferenças conceptuais entre a prevenção da doença e a promoção da saúde Tabela 8- Percentagem da população estrangeira em Portugal ( ) Tabela 9 - Os descritores do estudo por guião de entrevista Tabela 10 - A Amostra Tabela 11 - Características demográficas e socioculturais dos imigrantes de nacionalidade brasileira Tabela 12.- Características demográficas e socioculturais dos imigrantes da EUROPA DE LESTE Tabela 13 - Resumo de alguns condimentos e algumas ervas aromáticas utilizadas por imigrantes de nacionalidade indiana GRÁFICOS Gráfico 1 - Evolução do consumo per capita em Portugal, por grupos de alimentos 1990 e Gráfico 2 - Consumo per capita de cereais nos países da União Europeia em 2000/ Gráfico 3 - Consumo per capita de vegetais e frutos frescos nos países da União Europeia Gráfico 4 - Consumo per capita de produtos lácteos nos países da União Europeia v

6 Maria do Céu Antunes Martins Gráfico 5 - Consumo per capita de carne nos países da União Europeia Gráfico 6 - Consumo per capita de óleos e gorduras vegetais nos países da União Europeia / FIGURAS Figura 1 - Descritores das Práticas Alimentares Figura 2 - A Nova Roda dos Alimentos Figura 3 - Pirâmide de Idades da População estrangeira em Portugal (1991 e 2001) Figura 4 - Posicionamento Metodológico do Estudo DIAGRAMAS Diagrama 1 - As grandes categorias emergentes na análise à alimentação dos imigrantes do distrito de CB Diagrama 2 - A alimentação e a saúde nas concepções de imigrantes brasileiras Diagrama 3 - A alimentação e a sua imagem simbólica nos imigrantes de nacionalidade brasileira Diagrama 4- A alimentação e a sua imagem simbólica nos imigrantes da Europa de Leste Diagrama 5 - A Alimentação e Saúde na concepção de uma família indiana Diagrama 6 - A alimentação e a sua imagem simbólica nos imigrantes indianos FOTOGRAFIAS Fotografia 1 - Um piquenique entre imigrantes da Europa de Leste Fotografia 2 - Piquenique: presença de alimentos do país de origem e de Portugal Fotografia 3 - Mesa preparada para o almoço convívio entre os imigrantes de Castelo Branco e de Águeda Fotografia 4 - O pão indiano, a base da refeição Fotografia 5- Leguminosas e legumes utilizados nas famílias indianas Fotografia 6- Achar, confecção caseira Fotografia 7- Molho para temperar Fotografia 8- Sementes e ervas aromáticas Fotografia 9- A caixa das massalasda família Fotografia 10- Um jantar da família Fotografia 11 - A marmita como utensílio básico vi

7 ALIMENTAÇÃO E IDENTIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES Um Estudo de Caso no distrito de Castelo Branco SIGLAS E ACRÓNIMOS AVC - Acidente Vascular cerebral BAP - Balança Alimentar Portuguesa CNAN - Conselho Nacional de Alimentação e Nutrição DC - Doença Coronária DGS - Direcção Geral da Saúde DIC - Doença Isquémica do Coração EU - União Europeia EUA - Estados Unidos da América FAO - Food and Agriculture Organization FCNAUP - Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto INE - Instituto Nacional de Estatística LDL - Low Density Lipoproteins OMS/WHO - Organização Mundial de Saúde PALOP - Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa PNS - Plano Nacional de Saúde SEF - Serviço de Estrangeiros e Fronteiras UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, Saúde e Cultura URSS - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas VET - Valor Energético Total vii

8

9 ALIMENTAÇÃO E IDENTIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES Um Estudo de Caso no distrito de Castelo Branco AGRADECIMENTOS Ao encerrar esta etapa, gostaria de particularizar os agradecimentos às principais pessoas e entidades que contribuíram para a concretização desta investigação. Ao meu orientador, Doutor Francisco Martins Ramos, Professor Catedrático da Universidade de Évora, pelo seu empenhamento e atitude crítica em todas as fases do processo e também pela enorme disponibilidade e interesse em estimular a continuidade deste projecto nas alturas em que a investigação não avançava com o ritmo desejado. Agradeço-lhe também a dedicação e amizade. A todos os imigrantes que se deram ao trabalho de ceder o seu precioso tempo para os poder entrevistar e observar, e sem os quais seria impossível o desenvolvimento deste estudo. Ao Instituto Politécnico de Castelo Branco, instituição a que pertenço, através do qual me pude candidatar ao Programa Protec 2009, promovido pelo Ministério da Ciência e Ensino Superior, e que, a partir da aprovação do projecto pude usufruir de uma redução de horário de serviço docente em 50%, durante dois semestres. À Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, unidade orgânica onde exerço funções de Professora-adjunta que me possibilitou os meios necessários à prossecução do meu trabalho. Aos professores da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, na figura do Conselho Técnico-Científico, devo a oportunidade de terem aprovado a redução de horário de serviço docente em 50% durante os dois semestres, proporcionando-me alguma acalmia para me concentrar na investigação. ix

10 Maria do Céu Antunes Martins À Edite, Técnica Superior da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias do Instituto Politécnico de Castelo Branco, pela cooperação preciosa ao longo deste trabalho, constituindo-se como um suporte fundamental. A ela devo a segurança que encontrei perante as minhas dificuldades e limitações no domínio informático. Ao Professor Doutor João Ruivo, Director Fundador do jornal Ensino Magazine, e actualmente Professor Coordenador na Escola Superior de Educação do Instituto Piaget de Almada, pela minuciosa revisão do texto que contribui para um melhoramento do trabalho e pelas questões pertinentes. A todas as pessoas que facilitaram a minha presença nos locais escolhidos para aplicar o instrumento de colheita de dados. O Chefe da Delegação Regional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Castelo Branco, a Coordenadora do Centro de Apoio Local ao Imigrante, e da Associação Amato Lusitano de Castelo Branco, a proprietária de um ginásio local, e a Directora da Delphi de Castelo Branco. Um destaque especial para a Professora Doutora Maria Manuel Valagão, pioneira em Portual a investigar a alimentação sob o ponto de vista sociológico. Ficar-lhe-ei eternamente grata pela atenção que me concedeu desde o primeiro contacto telefónico, em fase final do trabalho; foi a primeira pessoa a alertar-me para lacunas da investigação. Pelos seus conselhos sábios que ilucidaram os melhores caminhos quando estava em apuros. No maior momento de desânimo os seus conselhos tiveram uma função apaziguadora das ângústias e simultaneamente energizante do meu estado anímico e psicológico. Aos elementos do júri nomeados para as provas de doutoramento, por contribuírem para um repensar melhor de todo o processo investigativo. Um agradecimento particular à professora Doutora Amélia Maria Cavaca Augusto, professora na Universidade da Beira Interior e outro, muito especial, à professora Doutora Luísa Ferreira da Silva, professora da Universidade Técnica de Lisboa. Confesso que fiquei triste quando li algumas frases que escreveram a pronunciarem-se sobre partes do meu trabalho. Li melhor e percebi, que para além do que diziam as palavras, um fim último nelas se escondia: que o trabalho atingisse um ponto mais próximo do porto desejado. E comprometi-me com o que as palavras diziam, e exigiam; levantando questões, tecendo críticas e fazendo sugestões. Essas exigências, associadas ao meu maior distanciamento em relação ao trabalho permitiram uma melhor clarificação de aspectos teórico- x

