Morcegos do Brasil. Nelio R. dos Reis Adriano L. Peracchi Wagner A. Pedro Isaac P. de Lima (Editores)

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2 Morcegos do Brasil Nelio R. dos Reis Adriano L. Peracchi Wagner A. Pedro Isaac P. de Lima (Editores)

3 EDITORES Nelio Roberto dos Reis Doutor em Ciências pelo INPA Titular da área de ecologia da Universidade Estadual de Londrina. Área - Ecologia de Mamíferos. Adriano Lúcio Peracchi Doutor em Ciências pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Livre Docente da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Área - Zoologia de Mamíferos. Wagner André Pedro Doutor em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos Livre Docente em Ciências do Ambiente da Unesp Araçatuba. Área - Diversidade e História Natural de Vertebrados. Isaac Passos de Lima Mestre em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina Doutorando em Zoologia Animal pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Área - Zoologia e Ecologia de Mamíferos.

4 Nelio R. dos Reis Adriano L. Peracchi Wagner A. Pedro Isaac P. de Lima (Editores) Morcegos do Brasil Londrina 2007

5 Capa e Ilustrações: Oscar Akio Shibatta Design gráfico e Diagramação: Isaac Passos de Lima Catalogação na publicação elaborada pela Divisão de Processos Técnicos da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina. Dados internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) M833 Morcegos do Brasil / Nelio Roberto dos Reis...[et al.]. - Londrina: Nelio R. dos Reis, p. :il. Vários Colaboradores. Inclui bibliografia e índice. ISBN Morcego - Classificação. 2. Mamífero - Classificação. 3. Taxonomia animal - Brasil. 4. Zoologia - Brasil. I. Reis, Nelio Roberto. Depósito legal na Biblioteca Nacional Impresso no Brasil/ printed in Brazil CDU 599.4

6 Apresentação Em decorrência de sua visão adaptada apenas à luz do dia, os humanos primitivos desenvolveram um temor e um respeito atávicos pelas trevas noturnas, extensivos aos seres que são ativos nelas. Assim, se desenvolveram mitos e fantasias sobre a coruja, o sapo, as grandes mariposas (também conhecidas como bruxas) e o morcego, entre outros tipos de animais. Tais fantasias atravessaram os tempos e, na Europa, por exemplo, deram origem a lendas sobre seres meio humanos meio demônios como as bruxas, o lobisomem e o vampiro. Tratados no singular, como se fossem espécies únicas, esses animais passaram a ser temidos porque, além de serem feios, seriam nocivos : a coruja por seu mau agouro, o sapo por ter verrugas e espirrar leite venenoso nos olhos das pessoas, as mariposas por seu pó capaz de cegar e os morcegos por serem todos capazes de sugar o sangue dos humanos. Já no século XVII, o naturalista Guilherme Piso, tratando da flora e fauna brasileiras, relatava que a mordida do andirá (morcego) era da mesma natureza que a peçonha do cão raivoso. Felizmente, por seus hábitos crípticos e por serem ativos em período do dia diferente daquele da maioria dos humanos, esses animais, que não são formas únicas (só de morcegos voam no Brasil ao menos 167 espécies distintas), estão relativamente protegidos de sua extinção. Os quirópteros, se por um lado algumas entre suas espécies frutívoras são capazes de provocar danos em pomares e as hematófagas de disseminar o vírus da raiva, por outro, e a balança pende significativamente a seu favor, são importantíssimos no controle dos insetos, que as formas insetívoras consomem às toneladas em cada noite, na polinização de inúmeras espécies de plantas florestais, que desapareceriam sem o concurso das formas nectarívoras, e na disseminação de sementes pelas frutívoras, tanto pelo abandono das sementes maiores após devorarem a polpa, como pela eliminação das menores junto com as suas fezes. Só o papel de conservadores das nossas florestas justificaria o empenho que muitos pesquisadores atualmente demonstram no sentido de melhor conhecê-los, tanto no aspecto taxonômico, como em sua distribuição, ecologia e hábitos reprodutivos. Com a intenção de se atualizar os dados taxonômicos e informações sobre os quirópteros brasileiros, para atender aos diversos pesquisadores sobre morcegos, tanto os mais antigos como aqueles que estão se iniciando, Nélio Roberto dos Reis, Adriano Lucio Peracchi, Wagner André Pedro e Isaac Passos de Lima reuniram-se para editar este livro, contando com a colaboração de mais outros 18 autores, todos especialistas no assunto e igualmente pesquisadores em instituições de ensino superior e de pesquisa brasileiras. Trata-se, portanto, de obra indispensável para todos aqueles que desejarem se atualizar ou aumentar seus conhecimentos sobre esse interessante grupo de animais tão importantes para a preservação do meio ambiente. Eugenio Izecksohn Professor Emérito da UFRRJ

