SEMINÁRIO A EMERGÊNCIA O PAPEL DA PREVENÇÃO

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1 SEMINÁRIO A EMERGÊNCIA O PAPEL DA PREVENÇÃO

2 As coisas importantes nunca devem ficar à mercê das coisas menos importantes Goethe

3 Breve Evolução Histórica e Legislativa da Segurança e Saúde no Trabalho No Mundo e na Europa A Segurança no Trabalho preocupa a Humanidade desde longa data e até à Revolução Francesa, a segurança fazia parte das regras da arte que eram ensinadas pelas corporações das artes e ofícios.

4 Breve Evolução Histórica e Legislativa da Segurança e Saúde no Trabalho Após a Revolução Francesa, o salário é o único dever do empregador na relação jurídico-laboral. Aspectos como o ambiente e a segurança no trabalho sofreram um forte retrocesso, nomeadamente com a Revolução Industrial e as degradantes condições de trabalho dessa época.

5 Breve Evolução Histórica e Legislativa da Segurança e Saúde no Trabalho No final século XIX e princípios do séc. XX, uma nova filosofia da organização, o Taylorismo, introduz as primeiras noções de higiene e segurança no trabalho. Em 1981 a OIT formula um conjunto de princípios gerais na Convenção 155, que pretendem ser os alicerces da prevenção de riscos profissionais. Em 1988 é aprovada a Convenção 167 da OIT Convenção de Segurança e Saúde na Construção.

6 Breve Evolução Histórica e Legislativa da Segurança e Saúde no Trabalho A Prevenção em Portugal Portugal tem acompanhado a crescente preocupação social com a Segurança, Higiene e Saúde nos locais de trabalho. Em 1995, o Decreto-Lei 155/95 de 1 de Junho, transpõe para a Lei portuguesa, a Directiva Estaleiros n.º 92/57/CEE de 24 de Junho, relativa ao sistema de gestão da segurança, higiene e saúde no trabalho, nos estaleiros da construção. Em 2003, é revogado pelo Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro que procura optimizar a resposta às questões relativas à organização do sistema de gestão de riscos profissionais nos estaleiros de construção.

7 Breve Evolução Histórica e Legislativa da Segurança e Saúde no Trabalho Portugal é um dos países da UE com maior índice de acidentes de trabalho e a construção é um dos sectores que mais contribui para estas estatísticas (estatísticas divulgadas pela Eurostat ). Uma abordagem económica da problemática da Segurança em Obra confirma que as entidades intervenientes na construção colhem benefícios económicos resultantes do estabelecimento dum sistema de segurança na construção.

8 Da Política das coisas importantes Da Política das coisas importantes A Prevenção de Acidentes do Trabalho deve ser um tema de preocupação de todos os profissionais independente de sua área de actuação. Os Acidentes de Trabalho têm custos sociais, políticos e económicos que afectam o Trabalhador, a Entidade Empregadora, o Dono de Obra e o próprio Estado.

9 Por vezes quando reflicto sobre as tremendas consequências que resultam das pequenas coisas, fico tentado a pensar que não há pequenas coisas Bruce Barton

10

11 Uma Visão Nacional O Sector da Construção O sector da construção, em Portugal, emprega em média cerca de 10% da força de trabalho, e representa cerca de 20% da totalidade dos acidentes de trabalho, mas quando se trata de acidentes mortais, a responsabilidade sobe para cerca de 30%. O sentido dos Sistemas de Segurança deverá ser o da prevenção, sendo que o custo dos acidentes, numa análise meramente económica, representa cerca do dobro do custo da prevenção.

12 Da Política das Pequenas Coisas Da Política das pequenas coisas Em Portugal, a cultura dominante ainda considera o processo construtivo como a mera soma de duas fases distintas e autónomas - a fase de projecto e a fase de construção.

13 A disfunção Disfunção na Circunstância Segundo dados da ACT, dois em cada três acidentes (63%), são predeterminados antes da abertura do estaleiro da obra. Nesta circunstância são os disfuncionamentos nas fases de Concepção, Planeamento e de Organização da obra os responsáveis pelos acidentes de trabalho e também pelos defeitos de qualidade.