11 ALIMENTAÇÃO E IDENTIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES Um Estudo de Caso no distrito de Castelo Branco metodológicos e um cunho mais sociológico à investigação. Assim se espera. Uma certeza existe. Da reformulação efectuada resultou um maior desenvolvimento pessoal na aprendizagem, que é investigar. Investiguei o fenómeno alimentar dos imigrantes para o conhecer melhor. Consegui conhecer melhor não só o fenómeno alimentar como a mim mesma; porque foi através do meu self que fui re-descobrindo melhor esse fenómeno. Porém, estou consciente de que fica muita coisa essencial por descobrir. Tal como diz Morin (1995:99), há sempre uma camada profunda da realidade que, justamente porque é profunda, não pode ser traduzida para a nossa lógica. Finalizo dirigindo-me ainda a todos aqueles que não mencionei, mas que me ajudaram em algum momento desta pesquisa, ainda que forma subtil. Todos os contributos foram valiosos para o aperfeiçoamento do meu caminhar individual. BEM-HAJA! xi

12

13 ALIMENTAÇÃO E IDENTIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES Um Estudo de Caso no distrito de Castelo Branco RESUMO A alimentação e identidade em contexto migratório: um estudo de caso no distrito de Castelo Branco O estudo foca a alimentação e identidade em contexto migratório, centrando-se nas práticas e representações dos imigrantes do Distrito de Castelo Branco. As regras dietéticas têm de ser fundadas no conhecimento das propriedades dos alimentos, mas também inseridas num sistema social e identitário. A vertente predominantemente biológica que tem caracterizado o pensamento no campo da nutrição, representa um obstáculo epistemológico ao reconhecimento do indivíduo como ser holístico. Objectivo: Compreender até que ponto as práticas alimentares dos imigrantes do distrito de Castelo Branco estão ancoradas nos seus elementos identitários e de pertença ou, pelo contrário se descolam desses elementos, para se encaixarem e interpenetrarem na cultura alimentar do país de acolhimento. Metodologia: abordagem qualitativa, utilizando as ténicas de observação, entrevista, diário de campo e documentário fotográfico. Conclusões: O estudo demonstrou o factor identitário como categoria que influencia as práticas alimentares dos imigrantes. A alimentação analisada à luz das suas representações sociais permite perceber o potencial comunicativo e simbólico da alimentação. Palavras-chave: alimentação, práticas alimentares, imigração, saúde, Portugal xiii

14

15 ALIMENTAÇÃO E IDENTIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES Um Estudo de Caso no distrito de Castelo Branco ABSTRACT The feeding and the identity in the immigration context: a case-study in the Castelo Branco County The study is focused in the feeding and the identity in the immigration context aiming at studying the practices and the representations of the immigrant population in Castelo Branco s County. The dietary rules must be based on knowledge of the food properties, but, also, in the background of the social identity. The predominant biological side, which has characterized the thinking in the nutrition field, embodies an epistemological obstacle to the recognition of the individual as a holistic being. Aim: to understand in which extend the dietary habits of the immigrants in the Castelo Branco county are anchored in their identity and origin components or, conversely, if they have broken off from those components to fit in and infiltrate the food culture of the host country. Methodology: a qualitative approach, using the observation techniques, interview, field diary and documentary photography. Conclusions: the study demonstrated the identity as a category factor that influences the immigrants eating habits. The feeding analised in the light of their social representations allows understanding the communicative and symbolic potential of the food. Keywords: nutrition, feeding practices, immigration, health, Portugal. xv

16

17 ALIMENTAÇÃO E IDENTIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES Um Estudo de Caso no distrito de Castelo Branco JUSTIFICAÇÃO DO TEMA A questão epistemológica subjacente à enfermagem é a do pensamento filosófico heurístico sobre o ser humano como totalidade. O saber acumulado da autora da presente investigação, mais ligado à prática, resultante essencialmente do exercício directo enquanto enfermeira, aliado ao saber predominantemente teórico pelo aprofundamento do tema em que tem vindo a investir na profissão actual, permite afirmar que a vertente predominantemente biológica que tem caracterizado as linhas de pensamento no campo da nutrição, representa um obstáculo epistemológico ao reconhecimento do indivíduo como ser holístico (Martins 2011: 143). Esta visão do Homem (inscrita no paradigma holístico) força uma visão sistémica e uma postura transdisciplinar na análise da alimentação. O modelo sistémico atende ao conceito de interdependência das partes. Postula que tudo é interdependente, que os fenómenos apenas podem ser compreendidos com a observação do contexto em que ocorre (Edam 1994 e Ferreira 1995). A vida é relação. A vida em sociedade não existe sem relação social. A "relação social", em rigor, é diferente da "acção social", uma vez que apenas existe "relação social" se vários actores orientarem mutuamente o significado das suas acções (Paiva 2008). Os modelos de enfermagem apoiam-se em teorias oriundas das ciências socias e humanas. Essas teorias têm em comum uma perspectiva de cuidados centrada na pessoa como sujeito activo desses mesmos cuidados e uma relação de parceria entre quem presta e quem recebe cuidados. Três grandes teorias são reconhecidas como sendo relevantes para a profissão de enfermagem a teoria dos sistemas, a teoria do desenvolvimento e a teoria da interacção (Pearson e Vaughan 1992: 28). Na sua actuação, o modelo de referência escolhido pelos profissionais de enfermagem deve xvii

18 Maria do Céu Antunes Martins valorizar a saúde como um processo social dinâmico, sujeito a múltiplas variáveis interactivas e globalizantes (Martins 2007: 52). Entre estas variáveis encontra-se a alimentação. Em congruência com as ideias atrás defendidas a autora do presente estudo alinha com os investigadores que valorizam as interligações da alimentação com a sociedade e desta com alimentação. Por isso também defende a alimentação como um acto social e, nesta medida, faz sentido estudar a alimentação como um fenómeno social total. O conceito de fenómeno social total tem subjacente dois princípios. Qualquer facto, quer ocorra em sociedades arcaicas quer em modernas, é sempre complexo e pluridimensional; pode, pois, ser apreendido a partir de ângulos distintos, acentuando cada um destes apenas certas dimensões. Todo o comportamento remete para e só se toma compreensível dentro de uma totalidade, quer dizer: constelações compósitas de recursos, representações, acções e instituições sociais intervêm nas mais elementares relações entre pessoas (Silva e Pinto 2001: 17-18). Nesta óptica, o social é irredutível ao individual, uma vez que ultrapassa a soma de todas as acções individuais e inclui as interacções recíprocas estabelecidas pelo indivíduo com os sistemas e contextos sociais e culturais, incluindo a dimensão simbólica. Então, é ponto assente que, nas acções dirigidas à alimentação é necessário compreender as diferentes vertentes que a envolvem. Em reflexões anteriores sobre a alimentação, a autora já reconheceu a importância de um olhar interdisciplinar e globalizante para perceber o todo da alimentação, tal como demonstra no artigo A alimentação humana e a Enfermagem: em busca de uma dietética compreensiva. Este artigo consubstancia uma revisão teórica onde foram identificadas, analisadas e defendidas linhas conceptuais que reprovam acções padronizadas e subjugadas apenas a princípios nutricionais e meramente biológicos (Martins 2011). A alimentação, não pode, assim, ser considerada uma simples necessidade humana básica, isolada da civilização humana, mas numa perspectiva pluridimensional. Diversos autores posicionam a alimentação como um dos factores de construção de identidade social do ser humano (Kahn 1986; Mintz e Bois 2002), pelo facto da identidade do indivíduo estar relacionada com as escolhas alimentares. Desse modo, práticas alimentares revelam a cultura em que cada um está inserido. xviii