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8 Dedicatória Só podemos preservar o que amamos, só podemos amar o que entendemos, só podemos entender o que nos foi ensinado. (Autor desconhecido) Este livro é oferecido aos professores Valdir Antônio Taddei (In memoriam) e Adriano Lúcio Peracchi pelas grandes contribuições para o conhecimento da Ordem Chiroptera no Brasil, pela manutenção de respeitadas Coleções Zoológicas e pela formação de um grande número de profissionais nesta área. A eles o nosso mais profundo respeito. Nelio Roberto dos Reis Wagner André Pedro Isaac Passos de Lima

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10 Aos revisores Agradecimentos Carlos Eduardo de Alvarenga Julio (Dr.) Biólogo, Professor Adjunto - Zoologia/Invertebrados - Departamento de Biologia Animal e Vegetal - Universidade Estadual de Londrina (UEL). Cibele Rodrigues Bonvicino (Dra.) Bióloga, Instituto Nacional do Câncer, Coordenadoria de Pesquisa, Divisão de genética (INCA). Edson Aparecido Proni (Dr.) Biólogo, Professor associado do Departamento de Biologia Animal e Vegetal da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Enrico Bernard (Ph.D.) Biólogo, York University, Toronto, Canadá/Gerente de Projetos para a Amazônia - Conservação Internacional. Erica Marisa Sampaio-Czubayko (Ph.D.) Bióloga, Pesquisadora Associada donational Museum of Natural History - Mammals Division/Estados Unidos e Department of Experimental Ecology - University of Ulm/Alemanha. Fabiana Rocha Mendes (M.Sc.) Bióloga, Doutoranda em Ciências Biológicas, Zoologia - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP - Rio Claro - SP). João Alves de Oliveira (Ph.D.) Biólogo, Professor adjunto do Departamento de Vertebrados, Museu Nacional Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Marcelo Passamani (Dr.) Biólogo, Prof. Setor de Ecologia, Departamento de Biologia da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Marco Aurélio Ribeiro de Mello (Dr.) Biólogo, Departamento de Botânica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Margareth Lumy Sekiama (Dra.) Bióloga, Ambiência - Klabin Florestal Paraná. Oilton José Dias Macieira (Dr.) Ecólogo, Professor associado do Departamento de Biologia Animal e Vegetal da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Renato Silveira Bérnils (M.Sc.) Biólogo, Doutorando em Zoologia, Departamento de Vertebrados, Museu Nacional Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Sandra Bos Mikich (Dra.) Bióloga, Pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Unidade Embrapa Florestas. Sérgio Luiz Althoff (M.Sc.) Biólogo, Professor Pesquisador do Departamento de Ciências Naturais da Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB). Valéria Tavares (Dra.) Bióloga, Department of Mammalogy, American Museum of Natural History (AMNH). Wilson Uieda (PhD.) Biólogo, Professor do Departamento de Zoologia no Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) - Campus de Rubião Junior. Agradecimentos especiais À Caixa Econômica Federal; À Pró-Reitoria de Pesquisa (PROPe), da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP); À Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Estas entidades deram total apoio financeiro na impressão desta obra. À Universidade Estadual de Londrina (UEL) na pessoa do Magnífico reitor Dr. Wilmar Sachetin Marçal; Ao Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas (UEL). Por darem apoio logístico e de infra-estrutura para a execução deste livro. Ao CNPq, a CAPES e a FAPERJ pelo apoio e concessão de bolsas aos pesquisadores envolvidos neste projeto. Aos profissionais que cederam as fotos para a composição deste livro.