14 Prevenir para Atingir PREVENIR PARA ATINGIR É Surpreendente ver a frequência com que as circunstâncias se adaptam aos esquemas que são previamente preparados William Osler Os significado mais comuns da palavra Prevenir são: 1.Evitar 2.Impedir No entanto etimologicamente Prevenir também significa: 1.Dispôr de antemão 2.Preparar e precaver 3.Avisar e Informar

15 O Enquadramento na Formação Formar e Coordenar A Segurança do acto de construir deve começar na Fase de Projecto, entendido como um todo, com a recolha das informações pertinentes e necessárias à elaboração da análise dos riscos. Também na execução do projecto: o autor do projecto ou a equipa de projecto deve ter em conta os princípios gerais de prevenção de riscos profissionais consagrados no regime aplicável em matéria de segurança, higiene e saúde no trabalho. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro

16 Da Política das coisas Pequenas O Planeamento e Acompanhamento da Segurança de uma Obra de construção civil é um processo dinâmico e complexo que deve acompanhar todo o acto de construir. Só melhorando e aumentando a acção dos diferentes interlocutores num sentido comum, tendo como perspectiva uma política de Segurança real, optimizando e coordenando as diversas leituras distintas, que representam cada um dos diferentes projectos, é possível reduzir a pré-determinação dos acidentes antes do início da obra.

17 Somos o que repetidamente fazemos. A Excelência, portanto, não é um feitio, mas um hábito Aristóteles

18 Da Política dos Hábitos Dos Usos e Costumes A cultura dominante considera o processo construtivo como a mera soma de duas fases distintas e autónomas - a fase de projecto e a fase de construção, a ponte entre as duas fases, que deveria ser feita pelos autores de projecto com a assistência técnica à obra, frequentemente não se concretiza. A prevenção neste sector terá de ser desenvolvida segundo metodologias próprias, uma vez que o processo construtivo decorre em função da dinâmica do projecto.

19 Da Política dos Hábitos Da Política dos Hábitos O processo construtivo e a política de segurança é considerado um todo indivisível, pela Directiva Estaleiro, com início prévio à elaboração do projecto e com término posterior à conclusão da obra. Quem conhece profundamente o projecto, a sua evolução, as restrições que condicionaram as soluções adoptadas, pode ainda não estar presente na fase de construção.

20 Da Política dos Hábitos Da Política dos Hábitos A Directiva Estaleiros define que: o autor do projecto ou a equipa de projecto deve ter em conta os princípios gerais de prevenção de riscos profissionais consagrados no regime aplicável em matéria de segurança, higiene e saúde no trabalho A prevenção na concepção tem particular importância na escolha de soluções arquitectónicas e técnicas, com vista à prevenção de riscos profissionais.

21 Da Política dos Hábitos Se é unânime que a mudança de mentalidade necessária para alterar o modo de fazer se iniciou, não menos importante são as políticas de gestão associadas ao saber fazer e à tomada de consciência do que se está a fazer. O projecto e a obra, quando encarados como parte de um todo comum, resultam de um processo de estudo, análise e actuação de acordo com os pressupostos estabelecidos.

22 O Papel do Arquitecto Da Política dos Hábitos A função do Arquitecto no percurso da obra não se resume à mera elaboração do projecto de Arquitectura, pelo contrário, ele é o conhecedor de todo o projecto na sua globalidade. A compatibilização de cada um dos diversos e diferentes projectos de especialidades é reunido no Projecto de Arquitectura. O Arquitecto, como o gestor e coordenador do projecto, é um agente essencial numa política de Segurança integrada.

23 A importância da Formação Da Política dos Hábitos Quem conhece profundamente o projecto, a sua evolução, as restrições que condicionaram as soluções adoptadas, tem de estar presente na fase de construção. Não obstante, e em consequência, a necessidade, de formação e informação, dos agentes da pirâmide organizacional da indústria da construção. A Formação como um objectivo já está definido e enquadrado no Código do Trabalho (artigo 123º a 125º), enquanto instrumento para a competitividade das empresas e para a valorização e actualização profissional

24 Quando soubermos para onde queremos ir e quando queremos lá chegar, iremos descobrir como podemos fazer

25 Conclusão À Procura da Chegada Prevenir é Coordenar e Formar. A implementação de medidas em obra é necessária em consequência das acções e opções tomadas na Concepção e no Planeamento. A melhoria das condições de segurança na obra é, seguramente reforçada, se integrada numa política de verdadeira coordenação e planeamento, de formação e informação. A aposta na qualificação comprovada dos agentes (técnicos, operários, donos de obra, ) torna-se primordial. A consciência da consequência de uma acção é essencial

26 A maior descoberta da minha geração é que qualquer ser humano pode mudar de vida, mudando as suas atitudes William James

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