19 ALIMENTAÇÃO E IDENTIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES Um Estudo de Caso no distrito de Castelo Branco Estabelecendo este cenário sobre a alimentação, a autora defende a perspectiva teórica, que coloca num grande plano o potencial comunicativo da comida e destaca a dimensão na qual a dialéctica da comida como natureza e cultura é exposta como uma forma de narrativa social. A ideia é a de que a comida comunica. Porquê a alimentação como campo de investigação? A primeira razão da escolha do tema está directamente ligada à actividade docente que a autora desenvolve na Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Como responsável da unidade curricular de Alimentação, Nutrição e Dietética acresce-lhe elevada responsabilidade em desenvolver conhecimentos sobre a matéria. A segunda razão prende-se com a sua formação inicial, cuja área científica é Enfermagem. Nesta perspectiva, a alimentação do utente é uma das intervenções a privilegiar, quer no âmbito da manutenção e recuperação do processo saúde-doença, quer no da promoção da sua saúde. Francoise Collière (1989), através da obra Promover a Vida fornece uma base de análise sobre a natureza dos cuidados de enfermagem. Os cuidados de enfermagem situam-se na junção de pessoas utilizadores e prestadores de cuidados que têm hábitos de vida e portanto crenças diferentes e que são submetidas às flutuações dos diferentes meios de vida (Collière 1989:276). Por isso no corpus teórico da enfermagem estão presentes disciplinas como sociologia, psicologia, e outras disciplinas sociais e humanas que ajudam os profissionais a prestar cuidados congruentes e adequados. A alimentação entrelaça-se no quotidiano da pessoa e é nessa interacção que deve ser analisada. Como responsável pela formação de futuros enfermeiros e como elemento construtor da profissão, acredita que a incursão pelo tema será uma mais-valia no modus vivendi e faciendi dos profissionais de enfermagem no processo alimentar. Subjacente a estas razões, estará ainda uma terceira - a cultura de género. Como mulher, a alimentação sempre foi um papel que lhe coube, por razões sócio-normativas. Este foi o primeiro grupo de razões, que fez nascer a opção pelo tema. Percebe-se que as razões enunciadas constituem elementos de cariz social porque se engrenam a sistemas sociais de referência. Adopta-se como social, o conceito que designa os fenómenos que possuem o carácter próprio das sociedades ( ). Todas as relações humanas são sociais porque criam sociedades e têm carácter social, o que equivale a dizer que têm o carácter do que é sociedade (Paiva 2008: 188). Nas razões atrás xix

20 Maria do Céu Antunes Martins evocadas, existe um vínculo da autora aos grupos a que vem pertencendo; desde a sua formação e desenvolvimento como ser individual, ao seu percurso como ser social. O género, que neste caso, reproduz socialmente um papel assumido. A Enfermagem como formação inicial que está igualmente ligada à mulher. Analisado por Amâncio e Simões (2004) o domínio do cuidar encontra-se fortemente associado à feminilidade, que decorre da história da enfermagem como profissão. Então faz sentido de dizer que a autora se sentiu sociologicamente atraída pelo tema. Identificado o grande tema e analisadas as razões primárias subjacentes à escolha do mesmo havia que circunscrevê-lo. Constituindo a alimentação uma extensa área do conhecimento, optou-se por direccionar o estudo para a alimentação dos imigrantes, dado que sobre a temática não foram encontrados estudos em Portugal. Relativamente ao campo de acção escolhido, isto é, a alimentação dos imigrantes do distrito de Castelo Branco, prende-se com a necessidade de direccionar o tema para a realidade sociodemográfica presente no distrito. A maior mobilidade geográfica entre espaços físicos cada vez mais distantes acentua o encontro de pessoas oriundas de diferentes nacionalidades num mesmo espaço geográfico. No interior de Portugal convive-se actualmente com uma diversidade étnica e cultural, não verificada há uma década atrás. Maior número de imigrantes e novos grupos de imigrantes transformaram a paisagem sociocultural dos serviços de saúde. É importante compreender a cultura alimentar e aspectos sociais ligados à mesma, para construir formas de intervenção adequadas na dieta de um indivíduo ou grupo. Conseguir uma aproximação interdisciplinar ao fenómeno alimentar, através da mobilização de conhecimentos das diferentes áreas do conhecimento poderá indicar caminhos mais elucidativos para a compreensão das práticas alimentares dos imigrantes. A sociologia demonstra a necessidade de adoptar uma perspectiva mais abrangente acerca da razão das coisas. Esta compreensão requer uma análise em profundidade da relação entre o Homem e o alimento. A formação académica da autora deste trabalho, realizada na área científica de Sociologia (Mestrado) veio intensificar a escolha do tema e a sua abordagem. A investigação foi desenvolvida com a convicção de que a alimentação constitui um fenómeno complexo, encontrando-se num processo de imbricamento biológico, psicológico, ecológico, cultural e social. Se é certo que, o comportamento alimentar do indivíduo deve ser orientado no sentido de que este possa receber o conjunto de xx

21 ALIMENTAÇÃO E IDENTIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES Um Estudo de Caso no distrito de Castelo Branco nutrientes necessários à manutenção das diferentes funções do organismo, também se reconhece a existência de um amplo contexto que gira em torno da alimentação, ao qual os profissionais de saúde se devem reportar (Martins 2011). A origem da investigação nasceu do questionamento sobre a forma de estar dos imigrantes no processo alimentar no que se refere à interacção que os mesmos estabelecem com fenómeno. A meta final da concretização deste trabalho será dupla: oferecer um contributo para preencher lacunas na investigação empírica sobre as práticas alimentares dos imigrantes em Portugal e, simultaneamente enriquecer a análise teórica em torno da temática. A apresentação de propostas de uma cultura alimentar mais saudável tem que ser adequada a cada população específica, não podendo ignorar os contextos que se encontram presentes e subjacentes às práticas verificadas. Há que respeitar os traços identitários da pessoa ou grupo populacional. Incorporar os resultados da investigação no conteúdo da unidade curricular Alimentação Nutrição e Dietética do Curso de Licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias é também um fim último a alcançar com o presente estudo. xxi

22

23 ALIMENTAÇÃO E IDENTIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES Um Estudo de Caso no distrito de Castelo Branco INTRODUÇÃO O presente estudo analisa as práticas alimentares dos imigrantes do distrito de Castelo Branco sob um ponto de vista sociocultural, onde as questões da saúde devem também ancorar. Partiu-se da premissa de que a alimentação faz parte da sociedade/comunidade e é um acto de cultura; ao mesmo tempo que recebe influências do indivíduo ou grupo que a (re)produz o fenómeno alimentar é por ele (re)criado (Silva 2008; Fernandes 1992; Simmel 2010; Lévy-Strauss 1991; Grignon 1980; Canesqui e Garcia 2005; Goody 1998 e 2009). A alimentação é um dos factores mais enraizados na cultura dos povos e que aos imigrantes pode originar algum conflito. A alimentação é um dos comportamentos que apresenta grande variabilidade inter e intra-cultural pois são múltiplos os factores que incidem na selecção dos alimentos. As características sensoriais, factores económicos, educacionais e ecológicos, a percepção dos alimentos e a classificação destes, e os factores simbólicos ligados aos mesmos e relacionados com o status, idade, género, crenças, conhecimentos e valores influenciam fortemente as escolhas alimentares (Anderson 1998; Garine 1993; Canesqui e Garcia 2005). Paralelamente, existe uma série de encadeamentos com outros campos simbólicos tais como a saúde, a doença, a imagem e a estética corporal, o prazer e as relações interpessoais que possuem profundos componentes socioculturais (Poulain 2002). Pela diversidade de práticas alimentares e representações simbólicas que lhe estão associadas, o acto alimentar pode ser considerado e estudado como um facto social 23