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12 Lista dos Autores Adriano Lúcio Peracchi (Dr.), Agrônomo, Professor Livre Docente do Instituto de Biologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Cibele Maria Vianna Zanon (M.Sc.), Bióloga, Doutoranda em Ecologia de Ambientes Aquáticos da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Daniela Dias (Dr a.), Bióloga, Laboratório de Mastozoologia - Instituto de Biologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Eliana Morielle-Versute (Dra.), Bióloga, Professora do Departamento de Zoologia e Botânica da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Fabio Nascimento Oliveira Fogaça (M.Sc.), Biólogo, Professor Assistente do Curso de Tecnologia em Meio Ambiente, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Campus Umuarama. Gisele Aparecida da Silva Doratti dos Santos (M.Sc.), Bióloga, Laboratório de Mastozoologia - Centro de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Gledson Vigiano Bianconi (M.Sc.), Biólogo, Doutorando em Ciências Biológicas, Zoologia, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP Rio Claro-SP). Henrique Ortêncio Filho (M.Sc.), Biólogo, Doutorando em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Professor Adjunto do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Paranaense (UNIPAR), Campus Cianorte. Isaac Passos de Lima (M.Sc.), Biólogo, Doutorando do Curso de Biologia Animal do Instituto de Biologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Janaina Gazarini Bióloga, Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ludmilla Moura de Souza Aguiar (Drª.), Bióloga, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) - Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados. Marcelo Oscar Bordignon (Dr.), Biólogo, Professor Adjunto III do Departamento de Ciências do Ambiente da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Marcelo Rodrigues Nogueira (Dr.), Biólogo, Pesquisador Associado do Laboratório de Ciências Ambientais da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). Marlon Zortéa (Dr.), Biólogo, Professor do departamento de Biologia da Universidade Federal de Goiás (UFG). Marta Elena Fabian (Drª), Bióloga, Professora Adjunta do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Nelio Roberto dos Reis (Dr.), Biomédico, Professor Titular do Departamento de Biologia Animal e Vegetal da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Oscar Akio Shibatta (Dr.), Biólogo, Professor Associado do Departamento de Biologia Animal e Vegetal da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Priscila Mara de Moraes Veduatto (M.Sc.), Bióloga, Universidade Estadual de Londrina (UEL). Renata Issa Rickli (Mestranda), Bióloga, Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Renato Gregorin (Dr.), Biólogo, Professor do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Ricardo Moratelli Mendonça da Rocha (M.Sc.), Biólogo, Programa Institucional Biodiversidade e Saúde, FIOCRUZ; Doutorando do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas (Zoologia), Museu Nacional, (UFRJ). Wagner André Pedro (Dr.), Biólogo, Professor Livre Docente, Laboratório de Chiroptera, Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (UNESP - Araçatuba - SP).

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14 Sumário Sumário Capítulo 01 - Sobre os Morcegos Brasileiros Nelio R. Reis; Oscar A. Shibatta; Adriano L. Peracchi; Wagner A. Pedro e Isaac P. Lima Classificação e diversidade de morcegos Origem e evolução dos Chiroptera Características gerais dos Microchiroptera Conservação Caracteres morfológicos dos morcegos Capítulo 02 - Família Emballorunidae Adriano L. Peracchi e Marcelo R. Nogueira Gênero Centronycteris Cormura Cyttarops Diclidurus Peropteryx Rhynchonycteris Saccopteryx Família Phyllostomidae Capítulo 03 - Subfamília Desmodontinae Ludmilla M. S. Aguiar Gênero Desmodus Diaemus Diphylla Capítulo 04 - Subfamília Glossophaginae Marcelo R. Nogueira; Daniela Dias e Adriano L. Peracchi Tribo Glossophagini Gênero Anoura Choeroniscus Glossophaga Lichonycteris Scleronycteris Tribo Lonchophyllini Gênero Lionycteris Lonchophylla Xeronycteris Capítulo 05 - Subfamília Phyllostominae Marcelo R. Nogueira; Adriano L. Peracchi e Ricardo Moratelli Gênero Chrotopterus Glyphonycteris Lampronycteris Lonchorhina