24 Maria do Céu Antunes Martins total 1 : todas e cada uma das diferentes áreas - do natural ao social, do económico económico ao político, do profano ao sagrado - podem influenciar o sistema alimentar. No estudo de um determinado fenómeno social, deve considerar-se a sua multiplicidade de aspectos e procurar várias perspectivas de análise que possam contribuir para uma melhor compreensão do fenómeno. As várias facetas dos fenómenos sociais referem um intercâmbio entre as várias disciplinas que mantêm entre si múltiplas relações de interdependência. O conhecimento dos fenómenos sociais só se constrói mediante a complementaridade de perspectivas, pois só deste modo o objecto de estudo poderá ser compreendido e explicado na sua globalidade e complexidade intrínsecas (Ferreira et al. 1995). O surgimento das sociedades modernas projecta a alimentação num território amplo, colocando à disposição do Homem um conjunto de alimentos e práticas resultado da globalização alimentar. A globalização da economia, a industrialização e a estrutura publicitária exercem um papel importante na expansão desta tendência pois favorecem a distribuição e divulgação de produtos e serviços a uma escala mundial. A importância dos fluxos migratórios no processo de globalização alimentar parece ser um facto. Os movimentos migratórios acentuam a divulgação de novos alimentos no país de recepção. Também, quando as populações migram para outro país, são acompanhadas dos hábitos alimentares do seu país de origem. Uma cultura alimentar globalizada não implica o aniquilamento das culturas alimentares locais" (Ortiz 1994: 194). Elas podem co-habitar, dando origem, tanto a processos de alimentação com traços lineares comuns às duas culturas, como esse encontro de culturas alimentares distintas pode constituir um reforço na promoção dos sistemas alimentares tradicionais. Uma pesquisa que aborda a imigração em Espanha dá-nos conta de que o rápido crescimento da imigração no país vizinho está a introduzir alterações na alimentação relacionada com os processos de contactos mútuos e está a favorecer a fusão da cultura gastronómica espanhola com a dos países de origem dos imigrantes (Navarro 2005). Nesse estudo, entre outros aspectos que resultam da simbiose dos imigrantes com os hábitos 1 Para Émile Durkheim os factos sociais são maneiras de agir, pensar e sentir, exteriores ao indivíduo, e dotadas de um carácter coercivo em virtude do qual se impõem, que incluem normas jurídicas e morais, dogmas religiosos, sistemas económicos, costumes, crenças, tudo o que o homem encontra, ao nascer, na sociedade (Ferreira et al. 1995). A noção de facto social total foi introduzida por Marcel Mauss em Ensaios sobre a Dádiva (Martins 2005) e (Silva e Pinto 2001) e (Mauss 1980). Um conceito que depois foi aproveitado por Lévi-Strauss e Lefebvre nos seus trabalhos. 24

APRENDER COM A DIVERSIDADE CURSO DE FORMAÇÃO APRENDER COM A DIVERSIDADE. Promoção da Aprendizagem Intercultural em Contextos de Educação Não Formal

APRENDER COM A DIVERSIDADE CURSO DE FORMAÇÃO APRENDER COM A DIVERSIDADE. Promoção da Aprendizagem Intercultural em Contextos de Educação Não Formal CURSO DE FORMAÇÃO APRENDER Promoção da Aprendizagem Intercultural em Contextos de Educação Não Formal 18 DE FEVEREIRO A 13 DE MARÇO DE 2008 A inducar (http://www.inducar.pt) é uma organização de direito

Leia mais

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO A partir de meados do século xx a actividade de planeamento passou a estar intimamente relacionada com o modelo racional. Uma das propostas que distinguia este do anterior paradigma era a integração

Leia mais

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural Licença para Criar: Imigrantes nas Artes em Portugal Magda Nico, Natália Gomes, Rita Rosado e Sara Duarte Maio de 2007, Estudos OI 23 Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI)

Leia mais

CIRCULAR. Assunto: Avaliação na Educação Pré- Escolar

CIRCULAR. Assunto: Avaliação na Educação Pré- Escolar CIRCULAR Data: 11/04/2011 Circular nº.: 4 /DGIDC/DSDC/2011 Assunto: Avaliação na Educação Pré- Escolar Para: Inspecção-Geral de Educação Direcções Regionais de Educação Secretaria Regional Ed. da Madeira

Leia mais

Prefácio Prefácio Ao fim de uma década de seminários de investigação dedicados à apresentação de trabalhos empíricos e teóricos e à análise de temas específicos de educação matemática como a resolução

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

Membro da direcção da Revista Intervenção Social Investigadora do CLISSIS Doutoranda em Serviço Social

Membro da direcção da Revista Intervenção Social Investigadora do CLISSIS Doutoranda em Serviço Social A investigação do Serviço Social em Portugal: potencialidades e constrangimentos Jorge M. L. Ferreira Professor Auxiliar Universidade Lusíada Lisboa (ISSSL) Professor Auxiliar Convidado ISCTE IUL Diretor

Leia mais

A mediação intercultural e a construção de diálogos entre diferentes: notas soltas para reflexão

A mediação intercultural e a construção de diálogos entre diferentes: notas soltas para reflexão A mediação intercultural e a construção de diálogos entre diferentes: notas soltas para reflexão (Comentário ao Painel: Mediação Intercultural) Maria José Casa-Nova Instituto de Educação, Universidade

Leia mais

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular IMIGRAÇÃO E SEGURANÇA Ano Lectivo 2014/2015

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular IMIGRAÇÃO E SEGURANÇA Ano Lectivo 2014/2015 Programa da Unidade Curricular IMIGRAÇÃO E SEGURANÇA Ano Lectivo 2014/2015 1. Unidade Orgânica Ciências Humanas e Sociais (1º Ciclo) 2. Curso Políticas de Segurança 3. Ciclo de Estudos 1º 4. Unidade Curricular

Leia mais

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção 02 Estratégia Nacional de

Leia mais

A PARTICIPAÇÃO DOS SENIORES NUMA OFICINA DE MÚSICA E TEATRO: IMPACTOS NA AUTO-ESTIMA E AUTO-IMAGEM. Sandra Maria Franco Carvalho

A PARTICIPAÇÃO DOS SENIORES NUMA OFICINA DE MÚSICA E TEATRO: IMPACTOS NA AUTO-ESTIMA E AUTO-IMAGEM. Sandra Maria Franco Carvalho CENTRO DE COMPETÊNCIAS DE CIÊNCIAS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO A PARTICIPAÇÃO DOS SENIORES NUMA OFICINA DE MÚSICA E TEATRO: IMPACTOS NA AUTO-ESTIMA E AUTO-IMAGEM ESTUDO DE CASO NUMA UNIVERSIDADE

Leia mais

Educação para a Cidadania linhas orientadoras

Educação para a Cidadania linhas orientadoras Educação para a Cidadania linhas orientadoras A prática da cidadania constitui um processo participado, individual e coletivo, que apela à reflexão e à ação sobre os problemas sentidos por cada um e pela

Leia mais

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas ESTUDO DO TERMO ONOMA E SUA RELAÇÃO COM A INTERDISCIPLINARIDADE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTAL DA GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DA ONOMÁSTICA/TOPONÍMIA Verônica Ramalho Nunes 1 ; Karylleila