15 Morcegos do Brasil Gênero Lophostoma Macrophyllum Micronycteris Mimon Neonycteris Phylloderma Phyllostomus Tonatia Trachops Trinycteris Vampyrum Capítulo 06 - Subfamília Carolliinae Henrique O. Filho; Isaac P. Lima e Fábio N. O. Fogaça Gênero Carollia Rhinophylla Capítulo 07 - Subfamília Stenodermatinae Marlon Zortéa Gênero Ametrida Artibeus Chiroderma Enchisthenes Mesophylla Platyrrhinus Pygoderma Sphaeronycteris Sturnira Uroderma Vampyressa Vampyrodes Capítulo 08 - Família Mormoopidae Cibele M. V. Zanon e Nelio R. Reis Gênero Pteronotus Capítulo 09 Família Noctilionidae Nelio R. Reis; Priscila M. M. Veduatto e Marcelo O. Bordignon Gênero Noctilio Capítulo 10 - Família Furipteridae Nelio R. Reis e Janaina Gazarini Gênero Furipterus Capítulo 11 Família Thyropteridae Isaac P. Lima e Renato Gregorin Gênero Thyroptera Capítulo 12 - Família Natalidae Nelio R. Reis; Gisele A. S. D. Santos e Renata I. Rickli Gênero Natalus

16 Capítulo 13 - Família Molossidae Marta E. Fabian e Renato Gregorin Gênero Cynomops Eumops Molossops Molossus Nyctinomops Promops Tadarida Capítulo 14 - Família Vespertilionidae Gledson V. Bianconi e Wagner A. Pedro Subfamília Vespertilioninae Tribo Eptesicini Gênero Eptesicus Tribo Lasiurini Gênero Lasiurus Tribo Nycticeiini Gênero Rhogeessa Tribo Vespertilionini Gênero Histiotus Subfamília Myotinae Gênero Myotis Capítulo 15 - Métodos e aplicações da citogenética na taxonomia de morcegos brasileiros Ricardo Moratelli e Eliana Morielle-Versute Técnicas para obtenção de cromossomos Técnicas de coloração e bandeamento Procedimento para obtenção de cromossomos em condições de campo Síntese dos dados citogenéticos sobre espécies de morcegos da fauna brasileira Aplicações dos estudos citogenéticos em morcegos Emballonuridae Phyllostominae Glossophaginae Stenodermatinae Desmodontinae Carolliinae Mormoopidae Noctilionidae Furipteridae, Thyropteridae e Natalidae Vespertilionidae Molossidae Anexo I protocolos para preparo de reagentes e soluções Anexo II fórmula para cálculo de força centrífuga Lista das espécies de morcegos do Brasil Referências Bibliográficas Índice Sumário

17 Morcegos do Brasil

18 Reis, N.R.dos; Shibatta, O.A.; Peracchi, A.L. Pedro, W.A. & Lima, I.P. de Capítulo 01 - Sobre os Morcegos Brasileiros Capítulo 01 Sobre os Morcegos Brasileiros Nelio Roberto dos Reis Professor Titular do Departamento de Biologia Animal e Vegetal Universidade Estadual de Londrina (UEL) Oscar Akio Shibatta Professor Associado do Departamento de Biologia Animal e Vegetal Universidade Estadual de Londrina (UEL) Adriano Lúcio Peracchi Professor Livre Docente do Instituto de Biologia Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Wagner André Pedro Professor Livre Docente do Laboratório de Chiroptera, Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (UNESP Araçatuba-SP) Isaac Passos de Lima Doutorando do Curso de Biologia Animal do Instituto de Biologia Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) No Brasil, poucas pessoas sabem que os morcegos recebem os nomes andirá, guandira ou guandiruçu na língua tupi. O desconhecimento sobre esses animais não se restringe a esses nomes, mas à diversidade de espécies, complexidade biológica e importância ecológica. A palavra morcego remete a maioria das pessoas à figura de um rato alado, noturno e sugador de sangue. O próprio nome, morcego, é derivado do latim muris (rato) e coecus (cego). Em grego é verpertilio e em latin é nycteris, que são nomes relacionados ao hábito de vida noturno. Segundo BIEDERMANN (1993), a simbologia associada a esses animais é variada, e as narrativas dos primeiros colonizadores, da existência de morcegos-vampiros sugadores de sangue na América do Sul, contribuíram para que os morcegos inofensivos também fossem vistos na Europa como seres assustadores. Morcegos hematófagos já faziam parte das narrativas dos autores quinhentistas Hans Staden, Jean de Léry e Gabriel Soares de Souza, que foram os primeiros a tecerem comentários sobre os morcegos do Brasil (CASSIMIRO & MORATO, 2005). Entretanto, esses animais apresentam diferentes hábitos alimentares e a grande maioria é útil ao homem. Na cultura maia da América Central, ao norte de Yucatán, havia um Deus-morcego chamado Acanceh. Na China, além de ser um símbolo da felicidade, cinco morcegos juntos significam os bens terrenos (idade avançada, riqueza, saúde, amor virtuoso e morte natural). Na antiguidade, o morcego era o símbolo da vigilância, e seu olho protegeria da sonolência (BIEDERMANN, 1993). Lendas à parte, a simplificação imposta pela crendice popular não faz jus a esses formidáveis animais, que apresentaremos a seguir. Classificação e diversidade de morcegos Morcegos pertencem à ordem Chiroptera, palavra derivada do grego cheir (mão) e pteron (asa). Quirópteros são um dos grupos de mamíferos mais diversificados do mundo, com dezoito famílias, 17