Leia mais

PAINEL I A IGUALDADE DE GÉNERO COMO FACTOR COMPETITIVO E DE DESENVOLVIMENTO

PAINEL I A IGUALDADE DE GÉNERO COMO FACTOR COMPETITIVO E DE DESENVOLVIMENTO PAINEL I A IGUALDADE DE GÉNERO COMO FACTOR COMPETITIVO E DE DESENVOLVIMENTO Maria Regina Tavares da Silva Perita em Igualdade de Género Consultora das Nações Unidas Nesta Conferência de celebração dos

Leia mais

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Na parte final da fase 1 do projecto Processo de Avaliação em Contextos Inclusivos foi discutido o conceito processo de avaliação inclusiva e prepararam-se

Leia mais

Avanços e retrocessos na área da saúde mental dos imigrantes em Portugal: a perspectiva do GIS

Avanços e retrocessos na área da saúde mental dos imigrantes em Portugal: a perspectiva do GIS Iolanda Évora Avanços e retrocessos na área da saúde mental dos imigrantes em Portugal: a perspectiva do GIS Apresentado no 9º Encontro de Saúde Mental de Cascais a 14 de Novembro de 2008 O CEsA não confirma

Leia mais

ÁREAS DE CONTEÚDO: O QUE SÃO? COMO SE DEFINEM?

ÁREAS DE CONTEÚDO: O QUE SÃO? COMO SE DEFINEM? ÁREAS DE CONTEÚDO: O QUE SÃO? COMO SE DEFINEM? As Áreas de Conteúdo são áreas em que se manifesta o desenvolvimento humano ao longo da vida e são comuns a todos os graus de ensino. Na educação pré-escolar

Leia mais

Colaborações em ambientes online predispõem a criação de comunidades de

Colaborações em ambientes online predispõem a criação de comunidades de Ficha de Leitura Tipo de documento: Artigo Título: Colaboração em Ambientes Online na Resolução de Tarefas de Aprendizagem Autor: Miranda Luísa, Morais Carlos, Dias Paulo Assunto/Sinopse/Resenha: Neste

Leia mais

Escola Secundária com 3º CEB de Coruche EDUCAÇÃO SEXUAL

Escola Secundária com 3º CEB de Coruche EDUCAÇÃO SEXUAL Escola Secundária com 3º CEB de Coruche 0 EDUCAÇÃO SEXUAL INTRODUÇÃO A Educação da sexualidade é uma educação moral porque o ser humano é moral. É, também, uma educação das atitudes uma vez que, com base

Leia mais

CAPÍTULO IV Apresentação, interpretação e análise de dados

CAPÍTULO IV Apresentação, interpretação e análise de dados CAPÍTULO IV Apresentação, interpretação e análise de dados Introdução Tendo explicado e descrito os instrumentos e procedimentos metodológicos utilizados para a realização deste estudo, neste capítulo,

Leia mais

INED PROJETO EDUCATIVO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO MAIA

INED PROJETO EDUCATIVO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO MAIA INED INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROJETO EDUCATIVO MAIA PROJETO EDUCATIVO I. Apresentação do INED O Instituto de Educação e Desenvolvimento (INED) é uma escola secundária a funcionar desde

Leia mais

PROGRAMA DE METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA

PROGRAMA DE METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA PROGRAMA DE METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA 11ª, 12ª e 13ª classes Formação de Professores do 1º Ciclo do Ensino Secundário Ficha Técnica Título Programa de Metodologia do Ensino de História - 11ª, 12ª

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO PROGRAMA DE FERIAS DESPORTIVAS E CULTURAIS

PROJETO PEDAGÓGICO DO PROGRAMA DE FERIAS DESPORTIVAS E CULTURAIS 1. APRESENTAÇÃO PRINCÍPIOS E VALORES Acreditamos pela força dos factos que o desenvolvimento desportivo de um Concelho ou de uma Freguesia, entendido na sua vertente quantitativa e qualitativa, exige uma

Leia mais

Universidade Nova de Lisboa ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA

Universidade Nova de Lisboa ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA REGULAMENTO O Regulamento do Curso de Especialização em Medicina do Trabalho (CEMT) visa enquadrar, do ponto de vista normativo, o desenvolvimento das actividades inerentes ao funcionamento do curso, tendo

Leia mais

Avaliação do Projecto Curricular

Avaliação do Projecto Curricular Documento de Reflexão Avaliação do Projecto Curricular 2º Trimestre Ano Lectivo 2006/2007 Actividade Docente desenvolvida Actividade não lectiva Com base na proposta pedagógica apresentada no Projecto

Leia mais

Ficha Técnica. Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação

Ficha Técnica. Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação Ficha Técnica Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação Edição: Região Autónoma dos Açores Secretaria Regional da Educação e Ciência Direcção Regional da Educação Design e Ilustração: Gonçalo Cabaça Impressão:

Leia mais

Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas

Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas À semelhança do que acontece nas sociedades contemporâneas mais avançadas, a sociedade portuguesa defronta-se hoje com novos e mais intensos

Leia mais

Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO. (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007)

Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO. (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007) Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007) Excelentíssimos membros do Conselho Directivo, excelentíssimos professores, caríssimos alunos, É com enorme satisfação que

Leia mais

PERSPETIVAS DE UM ATOR ENTRE DOIS MODELOS DE FORMAÇÃO PRÁTICA DE EDUCADORES DE INFÂNCIA

PERSPETIVAS DE UM ATOR ENTRE DOIS MODELOS DE FORMAÇÃO PRÁTICA DE EDUCADORES DE INFÂNCIA 13 PERSPETIVAS DE UM ATOR ENTRE DOIS MODELOS DE FORMAÇÃO PRÁTICA DE EDUCADORES DE INFÂNCIA Maria Cristina Parente Instituto de Educação- Universidade do Minho Centro de Investigação em Estudos da Criança

Leia mais

A Educação Artística na Escola do Século XXI

A Educação Artística na Escola do Século XXI A Educação Artística na Escola do Século XXI Teresa André teresa.andre@sapo.pt Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular Caldas da Rainha, 1 de Junho de 2009 1. A pós-modernidade provocou

Leia mais

A PAISAGEM COMO ELEMENTO DA IDENTIDADE E RECURSO PARA O DESENVOLVIMENTO

A PAISAGEM COMO ELEMENTO DA IDENTIDADE E RECURSO PARA O DESENVOLVIMENTO Évora, 22-24 de Setembro de 2005 A PAISAGEM COMO ELEMENTO DA IDENTIDADE E RECURSO PARA O DESENVOLVIMENTO Zoran Roca e José António Oliveira CEGED Centro de Estudos de Geografia e Desenvolvimento Universidade

Leia mais

Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios

Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE LETRAS DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios Sandra Sofia Brito da Silva Dissertação

Leia mais

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/ MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: HISTÓRIA LICENCIATURA PLENA SERIADO ANUAL 3 (TRÊS) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 03 (TRÊS) ANOS LETIVOS - MÁXIMO = 05 (CINCO)

Leia mais

AS ONG(D) E A CRISE DO ESTADO SOBERANO

AS ONG(D) E A CRISE DO ESTADO SOBERANO A 350404 Rui Pedro Paula de Matos AS ONG(D) E A CRISE DO ESTADO SOBERANO UM ESTUDO DE CIÊNCIA POLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS COLECÇÃO TESES Universidade Lusíada Editora Lisboa 2001 As ONGD e a crise

Leia mais

CONCLUSÕES. Conclusões 413

CONCLUSÕES. Conclusões 413 CONCLUSÕES Conclusões 413 Conclusões 414 Conclusões 415 CONCLUSÕES I - Objectivos do trabalho e resultados obtidos O trabalho realizado teve como objecto de estudo a marca corporativa e a investigação

Leia mais

Programa 5 ao Dia. Um Alimentação Saudável está nas nossas mãos.