19 Morcegos do Brasil 202 gêneros e 1120 espécies (SIMMONS, 2005). Isso representa aproximadamente 22% das espécies conhecidas de mamíferos, que hoje totalizam 5416 espécies (WILSON & REEDER, 2005). Tradicionalmente os Chiroptera são divididos em duas subordens, os Megachiroptera e os Microchiroptera. Duas hipóteses correntes de relacionamento filogenético podem ser destacadas. A primeira, que demonstra o polifiletismo da ordem, baseada em caracteres do sistema visual (PETTIGREW, 1986), relaciona os Megachiroptera aos Primates. A segunda, baseada em dados morfológicos (SIMMONS, 1994; VAN DEN BUSSCHE et al., 1998) e reforçada recentemente pelas informações genéticas (MURPHY et al., 2001), demonstra o monofiletismo do grupo. Os Megachiroptera não ocorrem no Brasil e estão representados por apenas uma família, Pteropodidae, com 150 espécies distribuídas pelo Velho Mundo, na região tropical da África, Índia, sudeste da Ásia e Austrália (FENTON, 1992). Devido à similaridade de suas faces com as das raposas, são conhecidos popularmente como raposas-voadoras. Apresentam tamanho médio a grande, com Pteropus vampyrus, atingindo aproximadamente 1,5 kg e 1,7 m de envergadura. Utilizam a visão para navegação e, por isso, têm olhos grandes. Além disso, têm as orelhas pequenas e sem o tragus (apêndice membranoso na abertura auricular) e não têm ornamentações faciais e nasais, pois não apresentam ecolocalização (apenas uma espécie dessa família apresenta esse sistema). A cauda e o uropatágio estão ausentes, as vértebras cervicais não são modificadas e a cabeça fica virada para a região ventral quando estão empoleirados. Não hibernam e nem entram em torpor. As diferentes espécies podem apresentar variadas estratégias reprodutivas, desde estacionalmente monoestra até poliestria assazonal (TADDEI, 1976). Os Microchiroptera são compostos por 17 famílias e 930 espécies no mundo (SIMMONS, 2005), não ocorrendo apenas nas regiões polares. No Brasil são conhecidas nove famílias, 64 gêneros e 167 espécies (REIS et al., 2006; TAVARES et al., no prelo; presente trabalho). Neste país é a segunda ordem em riqueza de espécies, sendo superada somente pela ordem Rodentia, com 235 espécies. As famílias brasileiras, com seus respectivos números de espécies são: Emballonuridae (15); Phyllostomidae (90); Mormoopidae (4); Noctilionidae (2); Furipteridae (1); Thyropteridae (4); Natalidae (1); Molossidae (26) e Vespetilionidae (24) (PERACCHI et al., 2006). Eles habitam todo o território nacional, ocorrendo na Amazônia, no Cerrado, na Mata Atlântica, no úmido Pantanal, no árido nordeste, nos pampas gaúchos e até nas áreas urbanas. Mais adiante serão apresentadas características gerais dessa subordem. Origem e evolução dos Chiroptera A ancestralidade dos morcegos continua obscura. A dificuldade de vincular os morcegos a qualquer outro grupo de mamíferos sugere uma origem muito antiga. É difícil encontrar fósseis com informações sobre o período inicial da evolução dos morcegos por causa do esqueleto delicado, pequeno e leve, que não se preserva bem. Além disso, nas florestas as condições não são favoráveis à fossilização. O registro fóssil mais antigo, que remete a alguma característica quiróptera, provém de alguns dentes descobertos na França, do período Paleoceno, que apresentam caracteres tanto de morcegos quanto de insetívoros (Eulipotyphla, o grupo dos musaranhos), permitindo relacionar filogeneticamente esses dois grupos. Isso foi confirmado recentemente, em estudo com dados moleculares (MURPHY et al., 2001), em que os Eulipotyphla se mantiveram como o grupo irmão do clado onde se encontram os morcegos. Mesmo assim, não é possível determinar se esses animais primordiais já apresentavam estruturas alares, ape- 18