Programa 5 ao Dia. Um Alimentação Saudável está nas nossas mãos. Programa 5 ao Dia Um Alimentação Saudável está nas nossas mãos. O que é o Programa 5 ao Dia? Enquadramento Conceito Objectivos e Destinatários Associação 5 ao Dia Desenvolvimento Enquadramento Mudança

Leia mais

12. Da discussão e dos seminários, surgiu um consenso sobre as ideias seguintes

12. Da discussão e dos seminários, surgiu um consenso sobre as ideias seguintes Conclusões «Inovação e sustentabilidade ambiental. A inovação e a tecnologia como motor do desenvolvimento sustentável e da coesão social. Uma perspectiva dos governos locais». 1. O Fórum irá estudar,

Leia mais

O Que São os Serviços de Psicologia e Orientação (SPO)?

O Que São os Serviços de Psicologia e Orientação (SPO)? O Que São os Serviços de Psicologia e Orientação (SPO)? São unidades especializadas de apoio educativo multidisciplinares que asseguram o acompanhamento do aluno, individualmente ou em grupo, ao longo

Leia mais

REGULAMENTO DO PERFIL DE COMPETÊNCIAS DO ENFERMEIRO DE CUIDADOS GERAIS

REGULAMENTO DO PERFIL DE COMPETÊNCIAS DO ENFERMEIRO DE CUIDADOS GERAIS ÍNDICE Regulamento do Perfil de Competências do Enfermeiro de Cuidados Gerais Preâmbulo...05 Artigo 1.º - Objecto...07 Artigo 2.º - Finalidades...07 Artigo 3.º - Conceitos...08 Artigo 4.º - Domínios das

Leia mais

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino O bom professor é o que consegue, enquanto fala trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Paulo Freire INTRODUÇÃO A importância

Leia mais

AGENDA 21 escolar. Pensar Global, agir Local. Centro de Educação Ambiental. Parque Verde da Várzea 2560-581 Torres Vedras 39º05'08.89" N 9º15'50.

AGENDA 21 escolar. Pensar Global, agir Local. Centro de Educação Ambiental. Parque Verde da Várzea 2560-581 Torres Vedras 39º05'08.89 N 9º15'50. AGENDA 21 escolar Pensar Global, agir Local Centro de Educação Ambiental Parque Verde da Várzea 2560-581 Torres Vedras 39º05'08.89" N 9º15'50.84" O 918 773 342 cea@cm-tvedras.pt Enquadramento A Agenda

Leia mais

Universidade Aberta. Mestrado em Supervisão Pedagógica 2007/2009. Projecto de Dissertação de Mestrado

Universidade Aberta. Mestrado em Supervisão Pedagógica 2007/2009. Projecto de Dissertação de Mestrado Universidade Aberta Mestrado em Supervisão Pedagógica 2007/2009 Projecto de Dissertação de Mestrado Aprender a «viver juntos»: Que significado curricular no 1º. Ano? 30 de Setembro de 2008 Projecto de

Leia mais

Reflexão: Abordagem ao domínio da matemática, comunicação oral e escrita na Educação de Infância

Reflexão: Abordagem ao domínio da matemática, comunicação oral e escrita na Educação de Infância 1 Reflexão: Abordagem ao domínio da matemática, comunicação oral e escrita na Educação de Infância Mariana Atanásio, Nº 2036909. Universidade da Madeira, Centro de Competência das Ciências Sociais, Departamento

Leia mais

2.2. GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS

2.2. GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS - DOCUMENTO 15 Extractos dos Referentes Externos e Internos que suportam o Referencial 2.2. GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS REFERENTES EXTERNOS LEGISLAÇÃO Lei nº 31/2002 de 20 de Dezembro CAPÍTULO I Sistema

Leia mais

PLANO DE ACÇÃO E ORÇAMENTO PARA 2008

PLANO DE ACÇÃO E ORÇAMENTO PARA 2008 PLANO DE ACÇÃO E ORÇAMENTO PARA 2008 O ano de 2008 é marcado, em termos internacionais, pela comemoração dos vinte anos do Movimento Internacional de Cidades Saudáveis. Esta efeméride terá lugar em Zagreb,

Leia mais

A AUTO-AVALIAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR EM PORTUGAL Cláudia Valadas Urbano 1

A AUTO-AVALIAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR EM PORTUGAL Cláudia Valadas Urbano 1 A AUTO-AVALIAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR EM PORTUGAL Cláudia Valadas Urbano 1 A presente comunicação resulta de um trabalho desenvolvido pelo CEOS Investigações Sociológicas da Faculdade de Ciências Sociais

Leia mais

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que:

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que: C 297/6 Resolução do Conselho e dos Representantes Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, relativa à realização dos objectivos comuns em matéria de participação e informação dos jovens para

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DO LIVRO

ORGANIZAÇÃO DO LIVRO Prefácio A performance dos serviços públicos constitui um tema que interessa a todos os cidadãos em qualquer país. A eficiência, a quantidade e a qualidade dos bens e serviços produzidos pelos organismos

Leia mais

EDITAL Nº 21/10. Regulamento

EDITAL Nº 21/10. Regulamento MUNICÍPIO DO BARREIRO ASSEMBLEIA MUNICIPAL EDITAL Nº 21/10 Regulamento - - - Frederico Fernandes Pereira, Presidente da Assembleia Municipal do Barreiro, torna público que, por deliberação deste órgão

Leia mais

PROPOSTA DE CARREIRA PARA OS TÉCNICOS SUPERIORES DA ÁREA DA SAÚDE EM REGIME DE CIT. Capítulo I Objecto e Âmbito Artigo 1.º Objecto

PROPOSTA DE CARREIRA PARA OS TÉCNICOS SUPERIORES DA ÁREA DA SAÚDE EM REGIME DE CIT. Capítulo I Objecto e Âmbito Artigo 1.º Objecto PROPOSTA DE CARREIRA PARA OS TÉCNICOS SUPERIORES DA ÁREA DA SAÚDE EM REGIME DE CIT Capítulo I Objecto e Âmbito Artigo 1.º Objecto 1 - O presente Decreto-Lei estabelece o regime jurídico da carreira dos

Leia mais

Mulheres de rabo de peixe e homens de rosto de cão :

Mulheres de rabo de peixe e homens de rosto de cão : Mulheres de rabo de peixe e homens de rosto de cão : dilemas e soluções contingenciais para evitar a exclusão social na investigação Isabel Estrela Rego & Ana Moura Arroz Métodos Qualitativos em Ciências

Leia mais

Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005.

Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005. Cooperação empresarial, uma estratégia para o sucesso Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005. É reconhecida a fraca predisposição

Leia mais

Antropologia Estrutural Claude Levi-Strauss Linguagem e Parentesco

Antropologia Estrutural Claude Levi-Strauss Linguagem e Parentesco Universidade Estadual Paulista ''Júlio de Mesquita Filho'' UNESP Campus Bauru/SP Antropologia Visual Graduação em Artes Visuais Antropologia Estrutural Claude Levi-Strauss Linguagem e Parentesco ANDREIA

Leia mais

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva A criança que chega à escola é um indivíduo que sabe coisas e que opera intelectualmente de acordo com os mecanismos de funcionamento

Leia mais

A PARTICIPAÇÃO PÚBLICA E A REGIÃO NORTE

A PARTICIPAÇÃO PÚBLICA E A REGIÃO NORTE A PARTICIPAÇÃO PÚBLICA E A REGIÃO NORTE Autores: 1 Gabriela Azevedo e Rita Ramos Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte INTRODUÇÃO E OBJECTIVOS No âmbito dos procedimentos da Avaliação

Leia mais

b : nas representações gráficas de funções do tipo

b : nas representações gráficas de funções do tipo do as suas escolhas a partir daí. Nesta situação, tendem a identificar as assímptotas verticais, as assímptotas horizontais e a associar as representações analítica e gráfica que têm estas características

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 30 h/a Prática: 30 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Habilitação: Regime: Duração: PEDAGOGIA LICENCIATURA FORMAÇÃO PARA O MAGISTÉRIO EM EDUCAÇÃO INFANTIL SERIADO ANUAL - NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização:

Leia mais

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Lisboa, 10 janeiro 2014 António Rendas Reitor da Universidade Nova de Lisboa Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas Queria começar

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

II Convenção Sou de Peniche

II Convenção Sou de Peniche II Convenção Sou de Peniche Apresentação Junho 2008 1 ÍNDICE APRESENTAÇÃO 1. Caso de Peniche 2. Avaliação e Diagnóstico 3. Factores Críticos 4.Recomendações de Politicas e Acções II Convenção Sou de Peniche

Leia mais

(Publicada no D.O.U em 30/07/2009)

(Publicada no D.O.U em 30/07/2009) MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE CONSELHO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS RESOLUÇÃO N o 98, DE 26 DE MARÇO DE 2009 (Publicada no D.O.U em 30/07/2009) Estabelece princípios, fundamentos e diretrizes para a educação,

Leia mais

TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS SECÇÃO ÚNICA Disposições Gerais

TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS SECÇÃO ÚNICA Disposições Gerais REGULAMENTO DE ATRIBUIÇÃO DO TÍTULO DE ESPECIALISTA NA ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM S. FRANCISCO DAS MISERICÓRDIAS TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS SECÇÃO ÚNICA Disposições Gerais Artigo 1.º (Objecto e âmbito)

Leia mais

@ D @ LI Fei* Sub-director da Comissão da Lei Básica da RAEM do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, RP da China

@ D @ LI Fei* Sub-director da Comissão da Lei Básica da RAEM do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, RP da China Estudar a Fundo o Sistema da Região Administrativa Especial e Promover a Grande Prática de Um País, Dois Sistemas : Discurso no Fórum de Alto Nível sobre Um País, Dois Sistemas de 6 de Dezembro de 2011

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (*) CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (*) CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (*) CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR RESOLUÇÃO CNE/CES Nº 5, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2001. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Nutrição. O Presidente

Leia mais

OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA

OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA SILVA, Lourdes Helena da - UFV GT: Educação Fundamental /n.13 Agência Financiadora:

Leia mais

Temos assim que, ao longo do século XX, as tarefas tradicionais do Estado registaram um incremento extraordinário.

Temos assim que, ao longo do século XX, as tarefas tradicionais do Estado registaram um incremento extraordinário. Palavras do Presidente do Supremo Tribunal Administrativo Conselheiro Manuel Fernando dos Santos Serra Na Sessão de Abertura do Colóquio A Justiça Administrativa e os Direitos Administrativos Especiais

Leia mais

INTRODUÇÃO ÍNDICE OBJECTIVOS DA EDUCAÇÂO PRÈ-ESCOLAR

INTRODUÇÃO ÍNDICE OBJECTIVOS DA EDUCAÇÂO PRÈ-ESCOLAR INTRODUÇÃO ÍNDICE - Objectivos de Educação Pré-Escolar - Orientações Curriculares - Áreas de Conteúdo/Competências - Procedimentos de Avaliação - Direitos e Deveres dos Encarregados de Educação - Calendário

Leia mais

Reggio Emília Cooperação e Colaboração

Reggio Emília Cooperação e Colaboração Reggio Emília Cooperação e Colaboração Trabalho realizado por: Alexandra Marques nº4423 Ana Sofia Ferreira nº4268 Ana Rita Laginha nª4270 Dina Malveiro nº3834 Prof. Docente: José Espírito Santo Princípios

Leia mais

Plano de Acção. Rede Social 2011/2012

Plano de Acção. Rede Social 2011/2012 Plano de Acção - Rede Social Plano de Acção Rede Social Conselho Local da Acção Social de Figueira de Castelo Plano de Acção Rede Social Acções a desenvolver Objectivos Resultados esperados Calendarização

Leia mais

PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA MATRIZ

PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA MATRIZ PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA MATRIZ 12º Ano de Escolaridade (Decreto-Lei n.º 74/2004) Curso Científico Humanístico PROVA 312/6Págs. Duração da prova: 90 minutos + 30 minutos de tolerância 2010 PROVA

Leia mais

Grupos por Área de Conhecimento. CIÊNCIAS POLÍTICAS e RELAÇÕES INTERNACIONAIS. Dezembro de 2004

Grupos por Área de Conhecimento. CIÊNCIAS POLÍTICAS e RELAÇÕES INTERNACIONAIS. Dezembro de 2004 Implementação do Processo de Bolonha a nível nacional Grupos por Área de Conhecimento CIÊNCIAS POLÍTICAS e RELAÇÕES INTERNACIONAIS Coordenador: Prof. Doutor Carlos Motta Dezembro de 2004 1/32 CIÊNCIAS

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE SERVIÇO SOCIAL INTRODUÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL EMENTA: A ação profissional do Serviço Social na atualidade, o espaço sócioocupacional e o reconhecimento dos elementos

Leia mais

INTRODUÇÃO. Maria Manuel Serrano 1

INTRODUÇÃO. Maria Manuel Serrano 1 INTRODUÇÃO Maria Manuel Serrano 1 Os atributos de estática e dinâmica social foram conferidos à sociedade primeiramente por Auguste Comte (1798-1857). Enquanto modelo concreto de explicação sociológica,

Leia mais

Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior

Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior INTRODUÇÃO O que é pesquisa? Pesquisar significa, de forma bem simples, procurar respostas para indagações propostas. INTRODUÇÃO Minayo (1993, p. 23), vendo por

Leia mais

AGRUPAMENTO DE CENTROS DE SAÚDE

AGRUPAMENTO DE CENTROS DE SAÚDE AGRUPAMENTO DE CENTROS DE SAÚDE UNIDADE DE SAÚDE PUBLICA Ao nível de cada Agrupamento de Centros de Saúde (ACES), as Unidades de Saúde Pública (USP) vão funcionar como observatório de saúde da população

Leia mais

A rádio como atividade pedagógica de integração das ciências da comunicação na formação dos nutricionistas

A rádio como atividade pedagógica de integração das ciências da comunicação na formação dos nutricionistas Minayo, M.C.S. (2010). O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 12. ed. São Paulo: HUCITEC. Parecer CNE/CES 3, de 7 de novembro de 2001. (2001). Ministério da Educação. Conselho Nacional

Leia mais

Evolução da Agricultura Portuguesa no Período 1989/2010. Análise de Indicadores Relevantes.