20 Reis, N.R.dos; Shibatta, O.A.; Peracchi, A.L. Pedro, W.A. & Lima, I.P. de Capítulo 01 - Sobre os Morcegos Brasileiros nas pelo exame dos dentes fósseis. O fóssil completo mais antigo de um verdadeiro morcego foi encontrado em rochas Eocênicas (60 milhões de anos) da formação Green River do Wyoming, Estados Unidos. Entretanto, esse fóssil, denominado Icaronycteris index, não apresenta nenhuma característica intermediária, sendo claramente um Microchiroptera de hábitos insetívoros. A morfologia craniana dessa espécie também indica habilidade para a ecolocalização. Outro fóssil encontrado na Alemanha, o Palaeochiropterys tupaiodon, de 50 milhões de anos atrás, também era um morcego semelhante aos atuais (FENTON, 1992, SIMMONS & GEISLER, 1998). Outra datação da antiguidade do grupo foi realizada com a descoberta de ovos fossilizados de mariposas noctuídeas, que têm a habilidade de detectar sons de morcegos. Eles têm aproximadamente 75 milhões de anos, sugerindo que os morcegos floresceram muito cedo, há cerca de 80 a 100 milhões de anos. Assim, eles permaneceram sem mudanças expressivas na sua arquitetura corpórea, mesmo depois de ter compartilhado o mundo com os dinossauros e de ter presenciado os eventos que os extinguiram no final do Cretáceo (FULLARD, 1987; GALL & TIFFNEY, 1983; BAILEY, 1991). Especula-se que os morcegos evoluíram com o início da diversificação das plantas com flores, que trouxe como conseqüência a abundância de insetos. Desta forma, os mamíferos da ordem Insetivora também se estabeleceram e exerceram uma forte pressão de predação contra os ancestrais dos morcegos, pois havia Insetivora que predavam pequenos mamíferos. Por essa razão, presume-se que esses ancestrais dos morcegos fossem noturnos, evoluindo de um mamífero pequeno e arborícola. Após milhões de anos saltando atrás de insetos, de árvore para árvore, o processo de seleção natural direcionou para o desenvolvimento de membranas, o que possibilitou aos ancestrais dos morcegos planarem de modo similar àquele dos modernos colugos (ordem Dermoptera) e esquilos voadores (ordem Rodentia). Deste ponto eles literalmente se lançaram para o vôo, tornando-se esses caçadores aéreos altamente bem sucedidos que são conhecidos atualmente. Assim, menos energia é gasta com o vôo planado de árvore para árvore do que caminhando ou correndo. Além disso, evita-se contatos com predadores terrestres (ALTRINGHAM, 1996). Características gerais dos Microchiroptera Os Microchiroptera geralmente apresentam tamanho médio, mas podem ocorrer espécies diminutas como Furipterus horrens com peso médio de 3 gramas e 15 cm de envergadura (NOWAK, 1994). Outras espécies podem ser relativamente maiores, como o filostomídeo Vampyrum spectrum, conhecido como andirá-açu, que pode chegar a 190 g, 15 cm de corpo e 70 cm de envergadura (EMMONS & FEER, 1990). Morcegos em geral apresentam alta longevidade se comparados a mamíferos de mesmo porte: enquanto um rato de 40 g vive até dois anos, um morcego vampiro pode viver até 20 anos na natureza (BERNARD, 2005). Como animais noturnos, têm poucos cones na retina, uma estrutura relacionada com a percepção de cores. No entanto, não são cegos e, embora todas as famílias brasileiras usem a ecolocalização para se orientar, alguns frugívoros maiores também se localizam pela visão. Por utilizar primariamente o sistema de ecolocalização, os olhos são pequenos, as orelhas são grandes, o tragus bem desenvolvido e as ornamentações nasais e faciais muitas vezes estão presentes. Na maior família brasileira, Phyllostomidae, a folha nasal proeminente toma parte importante no direcionamento dos ultrassons que saem pelas narinas (NEUWEILER, 2000). Durante o processo de ecolocalização, eles transmitem sons de alta freqüência pela boca ou pelo nariz, que são refleti- 19

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