Evolução da Agricultura Portuguesa no Período 1989/2010. Análise de Indicadores Relevantes. Evolução da Agricultura Portuguesa no Período 1989/2010. Análise de Indicadores Relevantes. Deolinda Alberto 1, José Pedro Fragoso Almeida 2 1 Professor Adjunto, Escola Superior Agrária de Castelo Branco,

Leia mais

Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social

Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social O Serviço Social é uma profissão de intervenção e uma disciplina académica que promove o desenvolvimento e a mudança social, a coesão

Leia mais

CANDIDATURA À DIRECÇÃO DA UNIDADE DE INVESTIGAÇÃO DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM

CANDIDATURA À DIRECÇÃO DA UNIDADE DE INVESTIGAÇÃO DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM CANDIDATURA À DIRECÇÃO DA UNIDADE DE INVESTIGAÇÃO DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM Pedro Jorge Richheimer Marta de Sequeira Marília Oliveira Inácio Henriques 1 P á g i n a 1. Enquadramento da Candidatura

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA Na defesa dos valores de integridade, da transparência, da auto-regulação e da prestação de contas, entre outros, a Fundação Casa da Música,

Leia mais

Ano Lectivo 2010/2011 MATRIZ DA PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA

Ano Lectivo 2010/2011 MATRIZ DA PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA Escola Básica e Secundária de Velas Ano Lectivo 2010/2011 MATRIZ DA PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA Ao abrigo do Decreto-Lei N.º74/2004, de 26 de Março com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei

Leia mais

MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais

MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais Intervenção de SEXA o Secretário de Estado Adjunto do Ministro

Leia mais

Instituto Politécnico de Tomar Escola Superior de Gestão de Tomar Curso: 1º Ciclo de Estudos em Gestão Turística e Cultural.

Instituto Politécnico de Tomar Escola Superior de Gestão de Tomar Curso: 1º Ciclo de Estudos em Gestão Turística e Cultural. Instituto Politécnico de Tomar Escola Superior de Gestão de Tomar Curso: 1º Ciclo de Estudos em Gestão Turística e Cultural Licenciatura Área Científica predominante do Curso: Turismo Estrutura Curricular

Leia mais

INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS?

INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS? INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS? HOTEL TIVOLI LISBOA, 18 de Maio de 2005 1 Exmos Senhores ( ) Antes de mais nada gostaria

Leia mais

Auditoria Sistemática

Auditoria Sistemática ISAL Instituto Superior de Administração e Línguas Auditoria Sistemática Resumo do Relatório da Inspecção Geral do MCTES 18.Novembro.2010 Índice INTRODUÇÃO... 3 CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE DOS PROCEDIMENTOS...

Leia mais

O Contributo do Cluster da Electrónica e Telecomunicações para o Desenvolvimento Económico Espanhol

O Contributo do Cluster da Electrónica e Telecomunicações para o Desenvolvimento Económico Espanhol O Contributo do Cluster da Electrónica e Telecomunicações para o Desenvolvimento Económico Espanhol O presente estudo visa caracterizar o cluster da electrónica, informática e telecomunicações (ICT), emergente

Leia mais

Entrevista com Tetrafarma. Nelson Henriques. Director Gerente. Luísa Teixeira. Directora. Com quality media press para Expresso & El Economista

Entrevista com Tetrafarma. Nelson Henriques. Director Gerente. Luísa Teixeira. Directora. Com quality media press para Expresso & El Economista Entrevista com Tetrafarma Nelson Henriques Director Gerente Luísa Teixeira Directora Com quality media press para Expresso & El Economista Esta transcrição reproduz fiel e integralmente a entrevista. As

Leia mais

Educação, crescimento e desenvolvimento económico: notas e reflexões 1

Educação, crescimento e desenvolvimento económico: notas e reflexões 1 Educação, crescimento e desenvolvimento económico: notas e reflexões 1 Carlos Nuno Castel-Branco 2 24-03-2011 Introdução A discussão da ligação entre educação, crescimento económico e desenvolvimento precisa

Leia mais

XIV Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental Ambiente, Saúde e Qualidade de Vida Lisboa, 26 e 27 de Janeiro de 2007

XIV Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental Ambiente, Saúde e Qualidade de Vida Lisboa, 26 e 27 de Janeiro de 2007 XIV Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental Ambiente, Saúde e Qualidade de Vida Lisboa, 26 e 27 de Janeiro de 2007 Projecto Carta da Terra. Instrumento de Sustentabilidade. Balanço e Perspectivas Manuel

Leia mais

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 É comum hoje entre os educadores o desejo de, através da ação docente, contribuir para a construção

Leia mais

GUIA DO VOLUNTÁRIO. Sociedade Central de Cervejas

GUIA DO VOLUNTÁRIO. Sociedade Central de Cervejas GUIA DO VOLUNTÁRIO Sociedade Central de Cervejas ÍNDICE 1. A RESPONSABILIDADE SOCIAL NA SCC: O NOSSO COMPROMISSO... 3 2. O NOSSO COMPROMISSO COM O VOLUNTARIADO... 4 2.1 A ESTRUTURAÇÃO DO VOLUNTARIADO EMPRESARIAL...

Leia mais

Por volta dos anos 80/90, ouve sefalardeumapedagogiacentradanaescolacomoorganização. Nesta

Por volta dos anos 80/90, ouve sefalardeumapedagogiacentradanaescolacomoorganização. Nesta A Escola portuguesa no séc. XXI (1/5) Falar de Escola é falar de educação. Compreender a escola é, também, compreender a evolução das ideias sobre educação ao longo dos tempos. Nesta linha de evolução,

Leia mais

Escola Secundária de Valongo PROFESSORAS: DINORA MOURA ISABEL MACHADO PIMENTA

Escola Secundária de Valongo PROFESSORAS: DINORA MOURA ISABEL MACHADO PIMENTA Escola Secundária de Valongo PROFESSORAS: DINORA MOURA ISABEL MACHADO PIMENTA 1º PERÍODO TEMAS / CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS O ALUNO DEVERÁ SER CAPAZ DE: BLOCOS (90 min) ALGUMAS SUGESTÕES DE EXPERIÊNCIAS

Leia mais

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700. Alfenas/MG. CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000. Fax: (35) 3299-1063 DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE

Leia mais

CONTRIBUTOS PARA ELABORAÇÃO E CONCRETIZAÇÃO DE UM PROJECTO DE PESQUISA CIENTÍFICA 1. Marcos Olímpio Gomes dos Santos 2

CONTRIBUTOS PARA ELABORAÇÃO E CONCRETIZAÇÃO DE UM PROJECTO DE PESQUISA CIENTÍFICA 1. Marcos Olímpio Gomes dos Santos 2 CONTRIBUTOS PARA ELABORAÇÃO E CONCRETIZAÇÃO DE UM PROJECTO DE PESQUISA CIENTÍFICA 1 Marcos Olímpio Gomes dos Santos 2 RESUMO O autor sistematiza neste texto alguns contributos para a elaboração de um projecto

Leia mais

PARECER DA UMAR. V Plano Nacional para a Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação. UMAR União de Mulheres Alternativa e Resposta

PARECER DA UMAR. V Plano Nacional para a Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação. UMAR União de Mulheres Alternativa e Resposta PARECER DA UMAR V Plano Nacional para a Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação UMAR União de Mulheres Alternativa e Resposta Contactos: e-mail: umar.sede@sapo.pt; T. 218873005 www.umarfeminismos.org

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO DE EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS BRUSQUE (SC) 2012 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL... 4 02 INVESTIGAÇÃO PEDAGÓGICA: DIVERSIDADE CULTURAL NA APRENDIZAGEM... 4 03 METODOLOGIA CIENTÍFICA...

Leia mais

FP 108501 FUNDAMENTOS DA GINÁSTICA

FP 108501 FUNDAMENTOS DA GINÁSTICA Ementas das Disciplinas de Educação Física Estão relacionadas abaixo, as ementas e a bibliografia dos diferentes eixos curriculares do Curso, identificadas conforme os ciclos de formação: Ciclo de Formação

Leia mais